Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Race Review: a segunda parte do Madeira Island Ultra Trail

Stefan7.jpg

(segunda parte da race review do MIUT)

 

Por Stefan Pequito:

 

Chegámos ao Curral das Freiras onde era o único abastecimento que permitia a troca de roupa, e onde tinha as minhas queridas New Balance 110v2 à minha espera. Decidi não as usar porque estava satisfeito com as Salming. Falei com o Pedro e com o Lino sobre a intenção de chegar ao Pico Ruivo com eles e a partir daí passar para frente e marcar o passo. E eles concordaram.

 

Bem, lá fomos nós para última grande subida da prova com 1185D+. Sim, já íamos com 5000D+ ou perto disso. Foi um boa subida, sorte da nossa parte, não foi muita rápida mas constante, tenho a noção disso. Estávamos bem, aproveitámos isso e ao menos tempo deu para ver a paisagem que é simplesmente fantástica.

 

Chegámos ao Pico Ruivo moídos mas bem, comemos e disse aos meus companheiros que ia arrancar, para eles me acompanharem. Lá fui eu… Quando dei por mim já estava algo afastado deles mas eles iam bem acompanhados e, por isso, arrisquei e acelerei. Sentia-me bem, aproveitei isso. Foi o momento em que senti que entrei em prova, a competir. Era esse o meu plano. Então fui conquistando terreno até ao Pico do Areeiro. E até ao Pico passámos por túneis, falésias enormes, escadas pequenas, escadas grandes (grande no comprimento e de lances), paisagens que davam vontade de parar e ficar ali a ver, só vendo mesmo. Bem, lá cheguei ao Pico do Areeiro, parei um pouco, comi a minha última canja e um prato de arroz à bolonhesa e arranquei para a reta final.

 

Toca a descer! O calor apareceu. A primeira parte foi uma descida calma que se fazia bem, mas a segunda parte da descida era mais técnica (nada como a primeira), no meio do "amazonas" madeirense, cheio de troncos, terra solta e molhada, onde dava para fazer um pouco de patinagem. Depois disso, veio a “última” subida: a subida até ao Poiso. Esta subida já não tinha nada a ver com as anteriores. Fez-se que nem uma maravilha comparativamente as outras, com um pouco de calçada, trilhos simples, estradão pelo meio de uma quinta com ovelhas, que olhavam para nós a pensar que éramos doidos.

 

No Poiso não quis demorar muito tempo. Abasteci o meu soft flask (bidão) com água, comi alguma coisa e arranquei para a Portela com perto de 16 horas, o que não era mau pois tinha saído do Pico Ruivo por voltas das 12h40. Lá arranquei para a descida que ia dar à Portela. Pelo caminho encontro o Paulo Gomes do Coimbra Trail que me deu o apoio dele. É sempre bom encontrar caras conhecidas, anima sempre. Obrigado!

 

Chego a Portela, olho para o gráfico que levava comigo e perguntei à menina que lá estava como era o percurso, pois no gráfico parecia muito rolante e a descer. A resposta dela foi positiva, seria sempre a descer. Volto a perguntar se era mesmo assim. "Sim, é". Bem, descansado bebi água, abasteci e arranquei forte para acabar a prova o mais rápido que conseguisse. Estava bem, pois acreditava que conseguia abaixo das 18 horas, mas foi um ERRO. Não era sempre a descer. Os primeiros dois km sim, mas depois era um carrossel de sobes e desces acompanhados de muito calor e humidade, lama e por aí fora. Esta situação fez-me “passar da marmita”, o que não foi bom. Não quis abrandar (isto tudo deu mais 350D+ mais ou menos), outro ERRO.

 

stefan_15.jpg

Cheguei a Funduras e já não ia bem. Vejo o grande Rui Luz que tinha tido azar e não estava bem de um joelho; já vinha a caminhar há algum tempo…Tentei comer e beber alguma coisa, mas o mal já estava feito. Eu estava pálido como tudo e o Sr. José Silva do clube Minho Aventura olhou para mim e disse logo que estava pálido como uma parede. Arranquei mesmo assim e durante 20 minutos fui com o Rui e o José. Entretanto, o Rui diz para o José avançar, pois ainda podia apanhar a Ester que não estava longe e lá foi ele. Ainda estive uns minutos com o Rui até ter que me deitar e pôr as pernas para o ar. O Rui deu-me um pouco de chá que ele trazia do abastecimento e umas bolachas. Eia! Não sei se foi só disso, mas aquilo deu-me um "boost" enorme e acordei para a vida. Virei-me para o Rui e disse-lhe "'bora aproveitar o meu boost e anda comigo”. Ele tentou, mas o joelho não deixou. Não gosto de deixar ninguém para trás, mas tinha de aproveitar antes de ficar novamente mal disposto.

 

Bem, esta parte final com 10 km foi uma loucura. Dei tudo o que tinha. Fui passando todos os que me tinham ultrapassado naqueles 30 e tal minutos de angústia. As descidas das falésias junto à costa fiz em sprint; tinha de aproveitar as pilhas antes que elas acabassem. Lá vi Machico, finalmente. Saímos dos trilhos e veio um pouco de estrada e um caminho pedestre pela parte de cima de Machico sempre a ver meta, o que custou um pouco, pois dava vontade de fazer um corta-mato. Para finalizar, um pequena descida de terra e a últimas escadas da prova. Ui! O meu objetivo naquela altura era fazer a baixo das 19 horas, mas cheguei à meta com 19h e não sei quantos segundos… Bahh!

 

Bem, acabei bem com energia ainda, mas rapidamente me tive de me sentar. Em termos musculares estava muito bem para fazer mais quilómetros ainda. A meu ver, isto é bom, pois tenho de fazer as 100 milhas daqui a pouco tempo. E consegui os meus 3 objetivos principais:

 

  1. Acabar;
  2. Acabar bem, sem lesões e alguma energia;
  3. Acabar a baixo das 20 horas.

 

O MIUT é, sem dúvida, uma prova para voltar, não sei se será para o ano ou para outro, pois tenho de ver os meus objetivos do próximo ano. Adorei tudo: as pessoas, o circuito. Foi uma prova dura, muito dura, 115km com 7000+ (pelo meu relógio 7300+).

 

Fiz 36º lugar da geral, 23º do escalão, 21º do circuito nacional. Podia ser melhor? Podia sim, mas acabei e fisicamente bem, que é o mais importante. Para a próxima já conheço o circuito e já posso tentar outra coisa.

 

Bem, a seguir a isto veio outra Ultra - a do "comes e bebes". Primeiro fui jantar com o Luís Mota e a sua senhora, e  também com o Sr. José  -  que acabei por passar durante a prova e que acabou 7 min depois de eu ter terminado. Depois fui dar uma volta, falar com mais pessoal e voltei para a mesa para o segundo jantar, agora com o João Borges e amigos. Para terminar, veio o terceiro jantar com outra família do trail - com os manos Luz, Pedro Turtle, Nelson, Trindade e Bruno Fernandes. Resumindo, uma ultra de comidas enquanto esperava pelo Pedro e o André. 

No dia seguinte veio o descanso e fomos passear em boa companhia com o grande companheiro de trilhos Luís Mota (o meu padrinho das corridas), o Pedro e o puto André, que me surpreende a cada dia que passa com a sua evolução. Juízo, puto!

 

Em termos de agradecimentos o primeiro de todos,vai para o Meu “mister” Paulo Pires e à Armada, pela paciência que têm para mim e me ajudarem nesta evolução que tenho feito. Agradeço, também, ao meu pessoal do Correr na Cidade pelo enorme apoio que me deram até hoje e por sempre acreditarem em mim e motivarem-me todos os dias a querer ser melhor. À loja Girassol agradeço pela enorme ajuda que me deram na nutrição da Biotech que me forneceram (são mesmo muito boas aquelas barras de aveia com chia e mel, os géis e o isotónico de top). Obrigado também à Reebok pelo seu material têxtil de excelência, à Salming pelas sapatilhas T1 que foram uma agradável surpresa; ao Miguel Santos, meu massagista, por tratar do meu corpo e estar sempre pronto para me ajudar e, claro, um enorme obrigado a todos os meus amigos, companheiros, e família pelo apoio nestas minhas loucas aventuras!

 

Como o meu Mister diz “siga” que venha o próximo. Oh Meus Deus, estou a caminho das 100 milhas!

 

Stefan9.jpg

Stefan10.jpg

Stefan11.jpg

Stefan12.jpg

Leiam ou releiam a 1ª parte desta race report

 

 

Casais que correm por amor

couple-running-at-sunset-714x314.jpg

 

Por Filipe Gil:

 

Quando me perguntam como é que concilio a vida pessoal e profissional com a frequência das minhas corridas (que não são assim tão frequentes: 3 a 4 vezes por semana) respondo automaticamente que é tudo uma questão de organização, planeamento e vontade. Algumas pessoas sorriem, porque, de facto, não sou a pessoa mais organizada do mundo – exceto na vida familiar.


Eu e a minha mulher somos quase uma máquina suíça na nossa organização de casal (com criatividade à mistura, para não ficar monótono e previsível). Tanto planeamos que, por vezes, temos convites para jantares de aniversários a uma quinta ou sexta e torna-se impossível mudar a nossa meticulosa agenda para estarmos presentes no sábado ou domingo de festa. Temos sempre planeamento para uma semana, no mínimo, e os eventos mais importantes têm semanas de antecedência. Claro que há exceções, e como bons portugueses por vezes conseguimos desenrascar algumas soluções para uma família de quatro. Mas nem sempre.

 

Ora quando isto das corridas começou a ser mais frequente, lembro-me como se fosse ontem, que ao regressar a casa dos 20kms de Cascais – a minha quarta prova em cinco semanas seguidas – e ao mostrar uma bela bolha num dos pés, ouvi isto da boca da minha mulher: “isto agora das corridas vai continuar assim, todos os fins-de-semana?”. Engoli em seco e por momentos a dor de culpa foi maior que a da bolha cheia de sangue que latejava no pé.


Comecei a perceber que a estava a deixar de lado a minha mulher, o meu filho e o outro que já estava na barriga da mãe por causa das corridas. Se a três já era complicado, quando nos tornássemos quatro não podia ir correr para todo o lado deixando a mulher a tomar conta das crias sozinha. Nessa altura, e depois do impacto de ter percebido do meu egoísmo, tinha duas soluções: ou diminuía drasticamente a minha frequência de corridas e treinos, o que não me apetecia nada, ou convencia-a a começar a correr. Claro que já estão a ver qual foi a minha escolha!


Mas não se pense que foi tarefa fácil. A minha mulher, até então, nunca tinha corrido e, na altura chamava-me, a mim e aos meus parceiros de corrida, loucos.  


Aos poucos lá a convenci e peguei-lhe o vício. Criei o conceito Just Girls e hoje em dia corre, e bem, e prepara-se para fazer o seu primeiro trail mais a sério na Louzan. A dinâmica é tão engraçada que ainda este fim-de-semana passado fiquei em casa a fazer babysitting de três e a mulher, em conjunto com dois elementos da crew, foi dar um treino para o Jamor.

11112942_813141375433862_4717309309619407547_n.jpg

Ora este palavreado todo para vos dizer que, se são corredores e adoram correr, mais do que conseguirem fazer 10 km em menos de 50 minutos, ou baixar o tempo da Meia Maratona para 1h50m, um dos vossos maiores desafios é convencer a vossa cara-metade também a correr. Desculpem o pessimismo, mas se não o fizeram vai ser difícil justificar à cara-metade que “têm” de ir correr, que “têm” de ir a uma prova, que "têm" de ir com os amigos das corridas três dias para uma prova nos confins do país ou mesmo no estrangeiro, para além de que é um egoísmo grande não partilhar os benefícios (de saúde, mentais, etc) da corrida.  E a isso juntam-se os inúmeros estudos que indicam que casais que correm ganham uma cumplicidade ainda maior (até a nível sexual!!!). Atenção, não estou para aqui a dizer que devem fazer tudo juntos, que treinem juntos, que corram juntos, não. Estou a sublinhar a importância da mesma paixão e da mesma linguagem dentro de casa. Até os vossos filhos, se os tiverem, ficaram imbuídos no espírito fitness - o meu mais velho, organiza corridas na escola...

 

É a pensar nessa cumplicidade que dou por mim, muitas vezes, a procurar exemplos de casais corredores. É claro que adoro ver os exemplos dos outros todos: solteiros ou sem filhos, verdadeiros “Lone Rangers” com tempo para treinarem e, ao mesmo tempo arrebatarem corações e serem bons ou boas profissionais. Mas confesso que são os casais que me fazem perder horas a ver vídeos do YouTube. Que é neles que procuro inspiração nos dias que me falta. É neles que penso: se eles conseguem nós também vamos conseguir!

 

bilde.jpg
Dominic Grossman e Katie Desplinter


Internacionalmente tento seguir as carreiras do casal Katie Desplinter e Dominic Grossman, um casal de ultra trail runners de Los Angeles que apesar das suas vidas profissionais (ela é copywriter numa agência de publicidade, por exemplo) têm uma dinâmica divertida e partilham muitas corridas e trilhos. Ou então, o casal Jennifer e J.B. Bena, ultra runners, autores de filmes e podcasts sobre Trail Running (Trail Runner Nation) e ainda país de dois, ufa! Ou ainda Hal Koerner e a mulher, Carly Koerner, também ultra runners, que em breve terão mais um rebento.

jb_benna_jen_benna_big_sur.jpg
Jen Benna e JB Benna

fotografia 1.JPG
 Isabel e David Faustino, talvez o casal português com mais kms de trilho nas pernas.


A nível nacional, há alguns exemplos de casais em que ambos correm e muito, como o David Faustino e a mulher Isabel Moleiro. Casais que, tal como eu e a minha mulher, tentam conciliar o tetris familiar e profissional com a paixão pela corrida. Mas, há outro casal, que por via das corridas quer eu quer a Natália, quer alguns dos membros da crew do Correr na Cidade temos ganho uma grande sintonia e amizade, não só na corrida como noutros aspetos do dia-a-dia. Convivemos para lá dos trilhos.

 

Falo-vos do Rui Pinto e da Marta Moncacha. Conheci a Marta primeiro, quando me pediu um texto sobre este blog para uma revista da Câmara Municipal de Oeiras. E o Rui aquando da Corrida do Tejo. Desde então, quase sem querer fomos aproximando-nos e percebendo que temos amigos comuns e gostos comuns, para além da corrida. Preparei a minha aventura no Ultra do Piódão com o Rui, por exemplo. Mas, sobretudo, e falo por mim, percebi aquilo que uma pessoa nos 40 já tem alguma perspicácia para entender: são excelentes pessoas.

11018580_797474970333836_3587830368378086331_n.jpg

Eu na foto com o Rui Pinto (de óculos de sol), Nuno Malcata e o Nuno Alves durante o Ultra Trail do Piodão


Confesso que não tenho paciência para pessoas matreiras e/ou complicadas, e para pessoas negativas. Aos 40 anos só me dou, na minha vida privada, com quem realmente gosto. É um statement. E com a Marta e o Rui (tal como outras pessoas conheci recentemente) é esse o caso. Gosto deles. Ponto.

 

blogger-image-532040930.jpg

Ora, para além de simpáticos, gostarem de correr - em estrada e nos trilhos -, terem filhos, blá, blá, a Marta e o Rui decidiram lançar, hoje, um blogue para partilhar a sua paixão pela corrida. Um blogue chamado "Um Dia Corro Contigo" que já está na nossa lista de links (ali à direita) e que vamos seguir avidamente. Falo por mim, mas será um tremendo gosto segui-los nesta aventura de casal que corre. Será uma inspiração para muitos trazerem a sua cara metade para as corridas, estou certo disso.

Boas corridas Marta e Rui!

Race Report: primeiro objetivo de 2015 concluído

10447877_1638474219715553_8282176190334680058_n.jp

Por Stefan Pequito:

 

Desde de 2014, quando comecei a levar isto das corridas um pouco mais a sério e quando comecei com isto das ultras, que sonho com o MIUT (Madeira International Ultra Trail). Era um prova que gostava de fazer pelo grau de dificuldade que apresenta. Em setembro decidi arriscar e inscrevi-me. Pedi ao Paulo Pires, treinador da Armada de Trail, para me ajudar neste projeto (e não só). Desde janeiro que comecei a treinar para esta prova, mas foi a partir de Fevereiro que veio "a dureza" - foram dois meses muito duros. Fiz tudo o que o meu Mister me pediu, tive dias bons e dias menos bons, dias com muita vontade de treinar outros sem vontade nenhuma, foram dois meses de suor, dor e sangue (literalmente). Posso dizer que o esforço compensou. No futuro, lembrar-me-ei do caso Madeirense que, com muito trabalho duro e dedicação, tudo é possível.

 

Stefan1.jpg

No 7 de abril, no dia do meu aniversário, arranquei para a Madeira, para tentar aproveitar os dias antes para ir ver alguns dos locais, algo que acabou por não ser possível pois andei as voltas a ajudar com boleias a vários amigos meus e a preparar o último material para prova. Acabei por ir ao Curral das Freiras no dia antes da prova com o André Carvalho, mas não fomos pelo trilho certo. Mesmo assim, deu para treinar um pouco a ritmo baixo e conhecer as vistas. Foram dias de convívio que também é bom antes das provas para descomprimir e ouvir várias opiniões das pessoas que já a fizeram e acabar de delinear o plano para a mesma.

Stefan2.jpg

Dia 9, dia da prova, lá foi eu com o meu companheiro de casa apanhar o BUS a Machico e encontrar o Pedro Tomás Luiz. Às 22h30, depois de atravessarmos a Ilha da Madeira toda, chegámos a Porto Moniz. Posso dizer que já estava com um nervoso miudinho no estômago, em pulgas, e ao mesmo tempo com “medo” do que se ia passar. Fiz algo que não gosto de fazer: levei muita coisa com pouco teste. Principalmente as sapatilhas, umas Salming T1, e nutrição nova que a Girassol me arranjou da Biotech. Não quis pensar muito nisso, pois penso que isso é mais psicológico que outra coisa. Bem, lá para às 23h45 entrei para o “curral” de partida e (como se vê na foto abaixo) estava bastante tranquilo. Aproveitei para dar as "boas sortes" ao pessoal que conhecia. Decidi levar logo os bastões abertos e não era para picar ninguém. Pus-me mais ou menos no meio do grupo porque não quis arrancar lá da frente para não cometer nenhum erro inicial.

Stefan3.jpg

Às 00:00 deu-se o tiro da partida. Aquele nervosismo todo desapareceu e apareceu a vontade de sair daí para fora daquela loucura. Liguei o Petzl (marca do frontal) e lá fui eu para a primeira subida. Aproveitei para aquecer os bastões, pois não gosto muito de os usar mas posso dizer que deram muito jeito durante a prova. A primeira subida era uma espécie de arrábida de alcatrão. Aproveitei e "colei-me" à Ester Alves, que ia num ritmo agradável e fui indo até às levadas.

Stefan4.jpg

 

Stefan5.jpg

Nas levadas acabei por perder a Ester, pois havia muita gente com pressa e deixei-os passar. O meu plano para a prova era não me cansar muito nesta primeira grande subida e, ao mesmo tempo, ainda estava a ver como as sapatilhas se comportavam.

O primeiro abastecimento foi no Fanal e a primeira canja soube tão bem! O abastecimento foi fantástico (como todos os abastecimentos), mas depois de terminar o “enche-barriga” vinha o primeiro desafio da prova: a descida para o chão da Ribeira - uma picada sempre a descer super técnica e super escorregadia. Foi o primeiro grande desafio para mim, e para as sapatilhas. Foi ali que vi que os bastões dão muito jeito, pois as Salming falharam neste primeiro teste. Podia ser por serem ainda muito novas e terem a goma ainda na sola, mas ali não foi o ponto forte delas. Desci muito lentamente e a barafustar com as sapatilhas. A única coisa que me acalmava era pensar que a seguir vinha uma bela subida como eu gosto.

 

Realmente adorei a subida do Chão da Ribeira até Estanquinhos. Adorei andar ali no meio da floresta. Via-se uma serpente de luz até lá a cima. Foram 1300D+ “pumba”, só assim em 10km! Antes do abastecimento apanhámos um nevoeiro serrado que mal dava para ver as fitas e frio, muito frio, onde os manguitos deram bastante jeito e a t-shirt térmica também. Cheguei ao abastecimento e adivinhem o que comi? Canja! Uiiii ainda estava melhor que a anterior! 

Stefan6.jpg

Bem, a partir dali, as coisas acalmaram um pouco… Uma descida até ao Rosário, já em grande companhia com o Pedro Turtle - um grande companheiro e atleta. Aproveitámos e fomos a um ritmo "soft mas duro" e fomos fazendo companhia um ao outro. Ao chegar a Encumeada, fez-se luz e apareceu o Lino Luz! E o dia nasceu! Foi um "boost" de energia sem dúvida - as duas coisas claro!

Já não é a primeira vez que faço provas com o Lino, por isso sei que é uma enorme companhia. Mais umas sopinhas, mais uma voltinha e lá fomos nós para Curral. Bem, o que não estávamos à espera era de uma escadaria ao lado de um tubo de água enorme, mas adorei aquela subida. Resumindo, adorei aqueles trilhos até Curral mas aquela subida foi mesmo a cereja no topo do bolo, sim senhor!

 

 - Amanhã partilhamos a segunda parte desta aventura, a partir de Curral das Freiras.

Receita: Muffins pré-treino

Imagem1.png

Por Natália Costa:

 

Partilho convosco a receita de uns Muffins que são óptimos para comer antes de um bom treino. Não têm adição de manteigas ou óleos nem açúcar refinado. A banana, o muesli (aveia, frutos secos e fruta desidratada) são ingredientes que qualquer corredor deve consumir antes de um treino.

 

Ingredientes:

3 bananas muito maduras
1 iogurte natural
2 ovos
2 colheres de sopa de mel
4 colheres de sopa de farinha
Sumo e raspa de 1 laranja
2 chávenas de muesli
1 colher de sopa de sementes de Chia
Canela a gosto
Três morangos laminados

 

Modo de preparação:

Esmague as três bananas e em seguida bata-as com os dois ovos. Adicione o iogurte natural e o sumo da laranja e duas colheres de mel. Bata muito bem e, de seguida, junte a farinha.

Envolva este preparado e no final junte o muesli, as sementes de chia e a canela.

Coloque numa forma anti aderente própria para a confeção dos muffins, e no topo de cada um deles coloque uma “lâmina” de morango. Leve ao forno pré-aquecido, a 220ºC durante 20 a 25 minutos.

IMG_0862.JPG

IMG_0869.JPGunnamed (1).jpg

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D