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Correr na Cidade

Queres deixar de fumar? Começa a correr.

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Num jantar do Correr na Cidade apercebemo-nos que há vários casos de pessoas que deixaram de fumar porque começaram a correr. Fantástico, não? Por isso, hoje decidimos inspirar-vos com dois casos: o João Gonçalves e o Pedro Conceição.

 

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Quando perguntamos ao João Gonçalves: "Porque é que começaste a fumar?" Ele respondeu: Esta é uma pergunta tão estúpida como a própria resposta, mas é uma questão que qualquer fumador se depara com ela ao longo da sua vida. Ninguém começa a fumar porque gosta. Sabe mal, tossimos mas à medida que insistimos no erro, o gosto e o prazer acaba por se instalar em nós, a sensação de bem estar e relaxamento acaba por ser forte e quando menos se espera aquele cigarro às escondidas uma vez por dia acaba por se tornar naquele maço diário ao qual não conseguimos fugir... isto chama-se vício...

 

"Quando começaste a fazer desporto fumavas?" Ohh yeahh!!! Um maço por dia nos dias normais, se existisse saida à noite, este número podia subir para outros :-) Se isto influenciava a minha performance desportiva, na altura achava que não, fazia ginásio, corrida, inclusive nas provas de Trail levava o maço como equipamento obrigatório, brincava que o levava pois caso me lesionasse e tivesse de esperar por ajuda podia fumar um... parvoíces...

 

"Então porque razão deixaste de fumar?" Como fumador sempre tive a consciência que o tabaco não é saudável e saiba que um dia iria deixar, só tinha de esperar pelo momento certo, tinha de ser num momento em que queria mesmo parar é que a vontade de deixar fosse maior que o desejo. Como qualquer drogado, se o próprio não quiser deixar o vício, não vale a pena parar pois vai acabar por reensidir na adição. E um acordei e quis em consciência deixar de fumar e procurei ajuda - marquei para aquela clínica de Beja que muita gente "fumadora" fala e com 80€ deixei o vício.

 

"E diferenças do antes e depois?" Todas!! Muito mais apetência aeróbica, mais resistência e uma melhor performance desportiva, muito melhor paladar e uma mota nova, pois os euros mensais também contam... e muito.

 

Algum conselho para quem fuma... Sem papas na língua é um simples: "Deixem essa merda."

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Convidamos também o nosso amigo Pedro Conceição a deixar o seu testemunho como ex fumador:

 

Iniciei tarde a minha vida desportiva. Na altura fumava cerca de 20 cigarros por dia. Há 10 anos, um amigo desafiou-me para ir dar uma volta de bicicleta por Monsanto. Embora tivesse sido uma tarefa hercúlea, gostei da sensação de liberdade e de superação pessoal que aquela manhã de BTT me deu.

 

A história que se seguiu deve ser semelhante à de tantas outras pessoas, as distâncias percorridas a bicicleta ou a pé foram aumentando e a vontade de chegar mais longe também! Uma das principais decisões que daí adveio foi o deixar de fumar.

 

O desporto não foi a razão que suportou a decisão, mas foi o grande facilitator. No entanto, sabia que a tarefa não era fácil e recorri de imediato a ajuda externa. A acupunctura deu-me uma grande ajuda. Não retirou a vontade de fumar por completo, mas diminui muito a dependência física.

 

E quanto mais tempo passava sem fumar, mais vontade tinha de me superar desportivamente. A confiança que sentia em estar a deixar de fumar, aumentava a vontade de me superar cada vez mais no desporto e os resultados eram visíveis, pois sentia-me cada vez melhor em não fumar, não só no desporto, mas no quotidiano também.

 

Que tal? Vamos lá começar o ano novo sem o tabaco?

Voltamos ao Grande Prémio de Natal

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Embora não tivesse treinado muito ultimamente, não consegui recusar o convite da TomTom para participar no Grande Prémio de Natal. Adoro esta prova. O ambiente é lindo e gosto muito do facto de o percurso não ser circular e passar pelo meio da cidade.

 

Já tinha participado nesta prova algumas vezes. A primeira até foi a convite do Correr na Cidade, quando ainda não fazia oficialmente parte do grupo :) Fiquei logo fã do ambiente. Ano após ano continua a ser arrepiante ver TANTA gente a correr pelas avenidas de Lisboa. Este ano, dizem que foram 6000 participantes.
 
Como já disse aqui no blog, tenho andado com anemia e tenho sentido o corpo cansado. Por isso, além de algum descanso no trabalho, optei por abrandar os treinos. Assim, em Novembro e Dezembro só corri no máximo 2 vezes por semana. No entanto, a prova este ano correu-me bem (podem ver aqui o meu Strava). Senti-me bem no dia da prova e, embora tivesse tido algumas pequenas quebras onde tive que andar, consegui terminar dentro dos 50 minutos.

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A ajuda da Vanda, que encontrei mais ou menos a meio do percurso, foi muito fixe. Ela ia puxando por mim e eu por ela. E claro que, sempre que via alguém a andar, puxava por eles. Sabe bem ver o pessoal arrebitar :) Esta prova também foi marcada pelos 45 minutos do Xiko. Que orgulho! Foi a segunda prova de estrada dele e já fez este tempo. A ver se ele puxa por mim na próxima ;)

 
Esta conquista pessoal deu-me vontade de voltar à forma e por isso, proponho-me em 2018 conseguir baixar até aos 45 minutos. Têm dicas ou sugestões? :)
 
No que toca à prova em si, não tenho nada a apontar. Uma prova relativamente "básica" em termos de imagem e organização mas o suficiente para levar 6000 pessoas a correr 10km pela cidade. A meta nos Restauradores é realmente emblemática! 
 
Para já não estou inscrita em mais provas, por isso aceito sugestões.

Correr 10km depois de uma perna partida

Por Filipe Gil:

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Consegui! Consegui correr 10km!!! Sabem aquela sensação que nos faz ficar feliz sem sabermos bem porquê depois de uma corrida? É assim que ainda me sinto umas horas depois de ter feito os meus primeiros 10 km depois do acidente que tive em finais de julho.

 

Quatro meses e uns dias depois de ter tido um acidente de mota que me partiu o fémur e me levou à mesa de operações - e a colocar parafusos e “coisas” dentro do osso (ver foto abaixo) -, voltei a fazer uma prova oficial e a correr pela primeira vez em muitos meses a distância de 10km.


Era algo que vinha a falar em casa e com amigos, ainda com algumas dúvidas, mas que foi tomando forma nos treinos de 6 e 8 kms que fazia aos fim-de-semana. Foram treinos sempre com algumas dores musculares e alguma impressão no osso, mas que nas ultimas semanas diminuíram de forma a tomar a decisão de ir fazer os 10 km dos Descobrimentos.

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Decidi fazer a prova, a amiga Joana Aguiar, conseguiu uns dorsais e a minha mulher prontificou-se a acompanhar-me e a motivar-me ao meu ritmo. E consegui. Segundo a minha app da Nike fi-lo em 1h08m. Nunca tinha feito esta distância em tanto tempo, mas nunca me deu tanto gozo superar um desafio destes. Conto, resumidamente como foi:

 

Os primeiros 3 kms são sempre estranhos. Não consigo correr sem coxear, os músculos falam uns com os outros para tentar perceber o que se está a passar. Sinto-me sempre fraco e a correr “de lado”. Por muito aquecimento e alongamento que faça, a perna esquerda está sempre pouco preparada para correr.

 

Dos 3 aos 6 kms foi o regresso da perna ao seu normal. Sem grandes diferenças com a perna “boa”. Nesta altura, com o apoio da Natália mesmo ali ao lado, tornou-se mais fácil a corrida. Distraído com piadas e a mandar piadas em conjunto, a observar algumas figuras curiosas do mundo da corrida, foram kms divertidos. Voltei a ver muitas caras conhecidas da corrida que, no mínimo, devem ter estranhado como alguém com a camisola do Correr na Cidade ia tão atrás e tão lento (fiz questão de levar a camisola do CnC!!).

 

Dos 7 aos 9kms senti-me bem. Senti-me corredor novamente. Comecei a correr mais depressa, com a passada regular e a sentir bem o toque no alcatrão. Nesta altura a perna já estava bem quente e sentia-me a correr como outrora corria (quando estava em forma), isto apesar da vagareza a que ia. O 7º quilómetro correu mesmo bem. Estava inspirado pelos corredores que passavam por mim do outro lado da estrada a caminho dos 21km. Estava feliz e embora muito calado, a força que vinha ao meu lado era muito importante. Mas reduzi um pouco a velocidade a meio do 8º km. Tive medo. Medo de forçar o osso, medo de me sentir muito combalido no final da prova, medo de fazer merda com a operação – apesar do aconselhamento médico que tenho de correr, correr e correr cada vez mais.

 

Mas o 9º km foi o reavivar competitivo. Forcei, corri mais (no smartphone baixei para uma média de 5:50 ao km – o que é rápido quando se está em recuperação). Tentei dar o máximo. Esqueci-me da perna. Esqueci-me do acidente, foquei-me na respiração ofegante, na passada ritmada, no ser corredor novamente. E em toda a adrenalina que isso nos dá.

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Ao ver a meta confesso que, por detrás dos óculos escuros, estava muito emocionado. Fiz algum esforço para não chorar (que piegas…). Mas lembrei-me dos momentos pós acidente em que não sabia se voltaria a andar como deve de ser, quanto mais correr; pensei nos momentos pós-operatório em que cada ida ao WC era digna de uma odisseia com muitas muitas dores, e dos meses de fisioterapia em que por vezes me frustravam muito. Tudo isso deu um sabor especial a esta prova que, talvez só quem passe por algo semelhante possa dar valor.


Sinceramente, só penso já na próxima prova de 10km. E começo a piscar olho à Meia Maratona, quando? Não sei, logo se verá. Sei que vou ter que voltar à mesa de operações daqui a 1 ano para tirar todo o material que tenho na perna, e que após isso vou ter que recomeçar tudo de novo, voltar à fisioterapia, voltar às muletas e à chata de recuperação antes de voltar a poder calçar os ténis de corrida, mas até lá ninguém me tira o gozo de voltar a correr.

 

Estas penúltimas palavras são para aqueles que agora não podem correr por alguma razão de saúde. Acreditem, o caminho não é fácil, mas foquem-se no objetivo de voltarem a calçar os ténis e a participar nestas provas com imensos anónimos e que tanto gozo vos dá.

 

E as últimas palavras são para os agradecimentos. Não podem faltar porque a minha prova não começou quando soou a partida dos 10k dos Descobrimentos, mas muitos meses antes, ainda na cama do Hospital São Francisco Xavier com a visita da família e amigos.

 

Assim, há que agradecer quem me ajudou – e teve paciência de me ajudar – nesta “nova” viagem: à minha mulher e aos meus filhos, ao meu pessoal do Correr na Cidade (eles sabem quem são), ao Filipe Semedo (pela motivação) e aos médicos, enfermeiros e claro à minha fisioterapeuta do Hospital São Francisco Xavier, a Ana Encarnação, que me deu força para que os momentos que escrevi acima fosse possíveís. Obrigado a todos. A viagem (re) começa aqui.

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