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Correr na Cidade

Review: Salomon S-LAB Wings SoftGround

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Dois meses e 206 km depois, aqui vai o que eu acho destas sapatilhas da Salomon.


Intro
Os Salomon S-Lab Wings são uma (RE)evolução completa da antiga linha SLAB XT Wings. Percorri serras e estradões perfazendo mais de 800 km com os SLAB XT 4 e 5, sendo que depois não fiz o salto para os 6 no início de 2015 pois pareciam mais do mesmo. As alteração eram ligeiras entre cada refresh de modelo, mantendo as características base muito semelhantes, sendo umas sapatilhas muito equilibradas para fazer km's, mostrando-se estáveis, duráveis (dentro do que a Salomon nos habituou), leves e muito protectoras em pisos mais agressivos. A concorrência era muito menos agressiva e elas reinavam como expoente máximo de corrida. Pena o preço e a parte superior do chassis que partia muito rápidamente.

Confesso que me senti bastante animado e ansioso quando vi a que Salomon decidiu alterar a filosofia da linha Wings, seguindo numa nova direcção daquela que vinha a fazer. É perfeitamente notório que o "velho" conceito e alma das SLAB XT estão presentes, mas com o objectivo de produzir umas sapatilhas mais leves e fáceis de usar, mas é visível o desvio de filosofia e incorporação do que é usado nas SENSE ULTRA. Isto é, sapatilhas de topo para corrida leves e rápidas, sem chegar ao extremo das SENSE ULTRA. Tão simples como isso. O melhor dos dois mundos.

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Chassi superior

Este modelo usa têxtil sintético super leve e respirável para construir a parte superior, que se adapta muito bem ao pé. Inclusive é de destacar que devido a este mesh usado, é possível usar meias finas ou até mesmo correr sem meias, como acontece com alguns atletas, devido à superior robustez e leveza do têxtil. Para fortalecer a estrutura e robustez da parte superior, o sapato usa a tecnologia Sensi-Fit, comum a outros modelos da gama SLAB, que através de segmentos vulcanizados, permite aumentar consideravelmente a robustez do conjunto contra impactos e mudanças de direção rápidas, permitindo manter o peso baixo. Dá uma estabilidade em andamentos rápidos e mudanças de direção fantástica.

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Na parte frontal encontramos um reforço grande que permite atacar tudo o que nos aparece pela frente sem medo de nos aleijarmos. Até à data protegeu-me o pé de todos os impactos com rocha e árvores nos encontros de primeiro grau que tive. A qualidade e o tamanho da proteção são muito bons.


Um pequeno detalhe que podem verificar nas fotos, é que a largura da sapatilha na parte mais frontal é ligeiramente mais reduzida do que o normal, o que pode provocar algum desconforto a quem gosta de correr com os pés mais soltos e não tão apertados.

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No meu caso em particular que costumo correr com Salomon nos modelos 42 2/3 ou 43 1/3, os 42 2/3 que recebi ficam um bocado apertados e isso sente-se. Ao percorrer a Internet apercebemos-nos que muita gente se está a queixar do mesmo e neste modelo convém usar meio número acima porque a forma está ligeiramente mais pequena.

Uma das novas features que este modelo trás face ao modelo anterior e que realmente aporta grandes benefícios, é o sistema ENDO-FIT, ou a pseudo meia-elástica que rodeia todo o pé na parte superior, logo debaixo do cordão atacador e que faz com que o pé se encaixe de uma maneira mais natural, segura e cómoda dentro da sapatilha. É quase como se a sapatilha passa-se a ser uma extensão do pé. Senti este benefício quando comecei a usar as SENSE ULTRA 3 e gostei bastante. Aqui não é diferente. Sente-se mesmo uma evolução enorme no conforto e segurança face aos anteriores Wings.

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Chassi central


O meio da sapatilha foi onde se efectuaram as alterações mais radicais. Vem dai a maior redução de peso, ao trocar a antiga estrutura mais rígida e pesada para usar agora uma espuma consistente e leve, tal como nas SENSE. De acordo com a Salomon é responsável pela redução de 40% do peso e do aumento do conforto no geral. Também tornou a sapatilha mais flexível e menos rígida na torção, muito útil em grandes declives ou mudanças de direcção muito rápidas, como acontece em zonas técnicas, tornando a sapatilha mais confortável e ágil nessas situações.
O drop da sapatilha é de 9 mm, ligeiramente acima da tendência do mercado de se concentrar agora entre o 6 e 8 mm. Não senti qualquer problema com isso.


Desapareceu também a famosa curva da sola que caracterizava o modelo SLAB Wings na parte anterior e que muita gente não gostava, sendo agora muito mais directo.

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Sola


Foi completamente redesenhada em termos de materiais e desenho tridimensional das gomas de borracha.
Na versão que estou a testar (SoftGround) as gomas são maiores e mais profundas para garantir uma maior aderência em terrenos mais húmidos e/ou enlameados, mas também existe a versão "normal", onde as gomas são um pouco mais curtas, permitindo obter uma maior tracção em terrenos mais rápidos e técnicos, assim como uma ligeira redução no peso total.
É usado também a tecnologia PRO-FEEL na sola, uma proteção extra contra rochas ou outros objectos mais pontiagudos que se pode encontrar no terreno. É uma espécie de película que se demonstra flexível e muito resistente de maneira a absorver os impactos mais fortes que ás vezes acontece, principalmente a descer.


Conforto


Muitas pessoas sentem-se muito à vontade a usar Salomon. Outros, devido ao formato e forma como as sapatilhas encaixam nos seus pés, não se conseguem habituar à rigidez que elas evidenciam. Eu adoro Salomon, já vou no meu 6º par e consigo correr perfeitamente com elas em qualquer piso, dando-me um conforto acima da média e uma segurança para atacar as subidas e descidas sem medo. Sem medo não é desrespeitar a serra/montanha, mas sim enfrentar com confiança e saber até onde podemos ir quando puxamos por nós e pelo material.
Em termos de conforto geral, está muito acima dos modelos antigos das SLAB XT e um pouco acima das SENSE ULTRA. Evolução muito boa.


Um pormenor que já é comum a vários modelos da Salomon, é que é necessário alguns km's iniciais para nos habituarmos a este tipo de estrutura. Algumas pessoas tem dado um feedback negativo das "antigas" XT Wings precisamente por terem uma curva grande até nos sentirmos confortáveis nelas. Enquanto que por exemplo nas SENSE aos fim de 3 ou 4km já sentia que elas se encaixavam bem nos meus pés, as Wings anteriores demoravam uns 30/40km até termos essa sensação. Estas Wings por serem um pouco mais flexíveis e leves que as anteriores, ao fim do primeiro treino de 8km já me sentia extremamente confortável e moldada ao meu pé. Já estavam "partidas" :)

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Design/Construção


Em termos de design e construção, a Salomon está sempre na vanguarda da tecnologia e aparência. Tem uma equipa de desenvolvimento grande, polivalente e com muita experiencia e isso nota-se no desenho das mesmas. Neste modelo em particular, sendo na sua grande maioria em preto, quase não se consegue notar muitos dos pequenos detalhes, mas eles estão lá.


Em termos de qualidade de construção, são sem dúvida as melhores e mais robustas Salomon que já testei. A qualidade dos materiais está muito acima do que eles faziam. Parece-me que aqui houve uma necessidade de se (re)-afirmarem já que a concorrência vinha nos últimos tempos a colocar no mercado boas sapatilhas a preços mais acessíveis. E foi com este estrondo que a Salomon bateu o pé e afirmaram "ainda estamos aqui no topo da pirâmide"!



Estabilidade/Aderência


Estabilidade sempre foi um dos apanágios destes modelos e agora continua bem acima da média. Neste modelo especifico SG para lama e piso molhado, é impressionante a aderência que tenho tido em subidas e descidas ingremes onde maior parte das pessoas começa a fazer ski ou sku, e consigo manter uma aderência super elevada. As SENSE ULTRA 3 que tenho já tinham mostrado isso em piso seco e diversificado, mas estas conseguem-no fazer em todo o lado.


Num aspecto menos positivo, mas não pode ser encarado como um ponto negativo devido à sua natureza, as gomas a serem mais altas e "moles" para ter grande aderência, fazem com que as passagens por alcatrão ou estradão mais duro seja um pouco menos confortável. Nunca chega a ser desconfortável, mas é um mal-menor para ter as características demonstradas no molhado.

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Amortecimento


Não são as sapatilhas mais confortáveis do mundo, nunca foram, pois foram feitas para serem rápidas e eficazes. Mas nota-se que neste momento com a troca do esqueleto antigo 3D em plástico por esta espuma EVA muito mais leve e fofa, ganhou-se um bocado no amortecimento geral da sapatilha. Já não é tão bruta a transmitir todos os detalhes do terreno, fazendo uma maior filtragem para o que passa para o pé.


Acho que está muito perto do ideal que encontrei nas SENSE ULTRA, onde o feedback que recebemos do terreno é quase perfeito, mas aqui com um pouco mais de conforto perde um pouco essa sensação, no entanto, ganha-se em conforto e permite fazer grandes extensões de prova seguidas. Daqui a 2 semanas tenho 50km e vamos ver como se comportam a levar pancada forte durante tanto tempo.

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Preço


Tal como outras características a que a Salomon já nos habituou, a etiqueta de topo de gama trás um grande peso que é transposto para o PVP. 170€ é um valor elevado para se pagar por umas sapatilhas mas desde 2015 que se observa uma competição feroz entre diversas empresas que comercializam sapatilhas e assim temos uma boa parte do ano em promoção. E é ai que aconselho sempre as pessoas as fazer as suas compras. Daqui a 1 ou 2 meses já deverão aparecer promoções que devem fazer descer o preço para os 110/120€, e aí penso que são de longe a melhor opção para se correr em trail hoje em dia.


Conclusão


Foram várias as introduções feitas nas SLAB Wings, fazendo com que a mini-revolução da sapatilha a torne diferente do que as pessoas estavam habituadas nas antigas SLAB XT Wings, e diferenciando-se das primas WINGS PRO que saíram em 2015.


De facto nota-se que existiu aqui um casamento entre as antigas SLAB XT Wings e as SENSE ULTRA. Parece que foram buscar o melhor dos dois mundo e saíram as SLAB WINGS.


Ficou com uma forma similar ás XT, mas com uma filosofica de peso e materiais muito mais aproximado das SENSE ULTRA. Quem ganha são os corredores, que agora tem uma sapatilha que é leve, ágil, com imensa tracção e duráveis (para os standards da Salomon). Neste momento ficam entre as SENSE ULTRA e as PRO a nivel de posicionamento de mercado.


Dentro de uns dias vou fazer a minha review das SENSE ULTRA 3 que tem quase 170km, mas como podem ver pelas fotos, estas Wings SG com 206km, na sua maioria em Sintra, tem um desgaste muito pouco notório. Diria que temos uma sapatilhas com algum volume e resistentes, com a filosofia peso light das SENSE. Dos 206km, maior parte foi em terrenos enlameados ou muito húmidos devido à altura do ano e as sapatilhas raramente perdem aderência, seja em que piso for, a subir ou descer.

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Resumo

Pontos positivos
- peso oficial de 290 gramas ( acima das 240gr das sense 4 ) mas bem abaixo dos 345gr das XT Wings PRO.
- durabilidade bastante melhorada.
- transmitem segurança e permitem andar rápido em todos os pisos.
- sistema de encaixe do pé com o sistema ENDOFIT é fantastico e funciona muito bem.
- sistema de quicklace para apertar o pé que a concorrência tenta imitar mas só a Salomon consegue fazer com que funcionem correctamente.

Ponto negativos
- palmilha muito fina e leve. tem tendência para sair ás vezes do sitio, principalmente quando estão ensopadas da passagem em rios.
- biqueira mais estreita que obriga a comprar numero acima do habitual na Salomon para manter conforto.
- preço elevado.


Conforto 18/20
Design/Construção 20/20
Estabilidade/Aderência 20/20
Amortecimento 19/20
Preço 16/20

Total 93/100

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Podem consultar o preview aqui. Bons treinos para todos :)

A nova coleção de sapatilhas de corrida da Reebok

Gostamos de partilhar coisas bonitas convosco. E hoje partilhamos os novos modelos de sapatilhas da Reebok que estão prestes a chegar às lojas e aos pés dos portugueses. Sapatilhas para trail e corridas de obstáculos, para pronadores e para neutros. Digam de vossa justiça. 

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Review: Puma Faas 500 TR v2 . Finalmente!!!

 

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Aqui no blogue, de vez em quando, acontece. Andarmos a remoer uma review semanas atrás de semanas. Umas vezes por falta de tempo, outras vezes por alguma preguiça - é sempre mais fácil correr do que escrever - ou então porque aquele modelo ficou marcado com algo de bom ou mau que se passou.


E foi o meu caso com estes Puma Faas 500 TR V2. Esta review devia ter sido feita em finais de março, início de abril do ano passado. Precisamente, depois do Ultra do Piódão que fiz com eles - distância e prova mais do que suficientes para vos dar feedback. Mas não. Foram ficando ali no canto da casa onde arrumo as sapatilhas. Olhava para eles constantemente mas como não podia correr em trilhos e as memórias das dores do Ultra ainda estão bem presentes, nunca mais consegui escrever sobre as sapatilhas. A culpa não é delas, claro, é minha. Mas a relação com este modelo é diferente. E explico melhor.

 

Durante os nove meses lesionado dei a maioria das sapatilhas que tinha em casa para os restantes membros da crew. Fiquei reduzido a 2 pares para trail e outros tantos para estrada. Eu sei, é um exagero e queixo-me de abundância, mas ao invés de ficar com todos os que nos fazem chegar para testar, preferi dar.

Não sei porquê, mas nunca consegui dar estes Puma. Era uma espécie de vingança, olhava para eles e pensava: “se eu não corro, vocês também não”. Ao mesmo tempo, e apesar da Ultra me ter ficado "atravessada", foi com eles (e com o Tiago Portugal) que percorri aqueles montes e vales. Hoje em dia essa prova é algo de que não me orgulho – aliás, desfiz-me de qualquer recordação da prova (tshirts, medalha, dorsal) – mas continuei a olhar para eles com algum “carinho” e a serem a única recordação da Ultra presente - isso e a memória das dores no joelho. 

Assim, nove meses depois treinei com eles, várias vezes, uma das quais pelos trilhos da Guarda. Fiz as pazes com ele, e agora, finalmente, escrevo esta review.

 

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CONFORTO

São confortáveis q.b.! Nada de exageros, mas também não são minimalistas. A sola é dura mas protege. Aliás, no modelo anterior, a versão 1, que tem praticamente a mesma sola, enfiei um prego e não chegou ao pé. A palmilha original é bem confortável. A única queixa que tenho foi ter perdido uma unha do pé e a culpa foi minha, ao fim de 53 kms os pés crescem mesmo e devia ter usado umas sapatilhas meio tamanho acima. Para quem faz isto “das ultras” sabe que uma única unha perdida não é nada, por isso, não posso penalizar as sapatilhas por isso. De resto, nada de bolhas, nada de desconfortos. Tantos nesses 53 km, como nos 30km em Sintra ou nos últimos 15km feitos no final de dezembro ou já este ano, por Monsanto, sempre me senti muito bem com eles. E tenho para mim que sapatilhas que não se sentem e não clamam a atenção do corredor, são as sapatilhas ideais.

 

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DESIGN/CONSTRUÇÃO

Adoro o design das sapatilhas. Acho que são das mais bonitas que andam por aí nos trilhos. Na cor que tenho, em encarnado e azul, são mesmo muito bonitas. Sei que a marca continua com o mesmo modelo nas próximas coleções, mas em cores diferentes. Este, a versão 2, é muito bem construído - apesar do upper – parte de cima da sapatilha – ser construída numa espécie de malha mas que nada tem a ver com os knit da Nike, Adidas e até de modelos da Puma. Apesar dessa construção nunca senti os pés mais molhados que em outros modelos, quando passei riachos ou quando chovia. A secagem, por causa do mesmo tecido, é relativamente rápida. Ao fim destes quilómetros todos ainda estão pouco deformados, mas sim, deformam um pouco, sobretudo na frente. Claro que há ali um apontamento ou outro de design que mudava. Mas quando encontrar as sapatilhas de trail perfeitas em termos de design, juro que aviso. Até lá, estas andam muito próximo disso.

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

Esta são duas das características mais importantes para as corridas em trilhos. Apesar de achar que este modelo é melhor para provas não muito técnicas, nunca me deixaram ficar mal. Tanto podem ser usadas em trilhos de terra batida ou daquelas descidas/subidas de pedra solta. O piso onde me parecem mais voláteis são nas pedras, sobretudo molhadas. Mas mesmo essa impressão desaparece quando a sola se gasta mais um pouco. Mesmo assim, confesso que umas escorregadelas iniciais fizeram-me ter algum medo. Tudo o resto, é sempre a abrir que esta sola, como já disse, não é para brincadeiras e leva tudo à frente. Em termos de estabilidade, são ténis de passada neutra e não comprometem nada, mesmo para pronadores como eu.

 

AMORTECIMENTO

Dentro destes parâmetros que avaliamos as sapatilhas, talvez seja a característica mais fraca deste modelo da Puma. São ténis duros, mas não incomodam pela sua rigidez.  Penso que são mais simpáticos para corredores leves, em forma e que não tenham grandes problemas com os joelhos. Alguém com excesso de peso pode sentir um pouco a dureza da sola que muitas das vezes é compensada pela excelente palmilha. Mesmo assim, sou da opinião, que corredores em inicio de aventuras no mundo da corrida podem usar este modelo experimentando-os aos poucos, até se habituarem. E dou-me a mim como exemplo, época festiva, uns 2 quilos a mais, ainda alguns problemas no joelho e fiz recentemente um trilho em que desci, desci, desci cerca de 1 hora – depois de ter passado hora e meia sempre a subir. E não senti nada de anormal com estes sapatilhas.

 

PREÇO:

Como indiquei anteriormente não existem nas lojas em Portugal. Mas podem ser compradas na loja online da Puma. No dia em que escrevi este texto, na primeira semana de janeiro, o modelo de inverno, que deve divergir um pouco do modelo primaveril que testei, estava a 65€ + portes. Uma pechincha. São sapatilhas muito boas e com este preço ficam quase irresistíveis, digo eu.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Em suma, são um dos grandes segredos em matéria de sapatilhas de trail. Poucos conhecem este modelo e mesmo a marca Puma não faz grande alarido à volta deles. Mas devia. São das melhores ofertas para fazer distâncias até 53 km (a distância que conheço) e tendo em conta preço/qualidade deviam ser vistos mais nos pés dos trail runners nacionais. Caso para dizer que a marca devia “acordar” para o excelente material que proporciona e que não dá a conhecer. Há vida para lá dos Ignite, ok?

 

Conforto 17/20

Design/Construção 19/20

Estabilidade/Aderência 17/20 

Amortecimento 17/20

Preço: 20/20

Total 90/100

 

E este é o aspeto das sapatilhas após mais de 160 kms:

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Columbus Trail - Trilhos à conquista de Santa Maria, Açores

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Tal como já sabem, adoramos trilhos e adoramos os Açores. Em Maio do ano passado participamos no Azores Trail Run. O Nuno Malcata achou o Azores Trail Run “Ouro sobre azul” e a Bo adorou o convívio, paisagem e participação internacional da prova no Faial. E é já no final de Fevereiro que iremos voltar a este maravilhoso arquipélago para correr nos trilhos da ilha de Santa Maria.

 

O Columbus Trail, da mesma organização do Azores Trail Run invoca a passagem de Cristóvão Colombo por Santa Maria, entre 18 e 28 de fevereiro de 1493, conforme ficou registado no diário de bordo do navegador. A prova tem duas distâncias, uma maratona de 42 km em trilhos e uma ultramaratona de 77 km. Ambas as provas decorrem no sábado dia 27 de Fevereiro na Ilha de Santa Maria.

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A ultramaratona terá um desnível positivo de 3400 metros, sendo o ponto mais elevado atingido à cota de 587 metros, e o ponto de cota mais baixa situado à cota zero. A maratona terá um desnível positivo de 2000 metros.

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A ultramaratona percorre toda a ilha, numa extensão de 77 quilómetros circulares, passando por zonas de interesse geomorfológico ao longo da mais antiga ilha dos Açores (+/- 8 MA). Durante o percurso, estas características tornam-se evidentes através de vários fenómenos de erosão e alterações do nível da água do mar, que conferiram à ilha algumas das suas particularidades, levando-o a visitar locais de incrível beleza cénica, didática e científica. Ao longo das duas provas várias espécies de aves migratórias podem ser observadas, passando por Zonas Protegidas e Reservas Naturais, de enorme biodiversidade e a geodiversidade.

 

A prova de 77km inicia-se junto ao Forte de São Brás e ao sair da vila, descendo para a Ribeira de São Francisco, prosseguindo em direção a Este, num plano ascendente, até à Pedreira do Campo, geossítio que visa a preservação e promoção desta singularidade geológica, paleontológica e vulcanológica, com vista para a costa sul da ilha, continuando por terrenos agrícolas, rumo à Prainha e Praia Formosa, passando pelo Forno e Grutas do Figueirale, pelas ruínas de dois fortes militares e a presença de fósseis marinhos. A prova circular passa por zonas balneares, caminhos rurais, zonas agrícolas, piscinas naturais, caminhos de calçada e terra e miradouros como o do Espigão, com uma vista imponente sobre a Baía de São Lourenço.

 

Outros pontos de referência são a passagem por um caminho do qual se vislumbra a cascata de Cai’Água e o Pico Alto, ponto mais alto da ilha com 587 metros de altitude e rico em vegetação endémica. Numa ilha de origem vulcânica, não se podia deixar de passar por uma caldeira. Esta parte do percurso atravessa uma área florestal onde se encontra um marco geodésico com vista privilegiada sobre a freguesia de São Pedro.

 

A parte final da prova grande é feita contornando a encosta, onde é possível avistar o porto comercial e o centro da Vila. O caminho de terra continua sendo interrompido pela estrada de acesso à zona industrial, prosseguindo em direção ao centro histórico da Vila.

 

A prova dos 42 km tem o mesmo percurso da ultramaratona, terminando antes, ao km 42. Assim sendo, a partida e meta desta prova serão em locais diferentes sedo que a organização fornece transporte.

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Nós já nos inscrevemos e tu, do que estás à espera? Vamos conquistar Santa Maria!

Preview: Skechers GOrun Ride 4

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Ainda antes de me juntar à crew do Correr na Cidade apaixonei-me pela marca norte-americana Skechers. Para alguns mais conhecida pela sua gama casual, cada vez mais a Skechers Performance vai conquistando os pés dos runners.

 

Foi em 2013, para a Meia Maratona dos Descobrimentos, que estava à procura de uns ténis de corrida novos. Solicitei opiniões à alguns dos blogs de referência no running para mim na altura e a resposta for unânime: Skechers. Também o Filipe Gil recomendou esta marca, pela excelente relação qualidade/preço e pelo conforto, claro.

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Assim, os meus segundos ténis de corrida para estrada foram os GOrun Ride Ultra. Ainda hoje, mais de 800 km depois, continuo a adorar essas sapatilhas. Agora, quando comecei a ver ténis para a minhas segunda maratona, a de Barcelona em Março, fui à procura de umas boas sapatilhas mas mais minimalistas. Encontrei então os Go Run Ride 4 com uma excelente avaliação no blog de referência Run Repeat e fiquei curiosa.

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Mais uma vez, foi amor à primeira vista. Depois de um breve treino de 8km senti logo confiança e vontade para levar as sapatilhas à Meia Maratona dos Descobrimentos em Dezembro de 2016. Normalmente prefiro correr mais uns quilómetros com determinadas sapatilhas antes de me “jogar” à uma Meia, mas aqui não tinha dúvidas de que iria correr bem.

 

Apostei bem. Embora não tivesse participado na prova da Meia Maratona, fiquei-me pelos 10km, corri quase 21km à mesma porque acompanhei a nossa Liliana na segunda metade da prova dela. Correu muito bem. Muito confortáveis, nada de bolhas ou impressões.

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Realmente adoro estas sapatilhas. São super leves, apenas 187 gramas e têm um drop muito reduzido de 4mm. No entanto, fornecem alguma estabilidade e são muito “fofos”. Sinto que esta sapatilha me faz correr “bem”. Ajuda à uma passada midfoot.

 

Tenho pegado nos GOrun 4 com alguma frequência, recentemente também em pista. Como a sapatilha tem uma palmilha removível, decidi tirá-la num treino em pista. Ao tirar a palmilha vivemos uma experiência ainda mais naturalista. Depois de três séries de 1000m em pista sem a palmilha confesso que senti alguma impressão na parte interior do pé esquerdo e por isso decidi voltar a coloca-las. A experiência em si foi muito positiva e irei repetir no treino em pista deste mês.

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Vou correr mais alguns quilómetros e em breve dou o meu feedback final, também sobre treinos mais longos.

 

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