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Correr na Cidade

5 Dicas para fazer ultra trails

Pedimos ao corredor David Faustino que, com a sua experiência nas corridas (quer em estrada quer nos trilhos) nos desse algumas dicas para quem se quer iniciar nas longas distâncias, nos chamados ultra trail – ou trail ultra, para sermos mais corretos. Estas são as dicas de um dos portugueses com mais quilómetros nas pernas da atualidade.

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Por David Faustino:

 

Após algum tempo a correr, é natural querermos alcançar novos objetivos. Na estrada trata-se quase sempre de querer melhorar tempos numa determinada distância e no trail quase sempre de aumentar a distância percorrida.

 

Assim, a primeira ambição séria dum corredor de trail é passar a ser um "ultra corredor", ou seja correr pelo menos 43 Kms.Ficam aqui 5 dicas para quem pretende dar esse passo, de forma a que a experiência decorra da melhor forma:

 

Definir um objetivo realista - pensar iniciar-se nas ultras numa prova de 100Kms é possível, mas será seguramente uma experiência dolorosa, mesmo que bem sucedida. Escolher uma primeira prova moderada em distância (50 Kms p.e.) e com um acumulado positivo confortável. Preferir uma altura do ano sem temperaturas extremas, nem num local de características geográficas que dificultem a progressão ou que exponham em demasia aos elementos (vento, neve, sol,etc).

 

Ter a preparação de base necessária - se não se está à vontade com distâncias até 75% da prova alvo, deverá ser reavaliado o objectivo.

 

Treinar em condições de prova - isso é com o material a usar, nas horas em que a prova irá decorrer, em condições climatéricas parecidas com as esperadas no dia da prova. Se possível, reconhecer o percurso em duas ou três etapas, nos últimos treinos antes da prova.

 

Treinar a parte mental - numa ultra o tempo de prova não se mede em minutos, mas sim em horas. Assim haverá que preparar-se para a ansiedade pré-prova, a euforia da partida, as dúvidas do meio da prova, o desânimo dos dois terços da distância, em que até a alma nos doí, e a sensação absolutamente única (e como tal, própria a cada corredor) de atravessar a meta. Essa montanha russa emocional deve ser do conhecimento do atleta, de forma a que a mente possa manter sempre o controlo sobre o corpo.

 

Ser Positivo - Ninguém tem de ser um ultracorredor, é uma vontade própria e não uma obrigação. Assim, em todos as fases anteriores, devemos pensar na sorte que temos em passarmos tempo a fazer aquilo de que gostamos, em estarmos em locais únicos e vê-los como poucos o conseguem fazer. Quer o objectivo final seja alcançado, quer algo imprevisto tenha adiado o sonho, devemos manter a postura inicial que nos levou a querer tentar e repetir todo o processo, sabendo que agora estamos mais fortes e mais preparados.

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