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Correr na Cidade

Trilhos dos Abutres: uma prova, quatro perspetivas

Tal como já devem ter reparado, a crew andou, o passado fim-de-semana por Miranda do Corvo, no âmbito dos Trilhos dos Abutres. Para nós, CNC, foram quatro elementos da crew que se atreveram a estar presentes: a Bo Irik, a Sara Dias, o João Gonçalves e o Tiago Portugal. Todos estreantes, excepto o Tiago que participa pela 3ª vez consecutiva. Depois de termos partilhado as expetativas para a prova, partilhamos hoje a experiência de cada um dos nossos valentes.

 

No foto abaixo vemos as meninas a torcer pelos homens que já iam com quase duas horas de prova:

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Prova dos 25km

Bo Irik: 

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Embora não tenha muitos quilómetros nas pernas nos últimos meses por causa da anemia, tenho-me sentido forte. A suplementação do ferro tem-me ajudado a subir os níveis de ferro no sangue e já tenho a hemoglobina no ponto. O médico já me deu luz verde para avançar com treinos e provas mais duras e longas.
 
No fim-de-semana antes dos Abutres, fui correr 35km em estrada, entre Cascais e o Terreiro do Paço, no âmbito da preparação para a Maratona de Barcelona (13 de Março) e senti-me mega bem. Foi então cheia de confiança que olhei para os 25km dos Trilhos dos Abutres. Para evitar o "solo duro" (possibilidade de dormir num pavilhão com saco de cama e colchões), decidi aproveitar a boleia do Miguel e Bernadete às 6 da manhã de sábado. Passei a viagem toda a dormir e só acordei quando chegámos à Miranda do Corvo. Chegamos 10 minutos antes da partida da prova dos 50km. Que bom! Adorei ver o pessoal conhecido na linha de partida desta grande aventura e ainda consegui desejar boa sorte ao Tiago e João. Que frio que estava!
 
Duas horas depois arrancaria a prova dos 25km. Depois do pequeno-almoço tomado encontrei-me com a Sara para o controle zero (onde controlam se temos todo o material obrigatório). Decidimos fazer a prova juntas o que implicaria um ritmo abaixo do meu, mas não me importo nada. Gosto de fazer companhia ao pessoal em estreias destas! Para mim, nos Abutres também foi estreia, mas já tinha corrido na Serra da Lousã umas 3 ou 4 vezes. 
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Adorei todo o percurso. Muitos trilhos técnicos, alguns onde dificilmente dá para correr. Serra acima e abaixo, vistas fantásticas. Uma delícia de sentidos; cheiro à eucalipto e ervas aromáticas, sol a bater na cara, vistas espectaculares, pássaros e correntes de riachos nos ouvidos. 
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Em suma: adorei a prova. Uma excelente organização, desde a zona de partida / meta, aos abastecimentos, à sinalização. Tudo muito bom. Em termos de dificuldade, estava a espera de algo mais duro. Penso que foi graças às condições climatéricas que a prova se tornou mais acessível. Desfrutei dos trilhos ao máximo e, quando cheguei, só pensei: quero mais. Será que para o ano vou aos 50k?
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Sara Dias:
 

Os nervos eram mais que muitos, naquele frenesim que nos dá força para tudo mas que ao mesmo tempo nos tira a força das pernas. Dei por mim já tinha controlo zero feito, os meus olhos percorriam o pavilhão à procura da Bo, eis que nos encontramos. Entre fotos e expectativas para a prova, decidimos ir juntas.


Era a minha primeira vez naquela serra e numa prova tão exigente.


PARTIDA… agora já não há volta a dar, pensei eu para comigo, mas aqui os meus nervos desaparecem por completo e é quando o meu espírito competitivo acorda. Tinha consciência que algo menos bem que eu fizesse podia ser fatal na continuação da prova.


Uma prova com trilhos técnicos entre paisagens de cortar respiração, havia locais que a força da água era tão forte que não nos conseguíamos ouvir, lama e mais lama parecia patinagem artística, subidas bem íngremes mas descidas que faziam cortar a respiração.

 

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Pessoalmente adoro este tipo de provas, adoro ficar suja de lama, de estar a todo o minuto a pensar como é a melhor maneira de me agarrar para subir ou com posso fazer a descida mais rápido. E depois desta loucura de pensamentos constantes, olhar para o relógio e ver que estou no tempo previsto, é aquilo que mais gosto.

 

A cerca de 10km do fim, surgem cãibras no pé direito depois de o ter torcido três vezes seguidas na lama. E assim percebo que afinal errei, devia ter prevenido e da forma agressiva que as estava a sentir era difícil controlar. Com esta intensidade de dor pensei desistir, pedi à Bo para seguir porque ia ficar no último abastecimento, mas não tinha de ser este o desfecho.

Ao 21km estava a chegar ao local onde ia desistir, mas depois de ter falado ao telefone com Nuno Malcata (que eu sabia que estava acompanhar), pensei não quebraste até aqui agora segue forte que acabas isto.

 

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Em conclusão os VI Trilho dos Abutres feito, organização excelente, marcação de percursos sem margem para dúvidas, abastecimentos bem organizados e sem falhas de nada, paisagens lindas, trilhos desafiantes na serra que me conquistou o coração. Adorei esta prova.

Até para o ano Abutres.

 
 
Prova dos 50km
 

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 João Gonçalves:
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Já algum tempo que tinha vontade de fazer esta prova - Trilhos dos Abutres, prova que toda a gente fala pela sua dureza, dificuldade técnica e que toda a gente tem medo... E foi dentro desta mística de receio e vontade que parti para esta aventura de peito cheio... Amante de trilhos mais técnicos e da Serra da Lousã, sabia dentro de mão que o percurso não me iria desiludir, vegetação verdejante, riachos e ribeiros de água que nos gela aos até aos ossos e nos aquece a alma e nos faz sentir únicos e especiais por poder correr num sitio mágico como aquele.

 

Em conversa com o Tiago Portugal, já repetente na prova, sabia que teria pela frente um percurso muito duro, exigente e perigoso, onde o acto de correr é na maior parte das vezes afastado, pois escala-se muito, onde o recurso às mãos para agarrar, afastar é uma constante e as descidas são feitas num saltitar de pedra em pedra em desníveis de percentagens alucinantes e que para atingir um bom ritmo é necessário desligar o cérebro para não deixar que o medo impere e se apudere das pernas, um bom exemplo é "A" descida de cerca de 5k até ao primeiro posto de corte de tempo que pelo corpo parece que não acaba nunca, mas pela cabeça esperamos que não acabe pois a sua beleza é enorme.

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Abutres é sinal de lama e sim paguei para ter lama e tive-a e doses generosas - OK! O ano passado é que foi. Já sei disso! - mas ficar enterrado acima do joelho num trilho que parece ter saído da pista de lodo dos fuzileiros, por várias vezes, dá para ter uma ideia da coisa.

 

Quanto à organização, das melhores que tenho visto em todos os aspectos, nota máxima em todos os aspectos... Faço uma vénia à organização e a todos os voluntários que tudo fizeram para a segurança e bem estar dos atletas e acompanhantes. TOP!

 

Como já, devem ter reparado não foi muito descritivo da prova e sim foi de propósito, a prova merece que fique este "desconhecido" no ar... Queres saber como é? Vai e arrisca! Vais ver os Abutres são Brutos sim, mas são Belos...

 

 
 
 
Tiago Portugal:
  
Abutre: É o nome vulgar dado às aves falconiformes da família Accipitridae, de hábitos necrófagos. Os abutres são aves de grande envergadura, usando correntes de ar quente para planar, têm cauda pequena e geralmente são desprovidos de penas na cabeça.

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Necrófagos!!! Os 50km de trilhos que compõem esta prova alimentam-se de facto de muitos dos corredores que se atrevem a desafiá-la, e os menos audazes e preparados por norma não escapam à sua dureza e ficam pelo caminho, experiência que vivi em 2015 ao 25 quilômetro.

 

Tenho um carinho muito especial por esta prova por ter sido a “minha” primeira ultra , em2014. Talvez não seja a melhor prova para nos iniciarmos nesta distância mas na altura não sabia no que me metia e fui destemido para a partida, apanhei logo 2 socos no estômago.

 

Este ano era diferente. Ainda tenho bem presente as memórias do ano passado em que fui forçado a desistir e sabia que iria ter que trabalhar e batalhar muito para atingir o meu objetivo, que era simplesmente acabar.

 

Por diversas vicissitudes pessoais os meus treinos de corrida têm sido muito reduzidos e sabia que sem treinar não podia exigir mais do que simplesmente tentar terminar o que iniciei em 2015. Com os pés bem assentes na terra estabeleci 3 objetivos:

  1. Terminar a prova em 8h-9h, o que seria na mina forma atual quase um milagre;
  2. Terminar em menos de 10h, o que veio a suceder;
  3. Simplesmente acabar a prova.

 

Consegui atingir 2 dos objetivos a que me propus, é verdade que não eram dos mais audazes, mas é preciso estar consciente das nossas limitações e capacidades.

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Não me vou alongar muito sobre a beleza da prova e dos seus trilhos pois é evidente e são muitos os registos que relatam a beleza e dureza da prova. Não é à toa que já é a 3ª vez que me aventuro por aqueles caminhos. Não é o estilo de prova que mais gosto, a verdade é que não se corre muito, vai-se correndo quando se pode, e não são muitas essas oportunidades. Alguma escalada, alguma corrida, aventura e muita caminhada.

 

Todos os anos afirmo que não volto mais e esse sentimento ainda dura alguns meses mas depois o apelo torna-se enorme e lá tenho que regressar para me desafiar. A organização é toda ela 5 estrelas e a feira abútrica  é simplesmente a melhor.

 

Em 2016 espero lá, ou talvez não, por vocês.

 

--

E tu, foste? O que achaste?

 

"Toda a gente tem medo dos Abutres!"

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 (foto retirada do site da prova)

 

Tem hoje lugar, em Miranda do Corvo (perto de Coimbra) a Edição de 2016 dos Trilhos dos Abutres, umas das provas mais "temidas"  e mais emblemáticas em território nacional. Reconhecida pela sua dureza, pelos trilhos técnicos e pela abudância de água e lama (a que muitos corredores chamam carinhosamente de "Nutella"), é uma das provas que todos os corredores têm curiosidade. Mesmo aqueles que acham os "Abutres" são mais uma prova de sobrevivência e dureza do que uma prova de corrida. Críticas à parte, ninguém fica indiferente a isto. Aliás, foi o mote de um artigo sobre trail running que escrevi para a Notícias Magazine, faz agora precisamente um ano (podem ler ou voltar a reler e opinar sobre o mesmo).

 

Pessoalmente, nunca a fiz. E apesar de não se enquadrar no tipo de provas que gosto de fazer, sei que mais ano menos ano vou lá parar (apesar de olhar para o gráfico e sentir uns calafrios). Seja para a prova mais curta (25K) ou para os 50K. Gosto muito da Serra da Lousã, se bem que a quantidade de água e trilhos técnicos fazem-me engolir em seco. Mas, quase como está estipulado na "cena" do trail running nacional: trailer que não faz Abutres, não é trailer. Passe o exagero. 

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Uma das coisas boas desta prova é que, segundo tenho tomado nota, de ano para ano a organização está mais profissional e é, sem dúvida, uma das mais bem organizadas em Portugal. Este ano decidiram transmitir em direto a prova, via Internet, via You Tube. A partir das 7 da manhã deste sábado podem ligar-se. Isto, é de facto, com diz a organização, elevar as provas de trail running a outro nível. 

 

Para nós, CNC, vai ser interessante seguir a prova, ver os nossos amigos dos trilhos e claro, seguir as passadas rápidas dos quatro elementos da crew que irão estar presentes: a Bo Irik, a Sara Dias, o João Gonçalves e o Tiago Portugal. Todos estreantes, excepto o Tiago que participa pela 3ª vez consecutiva. Perguntei-lhe quais as expetativas para a prova de hoje.

 

Bo Irik: "Lembro-me bem de um treino em Fevereiro de 2014 com o Pedro Tomás Luis. Ele tinha acabado de chegar dos 50km da prova dos Abutres. Para já, o mundo das ultra-maratonas ainda era desconhecido para mim, e achei incrível uma pessoa percorrer 50 e tal km na serra, sem parar. Estava fascinada! As descrições sobre a beleza e agressividade da Serra da Lousã impressionaram-me. Desconhecia esta forma de superação física e mental tão íntima com a natureza. Foi então que ganhei um enorme respeito e curiosidade pelos trilhos dos Abutres. No ano seguinte ainda não me atrevi a inscrever-me. Assustava-me a ideia da prova ser em janeiro quando as condições climatéricas na Serra poderiam (e foram) ser muito severas. Foi em outubro do ano passado, quando fui a Miranda do Corvo participar nos 25km do AX Trail, que decidi inscrever-me nos Abutres. Estava apaixonada pela Serra e confirmou-se que gosto muito de trilhos difíceis e técnicos.É então este ano que irei participar nos Abutres, na prova dos 25 (ou 27) km. Em termos de expectativas, só tenho uma: desfrutar da viagem. Não quero preocupar-me com o tempo ou com TOP 10’s. Quero sentir e viver a Serra". 

 

João Gonçalves: “Toda a gente tem medo dos Abutres” – é esta a frase que todas as pessoas que andam neste mundo do trail como eu, já ouviu… E como toda as pessoas, eu também tenho medo dos Abutres! Não sei qual a razão dos outros. Eu tenho as minhas, tenho medo por ser a primeira vez que vou fazer esta prova, tenho medo pela exigência da mesma e sim tenho medo por aquilo que se lê e ouve sobre esta prova e a dureza e dificuldade da mesma. Tudo isto são fantasmas. Fantasmas que os vou levar comigo até ao tiro de partida e que os transformarei em apenas em respeito pela prova ao iniciar os 50km desta aventura. Com o objetivo de prova de chegar “Bem” ao fim, sendo que “Bem”, é primeiro que tudo, chegar e depois, chegar de sorriso na cara e sem problemas físicos a lamentar. Até lá vou-me concentrando em questões como: O que vou levar calçado? Levo bastões ou não levo? Como estarão as condições meteorológicas? E a procura da resposta a estas questões leva-me afastar os pensamentos e receios, aqueles que levam as pessoas a dizer - “Toda a gente tem medo dos Abutres”.

 

ASara Dias, que irá fazer a primeira prova como membro do Correr na Cidade, disse que "o Trail dos Abutres é aquela prova mítica que todos querem fazer, apesar de todos de uma maneira ou outra saberem que é caracterizada pela dureza da mesma. Inicialmente inscrevi-me e quis o destino que não fosse selecionada, por um lado fiquei desiludida mas tenho de confessar que respirei de alivio, não sabia se estaria preparada para aqueles 25K de aventura. Alguns elementos da Crew foram selecionados, estava combinado que iria com eles para apoiar. A duas semana da prova, encontro quem me vende um dorsal para a prova, sem pensar muito, compro. Afinal de contas, esperar por quem está a fazer uma prova desta envergadura também não é nada fácil, pelo menos para o meu sistema nervoso.Para mim o nervoso miudinho começa logo na preparação logística para a prova, que sem conseguir controlar aumenta até ao tiro de partida.

 

Não posso negar, vou para Miranda do Corvo com algum receio, para mim é totalmente desconhecido baseio-me apenas naquilo que vou ouvindo daqueles que já lá vão por diversas vezes. O certo é que na preparação penso no frio que posso passar, na lama, no material que não me posso esquecer e levar a mais não faz mal nenhum. Quero desfrutar desta prova e divertir-me, anseio pela chegada á meta sem lesões e orgulhosa pelo meu feito, apta para receber com um grande sorriso e abraço os que cumprem os 50K".

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 Aqui o Tiago Portugal com o Pedro Tomás Luiz e o Stefan Pequito depois de terminarem a prova em 2014


E por fim, mas não menos importante, o Tiago, que irá fazer a prova pela 3ª vez consecutiva. Indica que: "Foi em 2014 a minha 1.ª Ultra, fui com o Stefan Pequito e Pedro Tomás Luis, custou-me muito. O meu primeiro "abre olhos" para o que eram as Ultras e a dureza disto. Conheci amigos que ficaram e com os quais irei participar pela 3ª vez na prova. O ano passado não me correu bem e lesionei-me cerca do km 25. Não acabando a prova. Este ano, vou sem grandes expectativas, apenas superar-me e saber se ainda sou capaz, depois de nos últimos meses ter tido dificuldades e constrangimentos nas provas em que entrei.

 
Quero acabar, sem lesões, saber que ainda sou capaz e dar o meu melhor, gritar de alegria e raiva no final. Gosto, mas uma prova desta natureza custa acabar, e em determinadas alturas custa mesmo muito. As forças acabam e só nos resta confiar em nós e seguir em frente, um passo de cada vez. Estou se calhar mais nervoso hoje do que da 1ª vez, isto porque já sei ao que vou e não será fácil. Custa mais sabendo as dificuldades que poderei encontar".
 
A estes 4 corredores e a todos os outros que o dia de hoje seja de glória e que se divirtam muito a fazer os kms dos Abutres.

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