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Correr na Cidade

"Prova dura, localização e paisagem fantásticas"


Por Tiago Portugal:

 

Depois do Trail dos  Abutres, em janeiro, prometi que tão depressa não me metia noutro trail longo. Os 47km percorridos no início do ano ainda me moem as pernas. No entanto, correr nos trilhos é cada vez mais contagiante e desafiador. Quantos mais quilómetros corro mais longe quero ir. Foi por isso que sem refletir muito acedi ao convite de ir participar com alguns elementos da minha Crew nos 50Km do II Trail do Piódão.

 

Fui sem grandes expectativas em relação à prova, o importante era a viagem, o convívio e o estreitar de laços entre todos.

Preparei-me mentalmente para passar cerca de 10h a correr/andar e mais uma vez, falha minha, desprezei um pouco a alimentação e hidratação na prova, paguei caro por isso.

 

Às 08h50m, com muito frio, lá estávamos, eu e o Pedro Luiz, preparados para começar, sempre apoiados pela Joana, Bo e Nuno Malcata que efusivamente nos desejavam uma boa corrida. Às 09h03m, a prova atrasou-se por causa do drone, lá soou a buzina e demos todos, cerca de 150 participantes, os primeiros passos dos milhares que se seguiriam. Como sempre comecei a prova ansioso mas feliz, a natureza tem este efeito. Ao fim de uns minutos parámos todos numa zona de singletrack e lá ao longe a correr que nem uma gazela já ia o futuro vencedor da prova, tive a perceção de que ia aos saltos.  

 

Os 50km da prova decorreram sobre um pano de fundo idílico, paisagens deslumbrantes, uma zona do país que não conhecia e à qual pretendo regressar assim que puder para a apreciar convenientemente… correr a ver a serra da estrela cheia de neve foi o ponto alto da minha prova.

 

 

Não o consigo explicar mas nos trails existe, entre os atletas, um grande sentido de camaradagem e entreajuda e os 50km do Piódão não foram exceção. Nesta prova tenho que agradecer principalmente a quatro atletas. Ao corredor que me aconselhou a comer banana com sal grosso, ajudou-me e muito a recuperar, ao atleta que gentilmente me emprestou, sem eu o pedir, um bastão durante uma das muitas subidas e aos dois companheiros que tornaram os últimos 15 km mais fáceis, correr em grupo e à conversa é sempre melhor.   

 

Quero também agradecer aos meus amigos do “Correr na Cidade” o apoio e incentivo à chegada, os últimos metros ao vosso lado foram espetaculares, uma Crew é isto mesmo.

 

Após a minha estreia nos Abutres, os 50km do Piódão serviram de aprendizagem para futuras corridas pois cometi muitos erros que espero que me sirvam de lição.

A saber:


Erro n.º 1: Comecei muito depressa. Parti muito rápido, até ao km 16 tentei acompanhar o Pedro Luiz, que corre mais do que eu, e cheguei ao segundo abastecimento já muito cansado, sem desfrutar da paisagem e da corrida, o que condicionou o resto da prova, sofri e muito do km 20 ao km 36.

Erro nº2: Má gestão da prova ao nível da alimentação. Ainda não sei o que devo levar nem quando devo comer. Aprendi, a custo, que depois de uma grande subida, me sinto bem se parar um 1 minuto e comer qualquer coisa antes de recomeçar a correr.

Erro n.º3: Má hidratação, ao km 26 tinha a cara branca, cheia de sal, e comecei a ter as primeiras cãibras. É importante ingerir água na quantidade certa e/ou bebidas isotónicas. Em relação à reposição do sal, recebi uma dica que fez maravilhas comigo, banana envolvida em sal grosso.

Erro n.º4: Levei demasiadas coisas de que não precisei na mochila, o que a tornou ainda mais pesada, o preço da inexperiência.

 

Apesar de inicialmente ser cético em relação ao uso de bastões, esta prova serviu para reconhecer que os mesmos permitem um menor desgaste das pernas durante as subidas.

 

Resumo dos 50km do Piódão: prova dura, localização e paisagem fantásticas, organização 5 estrelas, a massagem no fim soube mesmo a “mel” e a vontade de para o ano percorrer novamente os trilhos do Piódão.

 

As fotos são da autoria da Espiral Photo

 

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