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Correr na Cidade

Azores Triangle Adventure 2017

Paulo Gabriel (Sao Jorge island)-2024.jpg

Gostam de aventura, trilhos fantásticos, pessoas calorosas e boa comida?

 

Se a resposta é sim então o destino ideal são os Açores. E se ainda não correram nestas maravilhosas ilhas não sabem o que estão a perder. Nós somos fãs e não nos cansamos de afirmar que os Açores são o paraíso de trail running em Portugal.

 

A aposta feita no turismo desportivo foi um tiro certeiro e são cada vez mais e para todos os gostos as provas realizadas em diferentes ilhas,  o Columbus Trail na Ilha de Santa Maria, que se irá realizar em fevereiro de 2018, Azores Trail Run 25 e 26 de maio de 2018 no Faial com uma prova de 125km e o Triangle Adventure nas ilhas do Pico, São Jorge e Faial que se realizam nos dias 6,7 e 8 de outubro de 2017.

 

Este último consiste numa prova de aproximadamente 100km, feita por etapas a realizar em 3 dias, em 3 ilhas diferentes dos Açores e que irá percorrer os trilhos mais emblamáticos do Pico, São Jorge e Faial.

 

Hildeberto Garcia - Pico-42.jpg

Esta prova marca o meu regresso a provas por etapas depois do Gêres Trail Adventure, mas a primeira individualmente.

 

Os treinos já começaram há alguns meses mas o nervoso miudinho cresce a cada dia e com razão. O desafio começa dia 6 de outubro com 28,1km na ilha do Pico, um trilho do mar ao ponto mais alto de Portugal, a Montanha do Pico com os seus 2351m de altitude. Já tive o privilegio de subir ao pico e inclusive dormir na cratera. O primeiro dia começa com um percurso feito quase exclusivamente a subir com 2330 de subida acumulada. Uma etapa inicial que deverá ser gerida e planeada ao pormenor para não afetar em demasia os restantes dias.

 

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Percurso da Trail da Vinha à Montanha

 

Na manhã de dia 7 parte-se de barco até São Jorge e seguem-se mais 30 km de trilhos fantásticos pelas Fajãs, pequenos retalhos de terra plana encaixados entre as montanhas e o mar, que resultam do desabamento da encosta ou por arrefecimento de lava proveniente de uma erupção.

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Percurso Trail das Fajãs

 

Por fim no dia 8 o Trail dos Vulcões, a etapa mais comprida com 42km, que inicia-se no território mais jovem de Portugal, o Vulcão dos Capelinhos, autêntico cenário lunar onde é possível pisar terreno formado por cinzas, tufo e bombas vulcânica.

 

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Percurso Trail dos Vulcões

 

Para quem nunca correu nos Açores ou quer iniciar-se nas provas por etapas o Azores Triangle Adventure é uma oportunidade excelente. Em alternativa e para quem pretende ir em modo mais turistico pode optar por participar em só uma ou duas etapas da prova. Haverá ainda no dia 6 de outubro o KM Vertical do Pico. Uma prova curta e intensa onde se irá percorrer um percurso com 1000 metros de desnível positivo numa distância aproximada de 3,5km sendo uma prova de Skyrunning e integrada no circuito mundial desta modalidade.

 

Curiosos? Ainda se podem increver aqui para o Triângulo ou para as etapas que mais vos interessam.

 

Se quiserem marcar a viagem aproveitem a parceria entre a SATA e a Azores Airlines que apoiam a prova com a oferta de uma tarifa promocional de 130€, acrescida de taxas, para viagens com origem em Lisboa, Porto, Funchal e Las Palmas, Gran Canaria.

 

Consultem aqui todos os detalhes

O trail é acima de tudo uma festa e uma homenagem à natureza, por isso juntem-se a nós e venham até aos Açores.

Azores Trail Run 2016 - Race Report

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  (Foto: ClickFaial)

 

Sempre me interroguei o porquê as filmagens realizadas nos Açores terem um aspeto único, podemos argumentar com questões técnicas, mas para mim simplesmente se deve ao facto da  luz ser diferente.

 

Quem chega aos Açores, pela primeira vez, sente que a luminosidade não é igual à do continente, os contrastes entre os pretos e os verdes dão a sensação de quase duma ofuscação, de um ambiente ligeiramente surrealista.

 

Assim, durante 5 dias pude desfrutar da beleza das ilhas do Faial e do Pico, mas também pude sentir quão volátil a meteorologia pode ser nestas ilhas e quão fustigante pode ser.

 

Esqueçam Windguru, Accuweather ou nosso IPMA. Todos sem exceção falharam redondamente na antecipação do que poderia ser o dia da prova. Só a título de exemplo, as piores previsões davam conta de chuva fraca intercalada por sol… ora eu no dia da prova vi o sol uma única vez

 

Como tinha falado no post anterior, a prova que me tinha proposto a realizar era o Faial Costa a Costa, que basicamente consistia em 48km, dos quais metade eram a subir e metade a descer. Da informação que havia recolhido, sabia também que a primeira parte, até ao início da subida, seria muito rápida, que a subida até caldeira (ponto mais alto da ilha) era marcada por alguns trilhos e um estradão e que haveria uma zona de progressão “chata” em torno da caldeira, daí para baixo era sempre a rolar…e foi mais ou menos isso… .

 

Despertador para as 06:00 e toca a levantar. As minhas rotinas de pré-corrida são simples e visam minimizar o erro.

 

Ou seja basicamente passam pela seguinte sequência: tomar um bom pequeno-almoço (sem invenções, há que não ceder à tentação de enfardar tudo o que nos aparece num grande pequeno almoço de Hotel), de seguida tratar da higiene, “bresuntar” os pés e partes internas da coxa, com creme gordo, vestir e por fim tratar da parte intestinal, para que não haja pit stops a meio da corrida. Esta rotina serve para tudo, desde uma corrida de 10km na estrada aos 115km do MIUT.

 

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Aprumado a rigor, desci a rua do Hotel até ao cais, onde me esperava o pick-up para a partida. Aí com o Pico em pano de fundo e a mostrar todo o seu esplendor, arrancámos em direcção à Ribeirinha. 

 

Por volta das 08:15, já me encontrava na partida e com o sol a dar um ar da sua graça (mal sabia eu que seria a única vez que o ia ver no dia inteiro), foi ver os atletas a chegar e sentir todo o corrupio que antecede o grande momento.

 

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Muita animação, muitas conversas, muitos sorrisos e aquela hora e meia de espera foi passando com grande facilidade. Tivemos ainda o prazer, e já que a prova dos 70km passava muito perto de onde estávamos, de durante uma boa meia hora estarmos a apoiar o pessoal, ao bom estilo Zegama Tuga.

 

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   (Foto: ClickFaial)

 

Alinhados na meta, tempo do speaker por toda gente de mãos no ar a saltar. Posicionado perto da frente, mas numa lateral, lá fui cumprimentando caras conhecidas como a Lucinda ou o Pedro Caprichoso.

 

Partida, largarta, fugida….

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  (Foto: ClickFaial)

 

Debandada total, resultado 1º km em 4:02 e 2º em 4:49… parte rápida inicial estava feita, era agora tempo de começar a subir os quase 16km, com mais de 1000D+.

 

A subida inicia-se com alguns single tracks e pautados por alguns degraus, nada de muito assustador depois da vacina do MIUT, que desembocam num belo estradão em serpente que nos leva até ao ponto mais alto da ilha, a Caldeira.

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  (Foto: ClickFaial)

 

Com excelentes sensações, e a fazer uma alimentação certinha, fiz um subida calma mas consistente, tendo chegado lá acima com cerca de 2 horas de prova.

 

Pensei “Se com estou aqui com duas horas agora vai ser sempre prego a fundo...”

 

Como estava enganado, a chuva, que tinha começado a aparecer aos 700mt, piorou drasticamente, tornando-se grossa e empurrada por rajadas fortes tornou a passagem pela Caldeira um grande desafio…

 

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  (Foto: ClickFaial)

 

To be continued ... 

 

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