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Correr na Cidade

A Correr na Cidade de Lisboa

Carlos Sá com a crew mais "cool" de Lisboa e arredores

Por Filipe Gil

 

Contrariando a lógica da escrita jornalística, vou começar pelo menos importante do que aconteceu no Meo Urban Trail (MUT) 2014: as classificações. Esta crew, como já perceberam, liga pouco aos lugares em que ficamos nas provas e corridas que participamos, apesar de tentarmos sempre dar o nosso melhor. Mas desta vez o 25º lugar do nosso membro da crew, Luís Moura, é de destacar. O Luís partiu que nem um foguete e a sua experiência em trail running e ultra maratonas vieram ao de cima. Todos os outros, dos mais rápidos aos menos, merecem destaque, mas não podia deixar de sublinhar esta excelente classificação.

 

Falando propriamente no MUT, esta foi a primeira vez que participei. Uma corrida que desde a sua prova inaugural me despertou a atenção, nessa altura o termo e o conceito City Trail ou Urban Trail ainda era desconhecidos em Portugal, pela maioria, mas já havia algo ali algo muito chamativo.

Aliás, será certamente por isso que a crew do Correr na Cidade tem uma especial paixão quer pelo Trail como pelo City/Urban Trail. Mas vamos por partes.

 

Organização:

Achei impecável. Claro que no final, nas últimas “subidinhas” e “descidinhas”da prova já estava a dizer mal da organização porque achei exagerado tanta escadaria na parte final. Depois da "tareia", a maioria dos corredores queria rolar um pouco. Mas se calhar é um preciosismo meu.

 

De fato, quer a nível de apoio dos voluntários, quer a nível de sinalização, achei tudo muito bem organizado. Mas concordo com a crónica do João que aqui escreveu que merecíamos todos umas medalhas, para olharmos para elas com orgulho e renovar a nossa memória das subidas e descidas. Também houve locais em que existiam automóveis a mais, a tapar o caminho. Mas enfim. A minha critica final é para o abastecimento no Largo do Intendente. Mal percebi que existia. Deu-se o caso de pegar ao mesmo tempo uma garrafa com outro corredor. Mas, fomos ambos simpáticos e partilhamos a água – o espírito do trail esteve mesmo presente!

 

De resto, nada a assinalar. Sei que, se puder, irei repetir o percurso de Lisboa e, confesso, fiquei a pensar se não devia aceitar o desafio de fazer o percurso em Sintra, no próximo dia 25 de outubro. Deve ser igualmente "puxadito".

 

A minha participação

Podia ter sido melhor, confesso que ainda não foi a prova que dei o meu máximo – será que alguma vez o farei? Não fui até aos meus limites (que os desconheço, por receio), mas gostei muito da prova. E transpirei como se não houvesse amanhã.

 

A maioria de vocês não sabe, mas uma semana antes deste MUT surgiu-me uma dor na fascia plantar no pé esquerdo e andei a semana cheio de medo (recordo que tive uma aventura com uma fascite do pé direito entre novembro de 2013 e Fevereiro de 2014). Quando fiz um treino em Monsanto, a meio da semana, senti algumas dores, pensei mesmo que estava novamente com uma fascite plantar.

 

A minha melhor amiga.
 

Desde então, comecei a massajar muitas vezes com a bola de golfe – e doeu muito. Comecei a tomar Arnica e a pedir massagens caseiras nos pés. Durante uns dias tive muitas dores na parte do arco plantar. Contudo, no sábado de manhã a dor do pé mudou por completo. Deixou de doer naquele local e passou a doer num ponto do calcanhar. Num pequeno ponto. A recordar o que me aconteceu meses antes no pé anterior e que me levou à "cura". Fiquei mais animado.

 

Durante o MUT senti dores, sobretudo na parte em que passamos pelo Castelo de São Jorge, com aquele piso....digno de um trail numa das nossas Serras. E também me doeu muito nas descidas, onde desci como se não houvesse amanhã, fruto da aprendizagem que tive no último treino com o David Faustino: parte da frente dos pés, braços abertos a equilibrar e aproveitar o balanço da gravidade e sem medos...

 

Búúú! 

No final da prova, que fiz em 1:17:57, tive que me descalçar para massajar os pés porque doiam. Mas à medida que fui arrefecendo a coisas foram melhorando.

 

Chegado a casa, onde a minha mãe tomava conta dos dois diabretes, pedi-lhe nova massagem nos pés. E acho que foi milagroso, fiquei mesmo melhor. No dia seguinte, mal me lembrava das dores. Como se costuma dizer, quem tem uma mãe, tem tudo...

 

Orgulho! Ver o logo deste blog associado a uma prova destas
 

Mas voltando à prova. Cedo deixei de subir a correr, mais concretamente no Elevador do Lavra. Aí deixei ir o amigo Rui Alves Pinto com quem partilhei o percurso até ali, seguir ao seu ritmo, eu fiquei mais lento. Mas entrei no espírito, fiz a prova todo sozinho, mas a desfrutar cada momento. Se podia ter sido mais atrevido, sim podia. E dei o meu melhor nas descidas. Apanhava quem me ultrapassada nas subidas. Mas não quis rebentar. Fui medricas. Só mesmo no último quilómetro, quando vejo que a meta estava por ali corri que quase me saltava o pulmão.

 

Mas o meu “perigo de vida” deu-se depois. Fiquei à espera que a minha mulher chegasse. Mal a vejo, passados poucos minutos depois de mim, felicito-a e ela diz-me “és um homem morto”. Estava estafada e disse que eram subidas a mais, que lhe doía tudo, não percebia a razão de tanta subidas, mas depois, e aqui entre nós que ela não nos lê, não falou de outra coisa, “e a prova isto, e fiz aquilo”. Aposto que para o ano está lá e a querer dar uma melhor prestação. Eu também!

 

Link para a reportagem do evento feito pela SIC:

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