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Conhece os novos Berg Pantera. A marca portuguesa de outdoor, patrocinadora dos ultra runners Carlos Sá e Nuno Silva enviou-nos a sua nova aposta em termos de calçado. Este são fotos e um vídeo (abaixo) do seu unboxing e já os estamos a experimentar para vos dar conta de como se comportam nos trilhos.

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 Vídeo:

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publicado às 07:00

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 Por Pedro Tomás Luiz

 

18:19 - 21:47 Poiso

 

A passagem pelo abastecimento do Pico do Areeiro, foi sem dúvida retemperadora, uma bela canja, mais uns figos passados e o spray frio no joelho fizeram milagres no corpo e na alma.

 

Começava a anoitecer e do Areeiro ao Poiso eram quase 14km com 800 d+,  pautados por uma descida até ao Ribeiro Frio e por uma subida (a última) até ao Poiso.

 

Se no meu dia a dia, tenho um sono de morte entre as 19h e as 20h, agora imaginem estando acordado há mais de 36 horas. Corri em modo sonâmbulo, de tal forma que era extremamente difícil manter os olhos abertos, sentia a minha atenção e capacidade de reacção a diminuírem drasticamente.

 

Levei até ao limite que podia, tendo chegado a um ponto depois um ou dois sustos, tive de parar e "pastilhar" a água com cafeína, ainda bamboleei uns 15 minutos mas a coisa compôs-se.

 

Chegado ao Ribeiro Frio era tempo de começar a subir, escaldado pelas subidas anteriores, a minha cabeça vinha a imaginar uma parede quase vertical com degraus a perder de vista. Por isso quando percebi que aquela era uma subida em empedrado, com um declive bastante aceitável, comecei lentamente a acelerar.

 

Mais uma vez muito bem recebido no abastecimento do Poiso, sentei-me fiz os últimos telefonemas para casa a dizer que estava tudo bem, alimentei-me com um caldo de canja e olhei para as horas... 22:10... pensei: "25km até ao Machico... quanto tempo vou precisar? 

 

A verdade é que por mais contas que fizesse, não era capaz de fazer nenhuma previsão, já tinha 90km nas pernas e não fazia a minima ideia de quão técnica era a descida.

 

21:47 - 25:59 Machico

 

Arranquei... pouco a pouco comecei a perceber que não só conseguia correr, como conseguia correr relativamente rápido.

 

Toda a motivação começou a vir ao de cima e meti "prego a fundo" (isto tem de estar mesmo entre aspas, porque temos sempre de relativizar as velocidades atingidas).

 

Corri... corri e corri... deixei de parar nos abastecimentos e continuei a correr... corri o caminho todo até à meta, passei mais de 100 pessoas e subi 49 lugares na classificação.

 

O corpo tem coisas extraordinárias. Ainda hoje não sei o que me aconteceu... se foi o frio da noite, ou o calor dos telefonemas que recebi. O que é certo é que terminei forte, como nunca pensei terminar...

 

Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

 

 

 

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publicado às 14:00
editado por Tiago Portugal às 16:24

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Por Filipe Gil,

 

Quando pensamos numa marca como a Puma pensamos, claro está, em performance e logo de seguida em design. Por vezes até é o contrário. Ora uma marca assim é suficientemente corajosa para fazer uma sessão de fotografias com corredores amadores, como nós, para mostrar uma das suas maiores apostas dos ultimos tempos no que respeita ao calçado do running: o modelo Ignite.

 

Assim, com a preciosa ajuda do fotógrafo Bruno Veiga, eu, o João Figueiredo e a Bo Irik passamos um final de tarde muito divertido como "modelos" desta sessão fotográfica para a Puma. E experimentamos quer os Ignite quer os equipamentos da marca alemã.

 

Este tipo de produção fotográfica é algo muito habitual e usual entre os bloggers de moda e lifestyle. Porém em relação aos bloggers de corrida somos dos primeiros, ou mesmo os primeiros, a fazê-lo. E, modestias à parte (odeio falsas modestias) as fotos ficaram boas, não acham?

 

Sobre os Ignite falaremos depois na review final. Até lá podem ver algumas fotos desta divertida sessão aqui e ainda mais na nossa página de facebook

 

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publicado às 22:55
editado por Tiago Portugal a 20/4/15 às 08:34

É domingo, e como tal voltamos aos vídeos. Este é a história curiosa de um ex-lutador norte-americano que se dedicou ao trail running de corpo e alma. 

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publicado às 12:30

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Por Bo Irik:

 

Quem me conhece sabe que sou fã da Merrell no que toca a calçado de trail. Na verdade, na minha primeira ultra-maratona, os 53km do Piódão, os Merrell All Out Rush não me desiludiram. Foi por isso que fiquei muito contente quando a Merrell Portugal nos pediu que testássemos os novos modelos de calçado de trail.

 

Vou ter o privilégio de experimentar os Merrell All Out Peak, disponibilizados no mercado Português nesta Primavera/Verão. Adoro experimentar material para esta marca porque a loja na Baixa de Lisboa é muito simpática e podemos ir lá experimentar tamanhos e cores :)

 

Os All Out Peak estão disponíveis em duas cores: preto e laranja. Primeiro optei pelos pretos, mais discretos e muito cool, mas depois, deixei-me convencer pelos laranja mecânica, a cor do meu país de origem. São giros, não achas? Segue o unboxing:

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Vem aí um enorme desafio (onde enorme > ultra), o Gerês Trail Adventure, no fim do mês. Vamos ver se gosto destas sapatilhas e as levo comigo, o modelo que já tinha, os All Out Rush, levo de certeza.

Bons treinos!

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publicado às 13:30
editado por Correr na Cidade a 17/4/15 às 15:43

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Por Pedro Tomás Luiz

 

Voltando ao início…

Como já aqui escrevi, esta jornada até ao MIUT primou por vários percalços e testes à minha resiliência… Desde queimaduras, a uma gastrite, sendo "a cobertura de chocolate" a varicela.

 

Sim… durante 20 dias penei com medo de ter apanhado varicela. O meu colega de escritório adoeceu, e como não sou imune, teria uma elevadíssima probabilidade de contrair a doença. A matemática não enganava, tendo em conta o período de incubação, o período de quarentena e o tempo que me levaria a restabelecer, se a doença aparecesse não tinha qualquer hipótese de ir ao MIUT.

 

Assim, até ao término do período de incubação (que foi no dia em que parti para a Madeira) vivi um misto de angustia e paranoia (AHHHH!! Uma borbulha!), sem nunca virar a cara à luta.

 

Mas quando se faz um bolo e se coloca a cobertura, fica a faltar a cereja… e essa foi colocada no dia da partida para a Madeira. Olho para o bilhete e diz - partida 09:20, olho para o placar e diz - partida 08:20… um chorrilho de impropérios e corri para o check-in. Tarde de mais já tinha sido cancelado logo já não podia viajar naquele voo.

 

A agência de viagens havia-me emitido um bilhete com a hora errada e mesmo com extremo profissionalismo da TAP, só podia voar às 15h, o que me poria uma manhã a “marinar” no aeroporto e arrebentaria com todos os planos para a tarde.

 

A quinta  e a sexta foram passadas a descansar e a preparar o material.

 

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Como havia referido o meu desafio teve duas etapas bem destintas: antes dos 90km e depois dos 90km...

 

Antes dos 90km

23:30 - 00:00 Porto Moniz

 

Com um ambiente fantástico, Porto Moniz fervilhava com a energia dos atletas.

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Pude observar de tudo, quem estivesse descontraído, quem procurasse estar recatado, quem estivesse entretido à conversa contando as façanhas de outras provas...

 

Da minha parte fiz o programado, ou seja wc, comer, fotografias da prache, uns dedos de conversa, que incluiu o Luis Fernandes (estava bem descontraído) e sentei-me numa escada a apreciar todo aquele movimento de cor e aguardando o controlo 0.

 

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00:00 - 06:43 Estanquinhos

Saindo de Porto Moniz, os primeiros 30 km foram pautados por duas grandes subidas e uma grande descida. Num ritmo vivo, mas sem apertar muito, pude observar a enorme serpente de luzes que subia a serra e conter-me para não ceder ao entusiamo daqueles primeiros km.

 

Assim, chego ao primeiro abastecimento quase em último lugar.

 

Este abastecimento bem organizado tinha de tudo um pouco bolo, pão, canja, figos secos, laranjas, bananas, marmelada etc…  ou seja bem recheado.

 

Como pouco e sigo. O frio fazia-se agora sentir intensamente e a descida até ao Chão da Ribeira, tida como uma das mais dificieis toda a prova tinha de ser feita de forma muito cautelosa. Com isto em mente, pude comprovar a dificuldade que é correr com um piso técnico muito escorregadio e encoberto pela noite escura. Mesmo com o frontal no máximo nem sempre era fácil distinguir o relevo do terreno e de vez em quanto lá havia uns tropeções.

 

Saindo imaculado desta descida começo a longa subida até estanquinhos, feita maioritáriamente por um corta-fogo e voltada para o vento de norte.

 

06:43 - 12:57 Curral da Freiras

 

Chego ao abastecimento de Estanquinhos e aqui acontece, na minha opinião, a grande e gigantesca falha da organização. O abastecimento parecia um cenário de guerra, com tudo virado do avesso, sem bebidas quentes, sem canja e com uns restos de coisas que lá andavam pela mesa. Questionei o responsável pelo posto que me respondeu “quem veio à frente comeu tudo..” o que foi uma meia verdade, dado que os atletas dos 85km, que partiam daquele local, tinham estado a tomar o "pequeno almoço" naquele abastecimento, o que de todo me pareceu uma aberração.

 

Solução? comer uma barra e seguir... Problema... as barras apesar de estarem amplamente testadas e de eu adorar, simplesmente não estavam a entrar. Não insisiti peguei numas gomas e agarrei-me a isso. (As barras que levei para a prova voltaram todas... aquele não era o dia de comer barras)

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Depois de Estanquinhos segue-se uma descida monumental até ao Rosário. Obviamente tendo saido do abastecimento pouco antes da partida dos 85km, iria rápidamente ser apanhado. O que não estava à espera é de literalmente ser engolido por uma multidão que desalmadamente descia o largo estradão. 

 

Assim que passamos a trilhos mais técnicos passou a ser dificil progredir porque os trilhos estavam totalmente entupidos.

 

O resto do caminho até à Encumeada não teve grande ciência, foi-se fazendo.

 

Se Estanquinhos, como abastecimento, tinha sido um desastre, a Encumeada era o seu oposto. Dentro de um Hotel, com mesas e bancos pude sossegadamente tomar o pequeno almoço e informar a familia que estava tudo bem.

 

Saído da Encumeada segue-se a longa subida até ao Curral das Freiras. Primeiro com uma escadaria monumental junto a um aquaduto, que quase não se via o final e depois com uma subida de pouca inclinação mas bastante longa. A paisagem valia cada passo que dava...

 

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Do outro lado da montanha, que podem ver na foto de cima começava a descida para o Curral.

 

Com o calor já fazer-se sentir e mesmo tendo enchido os dois flasks e o camel bag, a minha taxa de consumo de água estava elevadíssima o que me levou a arriscar beber um bocado da água da montanha... correu bem.

 

12:57 - 18:19 Pico do Areeiro

 

Depois de mais uma descida técnica mas nada do outro mundo chego finalmente ao Curral das Freiras. Almoço, faço um check-up aos pés e virilhas tudo Ok! ora de partir... esperava-me as subidas mais longas e difíceis. Teria de subir primeiro ao Pico Ruivo e depois ao Pico do Areeiro, sendo que por esta altura os 60km já se sentiam.

 

Mal começo a correr depois do abastecimento, sinto uma moinha no joelho esquerdo - mas que raio isto não estava aqui! esta dor suportável mas chata à brava iria-me acompanhar até ao Pico do Areeiro. Várias vezes amaldiçoei aquela dor e todas as vezes me lembrei do Filipe que fez o Piodão com meio joelho.

 

Esta parte da corrida foi talvez das mais dificeis porque passei, não só pela dor, como pelos degraus e inclinação do terreno. A paisagem era de tirar o folego, com passagens por túneis, penhascos vertiginosos e montanhas de perder de vista . Aqui valeu acima de tudo os amigos que encontrei... ir na conversa sempre ajuda a espairecer.

 

A revolta dos Pasteis estava prestes a começar...

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publicado às 15:30

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Por Filipe Gil:

 

Vamos lá a isto!;
Que bom, o joelho não está a doer;
Dou-me mesmo bem com estas fitas kinésio;
Que ténis tão bons: sou mesmo um sortudo ter os ténis mais giros do momento;
É tão bom voltar a correr sem dor;
Olha, a fita kinésio está a sair;
Estranho, senti uma pequena impressão no joelho, não há de ser nada;
Vamos lá fazer 10 km "à antiga";
Que impressão é esta, novamente ???;
Vou tirar as fitas kinésio, parece que tenho confettis no joelho;
Vá, mais uns quilómetros sem dor, é tudo o que peço;
Merda! Dói;
Vou parar e alongar;
Esticaaaaaa….alongaaaa, insiiiiiste;
Vá continuar a correr! Não sejas piegas;
Dói um pouco menos;
Não, não, está a doer mais novamente…bolas!!!;
Não quero saber, podes doer à vontade que não te vou ligar;
Vá continua!!!; Até parece que o outro joelho também está a doer…dói-te é a cabeça, é tudo psicológico;
Vá, joelho, regenera;
Lá, lá, lá, lá (tentativa de me abstrair);
Não dá mais...tenho que caminhar;
Deixa cá pôr música nos ouvidos para ver se aguento isto;
Deixa-me esfregar bem o joelho;
Toca a correr novamente;
Irrita-me este pessoal que passa por mim a correr com ar feliz;
Dói, mas não quero saber, vou correr o mais rápido para ver se passa;
Olha o pessoal do Gang PR…não, não conheço ninguém, e eles também não fazem a mínima ideia quem eu sou…;
Vá, parece que a dor parou;
Está a doer, está a doer;
Vou fugir da dor e correr mais rápido;
Aiiiii!
Bolas, está mesmo a doer;
Não dá mais...;
Estou mesmo a ver que as próximas semanas vão ser a ver os outros correr…

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E pronto, foi basicamente assim. Fui correr de Algés às Docas de Alcântara numa tentativa de me convencer que não estava lesionado e que já estava bom, depois voltei de comboio para casa.

Muito frustrante, mesmo. Depois do treino Reebok ter corrido sem dores, depois de um treino de 5km no domingo também sem dores, este último treino voltou tudo ao mesmo. O que eu odeio estas lesões iô-iô, que umas vezes estão bem e depois voltam. A dor agora é diferente, é mais na cabeça do perónio e não tanto acima. Não sei mais o que vos escreva... 

Tenho que me mentalizar que vou estar sem correr as próximas três semanas. Custa tanto, mas mesmo tanto, ainda por cima numa altura em que toda a gente decide correr, olho para o lado e vejo gente a correr, leio revistas e vejo anuncios de gente a correr, vou na rua....vocês sabem.


Sabem, correr combate a depressão, mas estar lesionado pode ser muito depriminte. A minha aposta vai ser em ir para ginásio e fazer exercício "anti-balofo"!

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publicado às 07:30

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Por Nuno Malcata e Filipe Gil

O treino WoW foi um treino Uau!

Foi intenso, curto, com muita gente e boa disposição. A Reebok e o Bruno Salgueiro, em conjunto com o Correr na Cidade proporcionaram um treino que aliou corrida com exercícios funcionais ao ar livre.

Em dois níveis de intensidade os vários participantes deram o seu melhor, e provamos o quão importante é o mote da Reebok: Be More Human! 

No fim, o mais gratificante foi sabermos que as pessoas querem repetir, algo que já está em cima da mesa. 

Publicamos aqui algumas fotos mas podem ver mais na nossa página de facebook.

 

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publicado às 13:25
editado por Nuno Malcata às 14:19

Por Bo Irik:

 

É já no dia 10 de Maio que se irá realizar o 1º Trail Run Maria Albertina, em Casais dos Britos, Azambuja. Para conhecerem um pouco melhor a organização e saberem o que podem esperar desta primeira edição, fomos falar com a organização da prova.

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Nesta primeira edição que mais-valias pretendem trazer ao Trail nacional?
Neste 1º Trail Run Maria Albertina, o nosso principal foco será respeitar tudo o que de bom tem sido feito nesta modalidade, e que tem permitido que o Trail Running conquiste a cada dia mais e mais adeptos. Temos para isso trabalhado exaustivamente todos os pormenores para que dia 10 de Maio tudo possa estar em ordem e sejamos capazes de proporcionar um evento com o nível que os participantes merecem e que esteja dentro das expectativas de todos os que já conhecem a Tertúlia Maria Albertina.
Penso contudo que, de facto podemos acrescentar algo à modalidade, uma vez que este Trail se vai realizar numa zona (de seu nome, Vale Mouro) que além de oferecer excelentes condições para a prática, tem algumas centenas de Km quadrados de trilhos que são ainda praticamente desconhecidos pelos praticantes de Trail Running . Juntando o facto de estarmos a cerca de 30 minutos de Lisboa, torna-se, na minha ótica uma excelente alternativa para quem resida na capital e pretenda novos trilhos perto de casa, isto numa mata que apesar de ser muito extensa, depois de corrermos por cá, percebemos que se consegue uma “navegação” muito fácil, uma vez que a Auto – estrada (A1) serve facilmente como ponto de referência.
Vamos também aplicar uma ideia (espero não estar a plagiar ninguém :) ) que creio que pode vir a ser bastante interessante e que se prende com a forma como vamos marcar o percurso. Iremos colocar placas de informação dos Km (talvez de 2 em 2) e nestas vamos acrescentar alguma informação em relação ao que o atleta vai encontrar até à placa seguinte (gráfico de altimetria, e talvez uma cor a corresponder ao grau de dificuldade desse segmento).

Qual a dinâmica que quiseram imprimir a esta prova, e qual a importância para a região onde se insere?
A ideia de organizar este Trail Run Maria Albertina, surgiu por ocasião do 10º Aniversário da Tertúlia Maria Albertina e portanto tudo está a ser feito para que a identidade que fomos criando ao longo destes anos se faça notar também nesta prova.
Nós em conjunto com muitas outras Tertúlias, temos ajudado a dinamizar a Feira de Maio de Azambuja, proporcionando a todos os amigos, conhecidos e visitantes, petiscos, bebida e animação de uma forma totalmente gratuita, causando até alguma estranheza a quem nos visita, pelo facto de não cobrarmos qualquer valor pelo que é oferecido. Temos tido um orçamento anual de cerca de 2000€ que é conseguido através do pagamento de quotas mensais pelos elementos da Tertúlia e a partir daí são 5 dias (e noites) de diversão para nós e todos os que nos visitam. Há uns anos organizámos uma prova de BTT que foi um sucesso e este ano, verificando a grande quantidade de “runners” que vão surgindo por aqui e sabendo das excelentes condições que temos para a prática do Trail Running, decidimos lançar este desafio, que queremos que seja um encontro de amigos, mas com uns “tiques” de competição para tentarmos que em alguns casos a prática desportiva passe de algo sazonal a um hábito, ou talvez mesmo, num ou outro caso; um estilo de vida. Temos vindo a contactar alguns atletas de renome e podemos desde já adiantar que vamos ter a presença da Campeã Nacional de Trail em 2014, Cristina Ponte para além de uma ou outra surpresa que a seu tempo vamos revelar. A nível de prémios creio que iremos também surpreender os participantes, pois estão a ser produzidos por uma talentosa artesã local, pelo que para além do tamanho serão também bastante originais.

 

Quantos participantes esperam receber em Azambuja, tanto para os 17k como para os 8k?

Estipulámos um limite de 400 participantes para a prova em si, sem qualquer limite por distância.
Sendo este a primeira edição da prova, não estamos muito focados na quantidade de atletas que iremos ter a correr pela “nossa” mata, mas sim na qualidade da prova em si. Sabemos que se a prova correr como esperamos, iremos ter cada vez mais atletas a querer vir participar no Trail Run Maria albertina, dai o nosso limite de 400 inscrições. Não queremos que a quantidade de atletas prejudique a qualidade da prova.

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Quanto aos abastecimentos, quantos irão existir e do que serão compostos?

Para o mini trail, iremos ter um abastecimento, que para uma distância de 8km julgamos ser suficiente. A distância de 17km irá ter 2 abastecimentos de sólidos e líquidos e vários pontos onde estarão elementos da organização com águas para os atletas que necessitarem.

É uma preocupação nossa a preservação dos trilhos, por isso iremos ser muito rigorosos em relação ao lixo que resultará dos abastecimentos, iremos estar atentos a quem deitar o lixo fora das zonas de abastecimento desclassificando imediatamente quem não cumprir a zona de depósito de lixo. Sendo o Trail Running um desporto onde o convívio é o ingrediente principal, temos preparado um abastecimento à “moda Tertuliana” que com certeza irá ser do agrado de todos os atletas.

 

Se tivesse que descrever o percurso o que nos poderia dizer? A nível de altimetria como vai ser? Será um percurso mais técnico ou mais “rolante”?

Nesta fase ainda não temos a altimetria exata dos percursos, falta definir um ou outro trilho, mas podemos adiantar que, embora tenhamos algumas “paredes” mais duras, não será um percurso com uma altimetria muito elevada. Irá ser um traçado que não será muito técnico mas que irá ter muitos singles bastante rápidos, o que aumenta a adrenalina nos atelas. Tivemos o cuidado de fazer um percurso com um início um pouco mais rolante e com estradões para poder esticar o pelotão e evitar os afunilamentos dos atelas logo no início.

 

Qual o ponto mais alto do vosso percurso e existem locais emblemáticos da região por onde os atletas vão passar?

Sendo um percurso totalmente dentro da mata, não iremos ter passagens por zonas emblemáticas da região. Julgamos que os pontos altos da prova serão a passagem pelo single track da “barreira do indíos” e o nosso abastecimento Tertuliano. 

 

Que conselhos dão aos participantes, em ambas as distâncias (calçado, tipo de material obrigatório, roupa)?

Para ambas as distâncias, não será obrigatório nenhum equipamento especial de segurança. Tratando-se de uma corrida dentro da mata, aconselhamos a utilização de calçado próprio para corridas de trail, uma mochila de hidratação ou cinto com bidões e que os atletas levem telemóvel, para o caso de haver algum acidente fora das zonas onde irão estar elementos da organização e seja necessário identificar o km em que o atleta se encontra. O principal conselho que damos a todos os atletas é que se divirtam a fazer o que gostam e tragam boa disposição e vontade de passar um dia no meio da natureza em boa companhia.

 

Para mais informações e inscrições, podem consultar o site da prova. Nós vamos, vens connosco? :)

 

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publicado às 08:00
editado por Correr na Cidade a 13/4/15 às 23:23

 

 

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 Por Pedro Tomás Luiz

 

25 horas 59 minutos 40 segundos

 

Começar pelo fim… o MIUT é uma prova que nos agarra e nos vira do avesso qualquer concepção ou pré-concepção que tenhamos sobre o que é uma corrida de montanha, sobre o que é subir ou descer ou ainda o que são subidas longas e íngremes. Ok! Tenho de cingir-me a uma experiência curta, circunscrita apenas a Portugal, mas que inclui umas incursões pela Serra da Estrela, Lousã, Gerês e Arga.  No entanto e conversando com atletas bem mais rodados e experientes a opinião é unânime, o MIUT é a prova de corrida de montanha mais difícil em Portugal e das mais difíceis ao nível europeu.

 

Estou apenas a falar de provas de corrida de montanha, não de corridas de aventura ou de raids, cada "macaco no seu galho" e "gostos não se discutem".

 

Falamos de uma prova de uma beleza surpreendente, onde nos sentimos pequeninos, engolidos pela beleza da montanha, pelo verde, pelos picos escarpados, como alguém (francês) dizia "isto é Chamonix de Portugal"... e é mesmo.

 

IMG_20150411_112010.jpg

 

Depois há o facto de que para treinar para a Madeira só mesmo na Madeira, vivendo à cota 0 e tendo como palcos de treino a Serra de Sintra e a Serra da Lousã o handicap da ausência de altimetria, de degraus e declives faz-se sentir.

 

Aqui, tenho de tirar o chapéu ao meu treinador, pois se dúvidas houvesse da competência e dos resultados dos métodos que utiliza, o MIUT retirou qualquer dúvida. Conseguiu que um tosco como eu, que nunca tinha feito mais de 53km, conseguisse acabar, sem nenhuma mazela, sem nenhuma queda, sem uma única bolha, sem um sofrimento atroz (expectável para esta corrida) e ainda que dois dias depois conseguisse subir e descer escadas e sprintar para o metro. Tudo se treina... é preciso é saber. 

 

É claro que uma corrida destas, para os comuns mortais, sai-nos literalmente do pêlo, basta ver esta "brilhante"   compilação de imagens tiradas por ordem cronológica.

Imagem1.jpg

Basicamente as minhas lindas bochechas desapareceram, bem como surgiu uma ligeira incapacidade de mexer os músculos faciais e sorrir. Dos meus habituais 12/13% fiquei com 9,2% de massa gorda, ou seja neste momento tenho "ordem para enfardar".

 

Mas desenganem-se os incautos se pensam que passei por um calvário imenso onde me penitenciei de todos os meus pecados, onde me chibatei com os bastões, onde amaldiçoei o dia em que me inscrevi, onde disse que nunca mais fazia uma prova daquela distância... Já passei por tudo isso, mas aquele não era um desses dias. Estive sempre confiante que ia terminar e digo e repito que o "sofrimento" por que passei foi bem inferior quando comparado com outras corridas. 

 

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Assim, se me pedissem para explicar em gráfico, a forma como decorreram os 115km do MIUT simplesmente apresentava este.

 

A classificação obtida,  é para mim totalmente irrelevante, até podia ter ficado no último lugar, que simplesmente me seria indiferente. Pois, como expliquei a alguém que me perguntou porque ia tão atrasado - só existe um único atleta a competir, EU!.

 

Este é o meu desafio, este é o meu objectivo.

 

Fruto da minha total inexperiência neste tipo de distância optei então por uma abordagem muito conservadora da prova que basicamente se resumiu a ser bem poupadinho nas subidas e cauteloso nas descidas. E assim foi, durante 89km poupei-me, até encetar a "revolta dos pasteis de nata" levada a cabo nos últimos 26 km...

 

To be continued... 

 

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publicado às 14:00


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