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Correr na Cidade

Entrevista com André Rodrigues: " O INATEL Piodão Trail Running é realizado num local mágico como existem poucos em Portugal"

 

Esta semana estivemos à conversa com André Rodrigues, o padrinho da 2ª Edição do INATEL Piodão Trail Running.

 

 

1. Quem é o André Rodrigues?  

 

O André é mais um desses senhores, a quem chamam malucos, que preferem passar os fins-de-semana perdidos no meio da serra, ao invés de ficarem em casa, confortavelmente instalados no sofá ou a ir passear para Shopping.

Para além disto, sou licenciado em Ciências do Desporto e desde o início de 2014 que trabalho na Juventude Vidigalense.

O meu percurso como atleta resume-se ao futebol, que pratiquei durante as camadas jovens, seguido de alguns anos em que fiz absolutamente nada, até descobrir o gosto pela corrida.

 

 2. Como começou a correr? 

         

Descobri a corrida apenas em 2012, apesar de em miúdo ganho algumas provas de corta-mato, na altura, essencialmente o que queria era “bola”. Nesse mesmo ano tive o meu primeiro contacto com o Trail, através de uma prova realizada em Espanha denominada Trail Aneto, que me deixou completamente abismado e com muita vontade de participar de uma forma mais séria. Por outras palavras, basicamente conheci a corrida como Trail, nunca tendo participado em mais nenhuma outra variante.

No final de 2012 experimentei os 21K da Serra D’Arga, onde alcancei um segundo lugar e aí senti como tivesse sido injetado com uma “droga”, não consegui parar mais.

 

 


 3. Qual foi, até agora, o ponto mais alto da sua carreira?

Por mais estranho que possa parecer, o momento que guardo como mais alto na minha memória, foi o meu pior resultado desde que corro, um 4º Lugar nos Trilhos dos Abutres 2013. Entrei nesse Trail de 47K sem nunca na vida ter corrido mais de 30K, aliás, provas a “sério” só tinha feito até aquela altura, a Serra D’Arga 21K. Assim, o meu objectivo para os abutres era simplesmente terminar, no entanto tive a sorte de encontrar o Luís Mota, tendo percorrido com ele cerca de 40k, durante os quais ele me proporcionou um curso intensivo de Trail Running. Acabei por sair dessa prova com um resultado para mim impensável, com uma ideia muito mais real do que era o Trail e de como se corriam estas provas. De salientar que o Luís Mota é um amigo que me apoiou na altura e que sempre acreditou que eu tinha potencial para o Trail.

 

4. O que representa para si o Trail Running?

 

Para mim o Trail é amizade, superação, entreajuda, competição. É uma paixão que une um grupo de pessoas, que apesar de na maioria das vezes nunca se terem visto, exceptuando as fotos do Facebook, quando de encontram são capazes de passar horas a falar como se fossem amigos de longa data.

 

5. Quem são os seus atletas de referência?

 

A nível internacional, os suspeitos do costume, donde destaco o Sage, Killian, Gasperi, Kupricka. Em Portugal vários atletas me inspiram e esses sim são as minhas verdadeiras referências, atletas como o Carlos Sá, o Armando Teixeira o Luís Mota, o Nuno Silva. Destes todos tenho de destacar o Luís e o Nuno. O Luís porque, como já referi, me ensinou e ajudou muito na minha primeira incursão nas provas duras, bem como pelo facto de achar que ele representa a verdadeira paixão pela corrida. O Nuno porque é uma pessoa fantástica e apesar de super competitivo, nunca deixa de ajudar e apoiar quem vai ao lado dele durante as provas, é um atleta com o verdadeiro espírito do Trail

 

6. Como vê o movimento do Trail em Portugal, com o número de provas a aumentar exponencialmente? O que podemos esperar do futuro? 

 

Por um lado é fantástico termos cada vez mais pessoas a praticar Trail e a aderir a estilos de vida saudáveis. Por outro esta massificação da modalidade faz com que muitos olhem para isto apenas como um negócio. Considero que neste momento existe um número exagerado de provas, a maioria delas realizadas em locais sem o mínimo interesse ou com qualquer relação lógica com aquilo que é realmente o Trail. Eu preferia que existissem menos provas mas com mais qualidade.

7. O que tem o INATEL Piodão Trail Running diferente de todas as outras provas?
           

O INATEL Piodão Trail Running é realizado num local mágico como existem poucos em Portugal, é um Trail em que apenas foi necessário definir os pontos interessantes a passar e usar os trilhos que lá estavam, ninguém andou a inventar nada para tornar a prova mais dura porque a Serra do Açor já oferece dureza suficiente só pelo seu relevo (aliás andaram foi a inventar para a tornar mais fácil, porque eu tinha sugerido um track com 50K e 3500D+, e ao que parece vai ser “apenas” 2900D+). É uma prova que merece ser feita em ritmo lento para se poder apreciar bem os locais por onde se vai passar, a cada KM existe algo de novo e maravilhoso.

 

 

8. O que podem os atletas esperar desta prova?

 

Apenas sei que podem esperar uma das provas mais bonitas de Portugal, com muita dureza à mistura. De resto como estou em Leiria agora, não tenho tido oportunidade de ajudar no terreno e não sei ao certo os caminhos finais, conhecia apenas os percursos que eu sugeri, mas pelo gráfico vai ser diferente e em sentido inverso. O que é bom, porque assim também eu poderei ser surpreendido com algum recanto que não conheço.

 

9. Em termos de treino, qual é o seu plano? como se prepara para os diferentes desafios?(plano de treino, nutricional, psicológico) Como conjuga, trabalho e treinos?


Os meus planos de treino são criados por mim e variam muito dependendo do tipo de prova que vou fazer. A nível nutricional sou um desastre, só como porcaria… e a nível psicológico não penso nisso, sou muito despreocupado, não me meto a fazer grandes teorias antes das provas. Ao início não conseguia dormir na véspera das provas, mas agora já me habituei à rotina e não se passa nada.

10. O que podemos esperar do André no futuro?

 

Podem esperar que enquanto eu tiver saúde, vou andar ai aos saltos no meio das provas e a perder-me em quase todas elas.

 

12. Uma dica rápida?
O descanso é a parte mais importante de um plano de treino! Ah, e as dores que sentem no dia a seguir a uma prova... não são do ácido lático…

 

 

 

 

 

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