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Correr na Cidade

A Salomon mostra como fazer trail running

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Curiosamente a maioria dos elementos do Correr na Cidade prefere correr nos trilhos do que propriamente correr na cidade. Tem havido gente a demonstrar interesse em aventurar-se a correr nos trilhos, ou seja pratical trail running. Foi por isso que começamos os treinos Sexy Slow Trail no Jamor e em Monsanto.

 

Parece que a marca de trail running Salomon também sentiu a necessidade de ajudar praticantes de running a experimentar correr nos trilhos. A marca lançou 10 episódios de ‘How to Trail Run’ onde seguem três corredores enquanto eles se preparam para a sua primeira corrida de trail. São séries muito giras onde poderão aprender como prevenir lesões, técnicas de corrida em subida ou descida, controlar a fadiga, seguir um plano de treino, o material necessário, etc. As séries estão disponíveis online em http://howtorun.salomon.com/ 

 

Dois dos três corredores que são seguidos ao longo da série trabalham na Salomon, enquanto preparam a sua primeira corrida de trail running. Segundo a marca, “durante a sua aventura, o trio conhecerá e aprenderá com especialistas em trail running, atletas profissionais e médicos. Desta forma os espetadores poderão aprender como prevenir lesões, técnicas de subida e descida, controlar o cansaço, seguir um plano de treino e todo o material necessário à preparação para o dia da corrida”.

A série conta com conselhos da equipa internacional de Trail Running da Salomon como François d’Haene e a campeã do Km vertical, Laura Orgué. Greg Vollet, também dá o seu contributo partilhando dicas pessoais de trail running.

 

Vejam a série e se de facto sentiram o “bichinho” do trail, deixem-nos uma mensagem nos comentários para oganizarmos um treino Sexy Slow Trail em breve para quem se queira inciciar no Trail Running.

Planear calendário desportivo 2017?

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Uii! Aqui vai um tema que tem várias opiniões e maneiras de o fazer e é sempre uma fonte de discussão. Há quem goste de provas longas outros curtas, há quem corra muito, há outros que correm menos, há quem goste de fazer provas todas as semanas e há outros que gostam de espaçar. E é “neste pequeno” que vou deixar a minha opinião.

 

coisa que devemos ver no caso que já pratiquemos desporto é avaliar a época passada: ver o que correu bem e o que correu mal para que possamos treinar ou recuperar, o que fizemos mal na época anterior. No meu caso, uma lesão mal tratada que tive em Lavaredo, não me permitiu treinar como deve ser e conforme o plano de treino que tinha. Por isso, falhei nos Pirenéus e a parte psicológica que afetou-me durante uma boa parte da época e quase que me fez deixar os trilhos.

 

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No caso que a época passada não tenha corrido bem, devemos analisar o porquê. Foi o treino? Foi o material escolhido? Foi a falta de apoio financeiro ou psicológico? No meu caso foi o Psicológico: meti demasiada pressão em mim mesmo, pois queria fazer boa figura para ter mais projeção para mim e para a equipa que estava na altura, a Amcf Arrabida Team (mesmo que eles não me tenham pedido nada, a única coisa que me pediram foi para me divertir), e nas provas em que investi (Lavaredo e Pirinéus). Este foi o meu erro maior, pois tinha perdido a essência do que gostava para ir atrás de apoios (o que cá em Portugal é para esquecer).

 

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Treino -  isto devia de ser um 2º/1º; é uma parte que temos de analisar bem e, aconselho a quem possa, ter alguém que o acompanhe (um PT) pois isso vai ser uma enorme ajuda para nivelar o nosso treino com nossos objetivos. Eu tenho a sorte de ser acompanhado pelo Paulo Pires da Apt há 2 anos e tal, tenho sentido uma evolução sensata e, aos poucos e poucos, estou a chegar onde quero que é competir com o pessoal da frente.

 

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Ver as provas que queremos fazer se é trail, estrada, ultras, ou como e chamado agora endurance. O meu conselho é fazer menos e melhor: no caso do trail, mês a mês consoante o objetivo, para Ultras (43 ate 90+/-) de 2 a 2 meses, e as "endurance" no mínimo 3 meses. Convém recuperar bem das provas e dar privilégios a bons treinos, pois a recuperação não é só o físico mas também o psicológico, mesmo que diga que vão treinar numa prova (para mim isso é treta, pois o bicho está lá e nós vamos sempre esticar ou enervar o nosso sistema). Eu, por exemplo, fui aos Reis 43km (janeiro), agora vou ao Palezóico 48km (março) e, de seguida, vou a Trasvulcania 74km (maio); as outras provas que tenho em mente são Somiedo (julho) e talvez a Ultra de Gredos (setembro/outubro), que me dá tempo para recuperar e preparar bem as provas.

 

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Os extras: aconselho a ver todo o material que têm, o de treino e  de competição e ver se está tudo em conformidade e ver quais lhe dão seguraça ou não, isto para ver o que tem de comprar com tempo para que não chegue a altura da prova e lhe falte alguma coisa. Outro extra é: se conseguir arranjar um massagista façam-no, pois é uma enorme ajuda para prevenir lesões. Mais um extra é ver a alimentação para quem faz desporto e muito importante ter uma alimentação equilibrada (toda a gente devia de ter, não só quem faz desporto). Eu tenho a sorte de trabalhar com a nutricionsita Ana Sofia Guerra, que faz parte do blog e dá-me uma ajuda neste campo. Tenha cuidado com as informações que lê na internet, há coisas que não fazem sentido nenhum.

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E a Dica mais importante para planear algo como isto é “NÃO DAR UM PASSO A MAIS DO QUE É PERNA”. Vejo muita gente a sofrer sem sentido nas provas porque aquilo não é prova para “eles”. Analise bem se e capaz de fazer 20, 50 ou 100 km e faça aquilo que sabe que é capaz e, mais tarde, com mais experiência arrisca a distância seguinte.

No meu caso mesmo que tenha pernas para provas de 100 Km, decidi reduzir um pouco a distância e este ano vou fazer provas até 80km, mais rápidas mas é onde me divirto mais. Esta 6ª dica é a mais importante porquê? Porque o importante é DIVERTIR-SE, pois cá em Portugal não há profissionais no trail, e há poucos do atletismo porque a falta de apoios no campo do desporto é enorme no nosso país (infelizmente), mas mesmo que houvesse “PROS”, o essencial é divertir-se, senão não vale apena o gasto de tempo.

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Espero que tenha ajudado em algo XD 

 

 

 

 

 

 

 

 

Review Brooks launch 4

 Brooks launch 4

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Há umas semanas atrás comecei os testes a estas meninas, Launch 4, da marca americana Brooks. Verdade seja dita que nunca tinha testado nada desta marca, tão bem conceituada (do outro lado do Atlântico), e inicialmente tive as minhas dúvidas, em parte devido ao drop que têm e ao facto de não estar habituado a correr com sapatilhas com estas características. 

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Aqui vai a minha análise: 

 

Estética e Conforto

Esteticamente é uma sapatilha bastante gira, eu tenho a versão vermelha (sou do sporting mas não me faz confusão), existem mais 4 variantes de cor o que é bom para os vaidosos. Em termos de estilo tem um estilo “veloz”, não é nada de outro mundo mas as vezes a simplicidade é uma vantagem "less is more",  e no passado a brooks já teve sapatilhas bem estranhas. Relativamente ao conforto até agora são as sapatilhas de estrada mais confortáveis que tive. Não tenho nada a apontar neste campo, estas são as minhas sapatilhas de velocidade e só posso afirmar é que nunca me senti desconfortável com elas.

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Construção

São umas sapatilhas muito bem contruídas, com um tecido muito maleável e respirável, onde as costuras não se sentem, o uper da sapatilha é bastante satisfatório segurando bastante bem o pé sem magoar os tendões, isso derivado a uma “língua” com alguma espuma, não muita mas a suficiente. A meia sola com a tecnologia ADN demonstra sem sombra de dúvida que funciona, trasmitindo conforto e uma impulsão extra que nos ajuda nas passadas. Até agora esta demonstra ser impecável. Apesar dos quilométros que já leva a sola até agora não demonstra desgaste. As sapatilhas tem um peso medio-leve 255 g no tamanho 42eu. 

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Sola e “MeiaSola”

A Meia Sola como já falei vem com a tecnologia ADN desenvolvida pela própria marca, conta com 10mm de drop, 27mm Calcanhar/17mm Frente do pé.  Ao início e no meu ponto de vista o drop era bastante e fez-me confusão pois estou habituado a drops mais baixos, de 4mm. Por isso decidi meter as sapatilhas para treinos e provas rápidas e sem dúvida são indicadas para isso. Como já tinha dito a meia sola ADN é super confortável dando amortecimento e um impulso extra. A sola surpreendeu-me pela positiva pois o grip que tem para umas sapatilhas de estrada são ótimas, mesmo em zonas de terra agarram muito bem, onde corro é tudo calçada, estradas mal acabadas e estradões e não tenho tido problemas, o que dá para ver a qualidade do grip.

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O preço ainda não se sabe muito bem pois se não me engano este modelo ainda não saiu na europa mas esta para breve e deve andar na casa dos 100€-120€. Existem já varias lojas que vendem Brooks em Portugal, como a 4Run em Lisboa ou a Runners no Porto. 

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Conclusão

São sem dúvida umas sapatilhas pensadas para bater records, mas sem comprometer o conforto e por isso fiquei fã. Agora aconselho as sapatilhas para pessoal leve e que já tenho alguma técnica de corrida, isto por causa do drop que é alto. Não tenho nada de mal, até agora, a apontar. As sapatilhas foram sem dúvida uma aposta vencedora da parte da Brooks, e vou andar mais atento às novidades da marca pois sei que vai sair muito coisa nova em breve.

Preview: Kalenji Kiprun SD 2017

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O ano passado, em Janeiro, estive em Nice, na Run Blog Camp da Kalenji onde tive o privilégio de experimentar em primeira mão os Kalenji Kiprun SD 2016. Na preview sobre os Kiprun SD de 2016 podem descobrir quais são os outros modelos que fazem parte desta gama.

 

Os Kiprun do ano passado ajudaram-me a bater o meu recorde pessoal aos 10km, recorde que se mantem até hoje (podem ler a minha review final dos Kiprun SD de 2016 aqui). Vamos lá ver o que o modelo deste ano tem para oferecer!

 

 

Isto é para ti, idiota

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O título do post pode ser agressivo, mas é a realidade.

 

Todos nós que praticamos desporto na rua, uns mais a sério e outros de maneira mais suave, seja corrida, bicicleta ou outros desportos, passamos por dificuldades porque terceiros não têm bom senso e estão a burrifar-se para a nossa segurança. Vou enumerar um conjunto de situações que são o pão nosso de cada dia para quem treina quase todos os dias na rua.

 

- Treinar às 7 da manhã em Monsanto e levar com dezenas de apitadelas de quem vai com pressa para o trabalho, e usa o atalho de atravessar Monsanto em vez de ir pelas estradas normais. Já pensaram no susto que uma pessoa apanha aquela hora quando um idiota apita o carro mesmo em cima de nós? Isto porque em vez de quererem fazer 4km na A5 em 30min vão fazer 7km em 25min pelo meio de Monsanto.

 

- Ir a correr em estradas com pouco movimento e sem bermas, e a maior parte dos carros não se desvia de nós, mesmo que no sentido contrário não venha ninguém. Isto acontece-me para aí.... todos os dias. Maior parte das pessoas que vão detrás do volante nem querem saber que se se desviarem mais uns 20/30cm é uma diferença abismal para quem vai a pé.

 

- ir treinar de bicicleta para nacionais e ir sempre com o coração na mão devido às dezenas de cortes de cabelo que nos fazem. Inclusivamente já me aconteceu por 3x me apertarem na berma sem vir ninguém em sentido contrário. Isto é crime e tentativa de atropelamento. Incrível como o ser humano se transforma quando se coloca por detrás de um volante. Parece que toda a irracionalidade que está no subconsciente ganha ao consciente "bicicleta... must... go... over... it.... arrhhhhhh...." Algo desliga no cérebro primordial destas abéculas. Só queria que alguém pensasse se gostariam que alguém fizesse isso com por exemplo.. um filho deles.

 

- ir a correr num passeio largo que dá para 3 pessoas e no sentido contrário vem alguém no centro do passeio (com ou sem sacos de compra) e olhando para nós, não se desvia um centímetro para ajudar o cruzamento de ambos. Temos que ser nós a fazer todo o esforço para que isso aconteça sem problemas.

 

- ir a correr num passeio largo para 4 ou 5 pessoas e no nosso sentido vai um grupo de personagens bem divertido e alegre aos risos e ninguém presta atenção a quem aparece por detrás deles. Quando pedimos "com licença" para passarmos, até parece que os estamos a assaltar tal a cara de paspalhos que fazem. Uma vez inclusivamente riram-se de mim por andar a correr e só faltava atirarem ovos tipo praxe universitária "ahahah, idiota a correr... ovos nele!!! "

 

- ir a correr num passeio largo e sair de uma loja um transeunte carregado de sacos e sem olhar para os lados atravessa no meio do passeio e quem vier atrás que se desenrasque a travar ou ir contra os carros, porque o senhor(a) não se pode dignar a olhar quando sai para o passeio.

 

- estacionar carros em cima de passeios estreitos e obrigar toda a gente que anda no passeio a ir para a rua e sujeitar-se a levar com o trânsito. Sorry, esta é de tal maneira estúpida que nem vou entrar em detalhes.

 

- ir a correr no meio de Monsanto e saem por detrás de uns arbustos 3 cãezinhos de 50kg a correrem para nós e o dono atrás a rir-se "não se preocupe, não fazem mal nenhum". Até ao dia em que eles se passam da cabeça por algum motivo e mandam alguém para o hospital ou pior. Ou então porque nós é que somos os parvos em entrar em pânico por ver 3 cãezinhos a virem a correr para nós... sei lá...

 

A nossa sociedade durante séculos foi violenta. Muito violenta. Muito mais que hoje em dia, apesar de muita gente pensar que estamos a ficar bárbaros ou sem valores. Isto é apenas porque estão a comparar com há 20 ou 30 anos atrás que as coisas estavam bem mais calmas devido às memórias da Segunda Guerra Mundial e a outros pequenos embates por todo o mundo estarem muito presentes na memória dos adultos. A nossa geração ( de internet e redes sociais ) quase não vê guerra em pessoa e então pensa que estamos a ficar uns malvados e sem escrupulos. Mas eu penso que é apenas um excesso de liberdade em muitas coisas do dia-a-dia. Passamos algumas décadas em muitos países modernos com repressão de alguma forma e agora que pensamos ter liberdade para fazermos o que quisermos, é o que fazemos. Os outros que se lixem. Quero lá saber dos outros.

 

Eu acredito que todos podemos ir ajudando a tornar o mundo um sítio melhor. Com paciência e defendendo o que deverá ser as regras basicas que as pessoas possam socializar sem entrarem em conflitos. Eu não vou desistir de ter paciência e de tentar que o meu dia, e os que me rodeiam, seja o melhor possível. Não vou deixar que atitudes de idiotas me deixem triste nem perca a fé na humanidade. Mas isto é um esforço que temos que fazer todos. Tentar mudar a opinião das pessoas quando por incrível que pareça, quando estamos a falar com os outros é sempre "eu dou sempre prioridade nas passadeiras", "eu raramente ando acima da velocidade máxima", "cumpro sempre as regras de transito", "vou votar sempre", "Ajudo sempre os velhinhos a atravessar as passadeiras". Que mundo perfeito vivem mas depois na realidade é o que se vê. Todos os santos dias se vê coisas sem sentido e que colocam a vida de terceiros em risco sem qualquer necessidade. Ou porque vamos agarrados aos telemoveis ou simplesmente saltamos as aulas teoricas de condução e agora salve-se quem puder.

 

Espero que este texto possa alertar algumas pessoas para o perigo que milhares de pessoas correm TODOS OS DIAS por praticarem desporto ao ar livre e tentarem ter uma vida melhor. Estes assuntos não devem ser discutidos só quando se ganha medalhas no mundial. Tem que ser intrínseco à nossa sociedade.

 

 


Bons treinos e sempre de olho nos idiotas :)

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