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Correr na Cidade

Grande Prémio de Natal – Race Report Anatomia de um RP

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Por Pedro Tomás Luiz:

 

Apesar de correr muito na estrada, a verdade é que faço poucas provas de estrada. Ao longo do ano opto por fazer algumas clássicas como seja a corrida do 25º de Abril, o 1º de Maio ou a corrida dos Sinos. Assim, a última prova de estrada de estrada que tinha feito este ano tinha sido a corrida do 25 de Abril, que decorreu cerca de duas semanas depois do MIUT, o que quer dizer que fui corrê-la ainda muito “estragado”.


Aparte disso o meu recorde dos 10km estava, imagine-se, no BES Run Challenge de Lisboa, realizado no dia 7 de junho de 2014 na qual fiz 45:39 ou seja 4:34 m/km.


Assim à entrada para esta corrida (GP Natal) sabia que para não bater o meu recorde pessoal algo tinha de correr muito, mas mesmo muito mal, até porque sabia quanto é que andava a fazer aos 10km em treinos. A dúvida que tinha era por quanto o iria bater.

 

Atenção, não aqui nenhuma falta de humildade é simplesmente brincar com os números, o anterior recorde era tão “mau” e tinha sido batido há tanto tempo que qualquer coisa que fizesse no domingo ia ser melhor.

 

Como, combinado 10h da manhã lá estava eu no ponto de encontro, para me encontrar com resto da crew. As previsões eram de chuva, mas o São Pedro iria poupar-nos toda a manhã, abrindo apenas a torneira já ao final da tarde.

Sendo uma prova com partida em Entrecampos e chegada nos Restauradores, lá tive de carregar carteira, telemóvel e chave do carro, o que não mata mas mói e acima de tudo é peso extra desnecessário.Já ao pé da crew mais linda do mundo, tirámos umas fotos, brincámos uns com os outros e lá seguimos para o local da partida.

Estando previstos quase 5000 participantes e não havendo “currais” para separar por tempos, lá furei até onde pude, ou seja mais ou menos a meio do maranhal.

 

Tiro de partida e o arranque dá-se devagarinho, muito devagarinho, começo a correr aos zig-zags mas com respeito por não bater em ninguém, mas era desesperante. Por esta altura comecei a fazer contas de cabeça e percebi que ia pagar caro o facto de ter ficado muito para trás.

Decido encostar e fazer o resto da corrida com o Tiago e com o Rui que sei que vinham muito perto. Já junto deles a corrida começa finalmente à abrir um pouco e depois do 1º túnel, engrenei finalmente no ritmo que queria. O relógio tinha marcado o primeiro km em 05:09 m/km. Numa prova de 10km não existe espaço para erros, por isso este primeiro km iria e condicionou toda a prova.

 

Já sem o Tiago e o Rui opto pela estratégia mais simples apertar o máximo até ao Saldanha (+/- 8 km) e depois apertar ainda mais um bocadinho, já que os 2km finais eram a descer.

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E assim foi... focado e com o sabor do sangue a correr na boca foi dar o que tinha e o que tinha deu para um 42:09 ou seja uma média de 4:13 m/km. É um resultado jeitoso, porque há pessoas a correr brutalmente, não falo dos profissionais, falo de amadores com o dobro da minha idade que me deram um bigode daqueles.

Chegado à meta, foi bater palmas a todos os quantos vinham na corrida e esperar por todos os membros da Crew… ser crew é isso apoiar até ao fim cada um de nós!

 

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 PS: Competir em provas de estrada é muito dificil, o sofrimento é atroz, muito mais do que num ultratrail. Correr redline não é para todos, por isso acho fascinante ver um atleta fazer 29m ou seja 2:55 m/km!!! impressionante!

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