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Correr na Cidade

Rumo ao Reccua Douro UT (Parte 2) - Como?

Fazer uma Ultra Maratona não é fácil… Mas treinar para uma é muito mais difícil, no próprio dia tudo se resume à prova e como estamos naquele dia, como está o nosso corpo, como estamos psicologicamente, para nós que tentamos fazer provas destas a tarefa mais difícil são os meses que antecedem este dia.

Nesta segunda parte, que intitulámos de “Como?”, falamos de como foi a preparação e o treino para este desafio de 80k no Reccua Douro Ultra Trail já no início do próximo mês de Outubro.

 

Para quem não leu a primeira parte fica o acesso direto

 

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  Foto retirada do página de facebook do Douro Ultra Trail

 

 Por: Rui Pinto

 

As passadas duas semanas, passaram mesmo a correr! Foi completamente impossível dar-vos conta da preparação para a grande desafio do Réccua Douro Ultra Trail, no próximo dia 3 de outubro, facto pelo qual expressamos aqui o nosso pedido de desculpas. No meu caso – e tendo originado eu esta situação – por motivos profissionais, uma vez que estive grandemente envolvido na organização da Corrida do Tejo, que se realizou no passado dia 13 de setembro, a disponibilidade, física, mental e outra… foram praticamente nulas.

 

Assumido o erro, aqui estamos nós, de novo, para partilhar convosco como vai a preparação  para o RDUT, o que temos feito e os medos que subsistem – ou foram vencidos!

 

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Piódão - Que saudades desta sensação

 

Por força do aumento da carga de trabalho que ocorreu nesta duas semanas que mediaram entre o primeiro post e este, apenas consegui correr a horas um pouco esquisitas para mim - em alguns casos, a altas horas da noite, e quando já só queria era descansar o esqueleto perto da minha mais-que-tudo. Ainda assim, conseguir cumprir cerca de 90% do plano de treino estabelecido e, gradualmente, fui reconquistando alguma da confiança perdida, acreditando, paulatinamente, que serei capaz de superar o desafio dos 80 k do Réccua Douro Ultra Trail.

 

Tenho-me sentido mais forte nos treinos, mais rápido, mais eficiente a correr, a recuperar do esforço muito melhor e mais depressa que antes. Tudo isto são bons indicadores, e transmitem um ‘boost’ de confiança para o que aí vem.

 

Ainda relativamente a treinos, no sábado passado, tivemos oportunidade de fazer o último treino longo, na companhia do nosso querido amigo – e mentor - Tiago Portugal, pela dura Serra de Sintra, para sentirmos um gostinho do que nos espera. Foram quase 34,5 km, em perto de 5 horas, com um desnível positivo de cerca de 1.650m. Estava calor e foi duro; mas foi muito bom! Depois daquele treino, fiquei mais confiante. Naturalmente, reservo uma enorme  - e muito aconselhada – dose de respeito pela Serra do Marão e pelas encostas do Doutro Vinhateiro, que são lindíssimas nas fotos, e que espero ter oportunidade de as desfrutar adequadamente, em vez de as amaldiçoar, durante o percurso.

 

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Manter o foco é fundamental

 

Ponto de situação: confiante q.b. e moderadamente respeitoso, relativamente ao percurso e à distância. O sábio Pedro Luís, numa das suas crónicas em que brilhantemente relatou a sua caminhada para ao MIUT, no passado mês de abril, e que podem ler aqui, mencionava que desafios destes encarram-se - e, no caso dele, superam-se - com uma grande dose de ‘humbição (humildade + ambição)’. Pois bem, é sempre bom ter este tipo de referências e é bastante gratificante ter a honra de aprender com eles.

 

Aliás, na nossa ‘crew’ no Correr na Cidade, somos uns privilegiados, relativamente a esta matéria, uma vez que temos diversos ultra maratonistas, com desafios de 3 dígitos superados, com marcas de enorme respeito: Pedro Luís, Stefan Pequito, Tiago Portugal, Luís Moura, apesar de serem de outro campeonato, relativamente aqui aos ‘rookies’, vocês são uns heróis e uns modelos, cujo exemplo tentamos humildemente seguir. Uma palavra de apreço também para os nossos ‘fellow mates’, ultra maratonistas com distâncias igualmente respeitosas, Nuno Malcata, Filipe Gil, Nuno Espadinha e Bo Irik, companheiros de corrida – e de luta! -, cujos laços de amizade se tornam virtualmente inquebráveis, fundidos nos quilómetros dos mais belos trilhos deste país. (Honrado por fazer parte desta equipa!)

 

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 Levar-vos-ei comigo, para o Douro. E serão também a minha força.

 

Esta semana, continuamos com os treinos específicos – rampas, circuitos de escadas e reforço muscular. Para a semana, haverá tempo para descansar e para o (agoniante) ‘tapering’.   

Para a semana, falar-vos-ei dos equipamento que levarei para os 80 km do Récua Douro Ultra Trail, da minha estratégia de prova e dos receios que ainda subsistem.

 

 

Por: João Gonçalves

 

A arte de multiplicar tempo…

 

Não sou nenhum atleta profissional, nem faço da corrida de profissão, dito isto tenho uma atividade profissional que me consome a maior parte do tempo útil do dia, tenho todas as tarefas normais de uma pessoa normal tratar da casa, fazer compras, dormir, etc, etc… tendo em conta que o dia não tem mais de 24 horas, encaixar o treino no meio da confusão de tarefas diárias, é preciso ter um pouco de alquimista do tempo para fazer o impossível - A arte de multiplicar tempo – Como fazer isto? Para mim a solução é simples, muito simples mesmo, mas muito amarga ao mesmo tempo.

 

Só não fazemos aquilo em que não acreditamos…

 

Existem várias maneiras de treinar, vários métodos, várias metodologias, não vou aqui dizer qual a melhor ou qual pior, o meu concelho é que escolham um método e o sigam até ao fim e no dia da prova, no dia do desafio final, acreditem no “treino”, acreditem no “plano” e principalmente acreditem em vocês próprios “Dei o meu melhor para estar aqui, portanto estou preparado e tenho tudo para chegar ao fim”... É nisto que vou pensar dia 3 de Outubro.

 

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 Treino de City Trail - Miradouro da Nossa Senhora do Monte, Liisboa

 

Antes da solução… O plano

 

Resumidamente, por semana o meu plano de treinos inclui, 5 dias dedicados à corrida com várias intensidades e formas, sejam elas através de treinos de rampas, escadas, treinos longos, treinos rápidos e mais intensos, treinos de recuperação, etc, ou seja incluem um leque variado de cenários e situações presentes na provas, para além disto, faço ainda 3 a 4 vezes por semana trabalho de ginásio para reforço muscular numa metodologia à la crossfit – sim para quem já fez as contas, há dias em que treino duas vezes, mas atenção, tento ser o mais disciplinado e “amigo” do meu corpo quanto possível, se num dia em que vou ter um treino de corrida mais intenso, tento não puxar tanto no ginásio de forma a respeitar de certa forma os períodos de descanso.

 

Em termos de descanso, faço dois dias de descanso total por semana, onde pura e simplesmente não faço corrida nem ginásio e incluo também no meu plano alguns treinos de recuperação ativa onde saio para correr a um ritmo muito suave ou uso a bicicleta para rolar um bocado minimizando assim o impacto se forma a recuperar a cadeia muscular da melhor forma, bem como tento fazer pelo menos uma vez por semana um tratamento muscular, para ajudar a repor a flexibilidade das fibras, retirar contractura ou algum outro foco de dor que apareceu em consequência do treino.

 

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  Plano de Treino do Dia - escrito no braço

 

Finalmente a solução

 

Como já escrevi acima, a solução é simples, mas amarga Porquê? Para fazer, mais de três centenas de quilómetros mensais, mais as restantes coisas que já fui referindo e tendo em conta que há coisas que um atleta amador não pode deixar de fazer, como trabalhar (como muita pena minha!!) a solução é roubar tempo a nós próprios, à nossa família e aos amigos. Este é o verdadeiro triângulo sofredor deste hobby que nos consome o corpo e a mente que, por vezes nos desfaz a alma em forma de gotas de água com sabor a sal, mas nos fortalece enquanto pessoas mais confiantes e preparadas.

 

Mas são estas pessoas com as quais ficamos em falta, pois é a elas que roubamos tempo e roubamos a nossa presença.

 

Quando saímos de casa de madrugada ainda com a lua acima do horizonte, alguém fica mais frio na cama, sem a nossa presençaQuando saímos de casa ao final do dia e regressamos já a horas tardias, alguém já jantou sozinho, sem a nossa presença… Quando os amigos nos convidam para ir ao cinema e dizemos que “Não” pois temos de treinar, são eles que ficam sem a nossa presença… Quando estamos a jantar um grupo de amigos e temos de abandonar o jantar a meio, pois no outro dia temos um treino longo e temos de acordar cedo, são eles que ficam sem a nossa presença… Quando a nossa família nos telefona a dizer “Já não te vemos há tanto tempo!” não é por nada… É só por sentirem a falta da nossa presença

 

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Treino em Sintra - Subida para o Castelo dos Mouros

 

Entendem o que quero dizer, no meio desta parafernália de planos, treinos, provas… os verdadeiros heróis não somos nós, são esta família, seja ela a família de sangue ou a família do coração, pois são eles que não nos têm por perto, mas mesmo assim nos dizem – Força! Vais ser capaz!!

 

O meu obrigado a todos estes meus heróis, é a eles que vou agradecer quando cruzar a meta.

 

 

Lançamento dos Reebok Nano 5.0 para CrossFit

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Por Nuno Malcata

 

No passado dia 15 de Setembro foi lançado o novo modelo dos Nano, uns ténis especificos para CrossFit da Reebok que vão na sua versão 5.

 

Numa fase de recuperação de uma lesão que me tem impedido de correr com a regularidade que gosto, tal como o Tiago já tinha falado, também eu tenho apostado no Cross-training, seja no ginásio, como o Filipe, a nadar, a andar de bicicleta ou nos nossos treinos com exercicios funcionais e alguma corrida, os Pimp Your Muscles.

 

Foi neste ambito que eu e o Tiago aceitamos o simpático convite da Reebok para participar numa sessão de CrossFit  na The Bakery CrossFit e experimentar os novos Reebok Nano 5.0

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Do modelo anterior, foram introduzidas melhorias ao nivel da construção para que seja mais confortável e durável, sendo mais leve e respirável e com Kevlar como reforço da sua estrutura.

 

A sessão de CrossFit teve 4 partes, a primeira de introdução ao CrossFit e conhecer um pouco os Reebok Nano 5.0, seguido de aquecimento, componente técnica de exercicios e para terminar o WOD (Workout of the Day).

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Após aquecimento e exercicios para corrigir a tecnica, o WOD foi composto por 3 séries de 5 estações, 45s em cada estação com 15s de intervalo entre cada e 1 minuto de descanso entre cada série.

 

No fim do WOD  todo o grupo estava de rastos, mas bem dispostos.

 

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Gostei de experimentar os  Reebok Nano 5.0, são bastante confortáveis e permitem uma boa estabilidade na realização dos vários exercicios.

 

Para conhecer ainda melhor este modelo podem consultar a página oficial ou ir conhece-los na loja Yellow Adventure em Lisboa.

Race Report MEO Urban Trail: Yes, I'm back!

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Por Luis Moura:

 

Pelo segundo ano consecutivo ia percorrer a cidade de Lisboa num percurso que conheço bastante bem devido aos treinos regulares que fazemos pelos locais onde a prova passa. Tudo começou com um festival de Fado...


Verão
Depois de ter tentado os 100km de São Mamede e ter ido aos 70km do OhMeuDeus no início de Junho, a minha motivação interna para a corrida diminuiu bastante. Comecei a treinar menos, muito menos e fui a poucas provas. Alguns convites para participar em provas curtas e ia mantendo o corpo a funcionar, mas a mente não estava aqui. E quando a mente não está presente, o corpo dificilmente vai atrás.
Inclusivamente numa das minhas provas favoritas de percorrer, os 50km nocturnos de Óbidos, cheguei ao abastecimento dos 20km e parei de correr. Já vinha há uns 4 ou 5km ora a passo ora a correr devagar.
Isto passou-se em algumas provas e treinos em Julho e Agosto.

No final de Agosto comecei a ir regularmente ao treinos dos esquilos, a "hora dos esquilos", às 6 da manha no Penedo em Monsanto.


Não recuperei todo o meu fulgor e vontade de palmilhar kms, mas já recomecei a querer correr e a querer sair de casa para treinar. Muitas semanas em Julho e Agosto nem 1 treino fazia...

 


MEO URBAN TRAIL
No ano passado realizei o MEO Ultra trail Lisboa uma semana antes da Serra D'Arga e o MUT Sintra 1 semana antes dos 82km da Arrábida. Serviram de teste ao cardio para essas 2 provas e correu bem.
Este ano devido à (muita) falta de treino durante o verão, estava bastante inquieto e apreensivo como iria o corpo reagir ao início de época.

Primeira semana de setembro, 10km Tagarro em 44min, na semana seguinte 10km da Corrida do Tejo em 42:50. Para mim estava a começar a entrar no ritmo. Estava a recomeçar a gostar de correr, de treinar, de puxar pelo corpo. A ida aos esquilos logo de manhã cedo ajudou imenso a retomar esta sensação de querer mais.


A expectativa estava muito elevada para o MEO de 2015. A organização mudou uma boa parte do percurso a partir quase do meio do mesmo e tentou corrigir alguns pormenores menos bons do ano passado.

 

Os elementos do CnC combinaram encontrar-se pelas 20h junto da saida do Metro do Terreiro do Paço e lá tentamos nós chegar lá a essa hora. Atravessar a ponte foi rápido, o pior foi tentar chegar perto do evento e estacionar, já que no mesmo dia da prova estava a decorrer um (vários ?!?) evento de Fado espalhados por uma área grande a partir da estação de Santa Apolónia até perto do Campo das Cebolas. Trânsito caótico, dificuldade em circular, estacionar e sair dali.  O resultado foi chegar junto dos outros elementos pelas 20:30. Tempo de tirar uma foto, ir ao WC rapidamente e aquecer um pouco para a partida.

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 (os elementos da crew antes da prova)

Uma vez que o tempo para aquecer era reduzido, teve que ser em modo Speedy Gonzales, o que para mim não foi nada bom e acho que contra-producente vistas bem as coisas à posteriori. Pelas 20:40 aproximei-me do curral de arranque da corrida e já lá se encontravam centenas dos atletas para a prova. Andei um bom tempo a fazer zigue-zague pelos diversos elementos a tentar chegar perto do pórtico da saída para perder o mínimo de tempo possível. Fiquei a cerca de 3 metros dele. Não foi mau, podia ter sido pior.

 

PROVA
Ao meu lado estavam vários elementos conhecidos de provas e treinos de alcatrão e trail. Se este ano não existiam muitos nomes sonantes do panorama desportivo português como no ano passado, o nível de competição estava bem mais alto, pois estavam mais atletas rápidos de pelotão no arranque da prova. Menos elite mas muito mais Speedy Gonzales. 15min de conversas com vários conhecidos, algumas fotos e lá fomos nós para um segundo ataque a esta cidade maravilhosa para a prática do "trail running" citadino.

 

O início de prova até à bica é alucinante. Não para uma prova de alcatrão rápida, mas para um "trilho urbano" de quase 11km e 400D+. A mim deu 3:30/km de média e seguiam à minha frente uns 8/10 atletas quando atacámos a primeira subida. A calçada de Salvador Correia de Sá não é fácil de subir, mas também não é dificil. Problema é que como chegamos lá com apenas 1km de prova, o corpo ainda não estabilizou e encontrou o seu equilíbrio natural. Eu particularmente, comecei a sentir os quadrícipedes muito pesados, como se estivessem em ciclos de carga pesada e abrandei no resto da subida. Chegámos ao miradouro de Santa Catarina e já estavam a latejar. Mau indício para o resto da prova. Por esta altura já umas 20/25 pessoas tinham passado por mim. Na subida do resto do Elevador da Bica e na rua Rua da Rosa que atravessa o bairro alto quase todo, apanhei-me a tentar controlar o ritmo e deixar o corpo aquecer. Com isto, evidentemente, que o ritmo se ressentiu e fui sendo ultrapassado por mais pessoas, algumas conhecidas de outras andanças.


2km em 5:48/km, mais de 30 segundos acima do ano passado, o que seria quase uma constante nos marcos de cada km deste ano. Na descida do Elevador da Graça ainda acelerei um bocado, mas não me senti muito bem ainda. Consegui descer abaixo dos 4/km, mas muito longe dos 2:55/km do ano passado e perdi mais uns bons segundos aqui.


Quando estive a dar a volta aos Restauradores e a preparar a subida para o Torel, comecei a pensar se as pernas já estariam melhores e deixassem que a parte psicológica tomasse conta da corrida.
Mal comecei a subir o Elevador da Glória, tirei o "cavalinho da chuva". Dores enormes nos quadrícipedes e toca a abrandar o ritmo. Fiz as escadas até lá acima todas a passo e, nestas alturas, tudo o que é mau ou pode ser mau vem ao nosso pensamento.


Apanhei a Bernardete a tirar fotos à malta que ia a subir e, mais à frente, o Miguel estava a controlar e a ajudar as pessoas com incentivos que são sempre úteis e muitas vezes imprescindíveis.

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(Escadaria para o Torel )

Depois de beber água no Jardim do Torel, descemos ligeiramente pelas escadas e subimos pela Calçada do Moinho de Vento. Tantas vezes que já subi esta rua sempre a abrir e aqui novamente, a sofrer e a tentar colocar algum ritmo. A parte psicológica estava a ser muito afectada, pois o corpo nitidamente não queria ajudar. Tentava acelerar mas as pernas não respondiam. Pareciam que tinham tirado férias.

Depois de descermos rapidamente para o Martim Moniz, fizemos a aproximação para a "pior" subida de todas, os 3 lances de subida que vai do Intendente até ao Miradouro da Senhora do Monte, com a passagem pelas mundialmente famosas Escadas de Damasceno Monteiro.


Já fiz este percurso e estas escadas dezenas de vezes. Umas vezes mais rápido e outras menos rápido. Mas nunca tinha feito 100% do percurso a passo... não foi fácil aceitar e digerir a situação. Por esta altura aproxima-se de mim a terceira classificada feminina e que me acompanhou nos 2km seguintes.
Depois da subida completamente fora de tempo e ritmo que foi até ao topo da Senhora do Monte, algo mudou. Algo fez um click. E pensei para mim mesmo que raio se estava a passar ali. Tentei andar mais depressa, independentemente das dores que as pernas gritavam lá abaixo. Um pequeno "erro de casting" ditou que tivesse escolhido mal as sapatilhas.

As sapatilhas Puma que levei são excelentes para estas provas, mas com clima muito mais frio, pois elas aquecem imenso. Com o calor elevado que estava durante a prova, ainda nem a meio cheguei e já tinha os pés a ferver na planta devido à fricção. Mais um pormenor que me apanhou na curva e que temos que estar sempre atentos.

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(a sair do Panteão)


Yes, i'm back
Fiz a descida da Calçada da Senhora do Monte em passo rápido, quase sempre entre os 3:10 e os 3:40/km. Depois virar à esquerda e atacar a subida do caracol. Ainda senti alguma dificuldade aqui mas cerrei os dentes e tentei subir sem parar de correr, como já fiz dezenas e dezenas de vezes em treino. Quase...quase que consegui até ao topo, faltando o último lance que foi feito em passos rápidos. Aqui já me sentia bem melhor! Saí rápido do caracol e ataquei o troço que ia pela Rua da Verónica até ao Panteão. Por esta altura conseguia manter um ritmo médio ligeiramente abaixo dos 5/km, mas ainda continuava acima do que podia fazer, ainda continuava acima do que conseguia fazer.


E nestes km passei alguns atletas que já estavam a ficar sem "gás" nas pernas e aqui passou-me o Serrano que já vinha com quase 100km nas últimas 48h. Sempre no seu ritmo de falso lento e lá foi ele.
Depois vieram os últimos 2 km. No primeiro Km, o sobe e desce quase constante por escadas e declives para depois termos a última recta onde com a energia que me sobrava a rodos por não ter andado no ritmo que seria expectável, ainda consegui fazer a bom ritmo, passando a segunda classificada feminina a cerca de 400m da meta. Deu para fazer quase 500m a média de 3:20/km, o que diz bem da energia que estava disponível e que não foi utilizada nas subidas...


Cortei a meta com pouco mais de 1:30min acima do que fiz no ano passado e com duas sensações completamente diferentes.
A primeira a confirmar que a minha forma está muito abaixo da que tinha no mesmo período no ano passado. Por diversos motivos, mas a falta de treino e a vontade de correr é um buraco enorme.


A segunda é que, pelo menos, já consigo correr minimamente após 3 semanas de treino.
No final um 62 lugar da geral (face ao 25º do ano passado) com média de 4:45/km. Queria que fosse uma boa prova, mas acabou por ser um excelente treino sem ter pernas para cumprir o que estava previsto.

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(depois de todos chegarem com Jorge Azevedo) 


Organização
Relativamente ao evento, acho que este ano subiu um pouco na qualidade geral face ao ano anterior.
A experiência dos envolvidos com algumas melhorias em alguns pontos fizeram diferença. O traçado deste ano foi um pouco mais rápido e menos maçador que no ano passado sem aquelas voltas extras em Alfama no final.
Aconteceu um grave problema que foi a falta do segundo abastecimento junto ao Panteão para os primeiros classificados. O camião que ia com as águas ficou preso no trânsito estúpido e caótico de sábado devido aos diversos eventos que estavam a acontecer naquela região da cidade e só chegou quando o primeiro terço dos participantes já tinham passado. Não é de todo uma responsabilidade completa dos organizadores, mas de certo que vão aprender com o que aconteceu este ano e vão tomar as devidas providências para que estes imprevistos não se repitam e tornar a qualidade do evento ainda mais alta.

Um agradecimento enorme para todo o staff que esteve ao longo da prova, a maior parte deles conhecidos de provas e sempre sorridentes e a dar palavras de conforto.

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(staff antes do evento)


No final enquanto esperava pela Liliana, pelos restantes elementos da crew  e por amigos da corrida que sabia que estavam ali, apercebi-me que este ano faltava alguém da organização logo após o pórtico da chegada para "empurrar" quem ia chegando para fora daquela zona em direcção à saída para receber a água e a maçã de oferta.
Assim estavam quase sempre 20/30 pessoas completamente paradas na conversa no meio da zona de chegada sem permitir que quem estivesse do lado de fora do separador tirar fotos ou controlar quem ia chegando. Achei, pessoalmente, uma falta de respeito enorme para com as outras pessoas e com quem ia chegando e levava com um muro de gente parada à sua frente. Cada um deverá meter a mão na consciência naquilo que faz.


De resto adorei a experiencia visto que é uma situação que me sinto bem, fazer corridas nocturnas pelo meio das cidades. Acho que tem outra envolvência e uma química muito especial.

 

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(Vencedores desta edição com Tiago Lousa no centro em destaque)

 

Estou em pulgas para ir dia 24 Outubro novamente correr em Sintra e ver o que nos reservam este ano :)

Bons treinos e boas corridas para todos!

"Wannabe Triatleta" - Triatlo de Cascais

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Por Pedro Tomás Luiz


Quando em março do ano passado, o Pedro Gomes (para quem não conhece ver aqui) escreveu dois posts para o nosso blog (post 1 e post 2) intitulados "o que deve saber para o seu primeiro triatlo" confesso, apesar de achar fantático o que ele fazia, os meus pensamentos estavam bem longe de pensar que tão cedo iria ariscar um triatlo.

 

Quem me conhece e lida comigo de perto,  sabe que incessantemente procuro novos desafios (com tudo o de bom e de mau que este tipo de forma de estar da vida tem) procuro experimentar coisas que me tirem o tapete, ou seja que me retirem da minha zona de conforto. Para mim a beleza da vida está na diversidade e na nossa capacidade de nos expormos a uma multiplicidade de experiências.

 

Assim, depois de ter feito os 115km do MIUT, os tempos que se seguiram foram sentidos com algum vazio e pautados com algum burnout à corrida.

 

A cabeça andava mergulhada em outros projetos e reflexo disso foi a minha prestação na ultra da Lousã (a cabeça fora, o corpo a não querer e um dia de calor infernal ditaram o desfecho da prova... uma desistência) é curioso que foi mais ou menos um ano depois do UTDP, embora aí tenha desistido por lesão. Depois disto acontecer, prometi a mim mesmo que me iria concentrar no grande projeto pessoal que tinha em mãos e tirar um período sabático de corrida.

 

Os treinos foram ajustados e a corrida passou ser mais um elemento e não o elemento. Neste período de comçei à procura das novas metas para o 2º semestre, tentando ajustar os calendários a um verão que me só iria permitir começar a treinar quase no fim de agosto.

 

Assim, quase sem querer deparei-em com o Triatlo de Cascais, telefonema para o coach, bênção dele e SIGA! Inscrição feita para o Triatlo de Cascais na versão World (1,1km natação, 46km de bicicleta e com 10,5km a correr).

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Se para mim a bicicleta já era  bastante familiar, dado que há muito que faz parte da minha rotina de treinos, nadar era outra história completamente diferente. Na adolescência tinha nadado durante uns  anos, nada de sério nem nada nunca competitivo, juntando-se a isto o facto de desde essa altura que não punha os pés numa piscina para treinar. O mais perto de nadar que estava eram as braçadas na praia e na piscina durante o verão.

 

O plano foi começar na piscina, para relembrar, ganhar confiança e acima de tudo ganhar o ritmo que me permitisse nadar no mar sem grande perigo. Os primeiros treinos foram bastante difíceis e mesmo com um corpo  habituado ao esforço continuo, a diferença de ritmos e movimentos fazia-me ficar de tal forma ofegante que descontrolava por completo as respirações (muitos pirolitos bebi eu).

 

Tecnicamente não estava brilhante, mas poderia dizer que até estava bastante bem para quem não entrava numa piscina para nadar há mais de 10 anos. Como em tudo, a evolução fez-se notar de treino para treino, tendo conseguido baixar de uns míseros  2:30/100m para uns simpáticos 1:50/100m.

 

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 (Aula de natação em águas aberta com Filipe Silva, nadador "a sério", na praia dos pescadores - Ericeira)

 

A transição para o mar foi bem mais fácil do que pensava, tive claro está de investir num fato isotérmico para natação (nadar com água a 16º não é fácil), escolhi uma praia com pouca ondulação e fui passando de voltas em que parava todas as vezes na praia descansar, para voltas mais constantes onde me aventurava mais longe e com períodos de descanso mais curtos.

 

Em relação à bicicleta os treinos consistiram em aumentar a intensidade e o tempo que passava em cima dela. O maior investimento que fiz, com resultados imediatos na performance, foi um bike fit. No meu caso valeu mesmo todos euros, pois a diferença fez-se notar, passei a conseguir colocar mais velocidade com muito menos esforço. 

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Na corrida com 3 treinos por semana, foi basicamente andar sempre a treinar naqueles "ritmos de  estrada" onde o coração de se muda para a cabeça e os pulmões parece que vão saltar pela boca...

 

Desta forma 6 semanas depois, amanhã será o dia da estreia. Sem qualquer ambição, com um nervosinho miudinho (a logística de uma prova destas é muito diferente), mas com um grande sorriso nos lábios, vou focar-me em divertir-me e viver todo aquele ambiente ao máximo. É claro que se me perguntarem onde estás mais apreensivo, digo claramente que será na água, não só porque é onde sou claramente mais fraco mas porque todos os relatos que tenho de triatletas afirmam que o contacto físico dentro de agua é inevitável, bem como algumas manigâncias praticadas debaixo de água.

 

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 (Meta no Passeio D. Luís I em Cascais)

 

Fica o convite para amanhã apoiar os atletas numa das 3 provas:

  • 08:00 - CASCAISLONGDISTANCETRIATHLON
    • 1,9 Km de natação;
    • 90 Km de ciclismo;
    • 21,1 Km de corrida;
  • 07:45 - CASCAISWORLD
    • 1,1 Km de natação;
    • 46 Km de ciclismo;
    • 10,5 Km de corrida;
  • 13:00 -ADECCOSUPER-SPRINT
    • 300 m de natação;
    • 8 Km de ciclismo;
    • 2 Km de corrida;

 

 Até amanhã! 

Review: Brooks Adrenaline GTS 15

Modelo: Brooks Adrenaline GTS 15

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: Mais de 100km percorridos em estrada e terra batida. Usados em vários treinos de 10-15km e numa prova de 10k.

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Os Brooks Adrenaline GTS 12 foram o primeiro modelo desta marca americana que usei. Uma compra por impulso, a primeira de muitas que fiz pela internet. No tempo em que a Amazon UK ainda tinha em consideração os consumidores portugueses e tínhamos a acesso a free shipping. Isso e a Brooks ainda não estava disponível no nosso País, situação que felizmente já está resolvida. Uma compra que se revelou muito certeira.

 

Foram as sapatilhas com as quais corri mais quilómetros e alcancei alguns marcos importantes.

 

Foi assim com agrado que recebi o mais recente modelo dos Adrenaline GTS para testar, já  na versão 15. Pelo meio ainda corri com a versão 13.

 

E o que mudou dos modelos 12 e 13 para este? Quase tudo. Continuam a ser um modelo fantástico, mas diferente do que estava habituado.

 

Através das melhorias incorporadas nesta versão os Brooks Adrenaline GTS 15 são exatamente aquilo que pretendem ser, um “Go To Shoe” com os quais podemos ir correr qualquer distância em estrada ou mesmo enfrentar percursos de terra batida ou trilhos menos técnicos, um modelo que dá para tudo. Com elementos de estabilidade e um melhor sistema de amortecimento este modelo certamente agradará aos corredores que precisam ou procuram estas características.

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Conforto

 

Este é um daqueles modelos que podemos tirar da caixa e imediatamente ir correr com eles. O ajuste é confortável e seguro ao mesmo tempo que nos dá amortecimento e estabilidade. Tudo o que pretendo de uma sapatilha de corrida.

 

O pé fica bastante seguro no calcanhar e não se movimenta durante a corrida. Apesar de serem claramente uma sapatilha de estabilidade são bastante flexíveis graças ao pontos de flexão situados na sola, tecnologia Flextra, que permite dobrar a sapatilha sem problema.

 

A parte superior é composta de uma malha transpirável que mantem os pés secos e a uma temperatura adequada. Alguns elementos são sobrepostos através de uma impressão 3D Fit.

 

A palmilha incorpora também ela a tecnologia BioMogo de forma a dar um maior amortecimento e para quem como eu necessita existe um suporte para o arco plantar.

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A única ressalva é o tamanho. Tal como em versões anteriores, 12 e 13, este modelo é largo na zona dos pés o que permite alguma liberdade, no entanto é um pouco mais curto que os seus antecessores por isso sugiro ½ número acima do vosso normal. É muito mais confortável correr com uma sapatilha um pouco maior do que demasiado pequena.

 

Design/Construção

 

Em termos de design é um modelo de sapatilha bastante sóbrio, em tons de preto com alguns elementos coloridos. Ao contrário de alguns modelos que têm saído no mercado não é demasiado espampanante, e pode ser utilizado de uma forma mais casual, por exemplo com umas calças de ganga.

 

Tal como Adrenaline GTS 12 que tive estes sapatos foram construídos para durar muitos e bons quilómetros. É para usar sem medos. Ao fim de mais de 100km não apresentam qualquer sinal de desgaste e o amortecimento e suporte mantem-se inalterável desde o primeiro dia. A sola é feita de HPR Plus um composto de borracha mais duradouro e resistente à abrasão. Estou confiante que farão seguramente mais de 800km sem problemas.

 

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 É de realçar a qualidade dos restantes materiais e os acabamentos utilizados tanto no upper como no seu interior.

Em resumo, neste capítulo os Brooks Adrenaline GTS 15 levam uma nota muito positiva.

 

Estabilidade e Aderência 

 

Os Adrenaline GTS 15 são, de acordo com a Brooks, desenvolvidos com estrutura e equilíbrio para os corredores que desejam uma estabilidade moderada. Foi introduzida uma nova Progressive Diagonal Rollbar (PDRB) que mais não é do que um suporte estabilizador com tripla densidade que permite um controle progressivo da pronação e garante uma transição mais suave entre o apoio central do pé e a fase do impulso. Sendo eu um pronador moderado este modelo adapta-se perfeitamente à minha passada e é um compromisso perfeito entre amortecimento e estabilidade.

IMG_2111.JPGProgressive Diagonal Rollbar (PDRB) - as diferentes cores representam densidades distintas

A sola em HPR Plus é muito duradoura e resistente à abrasão. Já com mais de 100km feitos, e alguns em trilhos de terra batida não se nota nenhum sinal de desgaste na sola. Em termos de aderência nada a apontar a este modelo, apesar de ser feito para estrada aguenta sem grandes problemas caminhos de terra batida e gravilha. Não se pode é esperar grandes comportamentos se a levarmos para trilhos mais técnicos.

IMG_2112.JPGTecnologia Flextra para maior flexibilidade- Borracha HPR Plus

Amortecimento

 

Seguindo a nova tendência da Brooks, este modelo incorpora a tecnologia BioMoGo DNA ao longo de toda a sola, o que proporciona um maior amortecimento. Brooks DNA é um sistema de amortecimento único e inovador que se adapta às características específicas de cada corredor. É um material viscoso que reage à força que se aplica, garantindo um amortecimento 30% superior comparativamente ao Gel ou EVA tradicionais, e uma transição mais suave da passada. Uma característica muito interessante é que o material utilizado na entressola, BioMoGo, da Brooks é Eco Friendly, a marca americana é talvez o fabricante de sapatilhas de corrida mais amigo do ambiente.

 

Os Brooks Adrenaline GTS 15 são garante de excelente estabilidade complementados com um amortecimento desde o calcanhar até à ponta dos dedos. A introdução de um composto na entressola, Crash Pad, constituído por várias almofadas que trabalham em conjunto para se adaptar à passada de cada corredor proporcionando desta forma a dose adequada de amortecimento e uma transição que potencia o esforço do corredor em cada passada.

IMG_2115.JPG

Em conjunto, o BioMoGo DNA e o Crash Pad funcionam na perfeição e são garantia de um comportamento homogéneo em toda a sapatilha. Sem ser demasiado mole, como alguns modelos recentes no mercado, os Brooks Adrenaline GTS 15 são um equilíbrio entre amortecimento e estabilidade. Tais como as versões 12 e 13 deste modelo, parecem que foram feitos à medida para mim e certamente que irão deixar felizes quem os calçar.

 

Preço

 

Este modelo encontra-se à venda no El Corte Inglês de Lisboa e no de Gaia por 109,95 € o que tendo em conta que incorpora a melhor tecnologia da Brooks é um preço muito razoável e mais baixo do que outros modelos de estabilidade. Pelo preço tem acesso a um modelo preparado para qualquer atividade e com garantia de muitos e muitos quilómetros.

 

Avaliação Final

 

Conforto 18/20

Design/Construção 18/20

Estabilidade/Aderência 19/20 

Amortecimento 18/20

Preço 17/20

Total 90/100

IMG_2113.JPG

Conclusão

 

Os Brooks adrenaline GTS 15 são umas sapatilhas para quem, como eu, precisa e procura um equilíbrio entre estabilidade e amortecimento em todos as passadas e momentos, Um modelo para muitos quilómetros, em estrada, terra batida ou gravilha, para aqueles corredores que querem um modelo sólido de estabilidade.

 

Se ainda não conhece a Brooks vá até ao El Corte Inglês, certamente não ficará desapontado.

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