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Correr na Cidade

A (breve) história do Correr na Cidade Running Crew - parte II

Por Filipe Gil:

 

Lembro-me que, depois da Meia Maratona de Lisboa, sentimos que a crew devia crescer, vimos muitas equipas na prova, muitas t-shirts iguais de gente organizada e que corria muito. E sentimos que também podíamos lá chegar. No entanto, à medida que me ausentava mais de casa para as corridas, começava o meu desafio principal: convencer a minha mulher a correr também.

 

Ela de início não queria, afirmava que nunca iria conseguir, que era mais adepta das caminhadas e que odiava correr. Até que, competitiva como é, começou a ver outras mulheres a correr (algumas delas com peso a mais), e vai daí começou também a correr, aos poucos. Mas, nestas coisas, começar é o mais fácil e manter é o mais difícil. E foi aí que tive a ideia de criar um treino só de mulheres para mulheres, sem homens a interagir de forma a motivá-la para continuar a correr. O primeiro treino reuniu umas 14 mulheres que correram em conjunto uns 8kms. E a minha mulher lá no meio com a tshirt da crew, em cor de rosa, tal como "exigiu", e bem. Nascia assim a parte feminina da crew.

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Na foto de amarelo  a Joana Malcata e Ana Morais e de verde a Carmo Moser. A minha mulher com a tshirt rosa da crew


Este primeiro treino nem se chamou “Just Girls” mas sim “Girls Only”. O sucesso foi tal que passado umas semanas fizemos outro treino, com cerca de 30 mulheres e sim já com o conceito “Just Girls” e com umas ofertas no final. Lembro-me de gifts da Becel, da Cocomax, da Pharmonat, Compressport. Curiosamente, neste treino voltaram a participaram a Joana Malcata, a Bo Irik, a Carmo Moser e a Ana Morais, todas que após uns largos meses mais tarde se juntaram à crew. Mas já lá vamos. Entre a Meia Maratona e os Just Girls ainda se passaram coisas interessantes.

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No segundo treino, com ofertas, está a Carmo, a Ana Morais, a Joana Malcata, a Natália e a Bo Irik.

À medida que fui criando o blogue senti a necessidade de criar um produto editorial e, quem sabe, ter alguma receita financeira. Daí criei, em conjunto com o designer Luís Gregório, a revista Skywalker. Perdoem-me os meus amigos jornalistas que escrevem sobre corridas, mas um ano e pouco depois, não encontro em Portugal produto editorial dedicado à corrida de uma forma tão criativa e interessante. O projeto morreu porque as marcas não estavam dispostas a investir dinheiro e porque não arranjei ninguém para andar a bater às portas de um eventual financiador. O projeto está assim congelado, mas que faz sentido existir, faz. Vejam os dois números aqui e aqui.

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Voltando ao dia da Meia Maratona foi aí que conheci, pessoalmente, o Nuno Ferreira, fotógrafo profissional, habitante de Santarém, que tinha uma equipa para as suas bandas. Foi das pessoas com quem mais falei de corrida até hoje. E, fica a dica, é dos melhores fotógrafos de casamentos que conheço. Fiquei contente de o conhecer, mas com pena de ele já ter equipa. É que para além disso tudo, ele corre muito e é um grande atleta. Tanto que na partida da Meia de Lisboa disse-nos adeus e nunca mais o vimos, nesse dia.

 

Entretanto, um belo dia, chega a minha casa uma caixa de ténis da Skechers. Pensei que se tinham enganado. A marca da Skakira a enviar-me ténis para correr? WTF??? Abri a caixa vi o amarelo quase florescente dos GoRun 2 e fui correr com eles, desconfiado. Após as primeiras passadas foi amor à primeira vista. Adorei a sensação de correr com minimalistas.

 

Umas semanas mais tarde, depois de eu e o Bruno Andrade termos feito uma dieta em direto no blogue, ao longo de semanas, e de termos crescido em views e visitantes, decidi fazer uma apresentação pública do projeto Correr na Cidade.

 

Assim, com a ajuda dos amigos Fernando e Ana da Cowork Lisboa com o apoio da Skechers (que convidei como agradecimento pelo envio dos ténis/sapatos de corrida/sapatilhas) fiz uma apresentação que decorreu no IADE da Rua do Alecrim, e que foi precedida de uma corrida ligeira de, aproximadamente, 5K. Foram cerca de 40 pessoas, talvez menos, sou péssimo a contar pessoas nos treinos, nem acho que seja muito importante. Desde elementos do Portugal Running, aos amigos mais próximos da crew, até a minha mãe, foram algumas as pessoas, e lá estava o Tiago Portugal, acompanhado da irmã, ele que se tornou, mais tarde, um dos membros mais ativos da nossa running crew.

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Nesse dia convidei o Bruno e a Sandra Claro para aproveitarem a minha apresentação e o local e, também eles, apresentarem o seu projeto que dias antes tinha encontrado na net sem querer: o Correr Lisboa, uma rede social para corredores. Fui a primeira pessoa a entrevista-los para o blogue e a conhecer de perto o casal. Percebi que era um projeto com pés e cabeça e que podia aumentar a perceção de que o mercado de running estaria a crescer em Portugal, e ter volume.

 

Nesse dia, também, a TSF Runners entrevistou-me. Estranho um jornalista ser entrevistado por um colega, mas percebi aí que o projeto fazia mais sentido que nunca. E não, nessa altura não tínhamos treinos fixos e eramos, se não me engano, não mais de sete pessoas.

 

Isto foi em abril, altura em que eu, Bruno e Nuno Espadinha, já bem mais magros, fomos correr a Scalabis Night Race, a primeira edição. Fomos media partners e o nosso logotipo fez parte da t-shirt oficial. Impulsionado por isso ou não, fiz o meu melhor tempo de sempre (até aos dias de hoje) de 10K em 49 minutos. Nesse dia levamos a família connosco para nos ver correr. Foi fantástico. E foi ali, em Santarém que conheci pessoalmente o João Campos, com quem já interagia no Facebook. Não, ele não faz parte da nossa crew, mas é um grande amigo.

 

Daí até setembro marcamos vários treinos, comecei a ver que as pessoas de facto liam mesmo o nosso blogue, que apareciam nos treinos com os mesmos ténis que usávamos A Skechers continuava a mandar ténis e, mais tarde, a Adidas também. Fizemos um segundo treino oficial, a 4 de maio, com muita gente, ao que se juntou a equipa do Correr Lisboa, que evoluia de rede social para equipa, e alguns elementos da Scalabis, para além  de outros em nome individual, como a amiga Bárbara Baldaia, repórter da TSF.

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Tanto eu como o Nuno Espadinha começamos a ter uma aproximação ao Bruno Claro, e vice-versa. Ele sempre atento ao mercado do running, já tinha mais conhecimento das diferentes crews e grupos que eu. Fui das primeiras pessoas a ouvir falar da ideia das Secret Run, que achei umas das melhores ideias da altura dentro do running. Apesar de não ser aquilo que pretendia para a minha crew, apoiamos o projeto. Aliás, fui guia, com gosto, de uma apresentação pública no Parque das Nações ao lado do conhecido blogger, e meu colega jornalista, O Arrumadinho – hoje em dia um dos principais padrinhos do projeto Correr Lisboa.

 

Entretanto, o Pedro Tomás Luiz começa a aparecer nos nossos treinoos; ele em conjunto com o Tiago. Mas o Pedro foi mais afoito e começou logo a falar comigo – eu que não sou nada simpático para quem não me conhece bem. Gostei muito dele, logo de início. Um corredor fantástico que calça 48, tamanho europeu. Um outro nível de passada. Lembro-me de contar os meus passos e os deles, quando corríamos lado a lado…sem comentários!

 

Pessoalmente estava a entrar em forma, o Nuno Espadinha também, o Bruno Andrade continuava lá à frente de nós. Mas entretanto num domingo de madrugada recebo aquele telefonema que todos nós tememos receber, o meu pai, saudável, e novo (68 anos), morria com um ataque cardíaco súbito enquanto fazia uma das coisas que mais prazer lhe dava: dançar. E se o fazia bem.

 

Só consegui correr quatro dias depois do funeral. Dei umas passadas e entrei em pânico, pensei que ia ter um ataque cardíaco também. Parei durante uns dias fiz os testes todos que um corredor deve fazer e decidi naqueles dias que um dia tinha que fazer a Maratona. Porquê, não sei. Mas nem que fosse para os meus filhos terem orgulho no pai. E no pai do pai deles.

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No início de agosto tivemos a visita dos Amsterdam Running Junkies. Num treino de 10K das Docas a Algés, e respetivo regresso. Grandes corredores que eles são. A Carmo Moser voltou a aparecer para corrermos juntos, e o Pedro Tomás também. E já andava a correr connosco o Luís Moura. Aliás, desde a primeira hora que corri muitas vezes com o Luís. 

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Mas esse verão foi estranho. Continuei a correr, quase sempre de minimalistas, com a tshirt da Crew pelo Algarve. E o mesmo fizeram o Bruno Andrade e o Nuno Espadinha. Criamos umas t-shirts branca de alças e decidimos mudar um pouco o logotipo, torná-lo mais moderno e atual. Chateei o designer Luís Gregório novamente que criou o logo que é hoje o que ainda usamos, com muito orgulho.

 

Depois das férias, o calendário estava cheio de corridas, a minha mulher entretida com as Just Girls e a começar a correr mais. Nesse verão no Algarve corremos juntos algumas vezes, o que era, e é, uma raridade - dois filhos pequenos assim o obrigam. Ela estreou-se em provas oficias em Junho na Corrida da Mulher, mas foi na Corrida do Destak que começou a correr mais a sério. A ela juntou-se a Ana Morais, colega de profissão (nutricionistas), que partilhava do gosto pela corrida e que já andava pelas Just Girls. A partir daí, a Ana juntou-se à crew.

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Em Setembro tivemos a Meia Maratona do Porto. Fiz o convite formal para o Pedro Tomás Luiz pertencer à nossa crew. Fizemos um acordo pontual com a Skechers de umas quantas corridas vestidos e calçados de Skechers, e lá fomos; eu, o Bruno e o Pedro. O Nuno Espadinha tive um problema de última hora e ficou em Lisboa a fazer a Corrida do Tejo, para o substituir o primo do Bruno Andrade vestiu a nossa tshirt. Na véspera desse dia conheci o Stefan Pequito, que se estreou na distância com um tempo abaixo da 1h30. Animal! Foi o que pensei. Daí a umas semanas pedi ao Pedro para convidar o Stefan e o Tiago, agora oficialmente, para entrarem para a crew.

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E depois tivemos a Meia Maratona de Lisboa. O Stefan estreou-se com a nossa tshirt na Maratona de Lisboa. E o Nuno Ferreira, apesar de não pertencer (ainda) à crew, também se estreou na distância.

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A partir daqui e até janeiro a história é mais complicada, foram os tempos mais difíceis até ao momento, para a crew, mas amanhã ficarão a saber porquê.


Até amanhã.

3ª Secret Run

O Correr Na Cidade esteve na 3ª edição da Secret Run que se realizou no passado sábado em Lisboa, o evento organizado pelo Correr Lisboa, com o apoio da Skechers e da Sport Zone contou com um elevado número de participantes, entre os quais o Nuno Espadinha, membro da Correr Na Cidade Running Crew. Esta foi a sua visão da corrida (fotos tiradas com iPhone):image-3  

Votar neles! Votar na Corrida!

timeoutA revista Time Out tem a votos neste link a melhor ideia de 2013. Ora na lista de excelentes ideias e projetos está, por ordem alfabética, a "Secret Run". Ideia do Bruno e da Sandra Ramos Claro os mesmos do projeto Correr Lisboa.Sou um privilegiado porque fui das primeiras pessoas a saber da ideia numa dessas noites em que eu e o Bruno partilhamos ideias via messanger no Facebook. Não tive qualquer influência na ideia. O Bruno avançaria mesmo que lhe dissesse que não era boa ideia. Mas era e é uma excelente ideia. E disse-lhe isso desde o início. O problema, e todos sabemos, , é passar da ideia escrita no papel para a sua execução. E o Bruno (e a Sandra) conseguiram isso. As duas edições da Secret Run (Porto e Lisboa) foram excelentes, e a próxima certamente o será.Por isso deixo aqui o meu apelo ao voto na Secret Run. Em primeiro lugar pelo running. Já pensaram como seria ter um projeto de running eleito a melhor ideia do ano, por uma publicação tão prestigiada como a Time Out? Já pensaram nas repercursões positivas que isso terá para a modalidade? E depois pela dedicação do casal Bruno e Sandra que fazem parecer fácil uma coisa muito difícil - sobretudo quando se tem duas filhos pequenos.Por isso, toca a votar. (o link para a votação está na primeira linha deste post).secret run 3

A 1ª corrida num centro comercial!

image006É já neste sábado, pelas 23h30m que se irá realizar a 1ª corrida em Portugal realizada num centro comercial. A Sport Zone Secret Run.Este é, de acordo com os organizadores "um evento desportivo de Running que marca a diferença pela sua originalidade e secretismo, chega de forma oficial a Lisboa no próximo dia 12 de outubro, sábado. Depois da estreia oficial no Porto, que reuniu em setembro 100 corredores na marginal daquela cidade à noite, a “Sport Zone Secret Run” vai juntar 150 corredores no Centro Colombo, numa inédita corrida dentro de um centro comercial. O local de partida e a hora já são conhecidos: Centro Colombo, às 23h30, comprovando o objetivo dos organizadores da iniciativa de poderem correr em qualquer local de Portugal, sem limites. Com a promessa de várias surpresas e animação antes e durante o percurso, o trajeto ainda é desconhecido para todos os participantes selecionados até à data.Quem são os felizardos a marcar presença?      

3 heróis para domingo

3heroisStefan Almeida, Nuno Ferreira e Bruno Claro- -No próximo domingo de manhã vão partir de Cascais muitos heróis ruma à meta no Parque da Nações. Pessoas anónimas que vão dar sangue, suor e lágrimas para verem concretizar um sonho: completar a sua 1ª Maratona. Serão 42 quilómetros mais 195 metros de prova onde estes heróis irão concluir um ciclo de treinos, de esforço (dos próprios e das suas famílias) e de esperança.

Enquanto eu estiver a partir para a minha prova da Meia Maratona na Ponte Vasco da Gama, à mesma hora, a 42 quilómetros dali,  partem os heróis. Dos milhares, três deles irão estar no meu pensamento, sobretudo porque será a sua estreia na distância. O Stefan Almeida que irá correr com a tshirt do Correr Na Cidade Running Crew + Skechers. O Nuno Ferreira cuja preparação nos foi partilhada generosamente aqui no blogue. E o amigo Bruno Claro, a cabeça criativa das Secret Runs e do Correr Lisboa.

Não os conhecia antes de começar a correr. Fomo-nos cruzando por causa das corridas. Acompanhei uns mais de perto do que outros mas posso dizer que sei um pouco o que lhes vai na cabeça e o que devem andar a pensar este sábado, véspera da Maratona. São os meus heróis  porque quero um dia estar no lugar deles. Talvez daqui a 1 ano seja a minha vez. Até lá vou sorver toda a sua experiência para aprender o que eles vão aprender neste domingo.

Serve este post para lhes dar um pouco mais de força para os seus feitos de domingo. Não se esqueçam de todos aqueles que vos apoiaram nos últimos meses. Que isso vos ajude a ter forças e vencer eventuais muros. Boa sorte campeões!!!

Primeiros donativos a chegar

942107_556280547727586_1141974581_n-1Já começaram a chegar à loja Pro Runner os primeiros donativos solidários para o 1º Treino Solidário do Correr Lisboa, que se realiza este sábado, dia 25 de maio,  com partida nesta loja especializada em running (fica no Parque das Nações, para quem ainda não visitou o espaço).Este primeiro treino tem como madrinha a jornalista Sónia Morais Santos, autora do blog "Cócó na Fralda", que escolheu a Fundação do Gil para receber os donativos dos corredores.Nós, Correr Na Cidade, juntamo-nos ao evento divulgando-o aqui (e nas redes sociais) e aconselhando todos os nossos leitores e amigos a participarem com os vosso donativos e a aparecerem no sábado - às 9h30m - para corrermos por esta boa causa. O trabalho que tanto o Bruno como a Sandra tem feito em prol da solidariedade e do running em Portugal (com a primeira Rede Social exclusivamente dedicada a corredores - penso que a nível mundial), merece, tal como a Fundação do Gil, a nossa presença e o nosso apoio. Venham daí correr, inscrevam-se aqui (mencionem qual a distância que pretendem  fazer - 3K, 5K ou 10K)p.s. - Se estiverem lesionados como eu não deixem de aparecer e de contribuir. A loja Pro Runner recebe os donativos na 5a, 6a e sábado das 10h às 20h.

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