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Correr na Cidade

Race Report do Estrela Grande Trail 2016: afinal, qual era a desculpa?

 

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 As estrelas do Estrela Grande Trail

 

Nos meus objectivos traçados para este semestre, tinha o EGT como uma das provas mais importantes e para a qual queria estar preparada. Mas confesso que sou uma workaholic: adoro a minha profissão e dedico mais tempo a ela do que a mim. Se isto é positivo? Claro que não! Mas esta prova fez-me repensar no rumo que estou a dar à minha vida e na necessidade que tenho de a mudar, outra vez.


Mas agora é tempo de falar sobre a prova propriamente dita.


Como Manteigas não fica logo ali ao lado para quem mora em Lisboa, decidi que tinha de fazer uma crew trip e aproveitar o facto de ter casa ali na zona. No carro trazia uma bagageira cheia de equipamento para ir correr. No início fez-me um pouco de confusão ter uma lista de equipamento obrigatório tão grande para quem ia correr apenas 26K e nem ia até à Torre mas, no final, fez todo o sentido.


Eu, a Bo e o Bruno Tibério, saímos de Lisboa na sexta-feira ao final da tarde e queríamos chegar o mais rapidamente possível à Aldeia Viçosa (Guarda) para podermos fazer a nossa massa "c'atum" e deitarmo-nos cedo. O dia seguinte ia ser longo, cansativo e tínhamos de estar preparados para a grande aventura. A Bo ia correr 46K, eu os 26K e o Bruno ia ser o nosso apoio e fotógrafo oficial.


Para chegar à zona da partida tinhamos de fazer um trajecto durante cerca de 45 min por uma estrada nacional que ia dando uma noção da dimensão daquela serra. E, acreditem, a paisagem é linda!

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 Aldeia - Viçosa (Guarda) - local de passagem do Rio Mondego


Ao chegarmos à partida, começámos por tentar encontrar a Liliana e o Moura, mas nem sinal deles. Algo se passava, pensei eu. Felizmente não tinha acontecido nada de mal, apenas aqueles pequenos stresses que costumam aparecer à última hora.


Vi a Bo partir sorridente, nervosa mas bem acompanhada pelo José Finuras e por alguns membros da equipa do Montanha Clube Trail Running. E, chegada a minha vez de partir, o nervosismo era mais que muito. O Bruno deu-me um mini curso sobre como utilizar o relógio dele e o que eu podia esperar nos primeiros 5K: subidas e mais subidas. Dei apenas uma vista de olhos pelo gráfico da prova e pensei que não era assim tão difícil. Estava enganada, claro!


À medida que íamos a subir, a paisagem ia ficando cada vez mais bonita. O grupo começava a dispersar e eu, como ia sozinha, pus os meus "phones" nos ouvidos e a música a tocar. Apesar de ter treinado pouco em termos de corrida, nas últimas 3 semanas mudei o plano e comecei a treinar mais as pernas. E o resultado foi muito positivo. Numa dessas subidas meti conversa com a Mónica e o João Batista que serviram de "lebre" e puxaram por mim ao longo da prova.

 

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 A paisagem é fantástica


Na primeira fonte que encontrei, decidi abastecer-me de água e estava a achar estranho como é que tinha bebido tanta água num curto trajecto. Mas depois apercebi-me que já tinha subido mais de 5K e estava muito calor (pelo menos para mim). Claro que a falta de treino também aumenta esta sensação. Ao chegar ao primeiro abastecimento, olhei em volta e vi a bela laranja a olhar para mim e atirei-me a ela como se fosse o Zach Miller no MIUT. Para quem gosta de comer devagar, este é um desafio engraçado. Arranquei do abastecimento com o João e a Mónica, mas tivemos de a deixar para trás por causa duma indisposição. Não gosto de fazer isso, mas sabia que ela não estava sozinha.

 

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A vista para o Vale do Rossim


Ao longo dos 5K seguintes, as subidas continuavam e o João continuava a puxar por mim. Numa dessas subidas surgem mais 2 personagens nesta história: a Oriana e a Raquel. E, o mais engraçado, é que a Oriana é do Porto e uma grande fã do nosso blogue. Senti-me ainda mais orgulhosa pela camisola que trazia vestida e por correr ao lado de quem conhece as nossas histórias.


Na zona do Vale Glaciar surge uma pedra fantástica e que eu já tinha visto em vídeos de provas anteriores: uma pedra em que temos de passar no meio dela, nuns degraus improvisados e meio a pique. À entrada, um moço simpático da organização, deu-nos a dica que faltavam cerca de 9K e para termos algum cuidado, pois a descida tinha muitas pedras pequenas e escorregadias. E eu que pensava que ia ser uma descida fácil...

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Fotos do Zé - Uma foto 5 estrelas onde dá para ver que, apesar da dificuldade, estava com um ar bem divertido.


Depois de deixarmos a pedra e tirarmos algumas fotos muito rápidas, decidimos começar a correr "a trote" (como dizia o João) e lá fomos a descer a serra até ao último abastecimento. De acordo com o que disse a Mónica, tínhamos de nos preparar para um estradão de cerca de 3K até à meta. Dito assim parece fácil, mas depois de 23K...ter forças para "disparar" não é assim tão simples. Algures depois do abastecimento, eu e o João separámo-nos das meninas e decidimos correr mais até à meta. Pelo caminho fizemos contas para ver quanto tempo de prova íamos fazer e esbocei um enorme sorriso ao perceber que ia chegar antes das 5h30 de prova como tinha previsto. Mandei uma sms ao Bruno para pôr a máquina fotográfica à mão, pois só faltavam 3K...que parecia que nunca mais acabavam.

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Eu e o meu companheiro desta aventura

 
Na chegada ainda deu para passarmos 2 raparigas que se enganaram no caminho e consegui ter forças para passar a meta a correr depois de uma subida que parecia que nunca mais acabava. E a chegada à meta é sempre aquele momento "tcharan" em que dizemos "tá feita"! E saber que temos uma cara conhecida à nossa espera é bem motivador.


Em relação à prova e no que toca a pontos positivos destaco a simpatia e disponibilidade da organização (voluntários incluídos), sempre com um grande sorriso e piadas engraçadas, quer ao longo da prova quer na meta. Acho que o facto de existirem apenas 2 abastecimentos podem ter dificultado a vida a algumas pessoas, mas acredito que isto não tenha sido o mais complicado de gerir. Outro ponto positivo foi o sistema de marcação: para mim foi a melhor prova até agora, onde havia uma marcação a cada 20m no máximo. Ah, e adorei a ideia dos puff's que estavam ao pé da meta e que me proporcioanaram um momento de relaxamento maravilhoso.


No que toca aos pontos negativos acho que, devido à previsão do estado do tempo, deviam ter arranjado um spot coberto junto à meta para quem estava à espera dos atletas (eu usei o material que era obrigatório e que me protegeu do frio enquanto esperava pela Bo e pela Liliana). Mas não considero isto um ponto tão negativo.

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A chegada à meta...finalmente a sorrir :)


Em relação aos agradecimentos, que dizer um grande obrigado a toda a crew do Correr na Cidade que, duma forma ou de outra, me ajudou a superar o meu objectivo; ao staff do Clube VII com quem trabalho diariamente e me tem ajudado a melhorar a minha performance desportiva; à Bo IriK que me contagia com a sua energia logo pela manhã e transformou esta viagem numa grande aventura e ao Bruno que passou a ser o meu coach favorito e que me vai transformar numa melhor corredora...mal posso esperar pela próxima prova. E, desta vez, sem desculpas! Prometo!

O meu treino amanhã é "Dormir que nem um porquinho!"

Por vezes, não fazer nada é o melhor treino.

 

Quantas vezes já nos deparamos com o dilema de nos sentirmos cansados, mas se não formos treinar ficamos com um sentimento de culpa dentro de nós que acabamos por não respeitar o nosso corpo e acabamos por ir na mesma.

Sim, certamente já aconteceu a todos e se ainda não aconteceu é porque ainda vai acontecer... Mas se for esse o vosso caso já vão saber o que fazer.

 

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Está mais que provado que é a dormir que o nosso corpo se desenvolve, recupera e regenera, não só fisicamente como até mesmo psicologicamente, não é à toa que o acto de descansar é um três vértices dourados da pirâmide: Treinar, Comer e Dormir que representa os eixos fundamentais da boa forma física, treinar bem, ter uma alimentação saudável e lá está... Dormir, para que o nosso treino e a nossa alimentação se consolidem.

 

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Ouvir o corpo é sempre a melhor estratégia, se nos sentimos demasiado cansados fisicamente, se ao treinar não estamos a render aquilo que costumamos, se um treino que habitualmente fazemos sem problemas, nos custa horrores, são tudo sinais que o nosso corpo nos dá para abrandarmos o ritmo e acalmar e o mais provavel quando chegamos a este ponto é  estarmos a precisar de descansar um pouco mais que o normal e ficarmos alguns dias sem "fazer bolha" como diz o nosso Luís Moura.

 

Descansar é fácil... Aliás é a coisa mais fácil do mundo... O problema é vencer o sentimento de culpa de não ir para a rua correr ou ir para o ginásio, esse sim é que e dificil, mas necessário.

 

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Numa semana normal, faço dois dias de descanso total e dois dias de treino mais leve intercalado com treinos mais duros, contudo existem semanas especiais: 

 

Semanas que antecedem provas mais desgastantes: aqui reduzo bastante a carga e concentro-me mais em trabalho acessório; 

 

Semanas pós provas mais desgastantes: aqui concentro-me mais em treinos de recuperação activa; 

 

E por último aquelas que são as piores, aquelas semanas em que o corpo pura e simplesmente dá sinais de desgaste: primeiro que tudo e como estratégia inicial é aceitar que é uma situação perfeitamente normal e que por vezes é necessário acalmar mesmo, segundo e para eliminar o sentimento de culpa do pensamento vou perder a performance se não for treinar, pensamento errado deste já, pois se estamos neste estágio e não paramos, vamos continuar a perder a performance, a minha aposta vai para treinos de recuperação activa, como caminhadas, nadar um pouco ou mesmo andar de bicicleta, mas tudo em ritmo cardíaco baixo, repito ritmo cardiaco baixo, o truque aqui é por o corpo em movimento para ajudar a eliminar os elementos tóxicos que se alojaram no nosso organismo para recuperar mais facilmente e por último aproveitar o tempo para uma activadade mais relaxante como yoga, meditação ou simplesmente uns alongamentos junto à praia com vista para o mar. 

 

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Para quem lê as coisas mais na diagonal, deixo aqui um conjunto de acções que podem funcionar como canivete suíço, para quando o cansaço se instala ou prevenir que este se instale tão facilmente.

  • Não descurar os períodos de sono (7 a 8 horas);
  • Aquecer bem antes e alongar sempre após a actividade fisica
  • Ter uma alimentação equilibrada e após cada treino dar ao corpo os nutrientes que ele necessita para recuperar mais rápido como por exemplo açúcares e proteínas;
  • Massagens terapêuticas, não as usar somente quando temos uma lesão, mas usa-las como prevenção;
  • Intercalar treinos de recuperação activa na vossa agenda de treinos;
  • Dedicar alguns dias por semana ao descanso total;
  • Não ficar preocupado se nos sentirmos cansados, acontece é normal, é o corpo a dizer para descansar mais;
  • Usar actividades leves de baixo impacto nas recuperações;
  • Em periodos de maior carga, o uso de suplementos como o ZMA ( Zinco, Magnésio e Vitamina B6) ajudam na qualidade do sono;
  • Se um dia treinamos duro, no dia a seguir talvez seja melhor não com a mesma intensidade o mesmo grupo muscular.

 

Sei que isto são tudo lugares comuns, mas que é necessário lembrar de quando em vez.

 

Bons treinos e bom descanso.

O meu top 3 de corridas em Lisboa

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No domingo passado descobri uma corrida que claramente faria parte do meu top 3 de provas em Lisboa. Foi a Corrida dos Pupilos do Exército que adorei pelo seu percurso e ambiente. Foi então e também porque algumas pessoas me têm vindo a perguntar, que decidi partilhar aqui as minhas três provas preferidas em Lisboa. São provas de cerca de 10km que se realizam na área da Grande Lisboa. Relembro que esta é o meu Top 3 pessoal e pode não ir ao encontro das preferências dos restantes elementos do Correr na Cidade.

 

Este é o meu top 3 de provas em Lisboa (a ordem é irrelevante):

 

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Corrida Pupilos do Exército e Corrida Avenidas Novas

(esta prova foi a junção de duas, a primeira este ano na sua IV edição e a segunda na III)

Site: http://www.corridapean.pt/

Distância: 3, 5 ou 10 km

Ganho de elevação: 174m

Ponto de partida: Parque Eduardo VII, Lisboa

Custo da Inscrição na primeira fase: 8€ para as provas dos 5 e 10 Kms e de 5€ para a prova dos 3 Kms

Número de participantes: 600

Mês de realização: Maio

Edição: IV

Opinião: Fui convidada a participar nesta prova pela Multiopticas, um dos patrocinadores desta corrida. Já tinha ouvido falar com a corrida mas sinceramente nunca pesquisei sobre o seu percurso. Aceitei o convite de bom grado e no domingo de manhã dirigi-me ao cimo do Parque Eduardo VII, junto à bandeira. Adorei a prova pelo seu ambiente acolhedor. Como tem poucos participantes, gerou-se um ambiente muito familiar e intimista. O que mais gostei foi o percurso (vejam no meu Strava), não circular, pois terminou na 1ª seção dos Pupilos do Exército na Radial de Benfica. O percurso passa pelo Corredor Verde e Monsanto, tornando-se muito diversificado. No Parque Florestal Monsanto, passamos por trilhos e estradões, algumas subidas e partes planas. Os últimos dois kms são mais duros psicologicamente, pois saímos da floresta e corremos pela ciclovia “Lisboa Cidade” junto a estrada. A prova tinha 3 abastecimentos de água e águas e maças no final. A prova apoia a Associação Jorge Pina e Escola de Atletismo Adaptado. Esta Escola foi pensada por Jorge Pina para dar formação desportiva gratuita na área do Atletismo a qualquer criança ou jovem com necessidades de saúde especiais.

 

PS. Nesta prova fiz segundo lugar no meu escalão. Infelizmente não fui ao pódio porque estava inscrita como homem e nem sabia que tinha ficado em segundo. Só descobri depois e a organização tratou de corrigir os resultados e enviar a medalha :) Realmente é chato ter um nome holandês em Portugal eheheh.

 

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Urban Trail Lisboa

Site: http://www.urbantrail.pt/

Distância: 10km e caminhda

Ganho de elevação: 330m

Ponto de Partida: Praça do Comércio

Custo da Inscrição na primeira fase: 13€ equipa s/frontal, 14,90€ individual s/frontal, 15€ equipa c/frontal, 17€ individual c/frontal

Número de participantes: 8000

Mês de realização: Setembro

Edição: IV

Opinião: Embora só tivesse participado na edição de 2014 nesta prova, é uma das minhas preferidas de Lisboa. A prova também decorre em Sintra, Leiria, Porto e Coimbra, sendo que em Sintra já participei duas vezes. Esta prova é perfeita para quem gosta de trilhos. Trilhos urbanos, neste caso, tal como o nome da prova indica. A prova decorre à noite e os participantes, com uma luz frontal na cabeça, sobem e descem por alguns dos bairros mais emblemáticos de Lisboa: Mouraria, Alfama, Bica e Bairro Alto. É uma prova dura, muito divertida e bem diferente das muitas provas planas que a Cidade acolhe a cada fim-de-semana.

 

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Corrida do Tejo

Site: http://www.corridadotejo.com

Distância: 10km

Ganho de elevação: 82m

Ponto de partida: Algés

Custo da Inscrição na primeira fase: 10€ para as 1000 primeiras inscrições

Número de participantes: 10 000

Mês de realização: Setembro

Edição: 36ª

Opinião: Esta corrida tem um lugar especial no meu coração, pois foi a minha primeira prova em Portugal. O percurso começa em Algés e termina em Carcavelos, ao longo da marginal (afirma-se que gosto de provas que não sejam circulares). A Corrida do Tejo é uma prova muito bem organizada tendo em conta o enorme número de participantes que tem. Normalmente gosto de provas mais pequeninas, mais caseiras e menos comerciais, mas esta prova tem algo especial. Tanta gente a correr junto ao rio é mágico. A prova conta com muita animação ao longo do percurso e também graças à paisagem envolvente, esta prova não é nada monótona e muito agradável.

 

E vocês? Quais são as vossas provas preferidas em Lisboa?

Acreditar e Fazer: a caminho do EGT

 

Acho que o título reflecte bem o meu "mantra" atual… para quem levou uma valente bofetada na cara, com uma tentativa extremamente frustrada de fazer a sua primeira Maratona em Barcelona, confesso que estou surpreendida comigo mesma. Após esta experiência que me vincou profundamente, achei melhor afastar-me por uns tempos da corrida, para organizar a cabeça e as emoções quanto à corrida… já andava na natação, apostei em aulas de RPM no ginásio e fui em busca do equilíbrio físico e mental com o Hot Yoga de Jean Pierre de Oliveira, que tão bem que me sabe!

 

 Hot Yoga: estou por ali algures, literalmente a suar em bica!

 

A pensar que o embalo de uma maratona me pudesse ajudar, desde Dezembro que estava inscrita nos 46K do EGT. Planos furados e de cabeça longe do objectivo, vi-me confrontada com a mais pura realidade das minhas acções com o artigo do Luís a propósito das nossas decisões a nivel desportivo… pela primeira vez vi escrito aquilo que tantas vezes, os dois, falamos em casa e que por uma razão ou outra ainda não tinha retido, sobretudo no momento impulsivo em que me inscrevo em provas (menos mal, podiam ser malas e sapatos… certo?).  

Reli aquele artigo vezes sem conta… afinal de contas o que é que eu quero?! Pensei muito sobre o assunto e de uma forma bastante consciente tomei a decisão de que iria apontar canhões para a prova que já tinha planeada e assumi o facto de que iria ter pouco mais de um mês para treinar com uma disciplina e foco como nunca antes. Seria também imperativo focar-me ao nível alimentar porque, por mais voltas que tenhamos que dar, uma pessoa mais pesada é obrigatoriamente menos rápida, consome mais energia e assim menos eficiente na sua corrida, com a agravante de potenciar lesões ao nível articular.

Teria de uma vez por todas mentalizar-me de que sou capaz, motivar-me a continuar e como costumo dizer: fechar a boca e treinar forte! Querer só, já não chega… chegou a hora de atuar!

 

Estrela Grande Trail® de 46K: que estouro!

 

Quando divulguei a alguns amigos da corrida a minha intenção de fazer esta prova, foram todos muito politicamente correctos, sem quaisquer reacções negativas (as vezes até sem reacção! :P), em que a maioria optou pelo silêncio. Imagino que lhes tenha ocorrido o pensamento “ WTF?! Esta gaja deve estar completamente louca!!!” Curiosamente, ou não, foram esses mesmos amigos que sem as típicas palmadinhas nas costas do “és a maior, tu consegues” que fizeram questão de me acompanhar, a par e passo nesta jornada de treinos intensos a que me submeti neste último mês e trocos, porque palavras leva-as o vento… A todos eles muito lhes devo a motivação para persistir quando a cabeça pedia para parar.

 

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"as rainhas do cozido"

 

Para além dos treinos recorrentes acompanhada, onde invariavelmente obtenho melhores resultados, fiz questão de inserir no meu plano de treinos semanal alguns momentos a “solo”... aproveitei as idas do Luís aos Esquilos e fazia o meu trilho sozinha com os meus pensamentos… passei a ter um gosto especial por Monsanto de manhã cedo e no ritmo familiar passei a ser eu a indicar os dias desses treinos.

Já trato por tu o “Trepador”, houveram treinos fartos em “cozidos”, com tudo a que temos direito, e cheguei a fazer também algumas incursões a Sintra nos fins de semana, para colocar km’s e altimetria, mas que por uma razão ou outra não foram tão proveitosos como gostaria que tivessem sido. As pernas foram respondendo bem ao esforço, a cabeça manteve-se no objectivo e melhor do que isso: tirei muito gozo desta fase!

 

 

Pelo meio desta brincadeira toda, sem dedicação exclusiva para a causa e apenas com o objectivo de me familiarizar com as regras de prova, faço o meu primeiro Triatlo, em Leiria, na companhia da Sara e do João a quem “desencaminhei” para estes caminhos uns meses antes. Acreditem… a #teamhulk ainda vai dar que falar! ;) E porque parece que sou uma mulher de tudo ou nada, é também nesta fase da minha vida que me cai no colo a oportunidade de ingressar numa nova oportunidade profissional… haja fôlego!

 

 #teamhulk depois do I Triatlo da Lagoa da Ervideira - Leiria

 

Dito isto… estou a caminhar a passos largos para o meu grande desafio. Não sei quantos kg’s perdi ao certo porque não me pesei, propositadamente, mas o facto é que já vejo pequenos laivos de músculo onde antes só via gordura. Acho que foi a primeira vez que não confiei na sorte ou destino e arregacei as mangas a sério… dentro de mim tenho uma pequena chama de fé que me faz acreditar que vou conseguir e foi essa mesma chama que me fez sair tantas vezes da cama de madrugada quando seria tão mais fácil ficar no quentinho… desculpem lá se estou a ser ingénua... Uma coisa é certa, este mindset já ninguém mo tira!

 

Gostaria de terminar com um agradecimento especial ao Luís Moura, Sara Dias, João Gonçalves e Ângela Costa por todos os km’s partilhados, conselhos, apoio, motivação… enfim, pela vossa AmizadeSeja qual for o desfecho… prometo-vos que darei o meu melhor!

 

Corrida TSF Runners – Como é correr com 4 atletas cujo nome termina em Ana?

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 (na partida...digam lá que não sou um sortudo)

 

Por Bruno Tibério:

 

Há algumas semanas fui convidado para participar nesta prova e confesso que estranhei o convite, principalmente porque iria correr com 4 mulheres que têm 2 pontos em comum: gostam de correr e têm “Ana” no nome. No início ainda achei alguma piada, mas depois fiquei um pouco apreensivo. Isto de ir a acompanhar 4 mulheres não é para qualquer um! Como será que podia ajudar? Quem me conhece pessoalmente sabe que não sou propriamente a pessoa mais efusiva e extrovertida e isto seria para mim um desafio acrescido. O meu conselho, e aquilo que eu segui, é pensarem o que gostariam que fizessem por vocês.

 

No dia da prova, para além do nervosismo típico antes de começar a correr, acabei por me atrasar um pouco porque decidi fazer compras de última hora e iniciei a minha corrida em Linda-a-Velha e tive a sorte de apanhar boleia com os “Malcatas”. Quando cheguei à partida já estava acompanhado pela Ana Morais e a Joana Malcata e começámos à procura das outras “Joanas”. Depois de nos reunirmos e colocarmos o dorsal à cintura, fomos até à zona de partida e, mesmo tendo a pulseira da zona “até 60 minutos”, decidimos que íamos para a parte de traz da partida.

 

Apesar de termos combinado irmos todos juntos, acabei por ir a acompanhar a Ana Morais. A Joana Aguiar e a Joana Ceitil foram mais à frente e a Joana Malcata ficou um pouco atrás. Ao dar o tiro de partida ainda demorámos um pouco a arrancar. Também não tínhamos pressa nenhuma e posso dizer que, de certa forma, isto já estava ganho...pela companhia, claro.

 

Nos primeiros 2 Km, olhei várias vezes para o relógio e reparei que a Ana ia um pouco mais acelerada do que era costume. Avisei-a de que devia ir com mais calma mas, como sempre, não me ligou nenhuma e lá continuou. O mais engraçado é que se notava bem que ela ia a puxar, pois era a primeira vez que a via a correr sem falar. De vez em quando olhava para ela para ver se estava bem, pois era estranho vê-la tão calada. Ao 3º Km (ou perto disso) aparece o primeiro abastecimento com água e agarrei logo em duas garrafas de água para que a Ana não parasse de correr. Se no início da prova estava um tempo bem fresco e nublado, ao longo da prova sentia-se bem o calor. Por esta altura já ela se queixava (como de costume) do calor e molhava a cara, os braços e as pernas.

 

E lá continuámos nós a correr e a acenar às pessoas que passavam por nós. De vez em quando lá olhava para ela para saber se estava bem, pois continuava a não dizer nada. Por volta do 5º Km, ela diz que tem de baixar um pouco o ritmo e, como se tivesse um relógio no pulso (que não tinha), fez o resto da prova numa média super estável – 6:28/6:32. Era essa a média que ela se sentia mais confortável. Eu bem tentei puxá-la no último quilómetro, mas não consegui grande coisa. Ela própria confessa que a falta de treinos de corrida não ajudaram e tinha mesmo que treinar mais. Mas engraçada foi a reação dela ao aproximar-se da meta, olhar para o relógio que lá estava e dizer: “vou bater o meu recorde pessoal dos 10K!” E assim foi! Fez 1:04:38.

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(esta foto está diferente de todas as outras: ela é que costuma correr a sorrir, não eu)

Na meta já lá estava a Joana Aguiar e a Joana Ceitil à nossa espera, que correm duma maneira engraçada: vão sempre a falar durante a prova (segundo elas dizem, em todas as provas). Esperámos alguns minutos pela Joana Malcata, e lá vinha ela “esbaforida” e sem conseguir falar, mas com um grande sorriso.

 

Resumindo um pouco o meu papel neste dia: todas estas meninas, para além de terem em comum partes do nome e o gosto pela corrida, elas também recomeçaram agora a correr e a participarem em provas. Quer seja por falta de tempo devido à vida profissional demasiado exigente, por alguma problema pessoal e/ou familiar, ou por alguma lesão que nos deixe encostados, por vezes temos de deixar os treinos para último lugar. Na corrida só conseguimos melhorar se tivermos alguma regularidade nos treinos e quando o treino passa a segundo plano durante algum tempo, podemos começar a ficar desmotivados com o nosso desempenho quando voltamos de novo ao activo. Não gostamos do nosso desempenho sabemos que podemos, ou pelo menos queremos, fazer melhor mas o corpo não reage aos nossos desejos.

 

E é aqui que podemos ser úteis, fazer a diferença e tocar alguém. Por vezes nem é preciso dizer nada, basta apenas estar lá. O simples facto de estar presente, fazer companhia, pode ser mais do que suficiente para não deixar um amigo, um colega ou um conhecido desistir quando falta um pouco de fôlego, motivação e coragem. Saber dizer, “reduz um pouco, precisas de gerir” quando vês que estão a ir acima das suas capacidades ou incentivar a acelerar nos últimos quilómetros ou a sair da zona de conforto. Relembrar que o relógio numa prova não é tudo, não é aquele “bicho papão” sobre qual todos nos vão julgar só porque os números não são os melhores. Mostrar que chegar ao fim, dentro das suas limitações, é um prémio mais enriquecedor que qualquer medalha. O sentimento de dever cumprido, o transformar o sofrimento em alegria após cruzar a meta, o acreditar que afinal é sempre possível, é o maior dos prémios que se pode receber quando nos sentimos em baixo.

E vocês? Já tocaram alguém esta semana? Vão, apoiem alguém e, no final, apenas perguntem: “quando voltamos a treinar?”

Preview: Corsários Berg Zebra

No preview das sapatilhas Berg Lynx, já vos tinha dito que a marca portuguesa tem vindo apostar em material para nós mulheres, desde das sapatilhas ao vestuário para corrida.

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Os corsários Zebra da marca Berg, foram desenvolvidos para corrermos em ambientes húmidos mas com máximo de conforto. Fabricados em poliéster que confere respirabilidade e conforto, o elastano dá-nos o ajuste ao corpo que tanto necessitamos na corrida.

 

Quando vestimos o modelo Zebra pela primeira vez percebemos logo que têm um ajuste perfeito ao corpo. Possuem uma cintura subida, muito importante para quando corremos, quantas de nós já fomos correr com uns corsários e ao longo da corrida tínhamos de os puxar para cima? Com este modelo isto não acontece. Na região posterior dos joelhos podemos contar com um painel em malha mesh, que garante liberdade de movimentos e de ventilação.

 

Existe um bolso traseiro com fecho, que permite guardar pequenos objectos sem que intrefira no movimento da corrida, para além dos dois bolsos laterais em rede ideais para transportar geis ou barras energéticas.

 

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Não nos podemos esquecer dos elementos refletores que garantem uma melhor visibilidade em locais menos iluminados. Em breve haverá novidades em relação a este modelo.

 

Bons treinos!

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