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Correr na Cidade

Palmela Run – a corrida solidária e ideal para principiantes

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O kit original - estas toalhas dão imenso jeito

 

Há já algum tempo que não corria numa prova oficial, ou melhor, há já algum tempo que não corria. Sim, as desculpas são sempre as mesmas: a falta de tempo, o calor, não apetece, etc. Mas não quis deixar de participar na prova Palmela Run, não só por ser uma prova relativamente fácil (quando comparada com outras provas) e por ter um caráter solidário.

No sábado, o calor deu alguma trégua e o tempo adivinhava-se fresco para esta prova. Já conheço um pouco da cidade e não foi difícil chegar até lá e estacionar. Perto do local da Partida, reparei que o ambiente era de festa e o levantamento dos dorsais foi (novamente) dos mais rápidos que tive. Tentei reconhecer algumas caras conhecidas do mundo das corridas, mas não reconheci ninguém. Achei estranho, mas compreensível.

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Chegámos cedo...

 

Para mim, esta prova serviu para testar os Berg Jaguarundi noutro tipo de terreno e dificuldade (o teste final seria no Louzantrail, mas não foi possível) e os produtos da Tailwind (o stick pack sabor natural e o soft flask). Como esta prova era de 12,5 Km, com 400D+ de altimetria, com tempo fresco e com um abastecimento ao Km 7,5, decidi não levar a minha mochila e levei apenas o soft flask com o Tailwind lá dentro. No final da prova conclui que esta decisão foi acertada, pois não tive necessidade de beber ou comer mais nada e corri bem mais leve.

Voltando ao início da prova, o Nuno Abílio fez as honras da casa ao dar o briefing da prova e que, para mim, se revelou muito útil, pois ajudou-me a controlar melhor o esforço durante a prova. Dado o tiro de partida, a prova começava com uma pequena rampa inclinada e depois com uma descida em calçada para nos afastarmos um pouco do centro da cidade. Quem me conhece sabe que adoro estas descidas e costumo apanhar um bom balanço, destacando-me de muitos dos que vão à minha frente. Ao descer com estas sapatilhas na calçada, relembrei-me da sensação de correr com outras (Asics Kayano 21) e na segurança que estas me transmitiam.

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Foto tirada pelo Sr. Tobias Rocha - Fomos apanhados com as novas t-shirts!

 

A prova continuou durante algum tempo em estradas de areia que ligavam algumas quintas da zona e que permitiam esticar um pouco as pernas. Um pouco mais à frente, cruzámo-nos com a malta da caminhada e aí sei que perdi muito tempo: o percurso era uma descida por uma espécie de escadas de madeira, feitas com tábuas que pareciam as dos carris dos comboios. O problema era que, não só as tábuas estavam um pouco afastadas umas das outras, como muitas delas não estavam bem presas. Por isso, este percurso foi feito mais lentamente. Passada esta etapa, apanhámos uma estrada que permitiu voltar a esticar as pernas. Durante este percurso passámos por algumas pessoas que nos deram aplausos de incentivo que souberam mesmo bem.

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Mesmo cansada, não perco o meu sorriso :) 

Chegada ao abastecimento, voltei a juntar mais água no soft flask e comi algumas batatas-fritas. Sabia que tinha comido bem antes da prova, estava bem, não tinha fome e a energia proveniente do Tailwind era suficiente para aquela etapa. Já tinha começado a sentir alguma fraqueza nas pernas e sabia que a parte mais dura da prova vinha já de seguida – a subida ao Castelo de Palmela – e que, segundo o Nuno Abílio, o ideal era subirmos antes de ficar de noite.

Confesso que a subida ao Castelo de Palmela foi dura e feita a passo de caminhante, mas queria reservar alguma energia para a descida até à meta. Conseguimos chegar ao Castelo antes de anoitecer, mas as pernas reclamavam algum descanso. Neste ponto tive a consciência que o problema não estava na alimentação, mas sim na falta de treino. Não tinha nenhum objetivo de tempo de prova em mente, mas gostava de fazer em menos de 2h00. E consegui, apesar de ter perdido mais de 9 minutos nas escadas de madeira.

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Parabéns aos vencedores! 

No final, tivemos direito a um pão com chouriço quentinho que me soube muito bem e um ambiente de grande festa naquele largo!

Esta prova é excelente para quem quer estrear-se em provas de trail ou voltar a estas provas. A organização é muito dedicada e simpática e isso é algo a que eu dou muito valor. O percurso é bonito e a chegada ao Castelo faz-nos lembrar que todo o esforço valeu a pena.

Boas corridas!

Review: As renovadas Berg Pantera

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Depois de algumas semanas a testar os Berg Pantera chegou a hora da Review final.

Alguns dos pontos indicados na preview confirmaram-se, outros mudaram um pouco com a habituação de correr com este novo modelo.

A maior parte dos testes foram feitos com terreno seco, mas um treino longo feito debaixo de chuva e com terrenos bastante molhados permitiram experimentar os Pantera em condições bastante diversificadas.

Digo já que fiquei bastante agradado com os Berg Pantera, embora haja ainda algumas características que alterava, mas conto tudo na análise em cada uma das categorias habituais.

 

Modelo: Berg Pantera

 

Características pessoais: 

Passada Neutra com tendência a pronação ligeira, peso elevado.

 

Condições de teste:

Cerca de 150km em trilhos. Usados em vários treinos até 20km, com diferentes condições climatéricas e tecnicidade de terreno e 1 prova de 36km (Montejunto Trail).

 

 

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Preview: as novas Berg Jaguarundi 2.0

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 Há já algum tempo que andava há procura dumas sapatilhas para trail, visto que as minhas mais parecem skates, seja em piso seco ou molhado. E como eu não conseguia decidir qual havia de escolher, decidi experimentar as novas Berg Jaguarundi 2.0.

 

Para além de ter de esforçar-me para decorar o nome destas sapatilhas, a curiosidade em experimentá-las era mais forte do que eu. E foi no Parque Florestal de Monsanto que dei uma voltinhas e testei-as em diferentes pisos.

 

Em primeiro lugar, adorei a cor: é um rosa que não ofusca e ainda traz uns atacadores pretos e rosa suplentes, para não enjoar. São leves o quanto baste e, ao calçar, ficaram perfeitos (nem largos, nem justos). Mas houve um pormenor que me fez confusão: a falta do "último buraco"! Ou é porque estava habituada a ajustar as sapatilhas um pouco mais nesta zona ou então faz mesmo falta, pois notei que o pé estava um pouco desprotegido. Contudo, preciso de treinar mais vezes com elas e irei voltar a falar deste assunto num próximo artigo.

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 À primeira vista, o desenho da sola parece-me interessante e a marca promete mais tracção, conforto e protecção. Nos pisos onde andei (relva, terra batida, pedras, alcatrão), não tive dificuldade em travar onde foi preciso. Mas estou ansiosa por experimentar as sapatilhas num trieno à chuva ou com lama.

 

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Outro ponto interessante nestas sapatilhas é o facto de terem um tecido em malha que promete ser resistente à abrasão. Se é ou não, ainda não sei, mas são muito respiráveis e (talvez por causa desta malha) são bastante flexíveis.

 

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Um dos pormenores que gostei muito foi a "bolsinha" onde podemos guardar os atacadores e que é bem maior do que a maior parte das marcas.

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E durante os próximos treinos e provas, estas serão as sapatilhas que vão acompanhar-me e prometo testar tudo ao máximo. Curiosos? Eu também!

Bons treinos!

 

BERG Gazelle Review

 

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Possivelmente de entre todas as peças de equipamento que um corredor possa carregar na sua mochila, as calças impermeáveis são talvez as mais subvalorizadas.

 

Não precisamos de pensar em situações extremas como por exemplo, um dia de vento, chuva e frio, em que aí o risco de se entrar em hipotermia está aumentado exponencialmente (nestes cenários mesmo que nos mantenhamos em movimento, se não isolarmos o corpo não vamos conseguir reter calor), mas basta imaginar uma queda, num qualquer dia de inverno, em que simplesmente tenhamos de esperar por ajuda ou ainda num cenário no qual prestemos auxilio a terceiros.

 

Apesar de em grandes provas internacionais como o UTMB ou a Ultra Pirineu, ser banal constarem da lista de equipamento, em Portugal (e mesmo com locais e condições atmosféricas cujo o seu uso seria extremamente recomendado) raramente são exigidas (honra seja ao Estrela Grande Trail que pauta pela diferença).

 

Neste sentido, tive a oportunidade de testar as BERG Gazelle. Estas calças concebidas para suportar condições atmosféricas adversas, são descritas pela marca como leves e flexíveis, com a capacidade de manter o corpo seco e preparadas para um excelente desempenho mesmo sob chuva extrema.

 

As condições de teste não foram as mais hardcore, mas ainda assim, com a serra da Lousã a pregar umas partidas, tive a oportunidade de as por à prova sobre vento, chuva intensa e frio moderado (5º e 10º).

 

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Analisado este equipamento em detalhe a primeira impressão que fica é a leveza (225 gramas no tamanho L) e maleabilidade do tecido, que nos permite dobra-las até caberem na palma de uma mão, o que é enorme vantagem no transporte.

 

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Apesar de nada obstar que sejam usadas “sozinhas” estão fundamentalmente concebidas para serem usadas como sobrecalças ou seja para serem vestidas por cima do nosso equipamento, sem descalçar as sapatilhas. Para isso contribui os enormes fechos laterais, que ainda assim me causaram alguma atrapalhação na tentativa de as vestir sem me descalçar. No entanto, e para ser justo, associo mais este problema aos meus pés gigantes, do propriamente à construção das calças. Estou certo que pessoas “normais” conseguirão vestir e despir as calças sem dificuldade de monta.

 

 

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Depois de vestidas têm uma sensação muito similar ao famoso impermeável Lynce, ou seja muito suaves por dentro e uma sensação imediata do bloqueio do vento.

 

Quanto à transpirabilidade, e apesar da marca afirmar que são feitas para nos manter secos, o suor não se evapora totalmente, deixando sempre muita humidade no interior o que, não causando desconforto, faz com que o tecido se “cole” às pernas.

 

Em relação à impermeabilidade cumpre o esperado para um tecido com estas características (coluna d’água de 10,000mm), ou seja tem um bom bloqueio da chuva, diria mesmo muito bom, mas não podemos esperar que se comporte como um Goretex.

 

Em corrida são bastante confortáveis, no entanto foi aqui que detetei, o que é para mim principal defeito… faltam-lhes um cordão que permita um ajuste correto à cintura. O elástico é razoável, no entanto demasiado largo para mim, o que fez com que de vez em quando fosse obrigado de puxar as calças para cima.

 

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Por fim, de referir que estas calças apresentam 3 bolsos traseiros: dois de elásticos que nos permitem por uns géis ou algum lixo, e um situado ao meio, com fecho, onde cabe uma chave e pouco mais.

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Em suma, um peso de 225 gramas (tamanho L), uma maleabilidade brutal, membrana impermeável razoável (mas que cumpre os mínimos) e um preço muito competitivo, fazem destas BERG Gazelle um produto muito, mas mesmo muito interessante.

Ah! quase me esquecia dizer... Senhores da BERG outras cores davam imenso jeito!

Review: Berg Lynx

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Modelo: Berg Lynx

Testado por: Sara Dias

Características pessoais: Pronadora e 57Kg de peso

Condições de teste: Cerca de 80km percorridos nos trilhos de Monsanto e Serra de Sintra, percorrendo vários tipos de terrenos e condições climatéricas.

 

Os meus queridos Berg Lynx andaram a ser testados nos últimos dois meses, tempo suficiente para me apaixonar por eles. Estas sapatilhas conseguiram-me surpreender, não esperava que fossem a escolha para muitos dos meus treinos em trilhos.

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

Não posso dizer que são as sapatilhas mais bonitas que tenho, mas desde algum tempo que aprendi com os mais experientes nestas andanças, que a beleza não deve de ser factor primário na escolha de uma sapatilha. Pois bem, elas podem não ser as sapatilhas mais bonitas mas marcam pontos em outros factores bem mais importantes.

Começamos pela sua construção que é o que nos interessa, esta sapatilha é construída com materiais super resistentes, upper em nylon Mesh conhecido por ser uma malha arejada e muito flexível, permite que a transpiração seja facilmente eliminada, sendo ideal para a escoagem de algumas águas em tempo chuvoso. Para além disso, neste modelo não há costuras, estas foram substituídas por solduras termoplásticas. Podemos ainda contar com uma biqueira reforçada para maior proteção.

Outsole semi rígida com Megagrip da Vibram reforçado com TUP, confere maior aderência e conforto, é aquilo que mais gosto nestas sapatilhas, adaptam-se ao piso inclusivamente os mais húmidos.

Possuem diversos elementos refletores muito úteis em treinos noturnos para uma maior visibilidade.

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  Os manos Berg Lynx e Berg Jaguar

 

ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

Achei-as com a estabilidade que necessito, no meu caso estou a usar um 41 talvez um meio número abaixo poderia sentir mais estabilidade, mas ao fim de alguns quilómetros tenho tendência a inchar bastante dos pés por isso nunca é demais um espacinho extra.

Aderência cinco estrelas, graças à sola Vibram, sendo esta a de eleição para muitos de nós, porque agarra em diversos tipos de terreno mesmo nos mais molhados, dando-nos confiança em casa passada.

 

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CONFORTO

Para modelo feminino, tem óptima base para o pé e a biqueira não afunila como em alguns modelos de outras marcas, para mim um ponto que dou muito valor. Não ter costuras ajuda imenso no conforto. Língua da sapatilha é bastante esponjosa, não há risco de magoar o dorso do pé. Não possui bolsa para guardar os atacadores (ponto que pode ser melhorado), na minha opinião o próprio atacador devia ser ligeiramente mais comprido, habitualmente não uso sapatilhas com muito aperto e necessito sempre de atacadores mais compridos.

A palmilha Ortholite é super comoda e com elevado amortecimento, outro ponto muito positivo neste modelo. 

 

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AMORTECIMENTO

Cumprem os requisitos para trails com pouca distância e que não tenham terreno com muitas pedras.

 

PREÇO

Passando à parte dos custos, conseguimos comprar este modelo pelo PVP de 64,99€ na loja online da Berg, acho que é uma boa relação qualidade preço.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Design/Construção 15/20

Estabilidade e Aderência 18/20

Conforto 16/20

Amortecimento 14/20

Preço 17/20

Total 80/100

 

Se me perguntarem se compraria estas sapatilhas? Responderia que sim. Diria que são uma boa aposta para quem inicia trilhos e não quer investir muito dinheiro, com elas conseguimos nos adaptar a diversas tipologias de terreno mesmo quando molhadas ou com lama, confortáveis e com boa relação qualidade preço.

 

Bons treinos e espero com Berg Lynx nos pés.

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