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Treinos CnC - Julho15

Se para uns o objectivo resume-se a desaparecer do ginásio para ir  passear o six-pack ou bumbum definido pelos areais nacionais, aqui a malta do CnC continua a semear... práticas para um estilo de vida mais saudável ou formas simples de combater o sedentarismo, tudo isto com uns pózinhos (ou uma poeirada valente) de convivio e muita animação.

Marca já as seguintes datas na tua agenda, confirma a tua presença no Facebook e não te esqueças que estes treinos são guiados por elementos do Correr na Cidade, sendo corridas livres, não organizados, não têm dorsal, não têm seguro colectivo e são gratuitos!


Geralmente, o ritmo é marcado pelo participante menos rápido, sendo que NINGUÉM fica para trás e pedimos aos mais velozes que se adaptem e “façam piscinas” sempre que se justifique.

 

KICKASS WOW
Data: 9 de Julho, quinta-feira
Ponto de Encontro: Parque Eduardo VII junto aos autocarros turísticos
Hora de encontro / partida: 19h30 / 19H45
Distância / Duração (aprox.): 1h30
Tipologia de treino: funcional - condicionamento físico e reforço muscular
Não esquecer: hidratação
Guias do Correr na Cidade: João Gonçalves e Bo Irik
Confirma a tua presença no Facebook!

 

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SUBIDAS NO RESTELO
Data: 14 de Julho, terça-feira
Ponto de Encontro: Estação CP Algés (lado terra)
Hora de encontro / partida: 20:30 / 20:45
Distância / Duração (aprox.): 7km / 1h de treino
Tipologia de treino: treino de subidas em modo city trail
Não esquecer: hidratação
Guias do Correr na Cidade: Natália Costa
Confirma a tua presença no Facebook!


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LET’S MEET AT THE PARK
Data: 23 de Julho, quinta-feira
Ponto de Encontro: Parque Eduardo VII, junto aos autocarros turísticos
Hora de encontro / partida: 19h45 / 20h00;
Distância / Duração (aprox.): 10Km
Tipo de treino: misto - estrada e trilhos
Não esquecer: hidratação
Guias do Correr na Cidade: Bo Irik e Tiago Portugal
Confirma a tua presença no Facebook!

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SEXY SLOW TRAIL
Data: 26 de Julho, domingo
Ponto de Encontro: Jamor, em frente ao Café da canoagem
Hora de encontro / partida: 08h00 / 08h30;
Distância / Duração (aprox.): 8Km;
Tipo de treino: iniciação ao trail
Não esquecer: hidratação e sapatilhas de trail
Guias do Correr na Cidade: Ana Morais
Confirma a tua presença no Facebook!

 

 

O desafio está lançado... venham treinar connosco!

 

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publicado às 08:00
editado por Correr na Cidade a 30/6/15 às 22:26

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ModeloSalming Distance D1 - modelo de 2015

 

Testado por: Bo Irik

 

Condições de teste: Vários treinos por Lisboa, em vários pisos e em prova na Corrida da Fogueiras 2015 (15km).

 

A Salming, marca sueca, tem vindo a ganhar cada vez mais visibilidade no mercado português, apoiando várias provas de referência, entre as quais a Meia Maratona do Douro Vinhateiro, e já estando presente em lojas especializadas por todo o país.

 

No niche do Running, a Salming tem vindo a apostar no Natural Running, a forma natural de correr em que o atleta coloca o meio do pé em contacto com o solo primeiro, usando a força da gravidade para lhe empurrar para frente. Na crew temos vários elementos fãs desta filosofia, por exemplo o Stefan que adora as sapatilhas Salming T1 para trail e eu, fã dos Salming Distance.

 

Vamos lá então ao review do modelo Distance D1 de 2015 (segunda geração) que difere do modelo de 2014, segundo a marca, nos seguintes aspetos:

  1. Melhoramos todos os compostos de borracha;
  2. Melhorias na borracha da sola exterior, o que permite mais durabilidade, logo menor desgaste e mais kms;
  3. Zona do calcanhar reforçada e mais adaptável.

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DESIGN e CONSTRUÇÃO

Começo com uma crítica. O primeiro par de Salming Distance que usei foram um modelo de homem, tamanho 25,5cm. Na altura ainda não havia lojas Salming em Lisboa pelo que não pude experimentar o tamanho antes de encomendar as sapatilhas. Na verdade, este tamanho e modelo masculino ficava-me ligeiramente folgado, mas mesmo assim a experiência foi muito boa e as sapatilhas acompanharam-me na minha primeira maratona. Dado que o fit do modelo masculino e que normalmente prefiro sentir o pé bem aconchegado, encomendei o mesmo tamanho mas modelo feminino quando a Salming me deu a oportunidade de testar a segunda geração deste modelo. Infelizmente, o mesmo sapato mas versão mulher fica-me um pouco justo. É pena e é estranho que o mesmo tamanho, em cm, de homem para mulher tem uma diferença de tamanho tão significativa. Por isso recomendo que experimentem o modelo e tamanho numa loja.

 

Um ponto muito forte desta sapatilha é o seu design. Pelo menos um elogio é garantido por cada vez que as uso. De facto, a combinação de cores “Purple Cactus Flower” foi muito bem conseguida.

 

Segundo a marca, a sapatilha Salming Distance foi “Concebida para durar. (…) Com grande durabilidade e um drop de 5mm, esta sapatilha foi projetada para ajudá-lo a superar longas distâncias e superfícies duras.” Pois, tal como o nome indica, as Distance prometem acompanhar corredores neutros em distâncias maiores. Realmente, os ténis dão a confiança necessária para conquistar distâncias maiores (meias maratonas por exemplo). Em treinos mais longos fiquei apenas com umas pequenas bolhas nos calcanhares, mas nem quero atribuir a causa às sapatilhas em si, pois, os meus pés são muito sensíveis a bolhas e este tamanho é um bocadinho pequeno para mim.

 

O seu peso também é um fator positivo, com apenas 195g (240gr modelo masculino) são das sapatilhas mais leves que já tive. Conforme prometido, a marca apostou num reforço na zona do calcanhar mas isso não afetou o peso.

Salming Distance Review (3).jpg

CONFORTO

Gosto imenso do drop reduzido (5mm), que permite sentir realmente um efeito mais “natural”. Hoje em dia correr com tênis de drop maior, que pode atingir 12mm no caso da maioria dos modelos ASICS e New Balance, já me faz impressão. Parece que ando de saltos altos :p

 

Dão-se muito bem com o calor, pois respiram bem. De forma a conciliar conforto com durabilidade, a marca sueca apostou numa construção em três camadas. A primeira, uma espécie de rede, é confortável e altamente respirável enquanto a camada do meio ajuda a ganhar estabilidade e diminui a pressão no pé. A camada exterior, também em rede, é respirável e feito de uma material resistente (para além de ser giro).

 

Tal como nos Salming Distance de primeira geração, achei que estas sapatilhas poderiam melhorar no que toca à sua flexibilidade, pois são algo rijas.

 

A palmilha é removível e incorpora tecnologias antibacterianas e anti-odor para um maior conforto, higiene e durabilidade do sapato. Gosto do formato achatado dos cordões e o sapato tem o buraquinho extra para atar devidamente os atacadores.

Salming Distance Review (1).jpg

ESTABILIDADE e ADERÊNCIA

As Salming Distance de segunda geração têm uma armação especial - Exo Skeleton - que promete estabilizar o pé em movimentos laterais e permite distribuir a pressão da sapatilha no pé de forma uniforme, eliminando fricção.

 

Em termos de aderência estas sapatilhas são muito boas, desde alcatrão molhado, à calçada portuguesa e caminhos de terra batida. Felizmente, a marca apostou numa sola leve com elementos “sticky” colocados em pontos estratégicos da sola permitindo uma melhor aderência, mesmo em trajetos com inclinação, como é o caso de Lisboa, ao correr na cidade.

 

AMORTECIMENTO

Muito confortáveis, até na calçada portuguesa se comportam bem graças à tecnologia RunLite™ na entressola, que proporciona alta resistência ao desgaste e uma sensação agradável no contacto com o solo. Também na praia são amigos.

 

Para mim e tendo em conta a minha estatura, apesar do peso reduzido das sapatilhas, elas fornecem amortecimento suficiente para distâncias maiores.

 

PREÇO

Em Portugal, as Salming Distance de segunda geração têm um PVP de 130€. Para mim, pessoalmente, fora do orçamento disponível para calçado de corrida. Mas que para quem procura uma experiência de natural running para distâncias maiores e tiver um orçamento mais folgado pode justificar-se.

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AVALIAÇÃO FINAL

Design e Construção: 19/20
Conforto: 17/20
Estabilidade e Aderência: 18/20
Amortecimento: 18/20
Preço: 13/20

Total: 85/100

 

O estilo “natural running” (não necessariamente estes ténis em si) não é para todos. Para corredores habituados a ténis com maior amortecimento e controle de estabilidade ou mais pesados, a adaptação a este tipo de sapatilhas deve ser gradual e cuidadosa.

 

Na minha opinião, os Salming Distance de segunda geração cumprem as suas promessas. Eu gostei e gosto muito e recomendo vivamente a quem a se queria aventurar no “natural running”. Continuarei a usá-los em treinos mais longos e (Meias) Maratonas.

 

Boas corridas!

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publicado às 08:00

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Por João Gonçalves:

 

Todos nós em alguma altura da vida, já tivemos de fazer uma viagem seja ela de trabalho, férias ou uma outra de outro qualquer motivo, confesso que eu nos últimos tempos tenho viajado algumas (muitas) vezes, o que leva que o lado desportivo da minha vida seja afectada, contudo criei algumas rotinas ou truques para que este impacto seja minimizado, rotinas e truquees que venho partilhar convosco respondendo para isso a 3 perguntas básicas - Porquê? Quando? e Como? - é certo que alguns de vocês terão as vossas, estas são as minhas, logo, caso queriam partilhar as vossas por favor comentem.

 

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Porquê?

 

No meu ver a pergunta mais fácil. Porque é que é importante fazer deporto, mesmo quando viajamos?

 

Ponto 1. Para além de todo o blá blá clássico que o desporto faz bem etc, etc no meu caso e sendo uma pessoa especialmente ativa, fazer desporto é importante pois ajuda-me a manter-me focado bem comigo mesmo e acima de tudo retira-me a sensação quase depressiva e de culpa de “não ter ido treinar”, não sei que sei se isto vos acontece ou não, mas quando deixo de treinar por alguns tempos, parece que a minha mente está constantemente a lembrar-me disso e quase como me castigasse de me estar parado.

É certo que, quando estamos fora do nosso ambiente, nunca treinamos da mesma forma do quando estamos “em casa” ou por falta equipamento ou porque não conhecemos o local ou porque temos menos tempo – sei disso e tenho consciência que isso acontece – mas o facto que não o fazer com a mesma intensidade, deixa-me bem pior do que não o fazer mesmo.

 

Ponto 2.  Fazer desporto e sair do hotel onde estamos hospedados é uma excelente forma de conhecer a cidade ou local, é certo que nunca não iremos conhecer ao pormenor desta forma, mas dá-nos a precessão dos locais ou pontos de interesse que gostaríamos de visitar com mais tempo ou este ou aquele restaurante ou bar onde gostaríamos ir comer ou beber um copo e garanto que já tive agradáveis surpresas com esta atitude.

 

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Quando?

 

Sim, esta depende do contexto.

 

Falando de viagens de trabalho e tendo em conta que estamos trabalhar durante o dia, restamos duas opções ou de manhã antes de ir trabalhar ou ao final dia, dentro destas duas opções dou preferência á primeira, antes de ir trabalhar – até porque como viajo algumas vezes para fora do pais, aproveito o efeito que o “jet lag” tem em mim que não me deixa dormir muito e assim aproveitar de uma maneira proveitosa essas insónias deixando-me assim livre o final do dia o que possibilita também, o poder aceitar algum convite conviver um pouco com os colegas de trabalho noutras geografias e assim promover um pouco o networking.

 

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Como?

 

Mais uma vez, esta é apenas história a minha experiência sobre o tema, mas normalmente tenho 3 opções.

 

Opção 1. Sair para correr, esta é mais simples mas requer aqui alguns cuidados, no que toca ao conhecimento que temos ou não do local, se o conhecemos bem à partida não temos grandes problemas, senão conhecemos encontramos o risco de nos perdermos, desta forma, costumo traçar um percurso simples e fácil de memorizar através das habituais ferramentas de mapas que todos nós utilizamos e seguir esse traçado, sempre com algum dinheiro e o cartão do hotel no bolso, para caso seja necessário regressar de táxi. Como alternativa ou complemento, hoje em dia também é comum os hotéis disponibilizarem tracks de percursos, tracks estes que tem um tema associado, i.e. história, natureza, que nos permite, lá está! Conhecer melhor a cidade onde estamos.

Uma outra excelente forma de responder a esta opção é entrar em contacto com uma crew local e marcar se possível um treino em conjunto.

 

Opção 2. Utilizar o ginásio do hotel, confesso que esta é aquela que menos me agrada e consequentemente a que menos uso, pois estas facilidades nos hotéis são sempre algo deprimentes e despovoadas o que leva a uma desmotivação e falta de empenho.

 

Opção 3Fazer exercício no quarto, isto mesmo... saltar da cama e seguir uma rotina de treino, tomar um banho é uma excelente forma de começar o dia, confesso que a uso bastante vezes, para além disso ando sempre com o meu conjunto de elásticos, corda de saltar e TRX que me ajudam a ter mais opções, contudo estes não são necessários para criar um treino rápido e eficaz que pode ser executado com o mínimo de espaço – como exemplo partilho aqui uma rotina de treino de “core” para cuidar dessa zona média e preparar esse six-pack.

 

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Rotina de Abdominais

Repetir entre 2 a 3 vezes com descanso de 90 segundos

  • 1m Prancha Completa (posição elevada de uma flexão de braços)
  • 30 segs Prancha com o apoio dos cotovelos
  • 1m Prancha com o apoio dos cotovelos com um dos pés elevados (30 seg com cada pé)
  • 1m Prancha Lateral (30 seg em cada lado)
  • 30 segs Prancha Completa (posição elevada de uma flexão de braços)
  • 1m Prancha com o apoio dos cotovelos


Porque é que ter os abdominais fortes é tão importante para um corredor?

A resposta é simples, primeiro grande parte da nossa força advém da nossa zona média - abdominais e lombares - logo quanto mais forte tenhamos esta zona mais força teremos, mas não só, esta zona é a responsável por suportar a nossa coluna, logo ajuda a que consigamos uma postura mais correcta e firme proporcionando um maior equilíbrio, também ao executar esta função de suporte da nossa parte superior e equilíbrio, liberta força das nossas pernas desta função, que vai permitir que esta seja canalizada na quase na sua totalidade para "correr".

Como disse, esta é a minha visão sobre o tema, vocês certamente terão a vossa e gostaria de saber qual é…

 

Costumam fazer desporto em viagem? 

 

Fico à espera, bons treinos.

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publicado às 08:00
editado por Correr na Cidade a 26/6/15 às 16:07

Por Filipe Gil:

 

Domingo é dia de....exato, vídeos! E voltamos a um dos nossos videomakers preferidos, o norte-americano Ginger Runner, que fez mais este maravilhoso vídeo de uma prova de 50Km. Tirem os vossos próximos 7 minutos e deliciem-se com as (excelentes) imagens do Ethan Newberry.

 

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publicado às 08:00

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Por Filipe Gil:

 

Este sábado, pelas 13h em Portugal, cerca das 04 da manhã na Califórnia (e quando alguns de vós lerem este post já os ultra corredores partiram) começa mais uma edição de uma das provas, senão a prova, mais mítica do trail running: a Western States 100 Endurance Run. Uma prova de 100 milhas – cerca de 160 quilómetros - que leva os corredores de Squaw Valley, no estado norte-americano da Califórnia, até Auburn, também na Califórnia.

 

Os corredores vão seguir os já “históricos” Western States Trails” e vão subir mais de 18 mil pés, que em quilómetros dá mais ou menos como 5486 metros.

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Esta é também das provas mais difíceis de entrar. Há várias maneiras. O top 10 masculino e feminino tem presença garantida. Depois há uma série de provas nos Estados Unidos que classificam para a WS100 (como a do vídeo que colocamos aqui neste post, onde o Ginger Runner tenta a sua sorte.).

 

Há ainda a loteria que torna ainda mais difícil entrar nos escolhidos para esta prova. Tudo começou em 1974/75, como já aqui escrevi várias vezes e como também o vídeo seguinte explica.

 

 

O senhor do vídeo é o mesmo que está na 1ª foto deste post (preto e branco). Esta prova, para mim é um sonho, se calhar impossível de concretizar, mas é um sonho.


Se me perguntassem: “escolhe uma prova, de estrada ou trail, que quisesses fazer em qualquer parte do globo, da Austrália a Tóquio, da Maratona de Nova Iorque, Chicago e a da Muralha da China”, aquele que iria escolher seria esta a 100 Western States 100 Endurance Run. Está na minha Bucket List. Sei que será muito difícil um dia fazer a prova, mas a vida é feita de sonhos, não? É que já me vejo a ir com a família à California, alugar uma daquelas pick ups e fazer as 100 milhas. 

 

Para os interessados na prova, podem seguir, ao vivo, o desenrolar da mesma no site oficial da prova. Sendo que para este ano há espetativas de como se comportaram os vencedores do ano passado, que foram o rápido Rob Krar, nos homens e Stephanie Howe nas mulheres. É uma prova ao estilo americano, pouco técnica, muito corrível, mas com alguns obstáculos interessantes.

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Quem gosta de trail, hoje é dia da prova rainha. Boas corridas.

 

 

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publicado às 08:00

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Por Rui Pinto:

Começo por dizer que esta é uma review incompleta. E porquê? Porque apenas consegui testar os Pantera – por força das condições atmosféricas atuais –, em terrenos secos, muito batidos e muito duros. Fica desde já prometida a segunda parte da review, para a época do tempo chuvoso, onde poderemos confirmar todo o potencial que se adivinha deste modelo.Confesso-vos que andava curioso relativamente a estes Pantera, uma vez que foi o modelo utilizado pelo ‘nosso’ Carlos Sá, por exemplo, no North Face Ultra-Trail du Mont Blanc, de 2014 - onde arrecadou um fantástico 8º lugar! -, e na 30ª edição Marathon des Sables, em Abril deste ano. Começa a notar-se um certo ‘pedigree’ nestes Berg Pantera!

O modelo testado está disponível no mercado nacional há relativamente pouco tempo, presumivelmente, há cerca de dois meses - embora o site da Cordura mencione, como data do seu lançamento, Agosto de 2014 – pelo que ainda não os vemos muito por aí. Uma coisa vos garanto: despertam muitos olhares curiosos.O par de Sapatos de Trail Berg Pantera testado foi gentilmente cedido pela Sport Zone, sendo que o conteúdo desta review reflete, naturalmente, uma opinião muito pessoal, relativamente ao equipamento testado, não incluindo quaisquer ‘guidelines’ ou indicações, por parte da marca que o fabrica e/ou comercializa.

 

DESIGN:

Olhando para os Pantera, na minha mão, pela primeira vez, dei por mim a fazer uma analogia entre estes Pantera e o grupo de power rock texano que, nos áureos 90s, enchia de decibéis algumas casas da minha rua. Na altura, gritava a plenos pulmões um Phil Anselmo completamente possuído: ‘Respeeect!!!’. Pois bem, é isso que os Pantera me suscitam, quando os admiro, sentadinhos quietos no sofá da minha sala.


No mercado nacional, apenas podemos encontrar o modelo no esquema de cores testado, isto, em amarelo e preto, com sola branca. (Embora tenha visto, na internet, imagens de um modelo em laranja, com a sola preta. Como este modelo não se encontra em comercialização, presumo que seja um protótipo apresentado numa qualquer feira internacional.)

Curiosamente, gosto da combinação de cores escolhida para os Pantera. Pese embora, e se atentarmos apenas à mistura do amarelo e preto que os compõem, poder-se-iam chamar ‘Abelhão’ – eu sei que os abelhões são só pretos, mas não poderíamos chamar nada menos que ‘Killer Bees’ àqueles rapagões, pois não? - devido à natureza quase agressiva dos sapatos. Seja como for, gosto da cor e do seu look! A marca não disponibiliza muitas informações sobre este modelo específico. Contudo, sabe-se que este é um modelo desenhado apenas para homem, e para corredores de passada neutra, com um peso reportado de 294 gramas.


No global, nota-se perfeitamente uma preocupação da marca nos acabamentos e materiais utilizados, para que estes Pantera se possam afirmar no mercado nacional e ombrear com os melhores modelos disponíveis para trail. Senão, veja-se: os Pantera utilizam ‘materiais CORDURA, para maior resistência e durabilidade; tecnologia HEIQ PURE & ADAPTIVE, para maior conforto e regulação de temperatura, e a sola de borracha incorpora a tecnologia VIBRAM MEGAGRIP, para maior aderência e segurança durante a corrida’.

 

CONFORTO:

Em termos de conforto, nota-se que a parte superior do sapato é de facto bastante arejada e possibilita um bom fluxo de ar, não se sentindo qualquer desconforto ou aumento de temperatura, na zona do peito do pé. O tecido utilizado - o Cordura AFT fabric -, possibilita ainda que os sapatos sejam leves e ágeis, mas também resistentes, para encarar os maiores desafios.


Nada a registar relativamente à língua do sapato ou aos seus atacadores, os quais cumprem perfeitamente, e sem quaisquer problemas, a sua função.


A palmilha de dupla densidade Ortholite, de cerca de 4 mm, que vem com os Berg Outdoor Pantera oferece um importante conforto adicional.Também a toe box, bastante cómoda e espaçosa, permite um bom conforto, ao nível dos dedos dos pés.

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AMORTECIMENTO:

Apesar de este ser um sapato com um significativo grau de flexibilidade, a sua sola incorpora uns impactantes ‘pitons’ direccionais de cerca de 4 mm, em borracha Vibram Megagrip, que nos passam a ideia de podermos subir a árvores, tal como as próprias panteras o fazem.

 

No que toca ao amortecimento, senti os sapatos algo duros. São sapatos para quem gosta de sentir bem o terreno que pisa. Pessoalmente, nas saídas para os trilhos que fiz com eles, senti a parte anterior da planta do pé excessivamente quente, quase desconfortável, o que me faz duvidar da sua eficácia, em treinos longos na mata, em condições meteorológicas secas e com calor. Contudo, o amortecimento na zona do calcanhar pareceu-me mais do que o suficiente, sem qualquer aspecto a relatar.

 

ESTABILIDADE:

 

Apesar de esta informação não ser oficial, estima-se que os Pantera tenham um drop de cerca de 9 mm, potenciando a ação da sola de borracha Vibram Megagrip, com uma aderência reforçada.

 

Os Pantera incorporam uma magnífica ponteira reforçada em borracha, bastante diferente dos modelos convencionais de sapatos de trail. Uma coisa é certa: de todas as vezes que os usei, só me apetecia dar pontapés em todas as pedras e ramos soltos que me apareciam pela frente, tal a segurança que a proteção frontal transmite! Mesmo para um ligeiro pronador como eu, considero que este modelo tem o suporte adequado, sendo que o sapato tem uma linha alta, que nos possibilita uma sensação de envolvência total ao pé.

 

Um ponto positivo a notar é a preocupação demostrada pelos designers e fabricantes com a zona do calcanhar, reforçada e desenhada para um conforto melhorado e um bom suporte para os tornozelos.

 

Em termos de aderência, digo-vos que os Pantera se agarram muito bem em terrenos secos, com terra e pedras soltas, assim como em segmentos de pedra. Testados apenas em condições secas e com terrenos muito batidos, como já seria de esperar, a sola Vibram, com os seus notáveis socalcos e entalhes, comportou-te à altura, fornecendo um grip imaculado. Não houve escorregadelas em descidas ravinosas ou com pedras soltas e gravilha. Também a aderência em secções de rocha e pedra se revelaram não oferecer quaisquer problemas aos sapatos felinos, que desfilaram, com toda a sua graciosidade, pelos trilhos, qual o animal que lhes empresta o nome.

Gostava de ver como estes Pantera se comportam a escoar a água da chuva e a sua aderência em terrenos verdadeiramente lamacentos, em condições de corrida mais extremas. Tenho cá um feeling de que nada os intimidará! Veremos.

 

PREÇO:

Os Berg Outdoor Pantera estão à venda por € 74,99, no site da SportZone – uma excelente notícia! -, com portes de envio grátis – outra boa notícia!

 

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CONCLUSÃO:

O que tenho a dizer, no geral, é positivo. O novo modelo Pantera da Berg Outdoor combina máxima tracção (Sola Vibram com Megagrip) com estabilidade, resistência e durabilidade através do mesh Cordura. Na minha opinião, são uns sapatos de trail ágeis, mas seguros. Os materiais utilizados e acabamentos são de muito boa qualidade e a experiência de utilização é bastante prazerosa.

Fica, desde já prometida a segunda parte da review, para o tempo chuvoso, onde possamos - ou não – confirmar todo o potencial que se adivinha destes Pantera, a trepar pelas subidas esguias e pedregosas, cobertas de lama, de Monsanto ou da Serra de Sintra. Quase que desejava que fosse já inverno!

 

AVALIAÇÃO FINAL

 

DESIGN: 17/20
CONFORTO: 17/20
AMORTECIMENTO: 16/20
ESTABILIDADE: 17/20
PREÇO: 18/20

 

TOTAL: 85/100

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publicado às 08:00
editado por Tiago Portugal às 08:49

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Por Ana Sofia Guerra

 

Os primeiros 12 km foram sempre a subir, subidas muito íngremes, com um calor enorme. À minha volta tinha corredores experientes (que reconheci de outras provas) e que estavam tão ou mais aflitos do que eu. Durante esta parte da prova fui sempre no encalço da Liliana e, numa das subidas, reparei que ela não estava bem. Perguntei se estava bem e se precisava de alguma coisa, ela diz que não e manda-me seguir. No final da grande subida voltei a encher a “bexiga” de água fresca, mas o calor apertava cada vez mais.

 

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De seguida, aparece uma parte sempre a descer, com estradas cheias de pedras e onde, à mínima distração, a queda era inevitável. Mas não caí! E ainda deu para acelerar um pouco.

 

Ao chegar ao abastecimento dos 14k (?) vejo o Luís Moura. Não o esperava ver ali e perguntei logo o que se tinha passado: desistiu da prova. E, pelo que contava, o Pedro Luiz também. Comecei logo a imaginar que ainda ia ter mais dificuldades. Mas ainda bem que o Moura fez essa escolha, pois ia ser determinante para a nossa continuidade na prova. Passados cerca de 5 minutos chega a Liliana, cansada (como nós) e também surpreendida por o ver ali. A partir daquele ponto decidimos ir os três até ao final. Já tinha dito que o calor era infernal? À medida que ia correndo, sentia o calor da terra cada vez mais intenso. Sentia-me inchada, fraca. Mas continuei.

 

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Continuámos a subir até à “nossa” aldeia (lá para 19 Km) e aí volto a separar-me deles por momentos, pois voltei a ficar sem água e precisava duma fonte urgentemente. De repente, oiço alguém gritar “há aqui água fresca” e subi a correr. Aquela água estava fresquinha e soube lindamente. Recomecei a correr e chego a outro abastecimento onde encontro o Nuno Alves (a descansar um pouco) e o pai do Pedro que me disse: “para mim isto acabou”, o calor e a desidratação tinham vencido esta batalha. Enquanto como umas gomas (que até nem gosto, mas a fome era negra), aparece o casal maravilha e lá seguimos nós novamente, agora na companhia do Alves e dum amigo.

 

Era sempre a descer. Fácil, pensam vocês. Mas longe disso. A mente dizia para continuar, mas as pernas não respondiam. Não era fome, era mesmo cansaço. O gel era alternado com o sal, e eu sentia logo a diferença. O calor teimava em não abrandar e eu tinha perdido a conta de quanta água tinha bebido. Quando faltavam cerca de 3-4k para a meta, um senhor da organização informa-nos que na serra estão mais de 40 graus e consegui negociar com ele um pouco gelo para refrescar a nossa água. Descansámos um pouco e voltámos a descer. Descidas íngremes, cheias de pó, ramos cortados no chão. Nessa altura, afasto-me novamente do casal, pois tiveram de fazer nova paragem. E eu sabia que, se parasse, ia custar muito mais.

 

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Os últimos 2 km faço-os sozinha, sem música, a ouvir os sons da serra e sempre a pensar se a Liliana estava bem e se continuava a correr. Ao chegar aos riachos para largar a serra, meti logo os pés na água. Que maravilha! Ainda tive força para sorrir para o meu telemóvel e para a máquina das fotos do Zé. Até à meta cruzei-me com alguns corredores dos 45 km (na realidade 53 km e uns trocos) a quem aplaudia e dava aquele “shot” de energia positiva. Notava-se bem que estavam exaustos e no limiar das suas forças.

 

A minha chegada à meta foi algo confusa, pois dirigi-me ao local da partida em vez do da meta. E depois, veio o alívio! Estava feita! (e a perna esquerda nunca me doeu). De medalha ao peito vou ter com os meus companheiros de aventura que estavam cansados, mas muito animados. Cerca de 10 minutos depois chega a Liliana e o Luís. E, para fechar em beleza, um abraço emocionado e sentido entre mim e ela. Aquilo é que tinha sido uma aventura.

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No que toca à organização (e esta é a minha opinião), todos foram 5 estrelas comigo: simpáticos, atentos ao meu estado, prontos a ajudar e a dar dicas úteis. Acho que ninguém estava preparado para aquele calor todo, principalmente porque não é comum naquelas bandas. A prova já por si era dura e, com este calor, acabou por se tornar um episódio do Survivor. Também quero elogiar as fantásticas medalhas e toda a estrutura do projeto que está por trás desta ideia.

 

Quanto a dicas de melhoria, acho que deviam ter em atenção à distância da prova. O meu relógio marcou 28,6 km e eu nunca me perdi. E os dos 45k fizeram 53k. Mais 1k naquelas condições deitam qualquer um abaixo e acabou por nos desorientar na localização dos abastecimentos. A meta devia voltar a ser dentro do largo como no ano passado. Logisticamente pode ser mais difícil mas, para quem corre, aquela entrada é fantástica! Os abastecimentos também podiam estar mais completos, pois só se viam mais gomas, bolo e banana.

 

Ah, fica também a dica de darem um pouco de Licor Beirão com gelo no final.

 

Boas corridas!

(leia a 1ª parte desta race report).

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publicado às 08:00
editado por Correr na Cidade a 24/6/15 às 15:02

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Por Ana Sofia Guerra:

 

Esta história começa há um ano atrás, quando me estreei no Louzan Trail 2014, nos 15K e na companhia da Joana Malcata e da Natália Costa. Nessa altura prometi a mim mesma evoluir nos treinos de trail e regressar em 2015 para uma nova aventura.

Durante algumas semanas, andei a portar-me muito bem: perdi peso e treinei mais. Mas nada me tinha preparado para a prova que iria encontrar naquele dia.

 

No sábado anterior à prova, participei no treino Calling All Crews (10K) e na corrida Marginal à Noite (8K) e, no final, senti uma dor aguda na parte posterior da coxa esquerda. No dia seguinte reparei que tinha uma rotura muscular com hematoma e comecei logo a fazer tratamentos de acupunctura e gelo, muito gelo. Nos dias que se seguiram comecei a ponderar se devia participar na prova, mas mantive o pensamento positivo. Quando chegou a sexta-feira de manhã, sentia-me muito melhor, praticamente sem dores e decidi que ia partir à aventura. A terapeuta que me tratou disse: “eu não concordo que vás correr, mas tenta poupar a perna”. E eu prometi isso.IMG_0344.JPG

A viagem até à Lousã correu lindamente e o calor que estava nessa altura assustou-me um pouco. O IPMA anunciava 39ºC para o dia da prova, mas eu ainda pensei que estivessem a brincar. O nervosismo era o sentimento que dominava a nossa “team aventura”. Quando chegámos a Cerdeira Village, local onde íamos ficar hospedados, reparámos que existiam fitas da prova que passavam na aldeia e junto à nossa casa. Em jeito de piada comentámos que alguém devia ficar com a chave de casa, caso quiséssemos desistir.

 

O dia da prova começou cedinho e, ao chegar ao largo da prova, já o Luís Moura tinha partido para os 45K. A ansiedade aumentava a cada instante e as idas à casa de banho repetiam-se. Encontrei o pai do Pedro Luiz que, no meio duma risada, comentou: “vê lá se chegas a tempo do jantar”. A ele prometi chegar a tempo.

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Quando soa o tiro de partida, já o calor estava a apertar, e lá fomos nós. O meu relógio desatou a apitar feito doido a dar indicação de que o meu ritmo cardíaco estava muito elevado e as minhas pernas pesavam imenso. Mas dores, nem vê-las.  

 

Este ano, a subida para a serra começou com a entrada e passagem pela fábrica de papel da Lousã. Ali perdemos algum tempo para percorrer alguns trilhos mais estreitos. Tal como aconteceu no ano passado, tivemos de passar cerca de 6 riachos para chegar à entrada da serra. E assim que começámos a subir, algo me dizia que iria ser mais difícil do que eu pensava…IMG_0356.JPG

(amanhã publicamos a 2ª parte da aventura da Ana)

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publicado às 08:00
editado por Correr na Cidade a 23/6/15 às 10:23

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Por Filipe Gil:

 

“Não dá mais! Tenho de ficar por aqui. Não vale a pena insistir. Acabou, desta vez é para parar mesmo!”. Foram estas as palavras que ecoaram na minha cabeça no final da tarde do passado domingo e que me obrigaram a agir.

 

Uma semana depois da Marginal à Noite (8Km) feita sem dores e apenas com umas dores no pós corrida, que no dia seguinte já não se faziam sentir, e com 3 sessões de fisioterapia e uma sessão com a Dr.ª Sara Dias (que agora também dá consultas na Estrada de Benfica, em Lisboa, aqui), depois de vários exercícios caseiros recomendados pela fisioterapeuta, depois de algumas sessões de fortalecimento muscular no ginásio, apenas uma  corrida ligeira de 4,5km deixou-me cheio de dores. No joelho e na alma.

 

Para ser completamente honesto, tenho que dizer que umas horas antes corri cerca de 15 minutos, se calhar nem tanto, na praia, com um amigo que se está a iniciar nestas coisas da corrida. Devagar, como manda a “lei das lesões”. E no final, nada de dores.

 

Depois da praia decidi ir “experimentar" e avaliar a lesão. Se já tinha corrido 8km sem dores tinha curiosidade como ficaria depois de mais 8 ou 10km, uma semana depois. Mas nem foi preciso tanto. Saí de casa, andei um bom pedaço para aquecer. Fiz movimentos de aquecimento dos joelhos, dos tornozelos, e lá fui. Devagar, devagarinho. E, tal como já disse, no fim de 4,5km, tive de parar. Respeitando as ordens da fisioterapeuta: “Há mínima dor, é para parar!”. Depois fiz os restantes 4,5 km de regresso a casa a andar. Ainda tentei esboçar uma corrida, mas mais do que 4 passadas e tinha que parar, tal era a dor.

 

Quando me sentei em casa, já sem dores, pensei para mim: “isto é daquelas coisas que vão e vêm. Se calhar amanhã, já estou bom”. Mas refreei os pensamentos. Não dá para continuar assim. Já chega! Estou mesmo farto. Ainda tive ânimo para ir fazer alongamentos com o foam roller. E não doeu mais nem menos que nas outras vezes.

 

E se me deitei com a sensação de que “se calhar foi pela água fria do mar (que não estava fria), ou da corrida na areia descalço (15 minutos?)”, acordei já com outra sensação: a de moínha no joelho. Contínua. Sempre presente. E ao descer escadas e subir as dores voltaram. Por motivos profissionais desci, na manhã de segunda-feira, a rua que vai das Amoreiras ao Marquês de Pombal, e tive de parar de andar pelo menos uma vez tal eram as dores no joelho. Parecia o dia a seguir ao Ultra do Piódão. Ridículo, não?

 

Uma regressão no tratamento na minha lesão. Claro que por culpa minha. Se estou a fazer tudo bem porque está a falhar a recuperação? Porque razão uma corrida de 4,5kms fez pior que a Marginal à Noite de 8km? Será que foi a corrida de 15 minutos na praia? Não é preciso ser-se muito inteligente, para ter a resposta. Se estou a fazer tudo bem, o que está a falhar? A única coisa que estou a fazer mal é: não parar totalmente enquanto reabilito. O máximo que estive sem correr (ou tentar correr) foram 2,5 semanas ou 3 – não consigo precisar -, o que para mim é muito, mas não é suficiente, parece, para esta lesão.


Por isso vou deixar de correr! Totalmente. Como sou uma pessoa de objetivos, passo a ter como regresso à corrida na Corrida do Tejo. É igualmente ridículo uma meta nesta altura, mas é assim que funciono. Espero chegar a essa altura e correr livremente. Sem dores. Coisa que já não me lembro como é.

 

Na passada sexta-feira depois do trabalho passei de carro por Monsanto. Eram cerca de 20h30m. O calor já estava a desaparecer mas ainda pairava no ar aquele “bafo” agradável de final de tarde de verão. O sol, cor de laranja, começava a pôr-se no horizonte O cheiro da terra quente e das árvores estavam no seu expoente máximo – que até no carro em movimento se faziam sentir. Fechei os olhos por momentos (não, não estava a conduzir) e lembrei-me dos treinos que lá fiz no verão passado por aquela hora. A sensação fantástica de correr, subir, descer entre risadas dos amigos. De correr com roupa leve e sentir a natureza em simbiose connosco. Algo que de gosto muito e de que tenho muitas saudades e que não vou poder fazer este ano. Mas para o voltar a repetir e não arranjar aqui uma lesão crónica, tenho de parar. Parar mesmo. Afastar-me da "tentação" de voltar a correr, tentar (o que não é fácil) abstrair-me das corridas que pululam à minha volta, e tentar atravessar com cabeça esta espécie de deserto sem treinos, sem corridas, sem correr.

Estou demasiado "envolvido" com esta lesão para dar conselhos a quem está a passar pelo mesmo, até porque cada caso é um caso. Contudo, se me perguntassem o que aconselho, a primeira coisa é: parem de correr JÁ !; e procurem um especialista. Sigam uma metodologia e não misturem várias. Escolham-na e sigam até ao fim. Se não resultar, então aí mudem para o próximo. 

 

Da minha parte é um "até já" nas corridas. Espero voltar mais forte lá para o fim do verão. 

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publicado às 08:00

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Por Nuno Malcata:

 

Eu, a Bo e o Tiago tivemos a oportunidade de testar a nova gama de tenis de trail da Merrell. Eu os AllOu Charge, a Bo os AllOut Peak e o Tiago os novissimos Capra Sport.

 

Os Merrell AllOut Charge são uma evolução dos Allout Rush que também testei e tanto gostei.


Os AllOut charge têm uma filosofia menos barefoot que os AllOut Rush. Embora com os mesmos 6mm de drop e peso semelhante, têm mais amortecimento, 12mm, e uma maior altura ao solo.Além dos ressaltos circulares de 5mm e sola Melect grip como os AllOut rush a sola foi melhorada com zonas especificas para ajudar ainda mais na aderência em subida e descida. 

 

Para esta review fiz cerca de 100Km com os Merrell AllOut Charge, desde uma caminhada por trilhos nos Açores, treinos em Monsanto e Sintra, um dos quais mais longo de 30km, e na última e exigente etapa do Gerês Trail Adventure.

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Há coisas que gosto bastante nestes AllOut Charge, como o look, conforto e aderencia fantástica que têm, mas existem alguns detalhes que não fiquei fã, como a língua presa a um dos lados, o formato a que obriga o pé dentro do ténis, o mau escoamento de água ou serem um forno em dias mais quentes sobretudo se as meias não forem muito respiráveis.

 

Especificando segundo as nossas categorias habituais:

 

DESIGN/CONSTRUÇÃO

Em termos de design do meu ponto de vista os Charge estão muito bem conseguidos, gosto tanto deles que até já os usei várias vezes no dia a dia, para passear. Gosto muito da cor viva do modelo que testei e da conjugação de materiais (tecidos e borrachas). 

 

Relativamente à construção os materiais são de boa qualidade, após mais de 100km com eles, alguns dos quais em condições bem duras como no Gerês, os AllOut Charge apresentam muito poucos sinais de desgaste. São bem mais robustos que os AllOut Rush, contudo a opção pela lingua presa numa das laterais não me faz sentido, bem como a ligeira curvatura que obriga os pés a apontar ligeiramente para dentro.

 

Também no Gerês, onde a água foi mais que muita, deu para perceber que o escoamento de água não é um dos pontos fortes deste modelo, sobretudo porque os tecidos absorvem muita água que não seca rapidamente. Nas condições que tiveram de passar na última etapa do Gerês Trail Adventure também não tinham grande tempo para poder secar :)

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CONFORTO

O que permite um bom conforto, ou seja o acolchoamento que rodeia todo o pé, também faz com que em dias mais quentes, e se as meias não forem bem respiráveis, os allOut Charge se tornem um forno para os pés.Em dias amenos ou locais mais frescos não tive esta sensação e gostei muito do conforto que proporcionam. 

 

AMORTECIMENTO

 

A carateristica que mais evoluiu no modelo relativamente aos AllOut Rush, os AllOut Charge têm um nível de amortecimento muito adequado, nem excessivo nem demasiado ligeiro, são adaptativos ao terreno sem sentirmos que estamos a correr sobre almofadas.

 

ESTABILIDADE/ADERÊNCIA:

 

Esta categoria é como uma faca de dois gumes, se a aderência é a melhor característica deste modelo, em qualquer tipo de terreno, seja seco ou molhado os ténis têm um grip fantástico, já em termos de estabilidade não gostei.

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Como já indiquei a ligeira curvatura dos ténis faz com que o pé fique quase obrigado a apontar para dentro e se não existe uma atenção extrema na passada, e onde se coloca o pé, a tendência a entorse é maior, algo que me aconteceu sobretudo nas primeira utilizações, tendo contudo me adaptado depois bem a este formato.

 

PREÇO:

P.V.P: 109,90€, um preço muito equilibrado para a qualidade que apresentam, uma boa aposta em termos de preço e completamente justa a meu ver.

 

AVALIAÇÃO FINAL


Design/Construção: 17 / 20
Conforto: 16 / 20
Amortecimento: 17 /20
Estabilidade/Aderência: 16 /20
Preço: 18 /20
TOTAL: 84 /100


Conclusão

Bons ténis mas menos entusiasmantes que a sensação que tinha com os Allout Rush, em termos de evolução mantiveram o óptimo grip ou ainda melhor, melhoraram o amortecimento, tendo piorado na estabilidade e sensações de corrida.

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publicado às 08:00
editado por Correr na Cidade a 21/6/15 às 22:17


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