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Correr na Cidade

Race report: Marginal à Noite, em dia de Santo António

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 (foto retirada do facebook da Marginal à Noite)

Por Joana Malcata

 

No passada sábado, celebrou-se mais uma vez, a festa da corrida na Marginal à Noite. É daquelas provas míticas, que faz parte do meu calendário, e a convite da organização da Marginal à Noite, eu, a Liliana, o Luis e o Tiago participámos na prova, juntamente com os restantes elementos da crew.

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Sob ameaça de chuva e debaixo de fogo de artificio, eu e mais 7200 atletas, mostraram que cada vez mais a corrida é uma festa, a celebração da saúde e bem estar, e que os portugueses estão a começar a preferir sair do sofá.

 

Durante a prova vi tanto o atleta de competição, que desafia as leis da física pela rapidez que fez a prova, como a avó que levou os netos a passear na marginal.

 

Eu, estava um pouco apreensiva: sinto-me pesada, e no ano passado senti dificuldades, bem como o percurso coincidir parcialmente com o da Corrida do Tejo, e aí também senti algumas nas subidas. Mentalizada para sofrer um bocadinho, lá arranquei ao meu ritmo, sempre à espera da maldita subida que me ía deitar abaixo. E passa 1km, e 2km e 3km. “É agora!” - dizia eu cá para os meus botões. E nada. Meio percurso volvido e estava fresca que nem uma alface.

 

-“Onde anda a subida?”

 

E lá continuava eu, quilómetro atrás de quilómetro, cheguei ao 7km. O meu pensamento já só era na meta: acelerei o passo e aproveitei a descida para ganhar balanço e melhorar um pouco o tempo que fiz no ano passado. O Nuno já estava à minha espera e ajudou-me a terminar ainda mais rápido a prova.

 

-”Espera: descida?” Afinal houve subida, mas soa-me que as corridas em trilhos ajudaram a que tão pequena subida (o meu Adamastor do ano passado), tenha passado despercebida.

 

Não tenho nada a apontar à organização da prova: desde os avisos, as águas, a animação durante a prova. Mas se calhar, para o ano, apostem numa “medalhinha”. Todos nós gostamos de chegar ao fim e receber a lembrança de “finisher”. Nem que seja um íman para o frigorífico, lembrando-nos que naquela noite de Verão, saímos do sofá e fomos para a rua correr.

 

Boas corridas!

 

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