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Quando em Junho deste ano terminei o Louzan Trail de 33km com vontade de correr mais, decidi inscrever-me numa prova de trail maior. A paixão pela Serra da Lousã fez-me optar, sem hesitar, pelos 42km do AX Trail, que decorreu no sábado passado. Tal como o Nuno Malcata já tinha partilhado convosco aqui, fomos em modo Running Trip com mais três amigos, que se iriam estrear na distância.

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A partida da grande viagem. Excitação.

 

Em termos de treino, embora tenha tido pouca oportunidade de correr em trilhos, sentia-me bem. Sinto que o ginásio (reforço muscular, aulas de Spinning e Body Pump), em combinação com treinos de corrida, fez-me bem. O meu espírito de “apenas quero acabar e chegar bem” ajudou-me a não stressar e a estar muito motivada nos dias anteriores à prova. No entanto, alguma insegurança persistia, razão pela qual decidi não fazer muito “barulho” nos Social Media sobre este meu grande desafio.

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Entreajuda.

 

Não querendo massacrar-vos com demasiados detalhes, a prova correu extremamente bem. Consegui descansar devidamente na véspera, algo essencial para mim, e acordei muito bem-disposta. Arrancámos em grupo, os cinco elementos da equipa, mas no km 4, ao encontrar a primeira das duas grandes paredes do percurso, rapidamente perdi pedalada e comecei a afastar-me do grupo. Sei que não sou muito rápida nas subidas, não gosto delas quando são muito inclinadas, mas sabia que nas descidas, provavelmente iria conseguir apanha-los. Assim foi e fizemos uma boa parte do percurso em grupo. Houve umas descidas fantásticas, muito técnicas e com vários tipos de piso, tal como eu adoro! Em poucas palavras, entre o km 7 e 15 fomos quase todos juntos, e no segundo abastecimento, antes da subida do inferno do “Cuco”, ainda dei um hi-five aos meus amigos, mas eles arrancaram quando eu chegueu e partir daí fiz a prova “sozinha”.

10395827_10154730247320453_6043649567676833208_n.jEscuridão e sofrimento...

 

Ainda bem que tinha trazido música que gosto de ouvir quando corro sozinha. Acredito que sem música, o km 24 ao 30 teriam sido muito mais difíceis. A subida do “Cuco” fiz nas calmas, foi horrível, chamei nomes a não sei quem e sofri à seria, mas nunca pensei em desistir. Sentia-me bem e sabia que a partir do km 30 seria sempre a descerrrrr. No topo da Serra, no Trevim, apanhei imenso frio e tanto nevoeiro que a visibilidade estava péssima. Mais um troço infernal, com um piso tao técnico que pouco conseguia correr. Finalmente comecei a sentir a descida e a partir daí senti-me muito forte, sabia que iria chegar bem, mesmo estando sozinha. Acelerei do km 30 até ao fim, até nas subidas, na esperança de conseguir apanhar a Rute, o Nuno e o João e com eles cruzar a meta, mas sem sucesso, eles chegaram poucos minutos antes de mim.

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Liberdade e felicidade.

 

O cruzar da meta foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Não consegui de todo conter as lágrimas, aliás, nem tentei. A superação é enorme, ainda maior por ter feito grande parte sozinha. Oito horas e vinte e um minutos de prova é muito trabalho físico e tanto ou ainda mais psicológico. Nem consigo descrever; é incrível.

1926801_712498042164863_3210514600116538673_n.jpgFinishers! Todos bem, sem lesões mas cheios de superações!

 

Em termos de organização, os meus parabéns à Go Outdoor, desde o levantamento dos dorsais, ao espaço envolvente da partida/meta, aos abastecimentos (gente muito simpática), ao percurso, às fitas de sinalização, aos balneários e por fim à refeição no final da prova: muito bom. O percurso, excelente, concordo com a organização: “Pelo caminho está garantida a passagem em várias Aldeias do Xisto, no Trevim (ponto mais alto da Serra da Lousã), em Santo António da Neve e em duas Praias Fluviais. Os trilhos de ligação entre as aldeias, ribeiros e miradouros são autênticos paraísos para o trail running. E, com um pouco de sorte, há a possibilidade de se correr ao lado de um veado ou de avistar outro exemplar da fauna desta serra. A vegetação, ora exuberante, ora de baixo porte permite cenários únicos e cada quilómetro terá o seu encanto.” A ideia de haver a possibilidade de os atletas de ambas as provas (100km e 42km) se juntarem na fase final e lado a lado cruzarem a meta foi uma excelente ideia para quem fazia a prova de 42k puxar pelos grandes campeões dos 100km nos últimos kms. Uma fita ou outra a mais ao longo do percurso poderia ter dado jeito devido às condições climatéricas de nevoeiro muito intenso nalguns troços da prova, mas de resto, nada a apontar!

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Um dos meus troços preferidos da Serra da Lousã. Puro prazer.

 

 A prova em números (segundo o meu TomTom Runner e Strava):

Distância: 43,1km

Desnível acumulado: 2530

Tempo de prova: 8h21min

Tempo em movimento: 6h52min

Pace: 9:35/km

Km mais rápido: 5:38/km ao km 7

Km menos rápido: 17:14/km ao km 5

Calorias: 4515

Altitude max: 1186m

Altitude min: 240m

Alimentação: 2 gels Isostar Original, 1 barra de geleia frutos silvestres, 4 pastilhas Isostar, cerca de 4 litros de água e 3 copos de isotónico, bananas, laranjas, batatas fritas e amendoins.

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The day after... recovery jogging.

 

Mais uma vez, os meus parabéns à organização. Acho que conseguiram reunir “O melhor da Lousã em 42km...”, tal como prometeram. Para o ano, lá estarei. Nos 100km não, os 42 chegam… para já…:p

 

 

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publicado às 18:00

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Já tinhamos avisado que iamos ter um treino muito especial na próxima sexta-feira, dia 24.

 

O Correr Na Cidade juntou-se ao Porque a vida não é só corrida para apoiar a Câmara Municipal de Lisboa (CML) na Corrida / Caminhada pela Igualdade.

A CML assinala o Dia Municipal para a Igualdade convidando TODAS AS PESSOAS a participar numa corrida/caminhada pela Igualdade, no dia 24 de Outubro de 2014, pelas 18h30, no Parque das Nações.

A celebração do Dia Municipal para a Igualdade pretende promover os direitos e liberdades, a igualdade de oportunidades de participação, reconhecimento e valorização de mulheres e de homens, em todos os domínios da sociedade, político, económico, laboral, pessoal e familiar, independentemente de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social, orientação sexual ou identidade de género.

Convida os teus amigos e familiares e vem caminhar 3km ou correr 5km ou 10km, para marcar este dia!

Inscrição (gratuita) em https://app.weventual.com/detalheEvento.action?iDEvento=1393 até ao dia 23 de Outubro.

 

Contamos convosco!

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publicado às 10:46

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 Por Ana Sofia Guerra:

Este é um tema que interessa a todas as mulheres que gostam de correr e que, por vezes, têm de alterar os seus treinos devido ao incómodo causado por essa fase – a menstruação.

 

O ciclo menstrual varia de mulher para mulher, de mês para mês, tanto em duração, como intensidade de sintomas. Existem vários fatores podem alterar a duração do ciclo menstrual: excesso de peso, perda de peso repentina, uso dum anticoncecional, treinos muito intensos e o stress.

 

Mas será que a menstruação afeta assim tanto a nossa performance na corrida?

 

Claro que sim!

 

Esta fase é muito mais do que uma hemorragia (perda de sangue) durante alguns dias: é um turbilhão de hormonas que aumentam e diminuem de concentração ao longo de um mês e que se repete no mês seguinte. Contudo, existem mulheres que não têm quaisquer sintomas (sortudas!).

 

Uma das maneiras mais práticas de controlar (ou tentar controlar) o seu ciclo é registar a data do 1º dia da menstruação, ovulação e próximo dia da menstruação. Mas nem sempre esta tarefa é fácil, pois existem mulheres que têm ciclos menstruais muito irregulares e que podem variar entre os 26 e os 35 dias de duração. O ciclo menstrual dura, em média, 28 dias e começa no 1º dia em que aparece a hemorragia. A meio do ciclo (ao 14º dia) surge a ovulação, ou seja, a altura em que um dos seus ovários liberta um óvulo que, caso encontre um espermatozoide, ocorre a fecundação.

 

Desta forma, pode-se dividir o ciclo menstrual em três fases importantes:

                 

Fase Pré-Menstrual – é uma das fases mais complicadas e que pode durar vários dias. Os sintomas variam muito de mulher para mulher mas, geralmente, incluem: inchaço e cólicas abdominais, dores de cabeça, náuseas, retenção de líquidos, aumento do apetite (especialmente por doces) e grandes variações de humor. Nesta fase, o ideal é evitar os treinos mais intensos mas não deixar de treinar. Opte por uma corrida mais ligeira, a um ritmo mais suave, pois o exercício vai aliviar um pouco os sintomas devido à libertação de hormonas “analgésicas” chamadas de endorfinas.

 

Fase Menstrual – nesta fase deve evitar os treinos ou mesmo corridas mais intensas. Para as mulheres que costumam ter um fluxo menstrual abundante, os treinos devem mesmo ser suspensos durante alguns dias. Esta recomendação é importante porque a concentração de hemoglobina no sangue pode baixar muito e o transporte de oxigénio para as células é reduzido. Consequentemente, há a tendência para o aparecimento duma anemia ligeira a moderada devido à perda de ferro. Durante esta fase também surgir dores de cabeça intensas, tonturas e náuseas.

 

Fase Pós-Menstrual – esta é a melhor altura para retomar os seus treinos: as dores já passaram, sente-se menos inchada e mais bem-disposta.

 

O mais importante é estar atenta ao seu corpo e respeitar os períodos de treino e de descanso. A alimentação também é muito importante porque existem alimentos que podem aliviar os sintomas da TPM (Tensão Pré-Menstrual): os frutos secos e as sementes (de linhaça, girassol, abóbora) reduzem a ansiedade e melhoram o humor; os peixes ricos em ômega-3 como o bacalhau, salmão, cavala ajudam a reduzir as dores durante a menstruação; o abacaxi reduz a sensação de inchaço abdominal.

 

E agora? Preparada para correr?

 

Boas corridas!

 

 

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publicado às 00:45

Somos vários na crew do Correr na Cidade a experimentar os Reebok One Guide 2.0, homens e mulheres. Mais tarde daremos conhecimento de como se portam este modelo de estrada para pronadores. Este é o unboxing de um dos modelos para homem:

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:20

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Por Nuno Malcata:

É amanhã. É finalmente amanhã o Trail Serra da Lousã (TSL) do AXtrail®series 2014.

 

Depois da Maratona de estrada em Sevilha no passado mês de Fevereiro, iniciei o meu percurso em trilhos com 22Km no Trail do Piodão no final de Março, na primeira Crew Trip que fiz com a Crew do Correr na Cidade. Foi uma experiência fantástica, embora muito dura, e ficou a vontade de aprender e evoluir mais para correr nos trilhos.
 

O regresso à Lousã foi feito em Junho no Louzan Trail, 33Km fabulosos onde me senti muito bem, na mais memorável prova de Trail que fiz até agora.

 

Decidido a voltar à Serra da Lousã e a evoluir em Trail, preferi, depois do Louzan Trail, não voltar a fazer uma segunda Maratona de estrada em 2014 e inscrever-me no Trail Serra da Lousã, para completar os mais de 42Km, desta vez em trilhos.

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Durante os meses de Julho e Agosto treinei bem, perdi peso, fortaleci o corpo e no final de Agosto estava a evoluir bem na preparação para o TSL.

 

No início de Setembro, com praticamente 15 dias de férias sem treinar, muito do trabalho feito perdeu-se, e no retomar dos treinos o corpo demorou a reagir e a preparação planeada não foi feita como queria.

 

Apesar de não estar tão preparado como desejava, desde o Piódão até hoje, muito aprendi, tanto tecnicamente em muitos treinos com amigos bem mais experientes, como no conhecer das minhas capacidade físicas e no lidar com as minhas limitações.

 

Testei várias vezes o equipamento com o qual vou fazer a prova,  e preparei ao pormenor a alimentação que vou fazer. As dúvidas são: em que fases da prova as pernas vão querer ceder e como vou lidar mentalmente com a mais que provável quebra física.

 

Gosto de ir com antecedência para estas provas e esta não é excepção, nesta Running Trip, da Crew do Correr na Cidade vou eu e a Bo Irik, aos quais se juntam mais 3 pessoas fantásticas, a Rute Fernandes, a Patrícia Mar e o João Gonçalves, todos estreantes na distância a realizar.

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O ambiente na preparação da viagem e tudo o que envolve a prova tem sido fantástico e a ansiedade para a prova não é grande, é ENORME.

 

Tanto para nós, como para todos aqueles que vão se desafiar nesta prova, e são muitos aqueles que vamos reencontrar na Serra da Lousã, estes últimos dias têm sido eléctricos, e não vemos a hora de iniciar a prova.

 

O desafio está aí, em enfrentar o desconhecido, sabendo que inevitavelmente vamos ter de nos superar, mas não por cada um, mas com o apoio uns dos outros, e vamos nos divertir ... MUITO.

 

Nos próximos dias diremos como correu, está tudo pronto, nós estamos prontos e tão mas tão... ansiosos. 

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publicado às 12:43

Por Ana Morais Guerra:

Confesso que andava ansiosa para experimentar um bom soutien de desporto que minimizasse o impacto com o solo durante a corrida. E a oportunidade surgiu quando tivemos o apoio da Bra&Company no evento Just Girls que fizemos no Jamor e onde foram distribuídos vouchers com um desconto para as nossas participantes.

 

A aventura começou com a ida ao atelier que a Bra&Company tem em Lisboa e onde experimentei este modelo pela primeira vez. O primeiro momento “ahhh” foi quando descobri que andava a usar um soutien que nada tem a ver com desporto ou mesmo com conforto e, ao descobrir que o número que usava estava perfeitamente desajustado ao meu perímetro de peito e copa.

 

O segundo momento “ahhh” surge quando o visto o soutien pela primeira vez e reparo que a minha postura é diferente com ele. Senti logo uma sensação de conforto e que fiquei com “tudo no sítio”.

 

Ao sair do atelier tive a sensação que a escolha dum soutien adequado é muito importante para nos sentirmos bem, confortáveis, seguras e protegidas.

 

Tal como tinha prometido no Unboxing, a primeira vez que corri com este soutien foi no evento Just Girls que fizemos no passado dia 11 de Outubro e que foi um verdadeiro sucesso, não só pelo número de participantes mas pelo entusiasmo e curiosidade com que me abordaram para fazer perguntas sobre o workshop e sobre o soutien.

 

A primeira sensação que tive quando comecei a correr com este soutien foi o conforto. Sentia-me mais segura e com uma postura mais correta. O soutien vem com um gancho para as costas que dá mais estabilidade ao peito e um aspeto mais natural. A performance da corrida também melhorou porque senti que houve uma redução nos movimentos do peito. O fato de ser da cor da pele faz com que possa ser usado com todo o tipo de cores de vestuário ou mesmo ser usado como top desportivo.

 

No final do treino reparei que o soutien estava pouco húmido com a transpiração, o que demonstra que tem um tecido respirável. Também notei que mantinha a mesma postura correta como no início da corrida.

 

O momento da lavagem do soutien também é importante. Trata-se duma peça de vestuário delicada e, por isso, não deve ser colocada na máquina de lavar. A Bra&Company disponibilizou-me uma amostra dum detergente adequado para a lavagem à mão deste tipo de peças e que deixou o soutien bem lavado, sem alterar a sua estrutura e com um aspeto de

Vou continuar a usá-lo nos próximos treinos e, brevemente, publicarei a respetiva review.


Boas corridas!

 

Imagens de frente e de lado do ANTES (sem o Bra& Company) e o DEPOIS (com o Bra& Company)

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publicado às 00:30
editado por Bo Irik às 10:17

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Por Nuno Espadinha:

 

Já aconteceu a todos nós, homens que corremos.

 
Estou a falar daquela situação incomoda, seja numa prova ou treino, de ficar com os mamilos "assados" ou mesmo em sangue devido á fricção provocada pelo contato do nosso corpo transpirado com as camisolas de corrida.
 
 
Já aconteceu provavelmente a toda a gente, seja num principiante ou atleta mais experimentado, se bem que no segundo caso, e por aquilo que percebi e por experiência própria, ao fim de alguns dias e treinos acabamos por desenvolver um calo nas zonas em causa.

 
Não há muito a fazer para o evitar, existem alguns géis lubrificantes à venda (Decathlon por ex:) que ajudam a minimizar a situação, mas pouco mais. E na altura da lesão ter o cuidado que se tem com qualquer ferida, desinfectar e colocar um cicatrizante. 
 
Em conclusão o melhor mesmo é perceber à medida que vamos correndo e tendo mais experiência quais os materiais que se adequam mais a nós e se fôr caso disso utilizar um gel para lubrificação da zona.
 
Boas Corridas!

(Nota do Editor: O Nuno não referiu, talvez porque não use o método, mas adesivos nos mamilos são uma boa solução. Para quem tem pelos no peito o melhor é cortar em volta do mamilo para os adesivos colarem, fazendo uma cruz ou um "x" com os dois adesivos. Se for bem colado, aguenta bastante tempo). 

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publicado às 16:00

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Por Filipe Gil:

 

Ok. Admito o título pode ser demasiado positivo, mas é fruto daquilo que aconteceu na realidade. Se já estou 100% livre da fascite que me afetou o pé esquerdo? Quase, mas não estou. Estou muito melhor e quase que nem me lembro que existe, é um facto. Ainda me dói um pouco de vez em quando mas gostava de partilhar convosco como foi possível “recuperar” em tão pouco tempo.

 

Em primeiro lugar há que dizer que já conheço bem os sintomas das fascites. Há precisamente um ano estava a ter a minha primeira fascite plantar - no pé direito. Isto fez com que esteja sempre mais atento a possíveis inflamações naquela zona (planta do pe). Assim, mal comecei a sentir dores – que nunca me impossibilitaram de correr, mas que são muito chatas – comecei a massajar com a bola de golfe no local da dor - e restante planta do pé - e aviso já que nas primeiras vezes dói. E não é pouco. Às massagens juntei a toma de Arnica. Abrandou muito a dor. E passadas duas semanas, quase que não existe.Mesmo!


Aliás, faço aqui uma premissa: caros leitores, se entrarem nesse mundo maravilhoso da “fascite plantar” a primeira resolução que têm de fazer é ganhar paciência. Isto não mata mas dói, e mói. Parece que passa rápido, mas não passa. E é uma dor ou impressão que o poderá acompanhar para os próximos meses.

 

Voltando à prosa. Como percebi que estava no início da lesão liguei de imediato à Dr. Sara Dias, naturopata, que me ajudou a curar a 1ª fascite e marquei uma sessão no espaço Saúde de Corpo e Alma, em Oeiras.

Lá, a Dr.ª Sara reavaliou confirmou que era fascite, e tratou – com massagem miofascial e com Moxa (uma planta natural utilizada numa técnica japonesa designada por Okyu).

 

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Saí de lá aliviado, quase sem dores. Entretanto já corri várias vezes, em trilho e em estrada. Voltei a usar única e exclusivamente ténis para pronadores e nos ténis neutros que tenho sempre com uma palmilha para pronadores da ironman.

 

Resumindo: assim que tiverem sintomas que persistem na planta do pé, procure um especialista (naturopata, podologista, etc.) que o possa tratar e que seja honesto consigo, uma vez que nisto da fascite não há curas milagrosas. É melhor fazer isso do que andar pela Internet à procura de informação.

 

Tenha também a consciência que não vai sair da consulta curado/a. Da primeira vez tive uma fascite foram cerca de 5 sessões e outras tantas semanas. É preciso paciência. Mas há um grande trabalho de casa a fazer. Alongamentos da fáscia através de exercícios simples e caseiro (voltamos a este assunto num post futuro). E já escrevi que é preciso paciência??

 

A fascite plantar é muito mais recorrente do que se possa pensar. Mas não deve ser menosprezada. Uma fascite no início é muito, mas muito fácil de tratar e podem ser semanas poupadas sem dor. E, muito importante, para os “estreantes” nestas andanças, vejam se estão a calçar os ténis apropriados para a vossa passada. Se não souberem, façam o teste da passada numa loja da especialidade (Sport Zone Vasco da Gama ou Colombo ou El Corte Inglés).

 

Boas corridas e de preferência sem fascites.

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publicado às 00:30

Por Bo Irik:

 

Poderei experimentar os Reebok All Terrain Super, a aposta da marca para quem gosta de sentir os trilhos. No unboxing a fiquei um pouco preocupada, pois acho os ténis demasiado bonitos para levá-los para os trilhos! Super leves e desenhados para longas distâncias, parecem perfeitos para mim. Para já, segue o unboxing (algumas fotos já depois de estreá-los).

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publicado às 14:00
editado por Correr na Cidade a 14/10/14 às 11:25

Por Liliana Moreira e Andreia Fernandes:

 

No dia 9 de Outubro, quinta-feira passada, mesmo sob chuva intensa deu-se mais um dos nossos treinos semanais com o tema “Lisboa em Alta”, num percurso surpresa que se iniciou perto da Quinta das Conchas, Lumiar. Pedimos o relato do mesmo a uma das mais recentes presenças assíduas dos nossos treinos, a Andreia Fernandes:

“Foi passado dia 9 de Outubro que se realizou mais um treino organizado pelo grupo Correr na Cidade. Confesso que fiquei muito surpreendida e contente quando me abordaram para falar desta minha experiência e sobre esta atividade.

Milhentas ideias surgiram ao mesmo tempo antes de começar a escrever. Como descrever todos estes acontecimentos que têm surgido? Afinal de contas ainda não fez um mês que a corrida surgiu na minha vida e a mudou para algo muito melhor. Se hoje corro como corro muito o devo à motivação e ajuda prestada por esta grande equipa.

Deste modo, na passada quinta-feira, aconteceu mais um dos nossos treinos semanais, desta vez, organizado pela Bo Irik e pela Liliana Moreira. Quinta das Conchas foi o cenário escolhido para esta nossa aventura. O que nos esperava seria um percurso surpresa e uma nova experiência pelo menos para mim...correr à chuva! Foi nesta altura que senti o meu maior receio em relação a este treino, estávamos a ouvir o briefing e a fazer os exercícios de aquecimento, quando começou a chover...uma chuva que prometia não nos abandonar mais...!

Nesse momento a minha cabeça foi invadida por pensamentos tais como: a possibilidade de ficar doente; de poder escorregar; de algo poder correr mal; contudo, agarramos em todas as forças e lá fomos nós! À medida que íamos avançando ao longo do percurso melhor me sentia, aquela chuva refresca o corpo e a alma (acreditem, parece de loucos - eu também o achava- mas é um sentimento que só se obtém vivenciando).

No geral percorremos um trajeto quase todo ele plano, em que experienciamos todo o tipo de pisos, desde treino em estrada, trail e até uma novidade: o fato de podermos dar umas voltas na Pista de Atletismo Municipal Prof. Moniz Pereira! O sentimento que nos invadiu ao pisarmos aquele bocadinho de piso foi incrível.

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Após esta experiência, fomos circulando ao longo da cidade até chegarmos à Quinta dos Lilases e, aí sim, deparamo-nos com um ambiente menos iluminado, repleto de natureza no seu estado puro, foi um misto de sentimentos neste momento.

 

Fomos descobrindo os aromas a eucalipto, o terreno térreo, as áreas repletas de escuridão que iam sendo invadidas apenas pelos nossos frontais. Houve um momento em que olhei para trás e vi uma imagem linda, pois, no meio do jardim só se viam pequenas luzinhas (semelhantes a pirilampos) num efeito brilhante causado pelos nossos frontais...acreditem que é incrível como dentro da cidade se podem experienciar estes momentos...pareceu que o mundo parou por momentos e deu para nos abstrairmos que nas ruas ao nosso lado ia ocorrendo a loucura e euforia do dia-a-dia.

 

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Durante o treino o ambiente foi (e é sempre!) de uma alegria geral! As conversas vão surgindo, as piadas que se contam, a força que se transmite uns aos outros é qualquer coisa mística. Este é um momento em estamos todos a rumar pelo mesmo, não há competições, não há ninguém melhor que ninguém, somos todos iguais, pessoas que se juntam com o mesmo fim...correr para se divertir e para serem felizes.

Quando chegamos à nossa "meta", senti-me muito feliz, consegui vencer um dos meus medos - correr à chuva. A alegria entre nós é geral. O treino acaba com rostos sorridentes de satisfação e alguma superação e com olhos brilhantes a pensar no próximo treino. Este foi sem dúvida mais um evento bem organizado e muito bem-sucedido.

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Não foi fácil ter chegado até aqui, foi uma opção complicada de tomar. Por vezes, surgem muitas desculpas até conseguir iniciar, mas garanto que a satisfação é garantida. Se houver alguém desse lado que esteja como eu estive antes de começar, espero que este texto sirva para encorajar a dar o primeiro passo, porque o segundo e os seguintes serão dados com a ajuda desta equipa maravilhosa.

 

Um dos pontos que me fascina neste grupo é o fato de haver tamanha generosidade por parte dos membros que o compõem, pois, dispendem tempo das suas vidas para organizar estes treinos sem ganhar nada em troca - no meu ponto de vista este também é um tipo de solidariedade - o fazer algo por alguém, seja aquilo que for, até porque quando podemos dar algo de nós estamos sempre a ajudar os demais.

Obrigada Correr na Cidade por este treino, por todos os que já passaram e os que estão por vir. Por toda a força, por toda a ajuda e por toda a motivação. Que venha o próximo treino, pois, cá estarei com este sorriso e alegria.”

 

Nota final por Liliana Moreira:

 

A ideia de passarmos por esta pista baseou-se apenas numa única premissa, expormos alguns dos nossos amigos a este tipo de piso e instalações, já que nem todos fazemos treino específico do ponto de vista da técnica de corrida. Além disso, no âmbito do atletismo, é um ponto de interesse relevante da zona geográfica que estávamos a explorar neste treino e que decerto muitos desconheciam.

 

Assim, faço um grande agradecimento à Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa do Diretor Técnico da Pista de Atletismo Municipal Prof. Moniz Pereira, o Sr. Júlio Reis, que tão pronta e simpaticamente nos permitiu disfrutar, por breves instantes, destas instalações. A sua disponibilidade para nos facilitar o acesso e acolher neste espaço foi total! Ficamos realmente muito bem impressionados.

 

Deixo também uma palavra de agradecimento aos responsáveis das equipas federadas de atletismo que, não só nos receberam muito bem como nos deixaram co-habitar em total harmonia com os seus atletas em pleno treino.

 

Por fim, foram 11km de treino calcorreados em diferentes tipos de piso, tivemos de tudo um pouco, desde calçada e alcatrão ao tartan e trilho arenoso.

 

Agradeço a presença de todos os participantes, pela sua força e empenho mesmo sob as condições meteorológicas adversas que se fizeram sentir!

 

Mais informações sobre a Pista de Atletismo Municipal aqui.

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publicado às 07:00


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