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Corra positivamente...

por João Gonçalves, em 29.07.16

Pensamentos negativos durante um treino podem de facto arruinar este momento onde, supostamente vamos correr para descontrair, para fazermos bem ao nosso corpo e principalmente à nossa mente.

 

A nossa mente domina o nosso corpo, portanto eu acreditar que o meu treino está a ser muito difícil e focar as minhas atenções para esse pensamento o que vai acontecer é que esse treino vai ser o mais terrível de todos. O bom disto tudo é que nós conseguimos controlar isto antecipando o desastre. Como? Ao primeiro sinal de uma pensamento negativo, controla-lo com energias positivas. Por exemplo, és ultrapassado por um outro corredor, ao invés de pensar, "Sou mesmo fraquinho, até aquele chouriço me ultrapassou", primeiro ter a consciência que não somos os melhores, ou que por exemplo aquela pessoa pode estar a fazer um treino de velocidade ou pode estar no inicio do treino e ainda está com o gás todo.

 

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Outro pensamento comum é o "Estou a ir devagar hoje", se calhar é o teu corpo a pedir descanso ou ontem fizeste um treino mais forte no dia anterior e hoje estás mais cansado, acontece. Desliga o relógio, fala contigo mesmo 2 segundos "Vamos embora, hoje é para curtir" e vais ver que sem dares por isso, ao apagares este pensamento negativo da tua cabeça, vais voltar ao teu pace normal, porque te vais sentir mais leve.

 

Algo muito comum com os corredores é pensar nos km que faltam para o fim do treino "Falta tanto, nem acredito" calma... Conheces a expressão "Comer um elefante às fatias" é como fazer uma ultra, pensa pequeno, em várias etapas, por exemplo, agora foi correr esta ao fundo desta rua, agora vou fazer o próximo km a bombar e o próximo a trote e como se nada fosse vais terminar o treino sem stress, porque a tua mente vai estar ocupada naquele bocadinho que é atingível rapidamente e não vai pensar no todo.

 

Espero ter ajudado em dissipar essas nuvens negras das vossas cabeças, existem muitos e muitos mais exemplos o importante é que saber que somos nós por um todo, é a nossa vontade, as nossas crenças e convicções que tem de mandar.

 

Bons treinos.

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Review: Skechers GOrun Ride 5

por Bo Irik, em 28.07.16

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O João e a Bo andaram a testar os Skechers GOrun Ride 5. Depois da preview, segue então o veredicto final:

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

 

O João afirma que visualmente estas GOrun Ride 5 são uma sapatilhas grandes, mas não se deixem enganar por este aspecto mais robusto. Embora tenham um look mais maximalista, elas fazem parte da linha de corrida mais natural da Skechers com apenas 4mm de drop e foram construídas de raíz para corredores que procuram leveza, amortecimento e que buscam distâncias mais longas, logo acreditem que estão longe de ser dois tijolos.

 

Em termos de upper, a construção é excelente e o material utilizado é ótimo e muito confortável mesmo quando de corre sem meias. Lembramos que a Skechers este ano teve uma aposta forte no triatlo e na marca IRONMAN e como é comum os triatletas não usarem meias, de forma a poupar tempo nas transições é bom ver que existiu aqui uma forte preocupação no material. No entanto, a Bo adiciona que, apesar do conforto caraterístico da marca, parece que existe algum excesso de tecido no upper. Ela tem o pé estreito, mas este excesso de tecido não se justifica. Mesmo com o sapato na mão, esta situação é visível.

 

Outro pormenor de design a pensar no triatleta é o sistema quick-fit no calcanhar, uma ligeira abertura que ajuda a calçar a sapatilha de uma forma mais rápida nas transições, contudo em prova, o João não achei que ajudasse assim tanto. Na verdade, como o dedo passa para o interior da sapatilha chega a prender um pouco a entrada do calcanhar do pé na mesma.

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ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

 

Neste aspeto, a Bo e o João concordam que não há nada a apontar. É uma sapatilha estável, os reforços em 3D nas laterais do upper garantem que o pé se mantenha no sítio. Mesmo ao usar um sistema de atacadores elásticos (quick laces) que cedem mais um pouco que os normais e mesmo o pé este sempre no sitio certo.

 

Para estes GOrun Ride 5, a Skechers optou por um design que favorece o mid-foot striking do corredor e para isso optou por colocar uma EVA mais firme na sola e na media sola de forma a que este tipo de ataque ao solo seja mais natural. Para além disso outro pormenor interessante são os GO Impulse sensors, uma pequenos discos circulares colocados na sola – se olharem para a sola, são os círculos de cor diferente, este foram reposicionados face à versão anterior e segundo a marca são os responsáveis pela responsavidade da sapatilha.

 

Em termos de aderência, a Bo levou os GOrun Ride 5 ao limite, ao correr em trilhos. E mesmo, nos trilhos, os GOrun Ride 5, não deixaram nada a desejar. É claro que se tratou de um piso não muito técnico em sem lama.

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CONFORTO

 

É uma sapatilha que tem uma boa qualidade de materiais e isso relevasse no conforto. A zona frontal da sapatilha é ampla o suficiente para abrir os dedos dos pés com um á vontade relativo. Para a Bo, esse aspeto é crucial. Contudo, na opinião do João, e tendo em conta o seu pé, poderia ser uma pouco mais larga. Além disso, esta sapatilha promete uma transição suave, mas o João achou-as demasiado rijas levando a ter algum desconforto na planta do pé ao fazer treinos com mais quilómetros. A Bo não concorda e sente-se à vontade para fazer muitos kms com estas sapatilhas.

 

AMORTECIMENTO

 

Com mais 15% de material na sola do que a versão anterior, mantendo o mesmo peso, a Skechers promete um nível de amortecimento superior para estas GOrun 5. No entanto, o João, face à rigidez que encontrou durante o uso, acha que este ponto ficou algo aquem das espectativas iniciais. O João admite que na crew há pesoas que tem opinião contraria à sua, portanto deve ser devido à sua passada ou morfologia. Na verdade, não existe um sapatilha que sirva todos os corredores. Cada um de nós tem a sua identidade na passada, como se de uma impressão digital se tratasse.

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PREÇO

 

Com um PVP perto dos 100€ e tendo em conta os materiais utilizados pela Skechers, na perspetiva do João, outras opções no mercado e “o seu” problema de conforto na passada, este valor fica no limite do aceitável para uma sapatilha que promete mais conforto, mais distância e mais amortecimento. Ja a Bo afirma que voltaria a comprar este modelo, sem dúvida.

 

AVALIAÇÃO FINAL

 

A Skechers “tagou” esta sapatilha como “the perfect ride, anytime”. Na verdade, as GOrun Ride 5 ficaram um pouco à quem das expectativas do João, embora as considere boas, não as considera excelentes em nenhum ponto. Tornando-as assim umas sapatilhas versáteis, transmitem a sensação de leveza que prometem, mas não me transmitem a sensação de terreno e amortecimento devido à rigidez na passada que encontrei durante o uso.

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Design/Construção 16/20

Estabilidade e Aderência 16/20

Conforto 15/20

Amortecimento 12/20

Preço 14/20

Total 74/100

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Há 3 meses corri pela última vez... e fiz uma maratona!

 

Pois é, há 3 meses corri a Maratona de Madrid, e desde esse dia não voltei a correr 100 metros.

 

Porquê? Fui "à faca", e para não ajudar, 1 mês depois da primeira ida ao bloco operatório tive de lá voltar para resolver uma infeção chata que deu em fistula.

 

A recuperação foi longa, quase 2 meses, muito dolorosa e completamente inerte passando muito tempo deitado.

 

Tanto como as muitas dores que tive, custou esta inatividade completa porque desporto é do que mais gosto fazer na vida, seja correr, saltar, nadar, andar de bicicleta, jogar ténis, basket, etc etc etc...

 

Atualmente perdi toda a forma que tinha e, se há 3 meses concluí a Maratona num dos melhores periodos de forma que me lembro, hoje subo um lance de escadas e fico exausto. O corpo precisa de atividade, tudo o que está parado morre, mesmo.

 

3 meses depois da Maratona voltei a calçar uns ténis para voltar a correr um pouco. Foi no evento da Puma para apresentação dos Ignite Dual. A sensação foi boa, muito boa, apesar do receio de começar a correr, mesmo que devagar, e não aguentar nem 50 metros.

 

Felizmente o evento foi bem planeado, andámos um pouco, fizemos alguns exercicios de aquecimento e a parte de corrida foi breve. Embora muito cansado acabei bem e com um enorme sorriso na cara.

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E agora? Agora é hora de começar tudo de novo, antes de voltar a correr bem, terei de andar muito e bem, e sobretudo ter a força para não desistir às primeiras dificuldades, e vão ser muitas.

 

Para ti, que estás na mesma posição que eu, decidiste voltar a correr e sabes que não vai ser fácil, faz isto por ti e para ti!

 

Daqui a 2 meses espero ouvir noticias tuas, e eu aqui estarei a dar-te noticias desta minha nova etapa.

 

Para fechar, revejam neste link  as dicas que o Pedro Luiz nos deixou no início do ano para quem quer começar ou voltar a correr e tanto sucesso tiveram.

 

Bons treinos!

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Race Report: Trail Monte da Lua

por Sara Dias, em 26.07.16

Sábado 8h da manhã, estacionamento da Praia das Maçãs, partida do Trail Monte da Lua, o calor já se começava a sentir e a prever aquele que ia ser o meu maior inimigo.

 

Não treinei especificamente para este trail, mas no início de Maio decidi ter um plano de treinos com o Coach João Mota - Trail Running & Endurance, para poder evoluir na modalidade de forma mais coesa. Era tempo de avaliar o corpo e treino até aqui, foi desta maneira que encarei este desafio.

 

Era hora de levantar dorsal, encontrar amigos destas andanças e ver a partida dos bravos que iriam fazer os 50km.

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Partida ás 9:30 como esperado, sabia que o percurso até ao Cabo da Roca não me iria trazer grandes dificuldades porque treino regularmente naquela zona. O pior foram as arribas, cheguei à zona crítica com pouco mais de duas horas de prova, pela primeira vez tive um medo brutal de descer, dei por mim a desejar subidas. Percebi que aquela parte seria o verdadeiro início da prova, o calor era mais que muito, a pele ardia e o pensamento de desistir foi recorrente.

 

Liguei a quem sabia que estava a seguir a minha prova, no meio das lamentações ouço do outro lado: já fizeste o pior, se chegaste até aí não vais desistir agora.  Segui caminho, esperavam-me mais duas subidas durinhas mas afinal foi o que desejei até ali… SUBIR, os restantes 7km foram feitos tranquilamente e quando dei por mim já estava no areal da Praia das Maçãs, ao longe avistava a meta e cruzá-la 4h40 depois da partida foi um feito atendendo ás condições.

 

Senti que podia ter feito muito melhor mas acho que esse sentimento todos temos quando chegamos à meta, fui a vigésima oitava mulher a cruzar a meta. Concluí mais um desafio a que me propus, o mais importante é concluir sem lesões.

 

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Olhando agora para a prova em si, a meu ver o percurso estava bem marcado, não havia margem para dúvidas. Mas não posso deixar passar o facto de haver poucos voluntários ao longo do percurso, para além de não haver existência de bombeiros nem de pontos de socorro nas zonas mais críticas do percurso como eram as arribas. O segundo abastecimento da prova 20D+ (trail curto) era de sólidos e líquidos e contava apenas com a boa vontade de três voluntários, quando passei por lá eles não conseguiam dar vazão, muito menos repor o que estivesse em falta.

 

Contudo e o que para mim me tirou do sério, foi chegar ao abastecimento do Cabo da Roca ir com três soft flasks vazios e um voluntário dizer que não tinham água mas que me podia abastecer de Coca Cola. Havia várias pessoas sem líquidos à espera que viessem trazer água. Nas condições que decorria a prova água não pode mesmo faltar, esse para mim foi um erro crasso.

 

À chegada também só podíamos contar com líquidos não havia sólidos nenhuns, em qualquer prova há sempre sólidos à chegada.

 

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A prova prima pelas diversas paisagens de cortar a respiração, e se há quem goste de descer em zonas muito íngremes o suficiente para disparar a adrenalina, então esta é uma prova para ti.

Até para o ano Monte da Lua...

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