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Correr na Cidade

Review: Kalenji Kiprun SD 2016

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Modelo: Kalenji Kiprun SD 2016

Testado por: Bo Irik

Características pessoais: Passada Neutra, 68 kg

Condições de teste: Treinos de 10 a 17km, algumas vezes com tempo chuvoso, e prova de 10km em estrada.

 

Com excelente feedback em relação aos Kiprun de 2015 e com as promessas de melhorias nos modelos de 2016, as expectativas eram muito elevadas. Tal como mencionei na preview, a primeira impressão dos Kiprun SD 2016 não foi a mais favorável mas felizmente ao longo dos quilómetros com eles nos pés esta impressão inverteu, pela positiva.

 

CONFORTO

Conforme disse na preview, inicialmente achava que não. Estas sapatilhas não eram para mim. Lá está, “eram”. Penso que para a nossa calçada portuguesa com subidas, descidas e irregularidades, este calçado não é o mais indicado. A Skechers, por exemplo, não tem este problema. Já em estrada, num percurso plano, a sensação e conforto foi muito melhor. Talvez também tenha sido necessário “quebrar” o sapato com umas corridas para elas se ajustarem melhor ao meu pá e se tornarem mais flexíveis. Depois de correr mais quilómetros e participar numa prova plana, mudei de opinião. São sapatos confortáveis, especialmente em superfícies planas e sem subidas, pelo menos para mim.

 

Gosto do espaço na parte frontal do sapato, os dedos dos pés estão muito à vontade e isso é muito importante para mim. Tenho o pé estreito, é um facto, mas não conseguia ajustar a sapatilha ao meu pé, impossibilitando correr silenciosamente. Alguns quilómetros depois, já me habituei e já corro silenciosamente. No entanto, continuo a achar que são demasiado largos na parte de cima da parte de frente do pé. Há demasiado tecido e o pé fica um pouco solto no sapato. Na Run Blog Camp da Kalenji descobri que não sou a única que acha isso e partilhamos este feedback com os responsáveis pelo desenvolvimento do calçado Kiprun. Pode ser que o modelo de 2017 seja melhor neste aspeto ;)

 

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DESIGN E CONSTRUÇÃO

Em termos de looks, os modelos de 2016 são um mundo diferente dos de 2015, e para melhor! Enquanto considerava o calçado Kiprun feio em 2015, este ano já não digo o mesmo. Tanto em termos de design como em termos de cores acho que a Kalenji evoluiu muito no calçado.

Até agora os Kiprun têm-se comportado bem. Nada de sinais de desgaste anómalos mas também ainda corri poucos quilómetros com eles.

 

Tenho ainda três pontos positivos a apontar em termos da construção:

 

  1. Têm a palmilha removível, o que é bom para quem usa palmilhas especiais e para facilitar a sua lavagem;
  2. Têm o buraquinho extra para apertar bem o sapato e evitar que o pé escorregue para frente;
  3. A língua, para além de ter o tamanho certo, fica no sítio. Irrita-me quando esta cai para um dos lados ao correr, mas neste caso, mantém-se bem fixo.

 

Em termos de tamanho, escolhi o 40, um número acima do meu calçado de dia-a-dia (não tivemos a oportunidade de experimentar vários tamanhos porque o ténis ainda não estava à venda no mercado). O 40 serviu-me bem em termos de comprimento, mas em termos de largura, preferia de sentir a sapatilha um pouco mais justa.

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ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

Em termos de estabilidade, para mim os Kiprun SD têm estabilidade suficiente. Dependendo na passada de cada um, pode-se sempre optar pelos Kiprun LD para mais amortecimento e estabilidade em distâncias maiores (peso 325gr no tamanho 43 masculino, drop 10mm, PVP €89,99).

 

AMORTECIMENTO

O K-Ring mencionado na preview proporciona um bom amortecimento na zona do calcanhar. De facto, o K-Ring e a espuma melhorada na sola melhoraram o amortecimento deste modelo de Kiprun em comparação com o modelo anterior em 34%.

 

PREÇO

Com um PVP de €79,99 esta sapatilha é uma excelente opção. Penso que é dos sapatos no mercado com melhor relação preço / qualidade.

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 Kiprun ou Kiprace, eis a questão!

 

CONCLUSÃO

Se são as minhas sapatilhas de eleição e se correria as próximas provas com eles? Não. Para mim, continuo a preferir calçado mais leve e com drop menor. Por isso pode ser que em breve experimente os irmãos dos Kiprun, os Kiprace desenhados para velocidade. Os Kiprace são muito leves, apenas 175gr no tamanho 39 feminino (drop de 10mm, PVP €79,99). No entanto, para quem aprecia amortecimento e ataca o solo com o calcanhar, recomendo vivamente este sapato, principalmente pelo preço. Também penso que é uma excelente oportunidade para quem começa a correr e ainda não sabe que tipo de calçado prefere e talvez nem a sua passada.

 

Ah, são os sapatos meu PBT em Nice. Será que quer dizer alguma coisa? ;)

 

Conforto 16/20

Design/Construção 16/20

Estabilidade/Aderência 17/20

Amortecimento 17/20

Preço 19/20

Total 85/100

O que é a Survivor Run?

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É já nos dias 27 e 28 de fevereiro na OTA que se realiza a Survivor Run - Missão Impossível. Esta é uma das grande tendências de desportos ao ar livre pelo resto da Europa: corridas de obstáculos. Entrevistamos Cristiano Mariano, Director de Operações da Survivors Run, que nos explicou tudo o que precisamos de saber para fazer esta prova. O resto, descobrem no dia. Aceitam o desafio?

 

O que podem esperar os participantes da Survivors Run?
Na Survivors Run - Missão Impossível, os participantes podem esperar um momento único de superação e trabalho em equipa onde são colocados à prova num permanente desafio entre os limites e as capacidades, entre o medo e a adrenalina, entre desistir ou ser um Survivor.O que se pretende é que todas as pessoas que estejam connosco neste evento SURVIVORS RUN tenham a possibilidade de viver emoções positivas e uma experiência inesquecível, individualmente ou em grupo, e que percebam que os obstáculos estão na nossa mente. Todos podemos ser heróis por um dia e superarmos os nossos limites.

Que tipo de obstáculos terão na prova?
A prova terá uma grande variedade de obstáculos, teremos cordas, muros de assalto, rastejar, transporte de peso morto, quarterpipe, água e muitas outras surpresas que irão desafiar os participantes.


Haverá algum tipo de abastecimentos?
Sim, Haverá um abastecimento intermédio e um abastecimento final.


É uma corrida de obstáculos dirija a todos ou só a atletas mais em forma?
A prova poderá ser realizada por qualquer aspirante a herói, dos 18 aos 65 anos, e conta com duas opções de inscrição: 6 KM - 10 Obstáculos e 12 KM - 20 Obstáculos. Por ser uma corrida de obstáculos, as pessoas param de 500 em 500 metros o que permite mesmo para quem está menos preparado fisicamente, realizar a prova com sucesso. Por outro lado, não é obrigatório transpor todos os obstáculos, os participantes poderão contornar caso o considerem difícil e continuar, isto permite que independentemente do treino, todos podem participar. Para quem pretende ter mais intensidade e competição, poderá inscrever-se na modalidade Elite, que lhe permite ter acesso à tão esperada qualificação para o OCR.


Que preparação devem ter os participantes para esta prova?
Como em qualquer modalidade, o mais importante o participante seguir um plano de treino regular e de acordo com os princípios do treino. De uma forma geral, é importante que o participante tenha uma condição física que permita correr a distância definida. De uma forma mais especifica, treinos que promovam o treino funcional, o treino calistênico onde se fazem os gestos motores elementares como o puxar, empurrar e agachar, poderão ser excelente mais valias para a superação de obstáculos.


Que tipo de material devem calçar e vestir?
Calças e Camisola de Corrida Justa para facilitar os movimentos;se possível, impermeável pois haverá muita água; Calçado de Trail; Luvas (Equipamento obrigatório nas nossas provas); Gorro, boné, carapuço ou outro para cobrir a cabeça; Levar sempre uma muda de roupa. 


Quantos participantes esperam?
Esperamos aproximadamente 2000 participantes nos dois dias de evento (27 e 28fev).

 

Vão organizar mais eventos destes noutros pontos do país?
Para já, está previsto permanecermos no distrito de Lisboa.

 

A corrida de obstáculos é uma das novas tendências desportivas de 2016, ou ainda está a começar?
As corridas de obstáculos iniciaram-se em Portugal em 2013 e estão agora em 2016 a consolidar-se e a cativar cada vez mais adeptos. Nos EUA ocorreu um grande crescimento desta modalidade e atualmente já são milhares os participantes destas corridas. Este conceito rapidamente se espalhou também pela europa, e Portugal não tem sido exceção. Acreditamos que 2016 e 2017 serão os anos de maior crescimento desta modalidade em terras lusas.

 

 

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