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Correr na Cidade

Desafios na corrida: verão e anemia

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Quando chega o verão às vezes se torna difícil manter os treinos, pelo menos para mim. Já devo ter escrito sobre este tema, pois constitui um desafio com o qual me enfrento todos os anos. Na verdade, já nem enfrento este desafio. Simplesmente reconheço-o e aceito-o. No verão corro menos, no verão treino menos. Ponto. No verão está calor e é para aproveitar para estar com amigos na praia, em churrascos e festas.

 

É por isso que nos meses de Setembro e Outubro ainda não em me aventuro em provas longas. É nesses meses que me dedico à recuperar a forma pré-verão. Este ano, tenho um desafio adicional. A maldita anemiaLembram-se de eu ter falado nela?

 

Foi no final de 2015 que descobri que sofria de anemia. Foram o cansaço extremo e dificuldades respiratórias que me fizeram ir ao médico. Rapidamente comecei a tomar suplementação de ferro. No entanto, o médico na altura, não fez análises profundas de forma a analisar qual a origem do problema. Seria falta de absorção ou falta de ingestão? Agora que estou “viciada” no ferro, já não se pode fazer essas análises.

 

Com a ajuda do ferro, tenho-me sentido muito bem. Nos meses de Janeiro a Maio estive forte, com bons desempenhos na corrida e na vida além-corrida. Agora estou então numa fase de “desmame”. Deixei de tomar a suplementação de ferro no início de Junho e vou ter que aguentar a anemia até Setembro. Nesses três meses, dá para fazer o desmame completo e voltar a fazer análises, desta vez bem completas, para atacar o problema na origem.

 

Enquanto estava a tomar a suplementação, tenho vindo a vigiar os níveis de ferro. Por exemplo, depois da maratona de Barcelona fiz analises ao sangue para ver se a corrida de longa distância teria um impacto imediato nos níveis de ferro e hemoglobina. Resposta: não. O ferro estava a fazer o seu trabalho.

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De momento, em fase de desmame e em pleno de verão, tenho corrido pouco. Na verdade, os sintomas do cansaço e leveza na cabeça às vezes atacam. No entanto, mantenho a minha prática de yoga (que já não é diária, mas continua a ser pelo menos 3x por semana) e as aulas de RPM às segundas-feiras. A pouca corrida que tenho feito tem sido com a Run in Portugal, um projeto de guiar turistas a correr pela cidade. É muito giro. Cada corrida é com uma pessoa diferente, de uma origem diferente e por um percurso diferente. Mas tenho que ter cuidado para dar o devido descanso ao corpo.

 

Este fim-de-semana estarei por Lagos, por motivos profissionais. Irei aproveitar a minha estadia cá para participar na Corrida da Baía de Lagos. É uma corrida gratuita de 3km pela areia da Meia Praia. Vamos ver como corre. Nunca participei numa prova tão pequena nem numa prova em areia : )

 

E vocês, como se safam a correr no verão?

Corra positivamente...

Pensamentos negativos durante um treino podem de facto arruinar este momento onde, supostamente vamos correr para descontrair, para fazermos bem ao nosso corpo e principalmente à nossa mente.

 

A nossa mente domina o nosso corpo, portanto eu acreditar que o meu treino está a ser muito difícil e focar as minhas atenções para esse pensamento o que vai acontecer é que esse treino vai ser o mais terrível de todos. O bom disto tudo é que nós conseguimos controlar isto antecipando o desastre. Como? Ao primeiro sinal de uma pensamento negativo, controla-lo com energias positivas. Por exemplo, és ultrapassado por um outro corredor, ao invés de pensar, "Sou mesmo fraquinho, até aquele chouriço me ultrapassou", primeiro ter a consciência que não somos os melhores, ou que por exemplo aquela pessoa pode estar a fazer um treino de velocidade ou pode estar no inicio do treino e ainda está com o gás todo.

 

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Outro pensamento comum é o "Estou a ir devagar hoje", se calhar é o teu corpo a pedir descanso ou ontem fizeste um treino mais forte no dia anterior e hoje estás mais cansado, acontece. Desliga o relógio, fala contigo mesmo 2 segundos "Vamos embora, hoje é para curtir" e vais ver que sem dares por isso, ao apagares este pensamento negativo da tua cabeça, vais voltar ao teu pace normal, porque te vais sentir mais leve.

 

Algo muito comum com os corredores é pensar nos km que faltam para o fim do treino "Falta tanto, nem acredito" calma... Conheces a expressão "Comer um elefante às fatias" é como fazer uma ultra, pensa pequeno, em várias etapas, por exemplo, agora foi correr esta ao fundo desta rua, agora vou fazer o próximo km a bombar e o próximo a trote e como se nada fosse vais terminar o treino sem stress, porque a tua mente vai estar ocupada naquele bocadinho que é atingível rapidamente e não vai pensar no todo.

 

Espero ter ajudado em dissipar essas nuvens negras das vossas cabeças, existem muitos e muitos mais exemplos o importante é que saber que somos nós por um todo, é a nossa vontade, as nossas crenças e convicções que tem de mandar.

 

Bons treinos.

Review: Skechers GOrun Ride 5

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O João e a Bo andaram a testar os Skechers GOrun Ride 5. Depois da preview, segue então o veredicto final:

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

 

O João afirma que visualmente estas GOrun Ride 5 são uma sapatilhas grandes, mas não se deixem enganar por este aspecto mais robusto. Embora tenham um look mais maximalista, elas fazem parte da linha de corrida mais natural da Skechers com apenas 4mm de drop e foram construídas de raíz para corredores que procuram leveza, amortecimento e que buscam distâncias mais longas, logo acreditem que estão longe de ser dois tijolos.

 

Em termos de upper, a construção é excelente e o material utilizado é ótimo e muito confortável mesmo quando de corre sem meias. Lembramos que a Skechers este ano teve uma aposta forte no triatlo e na marca IRONMAN e como é comum os triatletas não usarem meias, de forma a poupar tempo nas transições é bom ver que existiu aqui uma forte preocupação no material. No entanto, a Bo adiciona que, apesar do conforto caraterístico da marca, parece que existe algum excesso de tecido no upper. Ela tem o pé estreito, mas este excesso de tecido não se justifica. Mesmo com o sapato na mão, esta situação é visível.

 

Outro pormenor de design a pensar no triatleta é o sistema quick-fit no calcanhar, uma ligeira abertura que ajuda a calçar a sapatilha de uma forma mais rápida nas transições, contudo em prova, o João não achei que ajudasse assim tanto. Na verdade, como o dedo passa para o interior da sapatilha chega a prender um pouco a entrada do calcanhar do pé na mesma.

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ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

 

Neste aspeto, a Bo e o João concordam que não há nada a apontar. É uma sapatilha estável, os reforços em 3D nas laterais do upper garantem que o pé se mantenha no sítio. Mesmo ao usar um sistema de atacadores elásticos (quick laces) que cedem mais um pouco que os normais e mesmo o pé este sempre no sitio certo.

 

Para estes GOrun Ride 5, a Skechers optou por um design que favorece o mid-foot striking do corredor e para isso optou por colocar uma EVA mais firme na sola e na media sola de forma a que este tipo de ataque ao solo seja mais natural. Para além disso outro pormenor interessante são os GO Impulse sensors, uma pequenos discos circulares colocados na sola – se olharem para a sola, são os círculos de cor diferente, este foram reposicionados face à versão anterior e segundo a marca são os responsáveis pela responsavidade da sapatilha.

 

Em termos de aderência, a Bo levou os GOrun Ride 5 ao limite, ao correr em trilhos. E mesmo, nos trilhos, os GOrun Ride 5, não deixaram nada a desejar. É claro que se tratou de um piso não muito técnico em sem lama.

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CONFORTO

 

É uma sapatilha que tem uma boa qualidade de materiais e isso relevasse no conforto. A zona frontal da sapatilha é ampla o suficiente para abrir os dedos dos pés com um á vontade relativo. Para a Bo, esse aspeto é crucial. Contudo, na opinião do João, e tendo em conta o seu pé, poderia ser uma pouco mais larga. Além disso, esta sapatilha promete uma transição suave, mas o João achou-as demasiado rijas levando a ter algum desconforto na planta do pé ao fazer treinos com mais quilómetros. A Bo não concorda e sente-se à vontade para fazer muitos kms com estas sapatilhas.

 

AMORTECIMENTO

 

Com mais 15% de material na sola do que a versão anterior, mantendo o mesmo peso, a Skechers promete um nível de amortecimento superior para estas GOrun 5. No entanto, o João, face à rigidez que encontrou durante o uso, acha que este ponto ficou algo aquem das espectativas iniciais. O João admite que na crew há pesoas que tem opinião contraria à sua, portanto deve ser devido à sua passada ou morfologia. Na verdade, não existe um sapatilha que sirva todos os corredores. Cada um de nós tem a sua identidade na passada, como se de uma impressão digital se tratasse.

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PREÇO

 

Com um PVP perto dos 100€ e tendo em conta os materiais utilizados pela Skechers, na perspetiva do João, outras opções no mercado e “o seu” problema de conforto na passada, este valor fica no limite do aceitável para uma sapatilha que promete mais conforto, mais distância e mais amortecimento. Ja a Bo afirma que voltaria a comprar este modelo, sem dúvida.

 

AVALIAÇÃO FINAL

 

A Skechers “tagou” esta sapatilha como “the perfect ride, anytime”. Na verdade, as GOrun Ride 5 ficaram um pouco à quem das expectativas do João, embora as considere boas, não as considera excelentes em nenhum ponto. Tornando-as assim umas sapatilhas versáteis, transmitem a sensação de leveza que prometem, mas não me transmitem a sensação de terreno e amortecimento devido à rigidez na passada que encontrei durante o uso.

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Design/Construção 16/20

Estabilidade e Aderência 16/20

Conforto 15/20

Amortecimento 12/20

Preço 14/20

Total 74/100

Decidiste voltar a correr? Eu também e não vai ser fácil...

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Há 3 meses corri pela última vez... e fiz uma maratona!

 

Pois é, há 3 meses corri a Maratona de Madrid, e desde esse dia não voltei a correr 100 metros.

 

Porquê? Fui "à faca", e para não ajudar, 1 mês depois da primeira ida ao bloco operatório tive de lá voltar para resolver uma infeção chata que deu em fistula.

 

A recuperação foi longa, quase 2 meses, muito dolorosa e completamente inerte passando muito tempo deitado.

 

Tanto como as muitas dores que tive, custou esta inatividade completa porque desporto é do que mais gosto fazer na vida, seja correr, saltar, nadar, andar de bicicleta, jogar ténis, basket, etc etc etc...

 

Atualmente perdi toda a forma que tinha e, se há 3 meses concluí a Maratona num dos melhores periodos de forma que me lembro, hoje subo um lance de escadas e fico exausto. O corpo precisa de atividade, tudo o que está parado morre, mesmo.

 

3 meses depois da Maratona voltei a calçar uns ténis para voltar a correr um pouco. Foi no evento da Puma para apresentação dos Ignite Dual. A sensação foi boa, muito boa, apesar do receio de começar a correr, mesmo que devagar, e não aguentar nem 50 metros.

 

Felizmente o evento foi bem planeado, andámos um pouco, fizemos alguns exercicios de aquecimento e a parte de corrida foi breve. Embora muito cansado acabei bem e com um enorme sorriso na cara.

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E agora? Agora é hora de começar tudo de novo, antes de voltar a correr bem, terei de andar muito e bem, e sobretudo ter a força para não desistir às primeiras dificuldades, e vão ser muitas.

 

Para ti, que estás na mesma posição que eu, decidiste voltar a correr e sabes que não vai ser fácil, faz isto por ti e para ti!

 

Daqui a 2 meses espero ouvir noticias tuas, e eu aqui estarei a dar-te noticias desta minha nova etapa.

 

Para fechar, revejam neste link  as dicas que o Pedro Luiz nos deixou no início do ano para quem quer começar ou voltar a correr e tanto sucesso tiveram.

 

Bons treinos!

Race Report: Trail Monte da Lua

Sábado 8h da manhã, estacionamento da Praia das Maçãs, partida do Trail Monte da Lua, o calor já se começava a sentir e a prever aquele que ia ser o meu maior inimigo.

 

Não treinei especificamente para este trail, mas no início de Maio decidi ter um plano de treinos com o Coach João Mota - Trail Running & Endurance, para poder evoluir na modalidade de forma mais coesa. Era tempo de avaliar o corpo e treino até aqui, foi desta maneira que encarei este desafio.

 

Era hora de levantar dorsal, encontrar amigos destas andanças e ver a partida dos bravos que iriam fazer os 50km.

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Partida ás 9:30 como esperado, sabia que o percurso até ao Cabo da Roca não me iria trazer grandes dificuldades porque treino regularmente naquela zona. O pior foram as arribas, cheguei à zona crítica com pouco mais de duas horas de prova, pela primeira vez tive um medo brutal de descer, dei por mim a desejar subidas. Percebi que aquela parte seria o verdadeiro início da prova, o calor era mais que muito, a pele ardia e o pensamento de desistir foi recorrente.

 

Liguei a quem sabia que estava a seguir a minha prova, no meio das lamentações ouço do outro lado: já fizeste o pior, se chegaste até aí não vais desistir agora.  Segui caminho, esperavam-me mais duas subidas durinhas mas afinal foi o que desejei até ali… SUBIR, os restantes 7km foram feitos tranquilamente e quando dei por mim já estava no areal da Praia das Maçãs, ao longe avistava a meta e cruzá-la 4h40 depois da partida foi um feito atendendo ás condições.

 

Senti que podia ter feito muito melhor mas acho que esse sentimento todos temos quando chegamos à meta, fui a vigésima oitava mulher a cruzar a meta. Concluí mais um desafio a que me propus, o mais importante é concluir sem lesões.

 

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Olhando agora para a prova em si, a meu ver o percurso estava bem marcado, não havia margem para dúvidas. Mas não posso deixar passar o facto de haver poucos voluntários ao longo do percurso, para além de não haver existência de bombeiros nem de pontos de socorro nas zonas mais críticas do percurso como eram as arribas. O segundo abastecimento da prova 20D+ (trail curto) era de sólidos e líquidos e contava apenas com a boa vontade de três voluntários, quando passei por lá eles não conseguiam dar vazão, muito menos repor o que estivesse em falta.

 

Contudo e o que para mim me tirou do sério, foi chegar ao abastecimento do Cabo da Roca ir com três soft flasks vazios e um voluntário dizer que não tinham água mas que me podia abastecer de Coca Cola. Havia várias pessoas sem líquidos à espera que viessem trazer água. Nas condições que decorria a prova água não pode mesmo faltar, esse para mim foi um erro crasso.

 

À chegada também só podíamos contar com líquidos não havia sólidos nenhuns, em qualquer prova há sempre sólidos à chegada.

 

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A prova prima pelas diversas paisagens de cortar a respiração, e se há quem goste de descer em zonas muito íngremes o suficiente para disparar a adrenalina, então esta é uma prova para ti.

Até para o ano Monte da Lua...

De Sedentário a Jogador de Pokémon Go

Antes de começar o titulo não é a gozar com o José Guimarães, é só porque achei que ficava bem.

 

Adoro tecnologia, gadgets novos, aplicação novas e uso e abuso delas, aliás a minha formação base é nessa área, ou seja, tinha tudo para ser um geek daqueles fortes. Depois tenho um outro lado, um lado que gosta de se sentir vivo, de sentir o vento, o sol e chuva na cara, por isso gosto tanto de actividades ao ar livre e de correr no meio natureza.

 

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Será que isso faz de mim um desportista? Óbvio que não, faz de mim humano apenas.

 

E foi isso que a Nintendo devolveu às pessoas especialmente a muitos gamers que até agora estavam enfiados nos seus quartos horas a fio onde tudo era virtual, devolveu esse sentimento de serem humanos de novo e é por isto que o Pokémon Go tem tanto sucesso, porque as pessoas no geral gostam de sair à rua, faz parte do nosso ADN sermos livres, gostamos de nos encontrar com outras pessoas, de comunicar na realidade e conhecer pessoas e sítios novos.

 

Nos últimos dias, a comunicação social tem feito buzz danado com isto e tenho visto pessoas a afirmarem que à pala do raio do jogo já fizeram mais quilómetros a andar pé num dia, do que geralmente fazem numa semana e isto para mim fantástico. Tiro o meu chapéu ao tipo que teve a ideia de criar o Pokémon Go e aos senhores da Nintendo que aprovaram o projecto, eles não só descobriram o que já estava descoberto, que as pessoas gostam de viver fora de quatro paredes e também descobriram que não vale a pena gastar milhões de euros em gráficos a criar cenários de cidades em 3D se temos o realidade de borla frente dos nossos olhos.

 

Acredito e quero acreditar que este jogo seja o início de uma mudança de paradigma, acredito que se a moda pegou, muitos mais seguirão esta linha e acredito que as pessoas se vão voltar a encontrar e a reencontrar a elas proprias e aos outros mais no mundo real do que no virtual, pois quando saíram de casa para caçar Ratatás e Pikachus e se sentiram mais livres pensaram... Olha isto de sair à rua afinal é cool...

 

Certo ainda vêm o mundo por um ecrã de quatro polegadas e meia, mas é começo para começarem a ver mundo a 360 graus, para ganharem o gosto de caminhar, sentir o mundo e a natureza e talvez de começarem a fazer algum outro tipo de activistas ou desporto - Sabem que a correr conseguem ir de um Pokestop a outro muito mais rápido. Deixo só a dica.

 

Antes de acabar, não vou criticar o jogo, se faz com que as pessoas caminhem mais, e comuniquem mais é certamente bom, apenas o conselho para que tenham atenção ao caminharem pois existem perigos na via pública e não queremos que ninguém se aleije. À menina que me chamou otário outro dia e disse que não entendia esta gentinha que corre, por eu ir a correr na rua e ela vir com telemóvel em riste certamente a caçar algum bicho amarelo e esbarrou em mim... E ao qual lhe respondi com um sorriso: Tu é andas na rua a caçar bichos que não existem na rua e eu é que sou otário!! Fica a saber, que mentalmente também te mandei caçar Pokémons para um sítio fantástico. :-D

 

Boas caçadas

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