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Correr na Cidade

Race Report: I Trail Ossonoba

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Por Luis Moura:

A Crew Correr na Cidade convida ocasionalmente alguns participantes dos nossos treinos para irem a provas connosco pois o espirito é sempre de partilha e de nos divertimo-nos a fazer o que fazemos.

O Tiago Romão foi no passado dia 1 Maio fazer o primeiro Trail Ossonoba realizado pela ATR. Vamos ler o que ele tem a dizer sobre o evento.

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No dia 1-Maio participei no Trail Ossónoba organizado pela associação Algarve Trail Running - ATR. Prova que percorre os dois conhecidos cerros de Faro, Cerro do Guilhim e o Cerro do Malhão. Distam apenas 8 Km da minha segunda casa.

Tenho costela algarvia. Toda a minha família nasceu aqui, neste pedaço de terra especial. Pai de Faro, Mãe da Serra de Monchique. Vieram para Lisboa à procura de melhores condições de vida. Sempre que possível, voltava-mos. Adoro o mar e cada vez mais a serra. Passei a tarde do 1 de Maio a comer caracóis na Serra de Loulé.

O Algarve vai muito para além da praia.

 

A prova

Dorsal número 070

 

A prova começou às 19:30 no centro de Estói. Terminei-a em 3h29m, depois de 25Km com declive positivo de 1000 m. ( Não foi assim tão mau face aos últimos treinos ) Iniciou a descer de Estoi, com passagem há porta do Palácio/Pousada de Estói, até à entrada dos trilhos circundantes. Solo seco, duro e com algumas pedras. Tempo seco, temperatura amena, 18º. Segui por passagens por debaixo de pontes e por cima de barreiras de pedras a marcar os terrenos. Até há subida do primeiro Cerro.

 

Uma hora para subir ao topo do Cerro do Guilhim. Vista deslumbrante, alavancada pelo inicio da noite (quase lua cheia). Na descida, depois do primeiro ponto de controlo, coloquei o frontal, para enfrentar os restantes dois terços de prova.

 

Juntei-me a dois amigos com o ritmo igual ao meu. Segui-os por vários kms, até ao ponto de controlo 2. Pouco depois ficaram para trás quando um deles teve de substituir as baterias do frontal. Avancei sozinho nos Kms seguintes, pela escuridão e silêncio da noite.

 

Finalmente, com tempo, para sentir o que natureza da serra algarvia tem para entregar. E é tanto! mas tanto!. Sabia que os cerros eram mágicos, desde miúdo via-os no horizonte, Todos estes anos de vida sem nunca ter tido a oportunidade para os escalar. Disfrutar das luzes, dos cheiros, do para lá do visível que dão quando trepamos ao topo.

A associação tem os recursos para fazer provas de elite e dar ainda mais reconhecimento ao Algarve serrano.

 

Mais á frente encontrei um “cara” do Brasil, fizemos e rimo-nos por uns minutos. Piadas do costume, isto nunca mais acaba, nem tão cedo fazemos outra, etc.etc.

Sentia uma bolha no pé, ficou para trás. Faltavam ainda 5kms. Desci para a vila em ritmo lento. Estava no limite. A falta de treino e o excesso de peso fazem-se pagar.

 

Já perto da chegada, a vila festejar talento para último esforço até há chegada, junto á Igreja.

Concluído, mais um trail. Espetacular. Convencido a voltar aos treinos.

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Organização

A organização, Algarve Trail Running, está de parabéns. Os trilhos estavam bem marcados. Importante numa prova que acontece à noite. Os abastecimentos, sólidos e líquidos estavam bem compostos. Entende-se a questão dos copos de plástico. Não entende-se a água do cano nos garrafões da água do luso. Pessoas muito simpáticas, bem-dispostas. Dispostas a dar o melhor. Gostei das laranjas. Gostei também (muito) das framboesas à chegada.

 

Como ponto de melhoria, a localização do secretariado e da partida.

O secretariado estava afastado do centro, local de chegada. Havia setas espalhadas, folhas A4 com letras pequenas. As pessoas a dar apoio, não sabiam, onde ficavam. A situação é desesperante para quem chega em cima da hora.    

 

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Resumindo

Prova bem organizada. Bom clima. Bons trilhos. Serro Algarvio com muito por explorar. Muito potencial para trail.

Conto voltar, ATR para quando a próxima?

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