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Correr na Cidade

Azores Trail Run 2016 - Race Report

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  (Foto: ClickFaial)

 

Sempre me interroguei o porquê as filmagens realizadas nos Açores terem um aspeto único, podemos argumentar com questões técnicas, mas para mim simplesmente se deve ao facto da  luz ser diferente.

 

Quem chega aos Açores, pela primeira vez, sente que a luminosidade não é igual à do continente, os contrastes entre os pretos e os verdes dão a sensação de quase duma ofuscação, de um ambiente ligeiramente surrealista.

 

Assim, durante 5 dias pude desfrutar da beleza das ilhas do Faial e do Pico, mas também pude sentir quão volátil a meteorologia pode ser nestas ilhas e quão fustigante pode ser.

 

Esqueçam Windguru, Accuweather ou nosso IPMA. Todos sem exceção falharam redondamente na antecipação do que poderia ser o dia da prova. Só a título de exemplo, as piores previsões davam conta de chuva fraca intercalada por sol… ora eu no dia da prova vi o sol uma única vez

 

Como tinha falado no post anterior, a prova que me tinha proposto a realizar era o Faial Costa a Costa, que basicamente consistia em 48km, dos quais metade eram a subir e metade a descer. Da informação que havia recolhido, sabia também que a primeira parte, até ao início da subida, seria muito rápida, que a subida até caldeira (ponto mais alto da ilha) era marcada por alguns trilhos e um estradão e que haveria uma zona de progressão “chata” em torno da caldeira, daí para baixo era sempre a rolar…e foi mais ou menos isso… .

 

Despertador para as 06:00 e toca a levantar. As minhas rotinas de pré-corrida são simples e visam minimizar o erro.

 

Ou seja basicamente passam pela seguinte sequência: tomar um bom pequeno-almoço (sem invenções, há que não ceder à tentação de enfardar tudo o que nos aparece num grande pequeno almoço de Hotel), de seguida tratar da higiene, “bresuntar” os pés e partes internas da coxa, com creme gordo, vestir e por fim tratar da parte intestinal, para que não haja pit stops a meio da corrida. Esta rotina serve para tudo, desde uma corrida de 10km na estrada aos 115km do MIUT.

 

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Aprumado a rigor, desci a rua do Hotel até ao cais, onde me esperava o pick-up para a partida. Aí com o Pico em pano de fundo e a mostrar todo o seu esplendor, arrancámos em direcção à Ribeirinha. 

 

Por volta das 08:15, já me encontrava na partida e com o sol a dar um ar da sua graça (mal sabia eu que seria a única vez que o ia ver no dia inteiro), foi ver os atletas a chegar e sentir todo o corrupio que antecede o grande momento.

 

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Muita animação, muitas conversas, muitos sorrisos e aquela hora e meia de espera foi passando com grande facilidade. Tivemos ainda o prazer, e já que a prova dos 70km passava muito perto de onde estávamos, de durante uma boa meia hora estarmos a apoiar o pessoal, ao bom estilo Zegama Tuga.

 

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   (Foto: ClickFaial)

 

Alinhados na meta, tempo do speaker por toda gente de mãos no ar a saltar. Posicionado perto da frente, mas numa lateral, lá fui cumprimentando caras conhecidas como a Lucinda ou o Pedro Caprichoso.

 

Partida, largarta, fugida….

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  (Foto: ClickFaial)

 

Debandada total, resultado 1º km em 4:02 e 2º em 4:49… parte rápida inicial estava feita, era agora tempo de começar a subir os quase 16km, com mais de 1000D+.

 

A subida inicia-se com alguns single tracks e pautados por alguns degraus, nada de muito assustador depois da vacina do MIUT, que desembocam num belo estradão em serpente que nos leva até ao ponto mais alto da ilha, a Caldeira.

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  (Foto: ClickFaial)

 

Com excelentes sensações, e a fazer uma alimentação certinha, fiz um subida calma mas consistente, tendo chegado lá acima com cerca de 2 horas de prova.

 

Pensei “Se com estou aqui com duas horas agora vai ser sempre prego a fundo...”

 

Como estava enganado, a chuva, que tinha começado a aparecer aos 700mt, piorou drasticamente, tornando-se grossa e empurrada por rajadas fortes tornou a passagem pela Caldeira um grande desafio…

 

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  (Foto: ClickFaial)

 

To be continued ... 

 

Review: Berg Lynx

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Modelo: Berg Lynx

Testado por: Sara Dias

Características pessoais: Pronadora e 57Kg de peso

Condições de teste: Cerca de 80km percorridos nos trilhos de Monsanto e Serra de Sintra, percorrendo vários tipos de terrenos e condições climatéricas.

 

Os meus queridos Berg Lynx andaram a ser testados nos últimos dois meses, tempo suficiente para me apaixonar por eles. Estas sapatilhas conseguiram-me surpreender, não esperava que fossem a escolha para muitos dos meus treinos em trilhos.

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

Não posso dizer que são as sapatilhas mais bonitas que tenho, mas desde algum tempo que aprendi com os mais experientes nestas andanças, que a beleza não deve de ser factor primário na escolha de uma sapatilha. Pois bem, elas podem não ser as sapatilhas mais bonitas mas marcam pontos em outros factores bem mais importantes.

Começamos pela sua construção que é o que nos interessa, esta sapatilha é construída com materiais super resistentes, upper em nylon Mesh conhecido por ser uma malha arejada e muito flexível, permite que a transpiração seja facilmente eliminada, sendo ideal para a escoagem de algumas águas em tempo chuvoso. Para além disso, neste modelo não há costuras, estas foram substituídas por solduras termoplásticas. Podemos ainda contar com uma biqueira reforçada para maior proteção.

Outsole semi rígida com Megagrip da Vibram reforçado com TUP, confere maior aderência e conforto, é aquilo que mais gosto nestas sapatilhas, adaptam-se ao piso inclusivamente os mais húmidos.

Possuem diversos elementos refletores muito úteis em treinos noturnos para uma maior visibilidade.

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  Os manos Berg Lynx e Berg Jaguar

 

ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

Achei-as com a estabilidade que necessito, no meu caso estou a usar um 41 talvez um meio número abaixo poderia sentir mais estabilidade, mas ao fim de alguns quilómetros tenho tendência a inchar bastante dos pés por isso nunca é demais um espacinho extra.

Aderência cinco estrelas, graças à sola Vibram, sendo esta a de eleição para muitos de nós, porque agarra em diversos tipos de terreno mesmo nos mais molhados, dando-nos confiança em casa passada.

 

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CONFORTO

Para modelo feminino, tem óptima base para o pé e a biqueira não afunila como em alguns modelos de outras marcas, para mim um ponto que dou muito valor. Não ter costuras ajuda imenso no conforto. Língua da sapatilha é bastante esponjosa, não há risco de magoar o dorso do pé. Não possui bolsa para guardar os atacadores (ponto que pode ser melhorado), na minha opinião o próprio atacador devia ser ligeiramente mais comprido, habitualmente não uso sapatilhas com muito aperto e necessito sempre de atacadores mais compridos.

A palmilha Ortholite é super comoda e com elevado amortecimento, outro ponto muito positivo neste modelo. 

 

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AMORTECIMENTO

Cumprem os requisitos para trails com pouca distância e que não tenham terreno com muitas pedras.

 

PREÇO

Passando à parte dos custos, conseguimos comprar este modelo pelo PVP de 64,99€ na loja online da Berg, acho que é uma boa relação qualidade preço.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Design/Construção 15/20

Estabilidade e Aderência 18/20

Conforto 16/20

Amortecimento 14/20

Preço 17/20

Total 80/100

 

Se me perguntarem se compraria estas sapatilhas? Responderia que sim. Diria que são uma boa aposta para quem inicia trilhos e não quer investir muito dinheiro, com elas conseguimos nos adaptar a diversas tipologias de terreno mesmo quando molhadas ou com lama, confortáveis e com boa relação qualidade preço.

 

Bons treinos e espero com Berg Lynx nos pés.

Como escolher o calçado de corrida

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Ouvimos muitas vezes que a corrida é o desporto mais democrático e barato que podemos fazer. Mas porquê? Está ao alcance de praticamente todos. Basta adaptar o ritmo e intensidade, e para começar só precisamos de vontade férrea, os primeiros treinos custam muito, 1 t’shirt, uns calções e umas sapatilhas. Mas cuidado com estas últimas pois não devem ser umas sapatilhas quaisquer.

 

A escolha da sapatilha deve ser um processo individual, pois temos características distintas e não existe nenhuma fórmula ou calçado mágico. Temos que adaptar as nossas escolhas à nossa individualidade. A sapatilha xpto do nosso amigo poderá não ser a mais correta para nós. Temos também que ter em consideração o uso que pretendemos dar ao calçado: estrada ou trilhos, treinos longos ou curtos, rápidos ou lentos.

 

Os vossos sapatos são o vosso principal parceiro de treinos e acompanham-vos em todas as vossas aventuras ajudando ou prejudicando o vosso sucesso. Muitas vezes as sapatilhas são consideradas culpadas de uma má prestação, muitos corredores culpam mais depressa as suas sapatilhas do que a falta de treino para um mau resultado.

 

Com o mercado de running em crescimento, as opções para o consumidor aumentam e com isso também alguma confusão na hora de escolher o calçado mais apropriado.

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4 fatores importantes na hora de escolher o correto calçado

 

1 - Uso pretendido

 

O que pretendemos fazer com as nossas sapatilhas? Os modelos são desenhados e construídos para diversos tipos de corredores e com diferentes propósitos. Queremos um modelo para estrada ou trilhos? Utilização intensa ou moderada? É importante definir bem o uso que iremos dar às sapatilhas.

 

2 - Biomecânica

 

Este é talvez um dos fatores mais importantes e igualmente um dos mais controversos. Avaliar o nosso tipo de passada e comprar de acordo com essas características. Essa avaliação deverá ser efetuada por alguém externo através da observação ou do uso de equipamento próprio para avaliar essa componente, o famoso teste da passada.  Podemos em alternativa filmar-nos com o telemóvel enquanto corremos para analisar a passada, ainda poupamos uns trocos. A nossa biomecânica influenciará na hora de selecionar um modelo com mais ou menos estabilidade.

 
3 - Características do Pé

 

É importante conhecer as características dos nossos pés: tipo de arco plantar, largura do pé, formas peculiares, existência de calos ou afins, lesões antigas e necessidade de uso de palmilhas próprias são fatores importantes. Um corredor com um arco plantar alto necessitará de um maior nível de suporte do que outro com um pé plano. De igual forma, alguém com um pé largo sentir-se-á mais comodo numa sapatilha mais larga. Se existirem deformidades no pé temos também que as ter em consideração na altura de escolher o modelo mais acertado. Para nos ajudar nesta escolha devemos ter em consideração os modelos que já usámos e a experiência que temos com determinadas sapatilhas. Se, a título de exemplo, um determinado modelo vos causa desconforto ou lesões a nível do pé, deverão eliminar esse modelo de futuras opções de escolha. Por outro lado, se tem a versão 5 ou 6 de determinado modelo e dão-se bem com ele deverão ter esse aspeto em consideração.

 

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4 - Ajuste e Conforto

 

Avalie os vários atributos de cada sapatilha, comprimento, largura, altura da sola, drop, espaço nos dedos do pé e região do calcanhar. Anda um pouco com eles para avaliar o nível de conforto. Ao experimentar sinta o amortecimento, o peso e a transição da passada. Gostou de todos estes pormenores? Então deverá ser um modelo indicado.

 

Já se sentem mais preparados para comprar as vossas sapatilhas de corrida?

 

Uma das causas mais comuns do surgimento de dor ou lesões entre corredores é o uso de calçado desadequado. Ao ter cuidado na escolha da sapatilha estamos a diminuir o risco do aparecimento de dor ou lesões, e nesse sentido este é um processo essencial ao qual deveremos dar extrema relevância.  

   

Tenham em atenção os 4 fatores já mencionados e sigam estas dicas na altura de escolher a sapatilha mais adequada para vocês:

 

  • Experimentem e sintam se o modelo está ajustado ao vosso pé e se se sentem confortáveis. Se a resposta for não, opte por outro modelo;

 

  • Tenham a certeza que os sapatos estão confortáveis desde o primeiro momento e não o magoam em lado nenhum;

 

  • Dêm espaço suficiente para que os dedos do pé se mexam à vontade. Não comprem sapatilhas apertadas, o normal é elas não alargarem com o uso e, para além disso, o pé tende a inchar durante a prática de corrida;

 

  • Não comprem as sapatilhas com pressa, é preciso tempo para experimentar vários modelos. Calcem as sapatilhas na loja e veja como se sentem;

 

  • Procurem ajuda de alguém especializado e com experiência, se levarem um amigo corredor ainda melhor;

 

  • Antes de sair de casa vejam os seus sapatos velhos para analisar quais as zonas mais gastas;

 

  • Se usarem palmilhas ou algum tipo específico de meias, levem-as convosco para experimentar com as sapatilhas;

 

  • Experimentem várias marcas e modelos. Existem cada vez mais opções no nosso mercado;

 

  • Os pés aumentam com a idade, por isso meçam o vosso pé antes de comprar um novo par de sapatos. Devem medir os 2 pés, visto que os tamanhos podem ser ligeiramente distintos. Comprem sempre modelos de acordo com o tamanho do vosso maior pé;

 

  • Experimentem e comprem os sapatos de desporto de tarde, por norma os pés estão um pouco inchados, o mesmo acontece quando corre;

 

  • O tamanho difere entre fabricantes e marcas, por isso o tamanho pode não ser o mesmo em todas as marcas, tenha isso em atenção;

 

  • O calcanhar deve estar bem ajustado e não deve andar solto;

 

  • Estejam preparados para investir, as sapatilhas de corrida não são eternas e devem ser substituídas. Por vezes o barato sai caro. A durabilidade dos modelos varia entre os 500 e os 800km.

 

A escolha acertada da sapatilha é o primeiro passo para o sucesso da sua aventura nas corridas, por isso escolham bem o vosso principal parceiro de treinos e...Run Happy. 

 

Azores Trail Run 2016: Vamos aos "Assures"?

 

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Depois de ler os race reports da Bo e do Nuno, acerca do Azores Trail Run do ano passado, tinha mentalmente decidido que à primeira oportunidade ia rumar a esse arquipélago e ficar a perceber o porque deles referirem o seguinte: “Azores Trail Run é literalmente ouro sobre o azul imenso do Atlântico” ou “fiquei fã do Faial. Tanto pela tecnicidade dos trilhos como pela beleza e variedade da paisagem envolvente, desde vulcões áridos e secos à selva húmida com vegetação incrível. E as vistas… E as vaquinhas… “.

 

Assim, tenho que confessar que neste momento um estado de alguma euforia começa a crescer, dado que o ATR está aí mesmo à porta.

 

Perdoe-me a Estrela, o Gerês ou a Lousã, mas as nossas ilhas são cenários idílicos para corrida de montanha. Tendo no MIUT, a referência das suas escarpas aguçadas e os seus penhascos profundos, no ATR vejo a possibilidade de percorrer a cratera de um vulcão, vislumbrando o imenso azul do oceano.

 

Efetivamente, poucas coisas se comparam à sensação de percorrer a cratera de um vulcão, felizmente para mim será a segunda vez, já que em 2015, tive a possibilidade de subir os 1717mt do monte Batur (Indonésia) e percorrer toda a cratera desse vulcão (ainda bem ativo).

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 (Caldeira do Monte Batur)

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Desta forma, e ainda com muito MIUT nas pernas, vou deixar-me levar “canadas” e percorrer os 48km do Faial Costa a Costa.

 

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 (Este perfil está desenhado da direita para a esquerda, ou seja no sentido da prova)

 

Esta prova com +/- 2000 D+, tem inicio no Sábado dia 28 de maio pelas às 09:30 no Porto da Boca da Ribeira. Descrita pela organização como (…) uma viagem no tempo histórico e geológico, percorrendo a ilha costa a costa na forma da sua criação, de Este para Oeste “ e tendo como pontos de interesse principais a passagem pelo farol destruído ou pelo maior Grabendo arquipélago, será a passagem pela Caldeira, o ponto no qual deposito as maior expetativas.

 

Além do Faial Costa a Costa realiza-se ainda o Trail Ilha Azul (70 km) a começar no forte de S. Sebastião, o Trail dos 10 Vulcões/30 anos Jardim Botânico do Faial (22 km) que começa na Caldeira e ainda Family Trail (10k) junto ao vulcão dos capelinhos. Ou seja, a organização oferece provas para todos os gostos, para todos os níveis podendo aliar-se as vertentes desportivas, turísticas e familiares.

 

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Vulcão dos Capelinhos  Fonte: geocrusoe.blogspot.pt

 

Da minha parte, e sendo a primeira vez que vou estar nos Açores, espero trazer recordações para a vida, não só da prova, como da cultura, das paisagens, das pessoas.

 

Estejam atentos ao facebook do CnC pois vou “tomar” conta dele durante estes 5 dias.

Review: Mochila Raidlight Gilet Responsive 8L

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Na sequência das experiências com duas mochilas Raidlight, a Mochila Raidlight ULTRA 8L e a Mochila Raidlight OLMO R-ZONE, o representante da marca Raidlight em Portugal, a DMAKER, gentilmente nos proporcionou mais uma oportunidade de testar uma mochila desta marca francesa –Raidlight Gilet Responsive 8L.

 

Esta mochila, ou melhor colete, ao contrário das testadas anteriormente, tem dois modelos, um masculino (testada pelo Tiago Portugal) e um feminino (testada por mim). O Tiago fez a preview, sendo que a primeira impressão foi bastante positiva.

 

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Já ando a correr com esta mochila há uns bons meses. Acho que a melhor review que se pode fazer a uma mochila é correr tanto com ela que nem tempo temos para escrever sobre ela :) Na verdade, esta mochila tem acompanhado grande parte dos quilómetros por mim percorridos nos últimos meses. A mochila é tão tão confortável e leve que deixei de usar cinto para levar água e em todas as provas ou treinos acima de 1h30, tenho levado a mochila, seja em trilhos ou estrada. Sim, até na Maratona de Barcelona andei com a mochila, bem como algumas meias maratonas e quase todos os treinos e provas de trail, incluindo os 42km na ilha de Santa Maria e os 46km do Estrela Grande Trail.

 

Com este uso todo, já sabem a minha opinião acerca da mochila: adoro-a.

 

De qualquer das formas, para a conhecerem um pouco melhor, seguem alguns pontos positivos e negativos acerca da Raidlight Gilet Responsive 8L.

 

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Pontos positivos:

 

  • Há um modelo masculino e um feminino, adaptados às respetivas fisionomias;
  • Para além da diferenciação por género, há dois tamanhos diferentes para cada modelo: S-M ou L-XL. Para mim o S-M serve perfeitamente. Estas opções permitem encontrar um tamanho modelo que se ajusta be ao nosso corpo;
  • Estabilidade e conforto: a mochila nunca causou desconforto ou fricções e é literlmente “colada” ao corpo;
  • Ajuste personalizado: com umas fivelas por debaixo dos braços consegue-se ajustar o tamanho da mochila. Pessoalmente, não usei esta funcionalidade;
  • Peso: 160 gramas, mais leve do que os coletes da concorrente Salomon, de 270 gramas e 330 gramas (mochilas de 5 e 12 L respetivamente);
  • Opções de hidratação: softflasks ao peito ou bexiga às costas;
  • Facilidade de acesso à hidratação: eu recorri às softflasks ao peito, muitas vezes usava apenas um. Em provas maiores, usava dois - um com água e um com isotónico. Estes softflasks são muito úteis para beber, pois nem precisam de ser retirados da mochila porque se pode beber através da “palhinha”;
  • Espaço para barras e geis: duas bolsas no peito e ainda por baixo de cada braço, permitindo muito fácil acesso;
  • Durabilidade: depois de muitos quilómetros, muitos litros de suor de algumas lavagens (à mão), a mochila continua como nova e seca muito rapidamente;
  • Capacidade: os 8L de capacidade servem perfeitamente para levar o material obrigatorio para as provas (corta-vento, manta térmica, t-shirt de manga comprida, buff, luvas, leggings, comida, etc);
  • Material da mochila: não deixa marcas nas t-shirts;
  • Garantia: inclui garantia de um ano;
  • Inclui apito;
  • Design e cores muito bem conseguidas.

 

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Pontos negativos:

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  • Não tem bolsos exteriores fechados com fecho ou velcro;
  • A minha versão não tem bolsos impermeáveis. Felizmente, a versão mais recente já inclui um saco estanque para transporte de documentos, chaves, produtos electrónicos, etc;
  • Achei relativamente difícil guardar e tirar bastões (nas outras mochilas desta marca este era um ponto forte). Na verdade, é possível guardar os bastões com os elásticos existentes, mas não são de fácil acesso, sendo que assim que tiro os bastões, acabo por não voltar a guardá-los;
  • Preço: Preço: 135€ sem soft flasks, 165€ com 2 soft flasks de 600ml, quase o mesmo preço que a famosa Salomon S-LAB ADV SKIN3 12 (175€).

 

 

Pode o Reiki ajudar-nos na corrida?

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Vou confessar que este é dos post que mais me custou escrever. Ando a “arrastar” isto há semanas. Porque tenho medo de me expor em demasia numa coisa que tenho algumas dúvidas. Tenho medo de quebrar a linha prática, sintética e direta que o Correr na Cidade tem desde a sua fundação. Mas, perdoem-me, e vou pôr “a carne toda no assador”. Vocês depois julgarão. Estão à vontade!

 
Comecemos pelo início. Como aqui já indiquei semana sim, semana não meto as pernas nas mãos da Sara Dias. E um dos locais onde a Sara faz as suas terapias é o CAHL. É perto do meu emprego e a simpatia de quem lá trabalha fideliza. Numa das muitas conversas que costumo ter com o Pedro Leitão, o responsável do Centro, desafiou-me a experimentar uma das terapias na qual mais acredita e da qual se está a especializar: o Reiki.

 

Acreditem que a primeira coisa que pensei quando ele me disse isso foi “Nem penses!!!”, e claro, como bom português em vez de ser direto respondi com um sorriso amarelo a dizer: “Sim, sim, um dia destes”. E tentei mudar de assunto para o tal dia de “São Nunca à Tarde”.

 

Mas quis o destino, ou não, que cada vez que ia ao CAHL, (geralmente é à hora de almoço), encontrar sempre o Pedro. E, simpaticamente e de maneira muito fugaz voltava a falar do Reiki e como ele poderia ajudar-me no equilíbrio energético na corrida. Acenava, dizia sempre que sim, não muito confiante na oscilação afirmativa que a minha cabeça fazia no momento.

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Tudo isto se foi arrastando durante semanas e meses. Depois de estar curado da iliotibial do lado direito, num treino de 10km por Monsanto, mesmo, mesmo no final, comecei a ter dores na iliotibial do lado esquerdo. Entrei em desespero! Ao fim de nove meses com lesão de um lado da perna iria passar por mais nove meses na outra perna? O que se passaria com o meu corpo?! Cansaço, falta de vitaminas, stress absurdo (disto tenho a certeza que sim) frustração de ter milhentas coisas para fazer e nunca dar vazão a elas todas? A crise dos 40?

 

Falei com várias pessoas. Mudei um pouco a alimentação, decidi comprar vitaminas (as quais nunca cheguei a tomar). E numa daquelas semanas estranhas da nossa vida em que tudo se conjuga, vim dar comigo a ler sobre Mindfull Running, sobre Yoga, meditação e sobre Reiki.


Não sou muito esotérico. Aliás, nada. Sou prático. Mas nessa semana tudo apontou para aí. E então, rendido lá aceitei fazer a tal sessão de Reiki com o Pedro Leitão.


E lá fui eu. A medo. O Pedro teve uma conversa comigo no início da sessão e falámos sobre várias coisas, desmistificando logo, logo, que o Reiki é algo esotérico. Tem a ver com energias. E nisso, tenho que concordar. Somos feito de energia. E então eu que tenho essa noção presente quase todos os dias em que dou ou apanho choques em coisas. É tão irritante às vezes…Bem, mas antes de continuarmos com isto, tenho de explicar o que é o Reiki, segundo as palavras do Pedro Leitão. Aqui vai:

“O Reiki é uma terapia que trabalha a nível emocional, mental e espiritual e pode mudar muita coisa na sua vida. O Reiki ajuda atletas a recuperar mais rapidamente das suas lesões e entrar mais rapidamente na sua atividade. O Reiki acalma, reduz o stress e provoca no organismo uma sensação de profundo relaxamento, conforto e paz. Limpa e clarifica o seu campo energético. Alivia a dor. Consegue aumentar o nível e a qualidade do sangue que circula no nosso organismo, conseguindo mesmo fazer parar pequenas hemorragias. Consegue “limpar” os nossos órgãos como o fígado, rins, as artérias e outros. É seguro no tratamento de doenças crónicas e agudas, doenças relacionadas com stress e desordens, como nos casos de sinusite, rinite, menopausa, cistite, asma, fadiga crónica, artrite, ciática, insónia, depressão, apenas para mencionar algumas delas”.

 

Confesso que me custa acreditar que faça “tanto” por nós. Mas também tenho que confessar que não nego à partida uma ciência que desconheço.

A sessão decorreu normalmente. A música do costume nesta coisa mais orientais, e relaxei. Enquanto o Pedro ponha as suas mãos em algumas partes do meu corpo (cabeça, peito, pernas, pés), senti-me a descontrair. Quase que adormeci.


Talvez a sessão tenha durado 30 minutos ou uma hora, sei que o tempo passou e para além de uma ligeira sensação de calor nos locais onde o Pedro colocava as mãos e uma ligeira flutuação no braço direito, só senti relaxamento. No final, o Pedro disse-me o que tinha sentido das energias do meu corpo (o que não vou partilhar convosco) mas falou que as dores iriam aliviar e a tensão arterial também poderia baixar um pouco. Simpaticamente, e não mais do que isso, concordei.


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E saí de lá totalmente relaxado e com sono. Mas fora isso tudo na mesma: uma moinha estranha no joelho esquerdo, que já me incomodava há umas semanas, e uma pequena sensação de dor de cabeça. O pensamento que tive, confesso, foi mesmo: “belo momento para relaxar, porque de resto estou na mesma”. E voltei ao meu dia-a-dia.


Até que já perto das 22h do mesmo dia voltei a pensar no assunto e levei a mão à perna que doía. Pois, leram bem, escrevi no passado. Já não doía. Pensei cá para mim: “Oh Diabo! O que é isto!?” Mexi a perna para um lado e para o outro, andei, saltei e o raio da moinha tinha de facto desaparecido. Meio incrédulo fui medir a tensão, que costuma estar mais alta ao final do dia e, estava muito normal e baixa para o que costumo ter. E já não tinha dor de cabeça. Acionei a minha racionalidade. Trata-se, certamente, de uma grande coincidência.

O certo é que desde aí, e durante as próximas semanas a minha tensão andou muito regular (por acaso ainda anda) e a dor no joelho não voltou. Se foi o Reiki? Não sei. Talvez! Se funcionou como placebo, talvez! Se foi tudo uma grande coincidência, talvez? Será que o Pedro “arranjou” as minhas energias? 

 

Será que o Reiki pode ajudar a balançar as nossas energias e ser útil para a corrida? Talvez. Mas que algo se passou e que mexeu com as dores que tinha, isso, aconteceu.Eu vou tirar as teimas e vou marcar outra sessão para breve.

 

E vocês? O que acham?

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