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Correr na Cidade

Já conhecem a Overstim.s?

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 Aproveitando que recomecei a treinar para algumas provas de trail para breve, aproveitei este momento para experimentar uma marca de suplementos que ainda não conhecia - a Overstim.s

Como adoro experimentar novas formulações (não sou nada neofóbica), aceitei o desafio e dando a minha opinião como consumidora e nutricionista.

Antes de começar a dar a minha opinião, gostaria de dizer que: somos todos diferentes e temos organismos que reagem de formas diferentes; devemos experimentar vários suplementos até chegarmos ao que mais gostamos e com os quais nos damos bem. Por isso, vou dar a minha opinião em relação ao que senti durante os treinos.

Como experimentei vários produtos, vou dividir este artigo em dois. 

 

Géis e bebida isotónica

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 Gel Energix - gel endurance

  Segundo a marca, é um gel adaptado a atividades de endurance. Sinceramente, ainda não descobri o porquê, pois trata-se de um gel com apenas 3,5g de açúcares (relativamente reduzido tendo em conta as marcas mais consumidas) e tem pouco sódio (é importante que os géis tenham algum sódio para evitar a desidratação se for usado como único suplemento). 

Um dos pontos positivos é o facto de ter um sabor muito agradável (neste caso a frutos do bosque; têm 6 à escolha) e uma viscosidade muito ligeira. Tal como outros produtos da marca, é gluten free.

A minha recomendação é para ser usado em treinos ou provas mais curtos e com uma intensidade ligeira.

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Gel Antioxydant

Este gel tem uma consistência muito parecida com o anterior e o sabor a limão é muito bom, refrescante. Tem 6g de açúcares e, a própria marca, recomenda a ingestão de um gel a cada 45 a 60 minutos com 2 ou 3 "golinhos de água". Como ponto forte destaco a presença de vitaminas B6 e B1, que têm um papel importante na melhoria da utilização da energia durante o esforço. A presença de antioxidantes é muito discreta.

Também contém magnésio, zinco e cálcio em pouca quantidade, mas que podem ser importantes durante o treino ou prova.

 

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Hydrixir Antioxidant  

 Até agora, é o meu favorito! O sabor que experimentei é muito suave e fácil de beber. Experimentei com água à temperatura ambiente, mas fresco deve ficar ainda melhor. É o isotónico principal da marca e fornece 20g de açúcares por 42g de produto (dá para 600ml de bebida reconstruída).

Comparando com uma marca bem conhecida, até mesmo pelos membros da nossa running crew, destaco o valor de magnésio (174 mg em 600 ml de bebida) que pode ser uma grande ajuda para potenciar a força de contração muscular nos momentos mais duros das provas (subidas e descidas acentuadas).

Tal como acontecia com os géis (e acontece com os outros produtos da marca), são dados conselhos de como deve ser tomado o suplemento. Neste caso, dão um conselho importante: "beber desde o princípio da prova e um ou dois "golos" a cada 5 ou 10 minutos. Não esperar ter sede para beber o primeiro "golo" da bebida porque a desidratação pode vir de repente".

A presença de vitaminas antioxidantes (E e C) e B6, melhoram a utilização energética e podem reduzir a sensação de fadiga.  

Tanto neste como nos outros produtos que analisei, confesso que sinto a falta dum ingrediente que gosto muito: cafeína! Tendo em conta a minha experiência pessoal e profissional, a presença de cafeína pode ser o factor X para nos dar o "boost" que precisamos até chegarmos à meta.

 

E assim fecho o capítulo dos géis e bebida isotónica! Em breve publico a minha opinião sobre os outros produtos que testei. Fiquem atentos e, se já experimentaram estes produtos, partilhem a vossa opinião nos comentários.

 

Boas corridas!

Ana Sofia Guerra - Nutricionista 

 

Sal: porque é que é tão importante para um corredor?

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Por Ana Sofia Guerra:

 

Quando se fala em sal, a maior parte das pessoas fica assustada com esta palavra. Este condimento tem provocado algum “pânico”, pois está associado à hipertensão (aumento da tensão arterial). Mas uma correta ingestão de sal é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo, principalmente na regulação do equilíbrio eletrolítico (relação água e sais minerais) e é necessário para a contração muscular e condução dos impulsos nervosos. Por outras palavras, uma insuficiente ingestão de sal reduz a força e eficácia muscular.

 

O sal está naturalmente presente em alguns alimentos, como a carne ou o peixe, mas também pode ser adicionado aos alimentos como fazemos na nossa cozinha. É formado por dois elementos: o cloro e o sódio (1g de sal contém, em média, 400mg de sódio) e o consumo de sal para uma pessoa saudável não deve ultrapassar as 5g diárias. Contudo, esta quantidade tem de ser aumentada quando um atleta enfrenta uma prova longa e com muito calor ou humidade. Em provas mais pequenas, não há a necessidade de reposição de sódio, a não ser que o atleta não ingira água suficiente.

 

Alguma vez reparou nas marcas de suor no corpo de um corredor no final de uma prova? O nosso organismo perde cerca de 0,5 a 2,9g de sal por cada litro de suor, que é nada mais, nada menos, que água salgada. No que respeita à desidratação, alguns estudos apontam para uma redução de 30% do rendimento físico quando há uma desidratação de 3%. Esta redução faz com que o atleta se sinta muito mais cansado numa prova com muito calor e, por vezes, associado a este sintoma surge a hiponatremia (redução drástica dos níveis de sódio no sangue).

 

A hiponatremia no atleta acontece devido ao excesso de água no sangue, porque o atleta (principalmente o que corre distâncias mais longas e durante mais tempo) costuma beber muito mais água do que os que percorrem curtas distâncias. Os sintomas da hiponatremia costumam ser muito parecidos com os sintomas da hipoglicemia: náusea, mal-estar, desorientação, vómito, fadiga, distensão abdominal e, em casos mais graves, dificuldade em respirar, coma, morte. Alguns estudos sugerem uma relação entre os níveis de sódio no sangue e a resistência à insulina (um bom tema para um próximo artigo).

 

A gestão do equilíbrio eletrolítico pode ser feita pela ingestão de bebidas isotónicas ou outros suplementos com sais minerais durante a prova ou treino, com cerca de 0,5 a 0,7g de sódio por litro. Para ter uma noção, um grama de sal marinho que se costumamos usar na nossa cozinha possui cerca de 0,4g de sódio. Agora imagine um corredor que gasta cerca de 2L de água através do suor (acredite que este valor fica abaixo do normal para um atleta de fundo), as perdas de sódio rondam as 3g.

 

Posto isto, as necessidades de sal podem ser ajustadas através de: um plano de treinos adequado para que possa conhecer os limites do seu corpo e como é que reage em condições atmosféricas diferentes; uma correta hidratação, através da ingestão de água e bebidas isotónicas com uma quantidade de sódio adequada e, também, alguma quantidade de glicose (açúcar); e uma redobrada atenção ao seu corpo quando está numa prova longa, para que detete os sintomas antes que eles se tornem mais graves e difíceis de controlar.

 

Boas corridas!

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