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Correr na Cidade

Review: Skechers GOrun Strada

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Por Bruno Andrade:

 

Terreno: Estrada
Passada:  Neutra
Peso: 289g
Preço (estimado) : 130 Euros
Drop: 8 mm

 

Nestas semanas de treino deu para confirmar duas das palavras que poderiam bem resumir este modelo: Amortecimento e Estabilidade.

 

AMORTECIMENTO:

A combinação das duas tecnologias, já antes faladas na 1ª impressão, faz com que, independentemente do tipo de terreno, a mudança não seja muito sentida devido ao amortecimento que apresentam. No entanto, realço que este modelo foi pensado para estrada.O apoio de calcanhar de 8mm dão um elevado amortecimento, traduzido numa excelente absorção do impacto durante a corrida.

 

Mas vamos por partes: 

Sola: a sola é feita com materiais duráveis.  É muito resistente e mantém o sapato mais leve. A borracha de alta densidade reforça a sola de modo a que ela vai ser mais resistente ao desgaste. A tecnologia M-Strike promove um impacto que está focada na área do meio da planta do pé (mid-foot). A tecnologia GO impulse Sensors, enviam um feedback para o cérebro, o que leva a uma reação imediata a quaisquer mudanças no terreno. Ela também ajuda na manutenção da estabilidade e postura correta do corredor .

Entressola: A entressola tem realmente grandes sistemas de amortecimento que vão assegurar bem o pé e proporcionar conforto. O Resalyte é a mistura de borracha e composto de EVA que compõe a maior parte do único material. Controle de tração Resagrip está lá para assegurar ao corredor um poder bem regulado de transição.

Parte superior:  Malha e sintético compõem a maior parte da construção da Skechers Gorun Strada. O design da parte superior proporciona estabilidade e apoio substancial para a pé.

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ESTABILIDADE:

As características de estabilidade destas sapatilhas realmente ajudam na regulação do pé para a postura mais natural. É uma ajuda bastante útil, especialmente para aqueles que são  pronadores. Os módulos de estabilização ajudam a fixar o pé no lugar, e não compromete a liberdade de circulação e a respirabilidade geral do sapato.


Em relação à aderência em piso molhado, não sendo claramente a sua vocação, não me fez perder a confiança, e mostrou não ficar atrás de modelos pensados para esse fim.

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DESIGN:

Em relação ao seu design tem cores bastante apelativas como já é apanágio da Skechers.Relativamente aos refletores, estas sapatilhas estão muito bem servidas, a elevada quantidade de refletores, tanto na parte da frente da sapatilha como na parte de trás permitem uma maior visibilidade do corredor contribuindo assim para uma maior segurança.

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Avaliação Final

Conforto: 16/20
Design/Construção: 18/20
Estabilidade/Aderência: 19/20 
Amortecimento: 19/20
Preço: 17/20

Total 89/100

 

Conclusão: Os Skechers Gorun Strada são uma grande atualização. É um sapato neutro que fornece tanto desempenho como qualidade. Para um treino diário é muito eficaz,e  para provas também cumpre o que promete. São muito confortáveis e resistentes, ao mesmo tempo.

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Cross(almost)Fit na Box do Rato

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Por Rui Pinto:

 

Não vos vou falar da origem do CrossFit, nem da sua espectacular mediatização global - que é por todos nós conhecida -, a ponto de esta ser uma modalidade de treino capaz de mobilizar tantos e tantos praticantes, em qualquer parte do globo. Percebe-se porquê. Ao invés, vou falar-vos, isso sim, da minha primeira experiência no CrossFit.

 

Já lá vamos. Antes, e para contextualizar a coisa, deixem-me dizer-vos que há já alguns anos que sou adepto confesso e seguidor nas redes sociais do Rich Froning , para quem não conhece o personagem, ele foi vencedor dos CrossFit Games,  - uma espécie de Campeonato do Mundo de CrossFit -, numa série de anos, e considerado pelos especialistas da matéria como ‘the fittest man alive’.

Paralelamente, admito que sou daqueles que passa horas a ver os campeonatos da europa e do mundo de halterofilismo, na Eurosport, pese embora as constantes reclamações da minha mulher acerca do monopólio da TV com tão aborrecido (para ela!) conteúdo. Confesso ainda que sempre gostei de treino funcional e de levantamento de pesos, muito embora seja eu um lingrinhas mal amanhado, desde sempre… Uma vez que o CrossFit agrega todas estas características, é natural que, desde há alguns anos, tenha uma curiosidade e interesse crescentes por esta modalidade.


Foi, então, com muito entusiasmo, que respondi afirmativamente à possibilidade de experimentar um treino de CrossFit para alguns membros da Crew do Correr na Cidade, que o pessoal da Box CrossFit Rato teve a enorme amabilidade de oferecer.


Assim, e à semelhança do que aconteceu com o Filipe Gil, também eu e o Bruno Andrade tivemos direito a experimentar um treino de CrossFit. E lá fomos, no passado dia 25 de novembro, à novíssima Box CrossFit Rato, situada na Rua do Sol ao Rato, nº 100.

 

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 O pessoal da box acolheu-nos super bem, sempre com enorme sorriso na cara, o que, para mim, é ‘meio caminho andado’ para gostar da experiência. O Instrutor Luís transmitiu todas as instruções de desempenho de uma forma clara e concisa, prestando sempre uma atenção extra ao pessoal mais rookie.

 

O espaço – irrepreensível –, com uma decoração simples mas bem conseguida, ainda cheirava a novo, pois a box abriu há cerca de um mês. Muito bem equipado, com equipamento mais do que suficiente para todos, e espaço de prática bastante para evitar toques ou encontrões, no decurso da prática.

 

O grupo era constituído por cerca de 10 elementos, num misto de principiantes e pessoal mais experiente, que ajudou a equilibrar a prática e a sentirmo-nos integrados. O treino começou à hora, sem falhas e, como manda a tradição ‘CrossFitiana’, foi constituído por três etapas – aquecimento (WU, ou Warm-UP), Skill Techs (parte técnica) + WOD (WorkOut of the Day) e retorno à calma

1eb90eda-8464-46e1-85fb-01be3d34a9c7.jpgCumprindo o ritual, cada participante inscreve o seu nome, no ‘blackboard’, no início de cada treino de CrossFit.

 

No caso concreto, a rotina do nosso treino, iniciou-se com um aquecimento de 3 min a saltar à corda, seguido de uma sequência de 3 repetições de 10 m de progressão em walking lunge, bear walk, spider crawl (?). A parte técnica de preparação para o WOD foi dedicada ao desenvolvimento do skill hang clean (clean = primeira parte do movimento do levantamento olímpico clean+jerk, realizado a dois tempos, e que consiste em levantar a barra até aos ombros; hang = levantamento da barra desde as coxas, e não a partir do chão). O ‘prato principal’ do treino - ou WOD - apresentou-se sob a forma de 30 cal no remo (Só 30?... Pois, sim, piece of cake…) e 30 repetições do dito skill, hang clean. Houve ainda direito a uma ‘sobremesa’, carinhosamente designada de ‘afterparty’, que consistiu em 3 minutos acumulados em prancha, para trabalho abdominal. (No meu caso, feitos em vários ‘segmentos’… Fiquemo-nos pelos ‘vários’, não vale a pena concretizar.) Finalizámos o treino com alongamentos de retorno à calma.

 

Naturalmente, não faço puto de ideia do meu tempo no WOD, pois esqueci-me de registá-lo, não só mentalmente, mas também no black (neste caso, white) board. Coisas de principiante. Acho que ninguém levou a mal; estava mais preocupado em perceber se tinha todos os membros no respectivo sítio…

 

Uma coisa interessante que, isso sim, reparei: o tempo do treino passa num instante! Quando nos apercebemos, já temos a hora a findar e o próximo grupo a entrar por ali adentro para a próxima sessão. Isto só pode ser sinónimo de um bocado bem passado. Um conselho: não se esqueçam de levar a vossa garrafa de água e uma toalha, pois a coisa dá para suar bastante!

unnamed (1).jpgRemar a plenos pulmões, no WOD da noite. 
 

A Catarina Beato - que também experimentou o CrossFit na Box do Rato afirma que ‘ninguém sabe se está em forma até fazer uma aula de CrossFit’. Pois eu concordo e subscrevo! Tirando a piada da coisa e fazendo o transfer para a prática da corrida (ou do ‘running’, para manter o nível), com este treino, deu perfeitamente para perceber o quão fácil é menosprezarmos o trabalho do trem superior e do core, para quem corre - e a importância deste trabalho, para além das pernas! -, e trouxe à tona (de forma muito veemente) a minha necessidade pessoal em reforçar a componente de trabalho de força nestes segmentos.

 

Como impressões finais, deixo-vos as seguintes:

Gostei imenso, apesar de ser difícil, no início. O CrossFit inclui movimentos muito técnicos – quem pensa que a técnica de levantar pesos é fácil, preste um pouco de atenção à quantidade de horas que os halterofilistas dedicam ao treino da sua técnica! Acredito que, com o avançar do tempo, e a consequente melhoria da técnica, notar-se-á ganhos de eficiência significativos no treino.

Gostei do facto de ser um treino com uma duração relativamente curta, concentrado em 60 minutos. Mas nem por isso, fácil ou de intensidade baixa. Pelo contrário: acreditem que intensidade é coisa que não falta no CrossFit!

Gostei do ambiente descontraído da Box e da amabilidade do Instrutor e dos companheiros de treino. Trataram-nos lindamente, sem nunca nos fazer sentir uns aliens, no meio do pessoal do CrossFit. (Parecendo vulgar, isto não é fácil – quem nunca sentiu esta sensação, por exemplo, nas aulas de grupo de um qualquer health club?). Se gostei? Claro! Se tenho vontade de voltar? Muita!


Não se deixem intimidar pela quantidade astronómica de siglas e nomes ‘estrangeiros’ dos exercícios, ou pela indumentária própria da modalidade (no meu caso, pela falta dela!).

Para quem quiser dar uma espreitadela e conhecer mais sobre preços e condições de adesão, vejam aqui.  Mas, melhor que isso, experimentem! Vão ver que não se vão arrepender! (Quem sabe se não nos encontramos por lá.)


Agora, se me permitem, vou ali fazer uns burpees…

 

Skechers GoRun Strada: robustez e suavidade

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Por Bruno Andrade

 

Quando me perguntaram se gostaria de testar os novos Skechers, nem sequer hesitei… os melhores ténis que já tive até ao momento foram da marca, mais especificamente os Go Bionic Trail, para a prática de Trail Running.

 

Só o facto destes Skechers GoRun Strada terem sido criados a pedido de Meb Keflezighi, vencedor da Maratona de Boston em 2014, já é motivo mais do que suficiente para despertar a curiosidade sobre os mesmos.

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Nesta primeira impressão e, sem entrar em grandes detalhes, até porque os 20KM percorridos com eles ainda não permitem dar um feedback muito completo sobre a performance destes, notei de imediato a robustez deste modelo, no entanto o pé pareceu adaptar-se muito bem ao calçar e, nestes primeiros quilómetros foi bastante evidente a suavidade com que se dá cada passada.

 
Outros dos aspetos fundamentais são o drop de 8mm e a sola com a combinação de duas tecnologias - Resagrip e Resalyte - caraterísticas que fazem com que exista uma boa aderência e um bom amortecimento em qualquer tipo de terreno, embora ainda tenha apenas testado em piso seco e regular.

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Até ao final do mês espero percorrer mais distâncias em treinos com outro tipo de condições, tanto climatéricas como de terreno, com este mesmo modelo de ténis para poder partilhar convosco uma revisão mais completa.

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Corrida da Linha - Correr sozinho ou acompanhado?

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Por Bruno Andrade:

 

Neste report sobre a 8ª edição da Corrida da Linha, não irei entrar em grandes detalhes do que aconteceu em várias fases, mas sim realçar como esta corrida marcou o meu regresso a este tipo de eventos e demonstrar de que correr acompanhado torna tudo mais fácil. A disponibilidade, tanto física como horária, ou até mesmo por vezes alguma desmotivação e falta de pro-atividade, são tudo fatores bastante óbvios de que não tenho sido exemplo para quem quer treinar regularmente. No entanto, sempre que regressei aos treinos após longas pausas, consegui de certa forma com alguma facilidade voltar aos quilómetros habituais.

 

Com o fim das férias, decidi retomar o plano de treinos e, embora motivado e disciplinado, os treinos que efetuei foram extremamente frustrantes porque psicologicamente nunca consegui terminar nenhum sem abrandar o ritmo ou até mesmo parar. No final de cada treino era raro não pensar no desafio que se aproximava, a Corrida da Linha com os seus 10kms à beira mar estavam em contagem decrescente.

 

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Para esta prova foi fundamental a frustração dos últimos treinos, impôs-me colocar como principal objetivo terminar este percurso sem abrandar o ritmo ao ponto de parar a meio (o que até à data nunca me aconteceu numa prova com esta distância). A ajudar-me a atingir este objetivo, sabia que podia contar com o apoio dos elementos da Crew e amigos.

 

Logo no início e, na companhia da Natália fizémos os primeiros 3 kms a um bom ritmo, de um certo modo desconhecido nestes meus últimos treinos já referidos anteriormente. Após este arranque, devido à grande afluência de atletas, acabei por me distanciar um pouco e tentei gerir o meu esforço não perdendo de vista a Bo e o Tiago que iam mais à frente. Já junto deles e percebendo que a Bo não estava a 100% o meu objetivo passou em dar-lhe força juntamente com o Tiago que desde o início a estava a acompanhar, mas quem acabou por ganhar força fui eu e motivado continuei a prosseguir ao meu ritmo.

 

Alguns quilómetros depois e com a meta cada vez mais próxima, consegui perceber que estava muito perto de superar as minhas dificuldades recentes. Ao entrar em Cascais consegui imprimir um pouco mais de velocidade e terminar a prova com 52.11 (Tempo de Chip). 

Este regresso às provas foi excelente, perante as adversidades com que vinha para a corrida juntamente com o intenso calor que se fez sentir e a adesão em massa para mais uma edição de sucesso, pessoalmente não podia ter pedido mais. Esta corrida que já foi uma das minhas primeiras provas oficias, hoje foi também uma superação para me dar aquela motivação extra que andava à procura.

 

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Correr sozinho tem o seu lado positivo
, permite-nos momentos de reflexão e relaxamento para além de permitir uma aprendizagem sobre os nossos próprios limites e levar a que consigamos atingir o potencial máximo de corrida, no entanto, nesta fase em que me encontrava, a companhia superou tudo, não apenas pelo convívio e espírito de equipa na motivação para correr sem abrandar, como até mesmo daquele desconhecido a quem nos “colamos” para alcançar a final.

 

E vocês o que preferem? Correr sozinhos, acompanhados ou em grupo? Independentemente da escolha o que importa é nunca desisitir de treinar!

Race Report - III Trail de Bucelas: “A superação está ao meu alcance”

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 Por Bruno Andrade:

 

Queria começar por falar da data e do porquê me ter inscrito nesta prova, mas grandes atos de loucura são feitos em milésimas de segundo, e desse modo não me recordo bem do ter feito.

Creio que foram diversas as razões pelas quais me fizeram inscrever, mas a principal foi tentar fazer algo de novo, algo que criasse um novo patamar para outras conquistas, neste caso foi o número de quilómetros efetuados.

 

O máximo que tinha feito tinham sido 21 quilómetros em algumas meias maratonas de estrada que já participei e nos 15  de Casainhos no que se refere aos trails

 

Esta foi a minha segunda prova de trail, depois dos 15 quilómetros dos  VI Trilhos de Casainhos 2014, e apesar de todas as provas serem diferentes umas das outras, estava a espera de encontrar algo que é comum em todas elas: subidas…subidas….e algumas descidas.

 

Uma semana antes da prova começar e com a chuva que caiu, lembrei-me da prova de Casainhos e que em breve as minhas sapatilhas iriam de novo ter um encontro com a lama - desta vez não foram apenas as sapatilhas mas quase todo eu, tanta era a lama.

Na noite anterior preparei o equipamento, gentilmente cedido pela Rebook no que se refere ao têxtil, e onde me senti bastante confortável.

Tratei também das bebidas que iria levar, neste caso um boião com água e outro boião com bebida isotónica caseira que já tinha experimentado fazer antes e com bons resultados.

Esses bidões foram colocados numa mochila de trail que tinha comprado recentemente e que apenas a tinha testado uma vez, em treino.

Levei também umas barras de cereais, um pouco de sal. Era para levar uns cubos de marmelada, mas como adormeci na manhã da prova acabei por não os fazer.

 

No entanto, nesta família de corredores estamos sempre prontos para ajudar e a partilhar e por isso acabei por levar um pouco de marmelada fornecida pelo amigo Rui Pinto.

Em termos de planos que tinha para esta prova eram poucos: ir a um ritmo onde me sentisse confortável para enfrentar os 27 kms e acabar. Este último sabia que o conseguiria de uma maneira ou de outra. Por sugestão do Filipe Gil tentei acompanhar alguns elementos da crew, ele próprio, o Nuno Espadinha, a Bo e um amigo da crew, o  Rui Pinto.

 

Receei bastante esta sugestão do Filipe porque todos eles estão muito mais preparados do que eu e com um ritmo que eu dificilmente conseguiria acompanhar, de qualquer maneira arrisquei e propus-me a mim mesmo ir com eles o máximo que pudesse.

 

E assim foi, depois de beber um cacau quente para aquecer numa manhã gelada e do controlo zero, e lá fomos todos os elementos da crew e amigos para a partida.

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Tal como prometido mantive-me perto do quarteto que referi em cima .

Logo nos primeiros quilómetro perdi um pouco de distancia dos meus colegas, mas na maior parte das vezes, conseguia-os ver  e isso mantinha-me a esperança de os voltar a encontrar de perto. Por causa de alguns single tracks e de uma fila interminável para passar uma ribeira, consegui-me juntar de novo ao grupo e a partir dai mantive-me  junto a eles por largos quilómetros.

Conseguir correr junto a eles, fez-me ter uma motivação extra, e fez-me pensar que estava realmente a fazer uma excelente prova…ou era isso ou eles não quiseram deitar-me abaixo e ficaram perto de mim...

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Com o passar do tempo ia-me sentindo cada vez melhor até que chegámos ao primeiro abastecimento.

Aí talvez tenha comido um pouco de mais… nunca tinha visto em nenhuma outra prova tanta diversidade de alimentos… e logo de seguida tivemos uma subida (para variar) em que talvez se notasse um pouco o exagero por mim feito nos abastecimentos.

 

Creio ter sido um pouco tempo depois desse abastecimento que passámos de um quinteto para um quarteto, uma vez que o Nuno Espadinha resolveu começar a “correr”.

Nessa altura também comecei de novo a perder um pouco o terreno aos meus companheiros, mas novamente consegui chegar-me perto deles no segundo abastecimento. A partir dai eles começaram a distanciar-se e só os voltaria a encontrar na meta.

 

As subidas custaram-me imenso a fazer, principalmente as últimas e com a lama que estava mais difícil se tornava.Apesar de não faltarem já muitos quilómetros para o fim, o facto de grande parte ser em subida, fazia parecer que a prova nunca mais tinha fim.

 

Começava a duvidar se a meta era no mesmo sitio que a partida, ou se a tinham alterado para o topo de um monte, uma vez que a cada quilómetro que passava mais eu subia. Se existe algo que me custa imenso é estar numa subida, que por si só já é penosa de se fazer, e quando parece que terminou, mais outra subida nos "cai" em cima.

 

E de repente comecei a descer, perguntei a um corredor se já conhecia o percurso e se realmente já não haveria subidas, na qual ele me confirmou que agora era só a descer. Aí ganhei nova força, apesar de ter que ir com cuidado na descida, uma vez que as sapatilhas já não agarravam tanto como no inicio da prova.


Ao pisar o alcatrão senti-me cada vez mais próximo, e quando vi ao longe o Filipe e o Rui a apoiarem senti que estava muito muito perto de alcançar os 27kms.

 

Dei mais um pouco, que achava que não tinha em mim, e corri em direção à meta onde também se encontravam outros elementos da crew a apoiar.Acho que fiz uma excelente prova e um bom tempo, tirando o tempo perdido nos abastecimentos e nas filas que se fizeram em algumas partes do percurso.

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Acredito que talvez não tivesse conseguido fazer o tempo que fiz sem a ajuda do quarteto que me acompanhou.

Um agradecimento especial à Bo, ao Espadinha, ao Filipe e ao Rui.

 

Não tenho mais nenhuma prova marcada, por isso não sei quando voltarei a subir o patamar dos quilómetros feitos……mas sei que um dia passarei os 27, porque…

 

...a superação está ao meu alcance.

A (breve) história do Correr na Cidade Running Crew - parte II

Por Filipe Gil:

 

Lembro-me que, depois da Meia Maratona de Lisboa, sentimos que a crew devia crescer, vimos muitas equipas na prova, muitas t-shirts iguais de gente organizada e que corria muito. E sentimos que também podíamos lá chegar. No entanto, à medida que me ausentava mais de casa para as corridas, começava o meu desafio principal: convencer a minha mulher a correr também.

 

Ela de início não queria, afirmava que nunca iria conseguir, que era mais adepta das caminhadas e que odiava correr. Até que, competitiva como é, começou a ver outras mulheres a correr (algumas delas com peso a mais), e vai daí começou também a correr, aos poucos. Mas, nestas coisas, começar é o mais fácil e manter é o mais difícil. E foi aí que tive a ideia de criar um treino só de mulheres para mulheres, sem homens a interagir de forma a motivá-la para continuar a correr. O primeiro treino reuniu umas 14 mulheres que correram em conjunto uns 8kms. E a minha mulher lá no meio com a tshirt da crew, em cor de rosa, tal como "exigiu", e bem. Nascia assim a parte feminina da crew.

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Na foto de amarelo  a Joana Malcata e Ana Morais e de verde a Carmo Moser. A minha mulher com a tshirt rosa da crew


Este primeiro treino nem se chamou “Just Girls” mas sim “Girls Only”. O sucesso foi tal que passado umas semanas fizemos outro treino, com cerca de 30 mulheres e sim já com o conceito “Just Girls” e com umas ofertas no final. Lembro-me de gifts da Becel, da Cocomax, da Pharmonat, Compressport. Curiosamente, neste treino voltaram a participaram a Joana Malcata, a Bo Irik, a Carmo Moser e a Ana Morais, todas que após uns largos meses mais tarde se juntaram à crew. Mas já lá vamos. Entre a Meia Maratona e os Just Girls ainda se passaram coisas interessantes.

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No segundo treino, com ofertas, está a Carmo, a Ana Morais, a Joana Malcata, a Natália e a Bo Irik.

À medida que fui criando o blogue senti a necessidade de criar um produto editorial e, quem sabe, ter alguma receita financeira. Daí criei, em conjunto com o designer Luís Gregório, a revista Skywalker. Perdoem-me os meus amigos jornalistas que escrevem sobre corridas, mas um ano e pouco depois, não encontro em Portugal produto editorial dedicado à corrida de uma forma tão criativa e interessante. O projeto morreu porque as marcas não estavam dispostas a investir dinheiro e porque não arranjei ninguém para andar a bater às portas de um eventual financiador. O projeto está assim congelado, mas que faz sentido existir, faz. Vejam os dois números aqui e aqui.

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Voltando ao dia da Meia Maratona foi aí que conheci, pessoalmente, o Nuno Ferreira, fotógrafo profissional, habitante de Santarém, que tinha uma equipa para as suas bandas. Foi das pessoas com quem mais falei de corrida até hoje. E, fica a dica, é dos melhores fotógrafos de casamentos que conheço. Fiquei contente de o conhecer, mas com pena de ele já ter equipa. É que para além disso tudo, ele corre muito e é um grande atleta. Tanto que na partida da Meia de Lisboa disse-nos adeus e nunca mais o vimos, nesse dia.

 

Entretanto, um belo dia, chega a minha casa uma caixa de ténis da Skechers. Pensei que se tinham enganado. A marca da Skakira a enviar-me ténis para correr? WTF??? Abri a caixa vi o amarelo quase florescente dos GoRun 2 e fui correr com eles, desconfiado. Após as primeiras passadas foi amor à primeira vista. Adorei a sensação de correr com minimalistas.

 

Umas semanas mais tarde, depois de eu e o Bruno Andrade termos feito uma dieta em direto no blogue, ao longo de semanas, e de termos crescido em views e visitantes, decidi fazer uma apresentação pública do projeto Correr na Cidade.

 

Assim, com a ajuda dos amigos Fernando e Ana da Cowork Lisboa com o apoio da Skechers (que convidei como agradecimento pelo envio dos ténis/sapatos de corrida/sapatilhas) fiz uma apresentação que decorreu no IADE da Rua do Alecrim, e que foi precedida de uma corrida ligeira de, aproximadamente, 5K. Foram cerca de 40 pessoas, talvez menos, sou péssimo a contar pessoas nos treinos, nem acho que seja muito importante. Desde elementos do Portugal Running, aos amigos mais próximos da crew, até a minha mãe, foram algumas as pessoas, e lá estava o Tiago Portugal, acompanhado da irmã, ele que se tornou, mais tarde, um dos membros mais ativos da nossa running crew.

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Nesse dia convidei o Bruno e a Sandra Claro para aproveitarem a minha apresentação e o local e, também eles, apresentarem o seu projeto que dias antes tinha encontrado na net sem querer: o Correr Lisboa, uma rede social para corredores. Fui a primeira pessoa a entrevista-los para o blogue e a conhecer de perto o casal. Percebi que era um projeto com pés e cabeça e que podia aumentar a perceção de que o mercado de running estaria a crescer em Portugal, e ter volume.

 

Nesse dia, também, a TSF Runners entrevistou-me. Estranho um jornalista ser entrevistado por um colega, mas percebi aí que o projeto fazia mais sentido que nunca. E não, nessa altura não tínhamos treinos fixos e eramos, se não me engano, não mais de sete pessoas.

 

Isto foi em abril, altura em que eu, Bruno e Nuno Espadinha, já bem mais magros, fomos correr a Scalabis Night Race, a primeira edição. Fomos media partners e o nosso logotipo fez parte da t-shirt oficial. Impulsionado por isso ou não, fiz o meu melhor tempo de sempre (até aos dias de hoje) de 10K em 49 minutos. Nesse dia levamos a família connosco para nos ver correr. Foi fantástico. E foi ali, em Santarém que conheci pessoalmente o João Campos, com quem já interagia no Facebook. Não, ele não faz parte da nossa crew, mas é um grande amigo.

 

Daí até setembro marcamos vários treinos, comecei a ver que as pessoas de facto liam mesmo o nosso blogue, que apareciam nos treinos com os mesmos ténis que usávamos A Skechers continuava a mandar ténis e, mais tarde, a Adidas também. Fizemos um segundo treino oficial, a 4 de maio, com muita gente, ao que se juntou a equipa do Correr Lisboa, que evoluia de rede social para equipa, e alguns elementos da Scalabis, para além  de outros em nome individual, como a amiga Bárbara Baldaia, repórter da TSF.

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Tanto eu como o Nuno Espadinha começamos a ter uma aproximação ao Bruno Claro, e vice-versa. Ele sempre atento ao mercado do running, já tinha mais conhecimento das diferentes crews e grupos que eu. Fui das primeiras pessoas a ouvir falar da ideia das Secret Run, que achei umas das melhores ideias da altura dentro do running. Apesar de não ser aquilo que pretendia para a minha crew, apoiamos o projeto. Aliás, fui guia, com gosto, de uma apresentação pública no Parque das Nações ao lado do conhecido blogger, e meu colega jornalista, O Arrumadinho – hoje em dia um dos principais padrinhos do projeto Correr Lisboa.

 

Entretanto, o Pedro Tomás Luiz começa a aparecer nos nossos treinoos; ele em conjunto com o Tiago. Mas o Pedro foi mais afoito e começou logo a falar comigo – eu que não sou nada simpático para quem não me conhece bem. Gostei muito dele, logo de início. Um corredor fantástico que calça 48, tamanho europeu. Um outro nível de passada. Lembro-me de contar os meus passos e os deles, quando corríamos lado a lado…sem comentários!

 

Pessoalmente estava a entrar em forma, o Nuno Espadinha também, o Bruno Andrade continuava lá à frente de nós. Mas entretanto num domingo de madrugada recebo aquele telefonema que todos nós tememos receber, o meu pai, saudável, e novo (68 anos), morria com um ataque cardíaco súbito enquanto fazia uma das coisas que mais prazer lhe dava: dançar. E se o fazia bem.

 

Só consegui correr quatro dias depois do funeral. Dei umas passadas e entrei em pânico, pensei que ia ter um ataque cardíaco também. Parei durante uns dias fiz os testes todos que um corredor deve fazer e decidi naqueles dias que um dia tinha que fazer a Maratona. Porquê, não sei. Mas nem que fosse para os meus filhos terem orgulho no pai. E no pai do pai deles.

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No início de agosto tivemos a visita dos Amsterdam Running Junkies. Num treino de 10K das Docas a Algés, e respetivo regresso. Grandes corredores que eles são. A Carmo Moser voltou a aparecer para corrermos juntos, e o Pedro Tomás também. E já andava a correr connosco o Luís Moura. Aliás, desde a primeira hora que corri muitas vezes com o Luís. 

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Mas esse verão foi estranho. Continuei a correr, quase sempre de minimalistas, com a tshirt da Crew pelo Algarve. E o mesmo fizeram o Bruno Andrade e o Nuno Espadinha. Criamos umas t-shirts branca de alças e decidimos mudar um pouco o logotipo, torná-lo mais moderno e atual. Chateei o designer Luís Gregório novamente que criou o logo que é hoje o que ainda usamos, com muito orgulho.

 

Depois das férias, o calendário estava cheio de corridas, a minha mulher entretida com as Just Girls e a começar a correr mais. Nesse verão no Algarve corremos juntos algumas vezes, o que era, e é, uma raridade - dois filhos pequenos assim o obrigam. Ela estreou-se em provas oficias em Junho na Corrida da Mulher, mas foi na Corrida do Destak que começou a correr mais a sério. A ela juntou-se a Ana Morais, colega de profissão (nutricionistas), que partilhava do gosto pela corrida e que já andava pelas Just Girls. A partir daí, a Ana juntou-se à crew.

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Em Setembro tivemos a Meia Maratona do Porto. Fiz o convite formal para o Pedro Tomás Luiz pertencer à nossa crew. Fizemos um acordo pontual com a Skechers de umas quantas corridas vestidos e calçados de Skechers, e lá fomos; eu, o Bruno e o Pedro. O Nuno Espadinha tive um problema de última hora e ficou em Lisboa a fazer a Corrida do Tejo, para o substituir o primo do Bruno Andrade vestiu a nossa tshirt. Na véspera desse dia conheci o Stefan Pequito, que se estreou na distância com um tempo abaixo da 1h30. Animal! Foi o que pensei. Daí a umas semanas pedi ao Pedro para convidar o Stefan e o Tiago, agora oficialmente, para entrarem para a crew.

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E depois tivemos a Meia Maratona de Lisboa. O Stefan estreou-se com a nossa tshirt na Maratona de Lisboa. E o Nuno Ferreira, apesar de não pertencer (ainda) à crew, também se estreou na distância.

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A partir daqui e até janeiro a história é mais complicada, foram os tempos mais difíceis até ao momento, para a crew, mas amanhã ficarão a saber porquê.


Até amanhã.

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