Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Por Pedro Tomás Luiz:

 

Quando, em crianças, começamos a dar os primeiros passos, rapidamente aprendemos que se queremos andar, o cair e o levantar têm de fazer parte da nossa rotina.

 

Ao crescemos somos moldados para olharmos apenas para os sucessos… escondendo, escamoteando, encapotando tudo o que seja fracasso, perdendo assim a oportunidade de aprendermos e de ajudarmos outros a aprender.

 

Escrever sobre um DNF (Did not Finish) é sem dúvida uma tarefa difícil, penso que não só para mim, mas para a grande maioria da blogosfera e das redes sociais (artigos com este tema são escassos e sua proporção deve ser de 1/500 em relação aos que contam histórias de sucesso).

Daí o tempo que este post  demorou a fazer… foi o exorcizar de alguns demónios.

 

Prólogo

O UTDP, com os seus 62km e +/- 4500 de D+, era para mim o maior desafio do ano. Depois de uns esforçados Abutres e de um bom desempenho no Piodão, quase três meses de treino davam-me a confiança e a certeza que havia de superar com sucesso este desafio.

 

Fui vendo o nascimento da prova e em contato com o André (da organização do UTDP), há já longos meses, dado que o CnC era media partner da prova, pude constatar in-loco a extrema dedicação, carinho e cuidado com que esta estava a ser preparada.

 

A Prova e a Organização

Podia continuar a “bater” no ceguinho, neste caso a organização, e dissertar acerca de como as marcações são vitais para o sucesso de uma prova, mas tudo o que tinha a dizer fi-lo diretamente ao organizador, ou seja:

  • Usar batedores antes do início da prova, dá outra margem de segurança que poderia ter evitado o engarrafamento inicial. Não impede o boicote de gentes locais nem de corredores pouco escrupulosos;
  • Espaçar menos as fitas dá outra segurança aos atletas, bem como o uso de tinta biodegradável poderia ter permitido melhores indicações;
  • Elementos da organização junto dos pontos críticos, como era por exemplo a divisão entre a Ultra e o Trail longo.

De resto, a serra é brutal, a paisagem é arrebatadora, a subida do rio é das mais bonitas que alguma vez fiz, notou-se o empenho e o cuidado na escolha dos caminho e o esforço para se percorrer o máximo de single tracks possíveis. Tenho a certeza que foram abertos uns bons km de trilhos, para simplesmente dar aos atletas a possibilidade de desfrutar de sítios quase inacessíveis.

 

Os abastecimentos, ao contrário de algumas reviews que fui lendo, eram mais do que suficientes, compostos do necessário e nos km previamente divulgados. Abastecimentos ≠ espaços de degustação gourmet onde os atletas podem abancar e enfardar toda a comida que lhes couber no bucho até não conseguirem mais correr.

 

Quando no abastecimento do km52 decidi desistir, esperei 10m por um carro, que me levou até Cinfães… penso que está tudo dito, comparando com algumas provas, onde quem desiste vai no carro vassoura.

 

A minha Prova

A minha prova teve como qualquer Ultra, altos e baixos, “morrimentos” e renascimentos. Com os primeiros 20km bastante difíceis, muito técnicos e com muito D+, optei por uma abordagem mais conservadora, não investindo demasiado neste início. O percurso era como já disse, maravilhoso, inserido numa paisagem de cortar a respiração.

 

O segundo terço da prova foram basicamente estradões, já com o sol bem alto e temperatura a apertar. Segui num ritmo abaixo do que tinha programado (o calor e o pouco descanso do dia anterior não estavam a dar a opção de perdão) mas relativamente confortável, apenas com o estomago a dar umas voltitas, mas sem náuseas.

 

Até que… surge a malfada dor no arco plantar do pé esquerdo… primeiro uma moinha que me fez baixar o ritmo e ser “graças a Deus” apanhado pelo Paulo Reis do Run Baby Run, que me literalmente rebocou até ao abastecimento do KM47. Aí tomei um bom banho alimentei-me  e segui com o Paulo. Exceção feita à “moinha” fisicamente estava bem, o caminho era sempre a subir, mas o ritmo era bom, a comida tinha-me animado e o ir acompanhado tinha sido melhor que qualquer gel que pudesse ter tomado.

 

Três km feitos e a dor agudiza ao ponto de qualquer movimento quase me levava as lágrimas.

 

Fui gerindo, com a ajuda preciosa do Paulo, aquele entrave e começou a desenhar-se na minha cabeça, que talvez não fosse acabar. A subida a custo foi-se fazendo, mas quando cheguei à descida, tive de tirar os bastões e apoiar-me para descer, a dor ficava 100 vezes pior a descer.

O Paulo foi-me apoiando e animando, mas assim que o abastecimento do km 52 ficou à vista, literalmente obriguei-o a deixar-me e a seguir o caminho dele (não foi fácil).

 

Sozinho, com o abastecimento a sensivelmente 1km… foi a vez de começar a fazer o meu luto da prova… sabia que não ia acabar… a dor era insuportável. Pensei em todo o trabalho que realizei, pensei onde poderia ter falhado… senti-me triste. Obvio, não era o fim do mundo, eu não vivo disto (embora me alimente disto) mas aquele sentimento de ver o fim da linha a aproximar-se… 

 

Em esforço lá cheguei ao km52, sentei-me no banco de pedra, descalcei-me e avaliei o pé… disse: Bom, acabou! Amigo, mande lá vir o carro vassoura e dê-me uma mini que estou cheio de sede.

 

Epilogo

O que aprendi?

  1. Quando se tem que enfrentar 360km e quase quatro horas de viagem é mandatário chegar com pelo menos um dia com antecedência. Ter chegado demasiado “em cima”, ter jantado à pressa e ir a “correr” para o hotel não foram a melhor opção. Valeu efetivamente ter ido para um hotel (consegui dormir umas 4 horas), dado que quem dormiu em solo duro teve, como de resto é expectável, pouco descanso;

  2. O meu biorritmo às 06:00, mesmo tendo realizado um esforço para regular para a hora da partida, não tem nada a ver com o que tenho às 09:00 da manhã. As duas primeiras horas senti-me bem preguiçoso, valeram os “mergulhos” nas águas geladas do rio;

  3. Ter confiança em todo o material foi um fator muito positivo. Valeu cada hora que dispensei a preparar e arrumar tudo o que necessitava. Isto permitiu-me que não houvesse nenhum esquecimento, nem nenhuma surpresa de última hora. Estar familiarizado com todo o nosso material (sapatilhas, meias, calções, t-shirt, mochila, comida etc… ) é meio caminho andado para superarmos os desafios a que nos propomos;

  4. Estar mais do que alertado para o fim-de-semana de calor que se avizinhava, bem como saber que o meu corpo, graças a este Verão esquisito, não estava minimamente adaptado, levou-me a ter reforçado a hidratação nas semanas que antecederam a prova, bem como a carregar mais água ao longo de toda a prova. O resultado foi o esperado, consegui manter a hidratação (ter a capacidade de urinar é um bom sinal :D)  e apesar da lesão: 1) não tive nenhum golpe de calor; 2) não tive de ir para o hospital para ser hidratado por via endovenosa; 3) na segunda-feira dia estava fresco, fofo e a andar de bicicleta como se nada se tivesse passado;

  5. A hipertermia… essa sensação nunca antes experimentada, em que se sente o corpo a explodir de tão quente… valeram uns mergulhos no rio e o famoso banho de mangueira no km 47;

  6. Saber quando desistir é tão importante como saber quando continuar. Em conversa com o meu treinador ele perguntou-me o que eu preferiria “ter forçado, acabado e ficar um ano sem correr? Ou desistir e dali a um mês estar outra vez em força?” Resposta obvia… pelo menos para mim foi…

Lanço o repto… se quiserem partilhar as vossas aprendizagens nos vossos DNF, adoraria ouvir e aprender… 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:45

Passatempo: Meia Maratona de Coimbra

por Bo Irik, em 24.07.14

 

Gostam de Correr na Cidade? Gostam de Coimbra?

 

Então este passatempo é para vocês!

 

O Correr na Cidade tem o prazer de convidar dois leitores (que poderão convidar um acompanhante) a participar na Primeira Corrida do Conhecimento em Coimbra! Os vencedores poderão escolher entre as três provas: a Meia Maratona, a Mini Maratona (10km) ou a caminhada de 6km. Mas como é que podem ganhar dois dorsais deste passatempo? Nada mais fácil!

 

1 - Fazer “like” na página de Facebook da Corrida do Conhecimento.

2 - Fazer “like” na página de Facebook do Correr Na Cidade.

3 - Enviar uma foto tua que transmita a essência de Coimbra – conhecimento, estudantes, cerveja, Mondego, etc (não necessariamente corrida, sejam criativos!) por  email (run@corrernacidade.com) até ao final do dia 27 de Julho (domingo).  

 

As quatro melhores fotos - escolhidas por este blogue - irão estar em votação no Facebook do Correr na Cidade entre 2ª feira, dia 28 de junho, e as 23:59 de 6ª feira, dia 1 de Agosto. As duas fotos que tiverem mais votos (likes) ganharão os convites duplos para prova (qualquer distância). Os vencedores serão anunciados no sábado, dia 2.

 

Para mais detalhes sobre a prova, consulte o site oficial

 

Atrevam-se e venham correr na Cidade do Conhecimento!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:00

Review: Merrell AllOut Rush

por Nuno Malcata, em 23.07.14

Como já vos tinha "falado", após alguns treinos com os Merrell AllOut Rush e ter ficado muito contente com o comportamento deles, decidi fazer o teste final no Louzan Trail no passado dia 21 Junho.

 

Tinha prometido a Review final dos ténis para a semana seguinte, mas confesso que não publiquei a mesma por falta de fotografias (bela desculpa, eu sei).

 

Os treinos que fiz com os  AllOut Rush antes do Louzan Trail foram inferiores a 3h, e sabia que nos 33Km ia demorar bastante mais, pelo que as dúvidas que tinha relativamente aos ténis era se ao fim de 4/5h os pés estariam massacrados e se os ténis se adaptariam a todos os terrenos por onde íamos passar, sobretudo nas partes mais molhadas.

 

No teste final no Louzan Trail os Merrell AllOut Rush passaram com distinção. Passaram por ribeiros onde mergulharam e secaram rapidamente, durante toda a prova mantiveram o conforto, e que conforto, sem qualquer ameaça de bolhas, a aderência aos vários tipos de terreno foi fantástica, apenas escorreguei duas vezes a descer em caruma molhada com raizes, o que me valeu umas belas quedas cómicas, mas mais por azelhice do que por culpa dos ténis.

Já os usei mais vezes, fiz um treino longo em Sintra, numa manhã completamente encharcada, sem qualquer problema, e de treino para treino ganho ainda mais confiança nos ténis e sinto que posso arriscar sempre mais, sobretudo a descer, que os ténis respondem à altura.

 

Embora sendo esta uma review, e não uma ode aos Merrell AllOut Rush, a quem, como eu, está a dar os primeiros passos na sua evolução em trail, penso que o importante é conhecer o comportamento de um modelo que desconhecemos, e para mim os pontos mais fundamentais nuns ténis de trail, são o conforto e a aderência, e são estes os principais pontos que vos falo nesta conclusão final da minha experiência de utilização dos AllOut Rush.

 

Sendo uns ténis de filosofia barefoot (passada natural) à qual a Merrel aderiu nesta coleção dedicada a trail, com um drop de 6mm, este modelo específico adapta-se a quem, como eu, ainda não tem a técnica de passada perfeita, tendo um pouco mais de suporte que outros modelos, e posso afirmar que no meu caso, me têm ajudado a melhorar esta técnica, o que trás claros benefícios para evitar lesões futuras.

 

Para o bom conforto que já falei contribui o tecido em que são feitos, a excelente caixa para os dedos, o sistema de atacadores que abraça o pé e permite o ajuste perfeito, além dos reforços existentes que protegem o pé quando existem embates mais fortes em ramos ou pedras. Na construção apenas gostava que a língua fosse um pouco mais comprida para melhor ajuste no peito do pé. A camada intermédia Uni-Fly entre o pé e a sola permite um conforto adicional pelo bom amortecimento que fornece, mantendo a leveza, são uns ténis bastante leves.

 

A sola usa a tecnologia M-Select Grip, com áreas distintas onde se destacam os ressaltos redondos de 5mm multi-direcionais que propocionam uma aderência fantástica em todo o tipo de terreno que experimentei, e foram vários.

Concluindo, a avaliação que faria após o Louzan Trail é a mesma que faço agora, os Merrell AllOut Rush são excelentes a TODOS os níveis, alertando desde já que é a minha experiência pessoal de utilização dos ténis, dado que a minha base de comparação é ainda muito diminuta e não tenho conhecimentos técnicos suficientes para avaliar ao pormenor cada detalhe dos mesmos.

 

Pontos positivos:

- Leves

- Confortáveis

- Boa adêrencia

 

Pontos negativos

- Difícil de indicar pontos negativos no meu caso, mas são claramente uns ténis de trail para quem quer correr cada vez mais de forma natural, prescindindo um pouco de algum amortecimento, o contacto com o solo e o relevo é muito mais direto do que outros modelos de outras marcas com mais amortecimento, não sendo um ponto negativo, achei inclusive que esta caracteristica me tem permitido evoluir tecnicamente, é uma chamada de atenção para quem também está a começar e gosta de pantufas fofinhas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:15
editado por Bo Irik às 15:01

Vem treinar connosco!

por Correr na Cidade, em 23.07.14

Queres treinar com a crew do Correr na Cidade? Sim? Então, basta apareceres nos nossos treinos!

A partir de agora, no menú acima tens um novo tab "Treina Connosco" onde podes consultar o nosso calendário de treinos para as próximas semanas. Os nossos treinos são sempre diferentes e com tipologias de treino díspares: de city trail a corrida em estrada junto ao rio Tejo, de trail running a longões (20K), de soft trail no Jamor a trilhos mais duros em Monsanto.

 

Para além disso, muitas das vezes temos convidados especiais. Corredores amigos que desenham percursos de próposito para os nossos treinos.  

 

Os treinos são gratuitos e são guiados pelos membros do Correr na Cidade. Contudo, são feitos em total autonomia, sem seguro e cada participante é responsável pela sua integridade física. Mas, mais importante de tudo, quem vier que venha para se divertir e superar.

 

Próximo treino:

 

Dia 24 de julho (5ª feira)

Ponto de Encontro: Praça de Espanha (junto às paragens da rodoviária)
Hora do encontro:18:45

Hora da partida:19:00

Percurso: Da Pç de Espanha à Graça, Rossio e regresso ao local de partida

Tipologia do treino: City Trail

Ritmo: Ninguém fica para trás!

 

Confirmações de presenças e esclarecimento de dúvidas aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:30

Race Report: À conquista do Douro (e Paiva, claro)

por Correr na Cidade, em 23.07.14

Por Stefan Pequito

 

O Pedro Tomás Luiz, o Tiago Portugal e eu já andávamos há algum tempo a namorar esta prova, o Ultra Trail Douro e Paiva (UTDP). Correr naquelas zonas foi, e é, um sonho. Como alguns leitores já sabem tive azar no Louzan Trail e fiz uma entorse no pé esquerdo. Logo após a lesão vi com algum perigo a minha participação no UTDP. A recuperação demorou cerca de três semanas.

 

1 semana e meia a curar, a fortalecer e a desinchar. Tive a sorte de ter conhecido o Doutor Carlos Coelho, no Camp do Armando Teixeira, para além de osteopata é ultra maratonista e sabe bem reconhecer as queixas dos atletas. Deu-me uma grande ajuda (enorme mesmo) na minha recuperação. Com uma semana e meia de treino mais à seria tive a perfeita noção que não foi o suficiente para estar bem preparado para o UTDP, mas arrisquei. No sábado, dia 12 de Junho, arrancamos para o Douro, cada um de nós(eu, Pedro e Tiago) com um objetivo diferente.

 

O meu era  tentar ficar nos vinte primeiros lugares e fazer a distância em nove horas, no máximo. A viagem para o Douro fez-se bem e ao chegar a Paiva vimos logo as “barraquinhas” com as lojas, mas como chegámos uns minutos mais tarde já não conseguimos levantar os dorsais, mas não houve stress. Eu e o Pedro encontrámos muito pessoal conhecido, desde o João Borges, Paulo Tavares entre outros. Jantámos os 3 com o João e bem, um belo bife com massa, comida de atleta, LOL. Depois descontraímos um pouco a ver o jogo do Brasil com a Holanda e lá fomos dormir no solo duro do pavilhão desportivo da escola local.

 

Resumindo, eu só dormi 1 hora pois às 3.30 da manha já estava de pé a tomar um banho e a preparar-me. Tomamos o pequeno-almoço e arrancamos para ir apanhar o autocarro que nos levaria até à partida. Até aqui estava tudo bem para a 1º edição, tudo bem organizado, estava a gostar bastante.

 

Chegamos à partida e esperamos pelas 6 da manhã para arrancamos. Deu-se a partida e tentei logo arrancar forte e manter-me perto dos cinco primeiros, o que consegui até ao 3º km, e aí deparei-me que não havia fitas... estranhei ainda gritei para a frente para os outros cinco mas eles não ouviram e voltei para trás a avisar que não havia fitas, aí começou a 1º confusão.

 

Alguém tinha mexido nas fitas e aquilo tornou-se um pandemónio. Perdeu-se muito tempo, quando dei por mim estava quase em último e tinha apenas umas 10 pessoas atrás de mim. Tinha passado de 5º para a cauda da corrida. Fiquei algo chateado na altura pois tinha muito para recuperar como muitos que seguiam atrás de mim. Ainda por cima a seguir passamos por um single track, lindo sem duvida, mas que não dava para ultrapassar ninguém. Só quando “abriu” um pouco é que tive de aproveitar e gastar muita energia para ultrapassar quase 100 pessoas ou mais.

Fui seguindo até que me deparei com outra situação estranha, entre o km 10 e o 15 uma seta no chão mas com o percurso fechado com uma fita. Como havia fitas em outra direcção segui. Ao chegar ao “meu” km 22 deparei-me com o André Rodrigues chateado e não percebi o que se estava a passar até chegar ao ponto de abastecimento, o que era estranho pois não estava assinalado abastecimento naquele km no meu mapa.

 

Disseram que estava no km 30 que tinha havido asneira lá atrás, alguém tinha fechado o percurso por onde tínhamos de passar, e mandado todos para o percurso do trail de 30km... Aí percebi o porquê do André estar chateado, até eu que fiz menos 7km fiqueii, já era o 2ª erro na prova, o que desmoraliza.

 

Além dos erros os meus Asics Fuji Elite não estavam a ajudar em nada. Arranjei “boleia” do José Figueiredo que me fez companhia até ter “apetite” de arrancar novamente e lá fui eu... Um pouco mais à frente.... perdi as fitas novamente e fui parar ao início de uma subida que já tinha feito. Toca a voltar para trás e andar à procura das fitas. Eu e mais uns cinco corredores conseguimos encontrar as fitas e arrancámos, tendo novamente de acelarar para recuperar posições. Voltei a encontrar o José e “desliguei” um pouco da prova e fui a conviver um pouco.

Ainda tivemos a companhia do Paulo Nogueira durante um pouco mas como estámos bem tentámos subir algumas posições. Depois dos 45 Kms ficou muito calor e faltou-me água, armei-me em esperto e arrisquei. Ia-me tramando, depois do km 40 foi sempre a subir perto de D+1000, sempre ao sol e com cerca de 30 graus. Perto dos 50km tivemos o último abastecimento onde até havia cervejas, que não bebi por opção. Arrancámos a pensar que eram 8 km sempre a descer.

 

Fomos “enganados”. Descemos pouco mais de 1 km depois subimos mais de 3Km,  numa altura onde já tinha duas bolhas nos dois dedos mindinhos, a sapatilha não estava a escoar a água bem, para além de não aderir a nada. Com o calor, cada ribeiro que passávamos molhámos a cabeça, eram já 15h da tarde e estava mesmo muito calor.

 

Quase a chegar ao fim, entrámos numa área de floresta linda de morrer quase sempre a descer, e aproveitei para "soltar os travões" até à meta.

 

Foram cerca de 3 km sempre a abrir até ao fim. Cortei a meta com 9 horas e 2 minutos, em 20º da geral e 10º da categoria mas com um sentimento de tristeza pela prova não ter corrido a 100%, pelos enganos da organização, pelas pessoas que arrancaram fitas e as colocaram em outros sítio, o que é muito triste, e por causa dos problemas com as sapatilhas da Asics que não são boas para provas longas e com água, têm alguma falta de estabilidade, como comprovei com outros corredores.

 

Mais tarde soube que o Pedro (Tomás Luiz) tinha contraído uma lesão aos 40km e  teve de abandonar a provar no abastecimento dos 50Km, fiquei triste pois sabia o quanto ele se tinha preparado para esta prova.

 

O Tiago acabou aos 40km, mais 10km do objectivo dele pois está a treinar para o Ultra Trail da Serra Nevada e não quis abusar.

 

Resumindo, a prova é Brutal em termos de localização, a organização é boa mas tem um longo caminho a percorrer para melhorar alguns aspectos, sobretudo nas marcações do caminho - não querendo ofender ninguém da organização. Por exemplo, o André  Oliveira andou sempre preocupado a tentar emendar o que se tinha passado, nem tudo foi mau.

 

Fica um conselho: fitas amarelas são difíceis de ver e ajuda aos enganos.

 

Para esta altura do ano o calor foi tramado, eu aguento bem, mas acredito que houve gente que não tenha gostado.

 

Se tiver oportunidade, voltarei em 2015.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 07:00

Review: PUMA Faas 300 v3 WN

por Bo Irik, em 22.07.14

 

 

PUMA combina equipamentos de alto desempenho com designs exclusivos. Concordo. A marca alemã está progressivamente a conquistar lugar no mundo da corrida. A família Faas tem sido o grande motor desta conquista. Perfeitos para qualquer corredor, projetados para oferecer eficiência, cada membro da família Faas proporciona uma caminhada suave. Com modelos para todos os tipos de corpo e formas de andar, a família Faas oferece opções para todos.

 

O site da PUMA tem uma aplicação interativa para definir qual o membro da família Faas mais indicado para cada corredor. Penso que esta aplicação é muito útil e funcional. Começa por definir qual o nível de amortecimento pretendido. A escala de amortecimento FaasFoam, de 100 a 1000, irá ajudá-lo a escolher o calçado ideal para você. Para uma corrida minimalista, selecione um número mais baixo de amortecimento FaasFoam. Para uma caminhada com mais amortecimento, selecione um número mais alto na escala FaasFoam.

 

Eu selecionei o 300, pois gosto de ténis mais minimalistas mas ainda estou numa “fase de aprendizagem”. Na gama 300 há 3 modelos, tanto para homem e para mulher: o “neutro” (os meus), o “trilha” para trilhos e o novo modelo “estabilidade”. Nesta gama não existe o modelo “corrida” que existe noutras gamas.

 

Assim que calcei os ténis pela primeira vez, notei o drop relativamente elevado para sapatilhas designadas minimalistas, pois é de 8mm. Esta sensação do drop demasiado elevado persiste e tem me causado algum desconforto na planta frontal do pé em treinos mais longos (deve ser do drop elevado em combinação com pouco amortecimento). Curiosamente, o modelo “estabilidade” tem um drop muito mais reduzido, de apenas 4mm.

 

O revestimento da sapatilha é muito moderno e o facto de ser sem costuras permite “perfeição e leveza no suporte e um melhor ajuste”. Concordo com o ajuste mas parece-me que esta tecnologia pode por em causa a durabilidade do revestimento que já apresenta algum desgaste. O futuro o dirá. Os Faas 300 têm algumas especificidades para mulheres: parte dianteira do pé assimétrica desenvolvido para um ajuste melhorado e mais elegante e a área do joanete tem menos camadas para acomodar melhor os joanetes. Concordo.

 

Tenho vindo a usar os Faas em treinos de séries e rampas, no ginásio e, após alguma habituação, também em treinos mais longuinhos. Assim, atrevi-me a experimentá-los em prova; nos 15km da Corrida das Fogueiras. Comportaram-se muito bem, fiz um bom tempo e não me causaram bolhas, apenas a tal impressão na planta frontal do pé, que foi acentuada devido ao piso irregular (os troços de alcatrão em mau estado e calçada não ajudaram). Gostei da experiência e por isso usei-os num treino de quase 20km há duas semanas, onde mais uma vez, apenas persistia a queixa da planta do pé. Acho que me vou ficar por treinos até os 10km… na verdade, é para isso que estes ténis foram desenhados.

Na Corrida das Fogueiras, reparem nos refletores na imagem da esquerda (fotos por: António Luís

Segue o meu veredicto final, sem entrar em grandes especificidades técnicas (que podem ser detalhadamente consultadas aqui).

 

Pontos positivos:

# São realmente leves e rápidos;

# Dão-se muito bem com o calor, pois respiram bem;

# São muito flexíveis;

# Os refletores, em toda a sapatilha, são excelentes para sermos vistos em treinos durante o final de dia, como costumo fazer;

# Este modelo feminino é realmente feminino, ficando muito elegante no pé. São os únicos ténis que também uso em contexto casual.

 

Pontos negativos:

# Por mim, o drop poderia ser mais reduzido. Os 8mm contrariam um pouco o “natural running” que este modelo ambiciona proporcionar com pouco amortecimento;

# Muito confortáveis, mas na calçada portuguesa e pisos mais irregulares podem provocar uma sensação menos agradável no contacto com o solo na planta frontal do pé;

# Os cordões são excessivamente compridos;

# Tenho algumas dúvidas em relação à durabilidade do revestimento da sapatilha que já apresenta algum desgaste enquanto a sola Faas se encontra quase novinha;

# O estilo “natural running”, não necessariemente o ténis em si, não é para todos. Para corredores habituados a ténis com maior amortecimento e controle de estabilidade ou mais pesados, a adaptação a este tipo de sapatilhas deve ser gradual e cuidadosa. Felizmente a família Faas tem opções para todos!

 

Após a boa experiência com estas sapatilhas fiquei com coragem e curiosidade de “minimalizar” ainda mais a corrida e aventurar-me nos Faas 100 com um drop de 0mm. Aguardarei os saldos! :) 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:50
editado por Correr na Cidade a 21/7/14 às 14:26

Recordar o Louzan Trail

por Correr na Cidade, em 22.07.14

Partilhamos com os nossos leitores algumas das nossas memórias da "Crew Trip" que fizemos ao Louzan Trail deste ano. Um fim-de-semana muito bem passado, com boa comida, grande risadas, grande cumplicidade e, claro, com corrida - e nos trilhos. Partilhamos convosco a nossa alegria de três dias dedicas à "família" da crew do Correr na Cidade.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 07:00

Twiinkly – uma app para corredores

por Correr na Cidade, em 21.07.14

Conhecem a app Twiinkly, uma rede social, estilo Twitter, exclusiva para corredores? Se não conhecerem vão passar a conhecer, pois o Correr na Cidade entrevistou um dos criadores desta app, o corredor Martin Gaffuri. Saiba tudo sobre a Twiinkly.

Nota: nestas entrevistas internacionais preferimos manter a entrevista em inglês, para não se perder nada aquando da tradução.

 

What’s Twiinky?

Twiinkly is a new media, like Twitter but with photos. It allows people to share photos during a sport event. All the photo are displayed live on a timeline visible by all users, allowing live coverage of the event.

 

When and why did you created Twiinkly?

I had the idea of Twiinkly when I raced TransVulcania in mai 2013. So many people took photos of me during the race with their smartphone, it was impressive. But when I looked for them to illustrate my race report, I was never able to find them. In November 2013 I decided to co-create Twiinkly with Christophe Delalande, and soon after Romain Humbert joined us. So we created Twiinkly to be the three musketeers of live photography sharing with this vision : "one for all, all for one".

 

What’s Twiinkly main goal? A social network for runners?

The main goal of Twiinkly is to allow all spectators to get involved in the race or the event they are watching. Through photos, they share the emotion they are experiencing as the event unfolds. A picture is worth a thousand words, and Twitter only offers 140 characters... It had become obvious for us that Twitter wasn't enough to share beautiful emotions. We created Twiinkly to fill this need.

First we are offering this service for runners, but we will be open to any sporting event in the future. Emotions are everywhere and we want to make this new media available to as many people as possible.

 

How do you think Twiinkly will grow?

Since the launch of the iOS application in May 2014, we had very positive feedback and constant user growth. We got the confirmation that Twiinkly answers a real need. People who know about it love it, and use it a lot. So Twiinkly will grow as fast as we can inform people about it.

The more people will use the Twiinkly, the better the service will be, so we encourage the Twiinkly community to help us spread the word about the app.

 

Are you a runner? If yes, road runner, trail runner, both?

Yes ! I run since I was 7 years old. I started with Cross Country and track, until 2006 where I started running in the mountains. I loved it and this is what I do since then. I joined the New Balance Team this year after I finished 4th at the Skyrunning World Ultra Series in 2013.Christophe is a recreational runner with a taste for shorter races to challenge himself, while Romain likes to run... in mud ! Regardless of the level, we all have a lot of fun running :-)

 

There’s a running “boom” worldwide, especially in tail running. Do you agree, if so, why do you thinks this is happening?

I think the same thing is happening as what did 20 years back. People got tired of track and cross country because of federation regulations and went to run on roads. Now there are regulations on road running, so people move to the trails ! Runners want to be free, so we are always running away from restricting rules :-)

I also believe that the state of minds have changed. It used to be all about the competition and chasing the best times on road running races. With trail running, times become irrelevant. So while a few elite chase the first places, the rest of the filed just want to have an amazing experience in the mountains, and achieve their goal : Finishing. 5 years ago, my friends thought I was an idiot to go out running, now they ask me for advice on how to best prepare their next race ! Running became "cool", and runners are now asking for cool services. Twinkly is right up that alley, mixing photos like Instagram and live sharing like Twitter, but adapted to covering running events.

 

Anyone can submit their race or running events photos to Twiinkly?

Yes ! Currently, they need to contact us first, but we welcome any race director or running related event to contact us at rd@twiinkly.com to add their event to the Twiinkly application. It is free for all non for profit running events to be on Twiinkly and we charge a very small fee (less than a pair of running shoes!) for the race directors package. The good news is that with this package the race directors can not only cover the cost but most of them are making money with Twiinkly ! Same process with the photographers who are looking for exposure, except it's free.They contact us at photo@twiinkly.com, ideally before they shoot an event. We create the event on the application after we got in touch with the director, and add the photos to the timeline as soon as we receive them.

The app offers free exposure for photographers and revenues for race directors, everyone wins with Twiinkly !

 

It’s already available to other platforms rather then iOS?

We have made the decision to start with only iOS, to ensure that Twiinkly would be well received by the runners and race directors. We have had the confirmation through a lot of enthusiasm so we have started developing an Android version that will be available in September.

 

This is a sponsored app?

Christophe, Romain and myself are funding and creating this application ourselves. We are the sole owners of it.

 

 

 

Christophe Delalande:
Romain Humbert:

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:00
editado por Nuno Malcata às 14:14

Por Natália Costa:

 

Pela primeira vez tive a oportunidade de experimentar uns Asics, uma das marcas mais famosas entre os corredores.Já tinha observado várias vezes os muitos corredores e corredoras que usam esta marca. A mim, dentro da parceria que o Correr na Cidade fez com a marca para o treino Just Girls do passado mês de maio, calhou-me os Gel Cumulus 15.

 

Para além dos treinos regulares, onde corro sempre entre 9 a 12K, fiz com este modelo o treino das Just Girls, acima referido e ainda uma prova: a Scalabis Night Race.

 

Na minha opinião, e depois destas corridas todas (cerca de 50K) posso indicar que são umas sapatilhas muito leves, altamente respiráveis.

Possui uma rede na zona frontal que permite ao pé respirar muito melhor. Contudo, a nível de design acho-os pouco atrativos, as cores, branco e laranja não são as cores que mais gosto...

 

 

Sem entender muito de sapatilhas, o que me apercebi é que têm um reforço na zona posterior do pé, isto é no calcanhar, o que faz com que eu naturalmente vá bater primeiro no chão com o calcanhar, pois o peso e a sua estrutura deles assim me obriga. Como tenho, na maioria das vezes, experimentado sapatilhas mais minimalistas, confesso que não gostei muito da sensação, mas acho que é uma questão de hábito.

 

Apesar de não ter feito treinos muito longos, a sua estrutura leva-me a arriscar a escrever que este tipo de sapatilhas devem tornar-se mais interessantes em provas mais longas, como por exemplo, uma meia maratona.

 

Como referi anteriormente, sou uma grande adepta de sapatilhas minimalistas, porque gosto de sentir o chão quando vou a correr, e porque parece que faço menos esforço e tudo flui mais naturalmente. Mas em provas ou treinos superiores a 12 km, confesso que é deste género de sapatilhas como as Cumulus 15, que as corredoras necessitam - no meu caso ainda mais pois preciso de mais suporte para o meu pé e mais estabilidade a agravar o facto de sofrer da coluna e o Gel dos Cumulus serem uma grande ajuda para distâncias maiores.

 

Pontos positivos:

Suporte
Conforto

Respirabilidade
Resistência

 

Pontos negativos:

Design
Muitos cm de drop no calcanhar
Peso excessivo para provas ou treinos curtos

Observação final: estou "viciada" em ténis minimalistas (4mm de drop) e isso condicionou a minha apreciação deste modelo da Asics. Apesar dos 50K já feitos ainda não me habituei a eles. Tenho consciência que, como meu nível de treinos, é arriscado fazer uma Meia Maratona, ou distâncias superiores, em minimalismo, por isso a minha próxima Meia Maratona será com os Cumulus calçados. Assim, só os posso aconselhar a quem quer treinar ou correr distâncias maiores, onde poderão usufruir de toda a inovação que a marca aposta neste modelo. Para distâncias mais curtas, a Asics tem modelos mais interessantes. Boas corridas.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:00

A história dos Hoka One One

por Correr na Cidade, em 20.07.14

Por Filipe Gil

Já tinha falado neles aqui, mas com o meu despertar de interesse pelo trail running e pelo ultra running a palavra Hoka One One aparece cada vez mais. Os ténis maximalistas, que ainda não têm venda direta em Portugal, estão a despertar o interesse de muitos ultra runners. A mim gera-me alguma curiosidade, apesar de os achar parecidos com ténis ortopédicos. Tenho pesquisado e percebido que há muitos corredores a experimentarem. Deixo aqui um vídeo sobre a história desta nova marca de ténis de running. E vocês o que acham do conceito da marca Hoka One One?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:00


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Somos parceiros:

lisboa

Somos paceiros:

KINVARA5_WEB_BANNER_Vertical

Somos parceiros:


Somos parceiros:

banner_250x250px_iDee

CALENDÁRIO DE PROVAS:

correrportugal

Este blog é:

Imagem1


Calendário

Julho 2014

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031