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Correr na Cidade

Trilhos do Javali 2015 - Uma aventura na Serra da Arrábida

Somos parceiros deste evento!

 

Por Ana Sofia Guerra

 

É já no dia 12 de Dezembro que tem início uma das provas mais esperadas deste ano: Trilhos do Javali.

 

As expectativas estão em alta e as inscrições esgotaram mais de um mês antes da prova! E porquê, perguntam vocês?

 

Porque tem tudo para ser um grande evento: a prova realiza-se numa zona muito perto de Lisboa; as imagens de divulgação da prova estão muito apelativas; muitos atletas de trail running nacionais já confirmaram a sua presença no evento; é uma prova curta que promete ser muito rápida e não menos difícil; somos um dos grupos parceiros do evento e tem o nosso Stefan Pequito no vídeo promocional (e a apoiar a prova). Querem mais argumentos?

 

 

A ideia para a realização desta prova parte dum grupo de amigos que se juntou para criar uma equipa que representasse a região onde está inserida a Serra da Arrábida (Arrábida Trail Team) e é organizado em parceria com a Associação de Moradores do Casal das Fiqueiras e pela Associação de Atletismo Lebres do Sado.

 

O percurso desta prova passa pelas encostas do Forte de São Filipe e divide-se numa prova de Trail Running (Trilhos do Javali) de 15K e uma caminhada (Caminhada Javali) de 8K. Tanto os 15K como a caminhada irão passar por diversos trilhos e estradões de terra batida. Um dos pontos de passagem mais interessantes será pela Calçada Romana do Viso que com mais de 2000 anos e 700 m de extensão, que fora outrora local de passagem de muitos carros de mercadorias e legiões militares romanas, resistindo à passagem do tempo.

Altimetria.png

Não prometemos que encontrem javalis, mas se os encontrarem...CORRAM!!!!

Review: Adidas Revenergy Boost – Excelentes para treinar e recuperar

Por Tiago Portugal:

 

Assim que soube que ia testar os Adidas Revenergy Boost fiquei entusiasmado pois ia correr pela primeira vez, finalmente, com sapatos desta marca alemã. Apesar de ser uma das marcas preferidas dos corredores portugueses ainda não tinha tido a oportunidade de correr com nenhuns.

 

Após cinco treinos feitos e mais de 60km já consigo dar uma opinião inicial, e fiquei bastante surpreendido com algumas das características. 

 

Estes ténis dispõem de uma combinação de tecnologia Boost na sola, favorece o impulso e um retorno de energia, e EVA numa proporção de 20-80% respetivamente. Apesar de não ter tanta sola em Boost, como alguns modelos de gama mais alta, sente-se que os sapatos são reativos e tem grande amortecimento. A tecnologia  Boost, em branco na sola do sapato, está presente no calcanhar e na zona média do pé o que permite um maior amortecimento, especialmente aos corredores que tocam primeiro com o calcanhar no chão.  

 

 

O sistema Torsion permite maior dinamismo e flexibilidade ao longo de todo o sapato e tornam os Adidas Revenergy nuns ténis com estabilidade, ideais para passadas neutras ou com leve pronação. 

 

Depois do choque inicial que a tecnologia Boost dá ao fim do 2º treino já estava fã das sensações que sentia no pé depois de cada passada. 

Esteticamente os ténis estão muito bem conseguidos, calhou-me o modelo preto com sola em laranja, suficientemente sóbrio para poder ser usado no dia-a-dia. O sapato pesa cerca de 300gr e apesar de achar que calçando, normalmente, o número 43, o 42 e 2/3 ia ficar-me pequeno, no entanto o tamanho é o ideal. Em termos de conforto achei os ténis simplesmente espectaculares desde o 1º instante. Os sapatos apoiam ao longo de todo o pé e tem espaço suficiente para os meus dedos do pé. Os ténis têm uma malha micro perfurada que ajudam a evaporar o calor e o suor o que nesta altura de calor é uma mais-valia.  

 

 

O drop dos ténis é de 10mm, entre os 8mm e os 12mm é a minha zona de conforto.  Este modelo é essencialmente para treinos a um ritmo médio de 4:30-5:30 min/km e distancias moderadas, até 15 km.

 

São neste momento os meus eleitos para treinos de recuperação, até 1h-1h30 de duração, e acho que pelo preço de venda ao público apresentado (atualmente custam 57,45 euros em promoção na Sport Zone) são uma boa escolha para corredores neutros ou pronadores ligeiros que procuram um sapato para fazer 3-4 treinos por semana, a um ritmo moderado e até 15 km.    

 

Boas corridas.

 

 

Entrevista à organização da Scalabis Night Race

_MG_4137Ainda faltam uns meses para a 2ª edição da Scalabis Night Race, mas pelo andar das inscrições, e segundo a organização, já só restam pouco mais de 500 bilhetes para esgotar a prova. Falamos com Pedro Carvalho, um dos membros da organização da SNR- A 1ª edição da SNR foi um sucesso. Quais as expetativas para a  edição deste ano?Para este ano de 2014 esperamos que se repita o essencial, numa prova em que procuramos, sem descurar os aspetos técnicos inerentes a uma prova de atletismo, fazer uma festa em Santarém, "iluminando" a cidade com cor, alegria, muita animação e boa disposição.- Em termos de percurso, irão existir mudanças/novidades?Iremos ter algumas novidades, sim, sobretudo na mini (5 kms), com acrescidas passagens em locais emblemáticos da nossa cidade.- Irão ter animação durante a prova?A animação durante a prova constitui para nós uma componente muito importante do evento.Vamos apostar na animação ao longo de todo o percurso, para que os atletas se sintam motivados para a prática do desporto, divertidos (numa época em que andamos todos um pouco cabisbaixos) e alertados para o que de bonito e interessante do posto de vista histórico -monumental a cidade de Santarém nos tem para oferecer - que é muito! Não irá faltar o folclore, o rock e outros géneros musicais, para agradar a todos, em diferentes momentos.-  Vão manter as provas para os mais novos? Se sim, em que distâncias? E a corrida em si haverá outra distância sem ser os 10K?s provas de Bâmbis e Benjamins A decorrerão na reta da meta a instalar no Jardim da Liberdade. Para os restantes escalões, será delimitado um circuito de aproximadamente 1000 m, a percorrer no nº de voltas necessário ao cumprimento da distância estipulada para cada escalão. Este circuito terá partida e chegada no Jardim da Liberdade e passagem na Praça Sá da Bandeira (Largo do Seminário).Hora da Prova   Escalão Idades  Distância

17h15    Bâmbis ≤6           150 m17h30    Benjamins A      7/9         500 m17h45    Benjamins B      10/11    1.000 m18h00    Infantis                12/13    2.000 m18h30    Iniciados              14/15    3.000 m19h00    Juvenis 16/17    4.000 m21h00    Scalabis Night Race         -              10.000 m21h20    Mini Race - Caminhada -              5.000 m

- Os leitores do blog Correr Na Cidade elegeram a vossa corrida como a melhor de 2013, o que pensam dessa escolha, tendo em conta os outros finalistas?Tendo em conta os outros finalistas – autênticos “pesos-pesados” na organização de provas há bastantes anos – constituiu um enorme orgulho para nós sermos considerados a melhor prova de 10 kms logo na 1.ª edição, sobretudo porque tal enaltecimento resulta do feedback dos próprios atletas. - Quantos correram em Santarém à noite no ano passado? Quantos corredores esperam ter este ano?No ano passado correram cerca de 1.000 na corrida de 10 kms e cerca de 600 na mini de 5 kms. Para este ano, teremos à volta de 1.500 nos 10 kms e 1.000 nos 5 kms, para além de algumas centenas na kids race.- Como estão a correr as inscrições, que abriram recentemente?As inscrições estão a correr muitíssimo bem. Apenas numa semana (as inscrições abriram a 19 de Janeiro) atingimos mais de 1.000 inscrições nas 3 provas – 10kms, 5kms e kids. Na prova principal, restam nesta altura cerca de 500 vagas apenas, pelo que é aconselhável para quem possa estar interessado, avançar com as inscrições. No ano transato, as inscrições esgotaram a um mês da corrida, sendo que, ao ritmo a que as mesmas estão a decorrer este ano, se espera que esgotem bem mais cedo._MG_0327Nota do Editor: O Correr Na Cidade é, pela segunda vez, orgulhosamente media partner desta corrida. E vamos marcar presença com o maior número possível de corredores. Fazemos tudo por pampilhos de Santarém!

Race Report - V Trilhos de Casainhos: “Muito duro. Que bom!”

Por Filipe Gil

 

Estava entusiasmado para esta prova, o V Trilhos de Casainhos (15K), mas o dia anterior fez-me temer o pior. Não, não estava lesionado ou doente, mas tive duas festas de aniversário e comi muito, muito mesmo. Bebi sumos, colas, comi mousse de chocolate e a deliciosa tarte de amêndoa feita pela minha mulher e umas 10 chamuças semi picantes. O ideal para que no dia seguinte, face a um esforço fora do normal, o meu corpo pudesse reagir de forma estranha. Por isso mesmo, quando me levantei no domingo, ainda “satisfeito” e de barriga cheia com a contenda do dia anterior mal fui capaz de ingerir mais de uma torrada com doce.Saí de casa, onde todos ficaram a dormir, e fui ter como o Pedro, Stefan e Tiago a meio caminho. E daí partimos – apenas num carro – para Casainhos.

 

Confesso que nesta altura estava meio alienado, apesar da excitação dos dias anteriores pensava que ia encontrar muitos “caminhos de cabras” e uma grande subida e pouco mais. Puro engano.Dos quatro o Tiago era o mais entusiasmado (algo que me valeu muito durante a prova, e que aqui agradeço publicamente). Mal chegámos, vestimos as novas t-shirts do Correr Na Cidade Running Crew, desta vez em azul, e fomos buscar os dorsais, falamos com alguns conhecidos, entre os quais o amigo Bruno Claro do Correr Lisboa. Em menos de nada estávamos a sair do campo de futebol do Sporting Clube de Casaínhos rumo aos montes - nesta altura já tinha percebido que seriam mais de que um.

 

Os primeiros metros, na vila de Casainhos foram passados a falar com o Tiago. Nessa altura o Stefan e o Pedro já tinham zarpado e foram com a frente da corrida. Depois, passado nem 1 quilómetro, num terreno perfeitamente normal, plano, onde ervas e pedras se entrelaçavam, tive o meu batismo de trail: fui ao chão! Escorreguei e acabei na horizontal. Nada de especial, nem sequer um arranhão. Mas lembrei-me imediatamente da grande sensatez em não ter levado o iPhone e sim um telemóvel antigo e mais robusto, pela queda que tive era certo que o tivesse partido. Mas engraçado foi a reação das pessoas que estavam junto a mim a tentarem ajudar e a perguntar se estava bem.

 

De fato, o trail na questão de entre ajuda, é muito diferente das corridas em estrada. Reposto o orgulho e novamente na vertical segui o caminho até à primeira subida. E que subida para começar, subi, subi, subi, andei, tentei correr - juro que tentei, mas não consegui. O Tiago bem puxou por mim mas a respiração devia estar perto dos 190 batimentos por minuto ou mais e pouco mais conseguia que andar apressadamente. Geralmente, em estrada consigo recuperar das subidas quando regresso a terreno plano. No trail tenho que aprender a recuperar ainda na subida.Depois veio a primeira grande descida, que foi um prazer.

 

É mesmo bom descer. Apesar de escorregar aqui e ali, desci a uma velocidade razoável para um estreante destas andanças. Por mais vídeos que se vejam no You Tube só mesmo a experiência nos ensina a descer com mais velocidade no trail, espero para a próxima ser mais rápido. Os ténis que calcei, os Skechers GoBionic Trail, portavam-se bem, apenas o fato de serem minimalistas fizeram sentir algumas pedras como se estivesse descalço, o que me incomodou, mas, por outro lado, a sua leveza e rápida secagem após pisar alguma poça de água ajudaram na experiência do trail. Contudo, para início acho que devia ter levado algo com mais protecção. Este GoBionic Trail são para gente mais habituada a trilhos e não para estreantes.

casainhos2Os corredores passaram no meio destas ruínas. 

Mais à frente, ao KM 5, penso, demos de caras com um palácio em ruínas, fantástico. Passamos dentro dele, num caminho estreito e cheio de arbustos. Aqui tomei nota de, para a próxima, ir com meias compressoras ou com calças de corrida. Resultado, uns arranhões para mais tarde recordar. Mas se o problema fosse todo esse, o problema, ou um deles, veio logo a seguir: a subida ao marco geodésico de Cabeço de Montachique. E que subida!

 

Bem tentei correr atrás do Tiago, mas nada. A paisagem é linda por ali, mas estava tão cansado e tão concentrado que nem sequer aproveitei estar numa altitude tão fora do normal do dia-a-dia. Bebi um pouco do Isostar que levei num cinto da Salomon. Demorei uns 2 minutos a colocar a garrafa no local, tal era o cansaço. Mas depois veio uma excelente descida.Daqui até ao km 12 as coisas correrem normalmente, tive que andar aqui e ali, pisei lama acolá. Todavia senti uma sensação estranha, pela primeira vez desde que corro: no final das descidas mais íngremes, quando o ritmo cardíaco voltava um pouco mais ao normal, senti-me cansado e tive de parar umas quantas vezes, quando o normal seria, depois de uma descida, começar a correr mais rapidamente, com o ritmo cardíaco estabilizado.

 

O meu corpo não estava nada habituado a estas andanças. E foi a partir daqui que, apesar do incentivo do Tiago, ganhei mais respeito à prova e ao trail. Não, amigos, isto não se faz com uma perna às costas. Isto é duro, mas ao mesmo tempo transcendente e muito bom.

20131110-235354.jpgParte final de uma grande, grande subida de 700 metros.

Mais à frente e depois de umas grandes descidas, em que praticamente senti que pouco toquei com os pés no chão, apanhamos uma subida muito íngreme de cerca de 700 metros com 70% de inclinação. E aí as coisas separaram os homens dos meninos. Subi sempre, nunca parei, mas senti os gémeos prestes a rebentar e por uma ou duas passadas senti as pernas a desfalecer. Percebi que fiz mal em n\ao ter levado as meias compressoras, aqui teriam ajudado certamente.

 

Continuei a subir com dificuldade e fiquei ainda mais abatido quando o corredor da frente se vira e senta-se no chão, desistindo por momentos da “pancada” dada pelo percurso. Quanto a mim a fadiga era tal que cheguei a colocar as mãos no chão para ajudar na caminhada - foi nesta fase que me senti um verdadeiro Anton Kupricka de trazer por casa. E, ao mesmo tempo percebi a elevada preparação física que os ultra mountain runners têm. Respect!

 20131110-235330.jpg
Foto tirada pelo Bruno Claro (Correr Lisboa) que ainda tinha fôlego para tal

Uma vez chegados ao cimo esperava-nos um abastecimento de água. Sublinho aqui a excelência da organização. Uma prova de 7€ (sem almoço) com todas as condições. O caminho muito bem marcado, abastecimentos de água e um abastecimento de laranjas foram mais que suficientes. Para além da simpatia de todos os que indicavam o caminho.

Dá vontade de repetir a prova só pela organização do Sporting Clube de Casainhos.Uma vez no topo da última subida digna desse nome (houve outra mais à frente mas que não ficou, certamente, na memória dos corredores como a que acabei de descrever, e que podem ver na foto) rumámos em direcção à meta. Aí tanto eu como o Tiago aceleramos porque arranjamos um objetivo de última hora: acabar antes das 2 horas. Exato leram bem, 2 horas!!! Para perceberem a dificuldade do percurso, e do trail running em geral, pensem no tempo que gastam, em estrada, a correr 15K e depois comparem com o tempo que se faz nos trilhos - estou agora a escrever para aqueles que em breve irão fazer o seu primeiro trilho.E lá conseguimos chegar antes das 2 horas onde já nos esperavam o Stefan e o Pedro de cerveja na mão. Em suma, foi fantástico. Aconselho a todos experimentarem um trail (comecem por um de pouca distância como este).

1467260_194136304107425_517098954_nMeta. Finalmente!

É uma experiência completamente diferente de correr na estrada. É outra coisa, apesar de ser corrida também. Quanto a mim, apesar de estar com umas mazelas, sobretudo no pé direito, vou agora voltar à estrada a pensar já quando irei voltar à próxima prova de trail. Ainda não sei quando será, mas não será daqui a muito tempo. O bichinho do trail ficou!

O que aprendi neste primeiro trail:

#Ténis minimalistas só ao fim de umas provas de trail. No início convém levar algo com mais protecção.#Levar meias compressoras, os gémeos agradecem (muito) e as pernas que passam por diversos arbustos também.#Não levar telemóveis ou outros aparelhos que se possam partir com as quedas (isto não inclui relógios GPS). É preferível levar um telemóvel velho com boa bateria (até porque se podem perder ou aleijar e terem de comunicar com alguém).- Levar boné ou Buff por causa do suor.#Treinar subidas, muitas vezes, antes de ir para uma prova desta natureza.

fotografia 4Da esquerda para a direita Tiago, eu, Stefan e Pedro, os corredores do Correr na Cidade Running Crew que participaram neste trail

 

Passada a barreira dos 15K

fotografia1Foi hoje. Com a ajuda do Bruno, companheiro imprescindível de corridas (e quem corre acompanhado sabe como é bom ter alguém para puxar e para ser puxado) lá consegui bater o meu recorde de distância – e também de tempo de corrida – para os 16,4 K.A manhã estava muito fria. Estava previsto fazermos uns 12/13K, o que nos levava da Estação da CP de Algés até à discoteca Urban Beach e regresso. Mas, chegados lá decidimos correr mais um pouco até à Portugália do Cais do Sodré e, com o regresso, fazer mais de 15K. E esse, naquele momento passou o objetivo principal, ultrapassando a necessidade de estar em forma para a prova do próximo sábado, a São Silvestre de Lisboa.E assim foi. Recorde Pessoal batido (o Bruno já fez uma Meia Maratona e vários treinos de 18K). Da minha parte o ritmo foi interessante para esta distância. Quero treinar a distância mais vezes e tentar correr pelo menos 3 vezes a distância de 21K antes do grande dia de 24 de março. Foi um treino excelente.

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