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Por Stefan Pequito:

 

Há uns meses atras a Skechers deu-me as sapatilhas “GoRun Ultra” para testar. Sim, já fizemos reviews sobre este modelo (aqui) mas quis experimentá-los e deixar-vos a minha opinião.

 

Confesso que não estava a espera destas sapatilhas. Já as tinha visto nas lojas e já tinham sido testados pela nossa crew e, tinha, de alguma maneira uma impressão negativa. Eu queria era testar o antigos “GoRun Trail”, mas tive azar, a marca norte-americana descontinuou o modelo e não os consegui experimentar.

 

No dia em que os recebi e os fui levantar perguntei se são sapatilhas para trails mais técnicos e foi-me dito que sim, mas desconfiei. Para ser sincero, não têm aspeto disso, mas já lá iremos. Mal cheguei a casa, saí para o testar.

 

A leveza, mesmo muito leves, para o seu tamanho foi logo das características que me despertaram a atenção. Gostei muito de poder retirar as palmilhas, reduzindo o drop para 4 mm, em vez dos 8 mm que têm com as palmilhas de origem. Não gostei da sensação de estar “nas alturas” com as palmilhas. No final do primeiro treino com elas fiquei a pensar “não sei bem o que é tipo de sapatilhas são estas…”

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Mas lá foi treinando com elas todos os dias até que me habituei e comecei a gostar deles, sobretudo no local onde treino perto de casa que tem terro soft e nada técnico. E a dúvida, na altura, de os os experimentar em trails mais técnicos  ainda persistia.

 

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Antes de os levar para as alturas, corri com eles à chuva e aí surgiu o primeiro ponto negativo destas sapatilhas: demoram muito a fazer a drenagem da água que entra. E o corredor passa ainda algum tempo com as pontas dos pés molhadas. Não gostei disso, sobretudo porque é mais que normal que nos trails se molhem os pés, ou devido à chuva ou por pisar/passar por poças ou riachos.

 

Mas lá as levei para as testar em terrenos mais técnicos e levei-as para a Arrábida, numa zona com partes mais técnicas – nada de outro mundo, mas muita pedra solta. No início fiquei surpreendido como aderiram bastante bem à lama, mas depois, com as pedras, surgiu aquilo que eu temia, a instabilidade nas pedras. Talvez de serem muito altos, criam muitos desequilíbrios e até escorregam. Fiquei algo receoso e quase que torci os pés uma ou duas vezes – nada de grave, claro.  Mas percebi logo que não são sapatilhas para trails com partes técnicas, infelizmente.

 

Resumindo, são boas sapatilhas sem dúvida mas não para trails mais exigentes. São para provas mais longas ao estilo norte-americano ou até para um Ultra de São Mamede. Provas Ultra mas pouco técnicas.Achei-as bastantes confortáveis gostei dos atacadores elásticos e em termos estéticos são bastantes engraçadas mesmo sendo grandes. 

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São sem duvidas umas boas sapatilhas para treinar todos os dias, como eu faço, mas para aqueles dias com percursos mais técnicos, não. Infelizmente.

 

O preço  anda pela casa dos 85€ nas lojas da Skeckers e também a na Sport Zone.

 

Categoria: Neutros
Drop:  8-4mm

 

Avaliação (de 0 a 20):

DESIGN : 15
CONFORTO : 20
PREÇO:  20
ESTABILIDADE:13
AMORTECIMENTO: 19

 

Avaliação Total (de 0 a 100): 87

 
Deixamos aqui uma review do Ginger Runner que comprava aquilo que acabei de dizer:

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publicado às 13:00

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Na passada 3ª feira, antes do treino Into the Wild by Night, decorreu uma recolha de t-shirts para doar. Conseguimos encher a mala de um carro com roupa e outros bens e ainda há mais gente a querer contribuir!

 

O Correr na Cidade juntou-se ao T-shirts com Bolachas, um grupo de amigos com muito boa vontade: portugueses residentes em Angola, que dedicam o seu tempo livre à distribuição de t-shirts e outro material a quem mais necessita, não só em Angola, mas também durante as suas férias em Cabo Verde e Cuba, por exemplo.

 

Como houve pessoas que não tiveram a oportunidade de comparecer na 3ª feira para dar o seu contributo, decidimos dar-vos mais uma hipótese:

 

Onde: Centro Comercial Monumental, na área da Restauração, junto à Bertrand.

Quando: sábado, 20 de Dezembro, 11h00.

O quê: doação de t-shirts de corrida e outro material (têxtil, calçado, brinquedos).

Quem: T-shirts com Bolachas (mais informação na página de Facebook).

 

Quem não tem disponibilidade no horário e local proposto, pode sempre contactar o T-shirt com Bolachas diretamente, pelo Facebook.

 

O nosso muito obrigada a todos aqueles que já deram o seu contributo.

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publicado às 07:00

Por: Luís Moura

 

Em Portugal associamos o trail running a correr no meio da montanha, entre árvores, rios e grandes declives verticais.Mas uma boa parte do país tem outras características geológicas que podem ser aproveitados para também se praticar trilhos.

Neste caso especifico a costa algarvia, onde não existindo nenhum ponto de elevação muito alto, tem algumas serras e permite umas voltas engraçadas.

 

Foi neste espírito que no passado fim-de-semana participamos na primeira edição do Albufeira Night Trail, a convite dos organizadores,  a INATEL, e da associação O Mundo da Corrida. Ao recebermos as primeiras informações da prova deu para perceber imediatamente que 650D+ numa prova de 47 Km só podia querer  dizer que o ritmo da prova iria ser alucinante comparando com os ritmos normais a que estamos habituados nos trilhos. Diria até mais próximo de um ritmo de estrada elevado do que de um trilho leve.

Tendo em conta essa informação, o planeamento de treinos no ultimo mês foi feito nessa direcção, onde reduzi os treinos com grandes subidas/descidas e privilegiei mais treinos em estradão e alcatrão com vista a subir um pouco a parte cardio. Inclusive fui fazer a Meia-Maratona dos Descobrimentos no fim-de-semana anterior como preparação. Depois da surpresa do tempo final nesse dia, viria o impacto na prova que falo em detalhe mais à frente, mas como é evidente, aquele tempo muito rápido na Meia fez mossa.

 

Prova

Chegamos a Albufeira perto das 21h30m e fomos directos levantar o dorsal  nas instalações fantásticas do Inatel. O Kit estava bem composto com um apito, camisola da prova, revista da praxe e uma lanterna minúscula que deveria ser para alguma emergência na prova, mas a minha por exemplo já vinha quase sem carga na pilha.

Depois de uma boa noite de sono e de um pequeno reconhecimento por Albufeira, fomos almoçar em frente ao mar e relaxar um pouco antes de se iniciar a preparação para a prova que começou pelas 16h.

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O tempo estava um pouco "fechado", com algumas nuvens mas nada de muito pesado. Caiu um pouco de chuva 30 minutos antes do arranque mas já era previsto. Como estávamos no Algarve, com a partida da prova ainda durante o dia e com uma temperatura "menos fria" do que no resto do país, optei por ir um pouco mais leve apenas com um corta-vento, luvas e cinto de hidratação pequeno. Objetivo:  era levar o menos peso possível para o ritmo elevado previsto para a prova.

Quase 50 atletas na box da partida criada na praia em frente ao Inatel e às 16 horas em ponto arrancámos.

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Inicialmente fizemos +/- 650 metros ao longo da praia e depois foram quase 2 km a subir até sairmos de Albufeira e entrarmos em trilhos pelo meio dos terrenos de cultivo e pasto.

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( Partida foi lá ao fundo no edifico azul e percorremos o areal até este edifício branco grande na esquerda )

 

Por esta altura destacou-se um conjunto de 7 atletas que durante os km's seguintes iriam definir 3 grupos distintos. Um corredor que avançou e começou a distanciar-se dos restantes, depois 3 elementos no encalço dele e por fim eu e mais 2 elementos já separados uns metros uns dos outros -  mas sempre com um ritmo similar.

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Até ao primeiro abastecimento aos 6,5km o ritmo andou sempre perto dos 4:05/4:15km, muito rápido para uma corrida tão comprida. Nenhum dos 7 usufruiu deste abastecimento.

De seguida entrámos num sobe e desce por estradões até ao abastecimento dos 15km, a média andou muito perto dos 4:40/km. Por esta altura os 4 primeiros rolavam já longe do meu plano de visão e fui seguindo em 5º.

Parei no abastecimento dos 15km para encher o bidão de água e o atleta que vinha atrás de mim passou-me no minuto que lá estive. Novamente ninguém da frente parou no abastecimento.

Do abastecimento dos 15km até ao abastecimento dos 21km foi um segmento com a altimetria quase sempre a subir de uma maneira ligeira. Por esta altura nada na corrida se passou em termos de ritmos ou classificações, uma vez que que naturalmente os corredores com ritmos diferentes já estavam encaixados.

 

Pouco depois junta-se a mim outro corredor e ultrapassa-me antes de chegarmos ao abastecimento dos 28km, no topo de Paderne onde a prova de 20km arrancou. Nesta altura chego com cerca de 20 minutos de atraso em relação ao primeiro e novamente fico a encher o bidão de água e comi rmarmelada e um pedaço de banana com sal. Mais atrás na subida tinha ingerido 80ml de magnésio liquido porque as pernas começavam a acusar um pouco o esforço da Meia Maratona do fim-de-semana anterior -  para além de que aqueles 7km iniciais a ritmos elevados não ajudaram em nada.

 

Segunda metade da prova

Arranquei de Paderne em 7º e lá comecei a fazer o ataque para o alto do Castelo. Nesta parte da corrida as marcações estavam muito distantes umas das outras. Adicionando o facto de estar noite cerrada com muitas nuvens, a visibilidade ser muito muito baixa, o que me  obrigou a usar o frontal com muita intensidade. Aqui o  ritmo teve de ser necessariamente  um pouco mais baixo sempre à procura da próxima fita no meio das árvores, com várias opções de caminhos à nossa frente.

 

Pelo km 30 chego ao topo da serra junta ao Castelo. Dois minutos antes passa por mim um jipe da Cruz Vermelha com três elementos de prevenção a perguntar se estava na prova dos 47km. Abanei afirmativamente com a cabeça enquanto seguia porque estava a triturar uma barra de cereais com chocolate... e que bem que me estava a sentir a ingerir aquele  repasto no meio do escuro até ser interrompido por aqueles holofotes do jipe...

Com várias tropelias pelo caminho por causa da lama, fiz 2km a andar nas subidas mais íngremes para descansar um pouco as pernas. Mas mesmo assim ainda deu para passar aos 30km com 2h37m de prova. Muito elevado o ritmo para uma prova tão comprida e logo no fim-de-semana seguinte a um esforço grande da Meia dos Descobrimentos.

Depois do topo da serra, apanhamos uns 2km de trilhos. A única coisa que me passou pela cabeça foi "trilhos !!!!!! ". Ao fim de 30km, o primeiro troço da prova onde nos sentíamos de facto a fazer um trail puro... ui que sorriso apareceu na cara... Aí foi a descer até um riacho grande que tivemos que atravessar, molhando os pés  com água pura e gelada, porque até aqui já tínhamos apanhado vários km's de lama fina e escorregadia e por esta altura os pés andavam frios e húmidos, mas agora era mesmo água em grandes quantidades.

Depois de passar o riacho, uma subida de uns 45D+ em cerca de 300 metros. Uma brutalidade para quem já ia em quebra física. Fui devagar a tentar recuperar as pernas, que por esta altura já começaram a doer bastante. A fatura do esforço inicial e da prova do fim-de-semana passada estava a aparecer e com o meu nome no destinatário.

 

Estradões e frio

Depois entrámos novamente em estradões, mas agora em mistura de pisos, a intercalar com muito alcatrão.

Por esta altura já era noite cerrada, com muito vento frio gélido estava a fazer mossa no meu corpo e na minha mente. A juntar ao cansaço das pernas, comecei a perder o ânimo por estar a tremer de frio.  E, sem pensar, fui abrandando o ritmo. Ao km 33, 34 e 35 andava a rodar bem acima dos 6/km. As pernas pareciam dois blocos de cimento que não se queriam mexer. Foram uns km's muito complicados, sozinho no meio do escuro cheio de frio com dores enormes e a pensar em coisas que normalmente não deixo entrar no meu pensamento enquanto corro. Parecia que tinha recuado dois anos na minha preparação. Fui abaixo e desci muito o ritmo.

 

A seguir ao abastecimento dos 35km, aparece o corredor que vinha em 8º. Era o David Faustino que vinha no seu ritmo tranquilo e estável. Viu-me a sair do abastecimento quando ele estava a chegar e acelerou para apanhar-me mais à frente. Chegou perto de mim e fez aquilo que era preciso. Fez aquilo que "Eu" precisava. Deu-me um novo alento ao longo de 3 ou 4km onde foi sempre a falar comigo e a sentir que eu não estava bem.

Por esta altura íamos a médias de 5:35/5:45km e as pernas estavam mesmo KO. Aos poucos com o incremento do ritmo comecei a pensar em outras coisas, já que não estava sozinho agora. A mente voltava a controlar o corpo. O David Faustino a sentir que estava melhor foi embora devagar. Só o voltei a apanha-lo no abastecimento dos 41km. Novamente enchi o bidão de água e comi banana com sal.

 

O retorno à corrida

Parti no encalço dele e apanhei-o cerca de 1km à frente. Sentia-me fresco e coloquei um ritmo bem mais alto. Estava de volta!!! Por esta altura vi um frontal mais ao longe.  Era o espanhol que me tinha passado logo a seguir ao abastecimento dos 15km, mas  que,  naquele momento, seguia à minha frente num passo muito lento. Perguntei-lhe se estava tudo bem, respondeu "Todo Bien" e segui.

 

No espaço de 2min saltei de 8º para 6º novamente. Mas mais importante do que isso, tinha retomado o ritmo e o gosto por estar ali. O facto é que entramos em km's  mais protegidos do vento e o corpo aqueceu um bocado. Comecei a desfrutar do que estava a fazer. Comecei a sorrir para comigo mesmo. Comecei a fazer aquilo que gosto, e era para isso que ali estava. Comecei a rolar e senti que o David Faustino tinha ficado ligeiramente para trás - depois da meta disse-me que ficou a ajudar o Espanhol. Para quem anda sempre a perguntar o que é o espirito do trail, este é o espirito do trail! Ser altruísta e ajudar aqueles que estão a necessitar de um pequeno empurrão ou de um conforto, nem que seja psicológico e momentâneo. Prejudicar um pouco o seu andamento e um tempo final para dar pequenas ou grandes ajudas a quem está a precisar delas.

 

Eu não acredito em ajudas para fazer um trail a 100%. Partir em grupo de 3 ou 4 pessoas e fazer 40 ou 80km sempre em grupo. O trail ou trilhos, como preferirem, tem que ser mais do que isso. Tem que ser uma experiência singular e pessoal. Tem tudo a ver com o que batalhamos, com o que sentimos e com o que ficamos depois da experiência.

 

Em casos particulares faz todo o sentido ter pequenas recargas de energia durante uma prova, mas tem que ser sempre sem retirar a totalidade da experiência que é fazer um trail mais longo. Toda  a parte de autoconhecimento, autosofrimento e autodisciplina tem que ser feita a solo. Com treino, dedicação e humildade. As provas são apenas o reflexo dos treinos.

 

Daqui o meu respeito e sincero obrigado por pessoas como o David Faustino partilharem as suas experiências connosco. Ter alguém que tem muita experiência em  ultras e  corrida, não só é um prazer mas uma regalia podermos ouvir e aprender com quem sabe e já passou por muito mais do que nós.

 

Final do túnel

Começo a ver luzes de uma cidade e percebi estávamos já a chegar a Albufeira. Entramos pela zona da camionagem, seguimos cerca de 2km por um jardim, quase sempre a descer e entramos nas traseiras do Inatel. Pelas ruas por onde passávamos, as poucas pessoas que se cruzavam connosco ficavam a olhar como se alguém com as nossas vestimentas e cheios de lama até meio das pernas fosse uma coisa completamente diferente do habitual.

Avistei a recta final que passa mesmo em frente ao hotel e que estivemos a fazer o reconhecimento antes da prova, passar por baixo do túnel de acesso e entrar na areia. Aqui foi a única surpresa da prova, pois pensei que iria acabar no mesmo ponto onde começou, mas a organização pregou-nos uma partida e moveram a chegada para a esquerda fazendo-nos percorrer quase 100 metros de areia para depois subir para uma escadaria do edifício que permite o acesso à praia.

Muita luz e algumas pessoas à espera. O speaker anuncia o meu nome e apercebo-me da presença da Liliana e do Nuno Malcata, com máquinas nas mãos a eternizar o momento. Um ou outro atleta ainda lá estava mas devido ao frio e ao vento forte e gélido, todos os atletas depois de passarem a meta desapareciam para o conforto do lar ou do hotel para tomar banho e aquecerem.

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Afinal e a Meia Maratona ?

Confesso que senti um pouco o peso da Meia-Maratona dos Descobrimentos, feita no fim-de-semana anterior. Não foi feita em esforço máximo, mas foi um grande esforço do ponto de vista cardio e muscular. Passei a maior parte da semana com algumas dores nos bíceps-femoral e tive que controlar e preparar a recuperação para os 47Km.

No fim, confirmou-se o que pensávamos dois meses antes da prova. Foi uma prova muito rápida, talvez rápida demais para se aproveitar muitos dos pormenores com que fomos contemplados. O primeiro classificado fez os 47KM em 3h44m. Isto é ritmo de maratona de estrada! Muito rápido para um trail, mesmo com pouca altimetria. O meu Garmin deu 700D+ no final.

 

No final cheguei com 4h26m e uma média de 5:33/km. Muito acima da média de estrada mas alta para um trilho e para um piso que tinha muitos km's de lama.

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Fica a questão no ar: se não tivesse feito a Meia-Maratona tão rápida na semana anterior, será que não teria feito o Night Trail de Albufeira mais rápido? Talvez. Ou quase de certeza.

 

Estou convencido que seria muito fácil retirar 15/20min ao tempo final devido aos +/-3km que fiz a pé nas subidas mais íngremes enquanto recuperava as pernas. Daí a importância de se planear as provas, os treinos, os períodos de descanso e a alimentação. Daí andar sempre a bater na mesma tecla. O macro planeamento dos ciclos de carga de treino ajuda muito a obter melhores resultados.

 

 

E a 2ª edição da prova ?

A prova no geral foi bem conseguida. O percurso tentou percorrer diversos pisos e os abastecimentos nos 47km foram suficientes. Havia em quantidade e diversidade. Não havia necessidade de mais sinceramente, já que a prova foi muito rolante. No entanto, houve problemas nos abastecimentos da prova dos 20km por terem sido colocados mais tarde do que era suposto, o que fez com que a maior parte dos elementos dos 20km passa-se por eles... sem eles lá estarem. Um ponto muito importante a rever em próximas edições.

 

Quanto às marcações, houve alguns pequenos problemas. Em algumas zonas notou-se que os habitantes literalmente mexeram nas fitas. Tanto arrancadas como cortadas, muitas não estavam no sitio. Em alguns pontos, a distância entre fitas para uma prova nocturna era um pouco elevada e levantou algumas dúvidas sobre o trajecto.

 

Os marcadores tinham na parte inferior um elemento reflector, mas revelou-se pequeno, visto que em alguns sítios onde a fita enrolava ou desaparecia no meio dos ramos dos arbustos onde estavam colocados esse elemento deixava de ser reconhecível. Prender as fitas nas duas pontas ou aumentar ligeiramente o ponto reflector resolve 99% destes problemas encontrados.  O material plástico utilizado também não é a melhor opção durante este período do ano em que a chuva abundante faz com que a fita enrole sobre si mesma mais rapidamente, havendo menor material a ser identificável pelo corredor.

 

Deixo a sugestão para numa próxima edição do evento:  que o grupo dos 47Km saía com maior diferença horária face aos dos 20km. É sempre mais interessante quando os primeiros do longo chegam com outros corredores do curto a chegar e ter mais pessoas concentradas na meta. Se antes de chegarem os dos 47km, os dos 20km chegam e vão às suas vidas, perde-se um pouco da envolvência e do apoio humano.

Aumentar de 30 minutos para 60 minutos a diferença na partida pode ser o suficiente para ajudar neste aspecto e permite também que o dos 20km consigam assistir à partida da prova longa...

 

No geral,  foi um fim-de-semana bem passado com mais três elementos da crew. Deu para passear por Albufeira, pela praia e por sítios muito curiosos de observação, o que aliado às provas é o que de bom tem os trilhos. Percorrer o nosso país e descobrir todas as coisas maravilhosas que tem para nos oferecer e que muitas vezes nos esquecemos que estão ali.

Temos muito o hábito de pensar que a galinha da vizinha dá melhores ovos. O que temos que aprender é a gostar do que temos e do que fazemos para retirar o máximo do que existe nesta vida.

 

Boas corridas, Boas festas e até 2015 que agora é altura de descansar as pernas até Fevereiro/Março.

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publicado às 13:10
editado por Bo Irik às 15:19

Por Filipe Gil

Trilhos. Ultra Trilhos. Corridas e treinos longos em terra batida, montanha, lama, pedra ou areia. Mas lá por estarmos no meio da Natureza não quer dizer que não devemos estar bem equipados, não só em qualidade mas também com uma estética apurada, não acham?

 

Deixo-vos aqui as minhas sugestões, algumas, se calhar menos usuais para o pessoal dos trilhos mas que derivam da minha experiência pessoal com a maioria das sugestões. Alguns dos produtos foram experimentados por mim e outros fazem parte da minha wish list pessoal. Leste bem, Pai Natal?

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Legenda da imagem:

  1. Puma Trucker Hat – PVP 20€- É um must entre os corredores de ultra trail nos Estados Unidos. E a moda em breve chegará cá - não digam que não avisámos. São óptimos para correr porque a rede deixa entrar ar e "refrescar" as ideias. E porque dão um grande estilo - mesmo para as trail girls. Para além destes da Puma há outras marcas que os têm. Aqui.

  2. Buff Anton Kupricka – PVP: 12,5€ - Pouco há a acrescentar à relação entre trails e buffs. Fazem todo e qualquer sentido. Aconselhamos este como poderíamos aconselhar outros. Mas como gostamos muito do Kupricka, achamos que é uma boa opção. Aqui

  3. Relógio GPS A-Rival da Spoq – PVP 99€ já com portes de envio - É dos relógios que mais sucesso tem feito no pulso dos trailers  portugueses. É germânico por isso espartano, mas está lá tudo o que é necessário. E já vem com banda de frequência cardíaca. Como alternativa, e se quiserem gastar mais dinheiro, ou melhor, investir, têm o Fénix 2, da Garmin, ou Suunto Ambit 3, que são relógios GPS fantásticos e lindos, mas ambos acima dos 300 euros.Aqui.

  4. T-shirt técnica para trail Chicara da Hoko – PVP: 39€ - É uma marca espanhola pouco conhecida dos corredores portugueses. A qualidade/preço é muito boa. Este é o  modelo que alguns dos membros do Correr na Cidade usam e não querem outra coisa. Aqui

  5. Calções Puma – PVP:35€- Leves, com bolso e nem se sentem que os temos vestidos. E secam rapidamente. O que pode um trail runner pedir mais? Talvez compressão? Mas para isso existem várias marcas com bons calções de compressão que podem usar por debaixo destes. Aqui.

  6. Casaco Salomon Fast Hoodie M Midnight Blue. Não é fácil encontrar um bom casaco para trail, sobretudo se andarmos à procura de impermeáveis. Por isso, e não tendo muita experiência em trails com chuva que se justifique tirar o casaco da mochila, optei por uma boa marca na área do trail running.   – PVP: 100€ - Aqui.

  7. Meias Injiji – PVP: 12,50€- Adeus bolhas. A separação dos dedos dos pés ajuda a evitar o surgimento de bolhas. E se as ultra e os trails requerem um grande esforço dos pés. Aqui.

  8. Hoka One One – PVP:140€ - Gostamos de ser vanguardistas. Ainda há poucos corredores a correrem em Portugal com esta marca nos pés. Porque não serem um dos primeiros? Como alternativa a este modelo sugiro os Adidas Riot 6, os Puma Faas 500 TR ou ainda os Asics Trabuco, claro!. Aqui.

  9. Mochila Berg LYNX TRAIL RUNNER 10+5– PVP 69,90 na Sport Zone: É a mochila do Carlos Sá. Está tudo dito. Mas como alternativa há a nova mochila da Kalenji, que custa 30 euros e tem recebido notas muito positivas de quem a testou. Aqui.

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publicado às 05:00

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Por Tiago Portugal

 

Numa prova com muitos quilómetros são vários os fatores que influênciam o desfecho final e que podem determinar a conclusão ou não da prova e o fato de atingirmos os objetivos a que nos propusemos.
Além de toda a logística necessária, um dos aspetos relevantes neste tipo de provas é a adequada gestão dos abastecimentos.

Por vezes a diferença entre terminar uma prova ou abandonar são os 5 minutos de descanso ou uma escolha errada de alimentos. Já esgotados chegamos a um abastecimento, descansamos um pouco as pernas, comemos banana com sal grosso, que tem um efeito regenerador no meu caso, bebemos Coca-Cola e de repente sentimos uma nova energia, o ímpeto regressa e estamos prontos para mais uns Km's.   

 

Por norma, nas provas de trail com mais de 44km é frequente existirem pelo menos 4 abastecimentos, número que aumenta em proporção da distância total da prova. O que fazemos em todas estas paragens é relevante. Devemos “ouvir” o nosso corpo e dar-lhe o necessário para continuar a correr por mais uns quilómetros, seja descanso ou nutrientes. As opções são diversas, desde não parar em nenhum abastecimento, ficar o mínimo só para abastecer água ou simplesmente descansar uns minutos, é importante definir uma estratégia e ir adaptando-a às nossas necessidades e às vicissitudes de cada prova.

 

Conhecer o nosso corpo

Um dos principais aspetos é conhecer o nosso corpo, saber a que alimentos respondemos bem, o que não toleramos mesmo e muito importante, tentar não “inventar “em dias de prova. Dentro da oferta normal das provas de trail, podemos encontrar fruta (banana, laranja, melão, melancia), marmelada, batatas fritas, tomate, amendoins, paio. Improvisar na hora de escolher os alimentos é uma das razões para nos sentirmos mal, condicionar o resto da prova e em alguns casos levar ao abandono. O melhor é utilizar os treinos, principalmente os longos, para ir testando os alimentos e a reação do nosso organismo. 

 

Ao fim de algumas horas a correr e de esforço contínuo em montanha o nosso corpo vai mudando as suas necessidades e a resposta aos diversos alimentos, sendo por isso necessário aproveitar os treinos longos para ir testando as diversas alternativas existentes no mercado. Pessoalmente os géis com café dão-me muita energia, a banana com sal já me salvou em algumas provas e por estranho que pareça, naqueles momentos é só o que me apetece comer e sabe-me bem.

 

Pré-Prova

O Luís Moura já falou aqui da importância da logística de uma prova, entre os quais está a avaliação dos abastecimentos. Uma boa opção é ir à página Web das provas, e se a informação estiver disponível, ler onde estão os abastecimentos e que alimentos e bebidas vão estar ao nosso dispor. Se a informação não for disponibilizada o melhor é enviar um e-mail a solicitar esclarecimentos. Conhecer e saber que alimentos vão estar presentes é uma informação valiosa na hora de definir a nossa estratégia de alimentação e hidratação.

 

Estratégia

Não deixar nada ao acaso. Elaborar um plano para cada prova, saber se, e onde vamos parar, quanto tempo vamos ficar em cada abastecimento e o que comer em cada um deles. Escolher os alimentos a levar na mochila e a quantidade de água e de isotónico a carregar. Ter uma estratégia previamente definida é uma ferramenta de gestão que vai permitir antecipar necessidades futuras e diminuir o risco de nos esquecermos de levar a quantidade necessária ou mesmo aquele produto que por vezes faz a diferença. Em prova, muitas vezes é necessário efetuar uma gestão cuidada dos líquidos, e saber o tempo que falta até ao próximo abastecimento é crucial. Uma correta ingestão de líquidos e sólidos é fundamental para o sucesso de uma prova. Ficar sem água e isotónico numa prova e longe do próximo abastecimento condiciona a prestação, cria stresse, e pode mesmo ter graves consequências.

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Ser flexível

Podemos ter o melhor plano do mundo, ter a prova toda estudada e mesmo assim algo não correr bem. É importante saber escutar os sinais que o corpo vai dando e perceber as nossas necessidades e fraquezas. Os elevados gastos calóricos e energéticos gerados ao longo de um esforço físico contínuo, determinam o que o organismo vai necessitar na progressão da nossa prova. Assim é vital repor os níveis de sais minerais e iões fundamentais no esforço muscular.No entanto, devemos ser flexíveis e não ter medo de comer aquele capricho, seja chocolate, bolachas ou coca-cola, esse mimo pode muito bem ser aquilo que nos vai salvar. Aquele chocolate Snickers que às vezes me sabe tão bem.

 

Gestão do tempo

Apesar de em algumas provas os abastecimentos serem um autêntico festim alimentar não são nenhuma prova de degustação. Parar 10 ou 15 minutos em cada abastecimento para comer e conversar significa mais uma ou duas horas de tempo final de prova. Deve efectuar-se uma pausa mais longa para descansar caso seja necessário mas parar demasiado em todos os abastecimentos vai atrasar-nos e prejudicar os nossos objectivos para a conclusão da mesma. Uma boa opção é definir um plano de gestão do tempo de paragem, sendo que nas provas maiores, devemos a meio da mesma efetuar uma pausa maior.

Por exemplo, numa prova de 80km não parar no 1º abastecimento, a não ser que seja necessário repor líquidos, e fazer uma paragem maior ao km 40. 

 

Paragem Grande

Nas provas longas é usual existir um abastecimento a meio onde podemos descansar, comer algo mais consistente, trocar algumas peças de roupa e de sapatilhas. Estas pausas são importantes para relaxar, redefinir estratégias e objectivos. É altura de recuperar do esforço e ganhar ânimo e energia para terminar. Se necessário podemos repetir esta pausa no terço final da prova.

 

Na Serra Nevada o fato de não ter trocado de sapatilhas a meio da prova e ter tomado uma má opção estratégica, improvisei e resolvi pela 1ª vez utilizar os bastões, prejudicou a minha prestação e quase me levaram a abandonar.

 

Os voluntários

Em 99% das provas os voluntários presentes são uma ajuda preciosa. A palavra de incentivo e o sorriso que nos ajudam a elevar o moral e a continuar determinados. O apoio dado nos abastecimentos é crucial, desde encher os bidões e os reservatórios de água e isotónico, tirar dúvidas, aconselhar sobre os alimentos e ajudar nos problemas físicos. Responder com um sorriso às mesmas perguntas repetidamente, “onde estamos” e “quantos quilómetros faltam”. Aquelas mentirinhas tão importantes, “estão quase a terminar”, “já só faltam 2km” ou então “ a partir de agora é sempre a descer”. Os voluntários são também eles corredores de montanha, e podem ajudar-nos a alcançar o nosso objectivo mais do que imaginamos. A única regra é agradecer sempre.

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publicado às 14:30

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Por Carmo Moser

 

Já há algum tempo que tinha curiosidade em experimentar umas sapatilhas que proporcionassem uma passada mais natural. Até aqui, a minha única experiência “barefoot” resumia-se a uns poucos quilómetros “palmilhados” descalça na praia, experiência essa que não voltei a repetir. Por isso mesmo, foi com satisfação que aceitei o convite da Merrell para experimentar as Barefoot Run Bare Access 3.
 
Já com alguns quilómetros corridos em trilhos, em estrada e até mesmo em ginásio, ainda estou a “aprender e compreender” como correr com sapatilhas mais minimalistas. As primeiras impressões com que fiquei foram as seguintes:
 
AMORTECIMENTO E ESTABILIDADE: com um drop (diferença entre a altura do calcanhar e a altura da frente do pé) de 0mm e 8mm de espessura de cushioning, as Barefoot Run Bare Access 3 são bastante diferentes das sapatilhas que estou habituada a usar. Até aqui tenho sido utilizadora fiel de modelos com bastante amortecimento e estabilidade, como os Asics Nimbus, os Adidas Supernova ou os Salomon Speedcross. Na verdade, gosto de sentir o conforto e a protecção que estes ténis proporcionam. Por isso mesmo, estava com grande expectativas quanto à adaptação a um tipo de sapatilha como esta.
 
ADAPTAÇÃO: Correr com uns Barefoot Run Bare Access 3 é completamente diferente de correr com sapatilhas “tradicionais”. A sensação ao calçá-las pela primeira vez foi de estranheza. Senti a falta do conforto e do “aconchego” dos meus ténis habituais. De facto a adaptação não foi de todo imediata, mas tem sido gradual e lenta. Desde logo percebi que numa fase inicial teria de correr distâncias MUITO mais curtas, a um ritmo MUITO mais lento. Para fazer esta transição de uma forma “tranquila”, tenho usado as sapatilhas não só nos treinos de corrida, mas também para fazer caminhadas e para ir ao ginásio. O drop zero “obriga” a uma postura e a uma passada completamente diferentes daquela a que estava habituada. O ataque ao solo acaba por ser feito pela parte dianteira e do meio do pé e não pela zona do calcanhar e a passada torna-se bastante mais curta.
 
TOE BOX: a parte da frente é bastante larga, permitindo que os dedos fiquem acomodados sem sentir qualquer aperto. Uma das grandes vantagens que tenho vindo a sentir é a diminuição dos problemas que sempre tive com as unhas dos pés.

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ADERÊNCIA: a sola exterior VIBRAM® apresenta uma óptima capacidade de aderência em praticamente todos os tipos de piso, com excepção de pisos molhados, onde senti que estava a “patinar”. Tenho tido alguma dificuldade em utilizá-las em trilhos mais agressivos. Também aqui tenho notado que a adaptação tem de ser gradual, pois a sensação de contacto com o solo é muito maior do que com as sapatilhas convencionais; sentindo qualquer irregularidade. Por enquanto tenho procurado treinar em trilhos mais suaves e menos técnicos, sendo que o piso em terra batida é onde me sinto mais à vontade para correr.

 
FLEXIBILIDADE: a sola das Barefoot Run Bare Access 3 apresenta uma estrutura bastante flexível, sobretudo na zona frontal e na zona do dedo grande.
 
LEVEZA: esta é uma das características mais evidentes dos Barefoot Run Bare Access 3. São extremamente leves: pesam cerca de 200g.
 
VENTILAÇÃO: a parte exterior superior é feita de uma malha perfurada, com óptima capacidade de ventilação. Durante os treinos (inclusivamente em pleno verão) nunca senti os pés quentes ou transpirados. Para além de serem super arejadas e frescas, utilizam uma nova tecnologia da Merrell, a Mselect Fresh, que protege a sapatilha dos maus odores.
 
VISIBILIDADE: os detalhes reflectores na parte de trás e na frente são muito úteis em zonas de baixa luminosidade. RESISTÊNCIA: a zona dianteira é reforçada por uma tela bastante resistente. Os materiais usados são de óptima qualidade. Já com um bom par de quilómetros, as sapatilhas continuam como novas, apresentando um desgaste mínimo.
 
PALMILHA: outro pormenor importante, é a ausência de palmilha. Mesmo sem meias, a sensação de conforto é constante, não sentido as costuras e a transição de materiais.
 
AJUSTE: fáceis de ajustar, sendo que o único “senão” é o comprimento dos atacadores, sobretudo para quem utiliza a técnica de aperto das “orelhas” e do duplo laço.
 
OUTROS PORMENORES IMPORTANTES: bastante fáceis de levar, secam muito rapidamente devido ao tipo de malha utilizada. 
 
Quanto ao veredicto final, penso que ainda é muito cedo para chegar a uma conclusão. Por enquanto ainda estou numa fase de adaptação, mas espero que com treino venha a adoptar uma passada mais natural e consequentemente vir a beneficiar de todas as mais-valias que umas sapatilhas minimalista podem oferecer.
 
Brevemente darei novo feedback

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publicado às 09:30
editado por Correr na Cidade a 16/12/14 às 16:47

Por Nuno Malcata:

Coube-me a mim fazer a selecção de sugestões de presentes de Natal para corredores de estrada. Entre as sugestões existem algumas que tenho o previlégio de ter e recomendo e outras que bem gostava de ter no sapatinho, aqui ficam elas.

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Legenda dos produtos:

 

1. Ténis Saucony Triumph ISO- $150 - Novíssimos e já premiados, ainda mais confortáveis que nas edições anteriores.

 

2. Calções REEBOK ONE SERIES 2-IN-1 - $55 - Com calção interior e bolso extra para guardar chaves ou alguma alimentação, recomendo.

 

3 - Casaco ASICS TAURUS JACKET - 71,5€ - Proteção leve para vento ou chuva.

 

4 - Tshirt New Balance Accelerate Short Sleeve - $28 - Muito boa respiração com tecnologia NB Dry.

 

5 - Meias Nike Elite Compression OTC - 39,95€ - Meias com bom nível de compressão, equilibrado para treino, prova ou descanso.

 

6 - Relogio Suunto AMBIT 3 SPORT BLUE - 314,9€ - Relógio de referência, preciso e muito completo a nível de funcionalidades.

 

7 - Boné Under Armour Shadow Cap - 26,27€ - Proteção para dias mais abertos ou no meu caso para reter o suor de cair para os olhos.

 

8 - Hidratação Salomon PARK HYDRO HANDFREE SET - 35,90€ - Seja qual for a distância ou o tempo de treino, hidratar é essencial.

 

BOM NATAL a todos e um 2015 cheio de corridas FELIZES!

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publicado às 17:00
editado por Correr na Cidade às 17:26

Apresentamos as três fotos finalistas do passatempo em que vamos oferecer um par de sapatilhas Puma Faas 600 v2, versão feminina.

Quem conseguir o maior número de partilhas (e não likes) da sua foto no facebook, até ao dia 19 de dezembro, às 23:59, ganha o par de sapatilhas da Puma.

 

Estas são as finalistas:

 

Maria Batista:

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Partilhem a foto no facebook aqui.


Mariana Passos

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Partilhem a foto no facebook aqui.


Rute Fernandes

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Partilhem a foto no facebook aqui.

 

Recebemos muitas (e boas) fotos. Escolhemos as finalistas pelo sorriso e pela alegria contagiante das corredoras nas fotos. Cabe a vós ajudar as três finalistas a vencerem os Puma Faas 600 v2.
Obrigada a todas as participantes.

 

Boas Corridas

 

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publicado às 12:00

 

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Por Filipe Gil

 

Eu já. Frequentemente!  


Muitas vezes sonho que estou a correr, mas nunca em estrada, sempre nos trilhos. No meio da floresta, a subir, quase sempre a subir.


São sonhos bons. Acordo bem disposto. Só se estiver lesionado é que me custa voltar à realidade de não poder, ao final do dia, ir para Monsanto, Jamor ou Sintra, fazer o que estava a sonhar.

 

Já comentei com os meus amigos de crew que sonho frequentemente com o Louzan Trail. Com trechos de percurso em que, por escassos minutos, estive sozinho. Também sonho com um senhor barbudo que passou por mim várias vezes no percurso, sozinho. Achei aquilo formidável, admirável. Uma pessoa, sozinha, no meio da natureza, a fazer 33km. Deve ser uma viagem interior fenomenal.

 

Este tipo de sonhos, a dormir, faz-me, por vezes, sonhar acordado com corrida. O que gostava de fazer, de correr, de onde ir.

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Sendo uma pessoa muito urbana – gosto muito de cidades – isto da corrida em trilhos tem-me feito pensar em locais mais inóspitos. Na Natureza, na Montanha (mas isso deve ser a minha costela beirã), locais para os quais nunca tive o “chamamento”.

 

E um dos locais que passaram a estar nos meus sonhos acordos são o Estado do Colorado, mais concretamente a localidade de Boulder, a Meca do trail running naquele país. E se desde sempre que tive na minha bucket list fazer, de carro, de Nova Iorque a São Francisco, conhecer aquelas cidades no meio de nenhures dos Estados do Midwest americano. Mas com a corrida a "intrometer-se" na minha vida e com o trail a ganhar cada vez mais lugar na minha cabeça, estes lugares parecem mais óbvios para visitar...um dia.

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E naqueles pensamentos quando estou embalado pelo andamento do metropolitano no final do dia no regresso a casa, penso o quão interessante seria passar com a família e com os amigos da crew uma ou duas semanas naquelas zonas inóspitas dos Estados Unidos. Ir até Denver (curiosamente, sempre gostei da equipa local de basquetebol, os Nuggets), conhecer uma realidade diferente, e depois pegar numa daquelas carrinhas enormes da Chevrolet e partir com o resto da crew, mulher e filhos para Boulder e passar uma semana a correr e a beber cerveja. 

 

Não sei se alguma vez o farei. Mas é um sonho. E o sonho comanda a vida…E vocês já alguma vez sonharam que estão a correr?

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publicado às 08:30

Na sequência das sugestões de presentes de Natal para as corredoras de estrada feito pela Ana Morais, segue a wish list das meninas dos trilhos, feito pela Bo.

 

Em breve publicaremos as nossas sugestões para os homens de barba rija dos trilhos e os de estrada.

 

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Legenda dos produtos:

 

  1. Soutien Sport High support H&M – a roupa de interior desportiva não é necessariamente feia! - 29,99 € - mais info aqui.
  2. Tshirt de Trail Kalenji - cores giras e um fecho no peito permite múltiplas ventilações - 24,95€ - mais info aqui.
  3. Calças Asics Leg Balance Tight - aproveita este desconto e portes grátis. O material da Asics é muito bom e duradouro em termos de qualidade, para além de ter um design fantástico – 59,99€ inclui 20% desconto na SportZone - mais info aqui.
  4. Casaco Puma Night Cat - tanto nos trilhos como na estrada, a visibilidade é muito importante. Para além de refletores, este casaco quentinho, inclui um led nas costas para brilharmos ainda mais! – 150,00€ - mais info aqui.
  5. Sapatilhas de Trail Merrell Women's All Out Rush - este modelo da Merrell, continua a ser a minha escolha de eleição para os trilhos. Super leves, transpiráveis e confortáveis. Se quiserem ler mais sobre este modelo, vejam as nossas reviews. – 108€ - mais info aqui.
  6. Mochila Trail Mulher Kalenji – para distâncias maiores. Cores giras e modelo adaptado à figura feminina. – 29,95€ - mais info aqui.
  7. PRO RACING SOCKS V2 – Meias de Trail – as meias da Compresport para trail são feitas para mantermos os nossos pezinhos de princesa e não causar bolhas! – 15€ - mais info aqui.
  8. Sony NWZ-W273 4Gb Walkman Sports MP3 Player, em rosa, turquesa ou branco. A Bo, para distâncias mais longas, leva sempre estes headphones com MP3 incorporado consigo. São super leves, práticos, à prova de água e fashion! – a partir de 67€ - mais info aqui.
  9. Buff “Bolshoi” - a marca “Buff” aposta cada vez mais em designs giros para mulheres, este é um dos nossos favoritos. – 18€ - mais info aqui.

Querido Pai Natal...

 

 

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publicado às 13:00


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