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Correr na Cidade

Race Report: Meia Maratona Douro Vinhateiro

Por Joana Malcata

*

 

Desde que tive conhecimento desta prova, fiquei com vontade em participar nela. Em pleno coração do Douro Vinhateiro, a anunciada “mais bela corrida do mundo” veio a revelar-se isso mesmo: bela.


Desta vez não fui acompanhada pelo maridinho, mas por uma amiga, a Sofia (na esperança de a convencer a correr!). Chegámos a Peso da Régua ao final da tarde de sábado, fizemos o check-in no Hotel e saímos para levantar o meu dorsal no Museu do Douro. Como já estávamos perto da hora do jantar, não deu para usufruir completamente da Expo-Saúde, mas posso dizer, que o ambiente estava maravilhoso, com boa música, as pessoas a relaxarem no jardim, e a desfrutar da vista magnifica sobre o Douro.


À hora do jantar, juntamo-nos aos restantes grupos: Run4fun, Portugal Running, Run Lovers, Correr Lisboa (perdoem-me se me estou a esquecer de algum!), e à nossa Bo Irik, que tinha chegado mais cedo com outro grupo de amigas, onde descontraímos um pouco antes de descansar.


Chegada ao hotel, preparei tudo o que precisava para o dia seguinte.

Cansada que estava da viagem, não foi difícil adormecer…


6:45m, fora da cama. Equipei-me e fui tomar o pequeno-almoço com uma vista espetacular.

Tive de sair cedo do hotel, pois a prova iria ali passar daí a umas horas, tendo a estrada sido encerrada às 8:30h da manhã.


Cheguei a Peso da Régua pouco passava das 8:15, e fui a pé até à estação de comboios. A essa hora, ainda se conseguia circular bem, fosse para os parques de estacionamento (muito bem sinalizados), como para chegar à estação da CP. Depois de passar pelo controlo, entrei numa carruagem vazia e só para mim, quase até à hora de partir.


O local da partida situa-se na Barragem de Bagaúste, já bastante animada e colorida pelas pessoas que chegavam para a corrida.


Aguardei pela Bo Irik, e seguimos para a zona da Meia Maratona. Achei que estava bem identificada, apesar das várias tentativas dos caminhantes de se juntarem ao grupo da meia maratona.


Debaixo de um calor quase insuportável, deram o tiro de partida às 11:05m. E aqui está um dos pontos negativos desta prova. A hora de partida tem de ser revista pela organização. Começar uma Meia Maratona, em pleno mês de Maio, na Régua, às 11h, coloca muitos atletas em risco de insolação, melanomas, e afins.


Os primeiros 10kms foram calminhos, sem sobressaltos. Sempre auscultando o corpo, e controlando a respiração. Os abastecimentos constantes de água foram cruciais para a manutenção da hidratação, bem como a ajuda dos bombeiros, que “ofereceram” banhos a quem por eles passavam. E que bem souberam!!!


Ao km13, tive de parar com ameaça de bolha de água. Sapatilha fora, arranjei a meia e os algodões que coloco no meio dos dedos e lá arranco eu novamente.


Não me lembro de beber tanta água numa prova. Em cada abastecimento, precisava de 2 garrafas: uma para beber e outra para molhar os ombros, as costas, o pescoço, pernas, enfim, tomar banho.


Os géis e a banana tiveram um papel muito importante para que não voltasse a passar mal, como aconteceu na Meia Maratona de Lisboa em Março passado.


No km19 chegamos à ponte pedonal e a energia parece que renasce. Perto da meta já se encontrava a Bo à minha espera, e com um empurrãozinho dela, passei a meta às 2h41m.

Foi uma medalha sofrida, mas merecida. Não procuro fazer as provas em determinado tempo, mas sim, disfrutar ao máximo dos lugares, paisagens, pessoas, ambiente. Toda a envolvente emana paz e sossego. É de certeza uma prova que gostarei de repetir.


Pontos negativos:


- a hora de inicio da partida: 11h. Sujeitam os atletas à pior hora do calor. Mesmo o protetor 50+ que usei, não me protegeu de um pequeno escaldão nas costas e pescoço. Perante os apelos dos corredores, é de rever a hora.
- falta de bebidas isotónicas: quando passei pelo único posto desta bebida, só lá vi as bandeiras da publicidade. O açúcar e o sal são importantes em provas longas.

 

Pontos positivos:


- a paisagem;
- o desnível da prova é perfeitamente suportável, mesmo por quem não gosta de subidas e descidas;
- os constantes abastecimentos de água (não me lembro em prova alguma existirem tantos, em quantidade e disponibilidade, e nem eu me lembro de beber tanta!);
- os banhos dados pelos bombeiros, que refrescaram quem por eles passou.

 

A todos os que participaram e a quem quer participar para o ano: cheguem cedo aos meios de transporte. Não fiquem à espera uns dos outros no local de acesso aos comboios. Esperem sim, lá na partida, já na barragem, e sem a pressão do tic-tac do relógio. Respeitem os locais de partida: se vão para a caminhada, não tentem infiltrar-se no grupo da Meia Maratona.


À organização: mais uma vez, revejam a hora do início da partida.

 

 

* Foto de João Pena Rebelo

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