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Correr na Cidade

Race Report: 3º Trail de Almeirim - Na Rota do Vinho e da Sopa da Pedra

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É sempre bom voltar onde já fomos bem tratados, e foi por este motivo que voltei a participar no Trail de Almeirim.

 

Em preparação para a primeira Ultra no Piodão, há 2 anos participei na 1ª edição do Trail de Almeirim. Na altura estava num bom momento de forma e fiz a prova a bom ritmo, mesmo desfrutando demais dos bons abastecimentos da prova :)

 

O ano passado não tive oportunidade de voltar a Almeirim como queria, e este ano quando o nosso campeão Stefan disponibilizou o seu dorsal para os 30Km do Trail de Almeirim, mesmo com muito pouco treino, decidi voltar aos trilhos ribatejanos.

 

 

Race Report: II Trail de Almeirim - Na rota do vinho e sopa da pedra

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Estávamos a meio do mês de Fevereiro, quando surge oportunidade de participar no II Trail de Almeirim, na altura pensei: tens aqui a oportunidade de “matar o monstro” da tua última experiência nos 30km em trilhos. Aceitei o desafio e comigo várias mulheres da Crew decidiram participar.

 

Devo confessar que na altura estava a passar por um processo difícil a nível desportivo. Felizmente não tinha lesões, mas a vontade de treinar era escassa. Sabia que tinha de treinar, até porque tenho diversos desafios para este ano, mas quanto mais pensava nisto menos vontade tinha de fazer seja aquilo que fosse. Dei por mim a falhar um mês aos treinos de natação, treinos esses que faço sem obrigação.

 

Início de Março e com o novo mês, nova vontade de treinar mais à séria para me preparar para os 30km Almeirim. A motivação começou, falar com outros que já a tinham feito e diziam bem da prova, aumentava a vontade de treinar. Não posso negar que tenha sido só isto, o meu espírito de competividade acordou e dei por mim a ser regular nos treinos de corrida, natação e reforço muscular.

 

Chega o dia tão esperado, 5:30 da manhã toca o despertador, era tempo de me despachar para apanhar boleia junto daquelas que também iam fazer a prova. Acho que foi a primeira prova que planeei tudo, sabia os abastecimentos de cor e salteado, gráfico altimetria na cabeça, planeei a ingestão de sólidos e líquidos, o tempo que queria estar em cada abastecimento e o mais importante queria ter a cabeça sem pressão no tempo que urgia.

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Uma hora e pouco estávamos em Almeirim, estacionamento bem perto do local partida, levantámos os dorsais sem grandes demoras.

O kit de participação era composto para além do dorsal, uma Tshirt técnica do evento, um pacote sumo Compal, diversos flyers de provas, uma unidose de mel de abertura fácil da marca iellow, uma revista Sport Life e uma senha que nos daria acesso ao almoço depois da prova.

Gostei do chip de controlo usado pela empresa Offcrono, podia ser usado no pulso, mas como muitos outros optei por usar preso no meu colete de autosuficiência.

 

Entre cumprimentar amigos e caras familiares nestas andanças, lá saiam uma fotografias entre palhaçadas, muito importante para animar aquele momento.

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Começa a aventura, fitas azuis e brancas deliniavam aquele que ia ser o caminho a percorrer dos 18 e 30km. E claro, raro é o trail que não tem início a subir, este não foi excepção. Aliás este trail foi sempre um carrossel de sobe e desce, raros foram os momentos que me lembre de correr em trilho plano, mesmo quando estávamos dentro dum imenso pinhal. Diversidade no terreno, não esperava correr em areia, que dificulta um pouco as coisas, mas gostei imenso.

Ao longo do percurso iam surgindo alguma placas com muito sentido de humor, em especial nas subidas.

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Fotografia de David Clemente 

 

Relativamente à marcação de percurso, sei que houve várias pessoas a enganarem-se no percurso, foi o caso da Liliana Moreira que iria fazer os 30km e acabou por fazer o percurso do trail curto de 18km. Aconteceu também à Natália Costa, que depois de andar perdida, acabou por completar o percurso mais longo. Na verdade haviam muitas fitas a indicar o caminho, apesar de em alguns locais a metodologia não ser mantida, fitas à direita como à esquerda, suficiente para uma pequena distração gerar enganos.

 

Os abastecimentos foram simplesmente magníficos, desde o primeiro ao último, mantendo a variedade tanto de sólidos como de líquidos. Desde fruta, grande variedade de frutos secos, tomate com sal, tostas que podiam ser barradas com manteiga de amendoim ou Nutella, cubos de queijo e de marmelada e chouriço. Para além de sumos Compal, Coca-Cola, bebida energética e águas à discriminação.

 

O tempo passava, ia fazendo o melhor que sabia e usei tudo aquilo que ouvi do meu coach João Gonçalves no dia anterior, mantive a calma, disfrutei do percurso e de algumas companhias que foram muito poucas. Foram basicamente 30km sozinha com os meus pensamentos.

Tinha como objetivo terminar antes das 4h30, a certa altura olho para o relógio e durante 5km acreditei que podia acabar abaixo das 4h00, mas ainda não foi desta.

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Tinha o João Gonçalves à minha espera no km 29, aquele que me treinou para fazer esta prova, aquele que me deu na cabeça quando falhava aos treinos, aquele que sabia o quanto era importante para mim fazer  um bom tempo.

Termino 4h11m depois da partida, com a minha Crew a gritar por mim, aqueles que me ajudam a ter força para continuar a treinar.

 

Depois destas horas de esforço, merecemos um banho bem quente e um belo almoço, a tão falada sopa da pedra acompanhada com um pão tipico região com bifana e claro de sobremesa um pampilho.


Por fim, gostava de deixar uma sugestão à organização, apesar de achar que a II Trail de Almeirim foi simplesmente brutal, sabemos que o tempo de chegada do último participante é por norma elevada, este merece uma recepção por parte da organização igual ao primeiro a chegar. Não consigo achar piada a certa altura e quando já faltam poucos participantes a chegarem, a organização iniciar a desmontagem do equipamento, deixando o essencial. Isto torna a chegada dos últimos muito impessoal e sem aquele sabor que os primeiros têm, afinal o esforço do último é igual ao esforço do primeiro.

 

Até para o ano...

Race Report : I Trail Almeirim 30km

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Por Luís Moura:

Eventos de pessoas que fazem as coisas com gosto e paixão, o resultado final normalmente é sempre fantástico ou no mínimo bem acima do espectável. Quando ainda por cima, uma prova é feita de corredores para corredores, as expectativas são elevadas.


No passado fim-de-semana a crew do Correr na Cidade foi correr a Almeirim no primeiro trail organizado pela Associação 20km de Almeirim. Se dentro dos elementos que lá foram correr existiam ambições e objectivos diferentes, à partida a parte da diversão e do gosto pelo que fazemos já estavam bem definidos...


5h30m
Tudo começou com o despertador a tocar às 5h30m da manhã. Bolas, 3h de sono mais ou menos completas...


"Problema" das provas que nem são perto nem longe de casa, é a logística da viagem. Saímos do Montijo por volta das 7 da manhã e fomos calmamente para Fazendas de Almeirim. Chegamos pelas 8h10m e fomos logo levantar os dorsais.


Com a partida da corrida dos 30km marcada para as 9 da manhã, assistimos logo ali a um pequeno problema, pois às 8h20m a fila para levantar os dorsais era relativamente extensa, com uma percentagem grande das pessoas que estava à nossa frente a ir para a corrida dos 18km - que só iria sair às 9h30m. Entretanto criaram uma "segunda fila" para dar prioridade a quem ia para os 30km e lá se levantou os dorsais apressadamente.


Voltar ao carro, vestir o resto dos "acessórios da moda" para correr e regressar ao ponto da partida e já eram quase 8h50m...Resultado, nada de aquecimento, coisa que já não fazia há umas boas provas... talvez dois anos que isto já não acontecia. E revelou-se de facto mais à frente um pequeno problema.

Entretanto fui ao WC fazer o "xixi da praxe", tirar foto com o resto da crew e entrar para a box de partida. 8h55m... Ufa, mesmo em cima da hora.

A organização ao aperceber-se que na hora prevista ainda havia algumas pessoas a entrar na box, adiou a partida 3 minutos. Pareceu-me uma decisão sensata e que não interferiu nada com o resto da prova.


Prova
Com algumas caras conhecidas do circuito de trail, a minha expectativa para a prova, tendo em conta a distância curta, a altimétria relativamente baixa e alguns km de "estradão", era apontar para ficar entre os 30 primeiros dentro das 3 horas. Parecia-me uma meta alta mas com boas hipóteses de serem atingidas.

 

Como nas ultimas semanas tenho feito menos velocidade e mais trabalho de força nas subidas, já contava que iria ter alguma "dificuldade" em acompanhar os mais rápidos, mas cada corrida é uma corrida e lá fomos nós.

 

Às 9h03m dá o tiro de partida e o grupo da frente salta em verdadeira correria. Ultrapassei muita gente que se tinha colado na parte da frente da corrida e ao fim de uns 200 metros já o pelotão rolava "tranquilamente" abaixo dos 4/km ao minnuto numa das ruas que sai de Fazendas de Almeirm. Pela altimetria que tivemos acesso antes da prova via-se que os primeiros 6km seriam sobe e desce, com alguns declives mais exigentes. E assim foi.


Primeiros 2km's muito rapidos (4:05 e 4:13/km) e depois entramos no tal sobe e desce, num mix de single tracks entre pinheiros e corta-fogos.


Tal como imaginei, o coração disparou para os 180bpm nesta altura devido a não ter feito aquecimento.É uma diferença enorme arrancar para uma prova sem ter feito um mínimo de aquecimento, para que o corpo não tenha um impacto enorme assim que começa a correr rápido. Ao terceiro km abrandei ligeiramente para o corpo recuperar um pouco o fôlego.


Estabilizei no ritmo e no lugar na classificação que ocupava e os seguintes 3km's foram muito rápidos dentro de single tracks. 4:47, 5:07 e 4:45. Entretanto ao km 3,5 passamos o primeiro abastecimento e do grupo da frente só 2 ou 3 beberam copo de água. O resto nem olhou para a banca.... disseram-me que tinha liquidos e solidos.... :)

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Paredes ?
Depois destes km's mais rapidos, começámos a apanhar os corta-fogos mais "agrestes". O 6km foi a 6:57/km com duas subidas enormes e muito inclinadas, mas não quis atacar muito cedo e deixei-me seguir em ritmo mais lento. Depois foram vários km's de constantes de sobe e desce. Umas vezes por single tracks e outras em estradões.

 

Em alguns sítios era monótono para quem gosta de correr na montanha, mas nem tudo é perfeito. Alguns single tracks eram deliciosos e tiravam sorrisos, mas eram curtos!


Até ao km 13 foi sempre a médias perto dos 5:10/5:20. Em alguns sítios poderia ter apertado mais um pouco e ter cortado algum tempo, mas achei que não andar no limite seria uma boa opção a longo prazo na prova. Começamos com algumas nuvens e vento ligeiro mas fiquei com uma premonição de que iria aparecer sol em barda durante a prova... e apareceu mais à frente.


Entretanto damos com o abastecimento dos 13km junto a um rio, bebi 2 copos de água e comi uma banana e arranquei. Mais à frente aparece uma escalada com quase 50D+ em que tivemos que subir quase metade "de quatro" para ter tracção. São subidas engraçadas mas muito desgastantes para os músculos devido ao grau de inclinação que têm.

 

Retorno a Fazendas
Por esta altura estávamos a correr em Raposa e começa-mos a fazer o regresso para Fazendas. Fomos dar uma voltinha por estradões, sobes e desces, desces e sobes. Em algumas zonas parecia que estava a fazer uma maratona tal o ritmo a que rolávamos e noutros no meio de tantos praticantes de BTT's que encontramos pelo caminho, parecia que estávamos em serras ou montanhas bem mais altas do que estávamos mesmo.


Do km20 ao 23, fomos por estradões mais ou menos sempre a subir. Ligeiramente, mas a subir. Mói... São fáceis de transpor, mas moem nas pernas. E a areia que apanhamos... O Serrazina deve ter começado a pensar "olha estes a imitar o Trail Noturno de Óbidos !!! "

 


Entretanto, junta-se o percurso das provas dos 18km com o dos 30km e para além das subidas e descidas íngremes que recomeçaram, visto que estávamos a fazer o regresso pela mesma serra por onde saímos, ligeiramente ao lado, agora tínhamos a companhia do pelotão dos 18km. Alguns ficavam surpresos por verem pessoas pouco depois do meio do percurso deles a passarem tão depressa, outros davam palavras de alento e motivação, outros iam na "converseta", outros já diziam mal da vida deles porque estavam ali no meio da serra, ao sol a subir aquelas subidas tão "inclinadas". E passei por imensa gente a caminhar já com um ritmo de passada muito pesado.


É impressionante ver no terreno o salto gigante que dei na corrida nos últimos 4 anos. Como estamos presentes sempre que nós corremos, muitas das vezes nem nos apercebemos das diferenças no nosso corpo. Quando somos colocados lado a lado com outros corredores que estão a dar os primeiros passos agora ou simplesmente só querem fazer aquilo, aí nota-se muito as diferenças de ritmo.

 

Nesta altura seguia com outro corredor quase sempre por perto e mais atrás vinha o Bruno. Devemos ter passado mais de 200 corredores dos 18km seguramente naqueles km. Alguns iam-se desviando e deixando passar, outros nem se apercebiam que chegávamos atrás deles e demorava algum tempo a passa-los nos single tracks. No abastecimento dos 25km paro para beber dois copos de agua e comer mais uma banana e o Bruno passa para a minha frente e vejo mais dois elementos a chegar ao abastecimento.

 

Tempo de meter corda nos atacadores !!! Apanhamos uma recta enorme de sobe e desce, e recuperei uma posição que tinha perdido no abastecimento.


A cerca de 3,5km da meta, apanhamos um excelente single track. Foi curto e rápido, mas é daqueles que nos dá um sorriso de canto a canto. Neste troço quem seguia à minha frente dos 18km também ia rápido, mas não aguentaram aquele ritmo mal saímos do single-track/descida e passeios logo a seguir ficando novamente sozinho com os muitos fotógrafos que existiram pelo caminho.

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Meta "lá ao longe"
A cerca de 2km entramos em troço de estrada/estradão e deu para ver que ia ser muito rápido o final. Quem tivesse pernas e pulmão ainda dava para dar uma perninha como tinha dito o Omar antes do tiro de partida. Há minha frente seguiam dezenas de pessoas da caminhada e alguns dos 18km e foi quase como um "slalon". Na parte final, mesmo em cima da meta ainda passamos por imensa gente da caminhada...

 

Um aparte para os que me vão ler... não ocupem uma estrada de ponta a ponta quando estão a fazer uma caminhada.... Existe sempre alguém mais rápido que nós que pode querer passar sem andar a fazer "slalon" como se estivesse na Suiça a descer a neve...

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Deu para 4:42 no km29 e para.... 4:42 no ultimo km sem forçar muito. Já não fazia sentido forçar mais as pernas. Estava a testar uns calções de compressão novos e estava a sentir bem a diferença na força da compressão.


Chegada à meta em 2:48:55, 2:46:43 em movimento. 2min parado num percurso de 30km... para mim, é obra... foi sempre a abrir como tinha planeado.


Fui felicitar o Filipe Torres por ser um dos responsáveis da prova e por termos estado a falar bastante sobre o evento nas últimas semanas. 


Fui até à zona das massagens que tinha duas mesas onde fisioterapeutas estavam a "aviar" os mais ariscos. Sim, aqueles malucos que depois de sofrerem na corrida ainda vão sofrer mais um bocado deitados e alguém a dar porradas... parece uma cena saída de um filme as caras que algumas pessoas fazem quando estão a levar porrada.... perdão, massagens nas pernas.

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Esperei pelos restantes colegas de equipa, assisti à entrega dos prémios das categorias e depois fomos tomar banho e almoçar.Tudo pertinho e bem organizado. Depois saímos "de fininho" para casa que os mini-empenos com poucas horas de sono doem!


Prova
Com tudo o que já se escreveu nos últimos dias sobre a prova, não me vou alongar muito mais. Para uma primeira edição acho que estiveram muito perto de ter nota 10/10. Foram de facto brilhantes no planeamento e na execução.


Nas semanas anteriores ao evento notava-se por tudo o que ia aparecendo na pagina oficial do evento no Facebook que todos os detalhes estavam a ser bem pensados e planeados. Ninguém estava à espera era que eles cumprissem tudo o que tinham prometido.

 

Percurso - Muito rápido, com muitas e pequenas subidas inclinadas. Às vezes custam mais que poucas e grandes. Teve alguns single tracks deliciosos. Menos bom: alguns estradões - mas muitas vezes é preciso ligar sectores desta maneira. As placas ao longo do percurso com diversas frases humoristicas foram um extra muito bem conseguido e que arrancou sorrisos a quase toda a gente.


Marcações - muito perto da perfeição. Nos primeiros 3 ou 4km dentro do mato quase que não conseguíamos sair do trilho tal a quantidade de fita e paus no chão a direccionar os corredores. Nos últimos km as marcações eram em muito menor numero, mas por essa altura as pessoas já se tinham habituado a elas e estavam quase todas em sítios lógicos e visíveis.  Não me perdi Filipe !!!


Abastecimentos - numa prova curta os abastecimento tem uma "menor" importância, então quando são de 5 em 5km, tudo fica mais fácil. Sempre com água e outras bebidas à escolha, assim como bananas, laranjas, sal ou tomates . Para mim eram simples e directos. Diria mesmo: funcionais. Ouvi dizer que existiram bolos no ultimo abastecimento, mas não vi nada. Sinceramente não lhes dei muito atenção, fora a agua maravilhosa.


Acompanhamento durante a prova - Bombeiros, BTT's, voluntários da organização, etc... penso que nunca estive numa prova onde estivesse com tanta "companhia" como aqui. Penso que só na Serra D'Arga, no Geres, existe uma detalhe tão grande e parecido como nesta prova em termos de nos sentirmos acompanhados no percurso. Estão todos de parabéns e com o meu agradecimento pela paciência de ficarem horas parados a ajudar quem passa.


Prémio de finisher - uma colher de pau semelhante à usada para fazer a sopa da pedra. Original, diferente e sem duvida a mostrar que não é preciso "medalhas" ou as típicas canecas com o nome da prova para que seja memorável.


Banhos e almoço - Instalações boas e bem colocadas. Água quente e almoço com direito a tigela de sopa da pedra, bifana e um pampilho, doce típico da região de Santarém. Melhor não era necessário. Tudo no ponto. Ouvi dizer que havia vinho, mas álcool é uma cena que não me assiste...


Para fechar, que já vai longo
Parabéns acho que não chegam para transmitir toda a gratidão que todos nós devemos ter por todos aqueles que perdem centenas de horas a preparar e executar provas deste calibre e mais uma vez se prova que quando existe esforço, dedicação e atenção "ao cliente", as coisas correm bem.


Toda a equipa envolvida na preparação do trilho está de parabens e notava-se toda a alegria e simpatia entre todos os colaboradores e voluntários que apanhamos no Domingo passado na prova.Aqueles que fazem provas apenas para o lucro, mais cedo ou mais tarde desaparecem na escuridão.

 

Vou fechar o artigo com duas chamadas de atenção que me parecem oportunas e que para mim enquanto atleta e utilizador do evento, devem ser melhoradas para que o 10/10 no próximo ano seja consensual.


Entrega dos dorsais - já se esperava que fosse um pouco confusa visto que a grande maioria dos corredores viriam de fora da vila e que o levantamento do mesmo fosse feito na manhã do evento. A criação de duas filas para as duas distâncias logo às 8 da manha teria sido o ideal. Quando já estava a ficar tarde, aperceberam-se que ainda estava muitos atletas na fila para levantar o dorsal para os 30km e resolveram o problema. Prejudicou um pouco alguns atletas, eu incluído.


A entrega dos prémios - Assunto já foi referenciado e a organização fruto da sua inexperiência também já chegou a essa conclusão e penso que na próxima edição vão corrigir com certeza o tema. Uma boa parte das pessoas não ficaram para levantar os prémios devido ao tempo que passou entre o fim das provas e a hora da entrega. Dos 3 primeiros classificados da geral dos 30km, só o primeiro estava presente, por exemplo. E em muitas outras categorias não estava 1 ou 2 dos 3 primeiros classificados.


Ou adiantam um pouco o horário da entrega ou fazem com que os atletas permaneçam perto do local da entrega. Como os banhos e o almoço eram a uns 500 metros, muitos já não regressaram ao local do crime.


Prova aos olhos dos outros elementos da crew CnC
O Malcata fez a prova abaixo das 4H e podem encontrar aqui o relato dele na primeira pessoa.
A Liliana fez a sua estreia em provas de 30km e fica aqui o que ela achou da prova :

 

Não me vou alongar… o Luís com a sua enorme capacidade de resumo já detalhou, como de costume, grande parte todos os pormenores da prova.  Aproveitei toda a conjuntura desta prova para me estrear nos 30km… já os tinha feito em estrada em Sintra durante um treino, mas é normal que os ritmos em prova sejam diferentes. Há mais adrenalina… e no meu caso havia focus, objectivo!

 

Estudei a altimetria do I Trail de Almeirim e previsão era a de concluir em cerca de 5 horas e picos… sendo o elemento sexy slow da crew que não tem ritmos acelerados, teria nesta prova o desafio da resistência... física e psicológica. Consegui conclui-la a 2 minutos das tais 5 horas. Para mim um sucesso!

 

Mais sucesso para mim foi tê-la feito em grande parte sozinha e a demorar muito pouco tempo nos fartos abastecimentos com que nos brindaram. Os tais bolinhos que o Luis não viu… eu dei-lhes a devida atenção! Deliciosos… assim como o chouriço! Para quem me conhece é um pormenor estranho… mas não toquei no vinho Lezírias. Não por falta de vontade mas por estratégia… sabia lá o que ainda ia encontrar e como o meu corpo iria responder ao esforço que lhe estava a aplicar. Não me arrependo da decisão! Almeirim não está assim tão longe e nitidamente merece uma visita pela sua gastronomia (e trilhos também!) Haverão outras oportunidades com certeza!

 

Vi-me em trilhos muito bonitos, bem marcados em que “até os cegos eram capazes de ver”, que chegaram mesmo a passar no meio de um rebanho de ovelhas que, propositadamente, ou não, por ali andava a pastar… ou por single tracks verdejantes, passagens por pontes nos ribeiros e retas gigantescas pelos eucaliptais. Confesso, que me ri e falei muitas vezes sozinha a apreciar o caminho que a organização nos fez percorrer! Também confesso que praguejei mais vezes ainda nas subidas e descidas dos corta fogos que, sendo curtas, eram bem inclinadas, arenosas e massacrantes. Saltamos pequenos muros, tivemos descidas em modo rappel… houve de tudo um pouco.

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Gostei da presença e atenção de todos com que me cruzei pelo caminho… dos muitos fotógrafos, voluntários, bombeiros, BTT’s… até do abade que nos esperava num abastecimento de colher de pau na mão! Nunca faltou um “Bom Dia” e não foram poupados os “Força!”.  Fiquei com a sensação que alguns deles também eram atletas. Acho que foi o trato que os denunciou, o carinho para com os que vêm no fim do pelotão… mais em esforço, mais frágeis. Tive também o privilégio de conhecer dois elementos do Lágrimas Team, o João e a Ana com quem partilhei uma pequena parte do meu trilho e que sem saberem tão simpaticamente me ajudaram a distrair das muitas dores que sentia nas pernas e joelhos.

 

Nos últimos 3 km’s sou literalmente puxada pelos restantes elementos da equipa Correr na Cidade e que me vi grega para acompanhar. Estava em “terrenos” poucos explorados e sem dúvida que sem aquele “push” final não teria concluído abaixo da previsão. Recebi a minha “colherada finisher de Almeirim” e pela primeira vez recebi uma massagem no fim de uma prova, achei que se justificava e por ter chegado quase em último não havia filas. Sempre que me lembro da tareia, aliás Senhora Dona Tareia faz favor, que levei naquela marquesa pareço o Bonga… com uma lágrima ao canto do olho. Doeu na altura, mas fez bem depois… tanto que no dia seguinte conseguia andar praticamente sem dores.

 

Respondendo aos mais engraçados que por aqui passam neste estaminé… é verdade, durante a prova tive momentos em que caminhei! Não tenho vergonha de admitir. Não sou top máquina. E no que me diz respeito, quando vou correr, o ego deixo-o em casa porque em prova ou em treino a competição é comigo e com mais ninguém… mesmo que no fim me coloquem num ranking. Para já fico feliz por ter chegado ao fim, consciente que dei o “litro e a pinga” e que a curva de aprendizagem e experiência se está a compor.

 

Espero, muito honestamente, que a sub-secção de Trail da Associação 20km de Almeirim continue a crescer e nos volte a brindar com trilhos ribatejanos e o seu bem receber. Muito respeito por estes atletas que passaram para o outro lado da acção e deram deles o melhor da sua própria experiência, com humildade.

 

Por fim, não sei se foi do esforço, da fome ou se da mão experiente de quem a fez… nunca comi sopa da pedra que me soubesse tão bem na vida!

Obrigada e até para o ano!

 

Race Report: 1º Trail de Almeirim - O treino longo de trail mais rápido de sempre

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Por Nuno Malcata

 

A menos de uma semana da estreia em Ultra Trail no Piodão, troquei a multidão da Meia Maratona de Lisboa por um treino longo, e supostamente calmo, no 1º Trail de Almeirim.

 

Depois de 2 semanas de treinos intensos, a preparação para o Piodão estava feita e o Trail de Almeirim servia para rolar tranquilo, afinar os últimos pormenores na alimentação e equipamento a levar para o Piodão.

 

Parti de Lisboa bem cedo com a Bo e alguns amigos, para nos encontrarmos em Fazendas de Almeirim com a Liliana, Luis e o Nuno Ferreira.

 

Chegados a Fazendas de Almeirim, foi hora dos últimos preparativos e foto de grupo mesmo antes do Breefing e arranque da prova.

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No grupo havia ritmos distintos, se para o Luís a prova seria rápida e sempre a abrir, para a Liliana seria um desafio fazer a sua primeira prova de 30Km em Trail, mas eles farão as suas race reports muito em breve. Nos restantes 5, alguns estavam condicionados com pequenas lesões pelo fiquei de ir ao meu ritmo, mas o João muito mais rápido que eu decide que não é dia de soltar a franga e vai comigo.

 

Feita a partida, como sempre arranco lento, muito lento, e fico na retaguarda do pelotão, os primeiros 30m de qualquer prova, se não aquecer como foi o caso, custam-me sempre. Aos poucos vou me sentindo melhor e vou ultrapassando alguns colegas até que chegamos ao primeiro abastecimento logo aos 5km, sem andar um único minuto, alto inédito para mim numa prova de Trail. Cubinho de marmelada para adoçar a boca, um pouco de agua e siga que isto ainda agora começou. 

 

Começam as subidas e finalmente começo a acalmar um pouco o ritmo, mas sempre acima das expetativas, correr com alguém que está vários furos acima, e sempre com disponibilidade dá nisto, e o João é um poço de energia e boa forma. E foi assim até aos 20km, sempre a parar o menor tempo possível nos abastecimentos, mas com grande dificuldade em sair dos mesmos, dada a quantidade e qualidade do que estava à disposição.

 

Aos 20Km com cerca de 2h30m, derivado do esforço da semana anterior, e da massagem do dia anterior, o gémeo direito deu sinal de não querer puxar nas subidas e tive de acalmar o ritmo. Feitas as subidas do km20 ao 25, no último abastecimento aos 25km, com cerca de 3h20m começo a pensar que dá para acabar a prova em menos de 4h.

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Quando corro em provas, pouco penso em tempos, sempre fui lento e pesado e desfruto de correr pelo prazer que tenho e não pelos tempos que faço. Se tiver de parar para falar, tirar fotos, ou o que for, não stresso minimamente, e foi estranho mas motivador pensar em terminar a prova em menos de X tempo.

 

Se no km25 o pensei, no km26 partilhei este pensamento com o João, e soltei o demo, assim que lhe disse ele solta um "então vamos lá!" e acho que foi o último segundo que tive hipótese de dar uma respiração mais profunda. Foram 5km, em ritmo muito acima do que é a minha capacidade, literalmente com os bofes de fora, mas ainda consegui puxar por mais um companheiro no último km, que já só queria andar, mas terminou a corrida comigo e com o João a correr a bom ritmo. (Boa Flávio!)

 

Fechada a prova em 3h53m, graças ao grande ritmo e companheirismo do João que nunca me "largou" e tirou de mim uma performance que não sabia que tinha. Apesar de lento para a grande maioria, para mim foi surpreendente.

 

Não apenas surpreendente, mas de realçar, foi toda a organização nesta primeira edição do Trail de Almeirim. Parabéns à A20KM Trail Running Team e Secção de Atletismo da Associação 20 km de Almeirim pelo ótimo trabalho, como a todos os voluntários e equipas presentes que contribuíram para o sucesso desta prova. Não querendo faltar com nenhuma componente, desde as marcações do percurso, pontos de segurança, abastecimentos, pontos de controlo, massagens, banhos e alimentação, tudo correu de forma exemplar. Obrigado a todos e até para o ano, não faltarei!

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Entrevista a Omar Garcia - I Trail Almeirim

No próximo dia 22 Março vai-se realizar o I Trail de Almeirim, organizado pela secção de Trail da Associação 20 km de Almeirim. O nome oficial da prova "Trail de Almeirim – Na Rota do Vinho e da Sopa da Pedra" promete diversão e boa comida para todos os que passarem no fim-de-semana pelo evento.

 

Entrevistamos um dos responsáveis pela ideia de organizar um trail numa zona do pais que normalmente não associamos a corridas de trail. Omar Garcia é também atleta habitual nos diversos trails realizados pelo pais e as expectativas de criar um trail de atletas para atletas coloca a fasquia nuOmar Garciam nível alto para primeira edição.

 

(entrevista feita por Luis Moura)

 

Nesta primeira edição que mais-valias pretendem trazer ao trail nacional?

Neste momento existe uma grande quantidade de eventos similares, pelo que os atletas cada vez mais seleccionam as suas provas.

São vários os factores críticos para o sucesso destes eventos, dos quais podemos destacar, a publicitação, a facilidade de inscrição e organização das mesmas, a marcação dos percursos, os abastecimentos, os banhos, a refeição, os brindes e o acolhimento realizado.

A equipa organizadora, devido às suas experiências na participação ao longo dos últimos anos neste tipo de eventos tem facilidade em identificar quais as falhas mais comuns e quais os aspectos mais valorizados pelos atletas.

O objectivo será realizar uma prova que se destaque pela excelência de forma a realizar nos anos vindouros e quem sabe incluir no calendário do campeonato nacional da ATRP – Associação de Trail Running de Portugal.

Para além do carácter desportivo e competitivo, pretende-se que envolva, não só os atletas inscritos, mas também toda a sua família e a população local.

 

Qual a dinâmica que quiseram imprimir a esta prova e qual a sua importância para a região onde se insere?

Como adeptos desta modalidade, quisemos organizar uma prova não só competitiva, mas divertida também, além de querermos mostrar que a planície ribatejana não é assim tão plana como todos pensam.

Estando agregados a uma organização como a Associação 20 km de Almeirim, queremos fomentar ainda mais a prática desportiva na nossa região, onde a mesma já é bastante grande. Temos a mítica prova de estrada 20 Kms de Almeirim, queremos assim colocar também o Trail de Almeirim implementado não apenas a nível regional, mas a nível nacional.

 

O trail running percebe-se cada vez mais, como uma vertente agregada à corrida, mas como vêem o crescimento de provas de trail? Como explicam a adesão a este tipo de provas por parte dos portugueses?

Na minha opinião, penso que o trail running cada vez mais tenta destacar-se da corrida de estrada, não só pela diferença entre ambas, mas também envolvência que gere em torno dos atletas que escolhem esta modalidade. Dai o crescimento a olhos vistos que se tem notado

nesta prática. São raros os casos que um atleta experimente o trail e diga “ não gosto, não quero “.

Como defensor de trail (sim, detesto estrada), sou um pouco suspeito de falar, mas acho que só o facto de correr na natureza chega para responder ao porque dos portugueses aderirem cada vez mais ao trail. Claro está, que podemos também salientar outros motivos, tal como, superação pessoal, desafiando os elementos naturais tais como chuva, vento, lama, frio, etc.

É uma mistura que apenas quem lá anda pode explicar e não se torna tão monótono como a estrada.

 

Qual o objectivo principal do trail Júnior de 4km? Fomentar o desporto nos mais jovens ou atrair a família aos atletas que estão inscritos para outras distâncias?

Como já referido anteriormente, a nossa ideia é proporcionar a toda a família um domingo desportivo, onde todos possam usufruir um pouco do ambiente em volta de uma prova de trail.

Além do mais, fazemos parte da secção A20KM Atletismo, que tem fomentado a pratica desportiva nos mais novos, onde tem dado um grande contributo para esse mesmo fim.

 

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Quantos participantes esperam receber em Almeirim, tanto para os 30Km como para os 17km?

Colocamos várias barreiras quantitativas nos vários percursos: 300 atletas para o trail longo 30k e no trail curto 17k, 150 na caminhada e 50 no Trail Júnior.

E estas barreiras porque? É de conhecimento geral que as provas de trail diferem completamente das provas de estrada, na estrada pode-se colocar centenas de atletas na partida (apesar de na minha opinião provas com 1000, 2000 atletas perde-se a dinâmica da corrida), enquanto que nos trilhos é completamente o oposto.

Single tracks, locais de difícil ultrapassagem, afunilamentos nos obstáculos naturais, etc, impossibilitam isto mesmo.

Então preferimos nesta edição (e sendo a nossa edição 0), colocar apenas o que achamos aceitável para que todos possam desfrutar dos nossos trilhos sem os demais problemas que já mencionei.

Sendo assim, estabelecemos o máximo de 800 atletas, que para nós é um número bastante ambicioso.

Mesmo assim, já ultrapassamos as 500 inscrições a relativamente a 2 meses do tiro de partida.

 

Quais as datas disponiveis para levantar os dorsais da prova?

O Secretariado funcionará das 16h às 22h de Sábado dia 21 de Março de 2015 e das 06h às 8.30h de Domingo dia 22 de Março de 2015, no secretariado junto à partida das Provas, no Centro Cultural das Fazendas de Almeirim.

Todos os atletas devem proceder ao levantamento dos dorsais, no Secretariado nos períodos indicados.

Os dorsais dos atletas serão entregues mediante a apresentação de documento comprovativo da inscrição.

 

Quantos abastecimentos irão existir (para ambas as distâncias) e do que serão compostos?

Bem, nesta parte não haverá queixas quanto à falta de abastecimentos uma vez que resolvemos colocar todos com sólidos e líquidos e em vez de serem de 7 em 7 kms como habitualmente nestas distâncias, encurtamos as mesmas.

Aqui poderão contar com o habitual: na parte sólida teremos batatas fritas, amendoins, marmelada, bolos secos, pampilhos, compotas, tostas, banana, laranja, bolos secos e claro os enchidos da região; na parte líquida, haverá agua, Coca-Cola, isotónico e não poderíamos deixar de fora o belo do vinho tinto da terra para quem queira provar.

No trail júnior 4k irá haver um ponto de agua a meio e o reforço final.

Na caminhada irá haver um abastecimento a meio e o reforço final.

No trail curto 17k irá haver 3 abastecimentos e o reforço final.

No trail longo 30k irá haver 4 abastecimentos e o reforço final.

 

Vai existir solo duro para quem queira ir de véspera? (*)

Sim, colocamos à disposição de todos os atletas o Pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Almeirim.

O mesmo tem todas as condições para a pernoita dos mesmos, ficando sensivelmente no centro da cidade de Almeirim e apenas a 5kms do local do evento.

 

Como estará a prova organizada em termos de marcações? Material será simples ou terá elementos reflectores?

Serão usadas fitas de marcação simples, mas tendo em conta que todos da organização são atletas, arrisco a dizer, que ninguém irá dizer que a marcação usada não foi suficiente.

Além das fitas sinalizadoras, existirão placas com indicação de direcção, de quilometragem, aproximação de abastecimentos, além de outras placas indicativas sobre o percurso.

 

 

Se tivesse que descrever o percurso o que nos poderia dizer? A nível de altimetria como vai ser? Será um percurso mais técnico ou mais “rolante”?

As altimetrias não vão ser grandes, já que estamos numa zona sem a mesma, mas podemos dizer que vão-se surpreender com as planícies ribatejanas (eheheheh)

Haverá trilhos para todos os gostos, técnicos, rolantes, subidas e descidas, mas apesar de tudo, divertido e rápido.

 

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Qual o ponto mais alto do vosso percurso e existem locais emblemáticos da região por onde os atletas vão passar?

Como já referi anteriormente, não estamos numa zona com grandes altimetrias, é um facto. O nosso ponto mais alto não passa dos 200 metros de altitude, mas vão se surpreender com a pouca altimetria.

Não temos muitos lugares emblemáticos na nossa zona para passagem durante a prova, pelo menos nesta edição (a nossa ideia para 2016 é a criação de uma ultra, e ai sim, com passagem em alguns lugares ainda mais fantásticos), mas os atletas vão passar por locais que consideramos engraçados. Pinhal do Caroça, Cerro da Águia, uma quinta abandonada, Ribeira de Muge, Vale Inferno, Raposa, são alguns dos locais de passagem nos vários percursos.

 

Como se vai processar o almoço e a zona de banhos?

O almoço e banhos irão ser no mesmo local, a 800 metros do local de partida/chegada, com todas as condições. Foi cedido o pavilhão e refeitório da Escola 2º e 3º Ciclo das Fazendas de Almeirim para esse efeito, assim, todos poderão ter um bom banho quente e um almoço convívio bem ribatejano.

 

Que conselhos dão aos participantes, em ambas as distâncias? (Calçado, tipo de material obrigatório, roupa)

Para este tipo de prova aconselhamos o normal.

Sapatilhas para a pratica de trail (apesar de não estarmos num local com grandes paredes, bem que vão precisar delas), telemóvel em caso de emergência e recipiente para levar agua (porta-bidons, camelback, cinto de hidratação), já que não haverá copos nos abastecimentos para agua.

 

(*) Solo Duro - È uma experessão que se usa para designar a area disponibilizada pela organização para que quem viaja de longe possa dormir no dia anterior da prova. Normalmente são areas como pavilhões de escola ou areas nobres dos quarteis dos bombeiros. Existe a possibilidade de banho e dormir "no chão" sem custo associado a quem quiser usufruir desta modalidade.

 

Para mais informações e inscrições, visitem o site

 

 

 

 

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