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Correr na Cidade

Como Santa Maria me conquistou novamente: Columbus Trail 2017

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Já devem estar fartos de ouvir que adoro correr nos Açores. Se sim, não leiam este post porque vou voltar a repetir: adoro correr nos Açores. É fevereiro e no mês de fevereiro nos Açores corre-se na Ilha de Santa Maria com o Columbus Trail, organizado pelo Azores Trail Run.

 

Já o ano passado tive o privilégio de participar na primeira edição do Columbus Trail e, na minha race report, disse que gostava de voltar. Assim foi. Na sexta-feira apanhei o avião até Ponta Delgada e, depois de uma escala de cinco horas que aproveitei para trabalhar num café no centro da cidade, apanhei a conexão para a Ilha do Sol – Santa Maria.

 

Race Report: Trilho dos Reis

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A nossa companheira de trilhos Ângela Costa conta-nos como foi a sua experiência na primeira prova do Campeonato Nacional.

 

Este foi o meu segundo ano nos Trilhos dos Reis ( antes conhecido por Vicentino) e não poderia estar mais contente com as mudanças que se fizeram sentir da edição de 2016 para a de 2017.  Começando pela nova marcar que apresenta uma imagem mais cuidada que se refletiu não só no processo das inscrições mas também no secretáriado e no local de partida/ chegada da prova.
Outro aspecto a salientar é o facto de a qualidade das camisolas terem melhorado muito não só esteticamente mas também ao nível do material.

 

Race Report: Trail Monte da Lua

Sábado 8h da manhã, estacionamento da Praia das Maçãs, partida do Trail Monte da Lua, o calor já se começava a sentir e a prever aquele que ia ser o meu maior inimigo.

 

Não treinei especificamente para este trail, mas no início de Maio decidi ter um plano de treinos com o Coach João Mota - Trail Running & Endurance, para poder evoluir na modalidade de forma mais coesa. Era tempo de avaliar o corpo e treino até aqui, foi desta maneira que encarei este desafio.

 

Era hora de levantar dorsal, encontrar amigos destas andanças e ver a partida dos bravos que iriam fazer os 50km.

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Partida ás 9:30 como esperado, sabia que o percurso até ao Cabo da Roca não me iria trazer grandes dificuldades porque treino regularmente naquela zona. O pior foram as arribas, cheguei à zona crítica com pouco mais de duas horas de prova, pela primeira vez tive um medo brutal de descer, dei por mim a desejar subidas. Percebi que aquela parte seria o verdadeiro início da prova, o calor era mais que muito, a pele ardia e o pensamento de desistir foi recorrente.

 

Liguei a quem sabia que estava a seguir a minha prova, no meio das lamentações ouço do outro lado: já fizeste o pior, se chegaste até aí não vais desistir agora.  Segui caminho, esperavam-me mais duas subidas durinhas mas afinal foi o que desejei até ali… SUBIR, os restantes 7km foram feitos tranquilamente e quando dei por mim já estava no areal da Praia das Maçãs, ao longe avistava a meta e cruzá-la 4h40 depois da partida foi um feito atendendo ás condições.

 

Senti que podia ter feito muito melhor mas acho que esse sentimento todos temos quando chegamos à meta, fui a vigésima oitava mulher a cruzar a meta. Concluí mais um desafio a que me propus, o mais importante é concluir sem lesões.

 

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Olhando agora para a prova em si, a meu ver o percurso estava bem marcado, não havia margem para dúvidas. Mas não posso deixar passar o facto de haver poucos voluntários ao longo do percurso, para além de não haver existência de bombeiros nem de pontos de socorro nas zonas mais críticas do percurso como eram as arribas. O segundo abastecimento da prova 20D+ (trail curto) era de sólidos e líquidos e contava apenas com a boa vontade de três voluntários, quando passei por lá eles não conseguiam dar vazão, muito menos repor o que estivesse em falta.

 

Contudo e o que para mim me tirou do sério, foi chegar ao abastecimento do Cabo da Roca ir com três soft flasks vazios e um voluntário dizer que não tinham água mas que me podia abastecer de Coca Cola. Havia várias pessoas sem líquidos à espera que viessem trazer água. Nas condições que decorria a prova água não pode mesmo faltar, esse para mim foi um erro crasso.

 

À chegada também só podíamos contar com líquidos não havia sólidos nenhuns, em qualquer prova há sempre sólidos à chegada.

 

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A prova prima pelas diversas paisagens de cortar a respiração, e se há quem goste de descer em zonas muito íngremes o suficiente para disparar a adrenalina, então esta é uma prova para ti.

Até para o ano Monte da Lua...

Sintra é mágica... Race Report do Sintra Mountain Magic Trail

A serra de Sintra é mágica, mas correr no meio da sua natureza é sermos enfeitiçados a cada instante, a cada passada.

 

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No Domingo passado realizou-se o Sintra Mountain Magic Trail (SMMT) e deste a altura da sua promoção nos levantou uma enorme curiosidade, pois não só era já aqui ao lado num dos nossos sítios favoritos para correr e para além do mais, prometia a passagem que normalmente estão vedados, como flashback deixo aqui o preview da prova feito pelo Luis Moura.

 

A organização deste o início sempre primou por dar uma imagem muito cuidada do evento recorrendo a uma boa comunicação web quer por meio da página oficial do evento, quer por meio da utilização das redes sociais como veículo de comunicação, prestando todas as informações necessárias aos participantes atempadamente - contudo no melhor pano cai a nódoa, mas já lá vamos.

 

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Sempre deste o início sempre ouvi que o valor deste SMMT era um pouco exagerado, sim existem provas mais baratas é verdade, mas nem todas elas percorrem o Patrónimo Mundial da UNESCO e tendo em conta tudo que está envolvido, cortes de estrada, custo pegada ecológica, abastecimentos, passagem por locais normalmente vedados à livre travessia, o valor acabo por se aproximar de um valor mais justo, algo elevado, mas não tão elevado assim.

 

A recolha do dorsal e do kit do atleta, ocorreu sem problema, contudo ouvi algumas criticas relativamente à localização escolhida para o secretariado que estava localizado no Hotel Tivoli, ali mesmo no centro de Sintra e perto da partida e devido a esta localização o estacionamento para depois ir levantar o kit era difícil... Hum!!! Vamos lá!! Estamos em Sintra, demoramos muito a estacionar? Rentabiliza-se o tempo e vai-se também comer um travesseiro (ou dois, ou três!!). O kit do atleta era composto pelo dorsal, chip, uma folha de Guia do Participante (gostei!!) e uma tshirt técnica alusiva ao evento e a promessa que caso se cruzasse a linha de meta dois prémios de finishers diferentes uma headband e uma cinto bolsa/porta dorsal.

 

O dia da prova começou cedo, logo na chegada se cruzo-me com caras conhecidas, o que não era de esperar numa prova na região, o Marcelo com o qual fiz o primeiros segmentos, o vassoura João Campos a preparar material para varrer a cauda do plutão entre outros.

Na linha de partida da distância maior, não éramos muitos, contudo e a julgar pela afluência de pessoas das outras distâncias, comprovam os números avançados pela organização de cerca de 4000 inscritos para este evento - é obra!

 

Partida, largada, corrida... A prova prometia passar pelos locais mais emblemáticos de Sintra em termos de percurso, que diga-se e aqui dou os meus parabéns à organização pois este estava estupidamente bem marcado - digo estupidamente pois até acho que em alguns pontos havia fitas a mais :-) - o inicio era feito no Centro de Sintra, com umas voltas iniciais no pelas ruas da vila, seguida da passagem pelo interior da Quinta da Regaleira, rumo aos Jardins do Palácio da Pena, passado pelo renovado Chalé da Condessa (lindo e a visitar!) a partir daqui era altura de descer até Monserrate, passando pelos seus jardins e iniciar a subida até aos Capuchos onde se encontrava o primeiro abastecimento.

 

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Os abastecimento na minha opinião tinham tudo o que necessário e em abundância, sal, tomate, frutos secos, cola (de marca), água, fruta e bolos, etc... Talvez o uso de algo mais reconfortante num dos abastecimentos no meio não fosse mal pensado, mas mesmo assim acho que tinha o suficiente.

 

Dos Capuchos, foi subida até ao Monge seguida e descida até ao Cabo da Roca com passagem pela Anta de Adrenunes que oferece uma vista brutal, antes de chegar à Roca, ainda uma passagem pelas arribas da praia da Ursa.

 

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Daqui foi a subida até à Peninha, via Viúvas para novo abastecimento e aqui começaram os problemas!!! Olhando para o gráfico disponibilizado a seguir ao abastecimento da Peninha que até nem estava situado no ponto mais alto, existia uma ligeira subida seguida de uma descida, contudo logo a seguir ao abastecimento, rumamos novamente ao oceano (algo aqui não está bem!!!) sempre a descer até à praia da Biscaia, onde fizemos uma secção junto ao mar pelas arribas técnica e perigosas da costa - na minha opinião esta secção era escusada, já anteriormente tínhamos feito várias zonas de costa junto ao Cabo da Roca e estando em Sintra, serra de trilhos mágicos cheia de vegetação luxuriante, foi uma facada nas costas da Serra pois acho que se podia ter aproveitado melhor e não aproveitar o seu potencial mais belo ao invés de fazer arribas sem graça nenhum - seguida de uma nova subida à Peninha e dai foi rumas à Barragem da Mula, passando pelo Arneiro e Pedra Amarela...

 

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O problema foram dos abastecimentos, ou melhor a falta deles aos quilómetros corretos, como já referia partir da Penina o gráfico estava super mal marcado, quando era suposto descer estávamos a subir o inverso, os abastecimentos não estavam nos quilómetros certos, obrigando os atletas a fazer uma seção, quase sem sombra, de 17 quilómetros, não é que me importe de fazer esta distancia sem abastecimentos, o problema é quando não estou a contar faze-la e não fui o único, resultado andei vários quilómetros sem água, aliada a uma má escolha de calçado na minha responsabilidade, reduzi bastante o ritmo.

 

Mas continuo a não entender a dificuldade das organizações em não apresentarem gráficos coerentes com os quilómetros e os abastecimentos fora do local, com a tecnologia de hoje é algo que me custa a entender, pois estamos falar da segurança das pessoas.  

 

Chegado à Mula, quem vinha com cara de Mula era eu, devido ao desanimo que esta situação de causou, reabasteci-me bem e rumei à ultima grande subia rumo de volta aos Jardins do Palácio da Pena e ao ponto mais alto da serra de Sintra a Cruz Alta, daqui até à meta foi sempre a descer pelo Castelo dos Mouros e Vila Sasseti.

 

Chegado à meta a agitação era grande, muitos turistas que passeavam por Sintra encontravam-se ali para dar apoio o que foi muito engraçado, assim que cheguei também comuniquei a minha insatisfação face aos abastimentos que prontamente tendo por em marcha um plano para colmatar a situação para os restantes atletas em prova, não sei se conseguiram ou não mas sei que tentaram.

 

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Em suma e sendo a primeira edição, acho que esta prova tem pernas para andar com edições futuras, corrigindo apenas algumas falhas, sendo a mais grave a da informação do mapeamento da prova e uma mais pessoal, a segunda ida junto à costa não traz nada de novo e perde um pouco até da Magia que o nome do evento transmite. 

 

De resto parabéns à Urban Events e a toda a sua equipa.

 

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 Resultado de uma má escolha de calçado :-)

Vídeo: Estrela Grande Trail 2016

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Foto por Fotos do Ze 

 

Foi no fim-de-semana de 21 de Maio que estive, pela primeira vez, na Serra da Estrela. E não foi a última. 

 

Este ano, no primeiro semestre, para além do Columbus Trail na ilha de Santa Maria, queria fazer mais uma prova grande. Grande para mim significa acima dos 42km. A prova eleita foi o Estrela Grande Trail, pois tinha muita curiosidade em conhecer esta serra e a prova tinha excelentes referências de edições anteriores. Participei nos 46km com 2200 de D+ (podem ver o meu desempenho e percurso no Strava).

 

Em vez dos habituais race reports, decidi gravar a experiência em vídeo, recorrendo apenas ao telemóvel. Ficou um vídeo amador, mas penso que transmite a dureza e beleza desta prova. Se quiserem saber mais sobre a experiência de visitar a Serra da Estrela, podem ler a report da Ana. (Já no Piódão decidi fazer um vídeo do género).

 

 

Impressionante, não é? Sim, não há muitos sítios na Europa onde, em Maio, se pode correr na neve de calções e t-shirt! :D Gostei muito, foi das provas que mais gostei de fazer. Quem sabe, até para o ano!

 

PS. Os fotógrafos das Fotos do Zé costumam marcar presença nas provas de corrida em trilhos e tiram excelentes fotos! Mais fotos do Estrela Grande Trail podem ser encontradas aqui.

Azores Trail Run 2016 - Race Report

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  (Foto: ClickFaial)

 

Sempre me interroguei o porquê as filmagens realizadas nos Açores terem um aspeto único, podemos argumentar com questões técnicas, mas para mim simplesmente se deve ao facto da  luz ser diferente.

 

Quem chega aos Açores, pela primeira vez, sente que a luminosidade não é igual à do continente, os contrastes entre os pretos e os verdes dão a sensação de quase duma ofuscação, de um ambiente ligeiramente surrealista.

 

Assim, durante 5 dias pude desfrutar da beleza das ilhas do Faial e do Pico, mas também pude sentir quão volátil a meteorologia pode ser nestas ilhas e quão fustigante pode ser.

 

Esqueçam Windguru, Accuweather ou nosso IPMA. Todos sem exceção falharam redondamente na antecipação do que poderia ser o dia da prova. Só a título de exemplo, as piores previsões davam conta de chuva fraca intercalada por sol… ora eu no dia da prova vi o sol uma única vez

 

Como tinha falado no post anterior, a prova que me tinha proposto a realizar era o Faial Costa a Costa, que basicamente consistia em 48km, dos quais metade eram a subir e metade a descer. Da informação que havia recolhido, sabia também que a primeira parte, até ao início da subida, seria muito rápida, que a subida até caldeira (ponto mais alto da ilha) era marcada por alguns trilhos e um estradão e que haveria uma zona de progressão “chata” em torno da caldeira, daí para baixo era sempre a rolar…e foi mais ou menos isso… .

 

Despertador para as 06:00 e toca a levantar. As minhas rotinas de pré-corrida são simples e visam minimizar o erro.

 

Ou seja basicamente passam pela seguinte sequência: tomar um bom pequeno-almoço (sem invenções, há que não ceder à tentação de enfardar tudo o que nos aparece num grande pequeno almoço de Hotel), de seguida tratar da higiene, “bresuntar” os pés e partes internas da coxa, com creme gordo, vestir e por fim tratar da parte intestinal, para que não haja pit stops a meio da corrida. Esta rotina serve para tudo, desde uma corrida de 10km na estrada aos 115km do MIUT.

 

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Aprumado a rigor, desci a rua do Hotel até ao cais, onde me esperava o pick-up para a partida. Aí com o Pico em pano de fundo e a mostrar todo o seu esplendor, arrancámos em direcção à Ribeirinha. 

 

Por volta das 08:15, já me encontrava na partida e com o sol a dar um ar da sua graça (mal sabia eu que seria a única vez que o ia ver no dia inteiro), foi ver os atletas a chegar e sentir todo o corrupio que antecede o grande momento.

 

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Muita animação, muitas conversas, muitos sorrisos e aquela hora e meia de espera foi passando com grande facilidade. Tivemos ainda o prazer, e já que a prova dos 70km passava muito perto de onde estávamos, de durante uma boa meia hora estarmos a apoiar o pessoal, ao bom estilo Zegama Tuga.

 

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   (Foto: ClickFaial)

 

Alinhados na meta, tempo do speaker por toda gente de mãos no ar a saltar. Posicionado perto da frente, mas numa lateral, lá fui cumprimentando caras conhecidas como a Lucinda ou o Pedro Caprichoso.

 

Partida, largarta, fugida….

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  (Foto: ClickFaial)

 

Debandada total, resultado 1º km em 4:02 e 2º em 4:49… parte rápida inicial estava feita, era agora tempo de começar a subir os quase 16km, com mais de 1000D+.

 

A subida inicia-se com alguns single tracks e pautados por alguns degraus, nada de muito assustador depois da vacina do MIUT, que desembocam num belo estradão em serpente que nos leva até ao ponto mais alto da ilha, a Caldeira.

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  (Foto: ClickFaial)

 

Com excelentes sensações, e a fazer uma alimentação certinha, fiz um subida calma mas consistente, tendo chegado lá acima com cerca de 2 horas de prova.

 

Pensei “Se com estou aqui com duas horas agora vai ser sempre prego a fundo...”

 

Como estava enganado, a chuva, que tinha começado a aparecer aos 700mt, piorou drasticamente, tornando-se grossa e empurrada por rajadas fortes tornou a passagem pela Caldeira um grande desafio…

 

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  (Foto: ClickFaial)

 

To be continued ... 

 

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