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Correr na Cidade

Unboxing: La Sportiva Bushido

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Por Nuno Malcata

 

Nos próximos meses vários membros do Correr na Cidade vão ter grandes desafios em Trail, e eu não sou excepção. Já no próximo mês de Março terei a estreia oficial numa prova com distancia de Ultra no Piodão, e ter os ténis certos para a prova tem sido uma das preocupações. 

 
A La Sportiva teve a gentileza de nos enviar um dos seus modelos para trail, os Bushido, que vou testar nas próximas semanas e validar se vão ser os companheiros para os 50Km no Piodão.
 
Para já ficam as fotos do Unboxing. 

 

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Linhaça: será que é uma boa opção para o atleta?

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Por Ana Morais:

 

A ideia de escrever um artigo sobre a linhaça surgiu dum vídeo publicado pela Bo Irik acerca do seu pequeno-almoço antes de um treino longo e, do facto, de ainda existirem algumas dúvidas acerca das propriedades nutricionais deste alimento.

 

A linhaça (cujo nome científico é Linum usitatissimum) é uma planta que dá origem ao tão conhecido linho. Para além do linho, uma das partes mais comercializadas da planta são as suas sementes, cuja coloração depende da sua origem: as sementes de linhaça dourada crescem em climas mais frios (normalmente do Canadá) e apresentam uma casca mais fina ou suave; as sementes de linhaça castanha desenvolvem-se em climas mais quentes ou na região mediterrânea. Mas as suas propriedades nutricionais são semelhantes.

 

Uma das características nutricionais mais importantes é a sua composição em fibras solúveis e insolúveis. Estas fibras vão ajudar a regularizar o trânsito intestinal, a reduzir o colesterol total e a proteger a mucosa intestinal. Assim, também ajuda a manter o sistema imunitário mais saudável e é um dos grandes aliados na luta contra o excesso de peso.

 

Outra característica deste “super alimento” é o seu teor em ácidos gordos essenciais (aqueles que o organismo não consegue produzir e que só podem ser obtidos através dos alimentos), nomeadamente os Ómega 3 e 6. A estes elementos são atribuídas várias propriedades nutricionais: anti-inflamatórios, antioxidantes, redutores do colesterol e participam na renovação celular.

 

Para além disto, as sementes de linhaça ainda são ricas em minerais (Ferro, Fósforo, Cálcio, Magnésio e Potássio) e vitaminas (B1, B2, C e E). Também é importante referir que possuem uma substância chamada lignana (um fitoesterogéneo) que tem uma ação semelhante ao estrogénio e que está relacionado com a proteção contra o cancro da mama e a manutenção da massa óssea.

 

Desta forma, a importância do consumo de sementes de linhaça pelos atletas está mais do que comprovada:

- Melhora a contração muscular;

- Previne a dor nas articulações;

- Estimula o metabolismo a produzir mais energia;

- Diminui a fadiga muscular após o exercício;

- Auxilia na manutenção do ritmo cardíaco;

- Previne o aparecimento da obstipação;

- Reduz os sintomas relacionados com a tensão pré-menstrual;

- Previne o aparecimento de certos tumores, como o da mama, cólon, próstata e do pulmão.

 

As sementes de linhaça podem ser compradas nas ervanárias e em alguns supermercados, e encontram-se sob a forma de sementes inteiras ou trituradas. A melhor forma de as consumir é triturada junto com iogurtes, batidos, sopas, saladas ou bolos. Mas, se a comprar já triturada, deve guardá-la num recipiente fechado, guardado num local seco e longe da luz solar (também pode guardar no frigorífico).

 

Em relação às contraindicações, as sementes de linhaça devem ser evitadas em indivíduos que sofram de oclusão intestinal, diverticulite ou irritação intestinal. Se forem consumidas inteiras, as sementes podem causar algumas cólicas ou flatulência.

 

Boas corridas!

Race Review: Grande Prémio Fim da Europa

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Por Bo Irik:

O ano passado, quando escrevi sobre a minha participação no Grande Prémio Fim da Europa, caracterizei-a como uma prova para PBJ – “Personal Best Joy”, por ser uma prova que dá muito prazer.

 

Este ano, a minha segunda participação, foi mais uma festa, mas não tão intensa como a ano anterior. Na verdade, já estou habituada a treinar na zona de Sintra e esta zona, maravilhosa, já não é nenhuma novidade, pelo que já não impressiona tanto quanto foi o ano passado. De facto, cada vez mais, prefiro trilhos a estrada, e a zona de Sintra é, para mim, um verdadeiro paraíso de trail running.

 

Voltando à prova, fui de comboio com o amigo João Gonçalves, uma viagem muito agradável que deu para pôr a conversa em dia. Depois de me encontrar com a Carmo no "Café Saudade" para ela me dar o meu dorsal, e desfrutar de uma carioca de limão e scone, dirigimo-nos às carrinhas para largar os nossos sacos que seriam levados até a meta. Esta prova, com início em Sintra e fim no Cabo da Roca, não é circular, antes pelo contrário, afastamo-nos da partida 17km, e por isso envolve alguma logística, tanto no transporte dos sacos como dos atletas.

 

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O percurso é fantástico e por isso, como a procura é tanta, a organização decidiu aumentar mais vagas este ano, foram três mil! Aumentar o número de participantes envolveu haver duas vagas de partida, uma primeira às 10h00 e uma segunda às 10h15. Quem se atrevia a “mudar” de vaga, seria desclassificado, pois, os chips estavam programados de acordo com a partida. Penso que esta medida funcionou muito bem e permitiu evitar engarrafamentos na parte inicial da prova, onde passamos pelas ruas estreitas de Sintra. Parabéns à organização.

 

Em termos de altimetria, esta prova é muito desafiante. Em algumas subidas caminhei, pois, achava que o esforço de correr não compensava tendo em conta a reduzida diferença no ritmo, e com um treino de 16km em trilhos feito no dia anterior, tinha as pernas algo cansadas.

 

O percurso é lindo e como estava um dia solarengo, as vistas estavam fantásticas, mesmo!

 

A última parte do percurso é sempre a descer e contamos com o apoio simpático dos Azoíenses e ainda de alguns atletas, principalmente as simpáticas Tartarugas Solidárias, que dedicaram a sua manhã de domingo ao “cheering” daqueles que iam à conquista do Fim da Europa. Muito obrigada às Tartarugas, que espírito fantástico. 10947257_951243561554805_7998202393438216364_n.jpg

 

A meu ver, a organização da prova esteve muito bem. Houve críticas à logística dos autocarros, mas no meu caso tudo fluiu. Outra crítica foi a falta da medalha, “principalmente por ter sido a 25ª edição” da prova. Na minha opinião, e tendo em conta a bonita camisola que recebemos de recordação, a medalha foi perfeitamente dispensável. Enfim, são opiniões. Gostaria de enfatizar o excelente lanche que recebemos na meta – pãozinho misto, napolitana de chocolate, chá e isotónico – e os dois abastecimentos de água ao longo do percurso, bem localizados e funcionais.

 

No que toca ao meu desempenho, embora não tenho nos meus objetivos melhorar o meu desempenho em estrada, em termos de tempo, fiquei feliz ao saber que tirei 3 minutos ao tempo do ano passado e que fiquei em 13º do meu escalão.

 

Para o ano, sem dúvida farei por estar presente nesta prova, que é das minhas preferidas em estrada, tanto pelo desafio, como pelo percurso e ambiente.

5 Dicas para fazer ultra trails

Pedimos ao corredor David Faustino que, com a sua experiência nas corridas (quer em estrada quer nos trilhos) nos desse algumas dicas para quem se quer iniciar nas longas distâncias, nos chamados ultra trail – ou trail ultra, para sermos mais corretos. Estas são as dicas de um dos portugueses com mais quilómetros nas pernas da atualidade.

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Por David Faustino:

 

Após algum tempo a correr, é natural querermos alcançar novos objetivos. Na estrada trata-se quase sempre de querer melhorar tempos numa determinada distância e no trail quase sempre de aumentar a distância percorrida.

 

Assim, a primeira ambição séria dum corredor de trail é passar a ser um "ultra corredor", ou seja correr pelo menos 43 Kms.Ficam aqui 5 dicas para quem pretende dar esse passo, de forma a que a experiência decorra da melhor forma:

 

Definir um objetivo realista - pensar iniciar-se nas ultras numa prova de 100Kms é possível, mas será seguramente uma experiência dolorosa, mesmo que bem sucedida. Escolher uma primeira prova moderada em distância (50 Kms p.e.) e com um acumulado positivo confortável. Preferir uma altura do ano sem temperaturas extremas, nem num local de características geográficas que dificultem a progressão ou que exponham em demasia aos elementos (vento, neve, sol,etc).

 

Ter a preparação de base necessária - se não se está à vontade com distâncias até 75% da prova alvo, deverá ser reavaliado o objectivo.

 

Treinar em condições de prova - isso é com o material a usar, nas horas em que a prova irá decorrer, em condições climatéricas parecidas com as esperadas no dia da prova. Se possível, reconhecer o percurso em duas ou três etapas, nos últimos treinos antes da prova.

 

Treinar a parte mental - numa ultra o tempo de prova não se mede em minutos, mas sim em horas. Assim haverá que preparar-se para a ansiedade pré-prova, a euforia da partida, as dúvidas do meio da prova, o desânimo dos dois terços da distância, em que até a alma nos doí, e a sensação absolutamente única (e como tal, própria a cada corredor) de atravessar a meta. Essa montanha russa emocional deve ser do conhecimento do atleta, de forma a que a mente possa manter sempre o controlo sobre o corpo.

 

Ser Positivo - Ninguém tem de ser um ultracorredor, é uma vontade própria e não uma obrigação. Assim, em todos as fases anteriores, devemos pensar na sorte que temos em passarmos tempo a fazer aquilo de que gostamos, em estarmos em locais únicos e vê-los como poucos o conseguem fazer. Quer o objectivo final seja alcançado, quer algo imprevisto tenha adiado o sonho, devemos manter a postura inicial que nos levou a querer tentar e repetir todo o processo, sabendo que agora estamos mais fortes e mais preparados.

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