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Correr na Cidade

Mont Blanc, o desafio máximo?

Já sabem que ao domingo gostamos de partilhar vídeos sobre corrida que descobrimos nas nossas pesquisas na web. Um dos norte-americanos com mais talento para fazer vídeos de corrida é o também corredor Billy Yang - confesso que apesar de existirem milhares de vídeos de corrida e de trail na web, são poucos os que são bem feitos, muito poucos, na minha opinião.

 

Do Billy já aqui mostramos um documentário da prova da corredora Sally McRae na mítica Western States 100, e hoje partilhamos aqui dois vídeos. Muito recentemente, aliás, na sexta-feira passada, este norte-americano publicou na sua página de You Tube o seu mais recente filme/documentário sobre a corrida dos membros da Nike Trail Elite na sua participação na prova CCC (101km) e do UTMB (160km).  Vale a pena ver e rever.

 

Os 10 mais lidos de 2015

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Por Bo Irik:

 

E já estamos no último dia do ano. Foi um ano de altos e baixos para a crew do Correr na Cidade. 2015 foi o ano de estreias em maratonas, ultras e PBTs aos 10km. Paralelamente também foi o ano de meses com lesões ou até afastamento da corrida por tempo indeterminado. Faz parte.

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Entre dicas sobre material, lesões e alimentação e ainda experiências pessoais e outras crónicas, fechamos o ano com os 10 posts mais lidos em 2015:

 

1. Prevenir e tratar a lesão "Pata de Ganso" pela naturopata Sara Dias.

2. O que comer antes de uma Meia Maratona pela nutricionista Ana Sofia Guerra.

3. Supinador, Pronador ou Neutro - ou é tudo uma grande treta? Por Filipe Gil.

4. Ajudar os outros a perder peso, também pelo Filipe.

5. Os novos Nimbus 16 e Cumulus 16 da ASICS.

6. 8 dicas para correr a primeira Meia Maratona por Filipe Gil e Tiago Portugal e testemunhos de outros elementos da crew.

7. Review: Under Armour Speedform Apollo pelo Tiago Portugal.

8. Review: ASICS Gel - Pulse 5 pela Bo.

9. Review: Asics Gel Super J33 pelo Filipe Gil.

10. O disparate de uma estátua para quem corre, uma crítica disruptiva pelo Filipe.

 

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É engraçado que alguns destes posts são de anos anteriores.

 

2015 foi um ano de muitos treinos em boa companhia, por toda a cidade e até Sintra. Foi o ano de 510 000 page views no blog e quase 10 000 likes no facebook.

 

Obrigada a vocês que nos têm acompanhado. Amanhã há mais!

 

Boas entradas!

4 dorsais para a Marginal à Noite

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Sim, a Marginal à Noite está esgotadíssima! Mas nós aqui no blogue temos 4 dorsais para oferecer. Tendo em conta que a MàN é uma festa queremos que nos enviem fotos de casais a correr à noite, pronto, vá, se for no lusco fusco não há problema.

 

Depois a crew do Correr na Cidade irá avaliar internamente as fotos candidatas e escolher as mais criativas (atenção: têm que ser fotos dos próprios e não de bancos de imagens ou fotos vossas em provas tiradas por profissionais). Assim peçam a amigos para vos tiren fotos a correr, ou chateiem aquele casal de idosos que está a passear na rua naquele preciso momento.

Cada foto vencedora recebe dois dorsais. Vamos escoher duas e serão 4 os dorsais oferecidos. Estes são os critérios de avaliação que vamos ter em conta.

 

Mas vamos lá recapitular os 6 importantes passos que têm de fazer para concorrerem a estes dorsais:

 

1. Ler este post.

2. Não ficar nervoso nem demasiado excitado com este passatempo - é que os vossos colegas e amigos podem perceber e também podem concorrer.

3. Chegar a casa e convencer os amigos e amigas e irem correr à noite (ou lusco fusco) e tirarem uma foto original de ambos (pode ser selfie).

4. Escolher a vossa melhor foto e enviar um email para run@corrernacidade.com com o título Marginal à Noite. Não se esquecerem de colocar a foto em anexo e identificarem-se (porque os dorsais são para duas pessoas). Aceitamos candidaturas até às 23:59 do dia 4 de junho.

5. Despir o equipamento e ir tomar banho e comer qualquer coisa.

6. Aguardar ansiosamente pelo dia 5 de junho, sexta-feira, onde iremos publicar o resultado e respetivas fotos na nossa página de facebook. 

 

Boa sorte.

P.S - este passatempo é feito numa parceria com a Câmara de Oeiras e apenas engloba os 4 dorsais.

 

Resumo 2014 e preambulo de 2015

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Por Luís Moura:

2014 para mim foi o ano da confirmação e estabilização nos trilhos. Houve algumas incursões com bons resultados no alcatrão, mas 80% do tempo foi passado em trilhos e a desfrutar de todo o potencial que o nosso país tem para a prática desta modalidade.

 

"Revenge" de provas de 2013
Muitas das provas que fiz em 2014 já as tinha feito em 2013, e algumas em 2012, o  meu ano de iniciação nos trilhos. E foi altura de avaliar a eficácia de algumas novas metodologias de treino e de preparação para as provas. A maneira como encarei as próprias provas também evoluiu e agora o seu planeamento é muito mais complexo e pormenorizado.


Iniciei o ano 100% direccionado para a Meia Maratona da Ponte 25 Abril em Março antes de entrar em força nos trilhos durante os meses mais quentes. Para isso alterei bastante os meus treinos e comecei a especializar um bocado. Focar em ritmos, distâncias e batimentos cardíacos em diferentes treinos e diferentes estágios da preparação. Optei por passar a maior parte do tempo no alcatrão para ganhar o máximo de melhoria cardio-respiratória possível  e de vez em quando lá fazia um salto a Monsanto para matar saudades. Nesse período era normal fazer muitos quilómetros pelo meio de Lisboa, fosse a direito ou num sobe e desce constante para ganhar força e resistência nas pernas.


Primeira prova onde fui aferir do estado foi na Corrida do Fim da Europa, já a meio de Janeiro. Recebi o convite para ir lá no sábado antes do jantar. Como de manha tinha feito 22km, com alguma renitência aceitei, mas visto que a prova era falada em tudo quanto era noticia na "net", lá fui espreitar. Comecei mais devagar nos primeiros 4kms sempre a subir para ver como estavam as pernas e depois deixei rolar até ao fim. Deu para fazer média de 4:51/km sem qualquer preparação para isso. Parecia estar bom.


Umas semanas depois o Filipe Gil convidou-me para ir fazer o Louzan 1000. Quilómetro vertical na Lousa 1 semana antes da meia-maratona de Lisboa. Ainda pensei umas 4 ou 5x antes de aceitar, mas o desafio de ir correr naquela Serra magnífica e com uma inclinação tão brutal (1000 D+ em 6,5km de extensão) levou a melhor. Lá fiz a prova, com alguma gestão de esforço e correu relativamente bem. Vi que estava com pouca força para aquelas subidas tão íngremes mas o cardio estava bom.

 

Primeiro embate de 2014

16 Março, Meia-Maratona Lisboa. Dia D do inicio de época. Acordei cedo, tomei um bom pequeno almoço q.b., apanhei o comboio e lá fui para a ponte. Com aquele alvoroço todo na entrada, ainda pensei que já tinha prejudicado imenso a prova, mas ainda consegui quase por milagre nos últimos 15 minutos ir passando toda a gente até arrancar bastante na frente. Tanto à frente que quando cheguei a meio da ponte já corria folgado e com pouca gente à volta. Dei quase o meu máximo em termos de esforço e bati o meu recorde da meia maratona por quase 8min. 1:33h... achei aquilo brutal. Média de 4:24/km... Disse na altura para mim mesmo que ia demorar um bom bocado para bater aquela marca... mas como estava errado !

 

De seguida apontei baterias para os 100km de S.Mamede. A Meca do trail em 2014 com o campeonato Nacional de Ultra Trail. Muita expectativa e muito nervoso miudinho durante algum tempo. Nunca tinha feito mais do que 64km seguidos.


Pelo meio, enquanto estava direccionado mais para trilhos, fiz algumas das etapas do BES Challenge. Duas semanas antes de S.Mamede decidi à ultima da hora, literalmente, ir fazer o Ultra Trail Sesimbra. 53km de muito calor e sol !!! Seria um bom teste. Arranquei bem na prova, estabilizei ali pelos 30 primeiros e segui durante uns 20kms com o Stefan Pequito - eu a andar muito depressa e ele a recuperar de uma lesão. Parecia uma parceria equilibrada.

 

Mas o ritmo imposto e o imenso calor fizeram com que ficasse no abastecimento dos 25kms cheio de cãibras. Depois de alguns minutos de descanso poderia ter retomado a prova mas optei por descansar o corpo para S.Mamede. Esse era o objectivo principal. Só quando parei no abastecimento é que me apercebi do ritmo a que ia. Nem tinha dado fé, pois não estava habituado a fazer provas tão rápidas. Tres minutos depois de parar, passa a primeira mulher que na altura ainda nem sabia quem era a "Rocket Woman". E durante 3 horas, enquanto esperei por boleia para o retorno, vi passar toda a gente, uns em melhores condições que outros.

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16 Maio - 100Km S.Mamede, segunda prova escalada para 2014. Arranquei bem disposto e ligeiramente rápido. Um pouco acima do que queria, pois o piso deixava. Rolei rápido até ao abastecimento dos 19kms e depois mais à frente, por volta dos 23kms voltei a ter cãibras gigantes, em ambos os gémeos. Exactamente como em Sesimbra. Parei uns 30 minutos no meio do frio nocturno e depois andei um pedaço. Ao fim de 1h30m de sofrimento e com frio, decidi adiar o sonho para outra altura. Uma "alma" fantástica deu-me boleia até ao abastecimento dos 30 kms onde comi muita sopa quente e um pouco de sólidos, e depois passei o resto do dia a receber as dezenas de amigos que iam chegando à meta depois daquele esforço brutal. O primeiro classificado chegou com 10h e pouco e o ultimo com 24horas. Brutal a prova e o esforço que se faz.

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Vai ser assim 2014 ?

Nesta altura fiquei um pouco preocupado com o que se passava pela cabeça. Em ambas as provas desisti mais ou menos na mesma distância e com o mesmo sintoma. Má preparação ? Ritmo muito elevado? Falta de químicos na alimentação ?


Muita coisa correu pela minha cabeça durante uns dias. Nada que me demovesse dos meus objectivos para o futuro mas provocou ali uma grande corrente de pensamento interior sobre o que se passava.


Descansei depois da prova e recomecei os treinos, desta vez com mais determinação em termos de resistência e menos velocidade alta. Voltei aos treinos quase diários no centro de Lisboa, onde dá para fazer uma boa mistura de velocidade com ganho de altimétria, e durante umas semanas fui treinando com a meta já antes definida, a participação pela terceira vez em Óbidos no inicio de Agosto. Prova muito rolante.

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( reino na Costa  da Caparica de 40km na areia)

 

Entretanto, em Maio fui fazer o Louzan trail 33km, prova muito boa, com bom traçado, bom tempo e abastecimentos fabulosos. Tudo por 7€ ! Excelente rácio de preço/qualidade. Ao km25 apareceram novamente as cãibras, mas agora de uma maneira um pouco mais suave e aqui durante uns 3 ou 4kms confesso que os fantasmas das últimas duas provas vieram ao de cima. Passei por um mau bocado na parte final da prova, mas tentei ao máximo não parar e não deixar as cãibras ganhar. Cheguei ao fim com um ritmo acima do que tinha planeado mas bem dentro do normal. Parecia que 2014 ia por caminhos que não estava a gostar muito, só complicações nas provas. Isto do cérebro e do que ele provoca é matéria para muitos livros!!!

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D. Sebastião?

2 Agosto Ultra Trail Noturno de Óbidos. 53km com inicio às 21h e a prova onde me iniciei nos trilhos 2 anos antes. Grande maluqueira visto as coisas agora, começar nos trilhos numa prova de 50km em 2012...


Fiz uma boa preparação e arranquei mais devagar do que em Sesimbra e S.Mamede. Fui a gerir o esforço nos primeiros 25kms, até chegar à zona da praia. Sendo a terceira participação seguida na prova, já sabia ao que ia. No primeiro ano, apanhei muito frio e chuva, e cheguei ao fim bem depois das 8h de prova com o corpo muito massacrado.

No ano passado fiz 7:30h já com a prova a ter 52kms a experiencia foi muito melhor. Este ano, com muito mais treino em cima, as aspirações iam muito elevadas, mas o receio do que se estava a passar nos últimos meses em prova afrouxou o meu entusiasmo. Depois de passar na zona da praia, acelerei um pouco mais e mantive o ritmo quase até final. Só nos últimos 2kms comecei a sentir algumas cãibras, mas foi mais por cansaço acumulado. Devido à gestão do esforço e do ritmo não fiz o tempo que pretendia antes, mas deu para pouco mais de 6:30h, um bom tempo para os meus fantasmas antes da prova. Aqui começa o regresso da travessia da zona das cãibras. E começa verdadeiramente a época de 2014 nos trilhos, em força. Com este animo, comecei a treinar com mais qualidade e mais sozinho em Monsanto. Aumentei o ritmo nos treinos e diminui a frequência. Comecei a treinar rápido. Com alguns treinos em grupo pelo meio. Comecei a ver as médias a descer enquanto preparava o segundo grande embate de 2014, Arga...

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(Apoiar outros atletas também é importante. Neste caso a Liliana foi fazer os 25km do Monte da Lua)

 

A meio de agosto sou convidado para entrar no Correr na Cidade Running Crew, e aqui algumas coisas mudaram. Não muito, mas algumas relevantes. Fazer parte oficialmente de um grupo de pessoas que partilha o mesmo gosto tem as suas vantagens.

 

Um pouco de velocidade
Duas semanas antes de Serr D'Arga, fui fazer a São João das Lampas. Conhecida "mundialmente" como a meia maratona com mais altimétria das redondezas, 300D+. Por esta altura sentia o corpo muito mais solto e leve. O espírito que levei para a prova foi, abrir "até onde der". Quando sentisse o corpo a ficar cansado ou no limitar do esforço, abrandar, para não comprometer Arga. E assim foi, arranquei rápido, andei no meio rápido e acabei a prova muito rápido. Média final de 4:31/km. Excelente como treino para Arga. O corpo sentia-se bem e aquelas subidas não provocaram grande esforço para serem feitas. Psicologicamente estava muito mais forte e a época das cãibras tinha ido embora. Melhor que isso é que 30 minutos depois de acabar a prova parecia fresco.

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No fim-de-semana seguinte fui fazer o MEO Urban Trail de Lisboa. Sabia à partida pelo traçado e pela altimetria que a prova apesar de ter um bom acumulado, ia ser muito, muito rápida. Afinal de contas treinava na maior parte do percurso quase todas as semanas e isso viria a ajudar imenso. Achei que ia ser um bom teste para ver como as pernas reagiam como antevisão para Arga. E lá arranquei na primeira linha, com um inicio brutalmente forte, com o primeiro km a ser feito a menos de 4:00/km, e depois com um ritmo muito bom. Depois foi sempre a abrir no sobe e desce da cidade. No final deu para 25º lugar e média de 5:14/km e com óptimas referencias para Arga.

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O bicho papão do Norte
28 Setembro, Grande Trail Serra D'arga. 53km de pura montanha no Gerês. Pedra atrás de pedra...Tal como em Óbidos, era a minha terceira participação e já sabia muito bem ao que ia. Subidas e descidas brutais para os pés e pernas. A dificuldade não está na altimétria puxada, mas na maneira como é feita naquela montanha muito ríspida e de temperamento incerto, já que só no próprio dia sabemos bem o tempo que vai fazer lá acima.


Início de prova muito rápido pois sabia do afunilamento ao km 3 e assim decidi saltar para a frente. No primeiro abastecimento pelos 10km passei +/- no lugar 80/90 e depois fui gerindo o esforço. Uma coisa que não se consegue treinar por mais quilómetros que se faça em Monsanto, é aquele piso duro e severo que se apanha em Arga, e acabei por pagar isso mais à frente. Quando cheguei ao abastecimento dos 33 kms, depois de 3 kms sempre a descer em pedra escorregadia, fiquei quase 30 minutos deitado a comer banana e laranja com sal. Ajudou o apoio presencial e positivo da Liliana e lá arranquei. Comecei a andar a pé e só apetecia chorar por não conseguir gerir aquele embate físico. Entretanto fui acelerando e comecei a correr. Cheguei ao abastecimento dos 42 kms e ai tudo mudou. O corpo reagiu bem e comecei a correr, devagar, mas a correr sempre a subir a ultima encosta. E a parte final foi feita sempre muito rápido.

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Mal eu sabia que aqueles 33 kms em Arga seriam o ponto de viragem do ano... "Mind over matter". Cérebro mudou de chip e a partir desse dia as cãibras foram-se.


Comecei a trabalhar na minha loucura de 2014 depois de falhar os 100Km S.Mamede...
Direccionei os treinos quase exclusivamente para Monsanto mas quase sempre com ritmos altos para habituar o corpo a subir e descer pequenos desníveis mais depressa.


De volta à velocidade
25 Outubro, recebemos no CnC, o convite para ir fazer o MEO Urban Trail de Sintra, depois de termos feito no inicio de Setembro o de Lisboa, já sabíamos que a prova iria ser muito, muito rápida. Mas achei que ia ser um bom teste para ver como as pernas reagiam na subida para o Castelo. E lá arranquei na primeira linha, com um inicio brutalmente forte, com o primeiro km a ser feito a menos de 3:30/km, e depois com a subida ao castelo sempre a correr e com um ritmo muito bom. Depois foi sempre a abrir na descida e na volta por Sintra. No final deu para 14º lugar e média de 5:10/km. Boas indicações para a prova em Novembro, para bater o record de distancia.


9 Novembro, prova de 15km em Casainhos. Prova que teve dois objectivos, primeiro fazer uma road trip com o Correr na Cidade e fazermos uma prova com quase todos os elementos da crew a participar e aferir do estado da maquina para a semana seguinte ir fazer o Ultra trail da Arrábida. Depois de toda a complicação inicial, o sinal que veio no final da prova foi excelente. Média final abaixo do vencedor da prova deu bons indícios para o fim de semana seguinte.

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O desafio
16 Novembro, Ultra Trail da Arrabida, 82km de trilhos muito rápidos, com 2 subidas mais complicadas e muito estradão. Todo o treino dos últimos meses aqui teve frutos brutais, transformando uma época que antes do verão teve bastantes problemas e ia num caminho muito perturbado, num final de ano muito positivo.


Sinal de aprendizagem e de maturação nos treinos e de um incremento enorme de confiança e drive mental durante as provas. Gestão de esforço físico e de manter a cabeça sempre alegre e a puxar para a frente...  Prova do ano amplamente superada com o completamente inesperado 10º da geral...

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Fim de 2014 sempre em 5ª
7 Dezembro, Meia dos Descobrimentos. Recebemos o convite para participar como grupo na Meia-Maratona e aceitei ir como preparação para os 47 kms em Albufeira na semana seguinte. O plano era rolar para as 1:30h de prova, sem comprometer as pernas para Albufeira, mas ao mesmo tempo manter um bom ritmo e constante. Acabei por bater o meu record por mais de 5 minutos e deu para chegar ao fim com 1:27:53 e 4:09/km. Depois estive a semana a recuperar calmamente para Albufeira onde as expectativas eram grandes...



13 Dezembro, Trail Nocturno Albufeira. Uma prova de trilhos com 47kms e pouco mais de 650D+ anunciados, seriam indicação de uma prova muito rolante. E dito e feito. Os primeiros 20kms foram feitos a ritmo muito forte similar a de maratona e depois abrandei um pouco. Por volta do km 35 apanhei imenso frio e a desmotivação começou a ganhar peso.Tive a ajuda fantástica de um grande corredor nosso amigo e sempre bem disposto, que me colocou novamente na direcção certa. A partir dai foi rolar rápido até ao final e acabar os 47kms em 4h26m, com um 6º lugar da geral e muito frio na chegada.

 


Expectativas para 2015
Pegando em tudo o que aprendi em 2014, vou tentar planear ainda melhor a época. Estive agora quase duas semanas em dezembro a quase 100% de repouso depois de Albufeira, e agora esta semana vou começar a preparar as provas deste ano.


O objectivo principal já está definido: 100Km de S.Mamede em Maio e os canhões vão estar 100% dirigidos para esse objectivo.

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Pelo meio vou fazer 3 ou 4 provas mais pequenas entre os 21 e 50km, mas ainda nada decidido e durante estes dias vou decidir onde ir para que o planeamento corra sem sobressaltos.


E tal como fiz em 2014, o primeiro trimestre vai ser de elevada carga de cardio e velocidade e depois começar a direccionar aos poucos para os trilhos para tentar estar no pico em Maio. A tentativa de descer das 1:25h na Meia e tentar descer das 3:15h na Maratona podem ser objectivos intermédios mas só se não colocar em causa o resto do planeamento. Por isso é uma situação a acompanhar.


Depois dos 100km de S.Mamede pretendo fazer mais algumas provas até Novembro, algumas onde me sinto muito bem e gosto de as fazer como Óbidos e Arga e tentar colocar novos desafios em novos eventos.

Vamos acompanhando e vamos vendo como corre o ano. Se 2015 for metade do que foi 2014, vai ser um grande ano. Se conseguir manter o ritmo de treinos e evitar lesões, vai ser épico em todos os sentidos, onde efectivamente faço uma coisa que gosto e me dá imensa alegria e tranquilidade.

 

Boas corridas para todos, um grande ano de 2015 e não se esqueçam de planear bem as provas e introduzir o descanso pelo meio :)

2014 de altos e…altos

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Por Stefan Pequito:

2014 foi o meu primeiro ano de ultra-maratonas e o primeiro ano a correr um pouco mais a sério. É certo que em 2013 foi o começo mas pouco corria. Na altura praticava Jiu Jitsu, e foi por isso que comecei a correr, uma vez que ia começar a competir e era uma forma de ganhar resistência cardíaca. Mas a corrida agarrou-se a mim com unhas e dentes e no final de 2013 descobri uma nova (ou velha) paixão pelo trail running.

 

Faço aqui um pequeno resumo da minha história. Nem sempre fui a pessoa mais desportista, mas sempre gostei. No entanto era (e ainda sou) preguiçoso e nunca gostei de me cansar muito. Quando era mais novo joguei futsal federado no Águias de Vale de Milhaços, e posso afirmar que foi a primeira vez que me esforcei no desporto, já que pensava ir longe naquela modalidade. Mas não tive sorte. Uma lesão, num jogo a brincar e já com o campeonato terminado, acabou com a minha carreira nas distritais.

 

Os anos a seguir pós 18 anos foram os anos negros da minha vida, beber, fumar tabaco e não só, comer porcaria etc. Praticamente até aos meus 25 anos foi só má vida. Praticamente não fazia nada, às vezes jogava a bola mas mais nada. Nessa altura tive sempre peso a mais. Até que um dia disse “basta” e não quis continuar assim. Com a ajuda de uma amiga, a Rute, acabei por ir para o Jiu Jitsu e posso dizer que foi o melhor que na altura me aconteceu. Conheci o Professor João Santos da Gracie Lisboa, entre outros enormes amigos que lá fiz e que me ajudaram a ultrapassar aquele Stefan “negativo”, fazendo-me acreditar em mim novamente

 

Entretanto nesse grupo de amigos estava o Pedro Tomás Luiz. Mal sabia que seria ele, mais tarde, a ser o meu “padrinho” nas corridas, Foi ele que me ajudou a encontrar esta paixão.

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Voltando ao trail, propriamente dito, em 2013 foi a um pequeno seminário ministrado pelo Armando Teixeira na loja TAF do Dolce Vita Tejo. Na altura já era membro do Correr na Cidade e já tinha feito algumas corridas de estrada, entre as quais três Meias Maratonas e uma Maratona e como sou antigo escuteiro ouvi falar do trail pelo Pedro, e claro e quis ver o que era. Nesse seminário a ouvir a falar o Armando fiquei maravilhado com tudo, porque que não voltar andar pelos trilhos, por onde já andei, mas agora a correr? Pareceu-me uma ótima ideia. A primeira coisa que fiz quando cheguei a casa foi inscrever-me em 4 ultra-trails.

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O primeiro objetivo de 2014 foi fazer o Circuito do Território organizado pela Horizontes. Mal sabia eu que ia ser com eles que ia começar esta aventura do Ultra Trail. Dias depois o Pedro, novamente, falou-me no Trilhos dos Abutres e eu achei bem ir - mesmo sendo apenas duas semanas depois da minha primeira prova e duas antes da terceira. Mas arrisquei e fui.

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Dezembro de 2013 não sei como mas fiz uma lesão no tendão de Aquiles, duas semanas antes da primeira prova.Chegou 2014 e lá foi eu para a minha primeira prova ainda lesionado e sem perceber nada de trail. E, claro não correu muito bem, fui rápido demais sem noção de nada, por mais avisos que tenha tido do Paulo Alexandre, organizador do evento. Para a primeira correu bem e mal.

 

Bem porque acabei, mal porque acabei mal. Resumindo até Março de 2014 as provas não foram as melhores. Abutres é onde conheço o Lino Luz dando-se uma nova amizade no trail. Depois foi Vila Velha de Ródão. Esta prova ainda me está “atravessada” porque correu tão mal e foi uma verdadeira lição para mim. Mas é em Março que começo a melhor as minhas participações. E tinha mesmo de melhorar, pois nesta altura acabara de me inscrever nos 100K de São Mamede…

 

Mas foi na prova de Vila de Rei (67km)que foi a “reviravolta” das minhas prestações.  Geri a prova bem, quase dores e acabei na 15ª posição. Mas a melhor prova foi na Sertã, em que fiz um 7º lugar nos 50 km desta prova.

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Depois iniciei treinos mais duros tendo em vista a prova dos 100km de São Mamede. Aprendi que o reforço muscular é muito importante e fui para o ginásio. Ainda fiz a prova de Sesimbra, nas calmas, porque o objetivo era mesmo São Mamede.

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E lá foi morrer e renascer várias vezes. Acabei bem, com 15 horas de prova e 91º da geral. Fiquei contente e com vontade de mais, claro. Entretanto inscrevi-me para a Ultra Serra de Arga e Serra de Gredos, em Espanha. Pelo meio tive duas provas que não acabei - uma por um entorse grave na Serra da Lousã; e depois, o Trail Noturno de Óbidos por má gestão, e demasiado ego. Tendo cometido demasiados erros que me custaram caro. No meio disto fiz a Ultra do Douro e Paiva 60k de vistas fantásticas.

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Agosto foi mês de treinar duro pois que queria dar o litro nas minhas duas últimas Ultras do ano. E foi o que fiz no GTSA ficado em 23º lugar, se não me engano (pois a classificação mudou tantas vezes que não sei ). Depois veio a minha primeira prova no estrangeiro, mais concretamente na Serra de Gredos. Para a minha infelicidade o Pedro Luiz não pude ir por lesão. Mas conheci o David Quelhas, que neste momento é um grande amigo e companheiro nestas aventuras, e fui para Gredos como pessoal  do Coimbra Trail que me trataram com um deles.

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Gredos foi uma prova dura pois é passada em alta montanha. A prova estava mal marcada mas adorei aquelas aventuras. Resumindo, adoro montanha adora natureza. Mas o ano não acabou aqui pensava que sim mas acabei por ir com a minha malta do Correr na Cidade fazer o trail da Arrábida como prova final de época e com poucos treinos.

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Nesta prova consegui manter o lugar com companhia de outro amigo do trail, o Nélson Diogo, e no meio disto tudo acabo os 25km da prova em 10º lugar e com fulgor para dar mais.E assim acabou a minha época de competição fiz umas férias de uma semana da corrida e depois fui retornado aos poucos e organizado, ao mesmo tempo 2015.

 

Para o novo ano já tenho dois grandes objetivos: o MIUT (115km) e o Oh Meu Deus (167K) e ainda estou a pensar seriamente na “vingança” de Vila Velha de Ródão e uma prova em Espanha, como o Ultra dos Pirenéus.Estes são os meus objetivos grandes de 2015 que já ando a trabalhar para eles em todos os sentidos pois quero fazer boa figura nas provas todas. 

 

Ando também à procura de ajudas pois para estas aventuras e preciso despender também algum dinheiro em material que as vezes não as baratos infelizmente.

 

Bem com este final espero que todos vocês tenham um grande 2015 de muitas corridas desde, sejam minis ou ultras. O segredo é seguir sempre em frente. Há dias menos bons mas tempos de saber gerir isso, é a vida, LOL.

Muita saúde e muitas corridas em 2015

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Por Filipe Gil

 

Os meus desejos para 2015? Saúde. Muita “saudinha”. O resto vem por acréscimo, dedicação e trabalho. Mas, tendo em conta que estou a escrever para um blogue de corrida e é sobre isso que importa escrever, afirmo o que mais desejo para 2015: Saúde. Ora aí está!

 

Sim, não me enganei, aquilo que desejo é ter um ano sem lesões, sem fascites em qualquer dos pés, sem complicações nos joelhos e sem demais problemas que me impeçam de fazer uma das coisas que mais gosto de fazer na vida: correr!

 

Escrevendo sobre objetivos pessoais para 2015, eles são simples. Muito simples. O meu próximo desafio é fazer os 50Km do Piódão em finais de Março sem grandes sacrifícios. Ou seja, acabar a prova como gosto de acabar sempre, com o sentimento que fazia ainda mais 10km sem problemas. Mas para esta prova também quero dar “o litro” como nunca dei em lado nenhum. Quer-me sentir um Ultra Runner (quem faz distâncias acima da Maratona) de corpo e alma e não por favor.

 

Sei que vou ter a ajuda da crew do Correr na Cidade, e isso também faz parte dos meus simples planos, continuar fazer parte de uma crew coletiva (e com muitos amigos fora dela) que para além muito criativa é um grupo fantástico de amigos. E quero ter mais corridas com eles, e crewtrips, e festas e saídas para beber umas cervejas, e jantares, etc.

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Voltando à corrida, propriamente dita, depois do objetivo Piódão há várias provas, sobretudo de trail, que gostava de fazer. Dizem que não se deve voltar a um lugar em que se foi feliz mas já o fiz várias vezes, em diversas ocasiões e sei que é apenas uma frase feita de romance de cordel. Por isso quero voltar ao Louzan Trail, onde fui feliz. Ainda não sei se será este ano que faço uma prova na “minha” montanha, a da Estrela – não será com certeza o OMD, pois aí gostaria de estar de assistência ao Stefan Pequito, mas quem sabe no futuro?

 

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E, muito sinceramente, gostava de correr um trail mais longo, acima dos 30km, lado a lado com a minha mulher de fazer de pace dela.

 

Além disso gostava de fazer a Maratona de estrada. Quer dizer, gostar, não gostava, estou numa fase de pouca paciência para o asfalto. Mas a ideia de fazer os 42 e picos em estrada, seja em Lisboa ou no estrangeiro faz parte da minha “Bucket List”. Se será em 2015, logo se verá. O que interessa mesmo é ter saúde.

 

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p.s. – Seria injusto da minha parte não falar de 2014, o ano em que a crew do Correr na Cidade teve o seu crescimento sustentado – qualidade acima de quantidade é um dos lemas da nossa expansão. Fizemos muita coisa, que já aqui falámos, e queremos fazer muitas mais. Contudo, o mais importante nisto de andar com um hexágono ao peito é que ganhei uma nova família e dou-me hoje com pessoas às quais genuinamente me sinto ligado. E, no fundo, a corrida é só uma desculpa.

Feliz Ano Novo com muitas, muitas corridas.

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