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Correr na Cidade

8 conselhos para quem vai correr uma maratona no estrangeiro

 

 

Algumas das mais importantes Maratonas europeias estão prestes a realizar-se. Este fim-de-semana foi a de Paris, no próximo será a de Londres, por exemplo. Mas como deve o correr planear a viagem para um país estrangeiro tendo em conta o seu objetivo principal: que tudo corra bem na sua maratona?

 

 

Falamos com Glenn Martin, responsável da Endeavor Travel, especialista em viagens para corredores  (e que recentemente entrevistámos aqui) que nos deu 8 úteis conselhos para quem for viajar para o estrangeiro para fazer a mítica prova dos 42K e mais uns metros.

 

  1. Escolha um hotel perto da meta. Depois de correr 42Km a última coisa que vai querer fazer é subir e descer escadas de uma estação de metro, por exemplo, a caminho de um hotel do outro lado da cidade. Em provas em que a meta é fora do centro turístico é preferível que a estadia seja no centro e que tenha planos de transporte para o levar de volta ao hotel. Afinal, para além de correr também vai fazer turismo e o centro das cidades é sempre muito mais interessante. Em algumas maratonas, nestes casos, a organização faculta transportes para o centro.
  2. Datas da viagem. Normalmente aconselhamentos a viajar para o destino dois dias antes da Maratona, a não ser que viaje para um país vizinho do seu onde existem muitos voos por dia. Viajar no dia anterior à prova não deixa muita margem para inconvenientes que possam surgir, tais como esquecer o documento de identificação, ou ver o seu voo for cancelado ou adiado. Por isso aconselhamos a jogar pela seguro , especialmente em viagens mais longas. O dia extra dá a possibilidade, também, de lidar com eventuais questões de jet lag. Por outro lado, não convém ir muitos dias antes da prova, sobretudo se o destino for interessante, uma vez que não vai resistir a andar para conhecer a cidade/local e vai cansar as pernas para o dia da prova.
  3. Oriente-se na cidade onde vai correr. Veja o mapa da cidade, leia um pouco sobre o destino, e leia todo o material que conseguir sobre a prova, normalmente disponibilizada pela organização da mesma. Quanto menos estranho lhe for o destino menos stress lhe vai causar.
  4. Faça cópias dos documentos mais importantes com uma semana de antecedência, e junte-os todos: a confirmação da reserva do hotel, da inscrição na prova, etc. A pior coisa é andar a organizar a sua viagem um ou dois dias antes da partida. Faça as malas uns dias antes e reveja tudo antes de viajar.
  5. Não coloque o seu material de corrida numa mala que vá no porão do avião. Deve manter o seu equipamento junto de si. Imagine que, por algum acaso, perde o seu equipamento para a corrida (ou é extraviado com o resto das suas malas), não será divertido andar a tentar substituir o seu equipamento, roupa e ténis à última da hora. E mesmo que o consiga fazer, não é de todo aconselhável fazer uma maratona com equipamento a estrear, especialmente no que toca a sapatilhas.
  6. Faça uma pequena corrida na manhã seguinte à sua chegada. É bom para se habituar ao novo ambiente: aos níveis de humidade, às ruas, aos sons, ao ar, etc. Pode parecer estranho, mas isto ajuda o corredor a sentir-se melhor no novo local, quer fisiologicamente quer psicologicamente. No entanto, essa corrida deve ser curta, no máximo de 40 minutos.
  7. Leve alguns primeiros-socorros consigo. O Gleen como osteopata e massagista desportivo nunca viaja sem levar alguns medicamentos  (pomadas, óleos, etc) para eventuais lesões ou dores que possam surgir nas véspera ou mesmo no dia da prova. Segundo o que o Glenn nos contou, o próprio já teve que ajudar a tratar atletas em vésperas de prova ou menos na linha da partida. “Graças ao meu óleo de massagem Traumeel, muitos dos meus clientes conseguiram completar a prova sem problemas de maior”, explica.
  8. Relaxem e divirtam-se. Muitos corredores vão para uma prova no estrangeiro com o objetivo de bater recordes pessoais. Em locais com Berlim, Valência, Chicago com o treino certo é possível e é uma expetativa razoável. Mas não se esqueça que viajou para bater esse recorde, talvez deva acordar mais cedo uns dias antes, talvez exista uma diferença horária, a comida será, certamente, diferente, e a sua rotina também. Estes são fatores que afetam quer o corpo quer a mente. Tente dar o seu melhor mas não transforme o seu objetivo numa obsessão. A sua viagem também deve valer pela experiência de correr num ambiente diferente, ou participar em corridas com grande reputação. Um foco demasiado no seu recorde pessoal pode arruinar a experiência de correr num país estrangeiro.

 

Glenn Martin, responsável pela Endeavor Travel

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