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Correr na Cidade

1ª impressão: Skechers Gorun Ultra Road - Olá de novo!

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Filipe Gil:

 

E dois anos depois voltei a calçar uns Skechers. Quem segue o blogue desde o ínicio recorda-se, certamente, de vos contar do meu espanto a primeira vez que recebi em casa umas sapatilhas desta marca norte-americana. Deixei de a usar depois de me ter sido diagnosticada uma fascite plantar que ainda demorou uns quatro meses a curar, isto entre o final de 2012 e o íncio de 2013. 

 

Mas, durante muito tempo, e muitos modelos de sapatilhas diferentes, nunca cheguei a ter as mesmas sensações a correr em estrada do que as que tive com os Skechers GoRun 2. Leveza com conforto, o apoio na passada do meio do pé, e ao mesmo tempo uma prazer enorme em correr com elas – apesar da cor não ser da minha preferência (amarelo e verde estridente).

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Depois de achar que eram os Skechers que me fizeram a fascite e que devia correr sempre com palmilhas para pronador, nunca mais “toquei” em nenhum, vários foram os modelos que foram parar lá a casa e que distribui pelo resto da crew. E a Skechers já não é a mesma de há dois anos - inclusive com a vitória da Maratona de Boston em 2014 por Meb Keflezighi, o corredor da marca, a percepção junto dos corredores mudou para melhor. E os modelos evoluíram de tal forma, que em comum apenas têm o nome.

 

A única falha que aponto à marca é ainda não terem nenhum modelo especificamente para trail. Tiveram um modelo minimalista que foi muito bem recebido pelos corredores, o Skecher sGoRun Bionic Trail, mas que foi descontinuado. Foi precisamente este o último modelo que usei antes da lesão no pé, no Trail de Casaínhos, edição 2013.E recentemente lançaram o Skechers Go Run Ultra (já com duas versões) - que acho que nem a própria marca percebe se é para corredores de estrada ou de trail. Acho que quiseram seguir - e até acho que fizeram bem - o hype da Hoka One One

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Entretanto, e agora, curisosamente, a recuperar de outra lesão – isto diz muito do tipo de corredor que sou – recebi em casa os novos Skechers Gorun Ultra Road. Umas sapatilhas de estrada com muito amortecimento, 4 mm de drop, com uma espécie de upper na famosa malha knit (estreada pela Nike e que hoje em dia é usada por muitas marcas: da Adidas à Puma). Sem medos, peguei neles e fiz-me à estrada. Ainda por cima, achei-os muito bonitos

 

A primeira coisa a sentir foi o M- Strike, o tal alto no meio do pé que nos intui a fazer uma midfoot strike. "Olá de novo, há 2 anos que não sabia nada de ti?", pensei. Os especialistas dizem que é a melhor forma de aterrar com o pé, e que evita lesões. Fiz, nesta primeira impressão, 10 km. Lentos. Muito lentos. Não estou em forma! 

 

O conforto é top! Mesmo. Senti mais confiança a pisar o chão e senti. também, que estava mais protegido de impactos no joelho. Calçam muito bem, contudo o tal upper não é igual ao da Adidas, Nike e Puma. O destas marcas colam-se ao pé como se fosse uma meia (há que deteste esta sensação), o da Skechers é mais hirto e mantem a sua posição inicial "emoldurada". O que não incomoda.O único senão, até ao momento, deste modelo é que é são volumosos e grandes e por isso tornam-se um nada pesados. Sentimos que temos dois blocos confortaveis agarrados ao pé, mesmo a olhar em frente, temos a sensação que os vemos no canto inferior do olho, a cada passada.

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Mas é uma questão de hábito, digo eu. Fiquei curioso em fazer longas distâncias - que é para isso que foram construídos (pelo menos assim o diz a marca).

 

Nesta primeira impressão deu para matar saudades da marca. Fiquei com a impressão que são ténis excelentes para quem sofre um pouco de joelhos, para quem tem um pouco de peso a mais (mas depois atenção que o modelo é neutro e não tem muito suporte), e penso serem um bom par de sapatilhas para longões, apesar de algo pesados. 

 

Para os corredores rápidos, agéis, habituados a usarem, este modelo não é para eles - à primeira vista. Vou correr com eles mais um par de quilómetros e dentro de algumas semanas têm aqui o meu veredicto final. Contudo, acho que já deu para perceber alguma coisas destes Gorun Ultra Road

 

Boas Corridas. Boas Festas!

 

O Natal chegou mais cedo, a minha primeira prova no G.P. do Natal

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Correr é o que nos junta, mas os treinos do Correr na Cidade têm sido para todos nós a oportunidade de trocar experiências, aprender uns com os outros e criar lanços.  Recentemente num dos nossos treinos descobrimos que o Bruno Tibério nunca tinha participado numa prova, e tivemos muito gosto em o convidar para participar connosco no G.P. de Natal que decorreu no passado dia 13. Este é o seu testemunho.

 

Por Bruno Tibério

 

Nos últimos meses tenho frequentado regularmente os treinos dos sempre bem dispostos e alegres Correr na Cidade para combater um pouco a monotonia que estava a ser para mim fazer corrida sozinho. Em conversa num dos habituais treinos semanais, revelei que nunca tinha participado em nenhuma prova oficial. Não sei bem explicar o porquê mas não via interesse em provas. Não sou louco por corridas. Gosto de correr sim, como meio de me manter em forma e, como tem sido nos treinos com este fantástico grupo, como meio de diversão e convívio praticando exercício.

Para além da questão monetária que nem sempre é acessível em muitas provas, sempre achei que o lado competitivo adjacente a uma prova oficial, apenas impulsionava o egocentrismo de cada corredor e isso em nada me motivava para inscrever numa corrida.

Pois bem, o grupo do CnC quis mostrar que existia mais para além da minha visão e ofereceram-me uma prenda de Natal antecipada, um dorsal para participação no 58º Grande Prémio de Natal EDP. Confesso que fiquei surpreendido com o gesto do grupo, afinal conhecem-me à relativamente pouco tempo, mas decidi aceitar o desafio proposto.

Olhando para as informações disponibilizadas no site oficial da prova, verifiquei que não existia grande grau de dificuldade. É um circuito sem subidas exigentes e na sua maioria plano. O facto de serem 10km não me assustava pois estou habituado a fazer distâncias semelhantes, a não ser que acontecesse alguma lesão.


Durante a semana que antecedeu o evento não fiz qualquer preparação extra a pensar na prova, mantive a minha rotina habitual de exercício e apenas tentei não forçar os meus limites para garantir que não ia para a prova com dores musculares.

Eis que chega o dia da prova. Decidi acordar bem mais cedo para garantir que estou bem desperto na altura da prova, tendo em conta que em geral as minhas práticas de exercício são feitas no período da tarde ou ao final do dia. Desloco-me de autocarro até ao Campo grande, e neste já me cruzo com mais uma ou duas pessoas que se dirigiam de igual modo para a prova. Saindo dos transportes, vou descendo a pé a avenida em direção à zona da partida observando em meu redor as delimitadas faixas para os corredores e as várias pessoas que iam aquecendo, todas elas vestidas a rigor e com aspeto de grandes velocistas. O visual bastante atlético das pessoas que ia vendo, só me trazia à memória a ideia que tinha das provas e me levava interiormente questionar se isto era para mim. Não podia estar mais enganado. 

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Ao chegar a Entre Campos já se via pessoas de todo o tipo. Desde corredores assíduos a pessoas mais idosas (mas jovens no seu interior).

Enquanto esperava no ponto de encontro combinado, observava em redor em busca de caras familiares e simultaneamente os rostos que passavam junto a mim.

Grupos de amigos, casais, namorados, famílias, tudo se ia concentrando junto à zona de partida. Finalmente as caras conhecidas começaram a surgir.

 

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Eis que surge a partida. O arranque no inicio da prova foi o que menos gostei em toda a corrida. A aglomeração de pessoas faz com que tenhamos que ser bastante cautelosos para não embater noutra o que torna o inicio bastante lento a um ritmo praticamente de caminhada. Os primeiros 4km foram feitos a ritmo calmo acompanhando outras pessoas. Afinal de contas não tinha definido qualquer objetivo para a prova que não fosse o de chegar ao fim. O facto de estar a correr numa zona bastante confortável permitia também estar mais atento ao ambiente que se estava a viver. Não posso deixar de destacar talvez os que mais me impressionaram, entre gente que estava claramente a divertir, famílias que não esqueceram os seus membros mais pequenos, casais cuja a força interior é invejável e não se deixam abalar pelas dificuldades que a vida de alguma forma apresentou.


É este espírito, que estas pessoas representam, que é motivador e nos mostra que quando a paixão pelo que fazemos é maior não há dificuldade que nos impeça.

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Na viragem no Campo Grande, deixei o egocentrismo que aparentemente tanto desprezava subir um pouco ao de cima. Sabia que conseguia fazer bem melhor e sentia um pequeno prazer em querer saber qual meu limite e o quão  melhor conseguia fazer. O ritmo aumentou e bem. O facto de conhecer o percurso dava-me bem a noção para saber gerir o esforço. A cada Km tentava manter o ritmo mais elevado e se possível aumentar. Sobretudo depois do Marquês de Pombal o declive negativo ajudava e visualização da meta foi o que precisava para puxar ao máximo. E eis que se atinge a desejada meta!

 

Após analise dos dados colhidos pelo GPS, verifiquei que nunca tinha marcado um ritmo tão elevado em qualquer das corridas que tinha feito anteriormente e acho que teria sido difícil arranjar motivação para descobrir os meus próprios limites se não tivesse deixado o ego subir.

Se valeu a pena a experiência?


Sem dúvida que sim. Mudou um pouco a visão que tinha das provas oficiais. Nem todos vão para provar que são melhores que os outros. Como aprendi, muitos vão apenas por amizade, fazer companhia, divertir-se e outros, tal como eu nos últimos quilómetros, testar os seus limites, descobrir até onde se conseguem superar.

7 perguntas à...La Sportiva

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil

 

No seguimento das 7 questões que colocamos às várias marcas que atuam no nosso mercado esta semana é altura de ler o que a marca italiana La Sportiva respondeu. 

 

Curioso? Fique com a entrevista a Carlos Vieira da empresa Dmaker, distribuidores da marca em Portugal.  

 

Como analisam o setor da corrida em Portugal?

 

Temos assistido a uma forte adesão à corrida um pouco por todo o país o que pode ser explicado por uma maior consciência do papel do desporto na saúde e bem-estar de cada um, e pelo relativo baixo custo do acesso a esta prática, comparativamente com outras modalidades.

 

A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?

 

A corrida está na moda mas não apresenta indícios de ser um fenómeno efémero para desvanecer nos próximos tempos. A corrida tem conseguido saber conciliar a vertente competitiva com estilos de vida activos, onde famílias e grupos de amigos se reúnem e partilham experiências comuns. O trail running em particular e as corridas fora de estrada em geral, têm usufruído de igual modo de um crescimento notável pela comunhão que oferecem com a natureza, e estas práticas são ainda bastante mais recentes em Portugal.

 

Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?

 

As sapatilhas Ultra Raptor continuam a ser o modelo mais popular e consensual em Portugal apesar de verem a sua liderança ameaçada pelo modelo Bushido com apenas dois anos de mercado. O sucesso reside na estabilidade, aderência e conforto que ambas proporcionam em todos os tipos de terreno.

 

Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?

 

A grande novidade para 2016 é o modelo Akasha que promete se tornar em mais um caso de sucesso da marca. As Akasha foram concebidas para longas distâncias e aliam um design elegante para uso casual com a máxima absorção de impactos e tracção para os melhores desempenhos em todo o tipo de terrenos. A marca estará também presente em Portugal com uma colecção de vestuário mais abrangente, totalmente coordenada com as cores e texturas do calçado.

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Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?

 

A marca é reconhecida pela fiabilidade e performance do seu calçado mas os portugueses começam a descobrir e a abraçar as restantes soluções têxteis da marca. As sapatilhas são a escolha primordial de cada corredor mas as vendas de vestuário técnico têm também crescido à medida das necessidades de cada um.

 

Como marca, que outras áreas/deportos estão a apostar para conquistar os corredores?

 

A marca tem uma tradição fortíssima em calçado para actividades de montanha e, em Portugal, está igualmente presente no sector de escalada com calçado específico para a prática da modalidade. Fundada em Itália, em 1928, a marca é reconhecida internacionalmente pela inovação e excelência dos seus produtos, razão para a forte fidelização de clientes em todos os seus domínios.

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De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários?

 

As marcas têm o poder e dever de estimular estilos de vida activos, saudáveis e em harmonia com as comunidades onde estão inseridas. Esta responsabilidade é intrínseca e sublinhada pelos modelos que utilizam para corporizar a marca sejam eles atletas, competições ou acções de relações públicas. O contributo das marcas em cativar os mais jovens é a sua capacidade em gerar atracção e desejo dos mais novos em se tornarem – ou ao menos fazerem parte de – todos os mundos que elas representam.

CrossFit para crianças? Sim existe e eles adoram!

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Por Filipe Gil:

 

No passado sábado, dia 12 de Dezembro, faz hoje precisamente uma semana, fui até à box de CrossFit situada na Boa Hora, em Lisboa, a XXI CrossFit. Não foi mais uma ida da crew para experimentar uma nova box de CrossFit como temos feito com alguma regularidade.Desta vez foi diferente!

Quais os seres que mais amamos e nos preocupamos? As nossas crianças, claro! Assim, sabendo que a XXI CrossFit é uma das poucas “boxes” em Portugal certificada para aulas para crianças, levamos filhos, sobrinhos e amigos a experimentarem uma sessão de CrossFit.

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Isto porque, não me canso de escrever, um dos grandes objectivos do Correr na Cidade (CnC) é tentar mudar e influenciar as vidas das pessoas que nos rodeiam de forma a que estes incluam o exercício físico no dia-a-dia. Por isso, mais do que ir atrás de modas acreditamos realmente que o CrossFit em conjunto da corrida nos torna seres mais saudáveis. Em todas as idades.
 

A aula teve início às 12h15 e durou uma hora. Para os miúdos passou a voar – disse a maioria. No total, os “nossos” cool kids eram nove. Dos 7 aos 14 anos. E todos eles adoraram. Sim, mesmo! Eles ficaram mesmo entusiasmados. A Marta do blogue Dolce Farniente levou as suas crianças. no mesmo grupo e conta-vos, também, como foi esta experiência. 

 

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Estava curioso se eles iriam comparar a sessão de CrossFit com uma aula de ginástica da escola, que muitos acham aborrecida. Na comparação esta (CrossFit) foi “muito melhor”, disseram, Todos alinhados, entusiasmados, trapalhões q.b.. Foi muito interessante ver como interagiam e competiam, saudavelmente. 

 

Saltaram, correram, pularam, andaram de gatas, puxaram o corpo em argolas, fizeram o pino, etc. Rapazes e raparigas, sem nenhum se imiscuir dos exercícios. E, zás!, de repente a aula estava a acabar. À pergunta, voltavam a fazer isto, alguns responderam. “quando será a próxima aula”. Aqui prova que o Crossfit, tal como a corrida é para pequenos e graúdos (se bem que sou daqueles que a corrida de longa distância só deve ser praticada a partir de uma certa idade, mas isso sou eu).

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No mesmo dia, o meu filho mais velho, que voltou a estar com alguns dos mesmos amigos com quem partilhou a hora de Crossfit, só falava disso, e com eles passou parte da tarde a comprar os músculos uns dos outros, que, segundo eles: estavam maiores depois da aula…; uma semana depois ainda me diz, de vez em quando, depois de comer um doce: "tenho de voltar ao crossfit".

 

E é isto! Incutir o exercício físico na vida deles, uma geração que relembro, e de acordo com muitos estudos, e que devido ao sedentarismo e à má alimentação podem vir a ter uma esperança de vida inferior que nós. Mas mais preocupante do que debater esses números é não fazer nada. Por isso, se acharem piada à experiência que aqui vos conto, falem com o XXI CrossFit para levarem os vossos filhos às aulas de crianças (ou teenagers). Certamente vão gostar…todos! Apenas uma advertência, certifiquem-se que a box está certificada e qualificada para dar sessões de CrossFit aos mais pequenos. 

 

 

 

 

 

 

Sabe o que comer antes e depois de um treino de corrida?

Por Ana Sofia Guerra:

 

Muito se fala e escreve sobre o que comer antes e depois duma prova de corrida, eu mesma já o fiz aqui no blogue. Mas, e o que se deve comer antes e depois de um treino?

 

Primeira regra: não existem fórmulas mágicas! O que funciona para algumas pessoas pode não funcionar para si. Eu dou muito este exemplo: alguns amigos meus comem sempre uma banana cerca de 15 a 20 minutos antes dum treino; se eu fizer o mesmo, já não consigo treinar, fico enfartada, mal disposta. É importante ter a noção que cada corpo é único e que devemos tomar atenção aos sinais que ele nos dá.

 

Segunda regra: experimentem, arrisquem! Existem mil e uma combinações de alimentos que podem fazer nesses lanches e que nem todas correm mal. A alimentação deve ser orientada tendo em conta o seu organismo, gosto pessoal, horários e tipo de treinos.

 

E foi baseado nessas dúvidas que fui desafiada pela Joana Malcata a elaborar lanches para corredores antes e depois do treino e que coubessem numa lancheira que podemos transportar para qualquer lado. Eis o resultado:

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Foto Nº1: exemplo dum lanche 2 a 3h antes dum treino. O alimento mais importante para o nosso organismo é a água! E, por isso mesmo, não podia faltar na nossa lancheira. Numa refeição pré-treino, principalmente umas horas antes, é necessária a ingestão de alimentos que contenham hidratos de carbono complexos, de forma a garantir um aporte de energia que dure mais tempo (aumentam a reserva de glicogénio muscular). Neste caso dou o exemplo dum pão de centeio pequeno com queijo fresco. Também podia usar a batata-doce combinada com um ovo cozido, por exemplo. A maçã representa o alimento com hidratos de carbono simples e que pode ser alternada com outro tipo de fruta mais "prática" como a pêra.

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Foto Nº2: exemplo de um lanche cerca de 30 minutos antes do treino. Antes dum treino é necessário hidratar (daí a presença da água na mesma) e ingerir uma porção de alimentos que contenham os hidratos de carbono simples, como é o caso da banana. Esta fruta também fornece uma boa percentagem de potássio e magnésio que vão dar mais impulso aos nossos músculos, principalmente ao mais importante - o coração. Estes alimentos, quando combinados com alimentos ricos em ácidos gordos essenciais (gordura "da boa"), atrasam um pouco a absorção dós açúcares e promovem a saciedade. Neste exemplo indiquei as nozes, mas podem ser amêndoas ou avelãs ou cajús. Mas atenção: estes alimentos têm de ser consumidos de forma muito moderada, pois podem causar desconforto abdominal durante um treino (no máximo, 5 nozes).

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Fotos Nº3 e 4: um exemplo de lanches imediatamente após o treino. Imagine aqueles treinos em que "dá o litro", que se sente exausto e faminto...está a imaginar? Assim que terminam o treino, é importante fazer 3 coisas: hidratar, dar energia rápida e fornecer proteínas para estimular a recuperação e renovação celular. A água representa a hidratação e não podia falta na lancheira. Uma fonte de energia rápida imediatamente antes do treino e que estimula a reserva de glicogénio é o chocolate negro (20g). Um conselho: mastigue devagar e respire bem. Para começar a estimular a recuperação muscular vamos ingerir uma fonte proteica: nestes exemplos indiquei uma bebida proteica comercial já pronta e muito prática e um iogurte (mais propriamente, leite fermentado). Também podia ser um pouco de queijo ou frango ou presunto.

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Foto Nº5: este é um exemplo para aqueles que, como eu, têm dificuldade em saber o que lhe apetece comer antes ou depois do treino. Neste caso, o pão foi substituído por uma barrita de alfarroba (do Algarve). E tudo isto coube na lancheira.

 

Antes de terminar gostaria de fazer um alerta: estas fotos são apenas exemplos de lanches. Se tiver alguma dificuldade em organizar as suas refeições tendo em conta os seus objectivos e treinos, procure um nutricionista. E experimente a diferença no seu rendimento e na sua saúde em geral.

 

Quero agradecer à colaboração da Joana Malcata pela ideia e da loja Bairro Arte por cedido uma lancheira tão gira e que pode ser uma boa sugestão de prenda de Natal.

 

Boas corridas!

 

  

 

Grande Prémio de Natal – Race Report Anatomia de um RP

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Por Pedro Tomás Luiz:

 

Apesar de correr muito na estrada, a verdade é que faço poucas provas de estrada. Ao longo do ano opto por fazer algumas clássicas como seja a corrida do 25º de Abril, o 1º de Maio ou a corrida dos Sinos. Assim, a última prova de estrada de estrada que tinha feito este ano tinha sido a corrida do 25 de Abril, que decorreu cerca de duas semanas depois do MIUT, o que quer dizer que fui corrê-la ainda muito “estragado”.


Aparte disso o meu recorde dos 10km estava, imagine-se, no BES Run Challenge de Lisboa, realizado no dia 7 de junho de 2014 na qual fiz 45:39 ou seja 4:34 m/km.


Assim à entrada para esta corrida (GP Natal) sabia que para não bater o meu recorde pessoal algo tinha de correr muito, mas mesmo muito mal, até porque sabia quanto é que andava a fazer aos 10km em treinos. A dúvida que tinha era por quanto o iria bater.

 

Atenção, não aqui nenhuma falta de humildade é simplesmente brincar com os números, o anterior recorde era tão “mau” e tinha sido batido há tanto tempo que qualquer coisa que fizesse no domingo ia ser melhor.

 

Como, combinado 10h da manhã lá estava eu no ponto de encontro, para me encontrar com resto da crew. As previsões eram de chuva, mas o São Pedro iria poupar-nos toda a manhã, abrindo apenas a torneira já ao final da tarde.

Sendo uma prova com partida em Entrecampos e chegada nos Restauradores, lá tive de carregar carteira, telemóvel e chave do carro, o que não mata mas mói e acima de tudo é peso extra desnecessário.Já ao pé da crew mais linda do mundo, tirámos umas fotos, brincámos uns com os outros e lá seguimos para o local da partida.

Estando previstos quase 5000 participantes e não havendo “currais” para separar por tempos, lá furei até onde pude, ou seja mais ou menos a meio do maranhal.

 

Tiro de partida e o arranque dá-se devagarinho, muito devagarinho, começo a correr aos zig-zags mas com respeito por não bater em ninguém, mas era desesperante. Por esta altura comecei a fazer contas de cabeça e percebi que ia pagar caro o facto de ter ficado muito para trás.

Decido encostar e fazer o resto da corrida com o Tiago e com o Rui que sei que vinham muito perto. Já junto deles a corrida começa finalmente à abrir um pouco e depois do 1º túnel, engrenei finalmente no ritmo que queria. O relógio tinha marcado o primeiro km em 05:09 m/km. Numa prova de 10km não existe espaço para erros, por isso este primeiro km iria e condicionou toda a prova.

 

Já sem o Tiago e o Rui opto pela estratégia mais simples apertar o máximo até ao Saldanha (+/- 8 km) e depois apertar ainda mais um bocadinho, já que os 2km finais eram a descer.

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E assim foi... focado e com o sabor do sangue a correr na boca foi dar o que tinha e o que tinha deu para um 42:09 ou seja uma média de 4:13 m/km. É um resultado jeitoso, porque há pessoas a correr brutalmente, não falo dos profissionais, falo de amadores com o dobro da minha idade que me deram um bigode daqueles.

Chegado à meta, foi bater palmas a todos os quantos vinham na corrida e esperar por todos os membros da Crew… ser crew é isso apoiar até ao fim cada um de nós!

 

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 PS: Competir em provas de estrada é muito dificil, o sofrimento é atroz, muito mais do que num ultratrail. Correr redline não é para todos, por isso acho fascinante ver um atleta fazer 29m ou seja 2:55 m/km!!! impressionante!

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