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Correr na Cidade

Race Report: Albufeira Night Trail

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Ainda o Albufeira Night Trail. Hoje publicamos a race report do Nuno Simões, nosso convidado na prova e que nos relata como lhe correu esta prova.

Por Nuno Simões

 

Antes do Trail

Correr na minha terra e p’ra mais à noite foi mote quanto baste para abraçar mais um desafio desportivo, aliado a uma excelente companhia! O meu companheiro João Dionísio revelou-se, como habitualmente, um bom companheiro de corrida. O facto de esta ser a minha primeira prova de trail parcialmente noturna e o percurso, que não conhecia na totalidade, foram atrativos suficientes para me levar de Lisboa a Paderne, para fazer os 20 quilómetros do INATEL Albufeira Night Trail (a viagem para Albufeira foi feita no próprio dia da corrida). Na semana que antecedeu a prova, os preparativos foram uma preocupação constante, desde os treinos, passando pela compra do material exigido para a prova. 

 

O Dia do Trail

Depois do almoço no dia 13, eu e o meu companheiro João, tratámos de todo o equipamento e zarpámos cheios de força em direção ao INATEL de Albufeira para aproveitar o transporte de autocarro para Paderne assegurado pela organização. Regressar a Paderne, vila onde já não ia há vários anos, fez-me voltar atrás na memória.


Ao chegarmos a Paderne, por volta das 15h00, dirigimo-nos à sede da Junta de Freguesia e de seguida fizémos um breve reconhecimento pela vila. Decorria naquela tarde no estádio do Padernense Clube, o jogo de futebol de seniores Pardenense – Culatrense. A povoação de Paderne integra o Concelho de Albufeira e, nos meus tempos de juventude, era palco de empolgantes dérbis concelhios – Padernense/Guia, terra de onde sou natural.

 

À exceção do relvado, tudo o resto permanecia inalterado no Estádio, onde há cerca de 25 anos eu tinha ali disputado um jogo de futebol. Apesar dos anos passados, foi ainda assim possível reconhecer algumas das caras dos responsáveis do clube local.


Assistir a um jogo de futebol nos distritais é sempre uma experiência vibrante. A forma desgarrada e a fraca contenção verbal com que os locais defendem a sua equipa das decisões do árbitro é algo único! Próximo do bar assiste-se sempre a ricos e interessantes diálogos ao sabor de umas “jolas”. O João e eu saímos do Estádio para o aquecimento, decorria o intervalo do jogo, em que a equipa da casa perdia por 0-1, na sequência de uma grande penalidade. 

O Trail

Pouco passava das quarto da tarde, quando chegava o último autocarro com mais participantes. Antes da partida, houve tempo ainda para cumprimentar alguns amigos e conhecidos da zona de Albufeira. “Nunca corri tão pesado e com tanto material” ouvia-se entre os participantes antes da partida e durante o controlo 0 … 

 

Como previsto, a partida teve lugar por volta das 16h30 e lá fomos nós! O tempo estava fresco e a chuva fazia-se anunciar. Ao passar o Estádio do Padernense, entrámos logo no trilho deparando-nos com o primeiro e o mais difícil obstáculo de toda a prova, uma íngreme ladeira de mais de 1 quilómetro de extensão e que, no meu caso em particular, veio por um travão firme às sãs expetativas de um bom início de prova.


A descida que se seguiu, permitiu recuperar o folego e reequilibrar as energias, colocadas de novo em causa com a subida para o Castelo de Paderne e, onde, para aliviar a carga, deitei por terra todos os líquidos que levava.


O declive da encosta do Castelo e a subida até ao Mato do Escarpão, local mítico da região algarvia, foi de resto a parte mais bonita de todo o percurso, tendo a descida para a Ribeira de Quarteira, um vale de veredas torneando perfumadas moitas (expressão algarvia para arbustos de vários tipos!), proporcionado agradáveis momentos desportivos… Em alguns aspetos a organização primou pela excelência, pedindo aos habitantes locais para prenderem os cães à hora do trail e impedindo males maiores! Há, no entanto, a apontar a grave falha de total ausência de abastecimento ao longo dos 20 quilómetros … espero que não se repita!  

Concluída aquela inclinação, durante a qual o companheiro João deu-me o necessário apoio, a reta do Escarpão foi precisamente a parte da corrida em que melhor me senti, tendo acelerado um pouco o ritmo, numa altura em que caía a noite e o vento e a chuva se faziam sentir com maior intensidade. Das Ferreiras até Albufeira foi um pulo, passando pelos Cortezões e pelos Brejos, embora a falta de líquidos se começasse a fazer sentir!…


À chegada a Albufeira e por locais que na ocasião não reconhecia, prosseguiu-se a bom ritmo, até nos perdermos a uns escassos 800 metros da meta. Todavia, o conhecimento da cidade fez com que não nos enervássemos, seguindo pelo nosso próprio caminho, ainda que mais longo, facilmente chegando à rotunda do conhecido restaurante “Três Palmeiras” e descendo a Avenida Infante Dom Henrique em direção à INATEL. A brisa marítima e o cheiro a maresia que se faziam sentir à saída do túnel da INATEL contribuíram de forma decisiva para um agradável final de corrida, duas horas e cinco minutos após a partida.

 

Nuno Simões:

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João Dionísio:
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