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Correr na Cidade

Um fim de semana top!

Sábado, 10h00, após uma noite de copos, toca o despertador. Não é extremamente cedo, mas é sábado e estou de ressaca. Bebo água, tomo banho, como os meus cereais e equipo-me. É dia de “Fit na Cidade”, um treino de CrossFit que organizamos em parceria com a Box Oniria para dar a conhecer esta modalidade aos runners.

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A adesão a estes treinos foi muita, razão pela qual iremos ter três sessões e não apenas duas, e razão pela qual, eu não iria participar, pois já conhecia o pessoal "bacano" desta Box e a modalidade em si. Fui à Box apenas para receber os convidados e iria correr um pouco enquanto “eles” estariam a “sofrer” na Box. Houve um dos membros da Oniria que faltou, e como o treino seria a pares, lá fui convidada (obrigada) a participar.

 

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Numa palavra, e tal como a Andreia Fernandes que também participou afirmou: DUREZA. O CrossFit é muito duro, é verdade. Paralelamente, e o que a meu ver é um dos factores que diferencia esta modalidade dos tradicionais exercícios de musculação no ginásio, é uma modalidade reinada pelo espírito de equipa, entreajuda e dinamismo.

 

O WOD, Workout of the Day, foi realizado a pares que “competiam” entre si para concluir o WOD no menor tempo possível. O treinador, Miguel, teve a excelente ideia de fazer pares entre runners e crossfitters para nos conhecermos e puxarmos uns pelos outros. Foi um treino muito bom, extremamente dinâmico e que puxava pelos vários grupos musculares. Parte do WOD foi realizado na rua, numa corrida de 600m à volta do quarteirão com uma bola (de 6kg no meu caso) em cima da cabeça.

 

É duro, é, mas o nível energético é tão elevado, que o tempo passa a voar. Penso que todos os runners presentes gostaram da experiência, e espero que amanhã consigamos mexer-nos. Aos Onirianos, os crossfitters da Box Oniria, em nome dos runners, muito obrigada pela forma entusiasta como nos receberam e integraram!

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Hoje, domingo, 7h30, toca o despertador. Desta vez, deitei-me a horas santas e descansei devidamente. Iria treinar a Sintra com um grupo de amigos, cerca de três horas de trilhos com início na Barragem da Mula. Mais um dia que se caracterizou pela entreajuda entre os vários participantes. Ainda encontramos outro grupo de trailers, guiado pelo Miguel Batista, à quem nos juntamos. Vistas deslumbrantes, estradões bons para esticar a perna e descidas rápidas e estreitas de cortar a respiração, “como a Bo gosta”.

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Foram três horas de treino mas ainda mais horas de “recovery”, almoçamos juntos e ainda fomos passear e ver o pôr-do-sol na Praia Grande. Foi daqueles dias em que chegamos a casa de “alma cheia”, como diz a Patrícia Mar. Obrigada. Muito obrigada.

 

PS. Vamos lá ver se amanhã me mexo!!!

O que é o Veloviewer ?

Por  Luís Moura

 

O que é o veloviewer ?
Hoje em dia vivemos num mundo rodeado de meios tecnológicos avançados e a corrida (ou o running conforme preferirem) está a evoluir bastante nos últimos 2/3 anos, principalmente com o avanço dos aparelhos de GPS que estão a acrescentar features em grande velocidade para acomodar as nossas necessidades.

Em paralelo existem diversos softwares ou sites na Internet que permitem registar todos os nossos treinos e depois partilhar e/ou analisar em detalhe. Alguns deles com bases de utilizadores já na ordem dos milhões como o caso do Connect da Garmin ou do +Nike da Nike.


O Strava tem ganho alguma consistência para partilha e acompanhamento de treinos e é ai que entra este novo site chamado de Veloviewer. Podem aceder aqui


Este site vem trazer uma nova dimensão às analises dos nossos treinos, não na parte individual do mesmo mas como grupo, em que podemos ter totais semanais ou mensais de dezenas de formas e feitios conforme vamos ver à frente.

 

Entrar no site
Primeira vez que entramos no site ele pede para fazer a ligação à nossa conta do Strava para ir fazer o levantamento de todos os treinos que temos lá registados.2014_09_08_01 ecra entrada.jpg

Depois de entrar a primeira vez ( ou quando entrarmos nas vezes seguintes para actualizar ), devemos ir ao separador/folder UPDATE.


Vai aparecer várias opções mas a mais usada será GET EVERYTHING!.

 

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No final de ele carregar os treinos aparece uma mensagem com o OK. Na primeira vez o carregamento pode demorar 10/30 segundos conforme o numero de treinos que temos.2014_09_08_03 carregar dados3.jpg

 

Depois dos treinos carregados, voltamos ao separador/folder principal, o SUMMARY. Esperamos uns segundos que ele compile os dados do site e recalcule tudo, e logo depois aparece o ecrã principal.

 

Agora temos ao nosso dispor um conjunto enorme de sub-agrupamentos da informação separado por diversos temas.
Em cima à esquerda aparece em grande destaque um índice dos nossos treinos face a uma media que ele calcula em termos de comparação com outras pessoas que façam os mesmos segmentos que nós.

 

Podem encontrar uma explicação detalhada dos seus criadores aqui


Ao centro, em cima, aparece um resumo das nossas actividades, como o total de km feitos ou a distancia máxima, desde sempre.

 

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Ao lado direito, temos um resumo dos nossos records pessoais nos diversos rankings pré-definidos deles, caso dos 5km, 10km ou maratona.

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No centro do ecrã temos dois gráficos interessantes. No lado esquerdo temos um resumo em gráfico crescente que acompanha o passar do ano, em que podemos escolher a distância percorrida ou a elevação por exemplo. Ficamos com uma ideia muito rápida de como andamos a treinar em termos absolutos.

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No gráfico do lado direito, podemos pedir uma representação gráfica por dia, semana ou mês em diversos factores como quilómetros percorridos, elevação ou velocidade média do treino.Experimentem variar os gráficos da esquerda e da direita escolhendo diferentes parâmetros nos quadrados a rosa por cima deles.

 

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No fundo do ecrã, temos mais dados de resumo, mas agora relativamente ás sapatilhas que estiverem registados no Strava e dá-nos vários resumos por cada entrada. Podemos saber quantos km temos feitos, a que média total e quantos metros subimos com eles.

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Resumo
O site não vai revolucionar a maneira como corremos ou como nos sentimos mas permite um bom complemento ao vasto leque de opções que o Strada já tem e que ajuda a controlar algumas coisas nos treinos.


Nestes quadros resumos é possível analisar o quanto andamos a correr por semana ou por mês, acompanhar evolução de ritmos ou mesmo peso da altimetria que andamos a fazer. Num próximo artigo vou mostrar mais a fundo como analisar cada treino em detalhe ou como interpretar as tabelas que ele cria dos diversos utilizadores que fazem os mesmos segmentos.

 

Boas corridas !

 

PS -  A partir do dia 24/11 o Veloviewer passou a ter a modalidade de PRO, que é como quem diz, para subscritores do site. Quem quiser continuar com uma conta free passa a ter algumas limitações, sendo que a que tem mais impacto é o facto de ele apenas analisar os ultimos 25 tracks e 100 segmentos que usamos. O dono disse que iria avaliar esta situações para mudar os valores para um numero maior se tiver suficientes subscritores a pagar. Por mim vale o euro mensal para usufruir dele.

Correr contra o sol (documentário)

Por Filipe Gil

Por vezes, durante o fim-de-semana gostamos de vos deixar com uns vídeos sobre corrida. Especialmente de trail - que são os que nos inspiram mais.

Assim, publicamos aqui as quatro partes do documentário sobre a corrida "Outrun The Sun", um evento que a Asics internacional organizou na "Meca" do trail running: o Mont Blanc. É fantástico perceber o desafio proposto aos atletas e como eles o tentaram superar...

Parte I:

Parte II:

Parte III:

Parte IV (e última):

Dom ou treino?

 

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Por Tiago Portugal

 

A semana passada num treino a que fui cruzei-me e troquei umas palavras com um recém-chegado ao mundo da corrida, pelo que me disse tinha começado a correr há relativamente pouco tempo, uns 6 meses.

Fomos à conversa até que, talvez farto do meu ritmo tranquilo, descolou à procura de companhias mais rápidas. Corria bem e depressa, nenhuma das subidas o incomodou, feitas todas a correr, algumas não eram fáceis nem a andar.       

 

Fiquei a pensar na facilidade com que algumas pessoas começam a correr e na naturalidade com que o fazem. Em contrapartida, para alguns o início é difícil e desencorajador, incluo-me neste lote, a evolução é lenta e gradual, 1km de cada vez, o que muitas vezes dá vontade de simplesmente desistir e partir para outra.

 

Mas o que será que separa uns dos outros?

 

Consigo apontar várias aspetos que podem efetivamente influenciar a evolução de cada um:

  1. Ponto de partida, é diferente começar com um índice de massa corporal elevado e um estilo de vida sedentário do que ser praticante de futebol ou BTT e de repente começar a correr;
  2. Historial desportivo, quem foi em jovem um atleta mais rapidamente recupera a forma e tem mais facilidade;
  3. Intensidade do treino, tipologia do treino e complementaridade da corrida com outros exercícios;
  4. Características pessoais, psicológicas e físicas;
  5. Não sei se será a forma mais correta mas alguns podem simplesmente ter o “dom” para a corrida.

É no ponto 4 e 5 que reflito com mais frequência. Claramente não me incluo no último, todas as pequenas vitórias que alcanço são conquistadas à base de muito treino, esforço e sacrifício.

Acredito que com muita dedicação, suor e um treino bem planeado podemos progredir muito, fazer bons feitos e conseguir resultados satisfatórios nas provas. Será que chega para algum dia ganhar uma prova, isso já não sei.

 

Mas às vezes encontramos alguém que começou a correr recentemente ou está a fazer a 1ª prova e, desculpem a expressão, já nos está a dar um bigode, isso, pelo menos para mim, torna-se frustrante. Isto de começar a correr e fazer logo os 10km em menos de 45minutos como se fosse a coisa mais fácil do mundo faz-me confusão.  

 

Não ambiciono ser nenhum Carlos Sá ou Armando Teixeira mas se o objetivo no início era simplesmente terminar as provas, naturalmente com o treino e a evolução comecei a ambicionar mais.

Dificilmente algum dia ganharei uma prova, pelo menos neste escalão, mas trabalho para terminar as provas dentro do quarto superior e acima de tudo para superar-me cada vez mais.

 

Será que de fato algumas pessoas são naturalmente mais propícias para a corrida? A fisionomia e a anatomia do corpo influenciam assim tanto os resultados? O fator mental também distingue quem corre mais ou menos?

Com treino e dedicação podemos todos ambicionar algo mais, ou aqueles que tem o “dom” para a corrida estarão sempre um passo à frente dos outros.

1ª impressão: Hoka One One Mafate 3 – Voar

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Por Tiago Portugal:

O entusiasmo para experimentar estes imponentes sapatos de corrida era tanto que já tinha decidido que iam ser postos à prova ao longo dos 23 km do Trail da Arrábida. Por descargo de consciência, não se deve experimentar tênis em provas, fiz, antes da prova, um test-drive rápido de 4km por Monsanto, onde deu logo para perceber que amortecimento não me ia faltar.

Estes sapatos são efectivamente imponentes, só vendo-os ao vivo e pegando neles é que temos realmente a noção do tamanho, sendo que apesar de serem pesados, a relação tamanho-peso é boa.

 

3,3cm mais alto e 25 km depois a 1ª impressão dos Hoka Mafate 3 é positiva. Os meus receios iniciais relativamente à altura ficaram dissipados, em relação ao peso são precisos mais testes. Senti muita estabilidade e conforto ao longo de toda a prova.

 

Para mim o ponto alto foi a sensação extraordinária que proporcionaram a descer as encostas da Arrábida. Bastaram 5 minutos para ganhar confiança a descer com este modelo. Pedras, buracos e afins? Nada disso me incomodou. Nunca tinha corrido tão depressa a descer, parecia que ia a “voar”. O enorme amortecimento, a aderência e a proteção são extraordinários e permitiram-me encarar todas as descidas cheio de confiança.  

 

Tivesse sido a prova toda a descer e se calhar não tinha reparado em alguns pormenores que precisam de ser revistos. Apesar de compensarem, com a velocidade com que permitem descer, os sapatos são pesados e isso nas subidas notou-se. O terreno lamacento também não ajudou. Senti por vezes que levava um tijolo cheio de barro nos pés.  

 

Apesar de ser o meu tamanho normal de sapatos de corrida, achei o sapato apertado nos dedos dos pés, o que me fez 2 bolhas. O sistema de cordões para apertar os sapatos, ao estilo dos da Salomon, também deixa a desejar e tive algumas dificuldades em apertar bem o pé. No entanto, os Hoka vem com um par de cordões tradicionais para quem quiser substituir.

 

No entanto, apesar destes problemas, irão ser a minha 1ª escolhas nos próximos treinos e provas. As sensações que dão a correr, especialmente a descer, são muito boas.

 

Além disso fazem-me mais alto.

Boas corridas…

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