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Correr na Cidade

Crónica IV – Grão a Grão…

Segunda-Feira - 18 de agosto de 2014 – 14h00 - Faltam 25 dias 12 horas e 00 minutos…

 

Nos últimos tempos tenho tido o privilégio de partilhar os trilhos com verdadeiros corredores, pioneiros do trail em Portugal, ou se preferirem corrida de montanha, que já no longínquo ano de 2004, enquanto o País estava em plena febre do EURO 2014, enfrentavam alguns dos maiores desafios que os amantes do trail podem almejar. É nessas ocasiões que me sinto pequeno, um verdadeiro rookie, que só em outubro de 2013 ousou sair do conforto da corrida em estrada para conhecer uma outra vertente da corrida e do desporto.

Tento usufruir de todos estes momentos, questionando quem já experienciou todos os processos pelos quais estou agora a passar. São eles que sabiamente me têm dito que com paciência, trabalho e dedicação todos os obstáculos se podem ultrapassar. Questiono-me se maioria deles não são criados por nós próprios e estes são sem dúvida os mais difíceis de vencer.  

 

Segunda-feira 11 de agosto: Mantendo a rotina das últimas semanas e seguindo o descanso recomendado no meu plano aproveitei para fazer um treino de cross-fit de cerca de 1h. 

 

Treino realizado: 0km, 1h de Cross-Fit

 

Terça-feira dia 12 de agosto: 7h30 no jamor. Fui na companhia do Nuno Malcata fazer um treino ligeiro pelos recantos do jamor que o Nuno tão bem conhece. Já vi isto escrito algures! O dia 5 de agosto começou da mesma forma e não teve um final feliz. Foi a medo que resolvi aceitar o convite do Nuno para um regresso ao jamor. As memórias recentes não eram as melhores e foi com receio que iniciei o treino. Ao fim de 2/3 km em que estive constantemente a pensar na dor na coxa esquerda, aqui o psicológico é muito forte, sentia que a qualquer momento a dor ia reaparecer, comecei a relaxar e aproveite para por a conversa em dia. O treino correu muito bem, não me ressenti de nenhuma dor e fartei-me de falar, coitado do Nuno que me ouviu durante uma hora. Apesar de me custar muito correr de manhã, admiro quem por paixão e gosto todos os dias se levanta às 06h00 para treinar, soube-me bem chegar ao trabalho com o treino já feito. À noite a habitual sessão de flexibilidade e alongamento de cerca de 30m. Fiquei a pensar no que seria melhor, correr de manhã, ainda meio ensonado e com o organismo a começar a trabalhar ou ao fim da tarde, depois de um dia de trabalho e já cansado.

Seria interessante discutir este pormenor. Existe alguma altura melhor para treinar ou depende de cada um? 

Quarta-feira dia 13 de agosto: Treino do Correr na Cidade por Lisboa. Percurso por Lisboa de cerca de 11km. Começamos no Cais-do-Sodré, fomos até à feira-da-ladra, descemos à Graça, Castelo e fomos para a zona da Baixa e Bairro Alto. Muitas escadas e subidas, como gostamos e tão bem nos faz. Um grupo muito coeso a um ritmo sempre vivaço. 1h30m de treino,11km palmilhados, com um desnível positivo superior a 300m. Muito bom para um treino de CityTrail. Um percurso sem dúvida a repetir.

 

Treino realizado: 11km em 1h30, D+ 310m   

Quinta-feira dia 14 de agosto: Optei por um treino ligeiro ao fim do dia no paredão de cascais. Depois de um dia de trabalho às vezes apetece tudo menos correr. 

Treino realizado: 8,4km em 45m, D+ 0m

 

 

Sexta-feira dia 15 de agosto: Deixei para este dia o treino que menos gosto, e por isso talvez um dos mais importantes, o treino de velocidade. Sempre que estão planeados estes verdadeiros massacres tento arranjar maneira de me escapar, mas desta vez não houve volta da dar. 15m de aquecimento a uma frequência cardíaca abaixo das 130 bpm seguidos de 20m a um ritmo elevado, mais 15m a um ritmo um pouco mais elevado e terminando com 10m em esforço máximo. Comecei a um bom ritmo, 4m30 por km e na última repetição tentei aguentar-me neste andamento durante o tempo possível. Detesto estes treinos e evidenciam algumas das minhas lacunas, nomeadamente que ainda estou pesado e que grandes velocidades ainda não são a minha praia. Depois do banho tomado, 30m de alongamentos.

 

Treino realizado: 14km com D+ 30m

 

Sábado dia 13 de agosto: 2 º dia de descanso. Depois do treino de sexta aproveitei para recuperar e preparar-me fisicamente para o treino longo de domingo. Ao acordar senti, novamente, uma dor na zona posterior da coxa esquerda. Os treinos em piso duro costumam potenciar os meus problemas, devo cometer alguns erros de postura, correr mais tenso e atacar mais de calcanhar. Alguma coisa não faço bem. 

 

Treino realizado: 0km

Domingo dia 14 de agosto: O penúltimo dos meus treinos longos. Combinei com o “nosso” grande Stefan Pequito ir correr para Sintra logo pela manhã antes que o calor começasse a apertar. 7h30 da manhã lá estávamos na barragem do Rio da Mula prontos para começar o que se previa fosse um treino de 4h-4h30 em que definimos como meta alcançar os 1.500m de desnível positivo. Não sendo nenhum dos dois grandes conhecedores da serra de Sintra ainda nos perdemos algumas vezes e percorremos alguns trilhos bem fechados, cheios de silvas. Subimos à pedra amarela, ao monge, e duas vezes à peninha pelo lado do guincho. Treino muito duro, muito calor, o que não impediu o Stefan de ir correndo à minha frente, nas subidas lá me vinha buscar para me dar uma força. Corre muito o Pequito. Com 4h de treino em cima das pernas ainda conseguimos nos perder mais uma vez na serra, nem sei por onde andei. Arrastei-me os últimos 4km e foi a custo que consegui ao fim de 40m chegar, finalmente, ao carro. Obrigado Stefan, se não fosses tu acho que à hora do jantar ainda estava na Serra. Treino feito sem queixas na perna. Os meus Adidas Kanadia 6, portaram-se lindamente, e testei mais uma vez a hidratação e alimentação, estou quase a afinar estas duas questões. 

PS: O Stefan no fim do treino subiu novamente à pedra amarela para completar os 1500 de D+. Eu não o acompanhei. O “empeno” era tão grande que conduzir até casa foi um desafio.

 

Treino realizado: 34km, 4h40 com D+ de 1350m   

 

Resumo da semana: 77 km, D+ 1785m

 

Leia aqui as crónicas anteriores do Tiago Portugal:

Crónica III

Crónica II

Crónica I

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