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Correr na Cidade

BERG Gazelle Review

 

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Possivelmente de entre todas as peças de equipamento que um corredor possa carregar na sua mochila, as calças impermeáveis são talvez as mais subvalorizadas.

 

Não precisamos de pensar em situações extremas como por exemplo, um dia de vento, chuva e frio, em que aí o risco de se entrar em hipotermia está aumentado exponencialmente (nestes cenários mesmo que nos mantenhamos em movimento, se não isolarmos o corpo não vamos conseguir reter calor), mas basta imaginar uma queda, num qualquer dia de inverno, em que simplesmente tenhamos de esperar por ajuda ou ainda num cenário no qual prestemos auxilio a terceiros.

 

Apesar de em grandes provas internacionais como o UTMB ou a Ultra Pirineu, ser banal constarem da lista de equipamento, em Portugal (e mesmo com locais e condições atmosféricas cujo o seu uso seria extremamente recomendado) raramente são exigidas (honra seja ao Estrela Grande Trail que pauta pela diferença).

 

Neste sentido, tive a oportunidade de testar as BERG Gazelle. Estas calças concebidas para suportar condições atmosféricas adversas, são descritas pela marca como leves e flexíveis, com a capacidade de manter o corpo seco e preparadas para um excelente desempenho mesmo sob chuva extrema.

 

As condições de teste não foram as mais hardcore, mas ainda assim, com a serra da Lousã a pregar umas partidas, tive a oportunidade de as por à prova sobre vento, chuva intensa e frio moderado (5º e 10º).

 

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Analisado este equipamento em detalhe a primeira impressão que fica é a leveza (225 gramas no tamanho L) e maleabilidade do tecido, que nos permite dobra-las até caberem na palma de uma mão, o que é enorme vantagem no transporte.

 

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Apesar de nada obstar que sejam usadas “sozinhas” estão fundamentalmente concebidas para serem usadas como sobrecalças ou seja para serem vestidas por cima do nosso equipamento, sem descalçar as sapatilhas. Para isso contribui os enormes fechos laterais, que ainda assim me causaram alguma atrapalhação na tentativa de as vestir sem me descalçar. No entanto, e para ser justo, associo mais este problema aos meus pés gigantes, do propriamente à construção das calças. Estou certo que pessoas “normais” conseguirão vestir e despir as calças sem dificuldade de monta.

 

 

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Depois de vestidas têm uma sensação muito similar ao famoso impermeável Lynce, ou seja muito suaves por dentro e uma sensação imediata do bloqueio do vento.

 

Quanto à transpirabilidade, e apesar da marca afirmar que são feitas para nos manter secos, o suor não se evapora totalmente, deixando sempre muita humidade no interior o que, não causando desconforto, faz com que o tecido se “cole” às pernas.

 

Em relação à impermeabilidade cumpre o esperado para um tecido com estas características (coluna d’água de 10,000mm), ou seja tem um bom bloqueio da chuva, diria mesmo muito bom, mas não podemos esperar que se comporte como um Goretex.

 

Em corrida são bastante confortáveis, no entanto foi aqui que detetei, o que é para mim principal defeito… faltam-lhes um cordão que permita um ajuste correto à cintura. O elástico é razoável, no entanto demasiado largo para mim, o que fez com que de vez em quando fosse obrigado de puxar as calças para cima.

 

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Por fim, de referir que estas calças apresentam 3 bolsos traseiros: dois de elásticos que nos permitem por uns géis ou algum lixo, e um situado ao meio, com fecho, onde cabe uma chave e pouco mais.

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Em suma, um peso de 225 gramas (tamanho L), uma maleabilidade brutal, membrana impermeável razoável (mas que cumpre os mínimos) e um preço muito competitivo, fazem destas BERG Gazelle um produto muito, mas mesmo muito interessante.

Ah! quase me esquecia dizer... Senhores da BERG outras cores davam imenso jeito!

Conselhos para correr numa nova cidade

Por Ana Sofia Guerra:

 

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 (mapa da cidade de Almería - Espanha)

 

Por vezes, ao planearmos umas férias, vamos ter a uma cidade nova ou a qual mal conhecemos. E perguntamos: e agora? Vou correr para onde? Já aqui no blog sugerimos que a melhor forma de conhecer uma nova cidade é usando a corrida. Ok, vamos então pegar nas nossas sapatilhas e pôr os pés no caminho. Para identificar potenciais locais onde possa ser bom para correr nada melhor que dar uma volta pela cidade a pé. Uma boa ideia é procurar uma mapa básico da cidade, por vezes localizado junto dos postos de turismo ou nas paragens de transportes públicos. Aí podem encontrar facilmente avenidas longas, parques da cidade e zonas verdes. Para além disso podem ficar já com uma ideia dos pontos de interesse da cidade.

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Avenidas

Em geral, nestas áreas costumam existir passeios largos e, quem sabe, ciclovias. O mais provável é encontrarem nestas zonas outras pessoas a fazerem corrida, caminhar ou andar de bicicleta. E seguindo esta deixa, estejam atentos a outras pessoas a correr, ou sejam bravos e procurem grupos de corrida tal como o nosso. Para além da companhia, nada melhor que ter alguém "da casa" a mostrar os recantos da cidade e assim ainda têm uma visita guiada.

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Parques e Jardins

É rara a cidade que não tem parques ou jardins para proporcionar o bem-estar dos seus habitantes. Aqui pode aproveitar os caminhos para fazer um circuito (já existem muitos parques com percursos já delineados). Procure sempre um parque com boa visibilidade e, de preferência, evite-os durante a noite.

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Nos parques e nos jardins é comum encontrar bebedouros (nunca esquecer de manter uma boa hidratação). Para além disso, alguns parques possuem aparelhos de fitness exterior ou circuitos de manutenção e, assim, podem aproveitar para exercitar os vossos músculos e fazerem o "pimp your muscles".

 

 

Marginal junto à praia 

Se forem para um destino de praia na cidade, de certo que haverá um passeio marítimo, ciclovias ou pequenas estradas onde facilmente encontramos outras pessoas a praticar o seu jogging. No caso de ser praia, podem sempre usá-la como o vosso local de corrida, mas com atenção redobrada: por vezes a areia pode esconder pequenos vidros ou outros materiais que podem magoar os pés. 

No meu caso, aproveitei para correr junto ao mar mediterrâneo e aproveitar a manhã da melhor maneira.

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Também é possivel que encontrem chuveiros e lava-pés e aproveitem-nos para se refrescarem. Lembrem-se: protejam-se do calor mantendo-se hidratados e não se esqueçam de proteger também a vossa pele da radiação (usem protector solar). Se possível evitem as horas de maior calor e procurem correr pela manhã ou no final do dia.

 

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 Mas, o mais importante de tudo é que se divirtam e descubram a cidade seja a correr seja a andar.

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Boas corridas!

5 estratégias para treinar nas férias, para quem tem um recém nascido (lindo) em casa

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Por Rui Pinto

 

Estou de férias no Algarve e, para além do resto, tenho um recém nascido em casa. O Vicente fez agora três meses e, embora seja a coisa mais fofa do mundo, requer algumas alterações à rotina anteriormente estabelecida, no que ao treino regular diz respeito. Assim, e na tentativa de ser criativo, deixo-vos algumas estratégias que tenho utilizado nestas férias, para conseguir manter-me minimamente activo:

 

  1. Ir ao pão à mercearia mais longe de casa

A rotina de ir buscar pão fresco, todas as manhãs, é um clássico das minhas férias de Verão, no Algarve. Normalmente, antes de mais alguém acordar, meto-me a caminho. Este ano, com uma alteração: escolho a mercearia ou minimercado mais distante de casa, calço as sapatilhas de corrida e aí vou eu. Parecendo que não, ao fim de duas semanas, estes ‘poucos’ quilómetros diários tornam-se num total minimamente respeitável, no final das férias. Grão a grão, enche a galinha o papo!

 

  1. Ir de bicicleta para a praia

Como há males que vêm por bem, e aproveitando uma avaria no meu carro, tornei as minhas idas e voltas à praia em mais uma forma de fazer alguma actividade física, nestas férias. Assim, todos os dias, religiosamente, vou de bicicleta para a praia. A bicicleta de estrada querida do avô da minha mulher tornou-se na minha hippie cool vintage companheira de alguns – valentes – quilómetros de estradas algarvias. (Não se preocupem, o resto da família não alterou a sua rotina e continua a ir, comodamente, de carro, para a nossa praia de eleição!)

 

  1. Correr a horas estapafúrdias

No caso de querer fazer um treino mais formal de corrida, aí então é que a coisa se torna um pouco mais complicada. Não sendo eu adepto de correr debaixo de um calor intenso, e estando os finais do dia reservados para rotinas familiares imprescindíveis nas férias de verão, opto por correr a horas consideradas menos próprias, para a maioria das pessoas – não corredores, claro está! A madrugada/início da manhã, cedinho ou o final de noite, já bem depois da hora de jantar, passam a ser os horários preferidos para esta tarefa. Muitas vezes, quer seja devido à satisfação por, finalmente, poder arejar a cabeça, ou a quietude do tempo em que quase ouvimos os nossos próprios pensamentos em voz alta, nem noto a falta de pessoas na rua ou a iluminação artificial dos candeeiros de rua, a altas horas da noite.

 

  1. Aproveitar os banhos de mar para nadar

Adoro banhos de mar e essa é uma das coisas que mais saudades tenho, durante o inverno. Tenho a sorte de ter uma praia maravilhosa em que, na maioria dos dias, poder-se-ia estar dentro de água, durante uma hora, sem grandes sacrifícios. Assim, aproveitando esta dádiva da Mãe Natureza, agarro nos óculos de natação e saio para umas braçadas, qual Phelps dominando o oceano Atlântico. (Ou quase, vá…). A verdade é que sempre dá para aperfeiçoar a técnica e abrir a caixa…

 

  1. Rentabilizar as sestas do Vicente e reforçar o Core

Todos sabemos as rotinas limitadas de um recém nascido: passa algum tempo acordado durante o dia – e durante a noite também, infelizmente! –, alimenta-se, faz as suas necessidades (profusamente!) e dorme. Não podendo ir para a praia, tento aproveitar as suas sestas da tarde, para fazer algum trabalho de força específico. E como o trabalho de Core é tantas vezes negligenciado pelos corredores – eu incluído! – tento policiar-me para que este não seja o caso. Portanto, lá trouxe eu o meu colchão e o meu papelinho contendo as rotinas de trabalho específico, com o meu quinhão de pranchas, flexões de braços e crunches. Naturalmente que não trabalho a parede abdominal todos os dias – e nota-se! – pelo que alterno o trabalho abdominal e lombar com os tão necessários alongamentos.

 

Para o ano, acrescentarei uma outra estratégia a este rol: vou chatear tanto, mas tanto, o senhor do aluguer dos padle surfs lá da praia, que ele há-de fazer-me um ‘granda’ preço para alugar uma prancha de padle, durante toda a temporada de veraneio. (Isto se, entretanto, não convencer a Patroa a deixar-me comprar a minha própria, claro está… Já esteve mais longe!

 

E pronto, estas são as minhas estratégias. Quais são as vossas? Partilhem connosco, queremos saber. O importante é que não deixem o vosso contexto familiar mais ou menos atarefado atrapalhar a prática regular de actividade física. Sejam criativos e treinem. (Assim não ficam tão culpados por beberem aquelas deliciosas caipirinhas no bar de praia lá da zona!).

Benefícios dos Sumos e Smoothies de Vegetais

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Os sumos e smothies de vegetais estão na moda e vieram para ficar. E ainda bem! Versáteis pela possibilidade de inúmeras combinações de ingredientes, são uma excelente solução para quem tem falta de tempo e quer manter-se saudável. Com efeito, para além de constituírem uma forma mais rápida e fácil de comer vegetais na rotina louca do dia-a-dia, trazem inúmeros e indiscutíveis benefícios para a saúde. Aqui ficam alguns.

  

  1. São verdadeiros cocktails de vitaminas: os sumos e smoothies de vegetais são verdadeiros cocktails de vitaminas, minerais, antioxidantes, enzimas e fibras. Se quiser aumentar o seu valor nutricional ainda pode acrescentar umas sementes (por exemplo, sementes de chia).

 

  1. São a melhor forma de consumir vegetais frescos diariamente para uma alimentação saudável, pois aproveitam as vitaminas e minerais que neles existem que se perdem durante a cozedura.

 

  1. Possuem uma grande capacidade nutricional, para além de que os alimentos “desfeitos” são fáceis de digerir e mais facilmente absorvidos pelo organismo, sendo uma excelente alternativa para facilitar o consumo ótimo dos nutrientes de forma eficiente. Para além disso, ajudam também melhorar o processo de assimilação pelo organismo de outras substâncias, incluindo proteínas e gorduras.

 

  1. São uma excelente opção para variar vegetais. Por vezes estamos limitados ao consumo dos mesmos vegetais e quanto mais variada for a dieta melhor, pois obtemos variados nutrientes de diferentes alimentos.

 

  1. Podem ser consumidos por qualquer pessoa, em qualquer fase da vida, incluindo crianças e bebés a partir dos seis meses (tendo atenção à quantidade de vegetais que se utilizam).

 

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  1. Ajudam a equilibrar o organismo, purificando-o. A ingestão de vegetais ajuda a melhorar o apetite, estimula a função das glândulas salivares, estômago e pâncreas, favorecendo a produção de bílis e melhorando os processos de excreção biliar. Por isso, ajuda a normalizar a microflora intestinal, evitando as substâncias tóxicas do próprio organismo que vêm do intestino, contribuindo para a manutenção e preservação do equilíbrio bioquímico do corpo. Além disso, os sumos de vegetais são um excelente meio de limpeza do corpo de toxinas acumuladas.

 

  1. Não contêm frutose, ou muito pouca, o que acontece nos sumos de fruta. A frutose é metabolizada de forma rápida pelo organismo, libertando glicose rapidamente na corrente sanguínea, além de muitas vezes contribuir para o armazenamento de gordura, sobretudo na região abdominal.

 

  1. São fáceis de preparar, bastam apenas 5 minutos para se fazerem 2 copos de batidos verdes.

 

  1. São ótimos para uma pele saudável e pura, já que ajudam o organismo a eliminar as impurezas ao mesmo tempo que o enriquecem com substâncias úteis, oligoelementos essenciais, minerais e vitaminas, fornecendo energia e melhorando a aparência.

 

  1. Ajudam no processo de emagrecimento, devido às suas propriedades antioxidantes, que ajudam a eliminar os radicais livres do organismo, bem como ao seu efeito depurativo e diurético.

 

Tenham atenção que os sumos e os smoothies não devem ser substitutos das refeições principais (pelo menos durante um período prolongado no tempo), pois não possuem quase nenhumas proteínas e gorduras essenciais, devendo ser ingeridos nos intervalos ou como acompanhamento. Podem, eventualmente, fazer uma dieta detox durante uns dias à base dos mesmos caso tenham algum acontecimento importante a aproximar-se e quiserem estar fabulosos, ao ponto de serem perseguidos como se fossem importantes celebridades pelos fotógrafos de eventos no Porto, em Lisboa ou onde quer que o evento decorra!

Disidrose: O que é isso?

O meu post não é propriamente sobre corrida, mas sobre algo que me afectou pessoalmente e que em conversa com outros atletas percebi que é mais comum do que imaginava...

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Reparei no final de Maio, quando efectuei uma transição profissional relevante e fiz a minha primeira ultra maratona, depois de um treino de trilhos em Monsanto, que estava a desenvolver uma erupção cutânea em forma de pequenas bolhas de água no peito do pé esquerdo. A coisa não passava de uma manchinha avermelhada com pouco mais de 1 cm de diâmetro e convenci-me que tinha sido alguma coisa que tinha entrado para dentro da sapatilha e picado. Não lhe prestei muita atenção mas era persistente a sensação de comichão. Quando me consciencializei que já tinha passado demasiado tempo para que tivesse sido apenas uma situação isolada reparei que a pequena mancha rugosa e avermelhada já tinha aumentado significativamente e sempre que coçava o pé as bolhas facilmente rebentavam e o eczema tornava-se cada vez mais forte. Era constante a sensação de comichão tanto com os sapatos do trabalho como com as sapatilhas de trail, sendo por isso bastante desconfortável.

 

O caso tornou-se mais alarmante quando me apercebo de novas formações cutâneas junto aos dedos dos pés. Seria algum fungo que tivesse apanhado na natação? Seria contagioso? Que cuidados deveria de ter? Naquele momento apenas aplicava localmente Halibut para ajudar a secar as pequenas bolhas e mantinha uma toalha turca que usava especificamente para secar os pés depois do banho.

 

Falando com outras pessoas que tanto correm regularmente como praticam natação apercebi-me que haviam mais relatos dos mesmos sintomas, não sendo por isso um caso isolado! Pelo que identifiquei na sua maioria tratavam estes sintomas como se fosse uma micose (infecção causada por fungos) com a aplicação de cremes específicos para esse cenário. Nuns casos houveram melhorias, noutros nem por isso. A verdade é que pelos meus sintomas não encontrava grande semelhança ao vulgarmente conhecido “pé de atleta” e então resolvi investigar um pouco mais antes de marcar uma consulta no dermatologista.

 

Obviamente que qualquer pesquisa ao Dr. Google sobre temas de saúde tem de ser feita com algum distanciamento emocional porque encontra-se de tudo, e um diagnostico de um especialista dermatológico é importante e insubstituível. Mas com alguma pesquisa julgo ter encontrado a minha resposta: Disidrose.

 

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O que é?

A disidrose, também conhecida como eczema (dermatite), é uma doença ainda desconhecida que se caracteriza por erupções de bolhas (vesículas) nas mãos e pés, resultantes, provavelmente, da retenção de suor entre as células da epiderme.

A palavra disidrose (dis=defeito e hidrose=produção de água ou suor) foi usada pela primeira vez em 1873, porque na época acreditava-se que a doença era causada por distúrbios sudoríparos. Actualmente a disidrose é considerada uma reacção eczematizada e inicia-se com prurido (comichão) e assume características peculiares por atingir mãos e pés, onde a pele tem características especiais, sendo mais espessa. O prurido pode ser tão intenso, que o acto de coçar rompe as bolhas que eliminam um fluído transparente. O líquido presente nas lesões resulta de um processo inflamatório.

 

Causas

Não se sabe exactamente o factor que leva ao desenvolvimento da disidrose, entanto, acredita-se que esteja correlacionado com o stress, suor excessivo, contato constante com ambientes húmidos e, em alguns casos, gravidez devido às alterações hormonais que afetam a pele . Utilizar meias e sapatos apertados no verão, por exemplo, pode ser uma das causas de disidrose nos pés. Já nas mãos pode ser algo decorrente do contato com substâncias químicas, como detergente, sabão ou luvas de borracha.

A causa especifica é desconhecida, sendo em alguns casos sazonal (apenas em algumas épocas do ano). A disidrose não é contagiosa.

 

Sintomas

As manifestações clínicas ocorrem em surtos que se repetem e duram de uma a duas semanas. O sintoma mais comum associado à disidrose é o prurido (comichão) em que o coçar faz rebentar as bolhinhas e podem surgir crostas.

As vesículas causadas pela disidrose são bolhas muito pequenas e surgem mais frequentemente nos lados dos dedos e palmas das mãos, as solas dos pés também podem ser afectadas, do calcanhar para o dedo do pé.

Geralmente, as bolhas são pequenas e ocorrem em grupos, mas em casos graves as pequenas bolhas podem se juntar para formar bolhas maiores.

Após cerca de três semanas, quando as bolhas secam a pele subjacente pode ser vermelha e estar dorida.

Esta reacção da pele também pode afectar a matriz das unhas que torna-se disforme. A deformação da unha passa quando a disidrose cura.

A disidrose tende a repetir-se com bastante regularidade durante alguns meses ou anos. É importante que seja consultado um médico especialista para confirmar que as vesículas não possuem origem fúngica.

 

Tratamento

Na maioria das vezes a disidrose tem resolução espontânea e não requer qualquer tratamento. No entanto como medida generalizada, dependendo da gravidade dos sinais e sintomas, as opções de tratamento incluem:

 

  • Cortisona. Os medicamentos sob a forma de creme e pomada de cortisona podem tornar mais rápido o processo de cicatrização das bolhas. Mas atenção os efeitos colaterais da cortisona podem ser graves quando usados por um longo período de tempo;
  • Uréia. Na farmácia você pode comprar cremes à base de uréia que tem um efeito esfoliante e hidratante na pele;
  • Vitaminas. As vitamina A e E podem promover a saúde da pele, particularmente em casos de desnutrição;
  • Óleo de coco extra virgem.  Extraído  o interior de um coco maduro o óleo de coco tem múltiplas aplicações. Desde a nível culinário como substituto benéfico dos óleos alimentares, sobretudo do azeite que perde as suas propriedades benéficas quando exposto a altas temperaturas,  até ao nível da estética, como o cuidado da pele e cabelo. Nos sintomas de disidrose é necessário aplicar uma pequena quantidade de óleo de coco sobre as palmas das mãos, esfregar sobre as áreas afectadas e cobrir com luvas ou meias de algodão para potenciar os efeitos de hidratação nas zonas afectadas;
  • Sal de Epsom. O sal de Epsom é um mineral natural que ajuda na remoção de ácidos indesejáveis da pele, sendo por isso amplamente utilizado por atletas em fases de recuperação. Para ajudar no eczema disidrótico pode-se colocar algumas colheres deste sal em uma bacia de água morna até que se dissolva completamente e colocar as mãos ou pés na água por 10-15 minutos. Também pode ser aplicado num banho de imersão através da adição de cerca de 450 gramas em uma banheira de água morna.Isto ajuda a reduzir o inchaço e vermelhidão causada por lesões cutâneas e amacia as borbulhas permitindo a sua drenagem.

 

 

Cuidados que evitam a disidrose:

  • Evitar humidade e calor nas áreas afectadas
  • Usar meias de algodão e sapatos com sola de couro;
  • Não usar sapatilhas ou outro calçado feito de materiais sintéticos;
  • Retirar os sapatos e as meias frequentemente de modo a que o suor evapore;
  • Usar luvas de vinil forrado com algodão para evitar o contacto com substâncias que possam irritar as áreas como a água, sabão, detergente;
  • Lavar o interior das luvas após o uso;
  • Substituir frequentemente as luvas;
  • Remover anéis antes de fazer o trabalho doméstico ou de lavar as mãos;
  • Usar sabão neutro;

 

Encontro neste resumo daquilo que pesquisei não só todos os sintomas como muitos pontos comuns que potenciam este cenário, tal como o stress ou o tipo de calçado a que fui exposta relativamente ao novo projecto profissional.

 

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Neste momento já não tenho quaisquer sintomas de disidrose. Como?

Com umas boas férias de havaianas nos pés e uns bons banhos de água de mar! :)

 

 

Cuidem-se e em caso de sintomas persistentes consultem o vosso médico!

Strong Runners are... Sexy Runners

É comum os atletas amadores como nós se preocuparem apenas com quantos quilómetros fazem por treino, ou por semana, ou mês, como se isso fosse a coisa mais importante de um corredor, fazer mais e mais quilómetros, quando o importante é fazer quilómetros mas bem feitos.

 

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Mas quase todos nos esquecermos que quando corremos o nosso corpo absorve em média o dobro do seu peso a cada passada e isso faz com que as nossas articulações sejam massacradas muito, para não falar que do lastro que alguns de nós levamos a mais... Pois nem todos temos aquele corpinho seco e definido, transportamos connosco uns quilos a mais que ajudam a aumentar a dose.

 

Há muito que caiu por terra que os atletas corredores não deviam fazer treino de força ou trabalho complementar de ginásio ou treino funcional com o peso do corpo. Para levarmos o nosso corpo para a frente e para cima a cada ciclo de passada durante vários quilómetros precisamos de duas coisas, força e resistência e isso consegue-se mais facilmente incluindo treino de fortalecimento muscular na rotina semanal de treino. Há muito que ir para o ginásio é apenas para quem quer ficar "grande", ir para o ginásio é para quem ficar forte seja para que modalidade for. Hoje é dia muito popular a prática de Crossfit para fortalecimento muscular ou bodyweight training apenas recorrendo ao peso do corpo e movimentos funcionais.

 

O importante é ter em mente que o fortalecimento muscular contribui para a melhor performance na corrida, como eleva o potencial de perda de massa gorda e ganho de massa magra, levando a uma maior definição corporal e acima de tudo previne e muito o aparecimento de lesões.

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