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Correr na Cidade

Crónica IV - A entrar nos eixos

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Por Filipe Gil:

A semana de preparação, desde o meu último relato, começou bem com um treino INTO THE WILD, onde eu e o Tiago Portugal, e mais elementos do Correr na Cidade guiámos cerca de 17 pessoas pelos trilhos de Monsanto – que andámos a descobrir no dia anterior.

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Curiosamente, e talvez porque as condições meteorológicas não estavam animadoras, a única mulher a aparecer no treino foi a Bo Irik - o que se passa convosco, mulheres?!!.
Um treino com muitas subidas, com frio e  muito boa disposição. Às tantas, e como tínhamos preparado o treino para corredores menos experientes , mudámos a rota e fomos fazer a subida do “Cozido”. Um extra que soube muito bem. Ainda vimos duas salamandras e tivemos mesmo a perceção que se consegue estar 100% no campo dentro da cidade. Ah, e muito importante, respeitar sempre a natureza.

 

Os dias seguintes foram de descanso. Nem exercícios de força nem alongamentos. Só no sábado consegui voltar a correr. Combinei como o amigo Nuno Espadinha, e aproveitando uma brecha na vida familiar, fomos fazer algumas subidas para Monsanto. Antes fiz um vídeo que publiquei no facebook do Correr na Cidade sobre o “material” que levei para o treino. Um pouco demais, talvez, mas não sabia se estava frio, se ia anoitecer antes de voltar, etc.

Confesso que é das coisas que mais dores de cabeça me dá em relação à corrida, o que levar. Aliás, mais o que a minha preparação, está a preocupar-me o que devo levar vestido para o Ultra do Piódão? Devo ir de calças? Devo ir de calções? Levo algo mais quente para vestir entre a t-shirt e o corta vento? Não sei.

 

Outra das minhas dúvidas são as meias de compressão. Confesso que ainda estou indeciso à sua utilização em provas, apesar de ter a perfeita certeza de que no pós prova são algo abençoado. Mas para 50 quilómetros devo levar? Se sim, quais? Umas de compressão mais forte ou de uma compressão mais leve? Ou não devo levar de todo? Alguém quer ajudar e opinar?

 

Já em relação à alimentação também tenho poucas certezas. Sei que não gosto de levar água nas costas, prefiro dois bidões na frente da mochila, um com água e outro com uma bebida isotónica. Levo sempre mel, frutos secos e um pacote de sal para as cãibras, e alguns géis, dos quais não sou muito adepto. Também costumo levar muita coisa, mas acho que utilizo 25% do que levo, mas pelo menos não stresso com falta de calorias. E vocês, o que aconselham?

 

Votando ao treino de sábado, eu e o Nuno fizemos cerca de 1h30m com uma subida da A5 e uma subida do “Cozido”. Ainda andámos por outros caminhos sempre a subir. Foi bom, deu para dar mais resistência, deu para colocar a conversa em dia, deu ainda para regar as plantas…
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O resto do fim-de-semana foi passado a descansar e, claro a ler a revista Notícias Magazine.Nesse domingo foi publicada um artigo/reportagem que fiz sobre trail running. Foi dos trabalhos mais gratificantes que já fiz como jornalista. Juntei, efetivamente duas paixões: a corrida em trilhos e a escrita. As conversas que tive com os entrevistados são memoráveis e já as ouvi várias vezes. Um trabalho que me tirou parte das férias de natal com muito gosto. Se ainda não tiveram oportunidade de ler, cliquem aqui e depois digam de vossa justiça.

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Voltei a treinar na segunda-feira. Daqueles treinos que não me apetecia nada fazer, para o qual tive uma grande preguiça, mas que no final valeu muito a pena. Fiz um treino de velocidade. Comecei a correr normalmente, para aquecer, e depois passados 10 minutos fiz três séries de 10 minutos mais rápidos. Muito mais rápidos, com os batimentos a chegarem aos 175 bpm. Entre eles parei um pouco para voltar a um bpm cardíaco de 130, e depois regressei. Custou. Mas senti-me muito bem no final. Já não me esforçava tanto num treino em estrada fazia meses.

E por estar em estrada tentei algo que nunca tinha feito antes. Influenciado pelas mensagem do Sylvian, de que vos falei na crónica da semana passada (aqui) tenho estado a tentar, lentamente, mudar a postura e correr com os joelhos mais dobrados. Mas nesse dia de treino já perto do final, quando regressava para Algés, ali perto do Hotel Altis Belém decidi descalçar-me...e correr descalço.

 

Fui dali até ao final do edifício da Fundação Champalimaud, porque não queria abusar, mas devo dizer que fiquei surpreendido com a sensação. Sempre fui muito céptico em relação ao correr descalço - apesar de adorar andar descalço -, e não é minha intenção correr descalço algum dia. Mas aqueles breves minutos souberam muito bem. Senti melhor o meu corpo, os meus pés, mesmo quando doia, e senti-em em comunhão com aquilo que pisava (nesta altura já devem estar a pensar: pronto, pirou de vez...). Foi realmente uma sensação única. Percebi logo que a passada era diferente naquelas centenas de metros, e quando me calcei novamente continuei a pisar "bem", mesmo já cansado. Acho que vou repetir a experiência muito em breve.

 

A proxíma semana de relato, que hoje começa, irá levar-me no domingo a fazer os 27km do Trail de Bucelas. Será, certamente, uma excelente oportunidade para perceber como está a minha forma. Se é que ela existe...


Boas corridas.

 

Leia aqui a crónica III

Leia aqui a crónica II

Leia aqui a crónica I

 

 

 

 

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