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Correr na Cidade

Puma coleção Outono/Inverno 2015

Em primeira mão! A Puma partilhou connosco algumas imagens da coleção Outuno/Inverno 2015 dedicada à corrida. Dos mais minimalistas Faas 100 e 300 aos modelos com mais amortecimento, os Faas 500 e 600. Este estação a Puma também apresenta um modelo mais maximalista - o Faas 1000. E ainda a nova apost da marca, os IGNITE que já tivemos a oportunidade de experimentar

O que acham do design da Puma para o calçado da estação que aí vem?

 

Senhora

Faas 300

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Faas 500 Trail

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Wns_Faas_500_v4.jpegFaas 600

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Ignite Mesh

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 Ignite ProKnit

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Homem

 Faas 100

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 Faas 300 V4

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 Faas 500 Trail V2

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 Faas 600 V3

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 Faas 1000

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 Ignite MESH

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Fim de semana Luxury Fitness no Cascade Wellness & Lifestyle Resort

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Por Nuno Malcata

 

Férias não significa necessariamente paragem na vida saudável, embora no meu caso férias costumem ser sinónimo de ócio, gula e muita preguiça.

 

Contrariando esta tendência natural, aceitei o convite do CASCADE WELLNESS & LIFESTYLE RESORT em Lagos para conhecer o resort e o seu programa "Luxury Fitness Holidays", um programa com acompanhamento em 3 áreas,  fisioterapia, nutrição e fitness, com pré-avaliação em cada uma das áreas e apoio personalizado nas sessões de exercício indoor no ginásio ou outdoor.

 

Cheguei a Lagos com a minha mulher Joana na sexta e fomos muito bem recebidos no Cascade desde o check-in, ao quarto detalhadamente preparado, a com um fantástico Gin feito pelo Barman Bruno no bar onde relaxámos num final de tarde muito tranquilo.

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Terminámos estas primeiras horas no Cascade com o jantar no restaurante Senses. Uma das áreas cruciais do programa é a nutrição e esta é especialmente preparada com a assinatura do Chef Luís Batalha, além de nutritiva e equilibrada é deliciosa.

 

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Para sábado estavam reservadas as componentes de avaliação e um bootcamp.

 

O dia começou bem cedo: conhecemos o PT Michele Mellone e a sua equipa, e enquanto aguardei pela hora das minhas avaliações passeei pelo resort, ficando a conhecer as várias áreas de lazer, e aproveitámos para relaxar um pouco junto à piscina do Spa.

 

Feitas ao final da manhã as avaliações de nutrição, fisioterapia e física com especialistas em cada uma das áreas para perceber como seria efetuado o programa para a semana, percebi que a dedicação da equipa é grande e vital para os resultados obtidos por quem procura este programa.

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Para o final da tarde o PT Michelle Mellone e a sua equipa prepararam para o grupo um bootcamp outdoor com 2 partes. A primeira no relvado dos campos de futebol do resort, campos normalmente utilizados em estágios de equipas profissionais como foi o caso recente do Aston Villa de Inglaterra, onde fizemos aquecimento com corrida e exercícios seguido de um exigente percurso de obstáculos. A segunda parte do bootcamp teve lugar no ginásio do resort, o CASCADE GYM BY AXN CLUB 100, com o grupo dividido em 2 areas com diversas estações onde a equipa explicou cada uma das estações. Fizemos cada uma das áreas executando o exercício de cada estação durante 30s com uma paragem entre cada uma de 20s, no final estava arrasado mas com um sorriso bruto de satisfação. O bootcamp terminou com uma sessão de alongamentos pela responsável da área de fisioterapia, sessão que fez o retorno à calma da melhor forma.

 

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O dia terminou com mais um cuidado e delicioso jantar no restaurante Moods.

 

No Domingo, a manhã ficou reservada para a componente mais relaxante do programa com uma massagem no Tanai Spa, um último mimo num cuidado programa, num resort com uma qualidade acima da média, onde a atenção ao cliente é permanente. 

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Um fim se semana que deu a mostrar um pouco do que se pode encontrar no programa Luxury Fitness Holidays, que não estando ao alcance de todos, fará com certeza diferença para aqueles que dele possam usufruir, eu no meu caso adorava voltar para o programa completo. 

 

Review: Pearl Izumi E:Motion M2 Trail

IMG_1520.JPGModelo: Pearl Izumi E:Motion Trail M2

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: Mais de 150km percorridos nos trilhos de Monsanto e Sintra. Descidas e trilhos com partes mais técnicas e treinos mais rápidos em terra batida com algumas secções feitas em estrada. Treinos maioritariamente entre 10-20km com 2 treinos de mais de 4 horas, 25-30km.

 

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 A Pearl Izumi é uma das marcas que sempre me despertaram maior curiosidade pelo seu design apelativo e características dos vários modelos.

 

Em Portugal é uma marca que já tem alguma visibilidade no ciclismo e que está finalmente a começar a apostar no mercado da corrida com a venda de alguns modelos. Já está disponível em algumas lojas do norte do país e brevemente irão poder ver e experimentar alguns modelos na região de Lisboa e arredores.

 

Os Pearl Izumi E:Motion Trail M2 testados foram gentilmente cedidos pela Sociedade Comercial do Vouga, distribuidor oficial da marca em Portugal e o conteúdo do texto reflete uma opinião pessoal relativamente ao modelo testado.

 

150km depois será que os Pearl Izumi passaram no teste? Sem dúvida que sim, foram uma agradável surpresa.

 

Um modelo muito confortável com um rendimento bom em quase todos os pisos e que rapidamente me transmitiram confiança para correr sem medo. Entraram na minha rotação de sapatilhas e serão a minha escolha para provas e treinos até 25-30km. Será o modelo que irei utilizar nos 25km do Trail de Óbidos dia 1 de agosto.  IMG_1518.JPG

 Design e Construção

 

Como já referi, uma das características que mais me fascinam nos modelos da Pearl Izumi é o design. Gosto muito do formato dos vários modelos e acho que a combinação de cores é muito bem conseguida. Este modelo não foi exceção, a parte superior é em 2 tons de cinzento com pormenores azuis e laranjas. A sola é ao longo de toda a sapatilha laranja com a exceção de uma parte azul que percorre a sola desde o calcanhar até à proteção dos dedos. O logo da marca esta situado na zona lateral externa também ele em tons laranja. Nenhum pormenor foi deixado ao acaso e até os atacadores são azuis. Em termos de formato não têm aquele aspeto de sapatilha típica de corrida e parecem-se mais com um modelo casual. A Pearl Izumi não deixa nada ao acaso como comprova a qualidade do material e dos acabamentos deste modelo, que são extraordinários. Os atacadores deste modelo tem um formato diferente do usual, não são retos e direitos mas tem zonas ovais mais saídas que tem como propósito manter seguro o aperto das sapatilhas. Tudo pensado portanto.

 

Mais de 150km depois com exceção de uma parte de EVA que está exposta na sola não se nota nenhuma marca de uso ou degradação dos materiais.

 

Em termos de design e construção nota muito positiva para os Trail M2 desta marca japonesa.

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Estabilidade e Aderência

 

Da mesma forma que a Pearl Izumi utiliza números para identificar os vários níveis de amortecimento também utiliza as letras N, M e H para facilmente se saber se o modelo contém características que dão maior estabilidade e suporte.  

 

Neste caso o M significa Midfoot Stability ou seja estabilidade do meio pé, um modelo produzido para os corredores que pretendem um sapato dinâmico mas que ofereça estabilidade e algum suporte.

 

Eu sou pronador, com maior preponderância do pé direito, e à medida que vou ficando cansado essa tendência aumenta. Por norma para a prática de trail não acho que o controlo de pronação seja factor essencial e não é algo que influencie a minha escolha.

 

No entanto, este modelo apesar de não específico para pronadores tem características que dão um maior suporte e estabilidade em caso de necessidade. Na região intermédia a densidade da sola é diferente e muito maior o que permite um aumento estabilidade.

 

A zona do calcanhar está reforçada com 4 tiras azuis que garantem uma maior estabilidade ao mesmo tempo que limitam os movimentos laterias e mantêm o calcanhar preso. Em terrenos irregulares os pés não balançam tanto e o movimento interior e exterior é reduzido. A palminha utilizada tem uma copa para o calcanhar assentar e ficar bem seguro.

 

Em termos de aderência não tive problemas em nenhum tipo de terreno. Os tacos não são muito proeminentes, sensivelmente 3mm, e em terrenos mais técnicos poderemos sentir mais dificuldades e apesar de não o ter testado creio que terrenos molhados e lama podem não ser os ambientes mais indicados para usufruir de todas as capacidades deste modelo. É um modelo pensado mais para trilhos americanos, com mais terra batida e menos técnicos do que os trilhos europeus, mas para 95% dos trilhos onde costumo correr são mais do suficientes e transmitem segurança a nível de aderência. Não seriam a minha escolha para o Trilho dos Abutres ou a Serra D’Arga mas para o Piodão ou o Monte da Lua não hesitaria em utilizá-los.

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Conforto

 

O conforto é outro ponto forte deste modelo. Muito confortável à saída da caixa ou seja desde a primeira utilização. O seu ajuste é perfeito e o número corresponde, o 43, 27,5cm (número que habitualmente uso) assentou-me na perfeição. O formato desta sapatilha alarga na região da frente o que permite uma grande liberdade dos dedos do pé, pormenor que valorizo sempre ao escolher um modelo.

 

A região do calcanhar fica bem segura e sentimos que os Trail M2 envolvem todo o pé mantendo-o seguro mas sem apertar em demasia.

 

A região superior é uma das melhores partes desta sapatilha e é uma das características distintivas da marca sendo um fator de diferenciação relativamente à concorrência.  A parte superior não tem costuras e passando a mão por dentro não sentimos mesmo nada. As camadas que suportam a língua e os atacadores são termoseladas, assim como o logo da marca. A língua está presa só na frente mas apesar disso não se movimenta lateralmente. E feita de uma material esponjoso e não sendo muito grossa permite que fique bem colada e não deixe entrar detritos.  

 

Os últimos treinos de junho e os treinos de julho foram feitos em ambientes muito quentes mas em nenhum momento senti o pé a aquecer em demasia e e a malha deste modelo permite uma boa ventilação.

 

Por motivos climatéricos, e ainda bem, não testei a impermeabilidade e a secagem deste modelo sendo que não me posso pronunciar sobre essas características.

 

Tirando a rigidez inicial da rock plate foram umas sapatilhas que imediatamente me transmitiram boas sensações e confiança. Não me causaram nenhuma bolha nos pés nem nenhuma irritação ou sensibilidade. Tenho no pé direito algumas zonas mais calejadas e que facilmente ganham bolhas se a sapatilha não estiver mesmo à medida. Não foi o caso e passou este teste com distinção.

 

Na frente temos uma proteção para os dedos do pé, em azul, que evitam uma unha negra em caso de atingirmos algum obstáculo, a eficácia esta diretamente relacionada com o tamanho do objeto que atingimos, pedras e galhos grandes magoam na mesma.

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Amortecimento

 

Na preview deste modelo mencionei que a marca Pearl Izumi utiliza nos seus modelos os números 1 2 e 3 que permitem identificar o nível de amortecimento de cada uma das suas sapatilhas, (1=mínimo, 2=moderado;3=máximo).

 

A nível de amortecimento para mim este modelo está mesmo no ponto certo, conseguimos manter a sensação de contato ao chão e sentir onde pomos o pé e o que pisamos ao mesmo tempo que não sentimos cada pedra e galho a espetar-se no pé. A sola é composta por dois níveis de densidade distintos que absorvem muito bem os impactos mas sem perder a reatividade e o retorno de energia. Na zona superior da sola os compostos utilizados são mais duros e resistentes mas mesmo assim reativos. Ao mexer conseguimos sentir a sola a comprimir e depois regressar ao seu formato original. Na região do meio pé e calcanhar existem duas densidades distintas e uma parte de EVA que está exposta, não percebi ainda bem o seu propósito. Segundo a marca o drop desta sapatilha é de 4mm. Medindo em casa apurei uma altura de 22mm na região do calcanhar que vai até aos 24mm no medio pé acabando com 12-14mm na região do calcanhar, tendo pelas minhas contas um drop de 8mm.

Diria que apesar do amortecimento são umas sapatilhas agressivas a nível de contacto.

 

Nas primeiras utilizações senti alguma rigidez na região dos dedos do pé devido à presença de uma rock plate, uma placa rígida imbutida na sola na parte da frente que serve para proteger o pé, que demorou cerca de 40-50km para deixar de sentir-se. A rock plate é visível através de buracos na sola e apesar de ser rija, tem de o ser para fazer bem o seu trabalho, ainda permite algum movimento e torção naquela região.

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Preço

 

O PVPR rondará os cerca de 120 euros. Tendo em conta os materiais utilizados, os acabamentos e a durabilidade é um preço justo e de encontro aos valores praticados pela concorrência.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

 

Design/Construção: 19/20
Conforto: 19/ 20
Amortecimento: 18/20

Estabilidade/Aderência: 18/20
Preço: 18/20

TOTAL: 92/100

 

As expectativas eram elevadas e os Pearl Izumi Trail M2 não desiludiram em nenhum aspeto. Foram sem sombra de dúvida uma das melhores sapatilhas de trail que já usei e são neste momento as primeiras que tiro do armário se for fazer um treino até 20-25km. Provavelmente não serão as mais indicadas para provas muito técnicas, e em piso molhado não as pude testar, mas para treinos ou provas mais rápidas serão uma das minhas escolhas. 

 

Uma opção a considerar se está a pensar ou a precisar adquirir um novo par de sapatilhas de trail. 

 

Treino de Corrida pelas Subidas do Restelo - sábado 8 de Agosto

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Já conhecem a loja Running7 no Restelo? Nós já e gostamos, por isso, no sábado dia 8 de manhã vamos organizar um treino com partida e chegada na Loja. Aproveitem esta oportunidade para correr numa zona diferente da cidade. 


O Restelo é um dos nossos spots de corrida preferidos. Porquê? Porque tem pouco trânsito pelo que o ar é mais limpo e torna-se mais tranquilo correr na rua.


Assim, convidamo-vos a participar neste treino que arranca sábado dia 8 pelas 9h15 (ponto de encontro para arranque pontual às 9h30). O grupo será dividido em dois, um treino de 5-6 km e outro de 9-10 km. O ritmo será marcado pelo elemento menos rápido de cada grupo, pois, já sabem que ninguém fica para trás!


A loja Running7 irá  premiar os participantes deste treino com água e um brinde surpresa, por isso, temos vagas limitadas. Serão 50 vagas. Como tal, agradecemos que, para garantir o vosso lugar, enviem um email a eventosrunning7@gmail.com com o vosso nome e se preferem o percurso mais curto ou mais longo. O vosso lugar apenas será garantido mediante receção de um email de confirmação.


Relembramos que os treinos Correr na Cidade não são treinos organizados, apenas guiados, implicando que não há seguro coletivo nem cortes de trânsito pelo que apelamos a vossa responsabilidade para o cumprimento do código da estrada.

 
Vamos, toca a inscrever-te!

Dia 20 de setembro vamos à Corrida da Linha!

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Dia 20 de setembro traga a sua família e amigos à Marginal de Cascais e venha participar na 8.ª edição da Corrida da Linha Cascais Médis powered by Destak. Esta é uma prova à medida de todos, na Marginal de Cascais, acompanhada de uma paisagem maravilhosa, tornando-se assim num agradável evento que visa promover a atividade física e uma vida saudável.


É de facto uma prova que promove a reunião de toda a família, pois tem uma caminhada de 3 Km que começa às 09h30 e uma corrida de10 Km que começa às 10h00, que na meta, prometem inúmeras animações para todos.

O ano passado foi assim 


Percurso

A Corrida da Linha Cascais Médis divide-se assim em dois percursos para que possa optar por aquele que melhor se adapta à sua condição física:

- Uma corrida de 10 Km, homologada pela Federação Portuguesa de Atletismo, para atletas que gostam de competição saudável e correr com o seu tempo cronometrado através de chip entre Carcavelos e Cascais. Os 10 Km, cujo tiro de partida será dado às 10h00, na N6-7, segue pela primeira rotunda que dá acesso à Rua de Itália (Carcavelos), em direcção à Marginal, depois vira à direita no sentido Lisboa-Cascais em direcção a Cascais. No semáforo da Parede, os atletas passam a ocupar a via do lado mar da Av. Marginal (Cascais-Lisboa), seguindo sempre por essa faixa, virando depois à esquerda para a Av. dos Combatentes da Grande Guerra, depois à direita para o Passeio D. Luís I onde estará instalada a meta;

- Um percurso de 3 Km para crianças e famílias que pretendem simplesmente passear ou correr a uma velocidade mais baixa, à beira-mar desfrutando de momentos de puro lazer e diversão e fazer companhia aqueles que irão competir na prova dos 10 Km. O percurso decorre entre Estoril e Cascais, na companhia dos heróis Vila Moleza e as Winx que caminharão junto das crianças proporcionando momentos de puro lazer e diversão. O percurso dos 3 Km tem partida marcada para as 09h30, próximo do Casino do Estoril, seguindo pela Av. Marginal (Cascais-Lisboa), virando depois à esquerda para a Av. dos Combatentes da Grande Guerra, depois à direita para o Passeio D. Luís I onde estará instalada a meta que coincide com a meta da prova dos 10 Km.

 


Inscrição

Se tem vontade de estar na linha, já sabe: aceite o convite da Médis, do Destak e da Câmara Municipal de Cascais e escolha até onde quer ir! A Corrida da Linha Cascais Médis tem espaço para todos! A data limite para inscrições é dia 16 de setembro mas não hesite em inscrever-se já, pois, até dia 31 de julho pode aproveitar os preços reduzidos de 10€ para a prova dos 10 Km e 7€ para a caminhada. Existe um preço especial para famílias, de 20€ / família e inclui 1 inscrição para os 10 Km e 2 inscrições para os 3 Km.

 


Passatempo 8.ª EDIÇÃO, 8 VIAGENS DUPLAS

Para celebrar a 8ª Edição da Corrida da Linha Medis, o Destak tem para oferecer 8 viagens duplas a 8 destinos à escolha! Os destinos a escolher são Madrid, Amsterdão, Londres, Milão, Paris, Roma, Barcelona e Munique.

Parece-lhe bem? É fácil habilitar-se a ganhar 1 das 8 viagens duplas! Basta escrever uma frase criativa sobre a 8ª edição da Corrida da Linha Médis powered by Destak, no formulário de inscrição on-line. Os prémios serão atribuídos às 8 melhores frases, que serão reveladas no dia da corrida, no final do evento. Mais informações no regulamento do passatempo.

Inscreva-se já e habilite-se a ganhar!

O meu Ultra Trail du Mont-Blanc (UTMB) - Crónica I

O Ultra Trail du Mont-Blanc é uma das mecas para os praticantes e apaixonados por trail, sendo para muitos "a prova",  o grande objetivo a concretizar. Sonhamos, planeiamos e treinamos para um dia alinhar em Chamonix de forma a percorrer os 168km, as famosas 100 milhas, que separam o início e o fim desta grande aventura.

 

Com a data da prova a aproximar-se, o Correr na Cidade têm o privilégio de poder partilhar quatro crónicas do David Faustino, um dos corredores nacionais com mais provas feitas e que conta com vários anos de experiência, que retratam todas as etapas, desde a preparação para a prova até à passagem da meta. O David partilha connosco a sua história do UTMB de 2014 que desde já agradecemos.

 

Serão sem dúvida uma leitura obrigatória para todos os que este anos irão marcar presença e para quem sonha um dia realizar esta prova.

 

Por: David Faustino

 

O meu UTMB

O caminho para a linha de partida (I)

 

A sigla UTMB é das que mais faz sonhar o corredor de trail amador. Só o nome da prova que representa, em si mesmo, já impõe respeito: Ultra Trail du Mont Blanc.

 

Do ponto de vista técnico, o UTMB é uma prova de carácter competitivo, com um percurso circular de 168Kms a partir de Chamonix (França) e que passa por três países à volta da montanha mais alta da Europa ocidental, tendo cerca de 9.800 m de acumulado positivo. A prova tem um tempo limite de 46 horas, mais do dobro do tempo tipicamente realizado pelo primeiro (20 horas e alguns minutos) e quem chegar a meio do pelotão demorará cerca de 41 horas. Pelo percurso existem 12 barreiras horárias à saída de alguns dos 17 abastecimentos.

 

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 O percurso do UTMB

 

Assim, foi com alguma naturalidade que, após alguns anos de corrida em estrada e algumas experiências numa modalidade que se estava a iniciar em Portugal, o trail, decidi também eu tentar obter o meu lugar nessa aventura.

 

E digo tentar obter, porque aqui entram vários fatores: o timing da inscrição, a experiência do corredor (traduzida em pontos obtidos em provas reconhecidas pela organização) e a sorte de cada um. Assim, creio que a minha primeira intenção em participar ocorreu durante a primavera de 2012, mas depressa me apercebi que as inscrições tinam fechado em Dezembro, assumindo um erro de principiante… Dezembro de 2012, no prazo correto e com os pontos necessários para a pré-inscrição (na altura eram 7 pontos obtidos num máximo de 3 provas, nos 2 anos anteriores à inscrição) eu e a minha mulher formamos uma equipa para entrar no sorteio (essa é uma das características interessantes da prova, podemos formar equipas para as quais o resultado do sorteio será sempre igual para todos os membros). Situação ideal para mim, que me permite garantir uma ida à prova em família! Mas no sorteio para a prova de 2013 a sorte foi madrasta e recebemos um email convidando-nos a participar na TDS (119 Kms, 7250 m D+) ou a aguardar mais um ano, adquirindo um fator que multiplicaria por dois as nossas probabilidades de aceder ao UTMB. Um sonho, é um sonho, e 119 Kms não são 100 milhas, por isso a opção pelo sorteio para 2014 foi óbvia!

 

Dezembro de 2013, com os pontos em dia, fator 2 para o sorteio e com a garantia de que iria ao UTMB em 2014 ou 2015 (porque à terceira é de vez, isso é, após dois sorteios desfavoráveis a organização garante o acesso na terceira inscrição, caso os candidatos mantenham os pontos necessários), fiz novamente o pré-registo para o sorteio em equipa com a minha mulher.

 

No dia 15 de Janeiro chega o tão esperado email:

 

“Bonjour David FAUSTINO, Vous êtes pré-inscrit pour la course UTMB®.  Le tirage au sort a été effectué et nous avons le plaisir de confirmer votre inscription à la course UTMB® ! Vous devez maintenant finaliser votre inscription, à partir du 15/01/2014 et avant le 27/01/2014.”

Tenho de reconhecer que este processo tem um mérito: quando conseguimos o nosso lugar na prova, ficamos satisfeitos em pagar os 207€ (valor de 2014) da inscrição! Sim, porque no dia em que conseguimos um dos 2.300 dorsais sorteados (existem depois cerca de 200 adicionais

 

para elites, convidados, etc) entre os cerca de 10.000 candidatos ficamos com a impressão que a parte mais difícil do UTMB já está feita. Mas não é bem assim…

 

O caminho para a linha de partida (II)

 

Recuperado da emoção do sorteio, após as felicitações dos amigos que acompanharam o processo, trocadas algumas mensagens com os conhecidos que também lá estarão, vem a primeira tomada de consciência: não sei se alguma vez lá voltarei, por isso quero fazer uma prova decente!

 

Decente, para mim, significa sem sofrimento, com capacidade de disfrutar da prova e sentido que estou num nível físico adequado para terminar dentro do tempo limite. Assim, para servir de formação inicial sobre o que é o UTMB, vivido na primeira pessoa, resolvi começar por ler os relatos de quem por lá já tinha passado, destacando o do Carlos Fonseca e o do Paulo Pires. São abordagens e experiências diferentes, ambas excelentemente narradas, mas com finais distintos. O Carlos foi barrado em Courmayeur com um pouco menos de 80 Kms de prova e por chegar 7 minutos depois do tempo limite. O Paulo fez uma prova regular e bem planeada, com pouco mais de 39 horas, ou seja com margem para imprevistos.

 

Foram leituras esclarecedoras que me ensinaram duas coisas: a prova é exigente e não perdoa grandes erros ou distrações, no entanto está ao alcance de alguém com alguma experiência e que se prepare corretamente.

 

Munido destes princípios, comecei a planear o meu ano de 2014 de forma a chegar em condições àquele que seria para mim o evento do ano, não deixando de planear esta preparação de forma a manter o mais importante: o gosto de correr.

 

A partir de Janeiro o grosso da minha preparação foi feito com provas de média/longa distância, tendo efetuado 14 Ultras, das quais três com 3 dígitos: 101 Peregrinos, Bandoleros (155Kms) e o OMD (160 Kms). Reconheço que não sendo um método de treino muito convencional, dada a elevada carga derivada da distância, o facto de encarrar estas provas sempre com bastante tranquilidade e com um ritmo moderado, permite minimizar o desgaste provocado pelas mesmas. Além disso, estes Kms dão experiência e confiança, sabemos que conseguiremos lidar com aquilo que iremos encontrar na prova alvo. A participação nestas provas decorreu sem percalços ou, melhor dizendo, sem as tão temidas lesões que num instante deitam tudo a perder.

 

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 Em Andorra, em preparação para o UTMB

 

Houve apenas uma prova que não correu exatamente como previsto, a Mitic, uma prova de 112 Kms realizada em Andorra em meados de Julho. O objetivo era realizar um último grande teste, cerca de seis semanas antes do UTMB. Mas na realidade, apenas reforcei a minha ideia sobre a alta montanha: não perdoa. Por motivos vários, terminei a minha prova aos 44 Kms e com 13h40 mins de prova! Do mal o menos, a organização atribuía uma classificação a quem terminava neste ponto e era atribuído um diploma de conclusão duma maratona de montanha. E que montanha! Técnica, difícil, com 3.500 D+ nesses 44 K e diria mesmo perigosa nalguns pontos. O encontro com a minha mulher durante a prova (normalmente corremos separados) que estava a passar pelas mesmas dificuldades também facilitou a tomada de decisão. Retirámos as lições necessárias, porque o que corre bem melhora a nossa preparação e autoconfiança, mas nos restantes casos o importante é aprender e saber evitar os mesmos erros.

 

Adiante. Feita a restante preparação, faltava apenas fazer-se à estrada e rumar a Chamonix!

 

O caminho para a linha de partida (III)

 

Cheguei com a minha mulher a Chamonix na terça-feira anterior à prova de forma a ter algum tempo para descansar, já que a mesma se iniciava na sexta à tarde. Na prática não ficámos exatamente em Chamonix, optámos por St Gervais, que estando próximo (20 kms) nos dava um pouco mais de distanciamento relativamente ao frenesim que se vive na cidade na última semana de Agosto. Alem disso, era também ponto de passagem e local de abastecimento da prova e permitiria ter uma pequena noção do que iriamos encontrar no percurso.

 

Fizemos dois treinos ligeiros, um na terça e outro na quarta. Para que a quinta fosse um dia de descanso total, fomos levantar os dorsais ao final do dia de quarta, encontrando uma cidade que, nesses dias, vive e respira trail. Em Chamonix, tudo aponta para as várias provas em curso ou que irão decorrer, sentindo-se uma atmosfera mais próxima das grandes maratonas internacionais do que daquilo a que estou habituado na montanha. Não sei se gosto, mas que é imponente, isso é.

 

Voltando aos dorsais, o levantamento tem de ser feito acompanhado com a mochila em condições de corrida, ou seja com uma lista tamanho A4 de equipamento obrigatório, que vai desde gorro, luvas, calças e casaco impermeáveis (com especificações bem definidas de impermeabilidade e respirabilidade), frontais, recipientes, manta térmica, etc, etc e etc… Aqui fica a minha preferência pela lógica americana da participação nestes eventos: cada um é responsável por si, e leva o que entender como necessário. A organização é responsável por cumprir com o que oferece no programa da prova e nada mais. Na inscrição para essas provas assinamos documentos que garantem que estamos informados do facto e pronto. Mas como, seguindo a minha opinião, não me seria permitido participar nesta prova, vamos lá respeitar as regras e ir carregadinhos e ordeiramente para a fila. Após um controlo aleatório de algum desse material obrigatório, é entregue o tão desejado dorsal.

 

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 A lista do material obrigatório (são controlados artigos aleatoriamente no levantamento do dorsal e o atleta deverá apresentar os que têm uma seta)

 

Falta agora apenas regressar à base para os últimos preparativos que incluíam escolha de roupa adequada às condições climatéricas (que se apresentavam variáveis), preparação do saco para muda de roupa em Courmayeur e descansar o mais possível antes de, provavelmente, duas diretas consecutivas.

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 Em Chamonix, após o levantamento do dorsal

 

Sexta-feira 29 de Agosto, o dia D. Ao final da manhã, ida para Chamonix para tentar um local não muito distante da partida para estacionar, o que não é tarefa fácil quando um meio relativamente pequeno está repleto de corredores, acompanhantes, meios de comunicação e organização. Após a entrega do saco para Courmayeur, fomos à pasta-party oferecida pela organização onde encontrámos alguns elementos da comitiva portuguesa com destaque para o Carlos Sá, sempre simpático e acessível para todos. Nesta fase do dia, as pulsações já estavam 50% acima do normal.

 

Última ida ao carro para vestir o equipamento definitivo e trazer a mochila. Afinal o carro não ficou assim tão perto e ainda se gastam cerca de 20 mins para cada lado… Resultado, estamos a ficar em cima da hora e já em passo acelerado para a linha de partida. Feito o aquecimento forçado, chegámos um pouco após as 17h00, para uma partida prevista para as 17h30. Não havia mais remédio do que ficar no fim do enorme pelotão e sem direito sequer a visualizar o arco de partida. Não iria ser isso que iria estragar o momento. Por outro lado as enormes nuvens com tonalidades que variavam entre o preto escuro e negro carregado, essas sim já me pareciam poder fazê-lo. Cerca das 17h25 começa a chover copiosamente e, num momento com uma sincronização digna de uma coreografia de cerimónia de abertura dos jogos olímpicos, cerca de 2500 pessoas retiram apressadamente impermeáveis das mochilas. 17h31, apercebo-me do início de movimento da massa humana e ainda estou a apertar a mochila. Despeço-me da minha mulher e cada um inicia a sua aventura, que nesta fase ainda consistia em avançar sem pisar e ser pisado, movendo-se ao ritmo da massa humana compacta que nos rodeava. Ás 17h38 passo pela linha de partida ao som de Vangelis.

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 A partida chuvosa do UTMB 2014

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