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Correr na Cidade

Review: Berg Lynx

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Modelo: Berg Lynx

Testado por: Sara Dias

Características pessoais: Pronadora e 57Kg de peso

Condições de teste: Cerca de 80km percorridos nos trilhos de Monsanto e Serra de Sintra, percorrendo vários tipos de terrenos e condições climatéricas.

 

Os meus queridos Berg Lynx andaram a ser testados nos últimos dois meses, tempo suficiente para me apaixonar por eles. Estas sapatilhas conseguiram-me surpreender, não esperava que fossem a escolha para muitos dos meus treinos em trilhos.

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

Não posso dizer que são as sapatilhas mais bonitas que tenho, mas desde algum tempo que aprendi com os mais experientes nestas andanças, que a beleza não deve de ser factor primário na escolha de uma sapatilha. Pois bem, elas podem não ser as sapatilhas mais bonitas mas marcam pontos em outros factores bem mais importantes.

Começamos pela sua construção que é o que nos interessa, esta sapatilha é construída com materiais super resistentes, upper em nylon Mesh conhecido por ser uma malha arejada e muito flexível, permite que a transpiração seja facilmente eliminada, sendo ideal para a escoagem de algumas águas em tempo chuvoso. Para além disso, neste modelo não há costuras, estas foram substituídas por solduras termoplásticas. Podemos ainda contar com uma biqueira reforçada para maior proteção.

Outsole semi rígida com Megagrip da Vibram reforçado com TUP, confere maior aderência e conforto, é aquilo que mais gosto nestas sapatilhas, adaptam-se ao piso inclusivamente os mais húmidos.

Possuem diversos elementos refletores muito úteis em treinos noturnos para uma maior visibilidade.

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  Os manos Berg Lynx e Berg Jaguar

 

ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

Achei-as com a estabilidade que necessito, no meu caso estou a usar um 41 talvez um meio número abaixo poderia sentir mais estabilidade, mas ao fim de alguns quilómetros tenho tendência a inchar bastante dos pés por isso nunca é demais um espacinho extra.

Aderência cinco estrelas, graças à sola Vibram, sendo esta a de eleição para muitos de nós, porque agarra em diversos tipos de terreno mesmo nos mais molhados, dando-nos confiança em casa passada.

 

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CONFORTO

Para modelo feminino, tem óptima base para o pé e a biqueira não afunila como em alguns modelos de outras marcas, para mim um ponto que dou muito valor. Não ter costuras ajuda imenso no conforto. Língua da sapatilha é bastante esponjosa, não há risco de magoar o dorso do pé. Não possui bolsa para guardar os atacadores (ponto que pode ser melhorado), na minha opinião o próprio atacador devia ser ligeiramente mais comprido, habitualmente não uso sapatilhas com muito aperto e necessito sempre de atacadores mais compridos.

A palmilha Ortholite é super comoda e com elevado amortecimento, outro ponto muito positivo neste modelo. 

 

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AMORTECIMENTO

Cumprem os requisitos para trails com pouca distância e que não tenham terreno com muitas pedras.

 

PREÇO

Passando à parte dos custos, conseguimos comprar este modelo pelo PVP de 64,99€ na loja online da Berg, acho que é uma boa relação qualidade preço.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Design/Construção 15/20

Estabilidade e Aderência 18/20

Conforto 16/20

Amortecimento 14/20

Preço 17/20

Total 80/100

 

Se me perguntarem se compraria estas sapatilhas? Responderia que sim. Diria que são uma boa aposta para quem inicia trilhos e não quer investir muito dinheiro, com elas conseguimos nos adaptar a diversas tipologias de terreno mesmo quando molhadas ou com lama, confortáveis e com boa relação qualidade preço.

 

Bons treinos e espero com Berg Lynx nos pés.

Review: Skechers GoRun Strada W

 

Modelo: Skechers GoRun Strada

Drop: 8mm

Testado por: Liliana Moreira

Características pessoais: Pronadora e 83Kg de peso

Condições de teste: Cerca de 80km percorridos em ambiente urbano, como alcatrão e calçada portuguesa, terra batida e pista de tartan, em vários tipos de condições climatéricas.

 

As primeiras sensações que descrevi destas sapatilhas na preview, de uma forma bastante positiva, mantiveram-se e consolidaram-se. Fora do ambiente de trilhos técnicos, estas sapatilhas têm sido as minhas companheiras de eleição e tem sido na sua leveza, conforto e amortecimento que tenho depositado a minha confiança. Mas vamos lá aos detalhes:

 

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

Esteticamente não acho que sejam as sapatilhas de estrada mais atraentes pela sua forma. As cores são vibrantes e divertidas mas à primeira vista, em termos de estrutura, parecem um pouco “amatacoadas”, com uma biqueira larga e uma sola proeminente que nos faz questionar sobre o seu peso e se serão uma boa escolha para “brincar as séries” numa pista de atletismo.

 

É uma sapatilha cuja forma primeiro estranha-se mas depois entranha-se… os primeiros treinos com elas, sobretudo para quem não está familiarizado com Skechers, podem-se tornar ligeiramente desconfortáveis, mas a realidade é essa amplitude da ala frontal que permite que durante a corrida os dedos dos pés possam expandir livremente como se estivéssemos descalços.

 

O material lateral que conecta com os atacadores é denso, conferindo uma excelente base de suporte para que o pé não ande a deslizar dentro da sapatilha, evitando assim as indesejáveis bolhas de fricção. O upper é feito de uma malha resistente e maleável, em que o contraforte no calcanhar é ligeiramente mais alto e estruturado que a maioria das sapatilhas para conferir mais apoio e estabilidade.

 

O têxtil interior não tem costuras e é suave ao toque. Para quem costuma ter uma passada em que por vezes roça um pé no outro, há de salientar que o têxtil apresentou-se bastante resistente e não deu quaisquer sinais de desgaste. A língua tem uma dimensão equilibrada e não é demasiado espessa mas tem tendência para descair para o lado externo do pé em utilizações mais prolongadas. Por norma foi difícil identificar um equilíbrio ao nível de aperto dos atacadores nesta sapatilha, ligeiramente elásticos mas muito finos e com tendência a enrolarem. Em termos de apresentação, na zona de transição dos atacadores para a topo da biqueira, em pés mais estreitos, há apresentação de excesso de material têxtil no topo da sapatilha, mas que não confere por si só qualquer problema ou desconforto… apenas não fica perfeito.

 

Independentemente se agrada ou não, sem dúvida que captam a atenção!

ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

No que diz respeito à estabilidade esta sapatilha, apesar de neutra, tem características de controlo de pronação, permitindo a colocação e estabilização do pé para uma passada o mais natural possível, sem que a liberdade de movimentos seja comprometida. Este controlo é feito em grande parte pela tecnologia M-Strike que promove uma passada realizada com a parte media-frontal do pé que, em consonância com a tecnologia Skechers GOimpulse, proporciona uma experiência de corrida mais ágil.

 

Em termos gerais o maior inimigo da estabilidade nestas sapatilhas diz respeito à escolha do número correcto. Esta sapatilha no nosso número tradicional pode ser ligeiramente mais folgada do que seria desejável. Para minimizar esta questão basta que estejam atentos às tabelas de conversão da Skechers (ver no interior da língua), identifiquem o comprimento do vosso pé em centímetros e escolham o vosso número em conformidade.

 

Em relação à aderência a Skechers Performance promove que esta sapatilha é um modelo todo-o-terreno, eu tomo a liberdade de reformular dizendo que é um TT apenas considerando ambientes tipicamente urbanos. Não encontro características na sola, em termos de rigidez ou proeminência de rasto, que me permitam ter confiança em colocar estas sapatilhas em terrenos como os de Monsanto ou Sintra, sem que o resultado final seja diferente de ter deixado metade da sola pelo caminho. Considero que quanto muito podemos usufrui-las num offroad pouco técnico como estradão em areão. Estas sapatilhas são plenas, confiáveis e cumprem muito bem este segmento em treinos ou provas seja em alcatrão ou calçada portuguesa, mesmo quando molhados. Em treinos de pista são nota 20, agarram muito bem o piso mesmo em pistas já com ligeiro índice de degradação onde a acumulação de poças de água no inverno é recorrente.

 

Para além da corrida, também tive oportunidade de testar estas sapatilhas em treinos funcionais ao ar livre, como os do PIMP YOUR MUSCLES ;) em que por vezes temos de subir e descer algumas elevações em relva molhada, posso sublinhar que tiveram um comportamento exemplar sem quaisquer escorregadelas descontroladas.

 

CONFORTO

Este é um ponto em que, ultrapassadas as primeiras sensações de adaptação ao formato desta sapatilha, as opiniões são consistentes... a maioria das pessoas que calçam sapatilhas da Skechers consideram-nas umas autenticas “pantufas”. As GoRun Strada não são excepção. É uma sapatilha que tem bons acabamentos, de têxtil suave e agradável ao toque, sem costuras proeminentes. A própria palmilha está muito bem incorporada na estrutura da sapatilha sem que sejam evidentes quaisquer rebordos ou rugosidades que possam causar desconforto.

 

Como já referi, o contraforte junto ao calcanhar apesar de ser ligeiramente mais alto que o habitual não causou problemas de mobilidade na zona do tendão de Aquiles e a biqueira sendo efectivamente mais larga que numa sapatilha tradicional, permite que o pé não esteja apertado e sejam naturais e confortáveis todos os movimentos de expansão dos dedos dos pés realizados durante a corrida.

 

Apesar do seu aspecto pouco ligeiro é, na verdade, uma sapatilha razoavelmente leve (284 g no modelo de homem e 234,9 g no modelo de senhora) e maleável, sem que tenha sentido a tradicional rigidez dos materiais da sola enquanto novos.

 

AMORTECIMENTO

Para mim é no resultado dos materiais aplicados na entressola que se encontra o melhor cartão de visita para esta sapatilha. A Skechers denomina de Resalyte o composto de borracha cuja função reside na dissipação da energia resultante do impacto da passada, sem que esta seja transferida para as articulações.

Esta absorção do impacto é bastante relevante para pessoas com algum excesso de peso, como é o meu caso, e na minha experiência tem sido um factor determinante para as continuar a utilizar nos meus treinos. Entenda-se que o amortecimento aqui patenteado não só fornece uma sensação de sola “fofa” e confortável, mas que é igualmente dinâmico e de rápida resposta às mudanças bruscas de ritmo, direcção ou até irregularidade de piso.

 

PREÇO

As Skechers GoRun Strada têm um PVP de 130€ (aprox.) que no meu ponto de vista é um preço interessante para as sensações de conforto, suporte e estabilidade que conferem.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Design/Construção 16/20

Estabilidade e Aderência 17/20

Conforto 17/20

Amortecimento 18/20

Preço 15/20

Total 83/100

 

Em suma, os GoRun Strada da Skechers Performance são uma excelente opção a ter em conta se estão à procura de uma sapatilha leve, com durabilidade e bom amortecimento para acompanhar-vos sobretudo em treinos mais longos ou recorrentes.

Review: Puma FAAS 300S V2

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Testado por: Bo Irik

Caraterísticas pessoais: Passada Neutra, 68 kg

Condições de teste: Treinos de 10 a 17km, algumas vezes com tempo chuvoso, e prova de 10km em estrada (> 150km no total)

 

Com excelente feedback em relação aos FAAS 300 da PUMA que foram uns dos meus ténis preferidos para estrada até 10-15km, as expectativas eram altas. Eram ténis leves, com drop reduzido e lindos de morrer. Usei e abusei tanto destas sapatilhas que tive literalmente que os deitar fora depois de uma voltinha de honra na Corrida da Linha, um ano e meio depois de os ter recebido. 

 

Sendo que a primeira impressão deste modelo foi boa mas não espetacular, na review final também concluo isso e em relação ao modelo anterior, a meu ver, foram uma desilusão.

 

CONFORTO

Não tenho muito a dizer sobre o conforto destas sapatilhas. São confortáveis, mas nada de excecional. Na primeira corrida que dei com elas, causaram-me um grande bolha no calcanhar, mas felizmente, tal aconteceu só na primeira vez. De resto, acabei por usar os FAAS 300S v2 na maioria dos treinos curtos e rápidos que fui fazendo e não tenho nada a apontar em relação ao seu conforto. Penso que a marca conseguiu um bom equilíbrio entre conforto e leveza (210 gramas). A língua do sapato e a zona que acolhe o calcanhar são bastante almofadados e confortáveis.

 

DESIGN E CONSTRUÇÃO

Em termos de looks, os FAAS 300 V2 estão disponíveis em várias cores, tanto para homem como para mulher. Um grande ponto positivo é que as sapatilhas são altamente refletoras permitindo correr com uma maior segurança à noite. No que toca à construção, tenho ainda três pontos positivos a apontar:

 

1. Têm a palmilha removível, o que é positivo para quem usa palmilhas especiais e para facilitar a sua lavagem;

2. Têm o buraquinho extra para apertar bem o sapato e evitar que o pé escorregue para frente;

3. A língua, para além de ter o tamanho certo, fica no sítio. Irrita-me quando esta cai para um dos lados ao correr, mas neste caso, mantém-se bem fixo.

 

Quanto ao tamanho, escolhi o 40, um número acima do meu calçado de dia-a-dia. O 40, correspondendo a 25,5cm neste caso, ficou-me ligeiramente apertado. Gosto de sentir o pé bem aconchegado no sapato, mas este sapato ficou um pouco justo de mais, embora tivesse melhorado com o tempo. Mas uma vez, alerto à importância de experimentar o calçado para validar o número, pois na sua versão anterior, este número servia-me perfeitamente.

 

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ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

Em termos de estabilidade e como sou uma corredora que não necessita de muito apoio neste aspeto, não tenho nada a apontar. Em comparação com o modelo que usava anteriormente, esta sapatilha tem uma “FAAS Engineered Stability Zone” melhorada e de facto, sinto que fornece mais estabilidade. No entanto, se tiver necessidade de ainda mais estabilidade, na gama Faas 300 um novo modelo “estabilidade”. Os Faas 300S v2 têm um drop de 8mm. Por mim, preferiria um drop ainda mais reduzido, perto dos 5mm, mas 8 já é muito menos que os 12mm de drop dos Puma Ignite. No que toca à aderência, tive a oportunidade de correr em diferentes pisos e várias condições climatéricas e conclui que são sapatilhas amigas desta variedade de pisos e condições, até da calçada portuguesa à chuva!

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AMORTECIMENTO

O site da PUMA tem uma aplicação interativa para definir qual o membro da família Faas mais indicado para cada corredor. Penso que esta aplicação é muito útil e funcional. Começa por definir qual o nível de amortecimento pretendido. A escala de amortecimento FaasFoam, de 100 a 1000, irá ajudá-los a escolher o calçado ideal para cada caso. Para uma corrida mais minimalista, basta selecionar um número mais baixo de amortecimento FaasFoam e vise versa.  

O amortecimento neste modelo, tal como no anterior, na parte da frente da sapatilha, é algo reduzido. O reduzido amortecimento na parte da frente do pé, a mim não me chateia, mas pelo que tenho visto na internet, há corredores que identificam isto como um ponto negativo.

 

PREÇO

Com um PVP que começa em €50 (online), esta sapatilha é uma excelente opção. Penso que é dos sapatos no mercado com melhor relação preço / qualidade.

 

CONCLUSÃO

Não são as minhas sapatilhas preferidas mas também não tenho grandes críticas. Assim, e tendo em conta que se trata de uma sapatilha a “tender para o minimalismo”, penso que podem ser uma boa oportunidade para quem se quer aventurar no minimalismo e que tenha uma passada neutra.

 

Conforto 16/20

Design/Construção 16/20

Estabilidade/Aderência 17/20

Amortecimento 17/20

Preço 19/20

Total 85/100

Preview: Skechers Go Run Forza

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Por Sara Dias:

Há muito tempo que tinha a Skechers debaixo de olho, ouvi falar bem da marca e até hoje não tinha tido oportunidade de testar uns.
Os Skechers Go Run Forza foi o modelo escolhido. Este modelo é o resultado da 5ª geração no que toca ao amortecimento, para além do material Resalyte o qual confere maior leveza, amortecimento e impulso.

Concebidos com uma meia sola dividida em duas e uma sola mais firme, proporcionando uma maior estabilidade, já para não falar de uma transição mais suave entre zona de impacto até zona de impulso a cada passada. Drop 8 mm e um upper bastante transpirável. Este modelo possui ainda alguns pormenores refletores que trazem mais segurança aos corredores durante a noite.


Visualmente são muito bonitos, chamam atenção mas não de forma espampanante, seleção de cores bem ao jeito dos gostos femininos, trazem uns atacadores suplentes e quando os calçamos pela primeira vez percebemos de imediato a sua leveza e conforto.

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Já corri com eles, mas não a distância necessária para ter uma opinião coesa, contudo não tenho dúvidas estes vão ser os meus companheiros para treinos longos. Em breve farei a minha review final. 

 

 

 

 

Review: Salming Distance segunda geração

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ModeloSalming Distance D1 - modelo de 2015

 

Testado por: Bo Irik

 

Condições de teste: Vários treinos por Lisboa, em vários pisos e em prova na Corrida da Fogueiras 2015 (15km).

 

A Salming, marca sueca, tem vindo a ganhar cada vez mais visibilidade no mercado português, apoiando várias provas de referência, entre as quais a Meia Maratona do Douro Vinhateiro, e já estando presente em lojas especializadas por todo o país.

 

No niche do Running, a Salming tem vindo a apostar no Natural Running, a forma natural de correr em que o atleta coloca o meio do pé em contacto com o solo primeiro, usando a força da gravidade para lhe empurrar para frente. Na crew temos vários elementos fãs desta filosofia, por exemplo o Stefan que adora as sapatilhas Salming T1 para trail e eu, fã dos Salming Distance.

 

Vamos lá então ao review do modelo Distance D1 de 2015 (segunda geração) que difere do modelo de 2014, segundo a marca, nos seguintes aspetos:

  1. Melhoramos todos os compostos de borracha;
  2. Melhorias na borracha da sola exterior, o que permite mais durabilidade, logo menor desgaste e mais kms;
  3. Zona do calcanhar reforçada e mais adaptável.

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DESIGN e CONSTRUÇÃO

Começo com uma crítica. O primeiro par de Salming Distance que usei foram um modelo de homem, tamanho 25,5cm. Na altura ainda não havia lojas Salming em Lisboa pelo que não pude experimentar o tamanho antes de encomendar as sapatilhas. Na verdade, este tamanho e modelo masculino ficava-me ligeiramente folgado, mas mesmo assim a experiência foi muito boa e as sapatilhas acompanharam-me na minha primeira maratona. Dado que o fit do modelo masculino e que normalmente prefiro sentir o pé bem aconchegado, encomendei o mesmo tamanho mas modelo feminino quando a Salming me deu a oportunidade de testar a segunda geração deste modelo. Infelizmente, o mesmo sapato mas versão mulher fica-me um pouco justo. É pena e é estranho que o mesmo tamanho, em cm, de homem para mulher tem uma diferença de tamanho tão significativa. Por isso recomendo que experimentem o modelo e tamanho numa loja.

 

Um ponto muito forte desta sapatilha é o seu design. Pelo menos um elogio é garantido por cada vez que as uso. De facto, a combinação de cores “Purple Cactus Flower” foi muito bem conseguida.

 

Segundo a marca, a sapatilha Salming Distance foi “Concebida para durar. (…) Com grande durabilidade e um drop de 5mm, esta sapatilha foi projetada para ajudá-lo a superar longas distâncias e superfícies duras.” Pois, tal como o nome indica, as Distance prometem acompanhar corredores neutros em distâncias maiores. Realmente, os ténis dão a confiança necessária para conquistar distâncias maiores (meias maratonas por exemplo). Em treinos mais longos fiquei apenas com umas pequenas bolhas nos calcanhares, mas nem quero atribuir a causa às sapatilhas em si, pois, os meus pés são muito sensíveis a bolhas e este tamanho é um bocadinho pequeno para mim.

 

O seu peso também é um fator positivo, com apenas 195g (240gr modelo masculino) são das sapatilhas mais leves que já tive. Conforme prometido, a marca apostou num reforço na zona do calcanhar mas isso não afetou o peso.

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CONFORTO

Gosto imenso do drop reduzido (5mm), que permite sentir realmente um efeito mais “natural”. Hoje em dia correr com tênis de drop maior, que pode atingir 12mm no caso da maioria dos modelos ASICS e New Balance, já me faz impressão. Parece que ando de saltos altos :p

 

Dão-se muito bem com o calor, pois respiram bem. De forma a conciliar conforto com durabilidade, a marca sueca apostou numa construção em três camadas. A primeira, uma espécie de rede, é confortável e altamente respirável enquanto a camada do meio ajuda a ganhar estabilidade e diminui a pressão no pé. A camada exterior, também em rede, é respirável e feito de uma material resistente (para além de ser giro).

 

Tal como nos Salming Distance de primeira geração, achei que estas sapatilhas poderiam melhorar no que toca à sua flexibilidade, pois são algo rijas.

 

A palmilha é removível e incorpora tecnologias antibacterianas e anti-odor para um maior conforto, higiene e durabilidade do sapato. Gosto do formato achatado dos cordões e o sapato tem o buraquinho extra para atar devidamente os atacadores.

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ESTABILIDADE e ADERÊNCIA

As Salming Distance de segunda geração têm uma armação especial - Exo Skeleton - que promete estabilizar o pé em movimentos laterais e permite distribuir a pressão da sapatilha no pé de forma uniforme, eliminando fricção.

 

Em termos de aderência estas sapatilhas são muito boas, desde alcatrão molhado, à calçada portuguesa e caminhos de terra batida. Felizmente, a marca apostou numa sola leve com elementos “sticky” colocados em pontos estratégicos da sola permitindo uma melhor aderência, mesmo em trajetos com inclinação, como é o caso de Lisboa, ao correr na cidade.

 

AMORTECIMENTO

Muito confortáveis, até na calçada portuguesa se comportam bem graças à tecnologia RunLite™ na entressola, que proporciona alta resistência ao desgaste e uma sensação agradável no contacto com o solo. Também na praia são amigos.

 

Para mim e tendo em conta a minha estatura, apesar do peso reduzido das sapatilhas, elas fornecem amortecimento suficiente para distâncias maiores.

 

PREÇO

Em Portugal, as Salming Distance de segunda geração têm um PVP de 130€. Para mim, pessoalmente, fora do orçamento disponível para calçado de corrida. Mas que para quem procura uma experiência de natural running para distâncias maiores e tiver um orçamento mais folgado pode justificar-se.

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AVALIAÇÃO FINAL

Design e Construção: 19/20
Conforto: 17/20
Estabilidade e Aderência: 18/20
Amortecimento: 18/20
Preço: 13/20

Total: 85/100

 

O estilo “natural running” (não necessariamente estes ténis em si) não é para todos. Para corredores habituados a ténis com maior amortecimento e controle de estabilidade ou mais pesados, a adaptação a este tipo de sapatilhas deve ser gradual e cuidadosa.

 

Na minha opinião, os Salming Distance de segunda geração cumprem as suas promessas. Eu gostei e gosto muito e recomendo vivamente a quem a se queria aventurar no “natural running”. Continuarei a usá-los em treinos mais longos e (Meias) Maratonas.

 

Boas corridas!

Unboxing: Salming Distance

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Enquanto o Stefan irá testar os Salming T1, a aposta para trail da marca sueca, a Bo, que já é fã da marca, irá experimentar os Salming Distance.

 

A experiência da Bo com as sapatilhas Salming Distance D1 correu tão bem que até foram as sapatilhas eleitas para a sua primeira Maratona, em Sevilha, em Fevereiro deste ano.

 

Tendo adorado a primeira versão deste modelo, vamos ver se a Salming conseguiu melhorar ainda mais a sua aposta para longas distâncias.

 

Segue o unboxing:

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