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Unboxing: Adidas Supernova Riot 6

por Correr na Cidade, em 21.08.14

 

Por Tiago Portugal:

 

Com a data do 1º Ultra da Serra Nevada a aproximar-se torna-se urgente definir o material que irei levar e me irá acompanhar ao longo dos 83km. A Adidas cedeu-me os novos Riot 6 que sofreram algumas alterações relativamente ao modelo anterior. Nas próximas duas semanas irei testar ao limite os novos Riot 6 e ver como se comportam. Até lá fica o unboxing deste novo modelo da Adidas que tenho o privilégio de ser dos primeiros a testar. 

 

 

 

 

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publicado às 23:57

Salomon Field Tester: 1ª impressão

por Joana Malcata, em 21.08.14

Depois de estar mês e meio parada por lesão (canelite nas duas pernas!), na segunda feira passada voltei ao activo. Step-by-step, sem grandes abusos, auscultando o que o corpo nos diz… E diz muito bem! "Estou fresca que nem uma alface". Só umas dores de quem já não corria à muito tempo.

Para esta reentré, levei o material que a Salomon me deu para testar: camisola, boné e os ténis X-Scream.

Boné "XA", super leve, mantem a cabeça fresca, confortável e adapta-se a qualquer tamanho, através do seu fecho em velcro.

T-shirt Park Tee W, super confortável e apesar do vento que se sente quase sempre pelo Jamor, não senti o transpirado no corpo, mantendo-o sempre seco.

Ténis X-Scream W Citytrail leves e frescos, ideais para o tempo quente (sente-se mesmo o ar a passar pelos dedos dos pés!). Uma vez que o Jamor tem vários tipos de terreno, fui testar os meus novinhos X-Scream nos vários pisos: alcatrão, relvado, areia, terra batida, calçada. Com excepção do alcatrão, em todos os restantes pisos os ténis responderam bem. No alcatrão senti maior atrito, quase que os ténis corriam sozinhos para fugir de lá, apesar do objetivo da sua concepção ser o de manterem o espírito da montanha, em ambiente urbano.

É apenas ainda a minha primeira impressão e nas próximas semanas darei mais noticias.

 

Boas corridas!

 

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publicado às 08:30
editado por Nuno Malcata às 22:55

Estamos a lançar um desafio aos nossos leitores, em conjunto com a organização da Corrida do Tejo: que tal fazerem a prova com alguns elementos da Crew do Correr na Cidade e tentarem superar os vossos recordes pessoais na distância dos 10Km num dos percursos mais interessantes e numa das mais carismáticas corridas nesta distancia?!

Para isso só tens de utilizar este código aquando da tua inscrição: 1q4y6c_ahe_hdwgfdhwm1

Muito importante: se já estiveres inscrito e quiseres vir connosco, este código serve para mudares a tua inscrição e juntares-te ao Correr na Cidade.

Importante: criamos também no Facebook um grupo “Corrida do Tejo com o Correr na Cidade” (aqui) onde te podes juntar após te inscreveres na prova. Lá poderás encontrar as Perguntas Mais Frequentes (e neste post mais abaixo) para tirares quaisquer dúvidas que tenhas sobre este nosso desafio.

 

Atenção, não nos vamos substituir aos pacers oficiais da prova, nas várias distancias que a organização vai proporcionar. Os pacers oficiais são corredores muito experientes que irão percorrer os 10K na Marginal a vários ritmos. O apoio do Correr na Cidade será diferente.

 

Para alem da nossa ajuda, a organização da Corrida do Tejo vai ajudar os grupos mais numerosos com umas surpresas, mas num próximo post divulgaremos quais.


Aceitas o desafio? Vens superar-te na Corrida do Tejo com a ajuda do Correr na Cidade?

 

Para quem não existam dúvidas, deixamos aqui uma lista de possíveis Perguntas Mais Frequentes para se juntarem ao Correr na Cidade na Corrida do Tejo 2014

 

1.Tem de se pagar alguma coisa para correr com a crew do Correr na Cidade? Não. Nada. Apenas têm de comprar o vosso dorsal normalmente na Corrida do Tejo e utilizarem este código: 1q4y6c_ahe_hdwgfdhwm1 e escolher o Correr na Cidade como vossa equipa. E enviar um email para run@corrernacidade.com a indicar em que grupo queres correr connosco (sub-50; sub-60 ou 10K pela 1ª vez).

 

2.     Há descontos por me inscrever pelo Correr na Cidade? Não

 

3.     Como faço para me juntar à crew do Correr na Cidade durante a Corrida do Tejo? No processo de inscrição, escolher a equipa Correr na Cidade e incluir este código: 1q4y6c_ahe_hdwgfdhwm1. Depois no dia da prova, num local a combinar, irás reunir-te com os membros da crew que te vão ajudar a superar o teu desafio para a Corrida do Tejo.

4.     Já me inscrevi (em nome individual ou por outra equipa) mas quero correr com o Correr na Cidade como devo fazer? Fácil! No site onde já te inscreveste utiliza o código de barras do bilhete que é o ID que está no comprovativo de inscrição. Copia o código da equipa Correr na Cidade (1q4y6c_ahe_hdwgfdhwm1) + enter e associas a tua inscrição já existente à equipa do Correr na Cidade. Envia sempre um email para o Correr na Cidade para ficarmos a saber que vais correr connosco – para o email: run@corrernacidade.com

5.     Devo ir vestido com alguma cor em especial? Sim, estamos a pedir que quem nos quiser seguir apareça com uma tshirt azul para melhor vos identificarmos durante o percurso e podermos ajudar toda a gente.

6.     O Correr na Cidade serão os pacers oficiais da prova? Não. A prova irá contar com parceiros e pacers oficiais que irão assegurar oficialmente o pacing da prova.

7.     Qual o objectivo do Correr na Cidade em ajudar os corredores na Corrida do Tejo? Faz parte do nosso ADN, ajudar os corredores amadores a superarem-se nesta prova. É uma das provas mais emblemáticas da grande Lisboa, perfeita para ficar na memória de todos pela boa prestação.

8.     Se durante da prova achar que estou mais rápido do que o grupo a que me juntei, posso descolar? Sim. Força! Podes juntar-te ao grupo do Correr na Cidade que vai fazer os 10K em sub-60 ou sub-50. Ou mesmo fazer a prova sozinho. Sempre que necessitares de ajuda, junta-te a nós novamente.

9.     Uma vez participando com a crew do Correr na Cidade quer dizer que faço parte dela? Não. A Crew é fechada e só por convite é que tem novos membros. Infelizmente não estamos a pensar fazê-lo tão depressa. Se gostas de correr connosco, aparece nos nossos treinos semanais. Em breve vamos ter mais novidades...

10.  O que irá acontecer se me lesionar? Tal como noutras provas, aconselhamos a que estejam em forma para os desafios que se vão propor. Se nunca correram antes, dificilmente conseguirão fazer os 10K em bom estado de saúde. A prova tem seguro e tem assistência médica no caso de algo correr menos bem. 

 

Qualquer dúvida suplementar usa o nosso email (run@corrernacidade.com) para tirar quaisquer dúvidas. 

 

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publicado às 09:00
editado por Nuno Malcata às 08:30

Treino Aberto Happy Days - Regresso a Belém

por Nuno Malcata, em 19.08.14

 

Seja de férias ou pós férias, é sempre bom voltar a casa. Esta semana voltamos a Belém para um treino relaxado, adequado a todos os ritmos. Venham treinar connosco!

 

Por razões logisticas agradecemos que confirmem a vossa presença no evento do facebook aqui.

 

HAPPY DAYS - REGRESSO A BELÉM
Data: 21 de Agosto (5ª feira)

Hora: 20h15

Hora da partida: 20h30

Percurso: De Belém, às Docas. Das Docas à Torre de Belém e regresso à Estação Fluvial de Belém

Ponto de Encontro:Estação Fluvial de Belém

Distância: 8/9K

Guias Correr na Cidade:Joana Malcata e Nuno Malcata

Tipologia de treino: Estrada

Ritmo: Ninguém fica para trás

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publicado às 18:56

Treino quente em Monsanto

por Nuno Malcata, em 19.08.14
Por Luís Moura

Ontem foi dia de treino rolante, com ritmo elevado. Depois de ter passado a semana toda a fazer subidas e descidas por Lisboa a ritmo médio/médio-alto, ontem foi dia de fazer um treino mais rápido usando apenas o piso do alcatrão, mas sem perder de vista a Serra D’arga.

 

O plano era fazer a travessia de Monsanto nos dois sentidos, Sete Rios -> Algés e depois Belém -> Sete Rios, num total aproximado de 20km.

 

Ás 17:15 vesti o equipamento, coloquei as minhas sapatilhas preferidas para alcatrão, as Saucony Guide 7, enchi o bidão de água gelada que levei à cintura com 600ml e na mão levei uma garrafa de agua oferecida pela Vimeiro para ser ingerida na primeira travessia.

 

17:30, saída de casa, com a temperatura muito alta nas zonas onde não estava vento, com muito pouco oxigénio para correr, mas sabia que depois iria melhorar em Monsanto do lado de lá.

 

Primeiros 2km feitos da Rua Filipe da Mata até entrada de Monsanto, feitas a ritmo de aquecimento por volta dos 5/km. Depois os famosos 1.650 metros sempre a subir até ao topo de Monsanto, indo pela Avenida 24 de Janeiro até ao Estabelecimento Prisional de Monsanto. Vão perceber que gosto muito desta rampa, pois não só é difícil de fazer como fica perto de casa.

 

Depois foi rolar durante 2km pela Estrada do Penedo até à Rotunda Da universidade Técnica, virar para a Estrada Pedro Teixeira, e iniciar a descida até Algés, indo pelas ruas Av. Helen Keller, Rua Carlos Calisto, Rua Antão Gonçalves e descer a Avenida das Descobertas e a Avenida Dom Vasco da Gama até à rotunda.

 

Pouco depois de chegar à rotunda de Algés e virar à esquerda em direção a Belém pela avenida da India até ao CCB. Por esta altura dava o GPS a passagem pelos 10km de percurso em 49:20min. Estava muito quente ainda para se apertar o andamento. Sempre que podia, tentava usar o lado do passeio onde existia sempre mais sombra de maneira a rentabilizar o arrefecimento do corpo e a ingestão de água.

 

Ao fim de +/- 2km chegada ao CCB e ao Jardim da Praça do Império onde tirei a única foto do dia. Um casal estrangeiro espantado com a humidade que rodeava o meu tronco aceitou com algum sorriso à mistura retirar a foto. Em contrapartida, tirei eu uma a eles e depois dos habituais agradecimentos, altura de meter pés a andar.

 

Nesta altura já a garrafa de água tinha acabado e ingeri uma pastilha da Isostar com vitaminas e glucose, para ajudar a manter o corpo hidratado na segunda parte.

 

Dirigi-me para a Calçada da Ajuda indo pela rua de Belém, que estava repleta de estrangeiros a passear, a tirar fotos e a comprar pasteis de Belém, e comecei a subir, tentando sempre apanhar sombra.

 

Chegado ao cruzamento com a rua General Joao de Almeida reparo que toda a rua daí para cima está fechada e apenas tem um carreiro para peões onde 2 pessoas lado a lado ocupam o espaço todo. E tive que pedir por várias vezes para me deixarem passar, pois a essa hora estava muito gente a subir e descer a rua, estrangeiros a passear ou apenas a passear o cão, e ninguém aquela hora esperava sentir um maluco a subir a calçada rapidamente. É sempre uma situação incomoda, pois vimos com uma respiração muito elevada e pesada do esforço, que falar torna-se complicado, mas com uns agradecimentos com a mão e cabeça, lá se resolvem as questões. Estrangeiros riem.

 

Quando chego ao final da subida da Ajuda, já a entrar na rua do Penedo para o regresso, o GPS indica 15km. Tempo de percurso, 1:16min. Tá bom pensei… continuemos a puxar.

 

Deste ponto até ao cima da subida do estabelecimento prisional bebi todo o remanescente da água do bidão, que por esta altura já não era gelada mas muito “ao natural”. Mas a sede era tanta, que qualquer agua era boa nesta altura.

 

Cheguei ao topo da subida, e quando virei à direita para iniciar a descida da Avenida 24 de Janeiro, respirei fundo, senti os gémeos a pedir descanso e o corpo a pensar que na caminha é que estava bem. Já falta pouco!

 

Acelerei na descida, tendo feito 2 km a descer em 4:19 e 3:55/km respectivamente, mantendo um ritmo elevado ainda enquanto atravessava em frente ao zoológico e era alvo de intriga de muitas das pessoas que estavam nas paragens a fugirem ao calor enquanto esperavam os autocarros que os levassem ao destino. Os últimos 3km foram feitos por volta dos 4:40/km já a gerir esforço mentalmente.

 

Cheguei a casa, com 21,2km feitos em 1:45:04, o que dá uma média de 4:57/km com um desnível positivo de 392metros.

 

Tendo em conta a hora do treino, o calor que fustigava a cara e o tronco e as 2 subidas que passei, acho que foi um bom treino no percurso para a Serra no final de Setembro.

 

Esta semana vou fazer 3 treinos médios e no próximo fds mais um longo para continuar a preparação.

 

Com este tempo, nunca se esqueçam de beber muita água, durante o dia, durante o treino e depois do treino. Os vossos músculos e articulações agradecem daqui a uns anos.

 

 

PS – Fiquei um pouco triste por me ter cruzado com 4 pessoas também a correr em Monsanto e apenas uma delas respondeu ao cumprimento. As outras 3 nem sequer olharam. Isto mete-me um pouco de confusão, mas devo ser dos poucos que gosto de saudar outros colegas de esforço e de determinação.

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publicado às 08:17

Review: Asics Gel Super J33

por Correr na Cidade, em 18.08.14

Por Filipe Gil:

 

A Asics deu-me os Gel Super J33 para experimentar há relativamente pouco tempo. Confesso que depois da lesão que tive no início de 2014 tudo o que seja ténis mais minimalistas, ou de corrida "natural" são olhados por mim com alguma desconfiança. Mas, num mix de felicidade por estrear ténis novos e de apreensão por uma provável lesão, tirei-os da caixa e fui correr com eles.

 

Mas antes de falar da minha experiência de correr com estes Gel Super J33 há que indicar que mal abri a caixa existiram duas características que saltaram à vista: o seu design e a leveza.

 

Comecemos pela leveza. Estou habituado a pegar em ténis da Asics e, sem dúvida alguma, estão longe de estar entre os mais leves do mercado. Quem já pegou nos Kayano ou nuns Nimbus sabe do que estou a escrever. Contudo estes Gel Super J-33 são “super” leves. E isso aumentou ainda mais a minha desconfiança, será que isto tem protecção para a minha fascite plantar não regressar?

 

A outra característica deste é o seu design. São bonitos e têm um design disruptivo, tendo em conta o classicismo que a Asics vinha praticando até lançar este modelo. São ténis que dão nas vistas, mas pelas boas razões. O modelo que me calhou, em azul, branco e laranja, é o mais bonito de todos os Asics que já tive na mão. Confesso que fico vaidoso com eles calçados.

 

Mas passemos à review, propriamente. Assim que os calcei senti ainda mais medo de me lesionar. Muito leves, com espaço interessante para os dedos dos pés – eu sei, são coisas boas – e sem grande estrutura no arco do pé. Os ténis ideias para mim, não fosse eu ter um problema do pé direito ser pronador e de esticar muito os tendões cada vez que corro. O que faz com que cause pressão na fascia e ao fim de uns tempos, se não correr protegido, pimba: estaleiro comigo.

 

Contudo sempre achei que a estabilidade, do ponto de vista estético, tem de ter evoluído e não apresentar, apenas, aquele aspecto de sola própria das botas de correcção tão usadas pela geração que nasceu nos anos 70, e isso estes Asics conseguem. Outro pormenor que não passou despercebido: falta-lhe aquele buraquinho extra para atacadores (ou atilhos, se preferirem) que servem para ajudar a sapatilha a ficar mais justa ao pé. Confesso que neste modelo não senti necessidade para tal. 

 

Mas seguindo a promessa da marca - uma das muitas -   estes são os primeiros ténis de corrida natural desenhados especificamente para pronadores, através da tecnologia FluidAxis (a parte laranja na sola) que reconhece a passada e cria maior estabilidade .Dei uns passos em casa e juro-vos que pensei que me ia lesionar ao fim de uns 2 a 3 km. Benzi-me e lá fui.

 

 

Entretanto, entre vários treinos, corri com eles cerca de 50Km (dos quais já escrevi a minha 1ª impressão aqui). Continuo com a mesma sensação estranha inicial, que deixo de sentir passados uns 2Km de corrida. Acho-os perfeitos para corridas mais curtas e rápidas, se bem que me sinto tentado a usar até à distância da Meia Maratona. Mas será que aqui a estabilidade aguenta?

 

Ao mesmo tempo que estou a testar estes ando e experimentar uns Asics Kayano 20 – o Rolls Royce dos ténis de corrida, dizem – que me têm feito algumas pequenas bolhas nos dedos dos pés. É isso que me faz ter dúvidas: será que estes Gel Super J33 aguentam 21K? Experimento? Não? Qual o vosso conselho?

 

Apesar do terem sido treinos bem positivos com os J33 e de facto não sentir qualquer dor na planta do pé, durante ou depois da corrida, não os aconselho a corredores que estejam acima do seu peso e não aconselho também àqueles que se estão a iniciar agora na corrida. É necessário alguma experiência para tamanha naturalidade na corrida.

  

Mas queria deixar ainda algumas notas sobre estes J33.  

 

 

O upper é muito respirável e tem um design muito interessante. É feito num material que mais parece plástico do aquilo de que é certamente é feito, mas deixa respirar o pé. Parecem ser interessantes para o Inverno, mas confesso que nunca os usei a chover.

 

A sola é “normal” de estrada tendo em conta a maioria dos ténis que já experimentei – não são minimamente aconselhável para trail ou terra batida. O Gel estará lá, mas não se vê, o que acho positivo. A parte da estabilidade também está lá, sem parecer que temos – nós pronadores – sapatilhas mais feias que os corredores neutros.

 

Em suma, são ténis ideais para corredores velozes ou para quem quer fazer provas ou treinos mais rápidos ou de séries. São “as” sapatilhas para os corredores pronadores que querem experimentar ténis menos pesados, sem perder a “segurança” da estabilidade. Sobretudo para as provas de 10K ou, quem sabe, por sua conta e risco, até à Meia Maratona. 

 

São também uma espécie de completo fantástico a outros modelos menos “naturais”. Dou-vos um exemplo. Nas próximas semanas irei de férias para o sul do país. Lá terei uma pista de bicicleta que dá para correr cerca de 10Km. Irei levar estes Gel Super J33, contudo, pelo sim e pelo não, irei levar outro modelo para ir alternado com estes. Acho que está tudo dito.

 

Peso: 210 gramas

Drop: 6 mm

Nota: há retalhistas que baixaram o preço deste modelo nesta época de saldos sendo possível adquiri-los por cerca de 100€.

 

Partilho um vídeo da Asics que explica o funcionamento da tecnologia deste modelo:

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publicado às 11:30

As tendências que estão a ditar o trail running

por Correr na Cidade, em 17.08.14

A revista norte-americana Trail Runner publicou um artigo muito curioso sobre as tendencias que as marcas da industria do trail estão a lançar para os consumidores. Esta súmula de alguns dos assuntos focados nesse artigo:

 

 

 

1. ULTRA - a palavra do momento.

É a palavra do momento, ou a palavra mágica como diz o artigo. Cada vez mais, pelo menos nos Estados Unidos, há corredores interessados em fazer distâncias de ultra corridas - ou seja, distâncias maiores que os 42Km da Maratona. De acordo com a Trail Runner as marcas ligadas à industria estão muito atentas a este fenómeno e começam a lançar linhas de produtos para as ultras. 

Novas propostas da marca Camelbak para ultra maratonas - será comercializado na primavera-verão 2015 

 

2. MULHERES - um segmento a crescer no ultra/outdoor

Finalmente a industria ligada ao trail começou a pensar no público feminino e começaram a desenhar peças a pensar nas mulheres. Finalmente perceberam que as mulheres são atletas e que gostam de actividades outdoor e, surpresa das surpresas têm tamanhos diferentes. Duh...

 

3.GARRAFAS DE HIDRATAÇÃO EM TODO O LADO

Nestes dias, a maioria das marcas de equipamento de hidratação está a apostar em colocar espaços para hidratação na frente das mochilas ou dos cintos. De um momento para o outro parece que não há mochilas sem garrafas na frente - para um melhor acesso dos corredores.

 

 

4. MINIMALISMO ESTÁ MORTO? PARECE QUE SIM.

No último ano muitas empresas incorporaram elementos tanto de minimalismo como de maximalismo (o exemplo máximo é a marca Hoka One One de quem falámos aqui). Mas para 2015 parece que quase todas as marcas vão lançar sapatilhas com mais amortecimento, muito mais amortecimento...

Hoka One One 

Novos Merrell All Out Peak 

 

Topo Athletic (nova marca)

 Os Ultra 2 da Skechers

 

 

 

 

 

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publicado às 18:00

Treino de subidas por Monsanto

por Correr na Cidade, em 16.08.14

O Luís Moura (um dos mais recentes membros do Correr na Cidade Running Crew - um assunto a que iremos voltar no início de setembro) começou a sua preparação para o Ultra Trail de Serra D'Arga (53Km) e ontem, sexta, iniciou a sua preparação para a já mítica prova organizada por Carlos Sá. Aqui fica o seu relato de um treino por Monsanto (Lisboa).

Por Luís Moura:

 

Depois do teste do 53km do Ultra Trail Nocturno de Óbidos há duas semanas atrás, e depois de na primeira semana ter feito apenas três treinos leves para dar tempo às pernas de recuperar do esforço, esta semana foi dado o inicio para o ciclo da corrida da Serra D'Arga, os 53km do Ultra Trail no Gerês no próximo dia 28 Setembro. Esta semana depois de dois treinos a subir e descer as colinas de Lisboa e de um treino de 11km quase a direito para dar algum descanso pelo meio, foi altura de forçar mais um pouco.

 

O objectivo era fazer perto de 20km a subir e descer Monsanto, sempre muito perto das capacidades que o tempo e as pernas deixassem. Calcei as Salomon XT Wings 3, enchi uma garrafa de água que me acompanha sempre nos treinos, pois a hidratação é fundamental, principalmente no verão, e lá fui eu. O ponto de encontro foi na Praça de Espanha, onde a Eugénia, que foi a companhia de treino hoje (sexta, 15 de agosto) já lá estava.

 

Os primeiros 2km foram até rua S.Domingos de Benfica, onde passamos por cima da via rápida e da linha de comboio para seguirmos em direcção à subida pela Av. 24 de Janeiro. De seguida a primeira subida do dia, com quase 2km seguidos até ao topo da avenida, no cruzamento junto ao Estabelecimento Prisional de Monsanto. Foram 2km de aquecimento em cerca de 10 minutos com um acumulado de +/-130metros. De seguida uma descida de cerca de 1km até à entrada do "Cozido", um troço muito conhecido de Monsanto por puxar um "bocado" por quem lá passa. Chegámos ao início do "Cozido" com 5km certinhos feitos. Estava feita a primeira volta de duas, que consistiu descer até ao fim do cozido, na Rua Estrada Serafina e regressar pelo mesmo caminho.

 

O total da descida: 2.450 metros. Com um desnível negativo de 90 metros, o que dá cerca de 4,9km em cada "volta". Como o objectivo era puxar, lá fomos os dois, cada um a seu ritmo. A Eugénia para treinar kms ao ritmo dela e eu a tentar ver onde estaria o meu limite. Primeira descida foi feita em 11minutos, o que dá um ritmo perto dos 04:30/km, ou 13,3km/h.

 

Senti-me bem mas nada do outro mundo. Esperei um pouco pela Eugénia antes de iniciar a segunda vez pelo "Cozido" acima, que foi feito em 14,5 minutos, dando uma média próxima dos 06:15/km. No topo da primeira volta, enquanto esperava que a Eugenia chegasse da subida, bebi o resto da água que levava (pena nestes treinos não termos "carros" de apoio :) ), ingeri uma pastilha da Isostar com grandes quantidades de vitaminas, dextrose e frutose.

 

 

Objectivo era dar algum apoio ao corpo quando fosse altura de fazer a segunda subida, já que demoram uns minutos a ser assimilados. Depois da Eugénia chegar com a sua simpatia sempre presente, foi tempo de iniciar a segunda subida "Cozido" acima. Apertei um pouco mais, já rodando num sitio com uma visão clara de ter sido feita uns minutos antes e também já com o sol um pouco mais fraco, permitindo melhores andamentos, fiz a segunda descida em 10:30 min. Ritmo próximo dos 4:15/km ou 14Km/h.

 

Depois de esperar uns 3 ou 4min novamente pela Eugénia no fim do "Cozido", já dava para sentir que as pernas já não se encontravam tão frescas como no início, mas é mesmo para isso que estes treinos servem, não só para levar o corpo mais à frente, mas também para o conhecer melhor, saber onde somos mais fortes e também onde estamos mais fracos e onde temos que melhorar para as provas.

 

A segunda subida foi feita em 15min, a 06:30/km. Já com algum esforço na parte final, com o "automático" ligado na cabeça, sem pensar quanto faltava para o fim , se ia apanhar subidas ou não, o objectivo era manter a cabeça ocupada e não pensar no esforço. Quando voltei a mim, já estava na ultima subida, e sempre a um ritmo constante, sem ceder ao esforço. Acho que a conclusão deste treino foi atingida.

 

Verifiquei onde estou mais forte e onde estou menos forte. Mas com a consistência nos tempos de subida, estou a aprender a controlar a velocidade inicial nas provas, que foi um dos meus calcanhares de Aquiles em provas como o Ultra Trail de Sesimbra ou nos 100km de S.Mamede.

 

Depois da Eugenia chegar, descemos os dois mais tranquilamente em direcção à Serafina, depois seguimos pela Av. General Correia Barreto, Rua Campolide, Avenida José Malhoa e por fim Avenida Columbano Bordalo Pinheiro até à  Praça de Espanha. Estes kms já em ritmo de descontracção a rolar bem acima dos 6/km. O meu último km, depois de deixar a Eugenia em casa,  ainda deu para rolar a 5:40/km para descontrair. No final, e por uma grande coincidência o treino totalizou 21,2km, ou seja uma Meia Maratona em 2:01:47min, com três subidas brutais em Monsanto.Média final de 5:45/km com uma boa parte a rolar a 4/km e outra perto dos 7/km.

 

Lisboa tem condições para a pratica da corrida excepcionais, seja para quem quer fazer alcatrão, iniciação ao Trail ou ao City Trail. Convém andar sempre bem calçado, com roupa confortável e água, muita água.

 

Neste momento já estou muito perto do objectivo para o peso final que quero ter em 2014, que são 70kg, e que me vai permitir gerir melhor as provas e ter andamentos que dificilmente se tem com mais uns quilos em cima.

No final do treino fica a curiosidade de, no Strava e na vertente dos segmentos que a aplicação gere de todos os que colocam lá os seus treinos, ter o melhor tempo na descida do "Cozido", com uma média de 4:19 e de estar em 38º melhor tempo a subir o mesmo percurso. Já sei onde tenho que melhorar :)

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publicado às 20:00

Crónica III – Parar, Ver e Ouvir

por Correr na Cidade, em 15.08.14
Por Tiago Portugal:

Domingo - 10 de agosto de 2014 – 20h19 - Faltam 33 dias 6 horas e 22 minutos…Não tenho pensado muito nisto mas daqui a sensivelmente um mês estarei na Serra Nevada. O programa da festa prevê que agosto seja o mês em que faça mais quilómetros e com maior desnível positivo...férias só em outubro. No entanto, até à data não tem corrido conforme o planeado. Algum cansaço psicológico e físico aliado a uma dor na parte posterior da perna esquerda condicionaram o meu treino na última semana. Felizmente estou, aos poucos, a ultrapassar isto tudo, e em retrospectiva até penso que está pausa era necessária. Temos que saber parar para recomeçar mais fortes e com uma energia redobrada.

 

Segunda-feira 4 de agosto: Depois de ter passado o dia de domingo a “jiboiar” acordei ainda com a dor na parte posterior da coxa, que começou depois de Óbidos, a incomodar-me. No trabalho resolvi, à campeão, subir as escadas até ao 5º andar. Dois lances de escada e percebi a péssima ideia que tinha tido. Bela maneira de começar a semana! Apoiado no corrimão consegui ao fim de alguns minutos chegar ao meu destino. Ao longo do dia apercebi-me que não estava em condições de correr e resolvi ir a um treino de cross-fit ao fim da tarde para desanuviar. O treino correu lindamente e, tirando uma ligeira impressão, a perna não se ressentiu. Fiquei aliviado e combinei ir correr no dia seguinte de manhã.

Treino realizado: 0km mas 1h de Cross-Fit

 

 

Terça-feira dia 5 de agosto: 7h30 no jamor. Fui na companhia, do Nuno Malcata, fazer um treino ligeiro pelos recantos do jamor que o Nuno tão bem conhece. Ao fim de 6km a perna esquerda começa a incomodar, 2 km depois a dor ficou tão aguda que resolvi parar para não piorar a situação. Pelas 13h00 continuava com uma dor constante na coxa que até sentado me incomodava. Liguei ao José Carlos Santos (o meu treinador) para conversar e ver se me podia ajudar nesta situação, na hora ficou decidido que depois do trabalho iria ter com ele para ver o que se passava. Após uma sessão de massagem em que fiquei bastante melhor fui para casa a pensar em duas coisas. A 1ª é que deveria fazer uma massagem regularmente, alivia muito a pressão nas pernas, a 2ª é que efectivamente não tenho flexibilidade nenhuma o que para além de prejudicar actualmente a minha corrida poderá ter consequências negativas no futuro. Apesar de hoje alongar bastante mais do que no passado ainda estou longe do pretendido e tenho que investir mais tempo nos alongamentos e nos exercícios de flexibilidade.

Treino realizado: 8,76km em 48m D+ 80m

 

Quarta-feira dia 6 de agosto: Dia de descanso absoluto para ver se a perna melhora. 30 minutos de alongamentos à noite.

Treino realizado: 0km

 

 

Quinta-feira dia 7 de agosto: Depois de um dia de descanso, obrigatório, comecei a sentir melhorias e a perna já mal me doía. Resolvi arriscar e fui ao treino do CnC “Into The Wild” em Monsanto. Mais uma vez, treino excelente e uma grande oportunidade para quem não conhecia descobrir Monsanto. Durante o treino senti uma ligeira picada na perna e fui abrandando o ritmo até me sentir confortável. Já em casa obriguei-me a fazer cerca de 40m de alongamentos. Custa? Muito. Mas é essencial para preservar as minhas articulações e evitar problemas no futuro.

Treino realizado: 10km, D+ 220 m

 

 

Sexta-feira dia 8 de agosto: Numa semana normal de treino seria o meu único dia de descanso. No entanto, esta semana tive que dar ouvidos ao meu corpo e descansar mais do que o habitual por isso foi o meu 2º dia de descanso. Mais uma vez aproveitei para fazer alongamentos.

Sinto-me muito menos cansado.

Treino realizado: 0km

 

 

Sábado dia 9 de agosto: 3 º dia de descanso esta semana. Bem precisava. Sinto-me renovado e cheio de vontade de correr, coisa que tinha faltado nos últimos dias. Foi necessário parar, descansar, ver onde já tinha chegado e o que já progredi e ouvir os conselhos de quem sabe e já passou pelo mesmo. 

Não consigo ficar muito tempo parado e começo a ficar agitado de não correr…

Treino realizado: 0km

 

Domingo dia 10 de agosto: Treino de 2 horas em Sintra na companhia do meu irmão e do Nuno Malcata. Acordei cheio de vontade de correr e de avaliar como se portava a minha perna durante um treino mais puxado. Foram mais de 2h30 de subidas, descidas e mais subidas na paisagem idílica da Serra de Sintra, com direito a ir à pedra amarela e ao monge. Aproveitei para mais uma vez testar a alimentação e a hidratação, podem determinar o sucesso ou não numa prova. Ao longo de todo o percurso senti-me fisicamente muito bem, mas o mais importante foi que recuperei totalmente a alegria de correr. Ultrapassei mais uma etapa rumo ao meu destino final e sinto-me cada vez mais preparado.

Treino realizado: 21km, 2h30 com D+ de 800m   

Resumo da semana: 40,26 km com de D+ 1101m

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publicado às 17:00

Review: Já conhecem as meias Injinji?

por Correr na Cidade, em 15.08.14

Por Pedro Tomás Luiz:

 

Convidado pelo meu amigo Tiago Pereira, do blog Correr Barefoot, fui experimentar as mundialmente famosas meias de dedos, da marca Injinji.

A Injinji é uma marca americana sediada na Califórnia e desde 1999 que se dedica ao fabrico de meias com dedos. Suportados na convicção que a nossa saúde começa pelos pés, características como “a melhor proteção para os pés”, “conforto”, “melhor recuperação” “um melhor desempenho com qualquer sapatilha” são veiculadas pela marca. Ambiciosos não?

 

Ainda mais quando afirmam o seguinte: “ As runners, athletes, and enthusiasts of staying physical and getting outdoors, we assure you that a pair of our toe socks can improve your performance and help put your best foot forward every day. “

 

Como corredor, sempre estive do lado dos sortudos, ou seja raramente faço bolhas e as vezes que elas apareceram culpei mais as sapatilhas do que as meias. No entanto sempre considerei que a saúde dos pés é basilar, ainda para mais quando o nosso desporto passa basicamente por nos suportarmos neles horas a fio.

 

Se pesquisarem por este tema no Google, vão encontrar milhões de entradas, de dicas, de testemunhos de imagens… etc… . É complicado esquecer os pés do Anthon Kupricka no documentário sobre a sua vida, ou as razões que levaram aquele atleta em Badwater a remover cirurgicamente as unhas, para impedir a formação de bolhas.

 

A Review:

Testamos o modelo Run 2.0, indicados para estrada ou para os amantes do barefoot, para serem usadas dentro de umas Vibram Five Fingers.

Descrevendo sucintamente e à primeira vista são umas meias bastante finas, muito macias, cano médio, reforço elástico na zona do arco do pé, com um discreto símbolo da Injinji na zona do tornozelo.

 

A primeira vez que se tenta calça-las, pode não ser a mais rápida nem a mais fácil (pelo menos para mim não foi) é necessário alinhar os dedos da meia com os nosso dedos e este simples ajuste pode sem duvida demorar algum tempo (ter os dedos dos pés algo deficientes não ajuda muito). Este ultimo facto, e dado que obviamente o tamanho dos dedos das meias são standard, tenho de assumir que as meias não ficaram perfeitamente ajustadas aos meus dedos.

 

Apesar de tudo isto as primeiras sensações foram sensacionais, é realmente todo um outro mundo no que se refere a meias. Ao invés de sentirmos os dedos em pacote como as meias mais tradicionais, sentimos uma liberdade em cada um dos dedos.

 

Corri muitos km com elas, tanto estrada, como até em trail e tal como esperado zero bolhas e um conforto absolutamente fantástico. Os materiais sofreram um desgaste que considerei perfeitamente normal, o que para ser mesmo sincero passou apenas por ficarem ligeiramente menos brancas.

 

Pontos Fortes:

  • Conforto
  • Sensação de liberdade
  • Ausência de bolhas
  • Construção

 

Pontos Fracos:

  • Calcar as meias (isto pode mesmo não ser uma tarefa fácil);
  • Ajuste das meias aos dedos

Conclusão:

Se querem experimentar todo um novo mundo no que se refere a meias ou simplesmente querem minimizar o impacto das bolhas nos vossos pés, estas meias merecem sem dúvida uma oportunidade

 

Marca: Injinji

Modelo: Run 2.0 LIGHTWEIGHT

Cor: Branco

PVP: 13,99 € em http://correrbarefoot.com/loja-correrbarefoot/injinji/run-lightweight-mini-crew-brancas/

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publicado às 08:00


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