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Correr na Cidade

Os 10 mais lidos de 2015

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Por Bo Irik:

 

E já estamos no último dia do ano. Foi um ano de altos e baixos para a crew do Correr na Cidade. 2015 foi o ano de estreias em maratonas, ultras e PBTs aos 10km. Paralelamente também foi o ano de meses com lesões ou até afastamento da corrida por tempo indeterminado. Faz parte.

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Entre dicas sobre material, lesões e alimentação e ainda experiências pessoais e outras crónicas, fechamos o ano com os 10 posts mais lidos em 2015:

 

1. Prevenir e tratar a lesão "Pata de Ganso" pela naturopata Sara Dias.

2. O que comer antes de uma Meia Maratona pela nutricionista Ana Sofia Guerra.

3. Supinador, Pronador ou Neutro - ou é tudo uma grande treta? Por Filipe Gil.

4. Ajudar os outros a perder peso, também pelo Filipe.

5. Os novos Nimbus 16 e Cumulus 16 da ASICS.

6. 8 dicas para correr a primeira Meia Maratona por Filipe Gil e Tiago Portugal e testemunhos de outros elementos da crew.

7. Review: Under Armour Speedform Apollo pelo Tiago Portugal.

8. Review: ASICS Gel - Pulse 5 pela Bo.

9. Review: Asics Gel Super J33 pelo Filipe Gil.

10. O disparate de uma estátua para quem corre, uma crítica disruptiva pelo Filipe.

 

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É engraçado que alguns destes posts são de anos anteriores.

 

2015 foi um ano de muitos treinos em boa companhia, por toda a cidade e até Sintra. Foi o ano de 510 000 page views no blog e quase 10 000 likes no facebook.

 

Obrigada a vocês que nos têm acompanhado. Amanhã há mais!

 

Boas entradas!

Coração só temos um, ame-o.

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Por Bo Irik:

 

Este ano não participei na São Silvestre de Lisboa, na qual costumo participar todos os anos. Estava a acompanhar a prova pela net, para saber como vos tinha corrido, até que o Filipe partilhou que “na subida para a rotunda do Marquês de Pombal estava um senhor, novo, deitado no chão a levar massagem cardíaca”. O Filipe ficou impressionado, e muito. Eu não assisti à situação neste caso mas já vi situações idênticas noutras provas e fiquei também com um vazio no estômago. O Filipe partilhou ainda que, “ao passar pelo cenário, nada agradável, estava lá o nosso Tiago Portugal a ajudar o senhor. O Tiago não correu mais, mas se calhar ajudou a salvar uma vida”. O meu objetivo com este texto não é homenagear o Tiago; é sim, acordar-vos para este tipo de situações.

 

É um facto que muitos acidentes cardiovasculares não podem ser prevenidos porque podem não apresentar sintomas, mas também existem casos em que podemos prevenir este tipo de situações. Foi por isso que, no Verão de 2014, quando me comecei a preparar para a minha primeira maratona, a de Sevilla em fevereiro de 2015, fui ao hospital fazer um check-up ao coração. Coração só tenho um e quero tratá-lo bem. Fiz um eletrocardiograma, um Echo Doppler (ecocardiograma) e a prova de esforço. Para além disso fiz análises ao sangue e à urina, que até então nunca tinha feito porque era uma “menina jovem e muito saudável”.

 

Em termos práticos, gastei pouco tempo no hospital e em termos financeiros também não gastei um balúrdio. Em relação às despesas, temos que ver o tipo de seguro de saúde que temos. Eu fui ao hospital privado, mas também podemos falar com o nosso médico de família e solicitar este tipo de check-up mencionando o objetivo da prática desportiva. Quando cheguei ao hospital para fazer os exames os médicos perguntaram logo: mas porque é que a menina com essa idade quer fazer estes exames? Ou seja, nem os médicos acham “normal” fazermos este tipo de exames. Devia ser normal. Todos os atletas deviam fazê-lo. Mas entre tu e os teus amigos corredores, quantos já o fizeram?

 

Acho que grande parte da prevenção deste tipo de situações como a da São Silvestre parte de nós próprios. Somos nós que devemos saber os nossos limites e somos nós que devemos cuidar do nosso corpo. No entanto, nalguns países, ou melhor, nalgumas provas, a autoridade impõe-se neste tipo de prevenção ao exigir atestados médicos para a participação em provas. Em Portugal, nas provas de 10K ou Meias Maratonas nas quais participei tal não acontece. Nem nas ultramaratonas em trilhos portugueses (em Portugal, só no OH MEU DEUS - Ultra Trail Serra Da Estrela - 100 Milhas é obrigatória a apresentação de atestado médico)! Aconteceu sim no Prom Classic, uma prova de 10K que se realiza no início de cada ano em Nice, França.

 

Inscrevi-me nesta prova, pela internet, mas foi exigido logo um atestado médico. Lembraste-te do atestado que tiveste que pedir para tirar a carta de condução? Pois, é algo parecido. Um documento onde o médico declara que estamos aptos para a prática de atividade física, ligeira e moderada, não federada, e adequada ao participante. Não sei que exames / análises se fazem normalmente; no meu caso foi muito rápido. Bastou apresentar os resultados das análises que fiz ao coração e ao sangue o ano passado e ouvir a respiração, em repouso. Questiono então porque e que nalguns países em provas “pequenas” com as de 10k exigem atestados e noutros, nem em ultramaratonas e provas de três dígitos o exigem. Será que em Portugal as organizações das provas também deveriam exigir atestados para evitar este tipo de situações?

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Outra coisa que acho é que cada um de nós, enquanto atleta, pode e deve fazer, é tirar um curso de primeiros socorros. Há cursos de 4 ou 5 sessões em horário pós laboral, baratos ou até gratuitos, que podem ensinar-te a salvar vidas. Sabes fazer uma massagem cardíaca? Sabes em que situações deves imobilizar a pessoa ou não? Lembras-te da posição lateral de segurança? Estancar uma ferida? Tudo isto pode salvar vidas, ainda mais em meios sem equipas de emergência por perto, como é o caso de trilhos.

 

O senhor que foi assistido na São Silvestre de Lisboa está, segundo informações da organização, fora de perigo e a recuperar. Felizmente.

 

Proponho-te então uma excelente resolução para 2016: faz um check-up médico para corredores e tira um curso de primeiros socorros.

 

Bons treinos e boas entradas!

Adizero XT Boost – Back in Black!

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Por Filipe Gil:

 

Estes ténis não são para mim! Este foi o primeiro pensamento que tive quando os tirei da caixa. A Sónia Fernandes, responsável da Adidas já me tinha indicado que este modelo era super leve mas com o apoio do Boost. E mal os calcei, confirmei isso tudo. E torci o nariz.

 

Então eu, que estou agora a apostar em conforto para os impactos do meu joelho e tenho optado por modelos (em estrada) como os Ultra Boost, também da Adidas, ou os Gorun Ultra Road da Skechers, vou correr com um modelo que é quase mais leve que caixa que o transporta??? Será que isso não irá provocar uma recaída na minha recuperação?

 

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Ainda antes de os calçar, como geralmente faço, pesquisei na Internet algumas reviews sobre este modelo em sites internacionais – em Portugal somos os primeiros a ter o privilégio de os receber. Ah, não vos disse ainda quais são? São os Adizero XT Boost, modelo ultra leve para trail e com uma espécie de meia elástica que acompanha até ao início da perna. Algo que a Adidas decidiu apostar. E bem. Mas já lá vamos.

 

Vi nas tais reviews que a marca alemã pegou na experiência dos seus Adizero, que são sapatilhas de elite para maratonistas – aqueles tipos que fazem kms em três minutos ou menos – e que construiu um modelo de trail, a que adicionou uma parte de Boost.

 

Ora, isso ainda me fez ter mais a certeza daquilo que vos disse: não são sapatilhas para mim! Pelo menos, nesta altura de recuperação de lesão e onde preciso (nem que seja mentalmente) algum apoio e cushining. Mas a sensação de ter umas sapatilhas novas em casa e não as experimentar é como levar os nossos filhos a uma loja de gomas e dizer que não pode comer nem uma…

 

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Assim, na quinta-feira passada, véspera de Natal, combinei um treino com o Nuno Malcata. Foi o meu regresso a um treino em trilhos. Já não corria em Monsanto, desde meados de março...

 

E aqui um parentisis. Foi estranho, porque voltei nove meses depois, mas pareceu que foi ontem, isto porque a vegetação em Monsanto é a mesma desde o último treino, tais como as sensações de correr com algum frio, iguais – a primavera, verão e outono passaram-me ao lado nos trilhos, infelizmente. Ao mesmo tempo, parecia que há uma década que não corria em trilhos.

 

Foi um treino ligeiríssimo, de 13km. Mas deu para ter uma impressão destes Adizero XT Boost. São, de facto minimalistas. Mas ao mesmo tempo envolvem o pé de uma forma muito interessante. O Boost nota-se, sobretudo, nas subidas, quando o fazemos com a parte da frente do pé, ou mesmo em bicos de pés. 

 

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E como só há Boost na parte da frente, nota-se, sobretudo a falta dessa “ajuda” nas descidas. De resto, a tal meia elástica que nos acompanha até parte da perna, nem se nota. Está lá a fazer o seu papel de não deixar entrar pedras, mas não incomodam nem atrapalham. E até são um ponto bastante positivo.

Em termos estéticos, gostaria que este modelo tivesse alguma cor, para além do preto e do branco (do Boost), sei que na panóplia de versões deste modelo há, nestes não. São All Black. Caso para parafrasear aquela música dos AC/DC: Back in Black. (Sim, andamos loucos a fazer contas para comprar os bilhetes para o concerto dos australianos).

 

Em suma, nesta 1ª impressão, são sapatilhas fantásticas adequados a corredores rápidos e leves, para trilhos não muito longos, talvez entre distâncias de 30 a 50 kms. São sapatilhas para um nível superior de corredor. Apenas lhe indicou uma falha, falta-lhe uma placa protetora na sola. Sei que isso iria prejudicar a leveza deles, mas protegia de alguns "ais, e uis" que se diz ao sentir as pedras do caminho - e isto foi num treino em Monsanto... 

 

Em breve, eu ou outro corredor da crew iremos fazer a review final.

 

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7 perguntas à...Puma

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil

 

No seguimento das 7 questões que estamos a colocar a várias marcas que estão presentes no setor da corrida em Portugal, damos lugar às respostas da Puma. Se o último ano (2015) foi muito importante para a marca, com o lançamento dos Ignite e uma verdadeira aposta no running, quisemos perceber como veem, de facto o mercado nacional. Fique com a entrevista a Filipe Semedo, responsável pelo marketing da Puma para o mercado nacional, que deixa algumas novidades no ar. 

 

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Filipe Semedo (Puma)

 

Como analisam o setor da corrida em Portugal?
Extremamente dinâmico, ultra-competitivo, onde os drivers inovação, segmentação e comunicação são cada vez mais os pontos-chave para os que pretendem destacar-se e liderar no métier.

 

A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?
Apesar do boom dos últimos anos em países como o nosso, a verdade é que o running, nas suas inúmeras variantes, já faz parte do dia-a-dia de milhões de pessoas também em Portugal. A crescente preocupação com o bem-estar físico e mental, a facilidade de poder faze lo em qualquer lugar a qualquer hora sozinho ou acompanhado ou o custo reduzido são exemplos de factores que ajudam a justificar o porquê do sucesso de algo tão natural como a “corrida”.
O crescimento é pois sustentado, a indústria tando do lado dos fabricantes como dos retalhistas tem feito um excelente trabalho no sentido de colocar ao dispor do consumidor os melhores produtos aos preços mais competitivos com ofertas transversais pelo que nenhuma dúvida que “veio para ficar”.

 

Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?
O modelo Ignite, que permite aliar conforto, durabilidade e visual de excelência ao retorno de energia após cada passada é, cada vez mais, o nosso best-seller.

 

Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?
Em 2015 tivémos um grande lançamento, os Ignite, disponíveis num enorme variedade de cores e materiais. Lançámos igual a versão Ignite XT, para training. Em 2016 teremos uma 3ª e muito especial variante da colecção Ignite (a revelar em breve), updates das versões já disponíveis de Running e Training assim como a incorporação da tecnologia Ignite na linha Faas, que passará a designar-se Speed.

 

Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?
O focus inicial das marcas, como na maioria das modalidades e até no lifestyle, incidiu, naturalmente, no calçado. Mas há já alguns anos que com a consolidação do mercado, um consumidor cada vez mais informado, atento e exigente em todos os prismas, também o têxtil se tornou numa prioridade e a Puma não é excepção. Temos uma fabulosa colecção, inigualável também em termos de value for money, que alia tecnicidade a visuais ultra apelativos, uma das imagens de marca da Puma.  

 

Como marca, que outras áreas/deportos estão a apostar para conquistar os corredores?
O Running é a categoria-mãe de grande parte das modalidades mas o Fitness/Training nas suas diversas variantes é, cada vez mais, uma aposta da Puma também em Portugal. Temos um vasto portfolio de modelos que permitem as melhores performances não apenas em estrada mas também em ginásios, trilhos e demais locais ou estilos de treino, pelo que há muito que alargámos o espectro, tentando ir ao encontro das necessidades específicas de cada runner, consoante oos seus modelo e formato de treino.

 

De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários? 
Não se trata sequer de responsabilidade social mas sim de uma consequência daquilo que fazemos diariamente: ao inspirar, fomentar e potenciar ao máximo a prática de desporto através de todos os touch points, as marcas estão a estimular as diversas faixas etárias para os benefícios do exercício físico. Os mais jovens, passo a passo e amiúde incentivados pelos pais, também vêm aderindo entusiasticamente aos eventos e campanhas que, cada vez mais, os principais players levam a cabo.

 

 

Correr atrás do Sol (vídeo)

Filipe Gil:

 

Como é domingo, voltamos aos vídeos que habitualmente colocamos aqui. Depois da São Silvestre de ontem pelas estradas de Lisboa, voltamos aos trilhos, como tanto gostamos. Este video (com cerca de 45 minutos) conta como foi a 2ª edição da corrida Beat The Sun, organizada pela marca Asics, em plemo Montblanc, numa competição com equipas dos vários continentes. 

 

 

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