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Correr na Cidade

Arrabida Ultra Trail: Entrevista com João Serralheiro da organização da prova

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A Crew do Correr na Cidade vai marcar presença nas várias distâncias do 1º Ultra Trail da Arrábida no próximo dia 16 de Novembro. Estamos ansiosos e quisemos saber mais sobre esta prova pelo que fomos falar com João Serralheiro, da organização desta iniciativa.

 

- Esta é a 1ª edição do Arrábida Ultra Trail. Como nasceu a ideia de organizarem esta prova?
A ideia surgiu do gosto pelos desportos ligados à Natureza e pelo facto de não existirem muitas provas na zona centro/sul do país, com o enquadramento que podemos oferecer – a Serra da Arrábida.


- Quem está por detrás da organização desta prova?
Por detrás da organização desta prova estão várias pessoas/empresas. Organizar um evento desportivo de dimensão requer múltiplas valências. A equipa é constituída por especialistas em comunicação, sponsoring, organização de eventos desportivos e pessoas com conhecimento técnico da modalidade.


- Quantos corredores esperam?
O trail é um desporto recente em Portugal, desta forma o número de praticantes que investe nas distâncias longas ainda é de certa forma reduzido. Esperamos, ainda assim, 150 a 200 participantes na prova longa (80 km) e cerca de 400 participantes distribuídos entre as outras duas distâncias (14,5 e 23 Km).


- O que destacam da prova, nos diversos percursos?
O Arrábida Ultra Trail (AUT) é uma prova de trail em todos os percursos. Na distância mais pequena, os participantes vão poder ter uma ideia do “espírito do trail” num percurso já com alguma dificuldade. Na distância intermédia, a dificuldade aumenta, não só pela distância, mas também pelo rigor das subidas e tecnicidade do terreno. Relativamente à distância maior, o percurso é bastante mais complexo. Inclui zonas da Serra da Arrábida com pendentes elevadas e trilhos técnicos. De uma forma geral, o AUT é uma prova de progressão lenta em trilhos estreitos (single track) e com grande contacto com a Natureza.


- Que tipo de piso irão os corredores encontrar (essencial para a escolha de sapatilhas adequadas)?
Os pisos na Serra da Arrábida são mistos. Caso chova podemos encontrar muita lama em algumas zonas que não são permeáveis à água. Existem muitas rochas e raízes. Os Percursos contam ainda com zonas de estradão e piso mais fácil para ajudar a recuperar entre os sectores mais difíceis da prova.


- A vossa prova conta para a pontuação do UT Mont Blanc com dois créditos. Porque optaram por terem essa classificação?
Ser pontuável para o UTMB traz responsabilidades acrescidas e seguramente obriga qualquer organizador a um grande rigor técnico. Muitos dos participantes da distância mais longa, sobretudo os estrangeiros já inscritos, fazem-no pelos créditos. Além disto, é um grande prazer estar associado a um dos maiores eventos de Trail Run do mundo.


- Têm percurso de 80Km, de 23Km e de 14,5km. Porque razão não tem uma distância intermédia mais longa, em vez dos 23Km terem 42, por exemplo?
Queremos ter um desafio para quem decida participar no AUT, ai surgem os 80km. Por outro lado também queremos ser uma prova atractiva para a maioria dos praticantes de Trail em Portugal, acho que distâncias a rondar os 25km são mais adequadas.

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 - Já sabem quantos e que tipo de postos de abastecimentos irão ter nos 80km? E nos 23? E ainda nos 14,5?

Sim
80km – 5 abastecimentos (Líquidos e Sólidos) (O abastecimento a meio do percurso incluirá comida quente e zona de repouso)
23km – 2 Abastecimentos (Líquidos e Sólidos)
14,5 – 1 Abastecimento (Líquidos e Sólidos)
Contaremos ainda com 1 abastecimento na zona de meta.


- Haverá material obrigatório?
Sim, e iremos ser bastante rigorosos. Existirão penalizações que poderão levar à desclassificação para quem não cumprir, sobretudo para a distância de 80 km. O regulamento está a ser ultimado e atempadamente será divulgado.


- Recentemente, um dos problemas que os organizadores de provas de trail se têm deparado são as marcações e as eventuais sabotagens dos percursos. Como se vão precaver dessas eventuais situações?
Todos os percursos serão marcados apenas no dia anterior e verificados na íntegra antes da passagem dos corredores no dia da prova.


- Como veem o crescimento das corridas de trail running. E do facto de muitos corredores de estrada estarem a migrar para os trilhos?
Mais importante que um elevado número de provas é que as que se realizem saibam preservar a base deste desporto, nunca descurando o rigor organizativo e desportivo.
É extremamente positivo que as pessoas descubram o prazer que é correr em natureza, para além da estrada. Esta modalidade traz novos desafios, diferentes distâncias bem como níveis de dificuldade acrescidos e a possibilidade de cada pessoa escolher o nível onde quer participar. Todos estes factores contribuem para o crescimento do número de participantes que, acredito, ainda está apenas no inicio.

 

- Que conselhos podem dar aos participantes da vossa prova – nos diferentes percursos?
De uma forma geral podemos recomendar a todos os participantes do AUT, que se preparem, obviamente dentro do objectivo pessoal de cada um, para poderem desfrutar da prova.

Quem vem experimentar uma corrida de Trail pela 1ª vez, que tenha em atenção a especificidade do equipamento (calçado, meias e roupa adequada).

Para os mais experimentes, não subestimem a Serra da Arrábida. Apesar da sua altitude não ser elevada, é um constante “sobe e desce” com desníveis acentuados.

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