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Correr na Cidade

Correr em São Paulo – o Parque Ibirapuera

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Por motivos profissionais, vim passar uns dias a São Paulo. Tal como o João e a Ana, sou apologista de conhecer a cidade que visitamos correndo. Em Lisboa, sou guia turística, a correr. Penso que já escrevi aqui sobre o meu projeto Run in Portugal. Guio corredores que visitam Lisboa pela cidade, num percurso à escolha, de forma a praticar desporto e conhecer a cidade em simultâneo. Esta modalidade, conhecida como “sightrunning”, é global e muito popular entre aqueles que viajam por motivos profissionais e pouco tempo têm para explorar a cidade.

 

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Pessoalmente, aqui em São Paulo, decidi contactar uma running crew local. Gosto de conhecer as pessoas locais e descobrir o movimento do running local. Assim, por sugestão do Charles dos Briza Runners, uma running crew do Rio que o Tiago do Correr na Cidade já visitou, entrei em contacto com os “Outra Fé” Runners de SP. Os “Outra Fé” Runners de SP encontram-se todas as quinta-feiras pelas 20h20 no Parque Ibirapuera em São Paulo. Estando alojada em Santana por motivos profissionais, o Parque Ibirapuera ficavam um pouco longe (como tudo em São Paulo). Por limitações de tempo, pois estava a participar numa feira de turismo enquanto expositor que terminava às 20h, não foi possível juntar-me aos “Outra Fé” Runners. Foi pena porque foram muito simpáticos e queria muito tê-los conhecido!

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Queria correr no Parque Ibirapuera embora fosse contra o meu hábito de “sair de casa e começar a correr”. Felizmente, através de um post no Instagram, descobri que a Marina, uma corredora Paulista que viveu uns meses em Lisboa, está de volta a SP. Então combinei com ela. A Marina costuma correr no Parque com o pai, o José Reynaldo, pelas 7 da manhã. Então ganhei coragem e levantei-me às 6h da manhã para me encontar com a Marina e o José Reynaldo depois de uma viagem de Uber de 45min (confirma-se que São Paulo é grande!). O meu colega de quarto do hostel, o peruano Franciso, também veio connosco. 

 

Foi uma delícia voltara a ver a Marina e ter estes guias tão experientes para explorar o lindo Parque. O Parque Ibirapuera conta com um trilho que contorna todo o parque num total de 6km. O José Reynaldo é diretor da Corpore, a associação de corredores de São Paulo, e foi o responsável por assinalar o percurso de 6km pelo parque com marcas a cada 100m. A CORPORE, fundada em 1982, é uma entidade sem fins lucrativos, que atua como núcleo de representatividade e porta-voz do corredor na comunidade.

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O pai da Marina, o José Reynaldo, é conhecido no Parque, pois, foi cumprimentado por vários runners ao longo dos 10km que corremos no Parque. O José corre desde 1985 e já fez 19 maratonas, a maioria fora do Brasil. Uma verdadeira inspiração. Aproveito para deixar votos de sucesso para a sua próxima maratona, a de Filadelfia! O Parque, além do percurso de 6km, conta com uma pista de gravilha de 1,5km para o teste de Cooper. Para os runners, há a possibilidade de correr em asfalto ou em trilhos, conforme preferirmos. O espaço é relativamente plano. Há vários bebedouros e casas de banho pelo Parque e também há vendedores ambulantes. De manhã e ao final do dia, o Parque abunda de runners e ciclistas (há uma ciclovia, onde os runners não deve correr). Tal como em Portugal, o movimento dos treinos de crossfit e similares na rua também estão em voga em São Paulo e há vários grupos a praticá-lo. No geral, o ambiente no Parque é muito simpático e agradável, parece que estamos longe da confusão da cidade.  

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Aproveito para vos deixar algumas dicas para correr em São Paulo:

 

- O melhor spot para correr é, sem dúvida, o Parque Ibirapuera. Os Jardins não são facilmente acessíveis de metro. Há que ir de autocarro. Outra forma de chegar ao Parque é Uber que foi o que eu fiz. Os Jardins são muito grandes, ou seja, têm várias entradas (há 10 portões). Há vários percursos dentro do jardim e há bebedouros.

- Horário: O horário é das 5 da manhã à meia noite. Recomendo evitar correr ao final do dia, pois o Parque costuma encher bastante, tal como ao fim-de-semana. O melhor horário, segundo a Marina e o José Reynaldo, é de manhã.

- Equipamento: setembro em São Paulo, mesmo que a primavera já tenha começado, é uma altura do ano em que tanto pode fazer 15ºC ou 30ºC. E no mesmo dia. É o que me aconteceu. Em Lisboa, como costumo “sair de casa e começar a correr”, levo apenas calções e tshirt. Já aqui, tendo que me deslocar aos Jardins e de manhã cedo, apanhei imenso frio. Vejam as previsões de tempo e onde querem correr para decidir se querem levar casaco e / ou calças.

- Telemóveis e relógios: em São Paulo é sempre recomendado andar sem relógios, telemóveis e outros bens valiosos. E quando se vai correr? Pessoalmente optei por levar o relógio e telemóvel. No Parque foi tranquilo e no regresso, de metro, tive o cuidado de esconder o relógio e a bolsa do telemóvel à cintura por baixo do corta-vento.

 - Abastecimento: Recomendo, que tal como nós fizemos, tomem um côco fresquinho. O côco do Sr. Luís, na porta 5, é uma delícia! Muito obrigada ao José Reynaldo e Marina pelo mimo. Foi a cereja (ou o côco) no topo do bolo!

 

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Depois de SP viajei pela costa, Ilhabela, Paraty e Ilha Grande, até ao Rio. Já corri na Ilhabela e se correr nesses locais também, darei notícias! E vocês, têm alguma dica ou sugestão?

 

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