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Correr na Cidade

Isto é City Trail, isto é Correr na Cidade!

 

Por Filipe Gil:

 

Hoje saí do trabalho e regressei a casa a correr, foi verdadeiramente Correr na Cidade. Sabia que ia ter um dia sem reuniões fora da redacção e assim levei a roupa mais leve que tinha, e reduzi os acessórios a levar ao indispensável ao mínimo (sem carteira, cartões soltos, sem canetas ou papéis). Pelas 18h15 enfiei-me no WC da empresa e equipei-me a rigor tendo metido a roupa no interior da mochila de trail da Berg. Saí de "fininho" para tentar que ninguém me visse naqueles preparos.

Comecei a correr na Av. José Malhoa

 
Uma vez na rua, tentar aconchegar melhor a mochila ao corpo, colocar o telemóvel na bolsa da frente, ajustar os fios dos heaphones e fiz-me às ruas da cidade. Esperava-me um caminho de cerca de 12K até Algés. Na véspera tinha decidido o percurso, mas umas horas antes decidi mudar e passar por locais que me são mais familiares e que durante anos percorri a pé.

 

Comigo levei dinheiro , identificação, o passe social (no caso de algo correr mal), os telemóveis e dois cantis com água (levei ainda um gel que não cheguei a tomar). O peso dos cantis até serviram para contrabalançar o peso da calças, camisa e ténis dentro da mala, que teimavam em levá-la para o fundo das costas. No início o chocalhar da água incomodo-me um pouco, mas com o passar sos kms pareceu-me que apenas surpreendia porque quem eu passava.

 

Uma excelente vista e uma óptima descida para recuperar no alto do Parque Eduardo VII 


Foi no Marquês de Pombal que mais me senti observado. Já não é "anormal" ver pessoas a correr na cidade, mas com uma mochila às costas é mais estranho. Deu-me vontade de dizer bem alto: "isto é trail na cidade e estou a regressar a casa do trabalho com este ar super feliz que podem ver".

 

Uma vez aqui tinha previsto descer a Avenida da Liberdade mas decidi rumar até ao Largo do Rato, achei que seria muito mais divertido subir a Braancamp. Tive que parar algumas vezes por causa dos semáforos, mas serviu para recuperar o fôlego e voltar asubir, desta feita a Av. Álvares Cabral rumo ao Jardim da Estrela  - que a correr me pareceu ainda mais pequeno. Parei para tirar uma foto à Basílica da Estrela (1ª foto deste blog) e corri pela Infante Santo abaixo. 

 Av. Álvares Cabral mesmo ao lado do "meu" Liceu Pedro Nunes. Em baixo, praceta a caminho de Alcântara.

Nesta altura estava a sentir-me mesmo bem, e estava completamente a borrifar-me para ritmos e tempos. Sabia que tinha que chegar a casa pelas 19h30/19h45 para ajudar a minha mulher com os pequenos lá de casa, mas de resto estava mesmo muito descontraído a sorver cada momento. Ao descer a Infante Santo decidi mudar de rumo, tinha previsto passar para a zona ribeirinha e dali fazer o percurso encostado ao rio. Mas estava a divertir-me tanto com a irregularidade do terreno da cidade que decidi cortar à direita e rumar a Alcântara e daí ao Calvário e LX Factory.

Parei para beber água e virei-me para trás para fotografar a Ponte. Em baixo a Av. da Torre de Belém, já no Restelo. 

 
Estava agora na parte mais chata do percurso. Sempre a direito, sempre em frente rumo a Belém e daí até Algés. Já faltava pouco. Mas ao chegar perto do Mosteiro dos Jerónimos decidi que esta primeira aventura pelo City Trail não podia ficar por ali. Assim, decidi subir a rua que passa perto da Casa Pia em direcção aos estádio de "Os Beleneneses". Nunca tinha feito esta rua subir e foi um bom teste já com 9K nas pernas. Lá em cima, a rua continua timidamente a subir. Nunca tinha percebido que esta parte da rua era assim, de carro sempre me pareceu sem desnível algum. Parei para tirar uma foto no cima da Avenida da Torre de Belém (e aproveitar para beber mais água porque a subida, de facto, cansou-me mais do que eu pensava de início).

 

Já faltava mesmo muito pouco. Depois, ainda no Restelo foi só a descer em direção ao meu bairro. Achei que era um prémio justo para mim que a fazer 1 hora de corrida atingi os 10,5K. Uma vez em Algés foi tempo para tirar a selfie da praxe para mais tarde recordar o feito (acessível a qualquer corredor).

 

Abaixo o percurso que fiz monitorizado pela app Nike Plus. Espero voltar a repetir a corrida pós laboral. Talvez com outro percurso, e com mais umas subidas e descidas. E a ver se convenço os amigos que vivem perto de mim e trabalham em Lisboa a correrem na cidade do emprego até casa. 

 

 

O positivo:

#Sensação fantástica de vir a correr para casa diretamente depois de um dia de trabalho

#Olhar para a nossa cidade com outros olhos

#As subidas e descidas de Lisboa fazem desta cidade uma Meca do City Trail 

 

O negativo:

#Fios e mais fio dos headphones. Só ao km 7 os consegui prender para não saltitarem tanto.

# Levei dois catins. Um da Salomon que se portou às mil maravilhas, e outro da Berg, feito para esta mochila que verteu água consequentemente (acho que o vou ter que o trocar numa Sport Zone). Não gostei do chocalhar inicial, mas depois habituei-me.

#Odeio correr em cima de calçada portuguesa, mas isso devo ser eu.

 

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