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Correr na Cidade

Review: Puma Ignite XT - para crosstraining

IMG_20150926_113149.jpgPor Filipe Gil e João Gonçalves:

 

É algo que não fazemos regularmente, mas que achamos cada vez mais necessário: rever sapatilhas e equipamentos que não sendo de corrida devem fazer parte da preparação de quem corre. Desta feita foram as sapatilhas da Puma Ignite XT próprias para training ou cross training - algo que fazemos como complemento à corrida. O Filipe e o João experimentaram este novo modelo, que usa a tecnologia Ignite, e dizem de sua justiça nesta review 2 em 1. 

 

Intro

Filipe: Sem serem sapatillhas de corrida ou lifestyle, do qual sou um grande fã, nunca tinha experimentado outro tipo de calçado desportivo - aqui botas de futebol não contam, ok?. Assim, pela primeira vez tiver que me concentrar no que estava a usar em função não da corrida mas de exercícios de cross training. E a experiência é totalmente diferente. Claro que tentei correr com elas em passadeira, e os 20 minutos reveleram-se pouco tempo para uma análise correta. Assim, e não sendo um grande adepto de ginásio, foquei-me nas promessas da Puma para o training e daí parte a minha avaliação seguinte.

 

João: Primeiro de tudo, as Ignite XT não são sapatilhas de corrida, isto não quer dizer que, não os possas levar para fazer uma corrida curta junto ao rio, mas sinceramente não é neste campo que as XT supre saem, embora bebam da mesma tecnologia que os "irmãos" Puma Ignite que lhes dão conforto e retorno de energia, é em treinos de cross-training que as XT se destacam e mostram as suas valênciasClaro que levei os Ignite XP para os sentir em corrida e confesso que não foi a melhor das experiências, apresentam-se um pouco desconfortáveis em corrida continua embora sejam óptimos em mudanças de direcção rápidas mantendo o apoio do pé bem centrado graças à sua linha de transição que percorre o sola praticamente a todo o seu comprimento.

 

 

Design/Construção

Filipe Gil: O design é quase irrepreensível. O quase é aqui incluído porque o modelo feminino é notoriamente mais bonito que o masculino. Pessoalmente, não sou muito favorável ao degradé na risca característica da marca Puma. Prefiro quando ela é solida e de uma cor e se destaca. De um lado a risca é amarela e termina em degradé, e do outro lado, o interno, é preto. Preferia duas listas de cores sólidas e iguais. Mas por isso é que sou jornalista e não designer. Resumindo, e tirando estes pensamentos em voz alta, os ténis são muito bonitos, e dos que se destacam mais entre aqueles que pisam o chão do ginásio ou da box.

 

João Gonçalves: Confesso que sou fã do design da Puma contudo, há qualquer coisa nestes Ignite XT pela quais não morro de amores, o uso do "degrade" da faixa típica da Puma no esquema de cores azul e lima na minha opinião podia ter sido mais bem conseguida, embora este modelo masculino seja também comercializado em outros esquemas de cores... Adoro o preto/cinza! Outro pormenor que não acho que lhe conferem muita utilidade e atrapalham o acto de calcar as sapatilhas é a língua que é totalmente pressa a uma das laterais, contudo a construção e os materiais utilizados são de excelente qualidade que mostra um grande compromisso da marca em disponibilizar um produto que valha o valor indicado na etiqueta.

 

Estabilidade e Aderência 

Filipe Gil: Aqui é um ponto que achei muito importante. Antes de experimentar estas sapatilhas especialmente dedicadas ao cross training ia para o ginásio com sapatilhas de corrida. Acontece que, em pranchas, flexões de braços, a maioria das sapatilhas de corrida escorrega, sobretudo na ponta. Torna-se duplamente constrangedor o nosso esforço para aguentar uma prancha em dois minutos e a tentarmos estabilizar e não escorregar pelo chão. Já fiz figuras que tento, em vão, mandar para um zona negra da memória...Mas com as Ignite XT o problema ficou resolvido, agarram ao chão do ginásio e dão a aderência que necessitamos quando andamos ali em posições mais vulneráveis.


João Gonçalves: Como já indiquei acima os materiais usados neste XT são de excelente qualidade e a sola não é excepção, feita com um composto sólido que garante extrema aderência e tracção garantindo um contacto ao solo firme e completo, excelente para levantamento de pesos. A região traseira da sapatilha mais propriamente nas laterais e calcanhar possui um reforço de materiais e construção que minimiza a torção do pé mesmo quando expomos a sapatilha a movimentos rápidos e mudanças de direcção bruscas garantindo um encaixe perfeito e uma maior confiança para quem as calça

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Amortecimento e Conforto

Filipe Gil: É um dos pontos fortes deste modelo já que foi feito para suportar o esforço de quem salta, pula e dança nos treinos. E ainda para aqueles que têm a coragem de levantar pesos. Os XT foram feitos para isso mesmo e por isso usam a tecnologia Ignite. A sola que é feita de um material que absorve e responde ao movimento, como explicamos quando fizemos a review dos Ignite para corrida. Achei o conforto e o amortecimento o grande plus deste modelo.

João Gonçalves: Nesta secção não à muito a dizer, como já referi estas XT trazem consigo a tecnologia Ignite da Puma que lhe conferem um amortecimento muito confortável no ataque ao solo e um retorno de energia que não desilude em nada, logicamente sento estas uma sapatilhas de mais vocacionadas para cross-training este retorno não é tão notório quando se corre mas sim quando de salta ou pula, por exemplo ao executar exercícios como box-jumps ou saltos à corda garantido um excelente conforto.

 

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Preço: 
O PVP destas PUMA Ignite XT ronda os 90€ - 100€ contudo existem lojas on-line a comercializarem as sapatilhas com uma boa percentagem de desconto, é um valor algo elevado para umas sapatilhas de ginásio ou cross-training, contudo e tendo em conta a qualidade dos materiais e construção e se levarmos um pouco mais sério esta actividade, o preço final acaba por compensar tendo em conta o produto.
 
 
Avaliação Final por Filipe Gil

Design e Construção 18/20
Estabilidade e Aderência 18/20
Amortecimento e Conforto 18/20
Preço 18/20

Total: 18/20
 
São excelentes sapatilhas de ginásio. Sobretudo pelo conforto e aderência ao tipo de piso, sobretudo quando estamos em algumas posições menos "simpáticas". E fazem-no em grande estilo, destacando-se dos demais no ginásio, mas sem perder a "sobriedade" germânica da Puma. Escrevo, contudo, que o melhor destas sapatilhas são o amortecimento e o conforto que sentimos nos pés quando o resto do corpo é exigido que saí, precisamente, da zona de conforto. Ainda não experimentei outro tipo de sapatilhas de traning - espero fazê-lo. Mas tenho a sensação que vai ser difícil bater a experiência dos Ignite XT.
 
Avaliação Final por João Gonçalves
 
Design e Construção 17/20
Estabilidade e Aderência 19/20
Amortecimento e Conforto 19/20
Preço 16/20
 
Total 18/20
 
Em resumo, dou os meus parabéns à PUMA por estas sapatilhas, muito bem conseguidas, a marca conseguiu fazer a transferência da tecnologia IGNITE, para umas sapatilhas de um outro segmento que não o de running da melhor maneira, sim, com estas sapatilhas não vais conseguir fazer uma meia maratona, mas certamente consegues fazer uma corrida curta de aquecimento e a seguir mudar o chip para "beast mode" e atacar a sala de ginásio ou a tua box de crossfit com a confiança que trazes nos pés umas sapatilhas que não te vão desiludir em nenhum dos aspectos e em claro em grande estilo.
 
 

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Treino Pisco da Matinha

20151122_095950686_iOS.jpg Por Nuno Malcata

 

Realizou-se hoje o treino Pisco da Matinha, um treino da iniciativa do Miguel Pinho, que nos convidou a conhecer a Matinha de Queluz, o seu "quintal", e guiou um simpático grupo de cerca de 40 elementos de várias idades pelos trilhos encantados deste recanto quase desconhecido tão perto de Lisboa.

 

O ponto de encontro foi no Palácio nacional de Queluz onde o Miguel Pinho fez um pequeno breefing acerca da Matinha de Queluz.

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A matinha é fechada e ideal para treinos iniciais em trilhos, com percurso de cerca de 2km que dá a volta a toda a área da Matinha, e com vários percursos interiores.

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Paragem a meio do percurso para reunir o grupo, tirar a foto de familia, e conviver um pouco.

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A boa disposição foi permanente, e tivemos participantes de todas as idades.

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Num dia de recuperação dos treinos mais exigente da semana, foi uma fantástica oportunidade de desfrutar tanto da boa companhia de todos como do local fantástico que é a Matinha de Queluz.

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Um obrigado especial ao Miguel Pinho pela iniciativa.

 

Se quiserem ver as restantes fotografias do treino estão no album "Pisco da Matinha" no Facebook do Correr na Cidade.

 

Até ao próximo treino!

ASICS Metarun

 

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 Por Tiago Portugal

 

17 de novembro 2015, data em que a ASICS apresentou o seu novo conceito de sapatilha de corrida, os MetaRun. Três anos de desenvolvimento culminaram numa sapatilha que a marca define como "a melhor sapatilha do mundo", rivalizando com modelos de outras marcas que pretendem ocupar o mesmo lugar. 

 

Os MetaRun apresentam 5 novas e avançadas tecnologias da ASICS que certamente veremos nos futuros modelos da marca japonesa. Esta sapatilha marca um ponto de viragem, com inovações tecnológicas em todas as áreas. 

 

  • FlyteFoam: novidade patenteada. É a entressola mais leve e mais resistente de sempre para oferecer um amortecimento de alto nível. O resultado: reduzir a fadiga do próprio material devido à sua estrutura reforçada com fibras orgânicas;

 

  • AdaptTruss: novo e revolucionário sistema de estabilidade dinâmico adaptável às exigências de cada corredor;

 

  • Sloped DUOMAX: Entressola de dupla densidade que se ajusta suavemente ao movimento dinâmico;

 

  • Cabedal optimizado: apresenta a Jacquard Mesh de camada única e encaixe perfeito, além de um contraforte externo no calcanhar com o exoesqueleto MetaClutch e espuma integrada com memória;

 

  • X-GEL: a nova fórmula híbrida do GEL, uma melhoria do sistema de amortecimento característico da ASICS, estrategicamente posicionada aumenta o amortecimento na parte posterior do pé em 18% ao mesmo tempo que é mais leve.

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 Com apenas 60 mil pares disponíveis em todo o mundo, esta sapatilha terá um PVPR de 250€. Em Portugal poderá encontrar este modelo nas seguintes lojas: 

ASICS Colombo

ASICS Vasco da Gama

ProRunner - Lisboa

 

A distribuição limitada, 60 pares para Portugal, significa que não veremos muitos MetaRun nos pés de corredores nacionais, no entanto, este modelo servirá como inspiração e certamente que estas novas tecnologias estarão num futuro não muito longe noutros modelos da ASICS. 

 

 

Se será a melhor sapatilha do mundo e se vale 250€? Isso deixamos ao critério dos "poucos" sortudos que irão correr com eles. 

Crossfit pela primeira vez

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Por Filipe Gil:


Acho que fui o último, ou dos últimos elementos do Correr na Cidade a experimentar CrossFit. Não porque não quisesse ou não estivesse curioso – pelo contrário – mas por motivos de lesão e também de falta de oportunidade nunca me tinha metido numa box até à passada quarta-feira. Eu e o Nuno Espadinha fomos conhecer a nova box CrossFit Rato (na Rua do Sol ao Rato).Tinha duas grandes curiosidades: será que iria gostar mais do que (não) gosto dos exercícios de ginásio?; Será que os exercícios do Crossfit podem ser usados em prol da corrida?


Havia outra pergunta que fiz a mim mesmo mas que tentei esquecer: será que me iria lesionar ou atrasar a (ainda) recuperação do maldito síndroma de iliotibial?

 

Um pequeno desvio neste texto: durante o verão, vi muitos vídeos de CrossFit. E cheguei a estar várias vezes agarrado ao smartphone a ver as competições em direto dos Reebok Crossfit Games que decorreram nos Estados Unidos. Sempre boquiaberto pela forma física dos atletas e da facilidade com que transformavam exercícios difíceis em quase futilidades. Ou seja, não fui às “escuras” para a Box do Rato.

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Voltando à prosa. Ao chegar à box do Rato gostei muito do aspecto e confesso que sou fã dos logos das maiorias das box de Crossfit. Bom design, urbano, moderno mas intemporal. Esta box do Rato é uma box com luz, pé direto bem alto, e madeira colorida, pintada a várias cores como podem ver nas fotos. Um espaço que era certamente uma garagem ou um armazém, mas que foi bem aproveitado para o uso do Crossfit. Os balneários são estóicos mas muito bons. Talvez, ou não, pela box ser nova (Abriu há três semanas) mas tudo pareceu fácil, funcional e muito limpo. E sem "cheiro" a ginásio. Um mimo, portanto.

 

Quando cheguei estavam lá o Bruno Salgueiro e a bloguer Catarina Beato a treinar. Apressei-me a equipar e avancei para a turma que estava a começar às 19h. Escrevemos o nosso nome do quadro branco, comme il faut nestas coisas do CrossFit. Atenção que o quadro não é a “fashion” tábua de ardósia com giz, mas sim branco, o que é, de facto mais higiénico. Éramos 10, alguns já com experiência, e dois ou três “virgens” como eu, monotorizados pelo simpático, eficiênciente e exigente instrutor Luís.

 

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Começámos com o aquecimento. Depois fomos fazer exercícios de agachamentos com uma barra de PVC, para encontrar o nosso equilíbrio com uma barra (mesmo que sem peso) acima da nossa cabeça. Parecia fácil mas não foi. No final, fizemos o nosso Workout of Day (WOD) constituído por agachamentos com barra, confesso que tentei com uma de 15kg, mas tive que passar para a de PVC porque a técnica não é ainda das melhores e “shit can happen”.

Usamos o Ketlebell para agachamentos e ainda fizemos aquelas elevações “Toes to bar” que a maioria de nós fez apenas até aos joelhos (aqui foi o exercício que me dei melhor).


E com isto, sem parecer, uma hora de exercício intenso passou. Senti-me muito bem. As pernas e as coxas estavam “maçadas” do esforço dos agachamentos. As mãos doridas das barras (comprei umas luvas mas não as utilizei para não dar parte fraca, assim à macho!), mas o sentimento de felicidade por fazer exercício físico estava em pleno. So me tinha acontecido a jogar à bola ou a correr.

 

E encontrei respostas para as minhas dúvidas iníciais? Ei-las:

1. Adorei. Via-me a fazer Crossfit duas vezes por semanas, sem as desculpas que arranjo para evitar o ambiente de ginásio, que continuo a não gostar.

2. Sem dúvida que a prática de Crossfit iria, ou irá, beneficiar a pratica da corrida. Claro que não devemos querer ficar brutamontes, como aqueles que vemos nos vídeos do CrossFit Games, mas isso é controlável pela carga que fazemos. Mas estou certo, e apesar de apenas ter feito um treino, que o CrossFit é um excelente, mas exigente, complemento à corrida. Por isso, aqui fica o conselho: se precisa, e todos nós precisam, de complementar a corrida com exercícios, o CrossFit é uma solução.

 

A outra questão sobre a lesão, penso que não piorei a minha situação. Levei, pelo sim, pelo não uma joelheira da Zamst. Mas hoje vou correr e saberei como está o meu joelho. Certo que passei a quinta-feira com um ligeiro formigueiro na coxa. O que isso quer dizer, não sei.

 

Voltando ao Crossfit. Ah, e tal é caro. Sim, não é barato, mas são 60 minutos em que a aula é partilhada com poucas pessoas e o instrutor dá a sua devida atenção, pelo menos o Luís no Crossfit Rato, assim o fez.Se fizermos as contas, se calhar ainda é melhor do que as mensalidades de 40 euros que pagamos nos ginásio mas que raramente lá pomos os pés. Fica ao vosso critério e à vossa possibilidade financeira, claro.

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 Tanto eu como o Nuno Espadinha saímos da box com enorme vontade de voltar. E vocês, já experimentaram CrossFit?

 

 

La Sportiva: Novidades 2016

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Por Tiago Portugal

 

A casa italiana La Sportiva é sinónimo de montanha e aventura. Já com uma legião de fãs considerável em Portugal a La Sportiva é caracterizada pelos seus modelos robustos, fiáveis e inovadores. Apresentamos a nova coleção para a primavera/verão 2016 que promete dar que falar e será certamente vista nos pés de muitos corredores em Portugal.

 

São muitas as novidades para 2016, a começar por um novo modelo desenvolvido especialmente para longas distâncias, os Akasha, que vêm fazer companhia aos Ultra Raptor.

 

Este novo modelo com maior amortecimento será sem dúvida a grande aposta da marca para 2016. Além deste modelo teremos uns renovados Bushido, Mutant, Wildcat e uns redesenhados Helios 2.0.

 

Fiquem com algumas imagens dos novos modelos.

 

Os novos Akasha

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Ultra Raptor

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Bushido

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Helios 2.0

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Mutant (W)

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Wild Cat

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Treinar nos Limites

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Por Nuno Malcata

 

Quando pensamos em superação, pensamos muitas vezes que para nos superarmos temos de ultrapassar os limites de esforço e resistência que estamos habituados.

 

Isso não deixa de ter algum fundo de verdade, mas a busca pela superação não deve ser relativizada a uma prova ou evento, mas ao nosso dia a dia, e falando em termos de corrida ou desporto, do treino.

 

Mas devemos em cada treino e em cada prova superar os nossos limites e fazer sempre melhor? Claro que não.

 

Existem várias metodologias de treino, e consoante o objetivo pessoal de cada atleta, a metodologia pode variar e em cada metodologia a sistematização de treino varia também consoante o objetivo e características do atleta.

 

Um atleta que vem de uma lesão prolongada pode usar a mesma metodologia de treino que um atleta de elite em preparação para uma prova importante, embora os 2 treinem com objetivos, cargas e limites completamente diferentes.

   

No primeiro semestre de 2015 fiz as minhas primeiras 2 Ultras, no Piodão(53Km) e Açores(45km), e no meio delas o Gerês Trail Adventure (4 etapas, 100Km) e percebi que se queria evoluir para novos e maiores desafios teria de aprender mais e treinar melhor, e não significa necessariamente mais.

 

Como já referi anteriormente, decidi começar a ser acompanhado por treinador e fazer uma boa preparação para o Desafio Lurbel a realizar em novembro, prova com cerca de 80Km.

 

Mas aprendi, da pior forma, que a carga acumulada e algumas outras lacunas como falta de reforço muscular, dão em lesão, e de junho a setembro estive praticamente 4 meses sem correr e só a treinar esporadicamente.

 

Assim, o plano de treinos que era para ter sido iniciado em junho, apenas se iniciou durante o mês de setembro, tendo de colocar de parte a realização do Desafio Lurbel e, começar a fazer um treino base para voltar a ganhar forma e, poder preparar num futuro breve outros desafios a realizar em 2016.

 

Após reunir um leque de informação de histórico, houve 2 medidas essenciais para delinear os limites sobre os quais iria enquadrar cada treino: a frequência cardíaca em descanso e a frequência cardíaca máxima. Se para a primeira não é preciso, literalmente, tirar o traseiro da cama, é só contar quantas pulsações o coração bate num minuto,  para a segunda tive de fazer em duas datas distintas, treino com 3, 4 rampas e puxar ao máximo na ultima repetição, para ver até que frequência máxima o coração ía, e validar que nas duas datas, o meu máximo era igual ou muito semelhante.

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Não sou um atleta rápido, sempre lutei com o excesso de peso, e velocidade sempre implicou esforços em frequências cardíacas altas, o que é algo com o que não me sinto bem a lidar. Pelo reverso aprendi que tendo uma frequência cardíaca média baixa e alguma resistência fisica, lido bem com esforços contínuos mais longos.

 

Cada um de nós tem os seus limites, existe uma fórmula de cálculo de frequência cardíaca máxima teórica, mas claramente a mesma não individualiza. Como exemplo a minha frequência máxima teórica seria de 183 a 185 pulsações e garanto-vos que nem exprimido à ultima gota de suor passo das 165 pulsações.

 

Ao iniciar esta metodologia de treino, já sabia que iria treinar muitas vezes em frequências cardiacas desagradáveis para mim, isso significa que tenho de realizar esforços acima do meu limite habitual de esforço, mas dentro dos limites adequados ás minhas caracteristicas.

 

Após cerca de 2 meses desde o inicio do plano, treinei 43 dias, corri 26 vezes e em apenas 8 desses treinos corri em intervalos com frequências cardíacas muito sofríveis. Na primeira fase o planeamento semanal incluia 3 treinos de corrida: 1 mais longo ao fim de semana, 1 de frequência cardiaca baixa (que o difícil é não ultrapassar o mesmo) e, 1 treino de séries, com intervalos de tempo e frequência cardíaca muito bem definidos; e em cada semana que passa me fazem evoluir e lidar com o desconforto. Só agora, depois deste treino base, começo a aumentar a frequência de trabalho de corrida e algum adicional de carga cardíaca.

 

E como Correr não é só correr, a aposta no fortalecimento tem sido clara. Para que se possa trabalhar cardiacamente em esforço é importante que o corpo esteja forte, porque vai ser exigido também muito mais da componente muscular e articular.

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E assim tem sido o meu regresso aos treinos, a treinar nos meus limites, nem acima, nem abaixo, tentando assim rentabilizar o tempo de treino ao melhor que posso e devo dar em cada treino.

 

Para já, e em tão pouco tempo, o resultado é muito positivo, daqui a uns tempos espero estar preparado para voltar a pensar em estabelecer novos desafios e... limites.

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