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Correr na Cidade

Crónica III – Uma semana animada.

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Por Filipe Gil:

 

A preparação para um trail ultra é em si uma ultra experiência. São algumas semanas, no meu caso serão, no total, cerca de 12 semanas da minha vida que aqui serão relatadas - por escolha minha. Muita coisa tem acontecido e muitas mais vão acontecer. Espero que estes relatos sirvam para influenciar outros a fazer o mesmo que eu fiz, a apostarem num desafio. Apesar de não saber se irá correr bem ou mal, não me saí da cabeça e acompanha-me todos os dias. E, se eu, tão atípico e desregulado nos treinos, o conseguir, porque não vocês que até, estou certo, treinarão melhor do que eu?

 

Relatando como foi a minha semana desde a passada quinta-feira, posso indicar que pouco ou nada mudou. E só no domingo à noite fiz corrida. No dia antes, sábado, fiz uns exercícios em casa – as coisas já estão a ficar mais fáceis e estou a suar menos.


Nesse fim-de-semana tinha planeado ir correr domingo pelas 8h30m. Um dos meus companheiros de treino estava meio constipado e a precisar de mais descanso. Eu, quando acordei, estava com uma daquela enxaquecas que até me puseram mal disposto. É raro, mas duas ou três vezes por ano, fazem-me uma visita.

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Mas quem é que tem tempo para ter enxaquecas com dois putos extramemente ativos em casa? E talvez enxaquecas rimem com panquecas, por isso decidi aproveitar o tempo em família e fiz umas panquecas altas fofas, ao estilo americano, para um pequeno- almoço forçado.

Ainda passei a tarde com dores de cabeça, mesmo depois de medicado. Mas ao final do dia a coisa passou e mandei um SMS ao tal amigo a dizer: bora correr para o Jamor? Ele concordou e lá fomos.

 

Foram 10 kms tranquilos para perceber que, de facto, nesta altura do campeonato estar parado uma semana é muito contraproducente. Espero que tenha sido a última vez até ao Piódão.

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Entretanto na sexta-feira passada, recebi um e-mail do Sylvain, também conhecido entre nós, na crew, como Tarzan Voador , desde aqui. O Sylvain é um assíduo leitor dos nossos post e crítico do destaque que damos às marcas. Ele defende que o que importa é o corpo humano e a nossa forma e o contacto com a natureza. O que em parte concordamos e em parte discordamos.


Mas divergências à parte, o mais importante do email dele - o qual publicamente agradeço – foi ter-se dado ao trabalho de analisar a minha passada. Segundo o Silvyan, do qual corroboro a opinião, travo em demasia e pode estar numa das causas das minhas lesões mais frequentes. Segundo ele, eu devia dobrar mais a perna e ter uma passada mais curta, mais leve, mais harmoniosa. E remeteu-me este exemplo:

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Notória a minha abordagem ao solo - e errada. 

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Abordagem da passada do trail runner Anton Kupricka. Nota-se a diferença, não? 
E não estou a falar do cabelo. 

 

Quero passar a correr da melhor forma possível! Assim vou seguir os conselhos do Sylvain e tentar ter uma abordagem diferente na passada. Dobrar mais os joelhos e ter a consciência de tocar com a planta do pé na abordagem ao solo, e por isso tenho de fazer passos mais curtos e rápidos.

 

Ele desafiou-me a tentar correr cinco minutos descalço, cerca de três vezes por semana. Algo que também quero tentar, mas se calhar mais para a primavera. Gostei muito da abordagem do Sylvian, da sua simpatia e dedicação - afinal não o conheço de lado nehum- , e ficou apalavrado um treino de iniciação ao barefoot. Não que me veja a correr descalço, mas confesso que gostava de puder calçar sapatilhas mais minimalistas sem me lesionar.

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Voltando à minha preparação, ontem ao final do dia entre chuva e vento eu, o Nuno Malcata e o Tiago Portugal fomos fazer o reconhecimento dos trilhos para o treino desta quarta-feira, com 200 de D+. Muitas subidas, muitas pedras, em 9km muito técnicos. Acho que percorremos todos os caminhos de cabras de Monsanto. Mas sem chuva. 

 

O treino INTO THE WILD é hoje à tarde, começa às 19h30m, em frente às Twin Towers (Av. José Malhoa) por isso se têm curiosidade em correr nos trilhos, faça o favor de aparecer. Só  peço que tenham atenção ao material obrigatório para este treino: sapatilhas de trail; frontal (com pilhas) e telemóvel, não vá o caso de se perderem. Aceitam o desafio? 


Em princípio, porque isto anda numa maré de incertezas, volto à minha preparação no sábado, à tarde. Trilhos ou estrada? Ainda está por decidir, mas será para colocar carga nestes músculos. Volto ao relato na quarta-feira. Boas corridas.

 

Leia aqui a crónica II.
Leia aqui a Crónica I.

 

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