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Correr na Cidade

Review: Kalenji Lanterna Run Light

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Gentilmente cedida pela Decathlon andei nos últimos tempos a testar a lanterna de corrida Run Light da Kalenji. Com um design inovador, uma potência de 250 lumens max e com autonomias que podem variar entre as 2h e as 8h, tudo PVP de 39,95€ (agora está com um desconto de 10€).

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Pontos Positivos:

  1. A luz. Além de muito brilhante, mesmo nos modos mais baixos, que nos fazem pensar que estamos perante uma luz muito mais potente que o que realmente é referenciado (comparando com outra de uma marca bem mais conceituada com os mesmo lumens, com a da Kalenji temos a sensação de ser muito mais brilhante), a temperatura da mesma é de um branco quase imaculado que nos dá uma excelente visão noturna;
  2. O alcance: ilumina seguramente 20 metros, o que nos permite antecipar os nossos passos;
  3. Luz de presença: nas costas, na caixa da bateria existem 3 LED's vermelhos que assinalam a nossa presença;
  4. Recarregável: usar bateria e não pilhas, não diminui o peso como é mais barata e amigo do ambiente.
  5. O conforto: apesar de ter um aspecto “matacão” é surpreendentemente confortável, não causa incómoda e os elásticos permitem um excelente ajuste.
  6. Autonomia: Não é uma autonomia gigante, mas cinco horas já é bastante razoável

 

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Pontos Negativos:

  1. O botão de on/off: este botão é horrivelmente pequeno, duro colocado no rebordo interior da lanterna. Estas três coisas em conjunto geram bastante dificuldades na operabilidade da lanterna, principalmente em andamento; Solução: É só aumentar o tamanho do botão e torna-lo mais sensivel
  2. A direção da luz: o facto da luz ser fixa, não havendo a opção de poder direciona-la, gerou dois problemas: o primeiro sempre que queria olhar para o chão à frente dos meus pés ficava “cego” pela luz, ou seja como a luz é tão brilhante torna-se impossível olhar para o chão; o segundo torna-se impraticável descer escadas com a lanterna ligada. Solução: Kalenji é só colocar um ajuste que permita direcionar a lanterna.
  3. O Posicionamento da luz no peito. Sendo a sua maior a colocação da luz no peito, ao invés da cabeça, na minha opinião, este design ainda não está totalmente bem conseguido. Quando corremos o nosso troco gira enquanto a nossa cabeça se mantém fixa, o que quer dizer que estando a lanterna junto ao peito vai girar com ele, o que na pratica em vez da lanterna estar sempre a apontar para a frente vai ter um efeito como se fosse um farol (muito mais ligeiro) mas que pessoalmente me perturba bastante. Solução: Kalenji posicionar a lanterna na zona mais central e mais baixa iria acabar com este movimento excessivo.
  4. Autonomia: 5 horas já é bastante razoável, no entanto se pensarmos em estender a sua utilização a Ultra Trails o ideal andaria era que fosse 7 horas.
  5. O sistema de elásticos: O sistema atual inviabiliza a utilização de mochila simultaneamente com a lanterna (confesso que não tentei esticar os elásticos ao máximo por forma a passarem por cima). Solução: Kalenji que tal arranjar forma de ser acoplado a uma mochila? 

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Conclusões:

Se o queremos é ver, ser vistos, ter conforto, uma boa autonomia e acima de tudo correr em terrenos planos, esta lanterna satisfaz todas as nossas necessidades, por um preço bem acessível (29,99€). Da minha parte, para 70% dos meus treinos noturnos esta lanterna chega e sobra. Para os restantes 30%, o frontal de cabeça continua ser imprescindível, dado que é necessário ver para onde estou a olhar. Que tal combinar dos dois posicionamentos.

 

Prevenir e não remediar!

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Confesso: não sou o corredor que já fui! Depois da lesão de síndrome de iliotibial que me tirou das corridas durante longos meses, e que a maioria dos leitores tem conhecimento, a minha abordagem à corrida é hoje completamente diferente.  

Para mim, sem dúvida que foi um momento marcante, tanto fisicamente como psicologicamente. Há um AL (Antes da Lesão) e um DL (Depois da Lesão). E hoje muita coisa mudou.


Entre elas o facto de ser muito mais atento ao meu corpo. Faço alongamentos religiosamente depois dos treinos, pelo menos 15 minutos (especialmente com o rolo). E,  muitas vezes, em dias que não corro dou por mim no chão da sala a ver televisão a alongar as pernas ou a passar com uma bola de golfe debaixo da plantado pé – para evitar fascites.

Estou também a ter um cuidado maior com a minha passada. Tentar aterrar o pé com o meio deste e, ao mesmo tempo, dar passadas mais curtas, dobrando mais os joelhor - confesso que em treinos mais longos, e quando o cansaço aperta é difícil manter esta aprendizagem.

Outra das minhas preocupações é a mudança de terreno. Se faço 2 treinos em asfalto, tento treinar o seguinte em trail, por causa das articulações. Para breve irei fazer uma toma quer de produtos para as articulações quer de magnésio – que no meu caso é fundamental para evitar caibras que regularmente tenho, sobretudo nos gémeos.


E, para além de treinar em ginásio para fortalecimento dos joelhos e dos músculos,  há outra coisa que não dispenso fazer neste DL: a manutenção das minhas pernas.

E para isso passei a recorrer a massagens desportivas como forma de prevenção de lesões. Algo que não o fazia antes. Prefiro gastar em massagens de 15 em 15 dias ou, para não pesar muito no orçamento, de mês a mês, do que lesionar-me e depois gastar várias centenas de euros em médicos, ortopoedistas, fisioterapias e medicamentos para voltar a correr depressa.

Nós, portugueses, ainda somos muito maus em fazer planeamento (em várias áreas da nossa vida) e parte desse planeamento na corrida devia estar focado no evitar lesões.

Acredito que visitar regularmente um profissional habituado a tratar de corredores – de preferência que seja ou tenha sido corredor – ajuda muito na prevenção de chatices maiores. Se formos analisar os corredores profissionais ou semi-profissionais têm esse acompanhamento semanal. Nós, corredores amadores devemos, pelo menos, fazer uma sessão de massagem desportiva uma vez por mês.

Nesta nova fase em que a minha principal preocupação, para além da diversão, é manter-me saudável na corrida. E, acreditem, depois dos 40 anos de idade ganhamos muito em maturidade para longas distâncias, mas o corpo demora muito mais tempo a sarar. 

O meu conselho, que já anda nisto das corridas há uns tempos, é mesmo isso: previnam lesão, sejam inteligentes na forma como tratam o vosso corpo. Esta é uma das minhas resoluções Depois da Lesão.

 

 

Review: Saucony Ride 8

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Modelo: Saucony Ride 8

Testado por: Pedro Tomás Luiz

 

Como vos havia falado no unboxing, tive a oportunidade de experimentar os Saucony Ride 8. Esta sapatilha é descrita pela marca como um modelo neutro, ideal para corredores que procuram estabilidade, conforto, amortecimento e um drop inferior ao habitual (8mm). Na versão 8 todo o upper foi renovado proporcionando um melhor ajuste sem adicionar peso à sapatilha.  

 

Tendo usado a versão 7 (400km + já feitos) e versão 8 (250km já realizados) a questão do upper torna-se central, mas disso falaremos mais à frente.

 

Como referi, estas sapatilhas já levam uns bons quilómetros, mais do que suficientes para poder formular uma opinião concreta sobre as mesmas. Devo ainda acrescentar que as testei tanto em dias de sol com calor como sob chuva intensa (mesmo intensa), por pisos que foram desde alcatrão, pista, terra batida e até trilhos e onde a corrida mais longa passou os 28km, pelo que genericamente o resultado é o seguinte: SÃO AS MELHORES SAPATILHAS DE ESTRADA QUE ALGUMA VEZ CALCEI!

 

Sim, são mesmo as melhores sapatilhas de estrada que alguma vez calcei e como felizmente já calcei muitos dos modelos das grandes marcas, estas sobressaem de longe a todos os outros.

 

Felizmente, os meus pés calçam qualquer coisa e há muito que me borrifei para a questão do pronador, supinador ou neutro. Efectivamente acredito que o “segredo” está muito mais na técnica de corrida do que propriamente no tipo de sapatilha. Ainda assim valorizo algumas características como seja o amortecimento, uma toe box mais larga, um bom ajuste ao pé e um drop mais mais baixo (agora vario entre os 4mm e os 8mm).

 

Os Ride 8 tem tudo o que gosto e por isso para são mesmo, mesmo bons. A procura pela sapatilha ideal de estrada terminou (no trail a conversa é outra…).

 

 

CONFORTO:

A marca faz do conforto destas sapatilhas a sua bandeira e efectivamente neste campo não desapontam. Confortáveis desde o km 0 nunca me fizeram uma bolha, nunca senti nenhuma zona de desconforto em ambos os pés. Simplesmente calça-mos e esquecemos facilmente que as temos. Os atacadores correm e fixam muito bem, mantendo um ajuste perfeito entre o pé a sapatilha.

 

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DESIGN/CONSTRUÇÃO:

As questões de design são sempre as menos consensuais e para mim sem dúvida as menos relevantes. Ainda assim não considero que sejam as sapatilhas mais bonitas no mundo, mas satisfazem. O logótipo da Saucony domina a lateral da sapatilha, sendo que a conjugação de cores (vivas) é bastante aceitável (gosto bastante do azul).

 

É na construção que encontramos talvez o calcanhar de Aquiles desta sapatilha. Digo talvez porque as Saucony Ride 8 ainda não revelaram nenhum problema de maior, mas as suas antecessoras as Ride 7, com cerca de 300km apresentam já bastantes sinais de desgaste que comprometem a sapatilha.

 

Espero sinceramente que o upper, como a marca refere, tenha sido melhorado, porque por vezes a procura da leveza, leva a que os materiais tenham um desgaste bem mais rápido do que o esperado.

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA:

Nada a apontar, muito estáveis em qualquer terreno, mesmo em mudanças bruscas de direcção, senti sempre o pé com muito apoio.

 

A aderência da sola é muito boa, seja no alcatrão, seja na calçada portuguesa molhada. Aliás afirmo convictamente que os materiais que a Saucony usa nesta sapatilha superam largamente a sola Vibram usada no modelo de trail Xodus 6.0.

 

 

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AMORTECIMENTO:

Quando se calça estas sapatilhas pela primeira vez têm-se a sensação de que eu denomino de “calçar umas tábuas”, não porque sejam duras, mas simplesmente porque são lisas. Mas esta sensação dura os primeiros quilómetros dado que as sapatilhas acamam com muita facilidade.

 

Apesar disto o conforto sente-se a cada passada, com a tecnologia PowerGrid a fazer o seu papel absorvendo o impacto mas mantendo uma boa “responsividade”.

 

Descreveria o amortecimento como muito bom mas sem a sensação de caminhar sobre almofadas, que as marcas que usam o sistema de gel têm.

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PREÇO: Entre os 95 e os 105€

 

AVALIAÇÃO FINAL:

São TOP! Efectivamente são as melhores sapatilhas que já calcei.

 

Conforto 20/20
Design/Construção 15/20
Estabilidade/Aderência 20/20
Amortecimento 19/20
Preço 17/20

Total 18,2/20

 

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Treinos barefoot para a correção e estimulação do pé

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Tal como têm visto na página de facebook do Correr na Cidade, tenho tido o privilégio de ser acompanhada pela PT Natacha Barata. A Natacha, após a realização de uma Avaliação Funcional do Movimento exaustiva, desenhou um plano de treinos para as minhas necessidades e ambições. 

 

Os treinos acompanhados têm passado por circuitos dirigidos para o aumento da estabilidade da bacia e da tíbio-társica e tronco, reforçando a musculatura estabilizadora do tronco. Desafiamos a instabilidade, a assimetria de pesos e o trabalho de reforço muscular principalmente dos membros inferiores utilizando vários planos de movimento (porque é importante explorar os treino em movimento tridimensional). Normalmente utilizamos várias ferramentas funcionais como o Bosu,TRX, Kettlebell, Bola Suíça, Escadas de Agilidade e o Rolo

 

Se têm visto as fotos dos treinos, provavelmente repararam que tenho treinado descalça. Porquê? Para a correção e estimulação da musculatura e articulações do pé.

 

Hoje, a Natacha esclarece o porquê da importância da correção e estimulação da musculatura e articulações do pé.

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Por Natacha Barata:

 

Grande parte das lesões na corrida, acontecem ao nível dos pés, joelhos e região lombar. Este tipo de lesões está relacionado com o nível de estabilidade e controlo do movimento na sequência das forças de impacto e a transferência de energia pelo corpo.

 

O pé é o único ponto de contacto entre o corpo e o chão, desta forma, e recorrendo à ideia de calçado minimalista ou mesmo descalço, percebemos a poderosa estimulação da musculatura intrínseca do pé. Esta estrutura neuromuscular complexa é o elo crítico para uma boa estabilidade proximal e mobilidade distal. 

 

A Bo iniciou este trabalho de “barefoot” com o objectivo de melhorar a posição do seu pé, levando a um melhor alinhamento dos membros inferiores com a bacia e consequentemente a uma maior eficiência dos padrões de ativação muscular. Desta forma, criamos mais estabilidade na bacia, prevenindo lesões nos joelhos e lombar e a criação de “power” para poder correr mais rápido.

 

Um dos exercícios que a Bo faz é “short foot”. Este exercício da musculatura intrínseca dos pés (nomeadamente abductor do Halux), eleva a ativação do glúteo, estabilização e força do corpo a outro nível. Nunca ouviu falar do exercício “short foot”? É dos exercícios mais simples que há para ajudar a potenciar a contração dos seus glúteos e consequentemente a melhorar a estabilização do seu corpo.

 

É recomendável enfocar um pé de cada vez, mas também se pode realizar o exercício nos dois pés em simultâneo. Basicamente, o exercício de “short foot” consiste em numa posição de pé. De pé, separe um pouco os pés. O queixo deve estar apontado levemente para baixo, com seus braços relaxados ao seu lado. Relaxe também os seus ombros. O exercício é realizado com o corpo todo firme, enfocando a parte do pé. O pé está descalço (obviamente) e o peso do corpo está igualmente distribuído pela planta dos dois pés. Tente separar todos os dedos do pé, garantindo que todos têm contacto com o chão. Agora, foque-se nos seus dedos grandes. Empurre-os contra o chão permitindo ao arco do pé subir. Em simultâneo, contraia a zona abdominal. Mantenha esta pressão durante cerca de 10 segundos, relaxe, e repita cinco vezes.

 

Três grandes razões para realizar o exercício de “short foot”:

 

  1. Leva a uma activação conjunta dos músculos mais profundos da bacia e pélvis, permitindo a centralização da articulação da coxa-fumural e um maior envolvimento do trabalho do glúteo – para fortalecer os glúteos, precisamos de ter uma bacia estável.
  2. Favorece um momento de inversão do pé (articulação subtalar), que impulsiona a rotação externa da coxa levando a um maior trabalho do glúteo durante o movimento – para libertar mais energia potencial durante a corrida, precisamos de otimizar os momentos de rotação na coxa.
  3. Tudo está integrado e o nosso pé é o principal fundamento para a nossa postura e movimento (cadeia fechada). Para um movimento mais eficiente, precisamos de manter a tensão no corpo e estabilidade lombar e pélvica – para correr mais e melhor precisamos de estimular os músculos dos pés.

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Mais informações em:

Facebook da PT Natacha Barata

Evidence Based Fitness Academy - especialistas em treinos barefoot.

 

No próximo artigo com a Natacha iremos abordar o tema da libertação fascial.

II Trail de Almeirim: “na rota do vinho e da sopa da pedra”

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Só pelo título já nos convence a participar, certo? Mas esta prova é muito mais do que isto e a sopa da pedra só é servida quando chegar à meta.

 

São trilhos por estradões e caminhos “malandros”, que estiveram a ser aprimorados depois da prova do ano passado e que contou com a presença de alguns elementos da nossa crew. Este ano a crew estará representada por alguns elementos femininos que vão dar alegria e motivação a todos os participantes que se cruzarem pelo caminho. A prova deste ano tem a Sofia Lopes Roquete como madrinha oficial do evento e conta com a simpatia e hospitalidade dos habitantes de fazendas de Almeirim.

 

Esta 2ª edição realiza-se a 10 de Abril e conta com 4 provas:

#30K de trail longo

#17K de trail curto,

#4K de trail júnior (sim, já pode levar o seu filho ou neto para se iniciar nas corridas)

#8K de caminhada.

 

Para os que não podem correr mas que querem fazer parte desta festa, podem inscrever-se como voluntários através do email: trail20km@gmail.com. O vosso apoio é fundamental, acreditem! Não fique em casa e faça parte desta festa. Inscreva-se!

 

Para mais informações:

II Trai de Almeirim 2016

 

 

 

Review: Skechers Gorun Ultra Road

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Tal como tinha escrito na 1ª impressão com este modelo da Skechers voltei a usar sapatilhas desta marca norte-americana passados dois anos. E o regresso não podia ter sido melhor. Que belas sapatilhas são estas Ultra Road. Num momento em que estou, no qual, muito lentamente, tento volta à boa forma e quando (ainda)  tenho de proteger os joelhos de impactos, este modelo não podia ter vindo em melhor altura.

  

CONFORTO:

Estas sapatilhas são o conforto em forma de sapatilha!. É impressionante a forma como evolvem o pé e nos fazem sentir uma passada tão confortável. Apesar da grande espessura da sola, e de ficarmos um pouco mais altos do que realmente somos, não temos quaisquer sensações de desiquilíbrio, nem quando viramos de forma rápida. Confesso que apesar de gostar de correr nas cidades não sou grande fã da calçada portuguesa - aliás nem para correr nem para andar, mas isso levava-nos a outras conversas - com estes Ultra Road não incomoda nada correr sobre aqueles pedaços mal amanhados de pedra.  


Para quem já usou as Adidas Ultra Boost a sensação é parecida...embora diferente. Para quem está um pouco acima do peso ou para quem quer correr grandes distâncias e ter muito conforto, a escolha pode passar por estas sapatilhas. A única questão menos confortável que tive com eles foi numa descida acentuada, o pé fica meio perdido no espaço interior da sapatilha e percebi que os dedos dos pés de um momento para o outro tocaram no extremo do sapato e o pé andou a "nadar" lá por dentro. Aí temos uma desvantagem em relação aos Adidas Ultra Boost, porque estes últimos usam um upper que se agarra ao pé o que proporciona alguma estabilidade, algo que falta aos Skechers, já que a sua malha é hirta e não acompanha tanto o movimento do pé - a não ser quando corremos a direito.

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DESIGN/CONSTRUÇÃO:

Na côr que me enviaram este modelo é muito bonito. Preto e laranja, com pedaços em bordeaux é das combinações mais felizes que existem. E já lá longe vão os tempos em que os Skechers tinham tudo de bom...menos o design. Estes são mesmo muito bonitos. A parte de cima (o tal upper) é feito numa espécie de malha, algo que está na tendência das sapatilhas de corridas para estrada, mas ao invés das da Nike, Adidas e Puma, que utilizam este tipo de tecido e agarram o pé como uma meia (o que prefiro), esta "malha" da Skechers é hirta, apesar de não ser dura (tal como já referi umas linhas acima). Confesso que preferia a sensação de meia, mas são pormenores. A sola é bem construída. A minha única dúvida é a durabilidade das sapatilhas. Tem bons acabamentos, a parte do calcanhar é muito confortável, a língua também, e o design é irrepreensível. A dúvida é mesmo se esta "excelência" vai perdurar no tempo. Até ao momento já fiz cerca de 130 kms com eles e estão como se tivessem saído da caixa. 

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ESTABILIDADE E ADERÊNCIA:

A aderência em sapatilhas de estrada pode parecer algo estranho, mas quando se escreve sobre corridas em cidades portuguesas faz todo o sentido. Todos sabemos o quão escorregadias são as ruas com calçada portuguesa (sim, embirro muito com este tiipo de piso, já perceberam) e então na altura do ano em que estamos, às vezes se não tivermos cuidado podemos lesionar-nos.  Até agora e nos mais de 100 kms que já fiz com este modelo nunca tive nenhuma escorregadela nos passeios de Lisboa e arredores.

 

AMORTECIMENTO:

Aliado ao conforto é no amortecimento que estes Skechers dão cartas.O nome Ultra está lá mesmo por isso. São mesmo ULTRA confortáveis devido ao seu Ultra amortecimento. Ideais para provas longas - apesar de achar que para provas mais pequenas servem na perfeição, devido à sua leveza.


Há aqui algo que tem de ser escrito. Apesar dos narizes torcidos aquando da sua presença no mercado, a Hoka One One, influênciou muitas outras marcas após o seu aparecimento. E hoje em dia rara é a marca que não tem um ou mais modelos com doses generosas de sola que servem para absorver algum do impacto que correr muitos quilómetros provoca nos joelhos e articulações. Claro que se soubermos correr como deve de ser, até conseguir incluir o barefoot uma vez ou outra nos nossos treinos, e se tivermos uma boa alimentação, dormirmos muito, etc e tal, não precisamos (quase) de sapatilhas. Mas aqui dos leitores (e atualmente são cerca de 2200/2500 que nos visitam por dia) quem consegue ter isto tudo. Uma pequena percentagem de felizardos. Pessoalmente, estou a gostar destes excessos de sola e amortecimento. Talvez daqui a uns anos quando tiver mais tempo para treinar mais a sério, não necessite. De qualquer forma, e como gosto de Ultra corridas, acho uma boa opção para distâncias grandes.

 

PREÇO:

110€. Os Skechers têm estes preços interessantes e estes não fogem à regra. Ultrapassam os três digitos, o que nos últimos anos a Skechers tem tentado não fazer. Mas nestes, e pelo menos no mercado português estão neste preço, o que ronda mais ou menos, talvez menos 20€, do que a maioria das sapatilhas de estrada.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

São os meus ténis de estrada preferidos neste momento. Devido ao facto de necessitar de amortecimento para ver se a lesão na banda iliotibial morre de vez, alterno estas sapatilhas com os Ultra Boost. É isso mesmo, Ultra é comigo! Ultra conforto, claro. Ainda no fim-de-semana passado fiz quase 20km com estas sapatilhas e nada a apontar. Não estou aqui a fazer um favor à marca em aconselhar este modelo a quem quer preparar-se para uma meia maratona ou mesmo a maratona, mas se andarem à procura de sapatilhas para o fazer, confiem em mim. Têm aqui uma boa escolha.

O único senão que lhe aponto é o fato do tal upper não ser justo e por isso qualquer descida acentuada não dá mal resultado. Ou seja, trocando por miúdos, para correr a direito em estrada com ligeiras subidas e descidas, são perfeitos. Se forem correr pelas colinas de Lisboa ou do Porto (ou de outra cidade) em provas como um Urban Trail, aí já não. De resto são excelente. Parabéns Skechers!

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Conforto 17/20
Design/Construção 18/20
Estabilidade/Aderência 17/20 
Amortecimento 20/20
Preço 19/20

Total 91/100

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