Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Correr na Cidade

Train Report: Pelas colinas de Lisboa

Como sabem gostamos de correr com os nossos amigos, no bom sentido da frase, claro. E, de vez em quando, chateamos esses mesmos amigos a escreverem textos. O que se segue é escrito pelo amigo Luís Moura sobre o treino de ontem (quinta, dia 24 de julho) que percorreu as colinas da cidade Lisboa em cerca de 15K. 

 

 

Por Luís Moura

 

Ontem realizou-se mais um treino aberto do Correr na Cidade. Voltamos ao cenário do centro de Lisboa como tinha acontecido no mês passado, subindo e descendo algumas ruas mais conhecidas de Lisboa e outras menos conhecidas.

 

Existe uma tendência nos últimos meses de se experimentar e voltar aos treinos mais intensos e difíceis em Lisboa. E foi isso que aconteceu ontem, onde 27 almas disseram sim a uma volta por Lisboa que inicialmente seria de 10km entre a Praça de Espanha e o Cais do Sodré, mas que facilmente se tornou numa voltinha um pouco maior devido à alteração do fim do treino novamente à Praça de Espanha :)

 

Há cerca de um ano e meio quando comecei a fazer estas voltas 2/3x por semana, muita gente olhava para mim de lado e pensava "mas que maluco, andar ali no meio dos carros e peões, a subir e descer inclinações malucas quando pode ir usufruir desta vista magnifica do Rio Tejo... 

Há cada um nesta vida :)". 

 

O certo, é que neste momento, todos os dias vemos pessoas ou grupos de pessoas a trocar o bonito do Tejo pela dificuldade, exigência e treino sublime que é subir e descer. Seja no meio de Lisboa seja em Monsanto.

 

Ontem, a primeira parte do treino (que serviu de aquecimento ) foi ir da Praça de Espanha até ao topo do Parque Eduardo VII, passando pelo meio pela Mesquita Central De Lisboa, pela Rua Fialho de Almeida e depois subir a Rua Marques de Fronteira até lá acima junto da bandeira. Nesta altura o grupo ainda ia compacto e animado, com muita gente a contar historias de treinos passados ou de peripécias do dia-a-dia. Inícios de treinos :)

 

O grupo continha um mix interessante de corredores, alguns mais experientes e outros menos experientes. Com uma mescla tão distinta de ritmos, é sempre complicado gerir ritmos mas com boa disposição e boa vontade de todos, é sempre a correr! De seguida tivemos o primeiro teste ao ritmo, com a descida do alto do Parque Eduardo VII até à esquina da Rua das Pretas, passando pelo Marques do Pombal, onde o ritmo foi salutar e deu para esticar um pouco as pernas depois do subida inicial.

 

Por esta altura já o treino levava pouco mais de 3,5km, e apareceu a primeira subida do dia, com a subida do elevador do Lavra, e as respetivas escadinhas finais até à entrada do Jardim do Torel. São sempre uns 45 metros de desnível muito engraçados, pois as pernas quando se chega ao final das escadas, já estão quentinhas e ai começa os treinos de força e resistência!

 

À entrada do Jardim e depois no miradouro, alguns dos convivas do treino confessavam que não conheciam o Jardim. E isso, para além da corrida, é a verdadeira beleza destes treinos. Passar por sítios por onde normalmente não se passa. Conhecer a cidade, as suas gentes e a sua cultura. Por isso adoro passear pelas ruas antigas carregadas de prédios, moradias ou palacetes cheios de historias. Isso e o cheiro de bife que saia das casas e restaurantes por onde íamos passando aquela hora :)

 

Aqui já íamos com 4Km e começava-se a ver os primeiros sorrisos de "sofrimento", de alegria pela escolha e de saberem que agora estavam a treinar. Do Miradouro do Jardim, deu para relaxar cinco minutos e seguir mais frescos. Saímos do Jardim do Torel e fomos descer a Calçada Santana até ao Largo S. Domingos, tão conhecido por ser o spot para beber a famosa Ginjinha :)

 

Viragem à esquerda no Largo, indo pela Rua Barros Queirós até ao Hotel Mundial, e atravessar o Martim Moniz para apontar-mos baterias à segunda subida do dia, as Escadinhas da Saúde... aqui penso que o nome é apropriado QB, visto que alguém que suba estas escadas todos os dias ou regularmente, mantem mesmo a saúde no corpo e no espirito :)

 

Aqui já íamos com cerca de 5,5km e o peso das sapatilhas, e não só, começava a fazer mossa. Descemos a Rua Costa do Castelo, viramos à esquerda para descer a Calçada de Santo André e depois seguimos em frente pela Rua dos Lagares, Rua Olarias, Rua Bombarda, sempre até lá à frente, até ao Mercado de Abastecimento. Este bocado de "sempre em frente com poucas subidas e descidas" deu para rolar um bocado.

 

Depois subimos as mini-escadas do mercado que dá para a Rua Damasceno Monteiro, ao que fomos de encontro à terceira e talvez a mais difícil subida do dia, as famosas Escadinhas de Damasceno Monteiro, que vai até lá acima até ao Miradouro da Senhora do Monte, e a suas vistas fabulosas do centro e uma boa parte da zona exterior da cidade.

 

Depois de três minutos de descanso e recuperar fôlego, lá iniciamos a descida pela Calçada do Monte em direcção ao Miradouro da Graça, que é um pulo rápido e dá para relaxar um bocadinho pelo caminho. Nesta altura já íamos com cerca de 7,2Km de curso e algumas pessoas começavam a mostrar na cara o seu "sorriso de cansaço" :) Depois de 3min no miradouro, descemos pela Calçada da Graça, Travessa do Açougue e Rua de São Tomé até ao Miradouro de Santa Luzia. Foi um bom descanso para o coração e pulmões o ritmo leve a descer para recuperar.

 

Logo de seguida, foi uma descida em modo de conversa e sorridente até lá abaixo à Rua da Conceição, passando pela Rua do Chão da Feira (porta do castelo ), onde fizemos uma pequena subida e descida, depois seguimos pela Rua da Saudade e finalmente passamos em frente à Sé, onde tiramos uma foto de recuerdo.

 

O jovem que nos tirou a foto disse que a mulher já tinha feito a maratona (estava ali ao lado de nós) e perguntou-nos quantos fizemos "já vamos em 9km hoje".. "ah, já é um bom treino" disse ele em tom um pouco condescendente :)

 

 

Lá ao fundo da Rua da Conceição, viramos á direita para a Rua Nova do Almada para mais uma subidita, desta feita até lá acima ao Largo do Carmo. Pelo meio passamos pela Rua Garret e a sua normal agitação de estrangeiros a passear avermelhados do sol forte do nosso pais.

Do Largo do Carmo subimos ao Largo Trindade Coelho e depois ao Miradouro do Jardim de S. Pedro de Alcântara.

 

Altura para mais um reabastecimento prolongado de água do bebedouro que lá tem e depois continuamos com um andamento um pouco mais vivo até ao Largo do Rato. Por esta altura já íamos com pouco mais de 10km e algum cansaço era visível em pessoas menos habituadas a este tipo de treino. A boa disposição e o constante apoio dos elementos da crew do Correr na Cidade e dos restantes elementos faziam com que o desgaste fosse atenuado.

 

Chegamos ao Largo do Rato, descemos a Rua Braamcamp até Marques do Pombal e subimos a rampa do Parque Eduardo VI pela lateral direita do jardim, não subindo pela calçada portuguesa mas por entre as árvores e passando pelo edifício histórico que é o Pavilhão Carlos Lopes. Um pouco de trail na cidade para quase fechar o circuito de City trail de ontem.

 

Depois de chegarmos ao topo da Parque junto à bandeira, atravessamos uns pela ponte do corredor verde e outros por um caminho mais rápido e curto pelo meio do Jardim Amália Rodrigues saindo mesmo ao lado do El Corte Inglês. Depois foi relaxar a descer a Av. António Augusto de Aguiar até à praça de Espanha, onde a boa disposição e com a maior parte das pessoas a falar, resultado inconsciente do esforço e uma boa maneira de relaxar o corpo e a mente depois da volta que fizemos.

 

Algumas pessoas bateram recorde de kms feito seguidos, no total de +/- 14,5Km que fizemos ontem. No total demoramos 1:33h em andamento, num total de treino de pouco acima das 2h desde o arranque até ao fim.

 

Olhando de uma maneira objectiva e directa, o grupo de ontem foi bastante homogéneo e quase sempre com ritmo muito similar, o que permitiu um bom ritmo médio e sem grandes paragens. Deixo apenas a dica para aqueles que bebem muita água durante os treinos, para  principalmente) nesta altura do ano levarem sempre água com eles e não fiquem dependentes dos abastecimentos que podem existir ou não. Hidratar é fundamental para se rentabilizar o treino seja fisicamente seja mentalmente, pois se chegarmos ao fim com sede ou desidratados podemos ficar com a impressão que o treino não foi tão bom como se calhar foi fisicamente.

 

Uma ultima palavra para o Correr na Cidade que nos últimos meses está a mudar um pouco o foco da sua atenção, sendo que neste momento é de facto a Crew Correr na Cidade, seja em trilhos em Monsanto, seja junto ao Tejo ou seja a subir e descer ao Castelo de S. Jorge. Tudo faz parte da Cidade e tudo é correr, tendo as suas vantagens e desvantagens.

 

Abraço a todos os malucos que se metem nestas andanças e até daqui a uns dias.

 

PS - Quem for a Óbidos no fim-de-semana de 2 e 3 de Agosto à feira Medieval, não se esqueça de apoiar quem vai fazer o Trail Noturno de Óbidos que começa dia 2 às 21 da noite e é um espectáculo bonito ver tanta gente de calções, mochilas e frontais na cabeça a descer pelo meio de Óbidos :)

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D